Didáctica 2000



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INTERDECORAÇÃO 2011



DOSSIER DE

IMPRENSA



De 27 a 30 de Janeiro 2011

ÍNDICE

Pág.




  1. INTERDECORAÇÃO 2011 EM SÍNTESE 3



  1. TEXTO INFORMATIVO 4



  1. ACTIVIDADES PARALELAS 6




  1. ANEXOS 7


INTERDECORAÇÃO 2011 EM SÍNTESE




DESIGNAÇÃO

INTERDECORAÇÃO – Casa, Hotelaria, Decoração e Brinde

(13ª Edição)



ÂMBITO




  • Arte da Decoração

  • Arte da Mesa e da Cozinha

  • Ambientes

  • Festa e Presente










PERFIL DO VISITANTE

Visitantes Profissionais







DATA

De 27 a 30 de Janeiro 2011







ORGANIZAÇÃO

EXPONOR – Feira Internacional do Porto







LOCAL

EXPONOR – Feira Internacional do Porto







HORÁRIO

Todos os dias das 10h00 às 20h00







EXPOSITORES

200







VISITANTES

15.000 *







ÁREA TOTAL

13.000 m²







PERIODICIDADE

Anual







INTERNET

www.interdecoracao.exponor.pt







Gestão de Comunicação

Sandra Lima Tel.: 229981423

Fax: 229981482



sandra.lima@exponor.pt









Texto Informativo
De quinta-feira a domingo, os negócios da decoração têm lugar na EXPONOR
INTERDECORAÇÃO atenta

a novas formas de Arte


  • 200 empresas presentes, numa edição que aguarda 15 mil visitas

A partir da próxima quinta-feira e até domingo, a EXPONOR abre as suas portas para mais uma edição da INTERDECORAÇÃO – Casa, Hotelaria, Decoração e Brinde. Será uma feira marcada pela apresentação de novas colecções e pela estreia de novos espaços, onde a criatividade merece destaque. É também o momento ideal para as lojas reporem os seus stocks. Ao longo de quatro dias, os negócios da decoração acontecem na EXPONOR, com a realização da edição 13 da maior feira de decoração do País do primeiro semestre.


EXPONOR atenta aos criadores

A tónica dominante é a criatividade. Os protagonistas são os profissionais de design, arquitectura e artes plásticas. Falamos de espaços profissionais e a estreia acontece na INTERDECORAÇÃO, prolongando-se depois para a EXPORT HOME - Mobiliário, Iluminação e Artigos de Casa para Exportação e para o INHOUSE – Salão da Casa ao Jardim.

A materialização do primeiro espaço profissional exclusivamente dedicado à arquitectura, ao design e à decoração surge, assim, sob a forma de Living Art, onde se poderá atestar a qualidade das propostas de profissionais que fazem da Arte um modo de vida.

Também será dada a conhecer uma nova abordagem na concepção de espaços para hotelaria. Reutilizar e reciclar são palavras que se farão ouvir nesta edição da INTERDECORAÇÃO. Uma proposta da Ready Mind – Associação sem fins lucrativos para a Reutilização de Resíduos por meio da Arte e do Design que valerá a pena conferir na galeria do pavilhão 6, no decorrer da feira.

Destaque ainda para realização de mais uma edição do Espaço Escola. Contando já com três anos de realização, esta iniciativa da EXPONOR, que pretende destacar os talentos e os projectos apresentados por cursos da área de design, tem-se pautado pelo sucesso, atestado no feedback das instituições de ensino participantes e no interesse dos visitantes. Conheça as novidades dos alunos de design industrial do Instituto Politécnico de Viana do Castelo, do Instituto Politécnico do Cávado e do Ave e da ESEIG (Escola Superior de Estudos Industriais e de Gestão) – do Instituto Politécnico do Porto.
Um investimento com retorno

O investimento realizado pelos expositores nas feiras de decoração da EXPONOR «tem tido um retorno compensador», diz Francisco Marcos, director da INTERDECORAÇÃO, sendo que, na maioria dos casos, representa a plataforma estratégica para se apresentarem ao mercado profissional, lançarem novos produtos, trocarem contactos, angariarem novos clientes e iniciarem negociações, capitalizados ao longo do ano.


A Waxdecor, a Manulena, a Tescoma, a dkt e a Dossaquadros são algumas das empresas presentes (leia as entrevistas na íntegra em www.interdecoracao.pt) que consideram a INTERDECORAÇÃO o certame mais importante ao nível nacional no primeiro semestre do ano: «Além de nos proporcionar um volume interessante de vendas, dá projecção ao nível de novos clientes», refere Bruno Azevedo, da Waxdecor, empresa que actua no negócio das velas e fragrâncias para o lar.

No mesmo segmento de sector, a Manulena considera que a feira tem permitido «a progressiva notoriedade das marcas Manulena Candle e Sensia, a divulgação dos nossos catálogos e os novos produtos», diz Paulo Coelho, responsável pela empresa.

A Tescoma, a prestigiada marca checa reconhecida pela sua qualidade e design, pretende na feira, adianta Clara Borges, directora de Marketing, «não só ter uma mostra dos seus produtos, como também dar continuidade ao crescimento que tem tido no nosso País».

Com outra área de negócio, o mercado de prendas e acessórios de moda, a dkt encara a feira como uma oportunidade de networking, esperando que «os profissionais venham para que haja um intercâmbio, de forma a fazermos crescer em conjunto os nossos negócios», avança Lídia Carneiro, Gestora de Negócio.

Por último, com produção cem por cento nacional, a Dossaquadros, que actua na criação e comercialização de quadros e artigos de decoração e iluminação, diz, Vera Mateus, responsável e criativa da empresa, que a «feira lhe garante a visita de muitos dos clientes nacionais e da Península Ibérica».

São assim consensuais as razões, e a sua importância, da participação destas empresas, num leque de 200 que participam na edição 2011da INTERDECORAÇÃO, nas feiras de decoração da EXPONOR, certames líderes no mercado nacional e palco preferencial para o negócio da decoração.



ACTIVIDADES PARALELAS
27 de Jan. a 30 de Jan. – Living Art

Org.: EXPONOR/PORTUGUESE BUSINESS

Local: Pav. 4

A EXPONOR e a PORTUGUESE BUSINESS dão destaque à criatividade, criando na INTERDECORAÇÃO um espaço para os profissionais de Design, Decoração, Arquitectura e Artes Plásticas.


27 de Jan. a 30 de Jan. – Espaço Escola

Org.: EXPONOR

Local: Pav. 3

Esta iniciativa pretende dar destaque aos talentos e projectos apresentados por cursos da área de design.


27 de Jan. a 30 de Jan. – Ready Mind Hotel – Living Areas

Org.: EXPONOR/READY MIND

Local: Gal 640

Uma nova abordagem na concepção de espaços para hotelaria é o que a Ready Mind propõe na Interdecoração.


27 de Jan., 16h00 – Seminário Marketing Relacional para o Comércio, Retalho e Hotelaria

Organização: E-goi

Local: Centro de Congressos Exponor


26, 27 e 28 de Jan.,– Ciclo de Debates Ready Mind - Debate I II e III

Org.: Ready Mind

Local: Gal 6

Debate I (Sexta-feira dia 28|16h00)

Debate II (Sábado dia 29|16h00)

Debate III (Domingo dia 30|16h00)
ORADORES:

Moderadores: Carla Rendeiro, designer (Debate II)

                       Manuela Santos (Debate I e III)
Ângela Vieira - Mudança Criativa (Debate I e II)

Fernando Miguel Marques - Eco-designer, investigador (Debate II)

Flávio Oliveira Gart  - Criativo, publicidade, marketing de guerrilha, empresa Bazooka (Debate II)

Frederico Lucas - Os novos Povoadores (Debate I e III)

João Araújo - Criativo, designer (Debate II)

José Ferraz - Economia social e empreendedorismo (Debate I e III)

Lurdes dos Anjos - Escolas de vida (Debate I e III)

Michele Cannatà  - Arquitectura sustentável (Debate III)

Miguel Salgado - Empresário, investidor (Debate II)

Pete Bampton - Sustentabilidade e desenvolvimento (Debate I e III)

Rui de Almeida Cardoso - Criativo - fotografia - músico - marketing (Debate II)

ANEXOS


Notícias da Decoração

Por Francisco Marcos*


As notícias dão a volta ao mundo à velocidade da luz, pondo a descoberto e influenciando a percepção que temos da realidade. Muitas vezes vão mais longe, transformam o mundo ou pelo menos a percepção que temos dele.

Se, no passado, aquilo que nos influenciava era o que se passava à nossa volta, numa dimensão geográfica restrita,  o mesmo que dizer a dois passos de casa, agora continua a ser o que nos está mais próximo que nos influencia, mas esta expressão ganha outra dimensão numa escala global, já que o que nos prende a atenção pode estar do outro lado do Mundo, mas a dois segundos de distância, bastando um clique numa tecla.


Uma coisa é certa, no passado, como hoje, adaptamo-nos e reagimos aos acontecimentos do meio que nos envolve, alterando comportamentos.

No âmbito dos eventos na EXPONOR solicitamos a elaboração de um estudo, no documento a que tive acesso prendeu-me a atenção alguns dos items, que mostra claramente alguns comportamentos, como a tendência da mulher para entrar em lojas de decoração. Há também outros comportamentos que a crise veio alterar. Comprar e mudar de casa era um acto comum entre os portugueses, mas que a actual conjuntura, na maioria dos casos, impossibilita, levando já muito portugueses a outro comportamento, o de mudar a casa. Esta é uma oportunidade emergente que muitos de nós ainda não consciencializamos, mas os profissionais dos sectores da decoração, e que apostam na renovação da casa, vão tendo esta percepção.


Por outro lado, é ainda referido nesse estudo que, cada vez mais, a tendência passa pela redução das saídas, como jantar fora, o que favoreceu o crescimento de outros nichos, como cursos de culinária e todos os serviços e produtos que gravitam. Temos que estar atentos a estas oportunidades de mercado. Este comportamento cria nas pessoas a necessidade de reformular a casa, de a redecorar. É motivo de satisfação mostrar a casa e ter ambientes que surpreendam os amigos!
Podemos estar na emergência de uma nova realidade cultural, que cria oportunidades para os sectores da decoração, do  restauro e da cozinha. Os profissionais destes sectores poderão, pois, estar optimistas, uma vez que passado este momento conturbado de indefinição quanto ao futuro das economias de todo o mundo entraremos numa era em que os ventos serão favoráveis. Para quem navega com rumo definido, serão ventos que alimentarão a esperança para os profissionais da Hotelaria, Decoração e Brinde.

Mantenham-se atentos, acompanhem as tendências da INTERDECORAÇÃO 2011. São 200 expositores directos com propostas inovadoras.”As notícias de e para o sector ganham novas tonalidades na EXPONOR!


*Francisco Marcos, director da INTERDECORAÇÃO

A (re)união que faz a arte do design…
Reutilizar e reciclar são palavras que se farão ouvir nesta edição da INTERDECORAÇÃO. A Ready Mind está a preparar «espaços únicos com objectos e ambientes projectados de uma forma singular», dando uma nova abordagem à hotelaria, diz, em entrevista, Paulo Gouveia, designer da Ready Mind.
EXPONOR: Como define a Ready Mind? O que a torna diferenciadora?

PAULO GOUVEIA: A Ready Mind é uma associação que, através de várias iniciativas, promove criadores e empresas dentro do conceito da reutilização e reciclagem. Diferencia-se por ter um conceito de união de forças entre várias entidades, com o intuito ter uma dimensão significativa e, assim, promover ainda mais a ecologia e os hábitos ambientalmente responsáveis, valorizando o objecto reutilizado e reciclado pela Arte e pela disciplina de Design.



Reciclar e reutilizar são palavras conhecidas mas pouco “reconhecidas” no dia-a-dia dos portugueses. Concorda com esta afirmação?

Plenamente. Um dos objectivos da Ready Mind é, precisamente, alterar o preconceito (ainda enraizado) de que o que é reutilizado ou reciclado é uma segunda opção, que se justifica por razões economicamente desfavoráveis. As iniciativas da Ready Mind perante o público, em geral, mostram como a reutilização pode ser um factor tão ou mais preponderante na escolha de um produto.



O que é o Eco-design?

Como designers não fazemos distinção entre tipos de design mais ou menos ecológicos. O design, perante a realidade ambiental presente, deve ser sempre ecológico. O processo de design deve, em todas as suas fases, ter preocupações de sustentabilidade, isto em qualquer tipo de produto reutilizado, reciclado ou novo.



Qual a importância das feiras de decoração para os criadores que representa? Como caracteriza a INTERDECORAÇÃO?

Muito importante, tendo em conta a dimensão da “montra” e do público que a visita. Um público já direccionado e supostamente interessado e atento a novos produtos e ideias. A INTERDECORAÇÃO, pela sua história de sucesso, é já uma oportunidade quase obrigatória para os sectores que representa.



Uma nova abordagem na concepção de espaços para hotelaria é o que a READY MIND se propõe concretizar na INTERDECORAÇÃO? Porquê a opção pela hotelaria? E de que forma espera fazê-lo?

Vamos apresentar um conceito, uma alternativa válida, com o objectivo de criar um novo patamar de preocupação ambiental dentro do sector da hotelaria. Hotelaria porque consideramos haver um longo percurso ainda a percorrer relativamente à preocupação ambiental neste sector.



Ready Mind Hotel – Living Areas é o nome do projecto. Em que consiste? E de que forma espera surpreender quem visitar o espaço?

Espaços únicos com objectos e ambientes projectados de uma forma singular. Esses objectos serão alvo de contemplação e interesse pela criatividade de quem os concebeu e que reflectem as diferentes roupagens (abordagens) que este conceito pode ter. Criar um factor de interesse adicional para o público visitante e para serem, tal como uma cidade ou monumento, vividos. Com importantes parcerias, como a Sagres, para a elaboração de uma peça de destaque e exclusiva para a feira, apresentamos criatividade, uma exposição de ideias que poderão fazer parte de um futuro bar, restaurante ou hotel.



Alexandra Graf, alemã, nascida na cidade do Cabo, África do Sul, designer de interiores, define-se como “um profissional em evolução”. A exigência advém da sua profissão que requer uma permanente actualização.

Alexandra é visita assídua das feiras de decoração, considerando-as ferramentas fundamentais para o seu trabalho.
Porto, Portugal, Europa e o Mundo.

Por Alexandra Graf*


Entre projectos e reuniões, amostras e protótipos, sou obrigada a parar regularmente para não correr o risco de atropelar e esquecer a nossa realidade actual. 2011.

Os últimos 17 anos a lidar com desafios permanentes de transformar interiores, solucionar questões de produção e obra, e a difícil tarefa de manter os objectivos presentes para dar sucesso a cada projecto, foram momentos de constante actualização e acompanhamento de “tendências”.


Nas tendências reforçamos o conforto, detalhe e qualidade. Formas fluidas, utilizando cantos arredondados. Nos materiais domina o conceito: Natureza, utilizando madeiras, peles, feltro e fibras provenientes de plantas, complementando com fibras sintéticas. Os tons sendo, verdes – terra – oliva, e degrades de rosé a castanho.

Quando falo em objectivos, estou a referir-me a um conjunto de factores e necessidades que fazem com que um conceito resulte. Não nos podemos esquecer que num momento de criação, a nossa arte, apenas tem valor se for dimensionada dentro de um parâmetro de objectivos. Temos o objectivo do “público” que nos procura para dar destino a um espaço interior, tendo como imagem - uma “ilusão”. A interpretação da informação transmitida, vai servir de conceito para o projecto.


O objectivo dos nossos fornecedores é de nos fazer entender a importância na utilização de cada produto para poder concretizar o nosso projecto.

O conjunto de ingredientes, à medida, e doseados de uma forma imperceptível, com um resultado final surpreendente, e ao gosto, é o nosso objectivo.

Até aqui tudo soa bem. Mas! Mais importante neste processo é a comercialização deste fantástico conceito e produto.

Passados anos a ser bombardeadas por expressões desesperantes, de crise, continuamos dia após dia a criar, desenhar, definir, construir, com um objectivo único de fazer concretizar “objectivos”, estes estéticos, comerciais, de utilização e de investimento.

Apreendemos que seja qual for o negócio, a área, e ou a arte, o “know how” está no sucesso do projecto. Quando menciono o conhecimento, falo de um conhecimento não apenas dos produtos a aplicar, mas como transformar uma imagem numa realidade à medida de cada processo.

Não me chega ter sensibilidade estética, gosto e o chamado “jeito”. Tenho de me posicionar no mercado, e projectar dia após dia soluções adequadas e realistas, com um toque de “magia” que faz o público sorrir nestes chamados tempos de crise!

De novo na EXPONOR, procuramos as últimas colecções e fortalecemos os nossos relacionamentos e estratégica para 2011, junto aos nossos fornecedores.
*Alexandra Graf, interior designer


«Pretendemos surpreender os visitantes da INTERDECORAÇÃO»
A afirmação é de Nuno Brito, vice-presidente do Instituto Politécnico de Viana do Castelo (IPVC) que, em entrevista, fala ainda da importância do Espaço Escola e do que vai ser possível observar no espaço reservado à sua instituição.
EXPONOR: Qual a importância de participar em iniciativas como o Espaço Escola? E qual ao interesse em  espaços como uma feira profissional para os alunos e a instituição que representa?

NUNO BRITO: A Escola Superior não está desligada do mundo, neste caso em particular das empresas, formando pessoas para responder às necessidades da sociedade que nos envolve. A proximidade com as empresas e as organizações, através da interacção constante dos alunos com a sua realidade e a inovação, são algumas das preocupações deste Politécnico. A demonstração desta política de proximidade é visível em momentos importantes, como as que juntam os diferentes empresários e interessados nas diferentes feiras profissionais (…)


Como pretendem surpreender quem vós visitar?  O que vai ser possível  observar?

Pretendemos surpreender os visitantes da INTERDECORAÇÃO com a apresentação de projectos arrojados e inovadores, desenvolvidos e criados por alunos do IPVC, do curso de Design do Produto, onde vai ser possível observar projectos de várias áreas tais como mobiliário, ourivesaria e filigrana, iluminação e novas abordagens a produtos e temas tradicionais.

As peças que estarão em exposição serão algumas peças desenvolvidas no âmbito do projecto Iluminar o Espaço de Trabalho, com candeeiros inovadores. Também estarão patentes propostas de modelos de cadeiras com novas abordagens/ temas mais jovens, tais como o surf, entre outros. Teremos ainda patentes projectos de ourivesaria com cerâmica de alta tecnologia, com o projecto Luxtiles e, por último, estarão também presentes propostas do projecto Hands on the Past - HOP que versa a inovação em produtos já bem conhecidos de todos nós, tais como malas de senhora, vasos para ruas públicas, entre outras propostas.

«Desafios para o design industrial»

Por Filipe José Palhares Chaves *
Os desenvolvimentos sociais e económicos da primeira década do século XXI originaram novos desafios para a concepção de soluções, sob a forma de serviços e produtos optimizando, com os recursos cada vez mais escassos. Em períodos de crise, o consumo de bens e serviços torna-se selectivo e o essencial sobrepõe-se ao acessório.

Procurando responder aos desafios protagonizados pela competição num mercado que se quer mais globalizado, o design é uma ferramenta útil para garantir o sucesso económico das empresas que procuram posicionar os seus produtos nas preferências dos consumidores.

Nos períodos de ciclo económico mais desfavorável, vencem as organizações que gerem os seus recursos com o menor desperdício e ao mesmo tempo valorizam os seus activos através do aumento do volume de vendas dos seus serviços ou produtos. O design industrial enquadra-se nesta estratégia, através do desenvolvimento de produtos e serviços minimizando os consumos. Um dos exemplos que podemos apontar é a utilização de novos materiais ou processos de fabrico inovadores que causem impacto ao nível da redução dos custos e potenciem o valor acrescentado para os clientes. O investimento com a optimização dos recursos e acréscimo de valor realizado neste momento será amplamente potenciado no período seguinte, quando se começarem a verificar crescimentos positivos e o ciclo económico favorecer o consumo por parte dos clientes, permitindo capitalizar a performance da organização.

A optimização dos recursos implica também uma atenção especial aos consumos energéticos e ao impacto ecológico associado. O design industrial deve responder também a este desafio através da aplicação de princípios de sustentabilidade e ecodesign.

A globalização verificada nesta primeira década, potencia algumas economias emergentes que atraem as atenções das empresas que procuram assim expandir os seus negócios, colocando produtos e serviços nestes novos mercados que exigem uma atenção dedicada às suas especificidades. O desafio para o design industrial neste caso será o de interpretar as necessidades e particularidades de cada um destes novos mercados para garantirem uma adaptação cultural e económica dos produtos e serviços direccionados aos seus consumidores.

Desta forma o crescimento das organizações passa pela internacionalização, acrescentando assim o desafio de comunicar as propostas de valor produzidas em Portugal. O design Português deverá portanto ser uma marca a promover junto dos mercados internacionais procurando potenciar uma imagem de inovação com propostas de qualidade e preço competitivas. Neste sentido, a EXPONOR tem-se assumido como um veículo de promoção do design industrial através das exposições e feiras que organiza. Eis o exemplo da INTERDECORAÇÃO que dá oportunidade às empresas e às instituições de ensino de mostrarem os seus serviços e produtos a um público cada vez maior.

Para enfrentar os desafios já expostos, a Escola Superior de Tecnologia do IPCA (Instituto Politécnico do Cávado e do Ave) desenvolve uma oferta formativa que procura dotar os seus alunos com conhecimentos e capacidades de intervenção técnica adaptados às necessidades do tecido empresarial envolvente. Antecipando a necessidade do mercado e procurando dotar os designers industriais com conhecimentos avançados no desenvolvimento de produto e no design a primeira edição do Mestrado em Design e Desenvolvimento do Produto teve início no ano lectivo de 2010/2011.
Alguns dos trabalhos realizados pelos alunos da Licenciatura de Design Industrial do IPCA, que estarão presentes nesta edição da INTERDECORAÇÃO, são excelentes exemplos da materialização dos conhecimentos em produtos com impacto para alguns dos desafios actuais. Destaco como exemplo o recipiente de resíduos sólidos urbanos (ReturnFlow), com separação dos diferentes resíduos para posterior reciclagem ou reutilização, respondendo assim ao desafio da criação de produtos que promovem a sustentabilidade e procuram reduzir o impacto ecológico.
O Espaço Escola promovido pela EXPONOR tem vindo a patrocinar o contacto entre os alunos e as empresas, que têm demonstram bastante interesse nas propostas apresentadas ao nível dos produtos, bem como da formação oferecida pelo IPCA, de forma a aumentar a competitividade dos seus recursos humanos. Este contacto já permitiu estabelecer alguns estágios profissionais que provaram ser uma mais-valia para os alunos que tiveram oportunidade de colocar em prática os seus conhecimentos e para as empresas que beneficiaram do fôlego inovador e do empreendedorismo característicos do designer industrial formado no IPCA.
É portanto com grande vontade e determinação que o curso de Design Industrial do IPCA participa na edição de 2011 da NTERDECORAÇÃO, motivando desta forma os seus alunos para exporem os seus trabalhos numa montra de excelência, dado o reconhecimento que esta feira promovida pela EXPONOR granjeia junto do seu público.

*Filipe José Palhares Chaves, docente do IPCA

Projectos dos alunos da ESEIG (Instituto Politécnico do Porto)

Bin For Kid´s, do aluno Fábio Duarte.

Cesto para papéis/lixo, criado para o universo das crianças, baseado na primeira tabela de basquetebol, desporto criado em 1891. Ganhou o concurso IKEA DESIGN AWARDS em 2010.


Loiça, da aluna Ana Chavarria

Projecto de intervenção na Loiça de Viana. Desenvolveu-se um conjunto integrado de saleiro, pimenteiro, molheiras e galheteiro.

A minha casa”, da aluna Diana Leal

Brinquedo educativo, para crianças dos 3 aos 7 anos, com a preocupação de ser acessível a crianças com deficiência visual.


ITA”, da aluna, Verónica Rocha

Marmita pequena, leve, lavável, isotérmico, de fácil transporte, de empilhar e é prático porque conjuga uma refeição completa (refeição, sopa, sobremesa, pão) num só produto.


2Go”, da aluna Marta Ribeiro

Impressora multifunções portátil, que teve como objectivo resolver alguns dos problemas comuns neste tipo de equipamento, como a reparação e descarte final prematuro.



Novidades expositores
Tescoma lança linha dedicada a crianças

Perto de completar uma década no mercado português, a prestigiada marca checa Tescoma é reconhecida pela sua qualidade e design, sendo a sua gama de utensílios de cozinha e mesa «usada por particulares e profissionais em todo o mundo», refere Clara Borges, directora de Marketing. Na INTERDECORAÇÃO vai lançar duas novas linhas: a Cleankit, que são acessórios para limpeza e arrumação da cozinha, e a linha Bambini, dedicada às crianças. O crescimento da linha Presto, que se tem vindo a tornar uma das linhas mais completas de utensílios de cozinha, também é uma das apostas da empresa. A feira de decoração da EXPONOR serve assim de montra à apresentação das novidades e de ponto de encontro com os seus clientes, sendo que num só espaço ficam a conhecer a grande variedade de produtos e as novidades da Tescoma.

Os produtos Tescoma constituem uma vasta gama de utensílios e acessórios para cozinha e mesa e são reconhecidos pela sua qualidade e design em toda a Europa e utilizados por particulares e profissionais em todo o mundo. O conceito consiste em fornecer utensílios de cozinha e mesa de alta qualidade, funcionamento perfeito e design atraente. Estes três aspectos, aliados à completa gama de produtos, são, no entender da responsável de Marketing, os factores diferenciadores da Tescoma.

Representada em quase todo o mundo, a marca checa está presente nos mercados da República Checa, Itália, Espanha, Portugal, Rússia, Polónia, Eslováquia. Além desses países, os produtos da Tescoma são exportados para mais de 50 países diferentes.

Em Portugal, a Tescoma está desde 2004 e surgiu da expansão da marca na Europa e da vontade de oferecer ao mercado português uma marca com qualidade de produtos de cozinha. O showroom está localizado na sede da Tescoma Portugal, em Santa Maria da Feira.

Este ano, à semelhança do que tem sido a filosofia da empresa, a aposta versará contínua na apresentação de novos produtos. A Tescoma dá «particular atenção ao estudo e ao design de cada peça, bem como da sua embalagem e a forma de apresentação», diz Clara Borges, adiantando que é uma marca que trabalha com as mais modernas tecnologias, «elevando as novas tendências e expandindo a nossa gama, dando resposta aos mercados cada vez mais exigentes». Para além da presença nas principais feiras nacionais e internacionais, a Tescoma vai estar em alguns eventos ligados ao gourmet, à gastronomia e aos vinhos.


Waxdecor aromatiza nova estação

Uma viagem pelo tempo e por paisagens paradisíacas sem sair do local são garantias avançadas pela Waxdecor - Artigos Decorativos, presente em mais uma edição da INTERDECORAÇÃO. «Porque o olfacto é um dos sentidos mais poderosos, com muitos sentimentos associados, diz Bruno Azevedo, gestor de Marketing da Waxdecor, «quem experimenta os nossos produtos viaja no tempo».

Na INTERDECORAÇÃO 2011 apresenta a nova linha Primavera/Verão, caracterizada por fragrâncias frescas, florais e frutadas. Uma das marcas que representa (Yankee Candle – em velas de fragrâncias) irá, adianta a Waxdecor, «ao encontro das expectativas dos nossos clientes, introduzindo aromas que vão tornar a Primavera e o Verão duas estações ainda mais aromáticas e românticas». Para além das velas com fragrâncias reais, que duram durante toda a sua queima, a aposta vai ainda para fragrâncias com aromas que inundam todo o nosso espaço. Aqui merecerá destaque a marca Nippon Kodo, com os incensos japoneses, desde 1575, e toda uma gama de produtos ligada à marca e artigos decorativos com a marca Jason.

As feiras profissionais, como o caso da INTERDECORAÇÃO, proporcionam um volume «interessante de vendas e dão projecção ao nível de novos clientes», sendo o espaço privilegiado por esta empresa para dar a conhecer ao mercado profissional novas linhas e acessórios.

O mercado português está, na opinião do responsável da Waxdecor, numa «fase de saturação, agravado por uma diminuição do poder de compra dos consumidores». Daí que muitas empresas sentam dificuldade em crescer neste mercado. Há, no entanto, alguns segmentos que poderão ser mais explorados e que poderão representar uma parte substancial de quota de mercado. Por representarem marcas internacionais, a Waxdecor tem “regras” quanto à expansão para outros mercados internacionais. Actualmente, tem clientes em Angola e Cabo Verde, o que permite uma introdução em outros mercados e que poderão abrir portas ao nível da internacionalização.

A Waxdecor insere-se no segmento de artigos de decoração. «A qualidade do serviço, bem como a excelente qualidade dos produtos e das marcas que representa, é, sem dúvida, a mais-valia», afiançou Bruno Azevedo, destacando ainda o trabalho de comunicação que proporciona igualmente aos clientes.

A estratégia comercial para o ano de 2011 passará por um crescimento do volume de facturação, bem como pela conquista de maior quota de mercado. A aposta em produtos inovadores e diferenciadores, a aposta em outro tipo de clientes e o reforço na comunicação e marketing serão pontos que irão reger a sua actuação, de forma a atingirem o principal objectivo: manter a liderança de mercado.

Manulena aposta em produtos ecológicos

Com o aumento do interesse dos portugueses em velas decorativas e perfumadas, tem crescido de igual forma a oferta destes produtos por parte das empresas. A Manulena, que participa em mais uma edição da INTERDECORAÇÃO, tem acompanhado e correspondido ao «interessado e exigente» consumidor nacional, diz Paulo Coelho, director Comercial da empresa, acrescentando que se mantém atento aos mercados emergentes. A Manulena apostou na internacionalização nos últimos anos, com destaque para Espanha, França e Alemanha, que representam mais de 50% da facturação da empresa. «O nosso objectivo, numa primeira fase, é a presença em todos os mercados da Europa. A empresa vai continuar a estratégia de internacionalização progressiva dos seus produtos e marcas», diz.


Actuando na área dos artigos de decoração, designadamente velas decorativas e perfumadas e ambientadores, a Manulena está a apostar na diversificação para outros produtos decorativos e perfumados. O exemplo mais recente e que se destaca é a gama de produtos ecológicos - que já lançaram em 2010 - e que, irá ampliar em 2011.

A INTERDECORAÇÃO constituirá uma oportunidade para apresentar novos produtos, a definição de tendências e o contactado com clientes. «A INTERDECORAÇÃO tem permitido a progressiva notoriedade das nossas marcas Manulena Candle e Sensia, a divulgação dos nossos catálogos e novos produtos, sintetiza Paulo Coelho.


dkt lança novas marcas e revitaliza clássicos

O lançamento de novas marcas, como o Beyblade, e o ressurgimento de um clássico, como o Popeye, que povoa o imaginário dos consumidores, são as propostas que a dkt (D.K.T- Representações, Lda) lança ao mercado profissional da INTERDECORAÇÃO. A estratégia desta empresa passa ainda pelo desenvolvimento de «colecções in-house com marca própria, a preços e design mais adaptados ao gosto dos consumidores», avança ainda Lídia Caldeira, gestora de Negócio, da dkt .

O envolvimento em feiras, como é o caso da INTERDECORAÇÃO, tem como objectivo primordial estabelecer o contacto com potenciais clientes e, por sua vez, aumentar as vendas e a quota de mercado. A dkt estabeleceu por alvo o networking com os clientes já existentes e tem procurado estabelecer uma relação personalizada com eles, de forma a conhecê-los o suficiente para poder oferecer os produtos mais apropriados. «Com este procedimento, acreditámos estar a fidelizar a nossa carteira de clientes e a acrescentar valor para a empresa, pois os clientes sentem que somos uma equipa dinâmica e inovadora, refere Lídia Caldeira.

A dkt encara assim a feira como uma oportunidade de networking, esperando que «os profissionais venham para que haja um intercâmbio, de forma a fazermos crescer em conjunto os nossos negócios».



A dkt actua no mercado de prendas e acessórios de moda, mas também no segmento das licenças, designadamente em marcas especializadas como o Popeye, Snoopy, Hello Kitty, entre outras.

Classificando o consumidor português de exigente, num mercado que tem sofrido profundas alterações, a dkt tem procurado diferentes formas de diferenciar a oferta da concorrência e, sobretudo, criar valor para a empresa e para os clientes, o que na actual conjuntura «significa procura de novas estratégias, novos produtos para atingir os mesmos resultados com menos recursos», afirma Lídia Caldeira.

A maior parte dos clientes da dkt são de pequena dimensão, com um número de funcionários muito reduzido e não especializado. A dkt acredita que deverá investir-se em formação para o desenvolvimento da inovação desses pequenos negócios e, desta forma, reduzir os desequilíbrios entre as empresas do comércio tradicional e o comércio das grandes cadeias internacionais e das grandes superfícies.

As medidas de austeridade, que resultaram na retracção do consumo, levaram ainda a dkt a desenvolver colecções in-house (alternativas às licenças), dado que o factor custo tem um peso substancial na intenção de compras do consumidor final. Todavia, a dkt continua a possuir no seu portefólio marcas globais.

Presente em Espanha, na Itália e Angola, tem como objectivo a curto prazo entrar em novos mercados, em especial os países emergentes através da diversificação de produtos e também com parcerias estratégicas. A internacionalização é, no entender da responsável da empresa, «uma condição necessária para o reforço da nossa posição competitiva, pois com a retracção do consumo nacional não podemos atingir as metas desejadas».
A singularidade da Dossaquadros

Todos os anos por esta altura é a azáfama de sempre. Vera Mateus, responsável e criativa da Dossaquadros, empresa que actua na criação e comercialização de quadros e artigos de decoração e iluminação, não tem “mãos a medir”. Está a ultimar as colecções que cria propositadamente para lançar na «sua feira» e que tem a certeza «não há produto igual», pois são produto fruto da sua imaginação.


Quem bate à porta da Dossaquadros sabe que há uma palavra que não vai ouvir: o Não. Talvez, por isso, diz a criativa, «trabalho não lhe falta», o que falta é “capital” para chegar mais longe, mostrar o seu produto cem por cento nacional a outros mercados, para além do nacional e da vizinha Espanha. França e os países emergentes há muito que estão na “mira” de Vera Mateus. «Gostaria de conquistar esses «mercados com os meus produtos diferenciadores, com inovação e constante renovação de estilo e design».

Por cá, a INTERDECORAÇÃO «garante a visita de muitos dos clientes nacionais e da Península Ibérica com quem trabalha».



Com quase duas décadas de experiência no mercado da decoração, Vera Mateus é presença regular nas feiras de decoração da EXPONOR. Na INTERDECORAÇÃO lança as novas colecções, que seguem as tendências da moda. Este ano, o “verde menta” é a cor predominante. Continuará a apostar em descobrir novas tonalidades, que circundam os cinzas, bem como as misturas de tons pérola com os beges, materializados num dourado. Uma das novidades que, desde já, a Dossaquadros avança é a «nova linha de mobiliário, onde predominam os lacados metalizados, o mesmo que se usa nos automóveis».


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