Departamento de taquigrafia, revisão e redaçÃO



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CÂMARA DOS DEPUTADOS - DETAQ COM REDAÇÃO FINAL


Nome: Comissão da Amazônia e de Desenvolvimento Regional

Número: 1023/08 Data: 02/07/2008




DEPARTAMENTO DE TAQUIGRAFIA, REVISÃO E REDAÇÃO
NÚCLEO DE REDAÇÃO FINAL EM COMISSÕES
TEXTO COM REDAÇÃO FINAL


COMISSÃO DA AMAZÔNIA E DE DESENVOLVIMENTO REGIONAL

EVENTO: Audiência Pública

N°: 1023/08

DATA: 02/07/2008

INÍCIO: 10h12min

TÉRMINO: 14h35min

DURAÇÃO: 04h16min

TEMPO DE GRAVAÇÃO: 04h16min

PÁGINAS: 89

QUARTOS: 52



DEPOENTE/CONVIDADO - QUALIFICAÇÃO




MARIA CLÁUDIA SCHIAVOLINI CORRÊA – Chefe da Divisão de Projetos de Edificações e Obras do Departamento de Polícia Federal.

NIVALDO PONTES – Coordenador de Orçamento da Polícia Federal.

ANATALÍCIO RISDEN JÚNIOR – Contra-Almirante do Orçamento da Marinha do Brasil.

GERSON FORINI – General-de-Brigada do Exército Brasileiro.

JOSÉ HUGO VOLKMER – Coronel Aviador.

FLÁVIO MONTIEL – Diretor de Proteção Ambiental do IBAMA.

ANAEL AYMORÉ JACOB – Coordenador do Bioma Amazônia do Instituto Chico Mendes.




SUMÁRIO: Apresentação pelos órgãos públicos federais — Polícia Federal, Marinha do Brasil, Exército Brasileiro, Comando da Aeronáutica, Fundação Nacional do Índio, Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis — IBAMA e Instituto Chico Mendes — de propostas orçamentárias para a região amazônica.




OBSERVAÇÕES




Houve exibição de imagens.

Houve intervenções fora do microfone. Inaudíveis.

A reunião foi suspensa e reaberta.

A SRA. PRESIDENTA (Deputada Janete Capiberibe) - Havendo número regimental, declaro aberta a presente reunião de audiência pública promovida pela Comissão da Amazônia, Integração Nacional e de Desenvolvimento Regional, para apresentação pelos órgãos públicos federais — Polícia Federal, Marinha do Brasil, Exército Brasileiro, Comando da Aeronáutica, Fundação Nacional do Índio, Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis — IBAMA e Instituto Chico Mendes — de propostas orçamentárias para a região amazônica.

Chamo para compor a Mesa dos trabalhos o Sr. Deputado Francisco Praciano, Presidente da Subcomissão Permanente de Orçamento para a Amazônia, que está se reunindo com os senhores para encontrar meio de, no futuro, termos cada uma dessas instituições aqui presente com seu orçamento adequado para prestar serviços tão necessários a nosso País.

Vamos registrar os nomes dos expositores, porque não temos espaço para todos à mesa. De todo modo, será uma reunião de interação.

Anuncio a presença da Sra. Maria Cláudia Schiavolini Corrêa, Chefe da Divisão de Projetos, Edificações e Obras do Departamento da Polícia Federal; do Contra-Almirante Anatalício Risden Júnior, Coordenador de Orçamento da Marinha do Brasil; do General-de-Brigada Gerson Forini, 6º Subchefe do Estado Maior do Exército Brasileiro; do Coronel-Aviador José Hugo Volkmer, Subsecretário de Administração Financeira do Comando da Aeronáutica; do Sr. Aloísio Guapindaia, Presidente Substituto e Diretor de Assistência da Fundação Nacional do Índio — FUNAI; do Sr. Flávio Montiel, Diretor de Proteção Ambiental do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis — IBAMA; e do Sr. Anael Aymoré Jacob, Coordenador do Bioma Amazônia do Instituto Chico Mendes.

Registro ainda a presença do Contra-Almirante do Estado Maior das Forças Armadas, Paulo Küster.

Senhoras e Senhores, a Subcomissão Permanente de Orçamento para a Amazônia foi criada em 2 de abril de 2008 em reunião realizada no âmbito da Comissão da Amazônia. Foi eleito Presidente o Deputado Francisco Praciano, do PT do Amazonas, e Relator o Deputado Asdrubal Bentes, do PMDB do Pará.

Quero registrar a presença do nobre Relator, Deputado Asdrubal Bentes.

A Subcomissão Permanente de Orçamento para a Amazônia entende que a adoção de novos parâmetros de composição do Orçamento Geral da União pode atribuir aos investimentos destinados à Amazônia equivalência com a dimensão físico-territorial e com a complexidade socioeconômica.

As diretrizes e metas programáticas da Subcomissão são calcadas no desenvolvimento sustentável da região, dando importância às populações tradicionais e rebeirinhas, pois são os setores populacionais mais excluídos no processo de divisão orçamentária da União.

O Plano Amazônia Sustentável — PAS e o Pleno de Aceleração do Crescimento — PAC são estratégias operacionais do Estado Nacional para alavancar o crescimento econômico do País. Apesar de não representar um modelo de operacionalização de ações concretas para a região amazônica, o PAS representa um importante instrumento de definição de diretrizes e estratégias para planejamento e gestão de políticas públicas nacionais para a Amazônia, objetivando um novo conceito de desenvolvimento regional.

A Subcomissão vem orientando seus trabalhos a partir de informações oriundas de articulações com os principais órgãos públicos atuantes na região amazônica, visando à constituição de debates em torno de programas e projetos capazes de refletir, na composição final do Orçamento Geral da União para a Amazônia, o tamanha da região amazônica, que corresponde a 60% do território brasileiro.

Hoje iremos ouvir as propostas orçamentárias para a região amazônica dos órgãos públicos federais Polícia Federal, Marinha do Brasil, Exército Brasileiro, Comando da Aeronáutica, FUNAI, IBAMA e Instituto Chico Mendes.

Para termos reuniões de trabalho mais produtivas, em outra etapa ouviremos os demais órgãos.

Antes de passar a palavra ao Deputado Francisco Praciano, quero fazer uma observação às instituições do Executivo que se encontram nesta reunião e também a nós os Parlamentares que compomos a Comissão da Amazônia.

O ineditismo da forma de trabalho do Deputado Praciano na Subcomissão da Amazônia é extremamente valoroso. Muitas vezes a história não se escreve em décadas, mas em centenas de anos. O que a Comissão da Amazônia está inaugurando neste ano de 2008, e que deverá se prolongar até o início de 2009, é exatamente o trabalho que os Deputados Francisco Praciano e Asdrubal Bentes, com nosso apoio, vêm desenvolvendo.

Não vamos esperar um milagre, que em 2009 já esteja tudo muito bem desenhadinho. A Comissão está apresentando um projeto para ser aprovado pelo Congresso Nacional. Estamos atentos para a primeira sessão do Congresso que houver para darmos entrada ao projeto e convencermos os Deputados e Senadores da necessidade de sua aprovação, pois ele alarga a área de atuação da Comissão na apresentação de emendas ao Orçamento, o que, futuramente, poderá ajudar a fazer do orçamento necessário para a região amazônica, um orçamento como o das outras regiões do País. Temos certeza de que hoje o orçamento para a região amazônica é menor, não é valorizado.

Por fim, quero deixar claro que os Deputados Francisco Praciano e Asdrubal Bentes, respectivamente Presidente e Relator da Subcomissão, juntamente com o Deputado Neudo Campos, que foi Governador de Roraima, têm força e vontade política de fazer com que esta mudança aconteça.

Feitas essas considerações, agradeço a todos a presença e passo a Presidência dos trabalhos ao Deputado Francisco Praciano, Presidente Subcomissão de Orçamento da Amazônia, cargo que exerce amparado em forte apoio político.

Portanto, passo a Presidência ao Deputado Francisco Praciano para a condução dos trabalhos desta reunião. Muito obrigada.

O SR. PRESIDENTE (Deputado Francisco Praciano) - Sra. Presidenta da Comissão, digo que preferiria ficar fazendo os meus registros, mas V.Exa. me colocou na função de dirigir esta reunião.

De início, bom dia a todos. Agradeço aos representantes das Forças Armadas: companheiro José Maria, companheiro da Aeronáutica, nosso companheiro da Polícia Federal, nossa companheira e ainda alguns outros representantes de órgãos, como o caso do Chico Mendes.

Gostaria de fazer a seguinte observação: é muito comum nesta Comissão, assim como em todas as outras, promovermos audiências públicas, acumularmos experiências. É boa a prática da discussão. Entretanto, sempre constatei a falta de resultados. Uma audiência pública, como qualquer atividade nesta Casa ou na iniciativa privada, precisa gerar resultados. Constatei que se faz muita audiência, acumula-se experiência, colocando muita coisa nos nossos arquivos — alguma coisa nos arquivos mortos, e coisas preciosas —, mas sem a terminalidade de resultado.

Nesta Casa, acho que temos de buscar sempre alguns resultados. Um deles, Deputado, é a legislação. Temos de melhorar a legislação. Se não sair daqui uma proposta de legislação, sai uma proposta de orçamento, um plano, um objetivo, uma outra atividade determinada, não só para fazer o release e a fotografia do jornal. Por isso que esta Comissão tomou a iniciativa de criar uma Subcomissão para aproveitar todas as audiências públicas e criar um orçamento para a Amazônia.

Com relação à Amazônia, ontem, numa reunião com a companheira Dilma, falamos sobre a Amazônia. Afirmamos que a Amazônia está na pauta do mundo, está na pauta desta Casa e na pauta de todos os Deputados Federais. Entretanto, o orçamento para a Amazônia, na nossa opinião, é muito pequeno.

E vou citar aqui alguns exemplos para os senhores, exemplos que coloco como símbolos. Podem até não ser perfeitos, mas são emblemáticos.

Polícia Federal. A Polícia Federal tem 290 agentes na cidade de Fortaleza ou no Estado do Ceará. Para 11 mil quilômetros da Amazônia, a informação que eu tenho da Polícia Federal é de que temos 12 agentes. Cinqüenta e sete companheiros do Exército no Rio de Janeiro e 10 na Amazônia.

Embora não seja perfeita a informação e não se resolva o problema da Amazônia só com o contingente, mas são informações que damos tentando sensibilizar o Poder Executivo, o Poder Legislativo, o Poder Público em relação à Amazônia.

O IBAMA, meus amigos, para apagar o fogo na Amazônia, dispõe apenas de pano molhado, abafador. Dizem que as queimadas da Amazônia estão em 4º lugar entre os maiores fatores responsáveis pelo aquecimento global.

A FUNAI, o INCRA, a maioria das instituições que atuam na Amazônia estão desestruturadas. Quem resolver tecnicamente os problemas da Amazônia sem, no entanto, resolver a questão fundiária. Mas o INCRA não funciona na Amazônia por absoluta falta de orçamento, por absoluta falta de estrutura.

A FUNAI do Estado do Amazonas tem 67 pessoas sem qualquer suporte da Aeronáutica, sem um barco, sem um avião. Às vezes não tem avião, nem tem gasolina.

Também não há suporte do Exército por falta de estrutura. São 67 servidores para atender a 135 mil índios. Mas esses servidores permanecem quase que exclusivamente em serviços burocráticos, em salas. Em compensação Pernambuco, com 25 mil índios, tem 170 servidores.

Esse tipo de incompatibilidade de tamanho, de complexidade, de discurso que temos sobre a Amazônia, não tem correspondente em relação à Amazônia. A Polícia Federal não tem uma base aérea na Amazônia. Os aviões da Polícia Federal, que são somente 4 para o Brasil todo, encontram-se aqui em Brasília.

Então, podemos dizer que nós, brasileiros, não cobiçamos a Amazônia. Ela é rica, ela é grande, todos a cobiçam, têm motivos para isso, mas falta ao Brasil o desejo de cobiçar a Amazônia, com planejamento e, principalmente, com orçamento compatível com aquela região.

Foi por este motivo que a Comissão da Amazônia tentou — isso não é estanque, é meio dialético, meio dinâmica a coisa — ter aqui um quadro das necessidades das instituições que estão presentes na Amazônia, para que elas possam atuar melhor na região. E um instrumento que esta Casa, esta Comissão, pretendia ter era um orçamento para a região amazônica, bom, ideal. Que as Forças Armadas, a Polícia Federal, as instituições outras, o IBAMA, o Instituto Chico Mendes e outros tenham um mapa. A partir desse mapa os Deputados Federais da região e de todos os Estados podem ter um instrumento para todo o ano começar a trabalhar o orçamento antes de chegar aqui. Essa lógica normalmente não existe.

Todos nós esperamos que o Executivo mande para esta Casa um orçamento e, a partir daí, começamos a trabalhar emendas. Acho que é uma lógica, pode não ser das melhores, mas é um começo. Já fui gerente executivo de uma das maiores fábricas da Philips da Amazônia e ali trabalhávamos o orçamento de janeiro a janeiro, e não só a partir de agosto. Então não precisamos esperar o orçamento chegar. Temos uma ação mais proativa antes que ele chegue nesta Casa. Para evitar inclusive emendas tentamos influenciar o poder responsável por isso, no caso o Poder Executivo, porque já vem um orçamento contemplando as discussões e as necessidades encontradas ou discutidas antes da confecção, da feitura do orçamento.

Este é o objetivo e o motivo pelo qual atrapalhei os senhores muitas vezes, buscando reunião, buscando discutir.

A pergunta que os senhores deverão responder a partir de agora nesta Casa e no futuro em outras reuniões, porque a coisa é dinâmica, é sobre qual o orçamento ideal que precisamos para que os senhores e seus órgãos, suas instituições atuem de forma mais eficiente, mais eficaz na região amazônica. Essa é a resposta que queremos ter.

Faço uma reclamação, pois não tenho muito papas na língua. Primeiro, agradeço a presença aos Deputados Federais que aqui estão. Segundo, agradecemos, mas lamentamos que tenhamos tão poucos Deputados Federais numa região tão grande, onde deveria haver um contingente maior de Deputados Federais presente. É uma pequena reclamação que faço aos companheiros. Faço-a na frente de todos e digo que a presença de Deputados Federais é mínima, diante da insistência dos companheiros, do suporte que temos tido da Presidenta da Comissão, dos companheiros servidores da Comissão, assessores, colaboradores desta Comissão que ligaram para quase todos os Deputados Federais, mas ainda assim a presença é muito pequena. Espero que seja maior em outras reuniões.

Vamos dar continuidade a nossa reunião. Peço desculpa pela demora e o desabafo. Mas a luta e a vida continuam.

Quero registrar a presença dos Deputados Deley, Marcio Junqueira, Gladson Cameli.

Chamamos para sua palestra e seus choros com relação à Polícia Federal a companheira Maria Cláudia Schiavolini Corrêa.



A SRA. MARIA CLÁUDIA SCHIAVOLINI CORRÊA - Bom dia a todos. Peço licença à Comissão para que o meu colega Nivaldo possa começar abordando a questão da base aérea. Vou falar sobre as obras, mas queríamos começar realmente com a questão da base aérea, já citada pelo Deputado.

Portanto, o Nilvaldo Pontes falará um pouco sobre isso.



O SR. NIVALDO PONTES - Bom dia a todos. Sou Nivaldo Pontes, Coordenador de Orçamento da Polícia Federal. Como bem colocou o Deputado Francisco Praciano, temos uma necessidade premente na Amazônia, que é a colocação de uma base aérea urgente. Temos um efetivo de aeronaves muito pequeno, e esse efetivo tem de atender a todo o Brasil. A região que hoje tem mais necessidade é a Amazônia, que fica um pouco prejudicada em relação a isso.

A necessidade mínima que temos para aeronaves na Amazônia está colocada neste quadro.



(Segue-se exibição de imagens.)

Precisaríamos de 2 aeronaves caravan, adaptadas para pouso e decolagens em região aquática, totalizando 8 milhões de reais, seu custo estimado. Há necessidade de 2 helicópteros de porte médio, Bell 412, o que totaliza cerca de 30 milhões de reais. Há necessidade de 2 caminhões tanques para abastecimento e espaço físico para alocarmos essas aeronaves em Manaus.

Com esses equipamentos teríamos uma capacidade logística ampliada sensivelmente. Poderíamos apoiar melhor o IBAMA e a FUNAI nas atividades que eles exercem e também as atividades inerentes à nossa competência constitucional e legal. A parte de obras que será colocada pela Cláudia é essencial para que tenhamos uma capacidade de alocação de pessoal na Amazônia. Hoje, todo o efetivo possível de alocar está alocado. Ano a ano temos reforçado, mas chegamos ao limite da estrutura física. Ou seja, sem infra-estrutura física para alocar pessoal, sem capacidade logística, com aeronaves com capacidade de transporte de pessoal, principalmente a parte dos Bells 412, vamos ficar estagnados, sem capacidade de executar nossas operações plenamente na região.

Gostaria que a Cláudia desse continuidade com a parte de obras, também muito necessárias.



A SRA. MARIA CLÁUDIA SCHIAVOLINI CORRÊA - Vou falar um pouco da infra-estrutura na região amazônica. Estamos realmente à beira de um apagão na questão da infra-estrutura. Como bem disse o Pontes, não temos como prover a região de mais nada, nem de efetivo, nem de equipamentos, porque não temos onde alocar.

A questão de infra-estrutura é problemática em qualquer órgão, pois é demorada. Se fica muito tempo sem investir, quando precisa, o volume de necessidade é grande e não há tempo hábil. Por exemplo, não damos conta de fazer uma obra em 1 ano. Precisamos realmente de um universo de 4, 5 anos para poder dotar a região de alguma estrutura. Há um susto por parte das pessoas quando colocamos as necessidades. “Poxa, mas isso tudo?” É isso tudo. A região realmente ficou muito tempo sem investimentos, e chegamos a esta situação caótica.

Com as nossas edificações hoje na região amazônica chegamos a ter problema de segurança, risco de morte para os servidores. Temos buscado há alguns anos — já estou à frente da divisão há 3 anos — uma solução, trabalhando a questão do planejamento de recursos para infra-estrutura.

Somos bem carentes de recursos, e não só na região amazônica, mas em outras regiões do País. O órgão é carente de recursos. Hoje, posso até falar em nome da direção, a região amazônica é o foco da Polícia Federal. Esse é o nosso principal objetivo.

Sobre a questão da infra-estrutura ali, tenho inclusive ordens para focar a discussão nisso.

(Segue-se exibição de imagens.)

Vou começar pelo Maranhão, que está dentro da Amazônia legal. Hoje, um dos nossos prédios mais críticos está no Maranhão. A Superintendência hoje funciona num prédio juntamente com o INCRA e a FUNAI. Isso não é bom para nenhum dos 3 órgãos. São atividades diferenciadas. Além da edificação não atender a nenhum dos 3 órgãos em questão de condições físicas, o fato de os 3 estarem juntos acho que atrapalha a atividade dos 3 órgãos.

Por exemplo, posso até citar a questão da Polícia Federal. Os índios estão lá na frente, dentro da edificação. Como se faz isso num prédio de polícia? Temos custódia. Não dá para misturar.

Então, dentro da região amazônica, o Maranhão é um caso crítico. O Acre era onde tínhamos a pior situação. Como já estamos trabalhando no projeto, o Maranhão passou a ser a nossa situação mais crítica. Estimamos em torno de 10 mil metros quadrados o custo da edificação. Não é um prédio enorme, mas é o mínimo de que precisamos. O custo estimado é de 25 milhões gastos ao longo de 4 anos, sendo que no primeiro ano devemos gastar menos, porque é a fase de elaboração do projeto e do início da obra, e nos outros anos despenderemos um valor mais equânime para tocar a obra propriamente dita.

Essa é a situação do prédio hoje.

O Amapá hoje funciona numa edificação muito pequena. Eles estão alocados num prédio de aproximadamente 400 metros quadrados, o tamanho de uma casa, e vão construir um anexo que não vai atender muito aos problemas da Superintendência. Então, temos as mesmas necessidades no Amapá. Embora seja um Estado um pouco menor, o prédio tem o mesmo tamanho porque procuramos padronizar os projetos.

Como não podíamos ir muito além no Maranhão ou em Estados até maiores em questão de estrutura, buscamos padronizar. Com isso, os prédios ficaram com aproximadamente 10 mil metros quadros. Em alguns Estados tivemos de fugir um pouco disso. Eles têm mais ou menos a mesma estrutura, por isso, têm a mesma área e o mesmo custo estimado.

Esse é o prédio do Amapá hoje.

Em Rondônia, temos o mesmo caso. Dos 3 posso dizer que hoje ainda é o que está em condições melhores, mas muito ruim também. Não vou falar a mesma coisa para não ser repetitiva, mas é o mesmo caso dos outros 3. Aí está o prédio.

O nosso prédio no Pará hoje é muito pequeno; estamos divididos na cidade de Belém. Imaginem um prédio de polícia em que existem 7 edificações separando o prédio. Isso em termos de logística é péssimo, em termos de segurança é péssimo e em termos de recursos para o País é péssimo. Manter 7 edificações é muito caro. Como o País não tem tanto dinheiro para investimento, essa obra ajudará muito no custeio futuro. Trata-se de um investimento mais do que necessário.

O Pará é um Estado muito importante nessas questões da Amazônia, talvez seja o que tenha mais conflitos. Então, realmente temos de olhar para o Pará. Esse prédio é um pouco maior, porque realmente o Estado é mais complicado e exige um efetivo bem maior do que os outros. Essa é a nossa Superintendência lá hoje.

Tocantins. Coloquei aqui “processo em litígio”, porque, na verdade, já tinha sido iniciada em 2002 a construção de uma edificação. Infelizmente, tivemos problemas com a empresa construtora e isso está em litígio desde 2004. Por conta disso, a obra foi paralisada e ficou só o buraco e começo da fundação.

Por razões óbvias, precisamos retomar essa obra e a Superintendência está indo atrás de outro terreno, porque o escolhido primeiramente é muito pequeno e não atende às nossas necessidades.

Dentro do nosso PPA temos 2 ações amplas que agrupam ações menores como a construção de delegacias, de postos avançados, de bases de inteligência. Proponho que essas ações sejam exclusivas para a região amazônica, mas de maneira mais flexível. O que acontece hoje é que, a partir do momento em que monto uma ação, como, por exemplo, a construção da delegacia de Santarém, fico amarrada àquela ação. Não consigo de repente desistir dessa construção se verificarmos que uma delegacia em Marabá é mais importante e só temos recursos para uma das duas. Não consigo trabalhar assim. Na ação que estou propondo poderíamos trabalhar dessa maneira, que entendo ser mais inteligente, mais eficaz.

Então, essa ação realmente contempla todas essas construções menores e todas as ampliações das edificações já existentes.

Da mesma forma, temos a ação de reforma e modernização das unidades. Da mesma maneira, também serão contempladas todas as unidades que necessitam de reforma e modernização sem que fiquemos amarrados a uma determinada ação.

A nossa necessidade de infra-estrutura realmente é imensa e é a precursora para investirmos na região amazônica.

Peço o apoio da Comissão e agradeço a presença a todos. (Palmas.)



O SR. PRESIDENTE (Deputado Francisco Praciano) - Agradecemos a representante da Polícia Federal, companheira Maria Cláudia Corrêa. Quanto à metodologia, prefiro entender que seremos mais eficientes se ouvirmos todo mundo e depois concedermos a palavra para os companheiros Deputados Federais.

Agradecemos a presença ao nosso companheiro Deputado Federal Sergio Petecão, do Estado do Acre, que se encontra aqui.

Como 2º Vice-Presidente da Comissão, tenho o prazer de ter um companheiro sentado ao nosso lado.

O SR. DEPUTADO ASDRUBAL BENTES - Sr. Presidente, peço a palavra pela ordem.

O SR. PRESIDENTE (Deputado Francisco Praciano) - Concedo a palavra ao companheiro Asdrúbal Bentes.

O SR. DEPUTADO ASDRUBAL BENTES - Na condição de Relator, preciso aproveitar o momento oportuno para fazer os questionamentos.

A exposição da Sra. Maria Claúdia abrangeu apenas, a meu ver, a parte de recursos financeiros para obras de infra-estrutura, mas há uma coisa que me preocupa muito: o pessoal. Gostaria muito que isso constasse, porque é fundamental. Não adianta haver prédios bonitos, se não há pessoal para operar.



A SRA MARIA CLÁUDIA SHIAVOLINI CORRÊA - Na verdade, hoje já há uma turma em formação na Academia Nacional de Polícia, cujo efetivo será prioritariamente para a região amazônica. De qualquer forma, volto a falar que temos um prédio com 400 metros quadrados de área, onde não há mais como lotar efetivo. Realmente precisamos investir em infra-estrutura para começar a trabalhar com efetivo novamente.

De qualquer forma, volto a falar até em nome do órgão, que a prioridade é a região amazônica. Hoje foram abertos rádios e circulares para recrutar pessoal para a região amazônica.

A questão de efetivo está sendo bem discutida dentro da Polícia Federal.



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