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FAMÍLIA COMBONIANA

NOTICIÁRIO MENSAL DOS MISSIONÁRIOS COMBONIANOS DO CORAÇÃO DE JESUS

N.º 753 Junho de 2017

DIRECÇÃO-GERAL

150º Aniversário do Instituto

Por ocasião do 150 aniversário de fundação de nosso Instituto, realizou-


-se em Roma, de 26 de Maio a 1 de Junho, na Cúria generalícia, um Simpósio do qual apresentamos (em grandes traços) o Programa.
Sexta-feira, 26 de Maio

Abertura do Simpósio (P. Tesfaye Tadesse, mccj, Padre Geral); História do Instituto Comboniano (conferência do P. Fidel González, mccj).


Sábado, 27 de Maio

A reconfiguração do Instituto à luz da nossa história (conferência do


P. Manuel Augusto Lopes Ferreira, mccj); A visão de missão do Papa Francisco (conferência do P. Diego Farés, sj).
Domingo, 28 de Maio

Visita aos lugares “combonianos” em Roma; Celebração Eucarística (Colégio Urbano); Participação no Regina Coeli com o Papa Francisco; prosseguimento da visita a Roma.


Segunda-feira, 29 de Maio

O Instituto, nova mensagem de Deus à Igreja missionária (conferência do P. Teresino Serra, mccj); Pertença como gratidão (conferência do


P. David Glenday, mccj).
Terça-feira, 30 de Maio

Os Missionários Combonianos perante os desafios do século xxi (conferência do P. Enrique Sánchez, mccj); Dimensão social da missão comboniana (conferência do P. Francesco Pierli, mccj).


Quarta-feira, 31 de Maio

Audiência Geral com o Papa Francisco; Irmãs Missionárias Combonianas (conferência de M. Luigia Coccia, smc); «Painel» da Família Comboniana.


Quinta-feira, 1 de Junho

Concelebração Eucarística Solene presidida pelo Card. Fernando Filoni (11h00); Almoço.


As conferências serão posteriormente publicadas.
Primeiras Profissões 2017

Lusaca (MZ) 6 de Maio de 2017 (12 profissos)

Esc. Epieru Augustine (U)

Esc. Etabo Joseph Lopeyok (KE)

Esc. Idro Kenyi Denis (U)

Esc. Mbithi Clement Mutie (KE)

Esc. Mina Albeer Tawfik Kalds Abdelshahid (EGSD)

Esc. Mina Anwar Habib Atia (EGSD)

Esc. Mugerwa John Bosco (U)

Esc. Nsinga Robert (U)

Esc. Nzuka Evans Musyoka (KE)

Esc. Ochieng David Oduor (KE)

Esc. Tekle Melaku Wolde (ET)

Ir. Manyozo Fanuel (MZ)
Cotonou (T) 13 de Maio de 2017 (16 professos)

Esc. Adanlesossi Koku Delanyo (Crépin) (TGB)

Esc. Amini Bin Kib’Landu Chançard (CN)

Esc. Atsou Kokuvi Elom Joseph (TGB)

Esc. Attigan Jean Koffi (TGB)

Esc. Djato Wilfried (TGB)

Esc. Djekoundamde Florent (TC)

Esc. Kasereka Valyene Edgard (CN)

Esc. Katembo Katina Damien (CN)

Esc. Muhindo Kyasalya Michel (CN)

Esc. Muyisa Kapitula Mumbere (CN)

Esc. Nsimba Makengo Gloire (CN)

Esc. Tabasse Taramboui Ebed Melek Ruben Dario (RCA)

Ir. Mbungi Mulambu Alfred (CN)

Ir. Mbusa Tsongo Pontien (CN)

Ir. Mpia Mpoo Joseph (CN)

Ir. Yenga Ramazani Jérôme (CN)
Xochimilco (M) 13 de Maio de 2017 (4 professos)

Esc. Cerritos Abarca Roger Alexander (PCA)

Esc. Valverde Arce Byron José (PCA)

Ir. Coelho de Faria Marco Antonio (BR)

Ir. Valverde Paredes José Jean (PE)
Obra do Redentor

Junho 01 – 07 ER 08 – 15 LP 16 – 30 P

Julho 01 – 15 KE 16 – 31 M
Intenções de oração

Junho – Para que a celebração do 150º aniversário da fundação do Instituto ajude os Missionários Combonianos a permanecer fiéis à inspiração do Fundador e a doar-se como ele até ao último suspiro pela evangelização do mundo. Oremos.
Julho – Para que como Família Comboniana nos mantenhamos fiéis ao sonho de Comboni de colaborar em rede, pondo ao centro a missão e servindo como família os mais pobres e abandonados. Oremos.
Publicações

Fr. James Kasitomu. Matama a Bulu, Blaka (Malawi) 2015. O livro tem 24 homilias que contêm narrações diferentes das experiências pessoais do P. James adquiridas em diferentes lugares onde ele trabalhou. Tem uma série de histórias lendárias, analogias e experiências reais, ricas no seu significado, que o P. James decidiu publicar, já que elas tocaram a vida real das pessoas. Por esse motivo, no final de cada homilia, ele propôs sugestões sobre as quais o leitor pode reflectir no desejo de mudar a vida. O livro está escrito em Chichewa, a língua nacional do Malawi.
P. Bruno Gilli, Un Culte du Vodu Hebiesso. Approche d’une religion africaine chez les Ouatchi du Sud-Togo. Ed. Haho, Lomé 2016. Ponto de chegada de uma acção de pesquisa durada muitos anos – como se diz no prefácio – este livro propõe uma análise história, temática e simbólica de uma prática ouatchi que encontramos no Togo, Benim e Gana. Trata-
-se de um «tesouro escondido e revelado» por quem ensinou durante muitos anos formando gerações de estudantes de antropologia, eclesiologia, missiologia e teologias «africanas», com a preocupação de instruir, informar e formar!
Comboni Missionaries Sisters and Comboni Missionaries: «Evangelizing in time»: New models of mission in the Ethiopian context, 2015,
St. Michael Pastoral Centre, Addis Abeba. A Conferência foi concebida como uma plataforma para fornecer uma atualização sobre a nova perspectiva da missão, especialmente no que diz respeito à Etiópia (contexto, mudanças e desafios, novos modelos possíveis).
Capela São Daniel Comboni, a cargo da Província Italiana dos Missionários Combonianos, Bolonha, Abril 2017. É um guia prático para um acesso fácil à figura de São Daniel Comboni; às principais notícias sobre a sua vida, com um útil mapa dos lugares combonianos em Verona.

ÁSIA


Sinfonia de aniversários

De 8 a 13 de Maio realizou-se em Taiwan – pela primeira vez – a Assembleia da Delegação.

Através das relações dos diversos sectores (evangelização, formação, vocação e promoção missionária) foi examinado o passado; não obstante a exiguidade do grupo comboniano (uma vintena de membros) o trabalho levado por diante foi sempre de grande qualidade e arrojo: motivo, este, para uma constante gratidão. O futuro está contido no Plano Sexenal, que foi ultimado durante a Assembleia. A experiência mais interessante, contudo, foi a alegria do presente: a comunhão, a fraternidade e o entusiasmo de estar mais uma vez reunidos. Os desafios actuais da missão na Ásia foram ilustrados pelo P. Willie, CICM, um missionário com uma longa experiência do mundo chinês.

A Assembleia foi caracterizada em particular pela celebração do 20º aniversário da chegada dos Combonianos a Taipé, Taiwan (1997) e pelo 25º aniversário do encaminhamento da presença comboniana em Macau (1992). Foi interessante ver as fotografias dos inícios e achar a maior parte dos “pioneiros” combonianos, ainda jovens mas com uma grande experiência. A celebração dos dois aniversários terá lugar nas duas localidades em causa, com os respectivos paroquianos.

A breve permanência em Taipé foi coroada por uma agradável excursão com a visita a alguns lugares históricos e naturais.

BRASIL


Assembleia da Missão

Cerca de 30 combonianos reuniram-se em São Paulo por ocasião da Assembleia da Missão. O processo da unificação requer um empenho renovado para sintonizar e actualizar o conceito de missão e evangelização em que cada um e cada comunidade se reveja.

Em dois dias de debate, procurou-se reinterpretar o papel das comunidades cristãs e missionárias inseridas nas periferias urbanas, sobretudo através das paróquias, mas também graças ao empenho das pastorais específicas, como a pastoral prisional e a pastoral dos menores.

Impelidos pelo crescente desafio da violência urbana, procura-se responder integrando o empenho das comunidades de fé com os numerosos sectores da sociedade civil organizada, dedicados à defesa e promoção dos direitos humanos.

A Assembleia foi também ocasião para levar em frente a resposta ao Capítulo (n. 45), que desafia a requalificar as pastorais específicas, o trabalho em rede e um plano local de especializações.

CHADE


Quarenta anos de presença comboniana

O ano de 2017 tem uma importância toda particular para os Combonianos do Chade porque, além de celebrar o 150º aniversário da fundação do Instituto, celebram também os quarenta anos de presença na província. De facto, a 15 de Agosto de 1977 três jovens missionários combonianos, P. Claudio Gasbarro, P. José Delgado e P. Miguel Ángel Sebastian – hoje bispo de Laï – eram apresentados à comunidade cristã de Moïssala, primeira missão comboniana.

A presença comboniana no Chade tem origem a partir da expulsão dos missionários do Sudão em 1964. Um grupo destes acompanharam os refugiados sudaneses na República Centro-Africana e daí seguiram para o Chade respondendo ao convite dos bispos que pediam uma presença comboniana num país pobre e considerado como terra de primeira evangelização. De facto, a Igreja chadiana é uma das mais jovens do continente. Durante quarenta anos muitos missionários passaram pelas várias missões da província; alguns deles, como o P. Celestino Celi ou o P. Francesco Tomasoni deixaram ali a sua vida.

Tudo isto nos leva a agradecer a Deus pelos numerosos dons que concedeu à Província, sobretudo mediante as vocações. Hoje, sete jovens do Chade tornaram-se combonianos, três raparigas entraram no Instituto das Irmãs Missionárias Combonianas e existe já um pequeno grupo de Leigos Missionários Combonianos. Outros estão em formação. Vale a pena também recordar que a primeira paróquia do mundo dedicada a São Daniel Comboni – apenas alguns dias depois da sua beatificação – encontra-se no Chade.

As celebrações destes eventos terão lugar no próximo mês de Agosto em Moïssala, a primeira missão.

CÚRIA


Festa dos amigos e benfeitores na Casa Generalícia em Roma

Dia 7 de Maio, domingo do Bom Pastor, os amigos e benfeitores dos missionários combonianos da Cúria, em Roma, reuniram-se na Casa Generalícia para partilhar e celebrar festivamente com a comunidade uma meia jornada sobre o tema da missão. Os momentos mais significativos da festa foram o testemunho do P. Pietro Ciuciulla, assistente geral, que falou da sua vida e do seu trabalho missionário, sobretudo no Chade, e depois a celebração eucarística presidida pelo P. Pietro.

Depois da Santa Missa, concelebrada por uma vintena de outros combonianos, a festa prosseguiu no refeitório com a partilha de uma refeição fraterna.

DSP


Visita às origens

Há 150 anos, em 1867, Daniel Comboni fundou em Verona o Instituto para as Missões Africanas. A DSP quis celebrar este evento com uma peregrinação – de 2 a 5 de Maio – às comunidades de Milland, Limome, Verona e Castel d’Azzano. Participaram vinte e dois confrades.

Comboni deslocou-se várias vezes a Bressanone, até porque ali vivia e trabalhava o seu grande benfeitor e protector, o cónego agostiniano Johannes C. Mitterrutzner. Visitámos a nossa comunidade e os confrades defuntos e sepultados no cemitério de Milland.

A etapa seguinte, Limone sul Garda (lugar de nascimento do Fundador) iniciou com meia jornada de retiro orientado pelo superior da comunidade, o P. Pierpaolo Monella, que nos convidou a recordar a nossa história com profunda gratidão: «Só quem contempla a história sem preconceitos, descobrirá nela as pegadas de Deus».

No dia seguinte partimos para Verona, onde, não só a paisagem, mas também os nossos horizontes se ampliaram. Visitámos o museu africano, magnificamente organizado, com as muitas informações gráficas ao longo dos corredores, a capela Comboni com algumas relíquias e as imagens de alguns confrades imortalizadas nos vitrais, que nos falaram da dimensão mundial da nossa missão.

Contribuiu para esta visão também a visita à nova comunidade de Castel d’Azzano, onde nos esperavam cerca de sessenta confrades. Também entre eles se encontra ainda muito viva a missão. A partilha com um número tão elevado de confrades que durante muitos anos trabalharam em África ou na América prolongou-se de tal modo que não conseguimos visitar a casa nem outros «lugares combonianos».

Apreciámos muito a hospitalidade dos nossos confrades italianos e a possibilidade, para muitos de nós, de encontrar-nos novamente com confrades com os quais trabalhámos em missão e que não víamos desde há muitos anos.

Agradecemos às comunidades de Milland, Limone, Verona e Castel d’Azzano pela sua cordial e fraterna recepção que nos fez sentir e saborear de modo novo a pertença à «Família Comboniana». (P. Karl Peinhopf)

ESPANHA

Assembleia dos combonianos que trabalham nos media



Os combonianos que trabalham nos media na Europa – Portugal, Espanha, Itália, London Province e Polónia –, juntamente com leigos colaboradores e colaboradoras, 26 no total, reuniram-se de 23 a 25 de Maio de 2017, em Madrid, na sede provincial. Participaram também o Ir. Alberto Lamana, Assistente geral, e o P. Arlindo Pinto, membro do Secretariado da missão e encarregado do sítio Comboni.org. Pela primeira vez, foram convidados também os combonianos que administram as publicações em África: «New People», no Quénia, «Afriquespoir», na RD do Congo, «Vida Nova», em Moçambique, e «Leadership», no Uganda. O director da revsita «Worldwide», publicada na África do Sul, não pôde participar.

O encontro foi aberto pelo P. Pedro Andrés Miguel, provincial, que disse quão importante é «fazer emocionar e contagiar», e, fazendo referência à mensagem do Papa para a Jornada da Comunicação Social, sublinhou que a informação e a comunicação devem «favorecer o encontro». Recordou também que Daniel Comboni dava muita importância à comunicação, motivo pelo qual fundou o jornal «Annali del Buon Pastore» que tinha como objectivo «promover orações, meios económicos e vocações para a missão».

O P. Arlindo apresentou depois brevemente a página web oficial do Instituto e o novo «Sector da Comunicação» introduzido no organigrama da Direcção-Geral, em Roma.

A tarde de 24 de Maio e a jornada de 25 foram dedicadas à apresentação do primeiro esboço do «Plano de comunicação das circunscrições combonianas da Europa», que define, entre outras coisas, a visão, a missão, os objectivos e os destinatários. Este trabalho foi orientado pelo Ir. Alberto Lamana e pelo P. Arlindo Pinto.

ITÁLIA

XI Simpósio de Limone



Também este ano, cerca de quarenta membros da Família comboniana se reuniram, de 18 a 22 de Abril, na casa natal de São Daniel Comboni em Limone sul Garda, para realizar o XI Simpósio de Limone sobre o tema «Migração e missão. Em direcção a uma nova Europa: de migrantes a citadinos».

Na manhã do primeiro dia de trabalho, quarta-feira 19, o P. Benito De Marchi deu início ao Simpósio retomando as conclusões do Simpósio de 2016 – sobre Migração e Missão – e o caminho feito sobre o tema da migração nas reflexões do Gert. Na parte da tarde, o relato de três experiências com e entre os migrantes foi seguindo de um breve espaço para perguntas e partilhas entre os participantes.

Na manhã de 20 de Abril, Camillo Ripamonti, sacerdote jesuíta, apresentou as actividades da Fundação Centro Astalli, do qual é director, e fez uma reflexão teológico-pastoral sobre a presença e serviço com os migrantes, conduzidos pelo Serviço dos Jesuítas para os Refugiados (acrónimo em inglês JSR), cuja missão é fundamentalmente acom-panhar, servir e defender os direitos dos refugiados e dos outros migrantes forçados. Depois do almoço, os biblistas Don Felice Tenero e Maria Soave apresentaram uma reflexão sobre os «Processos migratórios na Bíblia».

O último dia iniciou com uma conferência do senador Prof. Gianpiero Dalla Zuanna, «A política e a sociedade: migrantes e direitos civis, desafios e percursos», que explanou o tema das migrações à volta dos conceitos de necessidade (por exemplo, mão-de-obra), selecção e integração.

No final, os participantes decidiram escrever uma carta a enviar às comunidades combonianas da Europa como pequeno sinal de comunhão e partilha. Nos próximos meses, será publicado o caderno do Simpósio, com as relações, as experiências e os trabalhos de grupo.
Encontro anual dos Irmãos

Os Irmãos combonianos da província italiana reuniram-se em Pesaro para o seu encontro anual com o título «A 150 anos do nascimento do Instituto – Irmãos combonianos para o hoje da missão». O encontro teve início na tarde de 30 de Abril e terminou a 3 de Maio. Nele participaram mais de trinta irmãos combonianos, provenientes, não só das comunida-des da província, mas também da Cúria Generalícia e de outras províncias da Europa. O objectivo foi duplo: renovar a consciência da própria vocação à luz do último Capítulo Geral e dos acontecimentos em curso e examinar juntos um dos últimos passos da programação sexenal que a Província italiana está a aprofundar.

O programa do encontro abrigou uma revisitação histórica desde o momento fundacional, proposta pelo P. Fidel González Fernández, um aprofundamento do desafio colocado pelo fenómeno migratório, guiado por dois jovens envolvidos no acolhimento das pessoas requerentes de asilo (Alessandro Lorato e Giulio Farronato) e pelo comboniano P. Ales-sandro Bedin, assim como momentos de convívio e de mútuo testemunho.

No terceiro dia, o P. Giovanni Munari, superior provincial de Itália, teve ocasião de apresentar aos participantes o esboço da programação sexenal e receber comentários e sugestões dos irmãos.

O momento dos testemunhos, em que uma dezena de irmãos pôde relatar episódios chave na evolução da compreensão da própria vocação, e o passeio-peregrinação ao Santuário de Loreto acrescentaram ao encontro uma nota de profunda gratidão e reconhecimento pela abundância dos dons recebidos. No Santuário do Loreto rezou-se de modo particular por alguns confrades gravemente doentes, confiando-os ao cuidado amoroso da Virgem e de São Daniel Comboni.
Uma rua dedicada a S. Daniel Comboni

Dia 20 de Maio em Valeggio sul Mincio, na presença de autoridades civis e religiosas locais e de um numeroso grupo de pessoas, inaugurou-se uma rua dedicada a S. Daniel Comboni. Dos Combonianos estavam presentes o P. Teresino Serra e o P. Venanzio Milani e das Combonianas a Madre geral Ir. Luigina Coccia e a provincial Ir. Dorina Tadiello. Valeggio foi pátria de diversos missionários. Antes de mais, Don Giovanni Beltrame, depois, os combonianos defuntos P. Venturelli e P. Giacomelli e a irmã Venturelli; depois, os vivos P. Enrico Cordioli e as irmãs Lucia Giacomelli e Giovanna Valbusa.


Uma festa PM

Para dia 11 de Junho, a nossa comunidade de Pádua organizou a festa do PM no seu 90º aniversário de vida. Jogos, música, ateliês, alimentos do mundo, palhaços, etc., caracterizaram a jornada. Não faltará a proposta de novas assinaturas da revista.


Celebração do 150º aniversário em Verona

Dia 18 de Junho, em Verona, será recordado do 150º aniversário da Fun-dação do Instituto Comboniano com uma solene celebração da Eucaristia na basílica de S. Zeno, presidida pelo Bispo de Verona D. Giuseppe Zenti e com a participação do Superior geral P. Tesfaye Tadesse. Clero, institutos, amigos e simpatizantes foram convidados.

MALAWI-ZÂMBIA

Doze novos missionários combonianos

Dia 6 de Maio foi uma grande jornada para o noviciado comboniano de Lusaca, Zâmbia: emitiram os seus primeiros votos doze noviços provenientes de cinco países de África: 4 do Quénia, 4 do Uganda, 2 da EGSD, 1 do Malawi e 1 da Etiópia. Terminaram o noviciado e hoje consagraram-
-se ao Senhor através dos votos de pobreza, castidade e obediência, no Instituo dos missionários combonianos.

A capela do noviciado era demasiado pequena para as pessoas que a enchiam: os superiores provinciais dos noviços, os missionários combonianos, sacerdotes e irmãos, presentes em Lusaca, as irmãs combonianas, alguns sacerdotes amigos dos noviços, familiares e amigos. A missa foi animada pelo coro da paróquia comboniana de St. Kizito (Lusaca).

Foi agradável participar e ouvir em silêncio as fórmulas dos votos, simples e ao mesmo tempo profundas no seu significado teológico. Um a um, perante os respectivos provinciais, os noviços consagraram-se a Deus para a missão e entraram oficialmente na Família comboniana.

O Ir. Alberto Lamana e o P. Jeremias, assistentes gerais, estavam presentes na celebração. O P. Jeremias presidiu à Eucaristia. Na sua homilia, sublinhou a centralidade de Cristo e o encontro pessoal com Ele como a única razão da nossa consagração. Daqui, a necessidade de manter sempre os olhos fixos no coração trespassado do Bom Pastor, para não perder o sentido da consagração missionária comboniana. O Ir. Alberto falou aos noviços da riqueza do nosso Instituto, presente em tantos países do mundo e formado por padres e irmãos, com uma grande variedade de línguas, culturas e nações.

No fim da missa, o P. Edward Kanyike, provincial do Malawi-Zâmbia, falou em nome dos provinciais presentes. Depois, um neo-professo falou em nome de todos os neo-professos e, por fim, o P. Dawit W. Teklewold, mestre dos noviços, anunciou à assembleia os lugares de destinação, aonde os noviços prosseguirão a sua formação: Pietermaritzburg, RSA (2), Bogotá, Colômbia (1), São Paulo, Brasil (2), Nairobi, Quénia (2), Lima, Peru (4) e Nápoles, Itália (1). Depois de um período de férias com as respectivas famílias, começarão a transferir-se para as novas destinações.

Estamos gratos ao Senhor e aos formadores e a quantos contribuíram para a formação destes jovens confrades. Que possam ser fiéis ao Senhor que os chamou e que é fiel.

MOÇAMBIQUE

Assembleia provincial

Os Combonianos da província reuniram-se, de 24 a 28 de Abril, no Centro Catequético São Daniel Comboni de Carapira para participar na Assembleia provincial anual. Estavam presentes 29 confrades. O objectivo da assembleia era reflectir, debater e preparar o Plano sexenal. «Foi uma óptima ocasião para crescer na fraternidade e comunhão e para um renovado serviço missionário. Com o mote “Viver com alegria e esperança a herança de São Daniel Comboni em Moçambique”, estamos todos empenhados em servir com fidelidade e em promover os valores do reino de Deus», disse o P. José Júlio Martins Marques.

POLÓNIA


Assembleia dos ecónomos da Europa

De 24 a 28 de Abril de 2017, a comunidade comboniana de Cracóvia hospedou a assembleia dos ecónomos combonianos europeus. Participaram também o P. Pietro Ciuciulla, assistente geral, o representante do Vigário-Geral na Polónia, P. Tomasz Marek, e o P. Claudio Lurati, ecónomo-geral. Todas as Províncias combonianas europeias estavam representadas.

O encontro desenrolou-se segundo o programa e os temas pré-estabelecidos e cada ecónomo descreveu a actual situação económica da sua província. Este intercâmbio sincero e fraterno sobre as alegrias e as tristezas da vida económica do Instituto foi bastante enriquecedor para todos. O encontro encerrou com algumas propostas concretas a realizar-
-se no próximo futuro.

Os ecónomos tiveram apenas uma meia jornada de intervalo que lhes permitiu visitar o santuário da Divina Misericórdia e a cidade velha de Cracóvia.

PORTUGAL

Os Combonianos celebram 70 anos de presença

A data oficial da chegada do primeiro missionário comboniano a Portugal é 22 de Abril de 1947. Naquele dia, o P. Giovanni Cotta estabelecia-se em Viseu e, dali, começava a lançar as bases de uma história que hoje conta 70 anos. Para celebrar esta data, os combonianos portugueses organizaram, de 24 a 30 de Abril, uma semana de intensas actividades no Seminário das Missões, em Viseu, e em algumas escolas e paróquias da diocese.

O momento culminante das comemorações foi a solene celebração eucarística, domingo 30 de Abril, presidida por D. Ilídio Pinto Leandro, bispo de Viseu, e concelebrada pelo P. Tesfaye Tadesse G., Padre Geral, com outros combonianos e sacerdotes. Foram convidados numerosos benfeitores, amigos e algumas personalidades que aderiram ao convite em sinal de reconhecimento da actividade comboniana, entre as quais o Presidente da Junta Municipal, António Joaquim Almeida Henriques. A capela estava repleta.

Durante a semana, o P. Manuel Augusto Lopes Ferreira apresentou o seu livro «Missionários Combonianos em Portugal – Uma história singular», uma obra de quase 400 páginas de grande interesse histórico para conhecer as raízes da presença comboniana portuguesa.
É urgente conjugar o verbo inovar

O P. José da Silva Vieira, superior provincial, foi reeleito presidente, para um segundo mandato de três anos, da Conferência dos Institutos Religiosos de Portugal (CIRP), no curso da XXIV Assembleia Geral da instituição, que se realizou nos dias 2 e 3 de Maio na Casa de Nossa Senhora do Carmo, em Fátima.

A Comunicação na era do digital foi um dos temas de formação permanente escolhido para esta Assembleia. Nas palavras de abertura, o
P. José Vieira, que tem uma larga experiência neste campo, disse que «é urgente conjugar o verbo inovar».

QUÉNIA


Vista do Superior Geral

Durante a sua visita à província, o padre Tesfaye Tadesse quis visitar o Instituto de Ministério Social (ISMM) no Tangaza University College.


O ISMM foi fundado pelo padre Francesco Pierli em 1994. Aquele foi o ano do primeiro Sínodo dos bispos dedicado à África, mas também o ano do genocídio no Ruanda. Eventos de desespero e esperança que colocaram o continente sob os holofotes dos media, oferecendo leituras contrastantes. A África estava a sair de um momento obscuro, feito de guerras civis, de tentativas democráticas, de apartheid… Era também o tempo em que em muitos países a sociedade civil começava a tomar forma, oferecendo esperança. Desde o início, o ISMM propôs-se como um centro de preparação de agentes de transformação social em linha com o magistério social da Igreja.

Durante a sua visita, o padre Tesfaye pôde encontrar-se com o corpo docente, o actual director, frei Jonas Dzinekou, e o padre Giuseppe Caramazza que trabalha no instituto. O Padre Pierli apresentou as actividades e as pessoas que as orientam. O Padre Tesfaye, por sua vez, mostrou-se interessado no trabalho formativo desenvolvido pelo ISMM, sublinhando a correspondência entre o carisma do instituto universitário com o sonho de Comboni: preparar agentes de transformação africanos para dar um novo impulso ao continente.

TOGO-GANA-BENIM

As circunscrições combonianas da África francófona celebraram festivamente, sábado 13 de Maio, em Cotonou (Benim), a primeira profissão religiosa de 16 Noviços, provenientes do Congo, Rep. Centro-Africana, Chade e Togo. Após dois anos de formação no noviciado e uma adequada preparação, estes jovens, dos quais 10 congoleses, 4 togoleses, 1 centro-africano, 1 chadiano aceitaram consagrar a sua vida ao Senhor e à missão. A celebração eucarística, presidida pelo P. Médard Longba, superior delegado da Rep. Centro-Africana, que festejou no mesmo dia o seu undécimo aniversário de ordenação, e concelebrada por uma trintena de sacerdotes, religiosos e diocesanos, foi muito viva e participada. Na sua homilia, o P. Victor Kouande, provincial do TGB, convidou os neo-


-professos a encher a sua vida do amor de Deus, o único capaz de transformar o mundo e de alimentar o povo de Deus com a sua esperança.

No fim da celebração, o P. Joseph Mumbere, provincial da RDC, apresentou o trabalho missionário que é conduzido no campo da formação e da animação missionária. Colheu a ocasião para agradecer aos formadores do noviciado pelo serviço feito com grande dedicação e sincera firmeza. Logo depois, o provincial do TGB anunciou as destinações dos neo-professos. A alegria e a emoção estavam ao rubro.

Na Missa estavam presentes as Irmãs Missionárias Combonianas vindas de Lomé, os religiosos e as religiosas em serviço na arquidiocese de Cotonou, amigos e familiares dos noviços togoleses e os fiéis da paróquia de São Francisco de Assis de Fidjrosse.

Agradecemos ao Senhor que continua a chamar a Ele os jovens que são fascinados pelo amor de Cristo, pelo carisma comboniano e pelo testemunho de vida dos missionários. O próximo grupo de noviços é esperado em Cotonou a 9 de Setembro de 2017.


Celebração do 150º aniversário do Instituto

No quadro das celebrações pelo 150º aniversário do Instituto, os Combonianos em missão na arquidiocese de Cotonou organizaram um fim-de-
-semana missionário para os jovens, a 26, 27 e 28 de Maio. Assim, em simultâneo com a abertura do Simpósio em Roma, a celebração de Cotonou contou com a presença de uma centena de jovens provenientes das diversas paróquias da Arquidiocese que se reuniram na tarde de sexta-
-feira 26 de Maio para uns momentos de preparação e de adoração eucarística na paróquia de São Francisco de Assis de Fidjrosse.

No dia seguinte, sempre desta paróquia, os jovens partiram para uma «marcha missionária» de cerca de 30 km ao longo do Oceano Atlântico, de Fidjrosse a Djegbadji. A meia jornada foi celebrada uma missa em Avlékété Plage.

Domingo de manhã todos participaram alegremente na celebração eucarística presidida pelo P. Benjamin Guivi, primeiro missionário comboniano beninense em missão em Moçambique, concelebrada pelo P. Canisius Metin e pelo diácono comboniano Prosper Tehou.

O jubileu dos 150 anos prosseguirá até 1 de Junho de 2018.

UGANDA

Assembleia anual da província



Os Combonianos da província reuniram-se de 24 a 28 de Abril de 2017 para a sua assembleia anual no Centro de Espiritualidade de São Daniel Comboni em Layibi. Em preparação para a celebração dos 150 anos de fundação do Instituto, o P. Cosimo De Iaco ofereceu um contributo sobre o significado teológico da memória. Ao mesmo tempo foram apresentadas algumas datas e períodos importantes da história do Instituto e da Província: o fio que mantém unidos todos estes momentos é a devoção ao Sagrado Coração como centro da espiritualidade missionária comboniana.

Os participantes (51 confrades e um leigo missionário) partilharam, em grupos, as suas experiências sobre alguns missionários combonianos que, por vários motivos, os inspiraram. Daí resultou uma «constelação de testemunhas» que amavam verdadeiramente as pessoas para junto das quais tinham sido mandados. O seu exemplo, sobretudo no fazer causa comum com a gente, desafia-nos a manter aceso o fogo que arde dentro de nós pela missão entre os mais pobres e abandonados do nosso tempo. Os participantes, entre os outros temas, individualizaram as áreas de força que se reflectem no Plano Sexenal da província.


NA PAZ DE CRISTO

Ir. Seibold Adolf (30.01.1935 – 26.03.2017)

O Ir. Adolf faleceu dia 26 de Março durante a noite no hospital de Ellwangen. Desde há muito tempo que não se sentia bem. Os seus problemas de saúde tinham-se agravado à vista desarmada. A sua hospitalização tinha-se tornado cada vez mais frequente e longa. No seu último internamento, uma semana antes de falecer, tinha compreendido – e até o manifestou – que a sua vida estava a chegar ao fim e que a vida definitiva se estava a aproximar. Aceitou a sua situação com tranquilidade, fé e lucidez, sem se queixar e sem medos.

O Ir. Adolf nascera em Zirndorf, na Franconia Central (Baviera, diocese de Eichstätt) a 30 de Janeiro de 1935. Aquela zona deu à DSP cerca de uma dúzia de confrades e missionários. Um deles era o bispo de Tarma (Peru), D. Lorenz Unfried.

A 1 de Março de 1950, com 15 anos de idade, o Ir. Adolf entrou como aspirante a Irmão na casa de Josefstal. A 21 de Agosto de 1952 foi admitido ao postulantado e a 2 de Fevereiro de 1953 começou o noviciado em Josefstal. Os anos anteriores ao noviciado foram dedicados à preparação profissional. A 2 de Fevereiro de 1955 fez a primeira profissão e a 2 de Fevereiro de 1961 a profissão perpétua.

Depois do noviciado começou a trabalhar na herdade agrícola de Mellatz. A este trabalho dedicou algumas décadas, primeiro na DSP e depois na África do Sul, onde as herdades eram muito extensas e necessitavam de um bom número de trabalhadores. Por isso o trabalho do irmão era principalmente de tipo organizativo e as relações com os operários nem sempre eram fáceis. Durante muitos anos o Ir. Adolf levou por diante este trabalho nas missões de Belfast, Maria Trost, Glen Cowie e Berberton.

Nos anos oitenta, chegou também à África do Sul o momento de desfazer-se das herdades. Um dos motivos era inclusive a falta de Irmãos para este tipo de trabalho. O Ir. Adolf foi destinado então à missão de Luckau para administrar um potente moinho em actividade desde há muitos anos que oferecia um grande serviço aos camponeses da zona: foi encarregado do moinho durante seis anos.

Em seguida colaborou durante três anos num projecto de horto na missão de Elukwatini, onde anos antes o pároco tinha construído uma casa de repouso para pessoas idosas, gerida ainda hoje pelas Irmãs Beneditinas alemãs. Nos últimos anos, antes da sua destinação à DSP, o Ir. Adolf trabalhou em várias missões como responsável da casa e do horto. Em 1997, foi destinado à DSP. Após três anos nas comunidades de Neumarkt e Josefstal passou para Bamberga.

Em 2011, foi destinado à comunidade do Centro Anziani de Ellwangen. Já em Bamberga tinha tido problemas de coração, e foi operado a uma válvula cardíaca. Durante os últimos anos teve de ser frequentemente internado no hospital. Apesar disso, continuou a trabalhar na pequena tapada diante da casa, na medida em que o seu estado de saúde lhe permitia.

O Ir. Adfolf era uma pessoa de poucas palavras. Não era fácil conversar com ele, coisa que não favorecia a vida comunitária. Durante a sua frequente permanência no hospital, pelo contrário, parecia uma pessoa diferente: gostava de visitas, conversava com gosto, mostrava-se afável e grato. Agora repousa no cemitério de Ellwangen ao lado dos 39 Padres e 28 Irmãos falecidos antes dele. (P. Alois Eder).


Ir. Michelangelo Peroni (27.11.1929 – 07.04.2017)

Michelangelo nascera em Verona a 27 de Novembro de 1929. Entrado em Florença em 1947, fez aí a tomada de hábito e, em 1949, os primeiros votos. Passou depois para Gozzano para a formação como Irmão, e a 9 de Setembro de 1955 emitiu os votos perpétuos.

Sempre disponível para servir os confrades, conseguiu frequentar um curso de alfaiate em Verona e depois ficou como alfaiate, a preparar a roupa e as batinas dos confrades, na Casa Mãe, de 1949 a 1963. «Meticuloso e disciplinado no seu trabalho – escreve o P. Santangelo –, tomava as medidas necessárias, não poupando algum jocoso conselho a quem mostrava uma cintura dilatada para além da medida aceitável: “Irmão, tem de fazer penitência para esvaziar esta pança: o tecido é muito caro”». Também o P. Francesco Lenzi recorda: «como alfaiate em Verona preparou para mim a primeira veste do liceu, do noviciado e dos primeiros votos. Ficou-me a impressão de ser um Irmão atencioso, disponível e competente no seu trabalho».

Em 1963, o Ir. Michelangelo foi destinado por um ano a Portugal, como encarregado da casa de Lisboa, depois à casa de Moncada, em Espanha (1964-1970), como encarregado da alfaiataria e como ecónomo local; assistia também os imigrantes e os confrades enfermos. Sempre pontual aos encontros comunitários e à oração da manhã, mostrava humildade e amizade com todos.

Em 1971, foi mandado para o Brasil, onde permaneceu até 1981. Em 1976, foi também eleito representante dos Irmãos no Conselho Provincial.

Deste seu primeiro período brasileiro, o P. Aldo Gerna, que veio depois a ser bispo, escreve: «Recordo bem quando foi para a diocese de São Mateus, era muito activo e competente nos seus deveres. Era um bom religioso e um confrade sincero, a sua convivência connosco era serena. Ocupava-se também da pastoral e das actividades práticas que os Irmãos seguiam. A nossa diocese era uma diocese simples, pobre e austera. A figura do ir. Michelangelo recorda-nos o não pequeno contributo dos Irmãos combonianos no caminho desta diocese, hoje quase completamente entregue ao clero diocesano».

Em 1982, o Ir. Michelangelo foi novamente destinado a Lisboa (até 1988) e depois a vários lugares do Brasil (1988-1997), como encarregado da casa. O P. Candido Poli recorda-o como sendo «bastante tímido, mas muito gentil, delicado e sempre disponível».

Recorda ainda o P. Lenzi: «em 1988, quando eu era provincial no Brasil, o Ir. Michelangelo foi destinado a esta nação e, mediante pedido do


P. Aldo de uma presença comboniana no paço episcopal, foi destinado a viver com o bispo. Continuou a ser, também no paço episcopal, aquela presença discreta e atenta no serviço da casa e das pessoas. Deixa uma boa recordação entre nós».

Em 1997, voltou para Itália e ficou até 2004 em Roma, na Cúria, como assistente do ecónomo local e encarregado da casa.

De 2005 a 2013 foi mandado para Arco, como ecónomo local e para o acolhimento aos confrades idosos. «Sempre sereno, laborioso, respeitoso do pessoal, tratava com amor os confrades», disse entre outras coisas o P. Renzo Piazza durante a homilia do funeral.

Passou os seus últimos anos em Verona, no Centro Anziani e Ammalati, onde faleceu a 7 de Abril de 2017.


P. Salvatore Coppo (17.09.1933 – 20.04.2017)

O P. Salvatore Coppo nascera em Serdiana, uma povoação da Sardenha (Itália), a 17 de Setembro de 1933. A paróquia desta cidade é consagrada a Jesus Salvador e este é, de facto, o nome que os seus pais lhe deram.

Em Cagliari, capital da ilha, o P. Coppo entrou no seminário diocesano, onde fez a Filosofia e a Teologia. Mas depois de ter conhecido os Combonianos, que não tinham qualquer comunidade na ilha, sentiu a vocação para a «missão ad gentes».

Foi ordenado sacerdote a 9 de Julho de 1961 por D. Edoardo Mason, nomeado bispo do novo Vicariato Apostólico de El Obeid. Esta nova porção do povo de Deus tinha sido separada da de Cartum e erigida como vicariato a 3.12.1960. O P. Coppo foi incardinado em El Obeid para ser ordenado sacerdote antes da sua profissão religiosa: assim foi o primeiro sacerdote do novo vicariato.

Dois meses depois, o P. Coppo professou os votos de pobreza, castidade e obediência com os Missionários Combonianos.

Em 1963, foi enviado para Sunningdale para estudar o inglês. Depois de ter completado os estudos, foi mandado para o Uganda, onde permaneceu até 1978. Neste país trabalhou quer no campo pastoral quer como docente no Seminário Menor Diocesano de Nadiket.

Em 1979, foi mandado para o Malawi, onde era conhecido como «Umpulumtzi», a tradução Chichewa do seu nome. Em 1983, fez uma pausa no serviço pastoral para completar o seu doutoramento em Direito Canónico na Universidade Lateranense.

Em 1987, foi enviado para ensinar no Seminário Nacional da Conferência Episcopal do Sudão, primeiro em Juba (1987-1991) e depois em Cartum, para onde viria a ser transferido por causa da guerra no Sul. Ensinou no Seminário Nacional até 1996. Depois foi para o Cairo para estudar o árabe. Tinha já 63 anos pelo que não podia alcançar um elevado nível de competência nesta língua. Apesar disso, foi para El Fasher (Darfur), onde serviu a comunidade cristã até 2000. Seguidamente, trabalhou na paróquia de Wad Medani até voltar para Cartum, em 2003, para ensinar novamente no Seminário nacional. Continuou neste serviço até à transferência do Seminário para Juba. Depois disto, teve de fazer frente ao seu novo estatuto de docente na reforma. Além disso, a sua dificuldade com a língua árabe tinha limitado as suas possibilidades pastorais e, aos 70 anos, não era fácil para ele manter um empenho fixo no ensino no Comboni College Khartum. Desejava continuar a ensinar e a servir a comunidade cristã, mas, por outro lado, estava consciente dos seus limites.

Não obstante isso, foi capaz de transmitir a alegria a todas as pessoas com quem se cruzou. E certamente esta é uma das imagens que a comunidade cristã conservará dele. Gostava de abraçar as pessoas, e esta abertura física dos braços era também a imagem do seu coração.
O P. Salvatore era sempre feliz por colaborar com os Focolarinos, o Movimento Carismático, os Neocatecumenais, os salesianos.

Em Janeiro passado, queixou-se de uma dor no abdómen. Num primeiro momento, os médicos pensaram que fosse uma inflamação da próstata mas, quando chegou a Milão, foi-lhe diagnosticado um cancro. Não era possível operar porque estava demasiado espalhado e tinha já invadido alguns órgãos vitais.

«Despedimo-nos em Cartum, na noite de fim de ano… tudo bem, só uma ligeira dor mas, em vez disso, eis desencadeada a emergência total e o regresso precipitado a Itália, para tratamentos, escreve Pietro Roncari, um voluntário do Comboni College de Cartum. Gira entre os dedos a dezena do terço gasta pelas infinitas Ave-Marias que ritmaram as longas jornadas africanas. É o mesmo P. Coppo também nesta versão hospitalar: simples, desarmado, agarrado à fé e à oração como um náufrago escapado à tempestade… A doença clandestina e silenciosa levá-lo-á rapidamente ao fim». Chegado no início da Quaresma, faleceu logo a seguir à Páscoa, a 20 de Abril de 2017.

O funeral realizou-se na comunidade de Milão. Além dos familiares, estavam presentes a comunidade comboniana e vários confrades, seus companheiros de missão. A celebração foi presidida pelo seu conterrâneo


P. Teresino Serra que disse entre outras coisas: «O P. Salvatore sabia cultivar as amizades. Sinal disso, são as condolências que nos chegaram: do Núncio Apostólico de Cartum, do Cardeal Zubeir, do bispo auxiliar de Cartum, dos Missionários Salesianos, de alguns antigos alunos e de tantos outros. Sempre me tocou a sua humanidade, uma humanidade afável, simples e inteligente».
P. Gilmar Santos de Sousa (17.05.1964 – 13.04.2017)

O P. Gilmar Santos de Sousa nascera em Salvador no Brasil em 1964. Emitiu os votos temporários em 1989 e os perpétuos em 1993. Foi ordenado a 19 de Fevereiro de 1994.

O P. Gilmar faz-me voltar a um momento da vida que deixou marcas profundas dentro de mim. Quando o conheci, animava o grupo juvenil da paróquia de Castelo Branco que tinha escolhido como porta de entrada no mundo afro-brasileiro, em Salvador-Baía. Parecia que Gilmar se identificasse muito com as nossas propostas pastorais e apreciasse a sensibilidade que começava a emergir no nosso Instituto pelas expressões afro-
-brasileiras.

Acompanhei com interesse o seu crescimento pessoal, humano e vocacional, a sua entrada nas nossas estruturas formativas, a sua ordenação, as suas primeiras acções missionárias no Congo e no Equador. Procurei compreender os motivos do seu regresso ao Brasil. O seu, parecia sempre um caminho inquieto onde, por um lado, não conseguia exprimir plenamente as suas inúmeras qualidades e, por outro, acabava sempre por alimentar resistências e justificações.

Recordo ter falado disso frequentemente com o P. Ettore Frisotti, amigo comum. Reconhecíamos em Gilmar muitos elementos da alma «baiana». Tínhamos ambos a sensação que Gilmar era continuamente levado a chocar com alguma coisa maior que ele, pelo modo de falar de Deus, as vias propostas para o encontrar, as manifestações da fé e da vida, a capacidade de acolher a religiosidade popular. Era como se a Teologia e as estruturas eclesiais (e eclesiásticas) fossem demasiado estreitas para ele, como se esmagassem o seu zelo apostólico e o seu ardor missionário. E todavia, chegava ao coração das pessoas mais do que nós. Mostram-no as amizades e as profundas relações que soube estabelecer.
A sua relação com os combonianos não foi fácil. Se houve sintonia nos ideais, houve também uma constante dificuldade em concretizá-los. Parece-me que a decisão de incardinar-se na diocese de Salvador, possa ser vista como o resultado deste longo e difícil processo de aproximação que nunca conseguiu tornar-se encontro autêntico.

Por isso, a sua morte representa uma dupla perda: de uma pessoa à qual devo muito pelo que diz respeito à compreensão do Brasil, mas também a perda da oportunidade de acolher entre nós um pouco do espírito afro-brasileiro que bateu à porta do nosso Instituto mas que, por mil motivos, não conseguiu entrar. (P. Giovanni Munari)


P. Bernardo Bonazzi (13.11.1935 – 04.05.2017)

O P. Bernardo Bonazzi nascera em Gandino, província de Bergamo, a 13 de Novembro de 1935. Entrado no seminário episcopal de Bergamo, completou aí o ensino secundário. No noviciado de Gozzano emitiu os primeiros votos a 9 de Setembro de 1958. Depois do escolasticado em Venegono, foi ordenado sacerdote em Milão, a 30 de Março de 1963.

A sua primeira destinação foi o Equador, onde trabalhou em Quinindé e em Esmeraldas, na paróquia de Santa Marianita, entre os grupos afro-
-descendentes.

Escreve o P. Mario Mazzoni: «Quando o P. Dino (como sempre o chamámos) recebeu a primeira destinação, Esmeraldas, não o conhecia pessoalmente, mas quando chegou à missão de Quinindé, estreitamos uma profunda e fraterna amizade que conservamos para toda a vida. Os primeiros anos de missão exigem uma dura adaptação mas, com o entusiasmo com que tinha chegado, não lhe foi difícil adaptar-se às exigências da nova vida. Partilhámos três anos muito interessantes de actividade missionária. Depois da minha destinação ao Peru, nunca mais nos foi possível comunicar. Só após muitos anos, mais de cinquenta, nos encontrámos a partilhar estes últimos anos em Rebbio de Como. Não obstante a saúde delicada, que o obrigava à contínua ajuda do oxigénio, viveu estes anos com o seu habitual entusiasmo».

Em 1968, durante quatro anos, foi destinado à Espanha, primeiro à sede provincial como promotor vocacional e depois a San Sebastian como superior local.

De 1972 a 1980 foi mandado novamente para o Equador: em Esmeraldas, na residência do bispo como animador missionário, e em Quito como procurador. Foi depois destinado a Itália, onde durante seis anos fez animação missionária em Gozzano.

Em 1986 (até 2010), voltou para o Equador, empenhado principalmente no ministério paroquial: primeiro em Guayaquil, depois em Esmeraldas e em Quinindé, de novo em Guayaquil e depois na paróquia de El Carmen.

Quando, em 2004, chegou à comunidade de Las Malvinas (Guayaquil), juntamente com o P. Ramón Vargas e, mais tarde, o P. Joaquín Luis Pedro, «para Dino era um regresso a casa», recorda o P. Ramón. De facto «tinha praticamente fundado a paróquia de El Buen Pastor, em Las Malvinas, quando nos anos dos seus inícios, vinha da paróquia de La Fragata visitar e evangelizar as pessoas desta zona que beneficiavam de algum cuidado pastoral. O P. Dino era um homem de oração, todas as manhãs descia até à igreja antes das 6.30. Às 19.00 estava de novo na igreja para recitar o terço – era muito devoto de Nossa Senhora – as vésperas e a Missa. A sua presença constante era de grande ajuda também porque dava a possibilidade a muitas pessoas de aproximar-se do sacramento da penitência.

Todos os dias, incluindo o domingo, animava fielmente as missas; as suas homilias agradavam muito porque eram concretas e úteis. Acompanhava as comunidades de base e os movimentos paroquiais, em particular a Legião de Maria, onde era muito apreciado pela sua orientação sábia e pela promoção do movimento».

Em 2010, o P. Dino voltou para Itália e, depois de um breve período em Verona, foi mandado para Rebbio, onde faleceu a 4 de Maio de 2017.

«Conheci o P. Dino quando cheguei a Rebbio em Outubro de 2012
– escreve o P. Piercarlo Mazza – e logo me senti tocado pelo facto de, apesar da dificuldade que tinha em respirar, estar encarregado de escolher e entoar os cânticos nas celebrações litúrgicas da comunidade. Era praticamente o único serviço à comunidade que a sua saúde precária lhe permitia e fazia-o com muito empenho. Ultimamente, quando a doença se tinha agravado, fazia muito esforço a cantar e por vezes a voz cedia: todos esperavam que abandonasse mas ele continuava a todo o custo e sempre terminou o canto que tinha entoado.

Um outro serviço que oferecia à comunidade era fazer-nos rir através das anedotas e das piadas que nos dispensava, sobretudo à mesa, e das vinhetas cómicas que recortava das revistas e pendurava no escaparate da sala do café. Também isto nos surpreendia: não obstante o grande sofrimento, encontrava ainda força para nos manter alegres.

Devido aos seus problemas de respiração não fazia grandes discursos mas, quando falava nas reuniões, tocava-nos a vontade que tinha, apesar de tudo, de continuar a acompanhar a vida comunitária e a dar o seu contributo à reflexão. A nós que somos mais jovens ou gozamos de uma saúde melhor que a sua, deixou um belíssimo exemplo a seguir».
Rezemos pelos nossos defuntos

* O IRMÃO: Komi Eric, do P. Antoine Kondo Komivi (T); Amanuel Ghebrechristos (O.F.M. Cap.), do P. Tesfamariam Ghebrecristos Woldeghebriel (ET); Ambrogio, do P. Giovanni Baccanelli (ET).

* A IRMÃ: Leonilde, do P. Tiziano Laurenti (LP); Sofia, do P. Riccardo Mele (†); Dorinda, do P. Feliz da Costa Martins (EGSD).

* AS IRMÃS MISSIONÁRIAS COMBONIANAS: Ir. M. Pasqualina Ghilardi; Ir. M. Bernardina Cerea; Ir. M. Gabriella Ghidei Alawi.

Tradução: Madalena F. Pereira; paginação: «Além-Mar» - Calç. Eng. Miguel Pais, 9 - 1249-120 LISBOA









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