Ecologia – Apontamentos – 1º Teste Origem da Ecologia: a ecologia como conceito independente surge com Haeckel



Baixar 293,21 Kb.
Página1/4
Encontro19.08.2017
Tamanho293,21 Kb.
  1   2   3   4

Ecologia – Apontamentos – 1º Teste
Origem da Ecologia:
A ecologia como conceito independente surge com Haeckel, considerado o pai desta ciência, em 1869. Surge primeiramente como uma área da Biologia e só mais tarde adquire autonomia. A história da ecologia começou com Alexander Von Humboldt no séc. 18. Os seus pensamentos acabaram por influenciar Darwin e Wallace e sobretudo Mobius, que apresentou o conceito de Biocenose, em 1877. O conceito de Biosfera surge em 1875 com Suess

O século 20 viu nascer então a Ecologia como a conhecemos hoje, muito impulsionada por uma revolução industrial voraz e poluidora no final do séc 19. Tansley definiu pelo primeira vez em 1935 o conceito de Ecossistema. Desde então, a ecologia viu o seu universo de conhecimento aumentar bastante, com especial destaque para a introdução dos conceitos matemáticos de dinâmica de uma população, distribuição espacial, etc. Hamilton, Mayr, Pielou e Southwood foram alguns dos grandes responsáveis por estas teorias.



Protoplasma → Célula → Tecido → órgãos → Organismo → Espécie → População → Comunidade → Ecossistema → Biosfera

Especiação:
O conceito de espécie para a Ecologia prende-se muito com a capacidade reprodutiva e o isolamento reprodutivo de uma população. Para tal é necessário compreender os processos de Especiação:
Alopátrica – dá-se quando se impõe uma barreira geográfica por:



  • Efeito do fundador ( pequena população que se fixa numa nova área )

  • Deriva genética

  • Selecção Natural

Simpática – acontece no mesmo espaço físico por:




  • Selecção disruptiva

  • Poliplóidia

Parapátrica – dispersão dos organismos de uma população numa área superior às suas capacidades.
Mecanismos isoladores:

  • pré-acasalamento:

  • Isolamento ecológico – ocorre quando os organismos apresentam uma diferente relação com o meio (vivem em habitats diferentes, ainda que na mesma área) e com outros seres (organismos vivem nas árvores e outros no chão, uns são activos de dia e outros de noite, etc.);  

  • Isolamento temporal – também designado por isolamento sazonal, neste caso os organismos vivem no mesmo habitat, mas em épocas diferentes ou apresentam épocas de reprodução diferentes. Pode existir interfecundidade gamética mas na natureza nunca existe possibilidade de reprodução;  

  •   Isolamento comportamental – existe principalmente nos vertebrados, em particular nas aves, embora também seja conhecido em insectos. Quando este tipo de mecanismo isolador actua o cortejamento sexual, exibições e sinais de reconhecimento entre indivíduos da mesma espécie não existem, o que impede a atracção sexual entre as populações;

  • Isolamento mecânico – diferenças morfológicas e fisiológicas das genitálias impedem a reunião dos gâmetas. Este mecanismo é particularmente importante em artrópodes, com genitálias rígidas e exosqueleto, mas também existe em gastrópodes e anelídeos hermafroditas.

 

  • pré-acasalamento

  • Mecanismos isoladores pós-acasalamento -  também designados mecanismos isoladores pós-zigóticos, evitam a formação e desenvolvimento do descendente, dificultam a formação do híbrido ou a sua reprodução. Podem ser:  

  • Isolamento gamético – existe troca de gâmetas mas a célula masculina não atinge a feminina, devido a reacções imunitárias ou por falta de reconhecimento químico entre gâmetas. Este processo existe em moscas Drosophila e é muito comum em peixes, devido ao facto de os gâmetas se unirem na água;  

  •   Isolamento por inviabilidade dos híbridos –também designado isolamento zigótico, neste caso existe fecundação mas a incompatibilidade genética impede o desenvolvimento normal do embrião, processo muito comum em peixes com fecundação externa, pois facilmente os gâmetas se misturam;  

  • Isolamento por esterilidade dos híbridos – também conhecido por isolamento pós-zigótico, neste caso o embrião desenvolve-se mas não atinge a idade adulta ou, se atinge a idade adulta, é estéril ou é eliminado por selecção. Por vezes o sex-ratio dos híbridos não permite a formação da geração seguinte;  

  •   Isolamento por inviabilidade dos híbridos de 2ª geração – formam-se híbridos férteis mas nos descendentes destes (híbridos de 2ª geração) os embriões abortam, são muito débeis ou estéreis.


Biodiversidade:
O conceito de Biodiversidade engloba não só a quantidade de espécies existentes, mas também a equitabilidade ou abundância populacional num determinado ecossistema. Aborda igualmente a variabilidade genética, para além da fenotípica.

Biodiversidade cria biodiversidade, por isso mesmo se verifica uma agregação de vida ao nível da biosfera. Estas agregações, por norma situadas nos trópicos, são denominadas de Pontos críticos.


Energia e Produtividade dos Ecossistemas:
O sol é a nossa principal fonte energética. Cerca de 50% da radiação que atinge o nosso planeta chega à superfície terrestre, sendo que o resto é reflectido pelas várias camadas atmosféricas. Ecologicamente é necessário compreender os conceitos de cadeias tróficas, níveis tróficos, etc. Assim, apenas uma pequena parte da energia que atinge a superfície é utilizada pelos seres autotróficos, produtores primários, que a transformam em energia química (hidratos de carbono de protoplasma).
Conceitos:

PPB (produção primária bruta) = Energia fixada na fotossíntese por unidade de área e de tempo (g/m2/ano)

PPL (produção primária líquida) = PPB – Respiração Autotrófica = Acumulação de Biomassa vegetal(g/m2/ano)

PLC (produção primária líquida da Comunidade) =

PPL – Respiração Heterotrófica = Acumulação de Biomassa animal (g/m2/ano)


Os diferentes ecossistemas acabam por influenciar as diferentes relações PPB/PPL. Assim, os autotróficos terrestres despendem uma mais percentagem de energia na respiração do que os autotróficos marinhos. Tal facto é justificado pela grande quantidade de matéria orgânica que os autotróficos terrestres têm. A reprodução célere, sustenta os pequenos corpos dos autotróficos marítimos, muitas vezes unicelulares. No ambiente terrestre, quanto maior o calor, naturalmente maior a taxa de respiração.
Uma importante ferramenta para estes cálculos é o IAF (índice de área foliar). Este índice permite calcular o numero de folhas que um raio solar perpendicular atinge. E permite-nos tirar então a seguinte conclusão:
À medida que aumenta o IAF:





  • PPL e PPLC: começam a diminuir porque:

      • como resultado do ensombramento, diminui a taxa fotossintética e aumentam os gastos

com a respiração e transpiração;

consequência aumentam os gastos com a respiração.
Cadeia Trófica – Rede de transferência de energia química que se inicia nos produtores e culmina nos decompositores, passando pelos consumidores.
Produtores → Consumidores → Decompositores

Energia Energia

Em cada passagem, cerca de 80 % da energia é perdida. Por isso mesmo, quanto mais abaixo estiver um organismo na sua cadeia trófica, maior a quantidade de alimento disponível.
Alguns balanços energéticos podem ser feito nos níveis tróficos:

It Entrada total de energia no nível trófico t

It = LA Para o 1º nível trófico = Luz absorvida pelos autotróficos

At Energia assimilada no nível trófico t

Pt Produção do nível trófico t

PPB Produtividade primária bruta



PPL Produtividade primária líquida
1. ENTRE NÍVEIS TRÓFICOS

1.1 EFICIÊNCIA ASSIMILAÇÃO DO NÍVEL TRÓFICO:
1º nível
1.2 EFICIÊNCIA PRODUÇÃO DO NÍVEL TRÓFICO:
1º nível
1.3 EFICIÊNCIA UTILIZAÇÃO DO NÍVEL TRÓFICO:
2º nível
2. DENTRO DO MESMO NÍVEL TRÓFICO


  1   2   3   4


©livred.info 2017
enviar mensagem

    Página principal