Definição de Pólo Gerador



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QUANTIFICAÇÃO DOS IMPACTOS DE PÓLOS GERADORES DE TRÁFEGO
André Bresolin Pinto

Logit Mercosul – Porto Alegre



Mara Chagas Diógenes

Luis Antonio Lindau

Laboratório de Sistemas de Transportes - LASTRAN


Programa de Pós-Graduação em Engenharia de Produção - PPGEP

Universidade Federal do Rio Grande do Sul - UFRGS



  1. INTRODUÇÃO


Os congestionamentos de tráfego vêm crescendo no tempo e no espaço. Se no passado eles se restringiam a alguns trechos da malha viária principal das médias e grandes cidades brasileiras, hoje eles afetam inclusive trechos da malha secundária. Ainda, nota-se que os congestionamentos agora ocorrem ao longo de várias horas do dia, não mais apenas nos períodos de pico.
Vários são os fatores que colaboraram para o alastramento dos problemas de circulação viária, entre eles: (i) o final do século XX marcado pelo crescimento rápido e desordenado das cidades brasileiras; (ii) a ampliação da malha viária ficou muito aquém do crescimento urbano (iii) a taxa de motorização da sociedade urbana brasileira experimentou forte crescimento e muitas viagens foram transferidas do transporte coletivo para o automóvel; (iv) a proliferação de empreendimentos de grande porte situados em bairros periféricos à área mais central das cidades.
Esse artigo está focado na análise do impacto no tráfego decorrente da implantação de empreendimentos de grande porte nas áreas urbanas. Para se ter uma dimensão da proliferação de empreendimentos de grande porte no Brasil, basta ver o caso dos shopping centers. Segundo a Associação Brasileira de Shopping Centers (ABRASCE), em 1966 havia apenas um shopping center no Brasil; já em 2000 a ABRASCE contava com 160 filiados (Goldner e Portugal, 2002).



Muitas são as cidades brasileiras que ainda carecem de legislação específica e de práticas de transportes e planejamento urbano adequadas para avaliar o impacto decorrente da implantação de empreendimentos de grande porte. Por outro lado, várias cidades, entre elas capitais como Porto Alegre, introduziram a necessidade da realização de estudos de impacto de empreendimentos que contemplem dimensões de análise abrangentes e multidisciplinares.

  1. PÓLOS GERADORES DE TRÁFEGO


São considerados Pólos Geradores de Tráfego (PGT) os empreendimentos constituídos por edificação ou edificações cujo porte e oferta de bens ou serviços geram interferências no tráfego do entorno e grande demanda por vagas em estacionamentos ou garagens (DECRETO N.º 19.915/98; PDDUA, 1999). Como exemplos de PGT, constam, entre outros estabelecimentos: shopping centers, supermercados, hotéis, centro de convenções, teatros, escolas, portos e aeroportos. Importante salientar que, cada vez mais, os novos PGT vêm se caracterizando como empreendimentos que contemplam uma combinação mista de estabelecimentos.
No contexto de um PGT, a geração deve ser entendida como o processo de produção e atração de viagens. Exemplificando de forma simples, um conjunto residencial produz viagens, na medida que as habitações abrigam residentes durante a noite. Já, por sua vez, centros de convenção, hospitais ou escolas, atraem viagens.

Figura 1: Processo de atração e produção de viagens.


Vários são os modos de transporte utilizados pelos clientes de um empreendimento. Viagens a pé geralmente demandam de forma leve a infraestrutura viária, mas requerem a adequação de calçadas e travessias de pedestres. Viagens realizadas pelo transporte coletivo podem, inclusive, contribuir para a viabilização de novas linhas de ônibus, lotação e, até mesmo, modalidades sobre trilhos. Já viagens realizadas por automóvel tendem a causar uma série de impactos negativos na circulação viária, tais como: (i) aumento do volume de veículos trafegando nas vias; (ii) congestionamentos localizados, com conseqüentes aumentos da poluição atmosférica e sonora; (iii) interrupções no tráfego de passagem nas vias localizadas no entorno do empreendimento; e, (iv) aumento dos acidentes.
A importância de avaliar o impacto de um PGT reside na necessidade de minimizar os impactos negativos resultantes da sua implantação. O Código de Trânsito Brasileiro (CTB, 1998) dispõe que nenhum projeto de edificação que possa se transformar em PGT - perturbando ou interrompendo a livre circulação de veículos e pedestres, ou colocando em risco sua segurança - poderá ser aprovado sem prévia anuência do órgão ou entidade com circunscrição sobre a via e sem que do projeto conste área para estacionamento e indicação das vias de acesso adequadas.



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