Desporto adaptado



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DESPORTO ADAPTADO

HISTÓRICO NO MUNDO:

  • Desde 1888, em Berlim, Alemanha, notícias de existência de clubes para pessoas surdas.

  • Em 1922, foi fundada a Organização Mundial de Esportes para Surdos – CISS.

  • Em 1945, após o término da II Guerra Mundial, o Dr. Ludwig Guttmann, cria no Centro Nacional de Lesionado Medulares de Stoke Mandeville, na Inglaterra, atividades esportivas como forma de reabilitação médica para os ex-combatentes.

  • Em 1948, no dia 28 de julho, foi realizada a primeira competição internacional para atletas deficientes, na cidade de Stoke Mandeville, na mesma data do início das olimpíadas de Londres.

  • Em 1952, foi fundado o Comitê Internacional de Stoke Mandeville, vindo a ser tormar posteriormente em Federação Internacional de Esporte em Cadeira de Rodas de Stoke Mandeville. (ISMWSF)

  • Em 1960, ocorreram os I Jogos Paraolímpicos, na cidade de Roma, com 400 atletas.

  • Em 1964, foi criada a Organização Internacional de Esporte para Deficientes (ISOD), responsável por atletas de outras deficiências.

  • Em 1976, a ISOD inclui nos Jogos Paraolímpicos de Toronto, provas para atletas cegos e amputados.

  • Em 1978, foi fundada a CP-ISRA.

  • Em 1980, foi fundada a IBSA.

  • A ISOD ficou responsável por atletas amputados.

  • Em 1980, nos Jogos Paraolímpicos Amhem, foi incluída a participação de atletas com paralisia cerebral.

  • Em 1982, foi criado o Comitê Internacional Coordenador dos Esportes para Deficientes no Mundo. (ICC).

  • Faziam parte do ICC: ISMWSF, ISOD, CP-ISRA e IBSA.

  • Em 1986, juntam-se ao ICC a Federação Internacional de Esportes para Deficientes Mentais (INAS-FID) e o Comitê Internacional de Esportes para Surdos (CISS).

  • Em 1989, foi fundado o Comitê Paraolímpico Internacional. (IPC)

  • A partir de 2001, o IPC e o IOC assinam acordo para realização conjunta dos Jogos Olímpicos e dos Jogos Paraolímpicos.

  • Em 2004, ISMWSF e o ISOD se juntaram, formando a Associação Internacional de Esporte em Cadeira de Rodas e Amputados. (IWAS)

  • São membros do IPC: IWAS, CP-ISRA, IBSA, INAS-FID e mais 160 Comitês Paraolímpicos Nacionais.


HISTÓRICO NO BRASIL:

  • Em 1958, foi criado no Rio de Janeiro o Clube do Otimismo por Robson de Almeida Sampaio e o Clube dos Paraplégicos de São Paulo por Sérgio Delgrande.

  • Em 1959 foi realizada a primeira competição de atletas portadores de deficiência em nosso país, um jogo de basquetebol em cadeiras de roda entre as equipes do Rio de Janeiro e de São Paulo.

  • Com o tempo outras modalidades foram incorporadas, surgindo a necessidade da criação de uma entidade que organizasse o paradesporto nacional.

  • Em 1975, foi fundada a ANDE (Associação Nacional de Desporto para Deficientes).

  • Em 1977, foi realizado os Jogos Para-panamericanos, no Rio de Janeiro.

  • A partir de então a ANDE se torna a entidade nacional responsável por todas as áreas de deficiência.

  • Em 1984, foram fundadas a ABRADECAR e a ABDC.

  • Em 1989, foi criada a ABDEM.

  • Em 1990, foi criada a ABDA.

  • Em 1995, foi criado o Comitê Paraolímpico Brasileiro (CPB).

  • Em 1996, foi realizado o I Jogos Brasileiros Paradesportivos.

  • Em 2001, foi sancionada a Lei 10.264/01 (Lei Agnelo-Piva), que estabelece 2% da arrecadação bruta das loterias federais ao COB e ao CPB.

  • Deste montante 15% dos recursos são destinados ao CPB e devem ser investidos na formação, preparação técnica, manutenção e locomoção dos atletas nos locais de competição.

  • Isto gera uma receita fixa de aproximadamente R$ 10 milhões.


JOGOS PARAOLÍMPICOS:

Ano

Cidade

País

Nº de atletas

Nº de países

1960

Roma

Itália

400

23

1964

Tóquio

Japão

390

22

1968

Tel Aviv

Israel

750

29

1972

Heidelberg

Alemanha

1.000

44

1976

Toronto

Canadá

1.600

42

1980

Arnhem

Holanda

2.500

42

1984

Nova Iorque

Estados Unidos

4.080

42

Stoke Mandeville

Inglaterra

1988

Seul

Coréia do Sul

3.053

61

1992

Barcelona

Espanha

3.020

82

1996

Atlanta

Estados Unidos

3.195

103

2000

Sydney

Austrália

3.843

123

2004

Atenas

Grécia

4.000

142


O BRASIL NAS PARAOLIMPÍADAS:

Ano

Cidade

País

Ouro

Prata

Bronze

Total

1972

Heidelberg

Alemanha

0

0

0

0

1976

Toronto

Canadá

0

2

0

2

1980

Arnhem

Holanda

0

0

0

0

1984

Nova Iorque

EUA

1

3

2

28

Stoke Mandeville

Inglaterra

6

14

2

22

1988

Seul

Coréia do Sul

4

10

13

27

1992

Barcelona

Espanha

3

0

4

7

1996

Atlanta

EUA

2

6

13

21

2000

Sydney

Austrália

6

10

6

22

2004

Atenas

Grécia

14

12

7

33


MODALIDADES PARAOLÍMPICAS:

  • Arco e Flecha.

  • Basquetebol (DM & CR).

  • Ciclismo.

  • Futebol de 5.

  • Goalball.

  • Halterofilismo.

  • Natação.

  • Voleibol.

  • Rugby (CR).

  • Esqui Alpino.

  • Esqui Nórdico.

  • Atletismo.

  • Hipismo.

  • Futebol de 7.

  • Bocha Adaptada

  • Judô.

  • Iatismo.

  • Tênis de Mesa.

  • Esgrima.

  • Tênis (CR).

  • Hockey Sobre o Gelo.

  • Curling Adaptado.


PRINCIPAIS CARACTERÍSTICAS DO DESPORTO ADAPTADO:

  • Esporte Terapêutico:

  • Esporte Recreação.

  • Esporte de Risco e Aventura.

  • Esporte Competição.


DESPORTO ADAPTADO: VANTAGENS

  • Os principais valores da atividade físico-desportivo vão além dos aspectos terapêuticos e reabilitadores, sendo de grande valor, a própria diversão, o prazer da atividade em si e as relações com os demais.

  • O desporto adaptado pode possuir um caráter lúdico e contribuir para uma sensação de bem estar.

  • É necessário abordar cada caso de forma objetiva, escolhendo o desporto mais adequado a sua problemática.

  • Cada pessoa tem que ter consciência de suas capacidades e limitações, e baseado nelas, enfocar a execução em função das distintas atividades.


DESPORTO ADAPTADO: DESVANTAGENS

  • Aparecerão questionamentos sobre: o porquê fazer o desporto? Valerá a pena enfrentar ou não as dificuldades?

  • Certamente aparecerá o medo do fracasso, de lesões etc.

  • Problemas de coluna, como por exemplo, uma escoliose progressiva contra indicará a prática de certas atividades e esportes.

  • Alterações das extremidades inferiores. Estarão contra-indicados os esportes que impliquem em correr e saltar quando detectado alterações em: articulação coxofemoral displástica ou subluxada, Articulação do Joelho, e articulação Fíbula-Tarciana.

  • Epilepsia sem controle das crises. Estão contra-indicadas as corridas de fundo e a natação, igualmente está contra indicado o ciclismo em alguns casos.

  • Alterações graves do equilíbrio, não são aconselháveis aos esportes que requeiram um alto grau do equilíbrio (ciclismo).

  • Em casos graves de espasticidade e distonia estão contra-indicados todos os esportes que a aumente.

  • Em caso de alguma contra-indicação para a prática de algum esporte, o médico e o professor deverão escolher outra atividade de acordo com a sua capacidade motora.


ORGANIZAÇÃO DO DESPORTO ADAPTADO:

  • O Desporto Adaptado tem sua sustentação organizacional em clubes ou associações, Entidades Nacionais Dirigentes do Desporto e Comitê Paraolimpico Brasileiro.

  • ORGANIZAÇAO NO ATUAL GOVERNO:

    • Guardando as proporcionalidades, hoje na estrutura da nova SECRETARIA NACIONAL DE ESPORTE, o Paradesporto está no mesmo nível do Desporto Olímpico, ou seja, no Departamento de Desportos de Alto Rendimento, recebendo recursos do Ministério dos Esportes e da Lei Piva.






CLASSIFICAÇÃO FUNCIONAL:

O objetivo da classificação é garantir que o sucesso do atleta seja atingido pelo seu treinamento, nível de habilidade, talento e experiência competitiva ao invés das suas condições patológicas. A classificação visa capacitar todos os atletas a competirem no máximo de igualdade de condições.


O PROPÓSITO DO PROCESSO DE CLASSIFICAÇÃO:

  • Permitir uma competição justa e equilibrada.

  • Dar a cada atleta uma oportunidade igual de competir a nível internacional.

  • Medir somente limitações funcionais causadas pela deficiência.

  • Ser tão simples quanto possível para que possa ser usada de modo consistente em todos os países participantes.

  • Ser específica para cada esporte.


FATORES QUE NÃO DEVEM INTERFERIR NA CLASSIFICAÇÃO:

  • Habilidade motora específica ou talento.

  • Superioridade ou inferioridade genética.

  • Composição e forma corporal.

  • Gênero.

  • Treinamento.

  • O uso de bandagem que proporciona estabilidade e permite aprimorar a técnica.


CATEGORIAS FUNCIONAIS:

Os atletas são classificados de acordo com 6 categorias de deficiência:



  • Amputado;

  • Paralisado cerebral;

  • Deficiente mental;

  • Les autres (lesoto);

  • Deficiente visual;

  • Cadeira de rodas;

A partir destas 6 categorias, os atletas são colocados de acordo com as suas classes.
HISTÓRIA DA CLASSIFICAÇÃO FUNCIONAL:

  • O primeiro tipo de classificação para pessoas com deficiência, foi desenvolvido no início do esporte para deficientes físicos, na Inglaterra, em 1944, por meio de médicos e especialistas da área de reabilitação.

  • Pelo fato dessa classificação se fundamentar, exclusivamente, nas características médicas, observaram-se vários pontos discordantes com a prática desportiva, onde o atleta muitas vezes não utilizava seu verdadeiro potencial muscular. Esse sistema de classificação se mostrou, com o passar do tempo, problemático por classificar pessoa com lesões incompletas, amputações e poliomielites, sendo incapaz de agrupar os vários tipos de deficiência e funcionalidade, resultando em um número excessivo de classes.

  • Em 1956, foram agregados os portadores de POLIO, com quadros motores semelhantes aos LM, e por fim os AMPUTADOS de membros inferiores;

  • Em 1966, a classificação médica passou a combinar lesões completas e incompletas nas modalidades coletivas (nesta época já existiam equipes de basquete);

  • Em 1969, Dr. Bedwell, da Austrália, em, propôs a introdução de alguns testes de função muscular (teste de função muscular de 0 à 5 de L. Daniels e C. Worthingham, e também testes de sensibilidade e equilíbrio sentado);

  • No final da década de 70, estava sendo desenvolvida para o basquete, através do trabalho conjunto de um grupo de classificadores, técnicos e atletas, classificação funcional (objetivo de atender as solicitações motoras dessa específica modalidade desportiva);

  • No início dos anos 80, a sub-seção do basquete em cadeira de rodas do ISMWSF - apontou seu próprio comitê de classificação.

  • Em 1982, na Suécia, foi implementada a reestruturação da classificação para o basquete em cadeira de rodas.

  • 1984 –Iniciou-se a mudança da classificação no Basquetebol sobre rodas.

  • Em 1988, a classificação da natação é revista e retificada. De 31 classes existentes anteriormente, passam a existir somente 10 classes.

  • A partir de 1990, após a mudança da classificação do basquete, iniciou-se então a proposta de mudança também no atletismo.

  • As bases iniciais da classificação funcional foram propostas pelo alemão Horst Strohkendl, professor de Educação Física. No desenvolvimento do seu método contou com auxílio de Bernard Coubariaux e Phill Craven.

  • O método consiste em uma categorização que o atleta recebe em função do seu volume de ação, ou seja, de sua capacidade de realizar movimentos, colocando em evidência a potencialidade dos resíduos musculares de seqüelas de algum tipo de deficiência, bem como, os músculos que não foram lesados.


PRINCÍPIOS GERAIS DA CLASSIFICAÇÃO FUNCIONAL:

  • Cada organização internacional determina as linhas gerais para a classificação de seus atletas juntamente com o International Paralympic Committee (IPC) e certifica e nomeia os classificadores internacionais, os quais a sua função principal é classificar os atletas.

  • A habilidade funcional necessária independe do nível de habilidade ou treinamento adquirido.

  • O número de classes é determinado de acordo com o respectivo esporte e possíveis habilidades funcionais em atletas com diferentes deficiências.

  • A necessidade de troca de classe precisa ser continuamente revista com base nas diferenças funcionais na performance e número dentro das classes.

  • As regras de classificação são parte das regras técnicas do esporte. Os classificadores credenciados devem ter acessos facilitados na área de competição.

  • Os atletas não são classificados apenas uma vez. A classificação dos atletas é feita um número de vezes durante a sua carreira. Os atletas podem ser colocados em classes diferentes dependendo se a sua mobilidade melhora ou piora. A classificação reflete a habilidade funcional que se é esperado do atleta.

  • Cada combinação de letra e número descreve a deficiência ou a classe funcional. Todos que estão envolvidos com o paradesporto são capazes de posicionar um atleta de acordo com estas combinações:

    • T 42 - A letra “T” é utilizada no atletismo e quer dizer “TRACK” em inglês, o que seria pista, ou seja as provas de pista do atletismo. O número 42 é para atletas com amputação unilateral acima do joelho ou combinação braço/perna.

    • S 9 - A letra “S” é utilizada na natação e quer dizer “SWIMMING” em inglês. A letra “S” denomina provas de estilo livre, costas e borboleta. O número 9 é para atletas com deficiência física.


SISTEMA DE CLASSIFICAÇÃO FUNCIONAL: PROTESTO

Existe um sistema de protesto que pode ser usado tanto por um atleta ou por um representante de alguma organização nacional. Este sistema permite protestos contra a classificação do seu atleta ou do atleta de outro país. Um painel de protesto, composto por classificadores independentes, não envolvidos com a classificação original, atenderão ao protesto e decidirão sobre ele. O protesto pode ser feito antes ou durante a competição.


SISTEMA DE CLASSIFICAÇÃO ESPECÍFICA PARA CADA ESPORTE:

  • Todos os esportes paraolímpicos possuem sistemas de classificação individuais que identificaram determinadas áreas chaves que afetam o desempenho de cada atleta relacionado ao seu esporte em particular. A classificação é baseada na função específica (gesto motor específico).

  • ATENÇÃO:

    • Devido às demandas físicas de cada desporto, nem todas as categorias de deficiências podem competir em todos os desportos. Por exemplo: judô e goalball são jogados por atletas deficientes visuais; futebol é jogado somente por atletas com paralisia cerebral; entretanto desportos como a natação e o atletismo são abertos para as 6 categorias funcionais.


PROCESSO PARA CLASSIFICAÇÃO GERAL:

  • A classificação da maioria dos esportes paraolímpicos consiste de dois testes. Cada teste verifica o potencial físico do atleta.

  • É dividido em teste do banco e teste de habilidade específica.


O TESTE DO BANCO:

Consiste em um exame físico para se determinar exatamente em quais áreas a deficiência do atleta afeta a sua função física. Este teste deve ser conduzido em uma sala reservada sendo anotados todos os detalhes na ficha de classificação para uso futuro. Este teste varia dependendo da deficiência, da sua extensão, e do esporte no qual o atleta está sendo classificado.


O TESTE ESPECÍFICO:

Consiste no atleta em demonstrar a sua técnica usada no esporte.


CLASSIFICAÇÀO DE ACORDO COM A ORGANIZAÇÃO INTERNACIONAL:

  • Deficiente visual - (IBSA) International Blind Sports Association.

  • Paralisado cerebral - (CP-ISRA) Cerebral Palsy-International Sport & Recreation Association.

  • Deficiente mental - (INAS-FID) International Sports Federation for Person with an Intellectual Disability.

  • Cadeirante (cadeira de rodas) - (IWAS) International Wheelchair Association Sports.

  • Amputado/Les Autres - (ISOD) International Sports Organisation for the Disabled.


IBSA – DEFICIENTE VISUAL

  • A classificação Oftalmológica é a forma escolhida pela Federação Internacional de Esportes para Cegos – IBSA para legitimar ou não a participação de uma pessoa nas competições oficias para cegos e deficientes visuais, bem como possibilitar uma melhor condição de igualdade entre os atletas, colocando-os em classes de acordo com seu resíduo visual.

  • Esta classificação só poderá ser feita por médicos oftalmologistas em clínicas ou consultórios especializados designado pela Confederação Brasileira de Desporto para Cegos (CBDC), ou em evento realizado pelo Comitê Paraolímpico Brasileiro (CPB) em parceria com a CBDC.

CLASSES FUNCIONAIS:

  • B1: De nenhuma percepção luminosa em ambos os olhos até a percepção de luz, mas com incapacidade de reconhecer o formato de uma mão a qualquer distância ou direção.




  • B2:  Da capacidade em reconhecer a forma de uma mão até a acuidade visual de 2/60 e/ou campo visual inferior a 5 graus.




  • B3:  Da acuidade visual de 2/60 a acuidade visual de 6/60 e/ou campo visual de mais de 5 graus e menos de 20 graus.

    • OBS:

      • 2/60: uma pessoa pode ver a 2 metros o que normalmente é visto a 60 metros


INAS-FID – DEFICIENTE MENTAL:

Para se tornar elegível para competir, todo atleta com deficiência mental tem que alcançar um mínimo de incapacidade, de acordo, com os critérios da Organização Mundial de Saúde (OMS), sendo os seguintes:



  • QI menor que 70 (QI 100 é o valor para uma pessoa normal).

  • Limitações nas áreas de habilidades normais (comunicação, cuidado próprio, envolvimento social, etc.)

  • “Onset” antes da idade de 18 anos.


CPISRA – PARALISIA CEREBRAL:

  • Atletas com paralisia cerebral e com outras condições resultantes de lesões cerebrais.

  • O sistema de classificação funcional da CPISRA categoriza a função neurológica de um atleta em relação ao seu esporte, permitindo que o atleta compita contra outro atleta com grau similar de comprometimento neurológico.

  • Classificação nacional e internacional.

  • Equipe de classificação:

    • 1 classificador médico.

    • 1 classificador fisioterapeuta.

    • 1 classificador técnico.


CLASSES FUNCIONAIS:

    • Cadeirante:

      • CP1

      • CP2

      • CP3

      • CP4

    • Andante:

      • CP5

      • CP6

      • CP7

      • CP8

  • CP1:

    • Tetraplégico, com envolvimento severo. Grau de espasticidade 4 a 3+, com ou sem atetose ou com pouca força funcional e amplitude articular em todos os membros e tronco. Pouco controle de tronco ou inexistente.

  • CP2:

    • Tetraplégico, com envolvimento de severo a moderado. Grau de espasticidade 3+ a 3, com ou sem atetose. Atetose severa ou tetraplegia com mais função no lado menos comprometido. Pouca força muscular em todas os membros e tronco, porém capaz de tocar uma cadeira.

  • CP3:

    • Tetraplégico moderado (simétrico ou assimétrico) ou hemiplegia severa com quase força total no membro superior dominante. É raro para um atleta com atetose ser incluído nesta classe a não ser que apresente o perfil de uma hemiplegia ou triplegia dominante. Controle de tronco razoável, podendo ser notado em movimentos de arremesso.

  • CP4:

    • Diplegia com envolvimento de moderada a severa. Boa força funcional com limitação mínima ou problemas de controle percebidos nos membros superiores e tronco. Limitação mínima nos movimentos de tronco quando tocando a cadeira e arremessando. Em alguns atletas a fadiga pode aumentar a espasticidade.

  • CP5:

    • Diplegia com envolvimento moderado. Pode necessitar o uso de equipamentos assistivos para andar, mas não necessariamente quando parado ou arremessando. A troca do centro de gravidade pode levar à perda do equilíbrio. Pode ter função suficiente para correr. Normalmente possui equilíbrio estático normal, mas apresenta problemas no equilíbrio dinâmico.

  • CP6:

    • Atetóide ou atáxico com envolvimento moderado. Atetose é o fator mais prevalente. Apresentam mais problemas de controle nos membros superiores do que os atletas de classe 5. Controle de membros superiores e inferiores e do tronco através de movimentos elaborados. Pode apresentar bom controle dinâmico comparado com o estático. Apresenta melhor condição em movimentos cíclicos.

  • CP7:

    • Hemiplegia. Grau de espasticidade de 3 a 2 em uma metade do corpo. Anda arrastando a perna do lado comprometido, apresentando dificuldades de tocar o calcanhar no chão. Boa habilidade funcional do lado dominante.

  • CP8:

    • Hemiplegia leve. Monoplegia. Envolvimento mínimo com grau de espasticidade 1. Deve apresentar um comprometimento óbvio durante a classificação e a competição.

      • Sinal Grande:

        • Babinski uni ou bilateral.

        • Clonus uni ou bilateral.

        • Reflexos

        • Atetose ou ataxia evidente.

      • Sinal pequeno:

        • Rigidez em um ou mais membros.

        • Atrofia moderada em um membro.


IWAS – CADEIRA DE RODAS:

  • As classes de cada categoria possuem um perfil que é analisado por meio de testes de força muscular, amplitude de movimento articular, mensuração de membros , coordenação motora e teste técnico, evidenciando os resíduos musculares utilizados para a performance na prova.

  • São classificadas as deficiências físicas:

    • Amputação.

    • Lesão medular.

    • Poliomielite.

    • Distrofia muscular.

    • Paralisia cerebral.

    • Má formação congênita.


CLASSES FUNCIONAIS:

  • A classificação funcional depende do esporte, por exemplo:

    • ATLETISMO:

      • Classes 31, 32, 33, 34 e 35: Paralisado cerebral.

      • Classes 42, 43, 44, 45 e 46: Amputado.

      • Classes 51, 52, 53, 54, 55, 56, 57 e 58: Lesào medular ou poliomielite.

    • NATAÇÃO:

      • S1 a S5: Todos deficientes físicos que nadam Livre, Borboleta e Costas.

      • SB1 a SB6: Todos deficientes físicos que nadam Peito.

      • SM1 a SM5: Todos os deficientes físicos que nadam Medley.




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