Disfunção da Articulação Temporo-Mandibular um problema sério que precisa de Tratamento Especializado



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Encontro27.09.2018
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Disfunção da Articulação Temporo-Mandibular um problema sério que precisa de Tratamento Especializado
Tem gente que sofre de uma dor difusa em todos os músculos da face, sem um ponto específico de origem - ou localizada na região do ouvido -, mas não consegue descobrir o que é.
Outros têm sensibilidade na garganta, que não está inflamada.
Alguns padecem de dor na coluna cervical ou desconforto no pescoço.
Alguns chegam a ter sintomas de labirintite (tontura, enjôos), mas os exames não detectam esta doença.
Essas pessoas podem ter um problema sério, que está afetando muita gente e que tem um nome complicado: disfunção da articulação temporo-mandibular.

O ortodontista paulista Mustaphá Amad Neto conta que, de uns 10 anos para cá, aumentou a incidência de pessoas se queixando para dentistas, clínicos gerais ou otorrinos, de dor na região do ouvido, não identificada, acompanhada de estalos na movimentação de abertura e fechamento da boca. “Os profissionais começaram a estudar o que estava acontecendo na região da face, com dor localizada ou difusa em toda a cabeça, pescoço, coluna cervical, garganta e chegaram a uma doença que acabou virando uma especialidade, a disfunção da articulação temporo-mandibular”, ele explica.


Além da dor e dos estalos, esse problema também provoca limitação de movimentação da boca, travamento da mordida, chegando até a uma luxação da articulação – ou seja, quando a pessoa boceja, dá uma risada, ou tenta morder um sanduíche muito grande, pode ter sua mandíbula completamente aberta e não consegue fechar, tendo que recorrer a um pronto-socorro ou hospital para reduzir a luxação completa da articulação. “Mas o pior de tudo é a dor”, ele diz. “Os problemas da cabeça e do pescoço são multifatoriais. Mais de 50% da causa principal dessas dores é a disfunção da articulação temporo-mandibular:.

Com o aparecimento de profissionais especializados nesse tipo de tratamento, muitos pediatras, otorrinos e neurologistas já estão encaminhando seus pacientes para os ortodontistas. “A dor pode ter origem na articulação ou ao contrário, a articulação pode ser mais um fator para o desencadeamento da dor”, explica Mustaphá.

Ele esclarece que “dependendo do grau de disfunção, pode haver uma cura total, ou pelo menos uma interrupção no processo degenerativo”. O primeiro passo do tratamento é fundamental: tirar o paciente do quadro da dor. “Em segundo lugar, reposicionamos a articulação, com exercícios fisioterápicos e aparelhos funcionais. Por final, fazemos a reabilitação da oclusão, ou seja, a correção do alinhamento dos dentes com um aparelhos ortodônticos, ou a recuperação de dentes destruídos ou perdidos, através da intervenção de protesistas, implantologistas, etc. Mas é importante ressaltar que essa reabilitação só deve ser feita após a articulação ter sido reposicionada”.

Os principais fatores desencadeantes desse processo são: em 60% dos casos, as más posições dentárias e ósseas que não foram corrigidas na infância; outros 30% dos casos são problemas musculares relacionados à postura da mandíbula e de coluna cervical, que são provocados por stress ou problemas emocionais. “Muita gente “trava” a boca ou range os dentes em situações de stress, forçando a articulação”, lembra Mustaphá. Finalmente, 10% são problemas intra articulares, como má formações, tumores ou problemas sistêmicos, como reumatismo e artrite, que devem ser tratados por um médico especialista.



Atualmente, de 30 a 40% dos pacientes sofrem dessa disfunção, que atinge principalmente adultos acima dos 25 anos. “Mas 80% das crianças entre 8 e 9 anos já possuem disfunções incipientes da articulação”, alerta Mustaphá. “Por isso é importantíssimo a responsabilidade do ortodontista em não apenas se preocupar em alinhar os dentes dos pacientes infantis, e sim proporcionar uma mastigação eficiente para que esses problemas da articulação não venham a acontecer no adulto”.

 O dr. Mustaphá Amad Neto é cirurgião dentista, especialista em ortodontia e problemas relacionados com a articulação temporo-mandibular, com Mestrado e Doutorado  em Odontologia pela Universidade de São Paulo.



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