Descobrir e reacender o dom



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20008/09 - Aprender a missão com São Paulo

Missão 2010Corresponsabilidade para a Nova Evangelização

1ª. Reunião



Descobrir e reacender o dom”

Proposta de guião para a preparação dos casais jubilados – 25 anos

em ordem ao Dia Diocesano da Família – 7/06/2009

(Adaptação com base em documentação das ENS)

Desde o princípio da criação, Deus fê-los homem e mulher. Por isso, o homem deixará seu pai e sua mãe para se unir à sua mulher, e serão os dois um só. Pois bem, o que Deus uniu, não o separe o homem” (Mc 10, 6-9)


O matrimónio sacramental dos cristãos, num primeiro nível, proclama, vive e celebra a comunhão íntima de vida e de amor entre o homem e a mulher. A um nível mais profundo, a comunhão de vida e de amor entre o homem e a mulher explicitam e manifestam a comunhão íntima de vida e de amor e de graça que une Cristo e o seu povo, a Igreja.
O sacramento do matrimónio tem a característica de o seu sujeito não ser o indivíduo como nos outros sacramentos, mas o casal enquanto casal. De facto, ele consagra e santifica esta pequena comunidade, única no seu género, que é formada pelo homem e pela mulher casados”. (P. Caffarel)
O sacramento é uma promessa mútua e, ao mesmo tempo, a realização desse compromisso durante toda a vida. Isto significa que o Senhor Se torna presente pela sua graça de uma maneira nova e mais profunda no próprio momento da troca dos compromissos. Mas isto implica também que Cristo continuará a estar presente de maneira única cada vez que o esposo e a esposa cumprem essas promessas mútuas, cada vez que se ajudam mutuamente, cada vez que se unem, que se perdoam e que vão ao encontro daqueles que os rodeiam.
Segundo o ensinamento da Vaticano II, […] o Salvador dos homens e o esposo da Igreja vem ao encontro dos esposos cristãos com o sacramento do matrimónio. E permanece com eles, para que, assim como Ele amou a sua Igreja e Se entregou por ela, de igual modo os cônjuges, dando-se um ao outro, se amem com perpétua fidelidade”. (Gaudium et Spes, nº 48)
Pela sua sexualidade, os esposos podem dar vida um ao outro e fazem viver a sua relação. Compreender assim a sexualidade corresponde a um sentimento de gratidão mútua, entre marido e esposa, e para com Deus por essa maravilhosa experiência, plenificante e benéfica, fonte de reconciliação. Quando o casal aprofunda a qualidade da sua relação e desenvolve uma verdadeira intimidade, a sexualidade e o acto sexual tomam a dimensão querida pelo Criador: a intimidade da relação, com a presença do

Espírito Santo, atinge um ponto alto na comunhão – dar e receber numa unidade total – o que cria uma ambiência de amor, de abertura, de dom da vida de um ao outro e a todo o género humano.


No matrimónio, esta união (entre o homem e a mulher) não é anónima; é a expressão de um acto de amor tal que deu lugar por parte dos esposos a uma doação total, exclusiva e definitiva. […] É pelo facto de o matrimónio ser um dom pessoal em que a totalidade da pessoa se compromete de forma exclusiva (o que de resto exprimem os actos próprios a esta união entre o homem e a mulher) que a dimensão temporal está presente. Se a pessoa reservasse para si a possibilidade de decidir de maneira diferente para o futuro, como se poderia ainda falar de fidelidade? O compromisso à fidelidade, no plano antropológico, não pode pôr um limite no tempo: esta é uma característica própria da relação amorosa em que se reconhece e honra a dignidade da pessoa do cônjuge com o qual a pessoa se compromete”. (Mons. Lafitte)
O casamento é um sacramento permanente, que se alimenta do amor dos esposos e da presença de Deus neles. O sim dos esposos não se esgota num só dia, mas tem de se actualizar ao longo de toda a vida conjugal.
Há tempos fortes que podem ser marcantes na vida do casal: aniversários de casamento, baptismo dos filhos, celebrações litúrgicas em que se renovam as promessas do casamento. Mas a liturgia da vida do casal e, portanto do sacramento do matrimónio, é uma liturgia mais laica, doméstica e quotidiana do que religiosa, pública e festiva. Quando um casal convida amigos para jantar e partilha com eles a sua mesa, celebra o matrimónio como sacramento da hospitalidade; esposos que participam juntos na vida da sociedade e da comunidade eclesial, para dar testemunho de que a comunhão é possível, celebram o sacramento do matrimónio; esposos cansados que velam o sono dos seus filhos testemunham o seu amor e celebram assim o sacramento do matrimónio; dois esposos que se escutam, se acolhem mutuamente, se despem um diante do outro, comprometem a sua vida na comunhão e na harmonia física dos corpos, estão a celebrar o sacramento do matrimónio. O altar deste sacramento não é abstracto e metafórico, mas é a mesa da cozinha à volta da qual a família se reúne e o leito do quarto dos esposos onde celebram o seu amor.
Quando em casal se toma mais consciência um do outro, bem como do sacramento e dos valores necessários para viver plenamente a vida conjugal, começa a desenvolver-se uma atitude de intimidade, de abertura e de hospitalidade que, pela graça do Espírito Santo, promove o desabrochar dos dois cônjuges e conduz a uma plenitude de corpo, de espírito, de coração e de alma, dando, ao mesmo tempo, lugar à realidade de Deus na vida quotidiana.

O lar cristão é o lugar onde os filhos recebem o primeiro anúncio da fé. É por isso que a casa de família se chama, com razão, a “Igreja doméstica”, comunidade de graça e de oração, escola de virtudes humanas e de caridade cristã.” CIC , nº 1666)


O sacramento do matrimónio, onde a presença activa de Cristo está tão profundamente implicada, é um elemento essencial da construção da Igreja . […] Pelo sacramento do matrimónio, os casais são feitos participantes da construção do Corpo de Cristo no próprio coração da sociedade humana onde estão inseridos. […] Onde vive um casal cristão, aí começa já a viver a Igreja.” P. Fleischmann, em “Herança do P. Caffarel”)


QUESTÕES PARA REFLEXÃO


  1. O nosso Matrimónio foi uma escolha de ambos, uma “inevitabilidade” social ou sentimo-lo como uma resposta vocacional a um chamamento de Deus?

  2. Temos consciência do que é viver, no dia-a-dia, o sacramento do matrimónio? Somos capazes de expressar os modos dessa vivência?

  3. Que lugar temos dado a Deus na nossa vida em casal e em família?

  4. De que forma temos sido sinal de Deus um para o outro e, como casal, para os outros?

  5. Temos participado juntos nos actos religiosos?

  6. Quais têm sido os grandes valores que têm norteado a nossa vida conjugal e familiar?

  7. Temos conseguido, mutuamente, perdoar, pedir perdão, compreender e aceitarmo-nos? Onde residem, ainda, as maiores dificuldades?

  8. Que atitudes temos tomado para manter viva a chama do nosso amor ao longo destes 25 anos?

  9. O Matrimónio é o sacramento da oferta e da aceitação mútuas. Como temos vivido as várias dimensões do dom: entre nós, entre nós e Deus, com os filhos e com a comunidade eclesial e social?

  10. Há diferenças entre o amor que tínhamos um pelo outro há 25 anos atrás e o modo como nos amamos hoje? Quais são?

  11. Sentimo-nos realizados como casal ou há algo que ainda não nos preenche totalmente?

  12. O que precisamos fazer para alcançarmos essa plenitude?




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