Dibenzalacetona



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AULA PRATICA 9

SÍNTESE DA 2-1,5-DIFENIL-(E,E)-1,4-PENTADIEN-3-ONA “DIBENZALACETONA

Introdução


Sendo uma das reações mais utilizadas para a síntese de ligações carbono-carbono, a condensação (ou adição) aldólica baseia-se na formação de um ião enolato e na sua subseqüente reação com uma molécula de um aldeído ou cetona, originando um β-hidroxialdeído ou uma β-hidróxicetona, respectivamente (designados genericamente por aldóis). Os aldóis não são geralmente os produtos finais da reação, na medida em que, nas condições experimentais vulgarmente adotadas, têm tendência a desidratar espontaneamente para formarem aldeídos ou cetonas α,β-insaturados, estabilizados por ressonância. A adição aldólica seguida de desidratação toma vulgarmente o nome de condensação aldólica.A reacção de formação da 1,5-di-fenil-(E,E)-1,4-pentadien-3-ona (dibenzalacetona), um composto que é utilizado como protetor solar, é um exemplo de uma condensação aldólica “mista” ou “cruzada”, pois estabelece entre dois compostos carbonílicos diferentes. Nestas condições, para que a condensação aldólica resulte na formação majoritária de um produto, é necessário que um dos reagentes não condense com ele próprio, ou seja, não tenha a possibilidade de formar um ião enolato em meio básico. É o que acontece com o benzaldeído, dado que não tem carbonos com Hα.
O aduto formado por condensação aldólica de uma molécula de acetona e uma molécula de benzaldeído ( E-4-fenilbut-3-en-2-ona) possui ainda átomos de hidrogénio acídicos, pelo que também forma um ião enolato que condensa com uma nova molécula de benzaldeído. Dá-se, pois, uma nova condensação aldólica para originar o produto final.

Esquema reacional



Material e Reagentes
Vidro de relógio; espátula; balões de 25, 100 e 250 cm3; provetas de 50 cm3; pipetas de 5 cm3; tina para gelo; termômetro; placa de agitação e respectiva barra; material para CCF* e filtração a pressão reduzida; papel indicador; tubos de ensaio; pipetas de Pasteur. Hidróxido de sódio em lentilhas; etanol a 95%; benzaldeído; acetona; diclorometano; éter de petróleo; solução de bromo em ácido acético a 2,5%.
* Nesta aula vamos a utilizar outras técnicas analíticas para seguimento da reação e/ou formação dos produtos finais.
Procedimento

1. Num béquer de 250 cm3 dissolva 4,0g (0,1 moles) de hidróxido de sódio numa mistura de 40 cm3 de água e 32 cm3 de etanol.

2. Arrefeça a solução numa tina com gelo até atingir uma temperatura entre 0 e 5 ºC.

3. Sob agitação, adicione à solução de hidróxido de sódio uma mistura composta por 4,2 cm3 de benzaldeído (0,042 moles) e 2,5 cm3 de acetona (0,036 moles). Mantenha o sistema no interior da tina com gelo.



4. Siga a evolução da reação por cromatografia em camada fina, utilizando como eluente uma mistura de diclorometano/ éter de petróleo (2:3).(Não vamos fazer isto!!!) A mistura reacional deve ficar sob agitação e no interior do gelo durante 30 minutos.

5. Filtre o precipitado obtido e lave-o exaustivamente no funil com água gelada, para retirar o excesso de base. Controle a lavagem com papel indicador.

6. Seque o sólido obtido na estufa durante alguns minutos, a uma temperatura máxima de 50 ºC. Pese o produto.

7. Recristalize o sólido de etanol. Pese o produto purificado.

8. Determine o ponto de fusão (p. f. tabelado: 112 ºC)

9. Num tubo de ensaio coloque um pouco de dibenzalacetona, dissolva-a

em diclorometano e adicione umas gotas de solução de bromo em ácido

acético. Deve observar que o bromo descolora.?


Bibliografia
L. M. Harwood, C. J. Moody Experimental Organic Chemistry, 1st ed.;

Blackwell Scientific Publications: London, 1989.

J. R. Mohrig, C. N. Hammond, T. C. Morril, D. C. Neckers Experimental

Organic Chemistry, 1st ed.; W. H. Freeman and Company: New York, 1998.



K. P. C. Vollhardt, N. E. Schore Organic Chemistry, 3rd ed.; W. H.

Freeman and Company: New York, 1999.



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