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17/09/2009

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Traduzido do original em inglês:



"The Facts on Angels"

Copyright © 1995 by

The Ankerberg Tneological Research Institute
publicado por Harvest House Publishers

Eugene, Oregon 97402 – EUA


Tradução: Eros Pasquini, Jr.

Revisão: Ingo Haake

Ingrid H. L. Beitze

Capa e Layout: Reinhold Federolt


Todos os direitos reservados para os países de língua portuguesa
© 1995 Obra Missionária Chamada da Meia-Noite

R. Erechim, 978 - B. Nonoai

90830-000 - PORTO ALEGRE - RS/Brasil

Fone: (51) 241-5050 - FAX: (51) 249-7385 mail@chamada.com.br - www.chamada.com.br


Composto e impresso em oficinas próprias
"Mas, à meia-noite, ouviu-se um grito: Eis o noivo! saí ao seu encontro”

(Mt 25.6).
A "Obra Missionária Chamada da Meia-Noite" é uma missão sem fins lucrativos, que crê em toda a Bíblia como infalível e eterna Palavra de Deus (2 Pe 1.21). Sua tarefa é alcançar todo o mundo com a mensagem de salvação em Jesus Cristo e aprofundar os cristãos no conhecimento da Palavra de Deus, preparando-os para a volta do Senhor.
CATALOGAÇÃO NA PONTE DO DEPARTAMENTO NACIONAL DO LIVRO


A611f

Ankerberg, John, 1945-

Os fatos sobre anjos : quem são eles, donde vêm e o que fazem hoje / John Ankerberg e John Weldon ; [tradução: Eros Pasquini Jr.]. - 2. ed. - Porto Alegre : Obra Missionária Chamada da Meia-Noite, 1999.

97p. ; 13,5x19,5cm. – (Os fatos sobre)

ISBN 85-7408-026-8

Tradução de: The facts on angels.

Bibliografia: p. 90-96.

1 .Anjos I. Weldon, John. n. Título. IU. Série.

CDD-235.3




ÍNDICE
Prefácio
Anjos e Mais Anjos, Por Toda Parte
Introdução

1. Quão populares são os anjos hoje em dia

- e por quê?
Prímeíra Parte

Os Anjos Bons

2. Qual é o significado das palavras bíblicas para o termo anjo?

3. O que são os anjos?

4. Quão poderosos são os anjos?

5. Quais são alguns conceitos populares, embora falsos, acerca de anjos bons?

6. O que, na realidade, os anjos bons fazem na Bíblia?

7. O que é que os anjos bons fazem hoje, e como é que agem para conosco?

8. Todo mundo tem anjo da guarda?


Sequnda Parte

Encontros Contemporâneos com Anjos: os Anjos Populares

9. Qual é, para nós hoje, o significado do fato de que Satanás e seus demônios foram um dia anjos santos que caíram de sua gloriosa posição celeste?

10. Quem são, precisamente, os anjos maus, quais são alguns conceitos falsos acerca deles, e que poderes possuem?

11. O que anjos malignos fazem hoje em dia, como são contatados, e como afetam nossas vidas?

12. Os anjos populares negam os ensinamentos bíblicos fundamentais? Poderiam os anjos santos negar os ensinamentos de Cristo?

13. Os anjos populares estão ativos nas seitas? Quais são algumas abordagens cristãs falsas acerca de anjos?

14. Como é que os anjos populares apóiam o mundo do ocultismo?

15. O que dizer sobre os anjos populares e o fenômeno moderno da canalização?

16. O que dizer sobre os anjos populares, Maria, o papa e o catolicismo romano?

17. Por que os anjos populares estariam interessados em apoiar o movimento ecológico moderno?

18. Que exemplos nos mostram como os anjos populares istorcem a Bíblia?

19. Os anjos populares aparecem nas experiências

de quase-morte?

20. Os anjos populares têm alguma ligação com os OVNIs?

21. O que é que os anjos populares ensinam acerca

da ética e da nova moralidade?

22. Qual a ligação dos anjos populares com os ensinamentos acerca do amor-próprio e da auto-estima?

23. Os anjos populares endossam a prática de adivinhação?

24. Será que os anjos populares endossam os movimentos cristãos de "fé"/confissão positiva? Como os anjos populares poderiam se infiltrar indiretamente na Igreja?

25. O que dizer acerca dos anjos populares e outros métodos importantes de engano espiritual?

26. Os anjos populares desejam possuir as pessoas?
Conclusão
Apêndice: A febre dos anjos no Brasil
Agradecimento
Notas
Sobre os autores

PREFÁCIO
Anjos e Mais Anjos, Por Toda Parte

Por que é importante conhecermos o assunto "an­jos"? Esse é um dos assuntos mais intrigantes que alguém poderia estudar. O renomado filósofo Mor-timer J. Adler; editor da Enciclopédia Britânica e criador da série de livros The Great Books of the Western World (Os Grandes Clássicos do Mundo Ocidental), disse recentemente que os anjos são um assunto mais fascinante que a ficção científica ou a idéia de seres extraterrestres.1 Por quê?

De acordo com a Bíblia, os anjos literalmente mol­daram o curso da história humana e continuam a fazê-lo hoje. Pense no anjo caído que arquitetou astutamente a queda moral de toda a raça huma­na no Jardim [do Éden] (Gênesis 3). Ou então no anjo que falou e mediou a lei de Moisés, que lite­ralmente mudou o mundo ocidental (Atos 7.53; Hebreus 2.2). Ou ainda, nos literalmente milhares de encontros "angelicais" através da história, na vi­da de indivíduos comuns e famosos, inclusive Abraão Lincoln, o boxeador Evander Holyfield, ou as estrelas do rock George Harrison e Carlos San-tan (que invoca a presença de anjos antes de cada show).2 O destacado místico William Blake disse que estava sob a orientação de "anjos" dia e noi­te.3

Desde os anjos terríveis do livro do Apocalipse -cujo poder sobre a natureza e a humanidade é tão aterrorizante que simples mortais não conse­guem compreendê-lo (Apocalipse 8.6-12; 9.15) -aos anjos que ministraram a Cristo quando das Suas tentações no deserto e no Getsêmani e que assistiram à igreja primitiva (Mateus 4.6,1 1; Lucas 22.43; Atos 10.22; 12.7), eles têm influenciado, di­reta e indiretamente, as vidas de todos sobre a ter­ra.

O mundo está, na realidade, bem interessado em anjos. Na reportagem de capa de 27 de de­zembro de 1993, a revista Time disse: "Se exis­te alguma coisa semelhante a uma idéia univer­salmente aceita, comum às culturas e através dos séculos, a crença nos anjos é a que mais se aproxima disso."4 Os anjos estão presentes em todas as civilizações e culturas, tiveram papel de destaque em quase todas as religiões do mun­do, e estão muito mais ativos nos negócios hu­manos do que a maioria poderia sequer suspei­tar. O "Anjo Gabriel", por exemplo, foi quem deu a Maomé as revelações contidas no Alcorão, que agora influencia mais de um bilhão de muçul­manos.5 Quem pode, portanto, ignorar o assun­to "anjos"?

O outro lado da moeda nos diz, entretanto, que esse assunto tem sido ignorado pela maioria, até mesmo pela igreja cristã em cujas Escrituras os an­jos têm parte importante. Quando Billy Graham escreveu seu bem-sucedido livro Anjos: Agentes Secretos de Deus, ele ficou surpreso ao perceber quão poucos livros havia sobre o assunto, e, ao re­fletir, não conseguiu se recordar de ter ouvido al­guma vez um sermão sequer sobre os anjos.6 Os anjos, todavia, não são mais ignorados hoje. Quer seja no teatro, na televisão, na literatura, nos fil­mes, na arte e na música - e mesmo entre os céticos, que, às vezes, parecem não conseguir evitá-lo7 -, os anjos estão de volta ao cotidiano.

Tudo isso é para o bem, e por várias razões. Pri­meiro, de forma inerente, os anjos relembram às pessoas acerca de Deus, e da responsabilidade que cada um tem diante dEle. Segundo, o próprio assunto de uma raça de seres espirituais traz natu­ralmente de volta as profundas perguntas que as pessoas têm feito através da história. Se os anjos existem, então não somos a única forma de vida no Universo, e certamente não evoluímos de for­ma naturalesca, a partir de gases interestelares pri­mordiais.8 Se os anjos realmente existem, então um mundo espiritual tem de existir, o que nos le­va naturalmente de volta à questão profunda de Deus como Criador, e de perguntas correlaciona­das, tais como: Quem sou Eu? De onde eu vim? Qual o propósito da minha vida? Para onde irei quando morrer?

Uma última razão pela qual o assunto "anjos" não deve ser ignorado é que nem todos os anjos são bons, e as pessoas precisam saber disso hoje mais do que nunca. Aliás, a Bíblia sugere que o número de anjos maus é muito grande (Mateus 12.26; Apocalipse 12.3,4,7-9) - um entre cada três exis­tentes pode, de fato, ser maligno (Apocalipse 12.4). A Bíblia nos diz que havia anjos rebeldes nos céus. Eles escolheram seguir a Satanás e fo­ram expulsos dos céus com ele (Lucas 10.18). No futuro, eles novamente "pelejarão no céu" contra os anjos bons. Mas, mais uma vez, "não prevalece­rão" e "Satanás...[será] atirado para a terra e, com ele, os seus anjos" (Apocalipse 12.7-9).

Para a maioria, entretanto, o simples conceito de um anjo mau é uma contradição, tal como água seca ou calor frio. Os anjos não seriam todos bons por natureza? Mas, e se todos não forem? A julgar pelos números e a influência a eles atribuídos na Bíblia, se não nos dermos o trabalho de pelo me­nos considerar a possibilidade de anjos maus, po­deremos nos dar mal justamente por isso.

No final, quando terminar a história humana, a in­fluência dos anjos neste mundo, a despeito de sua invisibilidade, será provavelmente mais óbvia e cer­tamente mais profunda do que jamais suspeita­mos. Como sugeriu recentemente o teólogo J. I. Packer: 'Tanto como comunicadores e como guar­diães, o trabalho comum deles passa despercebi­do, e não saberemos quanto devemos a isso até chegarmos no céu."9




INTRODUÇÃO
1. Quão populares são os anjos hoje em dia - e por quê?

As pesquisas recentes revelam que três entre quatro adultos ou adolescentes norte-americanos crêem em anjos. Isso são cerca de 200 milhões de pessoas!10 A "American Conference on Angels" ("Conferência Americana Sobre Anjos") reúne-se anualmente para discutir o assunto. Existem hoje seminários sobre an­jos, cartas circulares sobre anjos, matérias de facul­dade sobre anjos, e setores inteiros em livrarias so­bre anjos. Além dos "Hell's Angels" ("Anjos do In­ferno" - gangue de arruaceiros ao estilo "hippie" que tem sede na Califórnia, nos Estados Unidos - N. T.), e das "Charlie's Angels" ("Anjos do Charlie" - série de TV americana, denominada "As Panteras" no Bra­sil - N. T.), da "Angel Watch Network" ("Rede de Observação de Anjos"), e dos "Guardian Angels" ("Anjos da Guarda"), existe ainda o "Angel Collec­tors Club of America" ("Clube dos Colecionadores de Anjos da América [do Norte]"), a "National As­sociation of Angel Lovers" ("Associação Nacional de Entusiastas de Anjos"), e dúzias de outros empreen­dimentos tipo "Angels for All Seasons" ("Anjos pa­ra Todas as Épocas"), da cidade de Denver, "Angels in the Heaven Day Nursery" ("Anjos na Escola Ma­ternal de Heaven Day"), da cidade de Cleveland, e "Angel Threads" ("Filetes de Anjos"), uma butique de crianças na cidade de Tucson.

O artigo da revista Time de dezembro de 1993, a que nos referimos anteriormente, destacou que 5 livros den­tre os 10 integrantes da lista dos mais lidos, na esfera religiosa, eram sobre anjos, e comentou: "Essa crescen­te fascinação é mais popular que teológica, uma revolu­ção simples do âmbito espiritual na qual toda sorte de pessoas está descobrindo inúmeras razões para buscar respostas acerca de anjos, pela primeira vez na vida."" Mais de um ano depois, até mesmo o noticiário noturno da rede de TV NBC destacou a fascinação nacional por anjos.

Os anjos dos dias de hoje gozam de uma aura de bonda­de, desde o caso de "Clarence", no filme bastante popu­lar de Jimmy Stewart It's a Wonderful Life (E Uma Vida Maravilhosa), ao anjo interpretado por Michael Landon na série de TV Highway to Heaven (O Homem que Veio do Céu), à mais recente série (também para TV) Tou-ched by an Angel (Tocado por um Anjo), ou os últimos especiais levados ao ar pelas principais redes de TV, on­de os anjos sempre estão envolvidos em boas ações.

Com dezenas de milhões de pessoas agora interessadas em anjos - e mesmo abertas à possibilidade de contatos pessoais com eles - ninguém pode negar a importância ou relevância desse assunto.

Se olharmos para uma lista recente de títulos de livros sobre anjos, isso ilustra do que estamos falando: Angels on Assignment (Anjos Comissionados), Devotion to the Holy Angels (Devoção aos Santos Anjos), 100 Ways to Attract Angels (100 Maneiras de Atrair os Anjos), Send



Me Your Guardian Angel (Envia-me Teu Anjo da Guar­da), Ask Your Angels (Consulte Seus Anjos), Angels for Your Children (Anjos para Seus Filhos), Creating with the Angels: An Angel-Guided Journey into Creativity (Criando com os Anjos: Uma Jornada Dirigida por An­jos Rumo à Criatividade), Angels of Mercy (Anjos de Misericórdia), Messengers of Light: The Angel's Guide to Spiritual Growth (Anjos de Luz: O Guia dos Anjos para o Crescimento Espiritual), Angels Among Us (An­jos Entre Nós), Angel Wisdom (Sabedoria Angelical), Answers from the Angels (Respostas dos Anjos), Angel Voices (Vozes de Anjos), The Angels Within Us (Os An­jos Dentro de Nós), Angelic Messenger Cards (Cartas das Mensagens Angelicais), There's an Angel on Your Shoulder: Angel Encounters in Everyday Life (Há um Anjo no Seu Ombro: Encontros Angelicais no Dia-a-Dia), A Treatise on Angel Magic (Um Tratado de Magia Angelical), Angels and Mortals: Their Co-Creative Po­wer (Anjos e Mortais: O Poder Co-Criativo Deles). Es­tes são apenas alguns dos títulos que poderiam ser men­cionados, e a maioria sugere que atualmente as pessoas estão desejando comungar com os anjos de maneira bem íntima. Os anjos populares de hoje exercem papéis que vão de amigos pessoais a conselheiros de diretrizes, até conselheiros espirituais. E muito mais. Quem sabe, possamos dizer que os anjos vieram para ficar.

Mas isso não responde à indagação do por quê anjos de­veriam ser tão populares. Existem, provavelmente, vá­rias razões para isso. Primeiramente, esta é a geração que testemunhou um reavivamento espiritual dramático que incluiu tudo desde o próprio cristianismo até a No­va Era, indo até às formas mais nefastas de ocultismo -isso tudo certamente aumentou o interesse quanto ao as­sunto de anjos e espíritos.

Em segundo lugar, existe uma espécie de fascinação inata quanto ao assunto, por razões que abordamos an­teriormente.

Em terceiro lugar, um modo de crer pré-existente com relação aos anjos já está presente no cristianismo, no paganismo e em virtualmente todas as tradições religio­sas. Os católicos romanos, por exemplo, crescem rezan­do aos seus anjos da guarda, enquanto na maioria dos feriados religiosos como o Natal e a Páscoa invariavel­mente relembram histórias de anjos todos os anos.

Em quarto lugar, na medida em que as pessoas estão constantemente procurando respostas e significado para a vida, é comum crer-se hoje que os anjos exercem pa­pel preponderante no suprimento dessas respostas. Existe, por exemplo, um movimento crescente que ensi­na que os anjos já residem dentro de nós e estão aguar­dando para dar um empurrão em nosso potencial huma­no, aumentar nossa criatividade, e nos suprirem com realização psicológica e auto-iluminação espiritual. As­sim sendo, os promotores de anjos oferecem o que as pessoas querem e precisam em momentos de necessida­de: segurança, amor e direção. Eles afirmam coisas co­mo: "Os anjos detêm as respostas para muitas de nossas perguntas", e: "Os anjos sempre têm ajuda espiritual à disposição", ou: "Os anjos querem que nos tornemos iluminados", e: "Os anjos são os guardiões de nossas al­mas... o amor maravilhoso deles [está] por toda parte."12

Em quinto lugar, na maior parte das mentes humanas, existe uma pressuposição de que anjos são apenas bons, portanto contatá-los só pode ser bom (e, conseqüente­mente, sem riscos). Se os anjos podem ser contatados, por que não fazê-lo? - e que bela aventura!

Em sexto lugar, os anjos buscam, por definição, intera­gir com os seres humanos. O propósito principal dos anjos bons é nos ajudar - e o propósito principal dos anjos maus é nos enganar.

Em suma, os anjos são hoje populares porque, tendo em vista a natureza deles e a nossa natureza, considerando também a nossa cultura moderna, não poderia ser dife­rente.



Prímeíra Parte
Os Anjos Bons
2. Qual é o significado das palavras bíblicas para o termo anjo?

A palavra hebraica maVakh e o termo grego aggelos significam ambos "mensageiro" e podem ser atribuídos tanto a homens como a espíritos. Em Marcos 1.2, por exemplo, o termo aggelos é atribuído a João Batista: "Eis que envio diante da tua face o meu mensageiro [aggelos]", enquanto maVakh é usado na profecia cor­respondente de Malaquias 3.1.

Já que o significado da palavra "anjo" é meramente "mensageiro", só pelo contexto podemos determinar se o mensageiro em questão é humano ou angelical. São raras as referências em que essa determinação é difícil. Mas o uso comum do termo "anjo" na Bíblia é, de lon­ge, uma referência a um mensageiro espiritual da parte de Deus - o que normalmente enxergamos como um anjo bom.

Quando as Escrituras usam os termos "santos anjos" ou "anjos", elas estão fazendo referência a espíritos piedosos e não caídos, criados diretamente por Deus (Marcos 8.38; Lucas 9.26; Atos 10.22; Apocalipse 14.10). Quan­do usam termos como "o diabo e seus anjos", "espíritos malignos", "espíritos imundos" e expressões afins, refe­rem-se aos anjos caídos, que são servos de Satanás (Mateus 12.24; 25.41).

A palavra "anjo" aparece cerca de 300 vezes em 24 li­vros da Bíblia; isso não inclui, entretanto, outros termos também utilizados para designar anjos, como "estrelas da manhã", "querubins", "serafins", "espíritos ministra-dores" e "vigias". Ao todo, o termo "anjo" e seus equi­valentes encontram-se em 35 dos livros da Bíblia.
3. O que são os anjos?

Os anjos são seres espirituais criados por Deus antes da criação do Universo (Jó 38.7). Foram criados como ser­vos de Deus, de Cristo, e da Igreja, para executarem a vontade de Deus na terra (Hebreus 1.6,14). Aparente­mente incontáveis, eles possuem várias patentes e capa­cidades, além de terem várias responsabilidades (Apo­calipse 5.11; 8.2; 9.15; 12.7; Efésios 1.21; Colossenses 1.16).

Os anjos são, sem sombra de dúvida, espíritos pessoais. São possuidores de vontade própria (Hebreus 1.6), ex­pressaram júbilo quando da criação do mundo (Jó 38.7), regozijam-se quando um pecador se arrepende (Lucas 15.10), e demonstram preocupação e consternação, co­mo quando o apóstolo João errou ao querer adorar um anjo (Apocalipse 22.9). Além disso, são curiosos (1 Pe­dro 1.10-12), conversam entre si (Apocalipse 14.18), e adoram e louvam a Deus (Apocalipse 7.11). Quando em forma humana, comunicam-se diretamente com os ho­mens (Gênesis 19). Anjos podem comandar outros an­jos (Apocalipse 7.3; 14.17,18) ou pelejar contra demô­nios (Daniel 10.13; Apocalipse 12.7,8). Eles aparecem em sonhos, como a José (Mateus 1.20), visivelmente como homens comuns (Gênesis 18.1-8), ou como seres de grande brilho ou vestidos de roupas resplandecentes (Lucas 24.4). Quando aparecem diretamente a homens, o resultado, invariavelmente, é de choque emocional ou medo; daí, portanto, a expressão bastante comum dos anjos da Bíblia: "não temas" (Lucas 1.13; 2.10). Ape­nas três anjos na Bíblia possuem nome: Miguel, Gabriel e Lúcifer.

Os anjos são imortais e não podem morrer (Lucas 20.35). Como veremos, são incrivelmente poderosos, e possuem grande inteligência e sabedoria. Utilizam-se das mesmas medidas que os homens (Apocalipse 21.17) e podem comer tanto comida humana quanto comida angelical (Gênesis 19.3; Salmo 78.23-25).

Os anjos têm, aparentemente, corpos espirituais.13 Em­bora nunca se casem (Lucas 20.35,36), isso não impli­ca, necessariamente, que não possuam sexo.

Em seu estado natural, os anjos podem mover-se em ve­locidades tremendas e não estão confinados a espaço e tempo como nós. Podem se fazer presentes em grande número, e isso num espaço bastante limitado; sete de­mônios, por exemplo, habitavam no corpo de Maria Madalena (Marcos 16.9) e quem sabe milhares habita­vam no corpo do endemoninhado gadareno ao mesmo tempo (Lucas 8.30). Eles podem, seja por qual meio for, estar a par de coisas como as orações dos seres huma­nos assim como dos eventos futuros (Lucas 1.13-16). E ainda assim, a despeito das capacidades que possuem, eles são evidentemente limitados tanto em conhecimen­to quanto em poder (Daniel 10.13; Mateus 24.36; 1 Pe­dro 1.11,12; Apocalipse 12.7).

Em termos morais, há duas categorias de anjos: anjos santos ou eleitos (1 Timóteo 5.21) e anjos caídos, que são descritos na Bíblia como espíritos malignos ou de­mônios. Esses demônios são anjos rebeldes que não se­rão redimidos (Hebreus 2.11-17) e cujo fim será no lago de fogo (Mateus 25.41). Enquanto alguns desses anjos caídos estão, por ora, livres para vagar, outros estão sendo mantidos, já no presente, em cativeiro eterno (Ju­das 6; 2 Pedro 2.4).

Dentre as várias classificações dos anjos há os queru­bins, que aparentemente são os anjos mais elevados e possuem beleza e poder indescritíveis. Tais anjos foram colocados no oriente do Jardim do Éden para guardar o caminho da árvore da vida depois que o homem foi ex­pulso de lá (Gênesis 3.24). Eles aparecem ligados ao lu­gar de habitação de Deus no Antigo Testamento (Êxodo 25.17-22; Hebreus 9.5) e sua preocupação primordial é a glória e a adoração de Deus. Os quatro seres viventes de Ezequiel, por exemplo, são querubins (Ezequiel 1.1,28; 10.4,18-22). Os querubins jamais são chamados de anjos, embora isso talvez se deva ao fato de que eles não são mensageiros. O principal propósito deles é pro­clamar e proteger a glória, a soberania e a santidade de Deus. Satanás, aparentemente, também pertencia à pa­tente de querubim, o que tornou sua rebelião e queda ainda pior.

Uma segunda classificação dos anjos são os serafins, cuja preocupação é com a devoção pessoal a Deus (Isaías 6.3). Existem também os arcanjos, como Mi­guel, outros anjos de patente ainda menor, e grupos es­peciais de anjos (Apocalipse 1.7; 8.2; 15.1,7 etc).

Quem sabe, deveríamos mencionar, a esta altura, que uma expressão específica: " o anjo do SENHOR" (Ma-lach-YHWH) é usada através do Antigo Testamento (por exemplo, em Gênesis 22.11,12; Êxodo 3.2; 2 Reis 19.35). Esse termo, entretanto, não se refere a um anjo criado. Refere-se a Jesus Cristo. Muitos pensam que Cristo só apareceu na terra quando da Sua encarnação ao nascer em Belém. Ele, entretanto, apareceu repetida­mente aos homens e sempre é descrito pelo nome "o an­jo do SENHOR" no Antigo Testamento. A identidade do anjo como Cristo é demonstrada não apenas pelos atributos divinos de que Ele é possuidor, mas pelo fato de que os próprios judeus viam esse anjo como o Mes­sias divino.14

Embora se pense que os anjos piedosos habitem nos céus (Apocalipse 10.1), nada nos é dito a respeito da natureza da habitação específica deles, se é que existe. E claro, entretanto, que se os anjos possuem algum tipo de corpo espiritual, isso pode ser indicativo de que pos­suem habitação fixa (Judas 6).
4. Quão poderosos são os anjos?

Os anjos são incrivelmente poderosos. Pedro trata a questão com modéstia ao afirmar que eles são "maiores em força e poder" do que os homens (2 Pedro 2.11). Apenas um anjo, por exemplo, foi enviado para destruir toda a cidade de Jerusalém (1 Crônicas 21.15), enquan­to apenas dois anjos foram necessários para destruir So­doma e Gomorra e as cidades circunvizinhas (Gênesis 19.13,24,25). Apenas um anjo será capaz de segurar o próprio Satanás e de amarrá-lo durante dez séculos (Apocalipse 20.1-3). "Anjos destruidores" produziram as dez pragas do Egito, incluindo a morte dos primogê­nitos - milhões de pessoas (Êxodo 12.13,23,29-30; Sal­mo 78.43,49; Hebreus 11.28). Os quatro anjos do Apo­calipse têm o poder sobre os ventos de toda a terra (Apocalipse 7.2,3).

Outros anjos estão diretamente ligados à destruição de um terço dos céus e da terra - um terço dos mares, dos rios, da vegetação, e um terço do sol, da lua e das estrelas (Apocalipse 8 e 9). Em Apocalipse 9.14-15, quatro anjos destroem, de fato, um terço da população total da terra.

No fim do mundo, os anjos ajuntarão os espíritos dos mortos salvos e perdidos. Eles ajuntarão os crentes du­rante a volta de Cristo à terra (Mateus 24.30-31), e ajuntarão os incrédulos para o juízo eterno (Mateus 13.39-43).

Na verdade, os anjos são "poderosos em força" (Salmo 103.20). Mas o que é, talvez, mais espantoso para o crente simples em Cristo é que Deus nos diz que um dia julgaremos e, quem sabe até, reinaremos sobre os pró­prios anjos (1 Coríntios 6.2-3)!
5. Quais são alguns conceitos populares, embora falsos, acerca de anjos bons?

Devido à ignorância generalizada de nossa cultura quanto ao ensino bíblico acerca de anjos, e devido tam­bém ao reavivamento da Nova Era, das seitas, do ocul­tismo, não é de se estranhar que conceitos falsos sobre anjos tenham surgido. Entre essas crenças errôneas, en­contramos: (1) que os anjos são seres humanos que já morreram; ou seja, que nos tornamos anjos quando morremos; (2) que os anjos realizam a obra de Deus através das mais variadas práticas e atividades ocultis­tas; (3) que o diabo não é um anjo caído, ou que Jesus Cristo foi apenas um anjo; e (4) simplesmente pelo fato de serem anjos, pode-se confiar que todos sejam bons. Fica óbvio que este último item desconsidera o fato de que talvez um terço dos anjos tenha se rebelado contra Deus e agora são espíritos malignos cujo único propósi­to é cumprir a vontade do diabo.

Esses tipos de crenças falsas indicam para nós que é de vital importância que nos certifiquemos do que as Es­crituras ensinam e deixam de ensinar acerca tanto dos anjos bons quanto dos anjos malignos.
6. O que, na realidade, os anjos bons fazem na Bíblia?

Os anjos que foram criados por Deus e Cristo (Nee-mias 9.6; Colossenses 1.16) e que não se rebelaram junto com Lúcifer (Neemias 9.6; Colossenses 1.16) existem primordialmente para Deus e Cristo, tendo, portanto, suas vidas centradas nEles. Eles adoram e servem a Deus e a Cristo (Filipenses 2.9-11; Hebreus 1.6). Eles glorificam e celebram louvores a Deus e a Cristo (Jó 38.7; Salmo 148.2; Isaías 6.3; Lucas 2.13,14; Apocalipse 5.11,12; 7.11,12). Eles se deleitam em comunicar a vontade de Deus e de Cristo, e se de­leitam em obedecer a Deus e a Cristo. Em tudo que fa­zem, eles honram a Deus e a Cristo (Daniel 8.16,17; 9.21-23; 10.11; 12.6,7; Salmo 103.20; Mateus 2.13,20; 6.10; Lucas 1.19,28; Atos 5.20; 8.26; 10.5; 27.23; Apocalipse 1.1).

Eles cumprem os propósitos de Deus e de Cristo na ter­ra, incluindo o governar e o julgar a terra (Números 22.22; Salmo 103.19-21; Mateus 13.39-42; 28.2; João 5.4; Apocalipse 5.2; 2 Samuel 24.16; 2 Reis 19.35; Sal­mo 35.5-6; Atos 12.23; Apocalipse 16.1). Eles estive­ram ativos, por exemplo, no estabelecimento da lei mo­saica de Deus no Antigo Testamento (Atos 7.38,53; Gá­latas 3.19; Hebreus 2.2) e no executar os juízos de Cristo no Novo Testamento (2 Tessalonicenses 1.7-8; Apocalipse 7-9).

Ao fazerem a vontade de Deus e de Cristo, eles também são espíritos ministradores tanto a crentes como a incré­dulos, especialmente aos primeiros (1 Reis 19.5; Salmo 68.17; 104.4; Lucas 16.22; Atos 12.7-11; 27.23; He­breus 1.14). Eles guiam, suprem, encorajam e livram o povo de Deus (Mateus 1.20; 28.5-7; Gênesis 21.17-20; 1 Reis 19.5-7; 2 Reis 6.15-17; Daniel 6.20-23; 10.10-12; Atos 5.17-20; 12.5-10). São enviados para respon­der orações (Daniel 9.20-24; Atos 12.1-17; Apocalipse 8.4) e para assistir aos justos mortos (Lucas 16.22; Ju­das 9). Eles também protegem o povo de Deus (Salmo 34.7; 35.4,5; Isaías 63.9) e podem pregar e prevenir ao incrédulo (Apocalipse 14.6,7). Eles interpretam visões divinas (Zacarias 4.1; 5.5; 6.5; Daniel 7.15-27; 8.13-26) e profetizam com relação ao futuro (Daniel 9.20"-27; 10.1-21; Apocalipse 1.1; 22.6,8). Além disso, eles po­dem controlar as forças da natureza (Apocalipse 7.1; 16.3,8-9) e até influenciam nações (Daniel 10.13,21; 12.1; Apocalipse 12.7-9; 13.1-7; 16.13,14).

Na Bíblia, entretanto, os anjos são mais evidentes em sua associação com a Pessoa e a obra de Jesus Cristo. Eles anunciaram a concepção de Cristo, o nascimento de Cristo, a ressurreição de Cristo, a ascensão e a se­gunda vinda dEle. Eles protegeram e fortaleceram a Cristo durante a tentação; eles conhecem e se deleitam no Evangelho de Cristo e executam os propósitos de Cristo. Eles acompanharão e assistirão a Cristo em Sua segunda vinda, ajuntarão todos os homens, bons e maus, para o juízo final de Cristo (Mateus 1.20,21; 2.13-15; 4.11; 13.39-43; 16.17; 24.31; 25.31; 28.5-7; Lucas 2.10-12; 22.43; João 1.51; 5.22-29; Atos 1.11; Efésios 3.9,10; 2 Tessalonicenses 1.7; 1 Timóteo 3.6; 1 Pedro 1.12).

O que é deveras relevante é o fato de que os anjos bons, conforme a Bíblia, fazem exatamente o oposto daquilo que os anjos populares (termo que estamos usando para aqueles seres que são, de fato, anjos malignos ou demô­nios) estão fazendo hoje. Conforme a Bíblia, os anjos bons efetuam seu trabalho para Deus e aí desaparecem. Os anjos populares, entretanto, agem como espíritos-guias modernos. Eles não adoram a Cristo; eles negam a Cristo e destroem o que Cristo ensinou. Eles rejeitam a vontade de Deus e se rebelam contra a mesma ao pro­curarem evitar que os homens sejam salvos.

Quando examinamos os anjos piedosos, verificamos que a proclamação que fazem presta apoio aos propósi­tos de Deus; os milagres que realizam fornecem susten­tação aos interesses de Deus; a pregação que efetuam é reconhecidamente comunicadora da vontade de Deus. O amor que eles têm por Cristo é comprovado através das Escrituras e através do que fazem hoje em dia. Ao mi­nistrarem aos filhos de Deus, relembram-nos do amor e do cuidado de Deus por eles (Mateus 18.10; Salmo 34.7; 91.11,12; Daniel 6.22). Vemos, também, que o ca­ráter deles é comprovadamente sábio e santo pelo fato de que recusam a adoração dos homens (Colossenses 2.18; Apocalipse 19.10; 22.9) e pelo fato de que a ado­ração e a devoção deles é dada tão somente a Deus e a Cristo.

Mas, quanto aos muitos anjos populares de hoje em dia, é completamente outra a história, como veremos na se­gunda parte.




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