De ana maria machado



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13ª Mostra da Produção Universitária

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Rio Grande/RS, Brasil, 14 a 17 de outubro de 2014.





A FICCIONALIZAÇÃO DAS MEMÓRIAS DE CAPITU EM

A AUDÁCIA DESSA MULHER, DE ANA MARIA MACHADO

RIBEIRO, Lucilene Canilha (autora)

BAUMGARTEN, Carlos Alexandre (orientador)

lucilenecrs@yahoo.com.br
Evento: XVI Encontro de Pós-Graduação

Área do conhecimento: Linguística, Letras e Artes

Palavras-chave: romance de memórias; diário; literatura contemporânea.

1 INTRODUÇÃO
Este trabalho consiste em analisar o discurso memorialista ficcional de uma importante personagem da literatura brasileira: Capitu. A trama de "A audácia dessa mulher", de Ana Maria Machado, abre a discussão sobre a tradição do romance memorialista, assim como, de questões recorrentes na narrativa
contemporânea, como a metaficção e a intertextualidade.
2 REFERENCIAL TEÓRICO
Para este trabalho foram utilizadas teorias preocupadas com a questão da metaficção, da intertextualidade e do romance de memórias, a exemplo de Linda Hutcheon, Philippe Lejeune, Oscar Tacca, entre outros.
3 MATERIAIS E MÉTODOS (ou PROCEDIMENTO METODOLÓGICO)
A pesquisa, de caráter bibliográfico, utilizou como corpus ficcional o romance A audácia dessa mulher, de Ana Maria Machado. Após a leitura do romance foi realizado um estudo crítico da obra sob o viés teórico já mencionado no item anterior. Com isso, efetivou-se a escrita de um ensaio com o intuito de mostrar as conclusões alcançadas.
4 RESULTADOS e DISCUSSÃO
A pesquisa, já concluída, resultou em um ensaio em que se estabelecem as relações do romance no percurso de uma importante linha do romance brasileiro: a memorialista. Além disso, são apresentadas considerações acerca da releitura do romance Dom Casmurro, de Machado de Assis, e, mais especificamente, da personagem Capitu.
5 CONSIDERAÇÕES FINAIS
Compreende-se que a estrutura do romance em mise en abyme mostra realidades e ficções que se entrecruzam na narrativa de Ana Maria Machado. As memórias transcritas em um diário são suportes referenciais para a realidade da personagem ficcional Bia, mas, por outro lado, nós, enquanto leitores de A audácia dessa mulher e de Dom Casmurro, sabemos que essa “realidade” é pura ficção. Sendo assim, é correto afirmar que Ana Maria Machado expande a linha de romances memorialistas na literatura brasileira de maneira múltipla e singular, pois ela ultrapassa os limites do real para nos fazer compreender que, por fim, tudo é discurso.
REFERÊNCIAS
HUTCHEON, Linda. Poética do pós-modernismo. Rio de Janeiro: Imago, 1991.

LEJEUNE, Philippe. O pacto autobiográfico: de Rousseau à internet. Belo Horizonte: Editora UFMG, 2008.



MACHADO, Ana Maria. A audácia dessa mulher. Rio de Janeiro: Nova Fronteira, 1999.

TACCA, Oscar. As vozes do romance. Coimbra: Livraria Almedina, 1983.




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