Dosagem da glicose



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Procedimento Operacional Padrão

DOSAGEM DA GLICOSE

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POPBIO 039

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GLICOSE-PP
PRINCÍPIO DO TESTE

A glicose oxidase (GOD) catalisa a oxidação da glicose para ácido glicônico e peróxido de hidrogênio. Através de uma reação oxidativa de acoplamento catalisada pela peroxidase (POD), o peróxido de hidrogênio formado reage com 4-aminoantipirina e fenol, formando um complexo de cor vermelha (quinoneimina), cuja absorbância medida em 505 nm, é diretamente proporcional à concentração de glicose na amostra.


Glicose + O2 + H2O GOD Àcido glicônico + H2O
2 H2O + 4-aminoantipirina + Fenol POD Quinoneimina + 4 H2O
APLICAÇÃO CLÍNICA

A dosagem da Glicose no sangue é empregada na avaliação do metabolismo da glicose (controle de produção, consumo e armazenamento), diagnosticando os diversos estados de hiper e hipoglicemias.


AMOSTRA

Preparo do Paciente

Colher sangue pela manhã após jejum 8 horas, salvo orientações médicas.



Amostras utilizadas

Plasma, Soro, Líquor e Líquidos Ascítico, Pleural e Sinovial.



Estabilidade e armazenamento da amostra

Nas amostras fluoretadas, a estabilidade da glicose é de 3 dias entre 2 a 8°C, não havendo contaminação bacteriana.

As amostras de sangue não contendo antiglicolítico devem ser centrifugadas imediatamente após a coleta, e o plasma ou soro separados das células ou coágulo. Nas amostras de líquor e de líquidos as cítico, pleural e sinovial adicionar também o anticoagulante Fluoreto na mesma proporção usada para as amostras de sangue e centrifugar antes de fazer a dosagem.

Volume ideal utilizado para análise

(Definir o volume ideal a ser encaminhado para análise).



Volume mínimo utilizado para análise

(Definir o volume mínimo a ser encaminhado para análise).



Critérios para rejeição da amostra

Os anticoagulantes heparina, EDTA, oxalato e fluoreto não interferem na reação de dosagem.



Fazer referência ao manual ou POP de coleta, separação e distribuição de material.
REAGENTE UTILIZADO

GLICOSE PP CAT. 434 MS 80022230067

GOLD ANALISA DIAGNÓSTICA LTDA

CNPJ – 03.142.794/0001-16

Av. Nossa Senhora de Fátima, 2363 Belo Horizonte – MG – Brasil


Farmacêutico Responsável: José Gilmar Pereira Berto - CRF-MG 13421
Componentes do kit

Conservar entre 2-8C.



1- Padrão - Contém glicose 100 mg/dL.

O Padrão é rastreável ao Standard Reference Material – SRM 917 do National Institute of Standards and Technology – NIST.


2- Reagente de Cor - Contém tampão fosfato pH 7,5 fenol 5,0 mmol/L, glicose oxidase 10000 U/L, peroxidase 1000 U/L, 4-aminoantipirina 0,4 mmol/L e azida sódica 7,7 mmol/L.
Estabilidade

Os reagentes são estáveis até o vencimento da data de validade impressa no rótulo e na caixa quando conservados na temperatura recomendada, bem vedados e se evite a contaminação durante o uso.



Sinais de Deterioração dos Reagentes

  1. Presença de partículas e turbidez indicam deterioração dos reagentes.

  2. A absorbância do Reagente de Cor lida contra a água em 505 nm deverá ser inferior a 0,300 durante toda a sua utilização ou até a expiração da data de validade do mesmo.


Cuidados e Precauções Especiais

  1. Aplicar os cuidados habituais de segurança na manipulação dos reagentes e amostra biológica.

  2. Recomendamos o uso das Boas Práticas de Laboratórios Clínicos para a execução do teste.

  3. De acordo com as instruções de biossegurança, todas as amostras devem ser manuseadas como materiais potencialmente infectantes.

  4. O Reagente de Cor (2) contêm azida sódica como conservante. Evitar contato com os olhos, pele e mucosa. Não aspirar ou ingerir.

  5. Não pipetar diretamente do frasco do Reagente de Cor (2) para evitar contaminação.

  6. Descartar os reagentes e as amostras de acordo com as resoluções normativas locais, estaduais e federais de preservação do meio ambiente.



EQUIPAMENTOS


Procedimento Técnico Manual

  • Espectrofotômetro (leitura em 500 +/- 20 nm);

  • Tubos e pipetas;

  • Banho-Maria a 37 °C;

  • Cronômetro.


Procedimento Técnico Automatizado

Citar nome, modelo e o local onde se encontra o equipamento; Fazer referência ao manual ou POP para utilização do mesmo.


Procedimento Técnico Alternativo

Citar o equipamento alternativo e os procedimentos para medição dos ensaios. Indicar as possíveis diferenças quando os procedimentos manuais substituírem os procedimentos automatizados.


Procedimento em Analisadores Automáticos

Mencionar o manual ou POP para utilização do equipamento analítico. Anexar o guia de aplicação dos reagentes para o sistema automático.


Interferências

1- Método de Ponto Final

Ácido ascórbico em concentração acima de 10 mg/dL e de proteínas abaixo de 4 g/dL interferem na reação de dosagem produzindo resultados falsamente diminuídos.

A bilirrubina até 10 mg/dL e hemólise (hemoglobina até 150 mg/dL) não produzem interferências significativas.

Valores de bilirrubina acima de 10 mg/dL produzem resultados falsamente diminuídos.

A lipemia (triglicérides até 1100 mg/dL) não produzem interferências significativas quando se utiliza o Branco de Amostra.
Branco de Amostra

Misturar 10 µL de amostra com 1000 µL de solução de NaCL 150 mmol/L.

Medir a absorbância da mistura em 505 nm acertando o Zero de absorbância com água deionizada ou destilada.

Subtrair a absorbância do Branco de Amostra da absorbância do Teste e calcular o resultado final.



Nota: Procedimento aplicável para amostras com interferência positiva.
2-Método Cinético

A bilirrubina até 10 mg/dL e hemólise (hemoglobina até 160 mg/dL) e triglicérides até 3500 mg/dL não produzem interferências significativas.


Atenção:

A urina contém várias substâncias que interferem na dosagem da glicose pela metodologia da glicose oxidase podendo originar resultados falsamente diminuídos. Portanto, esta metodologia não é adequada para dosar a glicose na urina.


PROCEDIMENTO

Procedimento Manual

A-Condições de Reação

Leitura: Comprimento de onda 505 nm

Medida: Contra o Branco

Tipo de reação: Ponto final


B-Técnica de Análise
1- Identificar 3 tubos de ensaio com "Branco", "Teste" e "Padrão”:


Tubos

Branco

Teste

Padrão

Amostra



10 L



Padrão (1)





10 L

Reagente de Cor (2)

1000 L

1000 L

1000 L

2- Homogeneizar e incubar os tubos em banho-maria a 37°C por 10 minutos. O nível de água do banho-maria deve ser superior ao nível dos reagentes nos tubos.

3- Ler a absorbância do Padrão (AP) e do Teste (AT), zerando o aparelho com o Branco em 505 nm (490 a 510 nm).

A cor é estável durante 30 minutos.


CÁLCULOS

Ver Linearidade.

Como a metodologia obedece à lei de Lambert-Beer, a concentração dos testes pode também ser calculada através do Fator de Calibração (FC).

CP = Concentração do Padrão

AP = Absorbância do Padrão

CT = Concentração do Teste

AT = Absorbância do Teste

FC = CP ÷ AP

CT em mg/dL = FC x AT
Exemplo

CP = 100 mg/dL

Se AP = 0,333 e AT = 0,313

FC = CP ÷ AP = 100 ÷ 0,333 = 300

CT (mg/dL) = FC × AT = 300 × 0,313 = 94 mg/dL


  1. Método Cinético

Notas

  1. Metodologia cinética de tempo fixo (2 pontos) e não necessita de Branco de Reação. Deve ser utilizada em todas as amostras lipêmicas.

  2. Como o tempo de reação é muito pequeno (90 segundos), necessita de fotômetro com cubeta termostatizada a 37 °C e controle rigoroso dos intervalos de tempo.


Técnica de Análise

  1. Deixar a temperatura do fotômetro e a do Reagente de Cor atingir a temperatura de 37°C.

  2. Ajustar o comprimento de onda do fotômetro em 505 nm e acertar o Zero de absorbância com água deionizada.

  3. Em um tubo rotulado Padrão e em outro rotulado Teste pipetar:

Tubo Padrão: 1000 L de Reagente de Cor + 10 L de Padrão.

Tubo Teste: 1000L de Reagente de Cor + 10 µL de Amostra.



  1. Misturar e transferir imediatamente para a cubeta termostatizada em 37°C e acionar o cronômetro.

  2. Fazer uma leitura fotométrica do Padrão (AP) e do Teste (AT) aos 30 segundos (A30) e uma segunda

Leitura aos 90 segundos (A90).

  1. Calcular diferença de absorbância entre 90 e 30 segundos (A90 – A30) para o Padrão e para o Teste.


Cálculos

Ver Linearidade.

∆A do teste ou do Padrão= A90 segundos – A30 segundos

∆P = (A90 – A30) Padrão

∆T = (A90 - A30) Teste

CP = Concentração do Padrão = 100 mg/dL

CT = Concentração do Teste em mg/dL

FC = CP ÷ ∆P

CT = FC × ∆T
Exemplo

Se A30 Padrão = 0,094 e A90 Padrão = 0,182

Se A30 Teste= 0,102 e A90 Teste= 0,176

∆P= 0,182 – 0,094 = 0,088 ∆T = 0,176 – 0,102 = 0,074

FC = 100 ÷ 0,088 = 1136 CT = FC × ∆T = 1136 × 0,074 = 84 mg/dL
Atenção

• As técnicas de apresentação adequadas para fotômetros com volume mínimo para leitura igual ou menor que 1000 µL.

• O analista sempre deve fazer uma verificação da necessidade de ajuste do volume para o fotômetro empregado no seu laboratório.

• Os volumes de amostra e de reagente podem ser modificados proporcionalmente, sem alterar o desempenho do teste e os cálculos.

• Em caso de redução dos volumes é necessário observar o volume mínimo de leitura fotométrica.

• Volumes da amostra menores do que 10 µL são críticos em aplicações manuais e devem ser usados com cautela porque aumentam a imprecisão da medição.




RESULTADOS


Fator de Conversão de Unidades (mg/dL para SI)

mmol/L de Glicose = mg/dL de Glicose × 0,0555



CONTROLE DA QUALIDADE

Materiais

Identificar os materiais de controle interno e externo da qualidade, citando fabricante e número de catálogo. Descrever as Instruções de preparo e freqüência da utilização dos mesmos.

Referenciar POP para limpeza e secagem dos materiais utilizados.

Controle Interno

Descrever a calibração periódica de pipetas, equipamentos utilizados, controle de temperatura ambiente e geladeiras para armazenamento dos kits.

Citar a utilização de soros controles (nível normal –código --------- e patológico –código -------) nas análises realizadas juntamente com a freqüência da utilização dos mesmos. Descrever o procedimento de verificação de novos lotes de controles e reagentes.

Citar POP para controle interno.



Controle Externo

Descrever os procedimentos utilizados nas avaliações de qualidade feitas por programas de comparação entre laboratórios ou outros controles de qualidade: PNCQ-SBAC e/ou PELM-SBPC



Gerenciamento dos dados obtidos no Controle Interno e Externo

Definir como os dados relativos ao controle da qualidade são arquivados e gerenciados.

Fazer referência ao manual ou POP de garantia da qualidade.

VALORES DE REFERÊNCIA


Amostra: Plasma coletado após jejum de 8 horas


Crianças e Adultos

65 a 99 mg/dL

Prematuro

20 a 60 mg/dL

De 0 a 1 dia

40 a 60 mg/dL

Acima de 1 dia

50 a 80 mg/dL



Interpretação dos resultados da glicemia de jejum

  1. Glicose entre 65 a 99 mg/dL: Glicemia normal

  2. Glicose entre 100 a 125 mg/dL: Glicemia alterada (Pré-Diabetes)

  3. Glicose ≥ 126 mg/dL: Diagnóstico provisório de Diabetes Mellitus


Interpretação dos Resultados do Teste de Tolerância à Glicose (TTG)

(Glicemia de 2 horas após 75 g de Dextrosol)

1- Glicose < 140 mg/dL: TTG normal

2- Glicose entre 140 e 200 mg/dL: TTG Alterado ( Pré- Diabetes)

3- Glicose ≥ 200 mg/dL: Diagnóstico provisório de Diabetes Mellitus


Critérios Diagnósticos para Diabetes Mellitus

  1. Glicemia de jejum ≥ 126 mg/dL

  2. Glicemia casual (aleatória) ≥ 200 mg/dL

  3. Glicemia de 2 horas após dextrosol ≥ 200 mg/dL


Atenção

Qualquer um dos critérios deverá ser confirmado em uma outra ocasião.


SIGNIFICADO CLÍNICO

A glicose é a principal fonte de carboidrato do organismo e sua concentração sanguínea está intimamente ligada à ação da insulina.

Após uma refeição rica em carboidratos, a glicose que é absorvida para o sangue causa uma rápida secreção de insulina. Esta, por sua vez, provoca a captação, armazenamento e uso rápido da glicose por quase todos os tecidos corporais, porém especialmente pelos músculos, tecido adiposo e o fígado.

Valores elevados de glicose ocorrem nos vários tipos de diabetes primárias, nos estados de intolerância à glicose e nas diabetes secundárias a várias doenças (hipertireoidismo, hiperpituitarismo, hiperadrenocorticismo, etc).

Valores diminuídos de glicose ocorrem nas hipoglicemias que têm várias causas. Quando a ocorrência de sintomas de hipoglicemia é relacionada à alimentação, duas formas de hipoglicemia podem ser definidas, hipoglicemia do jejum e hipoglicemia pós-prandial.

As causas mais comuns de hipoglicemia do jejum são: hiperinsulinismo endógeno (insulinoma e sulfonilurea), hiperinsulinismo exógeno (factício), tumores extra pancreáticos, síndrome auto imune (formação espontânea de anticorpos para receptores da insulina), insuficiência supra renal e ou hipofisária, doença hepática grave e alcoolismo.

A hipoglicemia pós-prandial, dependendo da história clínica e da resposta ao teste oral de tolerância a glicose, é classificada em: 1) hipoglicemia alimentar; 2) hipoglicemia do diabético tipo 2 e do paciente com intolerância à glicose; 3) hipoglicemia funcional ou reativa.
LINEARIDADE

A reação é linear até 500 mg/dL. Para valores maiores, diluir a amostra com solução de NaCL 150 mmol/L (0,85%) e realizar uma nova determinação. Multiplicar o valor obtido pelo fator de diluição empregado.


LIMITAÇÕES DO MÉTODO

Os resultados deverão ser usados em conjunto com informações disponíveis da avaliação clínica e outros procedimentos diagnósticos.



REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS

  1. Bergmeyer HU. Methods of Enzimatic Analysis, Academic Press 2nd ed. 1205-1214.

  2. Burtis CA, Ashwood ER. Tietz Textbook of Clinical Chemistry. Philadelphia: W.B. Saunders Co. 1994: 932-958.

  3. Burtis CA, Ashwood ER. Tietz Fundamento de Química Clínica, 4a Ed - Editora Guanabara Koogan; 1998.

  4. Kaplan A, Szabo LL, Opheim KE. Clinical Chemistry: Interpretation and Techniques. Philadelphia: Lea & Febiger, 1988:288-293.

  5. Trinder P. Ann Clin Biochem 1969;6:24.

  6. Trivedi RC et al. Clin Chem 1978;24:1908-1911.

  7. GLICOSE-PP, Instruções de Uso, Gold Analisa Diagnóstica.







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