Daniel Morais. Disciplina: História. Turma



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Colégio Monte Sinai

Nome do Aluno: ____________________________________________. N°: _______.

Professor: Daniel Morais. Disciplina: História. Turma: 6° ANO. Data: 28/08/2013.

Material de Apoio em História III Bimestre

Roma


A história de Roma tem sua fundamentação na mitologia e na própria história como vimos. A fundamentação mitológica de Roma perpassa pela lenda dos irmãos Rômulo e Remo. Já sua origem histórica na fundação de Roma por Latinos, Sabinos, Etruscos e Cartagineses.

Antes de darmos início a história política de Roma, vamos pensar como Roma estava organizada socialmente, vejamos:



Patrícios: Eram cidadãos romanos correspondiam apenas 10% da população de Roma estes eram responsáveis pelos serviços públicos em Roma sendo o grupo que se beneficiava de tudo em Roma.

Clientes: Eram estrangeiros que viviam em Roma e auxiliavam os patrícios em troca de auxilio e proteção.

Plebeus: homens livres que não possuíam direitos políticos, no entanto compunha grande parte da sociedade romana e possuía um enorme contingente servindo ao exército.

Escravos: Eram prisioneiros de guerra ou pessoas que por conseqüência das dividas se tornara escravos, estes realizavam funções distintas, porém o serviço pesado em Roma ficava por conta dos escravos dão o fato de Roma ser considerada uma sociedade escravista.

A História de Roma está dividida em três momentos distintos são eles: Monarquia, República e Império. Cada um desses momentos apresenta características bem específicas como veremos adiante.



Monarquia: durante o período monárquico Roma fora governada por sete reis de origem Etrusca, esses reis não governavam sozinhos, pois, ambos tinham a ajuda do Senado e da Cúria. Esses órgãos eram órgão que auxiliavam o rei na administração de Roma. O senado era formado por patrícios, cidadão romanos de idade avançada, por isso era também chamado de Conselho dos Anciões. Já a Cúria era formada por cidadãos romanos em idade de servir ao exército, na relação entre Senado e Cúria as decisões que eram tomadas pelo senado só poderiam ter validade se aceita pela Cúria Romana.

O último rei do período Monárquico foi Tarquino conhecido como “o Soberbo”, deposto pelo Senado, golpe que ficou conhecido na história de Roma como golpe da “República”.



República: o período republicano foi um dos mais importantes períodos da história de Roma, pois foi nesse período em que surgiram as instituições sociais, a plebe realizou varias conquistas, Roma expandiu-se territorialmente e o Senado ganhou maior importância política.

Durante o período republicano eram escolhidos anualmente dois magistrados com o objetivo de administrar a cidade, comandar o exército e presidir as reuniões do senado. Em momentos de guerra um administrava a cidade e outro comandava os exércitos. Em determinados momentos considerados críticos de Roma o senado escolhia um magistrado que era denominado de DITADOR e recebia plenos poderes por um período de seis 06 meses, em caso de prolongamento da crise outro seria nomeado ou prolongar-se-ia por mais 06 meses o governo do DITADOR.

Conflito entre Patrícios e Plebeus

O conflito entre patrícios e plebeus se intensificaram durante o período republicano, momento este onde os plebeus realizaram uma serie de conquistas. Pois já se tornara impossível os patrícios não perceberem a importância que os plebeus possuíam para a economia romana, e para o exército romano o que obrigou os patrícios a cederam em uma serie de reivindicações.

Algumas das conquistas dos plebeus:

Lei das Doze Tábuas: lei gravada sobre doze placas de bronze expostas no fórum da cidade para que todos os romanos pudessem tomar conhecimento e consultar.

Lei da Canuléia: Lei que autorizava o casamento entre patrícios e plebeus.

Lei Licínia: decretou o fim da escravidão por dívidas e deu direito aos plebeus de possuírem terras conquistadas por Roma.

Tribuno da Plebe: lei que permitia os plebeus eleger anualmente dos tribunos para representá-los.

Dois importantes tribunos da plebe foram os irmãos Gracos, ou seja, Caio Graco e Tibério Graco, ambos eleitos entre os plebeus para representá-los, pois estes buscavam realizaram uma serie de reformas dentre elas a REFORMA AGRARIA, tal luta proporcionou a morte de Caio Graco, por donos de terras.



Império

O período correspondente ao início do Império Romano vai de 27 a.C. e 476 d.C. e que foi o sucessor da República Romana. De um sistema republicano semelhante ao da maioria dos países modernos, Roma passa a ser governada por um imperador vitalício. Em 395 dividirá o poder com outro imperador baseado em Bizâncio, (depois rebatizada Constantinopla e atualmente Istambul). Foi em sua fase imperial (por volta de 117 d.C.) que Roma acumulou o máximo de seu poder e conquistou a maior quantidade de terras de sua história.

O primeiro imperador foi Otávio, entre 27 a.C. a 14 d.C. Antes, porém, é importante citar Júlio César, que com suas manobras políticas acabou por garantir seu governo vitalício, entre 49 a.C. até seu assassinato em 44 a.C. Apesar de não ser considerado imperador, César foi o verdadeiro responsável pela consolidação do regime; prova disso é que todos os seus sucessores passam a receber o título de “césar”, e seu perfil é incluído em meio ao dos imperadores romanos na histórica obra “As Vidas dos Doze Césares”.

Antes da consolidação do império romano houve uma fase na história de Roma em que houve dois TRIUNVIRATOS, ou seja, governo de três generais, porém, alguns conseguem consolidar seus poderes em Roma sendo o primeiro deles Júlio Cesar, que distribuiu terras entre seus soldados. Logo no segundo, triunvirato Otávio se destaca consolidando seu poder em Roma.

A religião politeísta romana, em muitos aspectos similares à da Grécia antiga foi à principal do Estado durante boa parte de sua história, até 313, quando o imperador Constantino institui o Edito de Milão, que dava liberdade de culto aos cristãos do império até o seu final. Em 395, o imperador Teodósio divide o império, estabelecendo uma diarquia, com um imperador em Roma, responsável pela metade ocidental e outro em Bizâncio, responsável pela metade oriental do império. Além disso, cria também o Édito de Tessalônica que transforma o cristianismo na religião oficial do império romano.

Por volta do século III, inicia-se a lenta decadência do Império Romano, devido à corrupção dentro do governo e os gastos com luxo, o que drenava os investimentos no exército. Com o fim das conquistas, diminui o número de escravos, e há uma queda na produção agrícola. Isso gerava por sua vez um menor pagamento de tributos das províncias. As constantes pressões dos bárbaros, pessoas que vivem fora do império romano não falam grego nem latim, aliados aos problemas já citados culminam com o fim do Império Romano do Ocidente, em 476.



Exercício de Fixação

1. Algumas questões são essenciais para sabermos como se construiu a mentalidade do mundo ocidental e o quanto Roma contribuiu com isso. Dentro desse contexto responda: quais as medidas adotadas pelos imperadores Constantino e Teodósio em favor do Cristianismo?

2. Alguns fatores somatizados contribuíram para levar o grande império romano ao seu fim por volta do ano de 476 d. C. sendo assim, responda: quais foram esses fatores?

3. Durante o período republicano os plebeus realizaram algumas conquistas. Enumere as conquistas dos plebeus durante o período republicano em Roma?

4. A história esta dividida em importantes acontecimentos políticos que marcam determinadas civilizações a civilização romana, por exemplo, está dividida em três importantes momentos: quais são eles? Explique-os.

5. A sociedade Romana é considerada uma sociedade escravista tal como a Grécia Antiga. Segundo nossas analisar sobre a escravidão em Roma responda: quais as duas formas de se tornar escravos em Roma?

6. A estrutura política de Roma durante o período monárquico estava muito bem distribuída de forma que o poder do rei não era absoluto, pois suas ordens deveriam passar pela aprovação de duas outras instancias. Quais são elas?

7. O início do período imperial de Roma foi caracterizado pelos triunviratos. Fundamentado nas analises que fizemos nesse período responda: o que foi o Triunvirato?

8. Os dois irmãos, Caio Graco e Tibério, foram extremamente importantes durante o período republicano para os plebeus, pois ambos se tronaram tribunos da plebe. Sendo assim, explique o que Caio e Tibério Graco propunha para melhorar a situação da Plebe em Roma:

9. O aspecto religioso em Roma é muito parecido com o Grego. Diante daquilo que analisamos responda: qual a religião manifestada pelos romanos? Explique-a.

10. Com base nos estudos que realizamos sobre os povos que invadiram Roma responda: o que são BÁRBAROS?

Colégio Monte Sinai

Nome do Aluno: ____________________________________________. N°: _______.

Professor: Daniel Morais. Disciplina: História. Turma: 7° ANO. Data: 28/08/2013.

Material de Apoio em História III Bimestre

Civilizações pré-colombianas

Quando os espanhóis aqui chegaram encontraram uma complexa e organizada estrutura social e política organizada pelos povos que aqui habitavam que foram ignoradas pelas ambições dos espanhóis que aqui se encontravam. Hoje em dia, um dos grandes problemas encontrados para que pudéssemos analisar a historia dos povos pré-hispânico é a falta de documentação, pois pouco se sabe sobre os povos que aqui habitavam quase tudo que sabemos vem dos escritos dos europeus e de sua visão preconceituosa e eurocêntrica com relação aos nativos.

Os povos que estudaremos neste material serão os Mais, Astecas e Incas, alvos de nossos estudos durante este terceiro bimestre.

Maias

Os indícios da origem da civilização maia repousam nos sítios arqueológicos da península do Lucatã, que datam entre 700 e 500 a.C. Contudo, novas pesquisas admitem uma organização mais remota, estabelecida em 1500 a.C..



Ao contrário de outras grandes civilizações, os maias não se organizaram politicamente através de uma estrutura de poder político centralizado. Em um vasto território que ia da Guatemala até a porção sul do México, observamos a presença de vários centros urbanos independentes. Entre as principais cidades integradas a esse sistema podemos destacar Piedras Negras, Palenque, Tikal, Yaxchilán, Copán, Uxmal e Labná.

O processo de organização da sociedade era bastante rígido e se orientava pela presença de três classes sociais. No topo da hierarquia encontramos:

I. Os governantes, os funcionários de alto escalão e os comerciantes.

II. Funcionários públicos e os trabalhadores especializados.

III. Os camponeses e trabalhadores braçais.

Os maias tiveram uma ampla gama de conhecimentos desenvolvidos no interior de sua cultura. De acordo com algumas pesquisas, eles utilizavam um sistema de contagem numérico baseado em unidades vigesimais e, assim como os olmecas, utilizavam do número “zero” na execução de operações matemáticas. Além disso, criaram um calendário bastante próximo ao sistema anual empregado pelos calendários modernos.

Por volta do século XIII, a sociedade maia entrou em colapso. Ainda hoje, não existe uma explicação que consiga responder a essa última questão envolvendo a trajetória dos maias. Recentemente, um grupo de pesquisadores norte-americanos passou a trabalhar com a hipótese de que a crise desta civilização esteja relacionada à ocorrência de uma violenta seca que teria se estendido por mais de dois séculos. O que pode ser possível devido ao fato de a sociedade maia ser uma sociedade que possuía sua economia fundamentada na agricultura.

Astecas

Povo dedicado à guerra, os astecas habitaram a região do atual México entre os séculos XIV e XVI. Fundou no século XIV a importante cidade de Tenochtitlán (atual Cidade do México), numa área de pântanos, próxima do lago Texcoco.

A sociedade era hierarquizada (dividida em camadas bem definidas) e comandada por um imperador, chefe do exército. A nobreza era também formada por sacerdotes e chefes militares. Os camponeses, artesãos e trabalhadores urbanos compunham grande parte da população. Esta camada mais baixa da sociedade era obrigada a exercer um trabalho compulsório para o imperador, quando este os convocava para trabalhos em obras públicas (canais de irrigação, estradas, templos, pirâmides). 

Durante o governo do imperador Montezuma II (início do século XVI), o império asteca chegou a ser formado por aproximadamente 500 cidades, que pagavam altos impostos para o imperador. O império começou a ser destruído em 1519 com as invasões espanholas. Os espanhóis dominaram os astecas e tomaram grande parte dos objetos de ouro desta civilização. Não satisfeitos, ainda escravizaram os astecas, forçando-os a trabalharem nas minas de ouro e prata da região.

Os astecas desenvolveram muito as técnicas agrícolas, construindo obras de drenagem e as chinampas (ilhas de cultivo), onde plantavam e colhia milho, pimenta, tomate, cacau etc. As sementes de cacau, por exemplo, eram usadas como moedas por este povo.

O artesanato era riquíssimo, destacando-se a confecção de tecidos, objetos de ouro e prata e artigos com pinturas. A religião era politeísta, pois cultuavam diversos deuses da natureza (deus Sol, Lua, Trovão, Chuva) e uma deusa representada por uma Serpente Emplumada. A escrita era representada por desenhos e símbolos.

O calendário maia foi utilizado com modificações pelos astecas. Desenvolveram diversos conceitos matemáticos e de astronomia.

Incas

A Civilização Inca desenvolveu-se na região da Cordilheira dos Andes (América do Sul) nos atual Peru, Bolívia, Chile e Equador. Fundaram no século XIII a capital do império: a cidade sagrada de Cusco. Foram conquistados e dominados pelos espanhóis no ano de 1532.



O imperador, conhecido por Sapa Inca, era considerado um deus na Terra. A sociedade era extremamente hierarquizada e formada por:

Nobres (governantes, chefes militares, juízes e sacerdotes),

Camada média (funcionários públicos e trabalhadores especializados)

Classe mais baixa (artesãos e os camponeses). Esta última camada pagava altos tributos ao rei  em mercadorias ou com trabalhos em obras públicas.

Na arquitetura, desenvolveram várias construções com enormes blocos de  pedras encaixadas, como templos, casas e palácios. A cidade de Machu Picchu foi descoberta somente em 1911 e revelou toda a eficiente estrutura urbana desta sociedade.

A agricultura era extremamente desenvolvida, pois plantavam nos chamados terraços (degraus formados nas costas das montanhas). Plantavam e colhiam feijão, milho (alimento sagrado) e batata. Construíram canais de irrigação, desviando o curso dos rios para as aldeias. A arte destacou-se pela qualidade dos objetos de ouro, prata, tecidos e jóias. 

A religião tinha como principal deus o Sol (deus Inti). Porém, cultuavam também animais considerados sagrados como o condor e o jaguar. Acreditavam num criador antepassado chamado Viracocha (criador de tudo).

Criaram um interessante e eficiente sistema de contagem: o quipo. Este era um instrumento feito de cordões coloridos, onde cada cor representava a contagem de algo. Com o quipo, registravam e somavam as colheitas, habitantes e impostos. Mesmo com todo desenvolvimento, este povo não desenvolveu um sistema de escrita.

Os povos pré-colombianos forma sistematicamente destruídos por conseqüência do uso por parte dos europeus de técnicas militares avançadas, o uso da pólvora de armas potentes, e, além disso, das doenças trazidas pelos europeus que contribuíram por matar grande parte da população nativa associada ao uso do cavalo.

Índios do Brasil

Antes de os portugueses chegarem ao Brasil o Brasil já era povoado por povos pré-históricos. Esses povos que habitavam o litoral brasileiro talvez tenham surgido por volta de 08 mil a. C. chegando por várias regiões. Esses povos que inicialmente habitavam o Brasil eram colonizados por povos nômades, caçadores e coletores. Esses povos se espalharam por todo o território brasileiras sendo as principais tribos compostas por grupos indígenas de grande importância como os do Tronco Jê, Nu-aruak, Tupi guarani.

Esses povos viviam de forma coletiva, utilizavam-se das terras logo após a utilização das terras partiam da região ocupada para outras regiões, onde ocupavam até esgotar a terra.

Um dos grandes problemas com relação às comunidades indígenas está relacionado também à falta de documentação, pois quase tudo que nós sabemos com relação aos nativos vem da visão que os portugueses tinham com relação aos nativos. Algumas das comunidades indígenas que ocupavam o litoral brasileiro era composta por índios antropofágicos, que consumiam carne humana, essa prática não era apenas uma característica alimentar dos indígenas, mas era também um ritual, pois os grupos indígenas que praticavam essa prática acreditavam que ao consumir carne humana do guerreiro derrotado adquiria valores que esses guerreiros devorados possuíam.

Um dos motivos que levaram os portugueses a dizimar grande parte das comunidades indígenas restando hoje poucas tribos indígenas espalhadas pelo território brasileiro, vivendo em terras improdutivas e sofrendo pressões de chefes políticos locais, sendo marginalizado e criminalizado por grande parte da mídia brasileira além de ter seus interesses usurpados pelo governo brasileiro.

Exercício de Fixação

1. Quais as características política manifestada pelos maias?

2. Os astecas foram povos pré-hispânicos que criou uma importante cidade que acabou por se tornar capital do império asteca. Sendo assim, explique, como se organizará a civilização asteca, politicamente e socialmente.

3. Os incas constituíram um grande império e possuía uma importante organização social e política. Explique a organização das cidades incas e como se encontrava politicamente estruturada a civilização Inca.

4. Quais fatores contribuíram para a derrota dos povos pré-colombianos?

5. Sobre a religião dos povos pré-hispânicos responda: qual sua crença religiosa e como se realizara os rituais religiosos deles?

6. Explique o que é o QUIPO e qual sua importância para a civilização Inca?

7. Alguns indígenas brasileiros possuíam como característica principal o ritual antropofágico. Sendo assim, responda: o que é antropofagia?

8. Cite o nome de três importantes comunidades tribais brasileiras?

9. Qual a maior dificuldade em se analisar a história dos povos pré-colombianos?

10. Podemos afirmar que a civilização inca era completamente hierarquizada? Explique.

Colégio Monte Sinai

Nome Do Aluno: ____________________________________________. N°: _______.

Professor: Daniel Morais. Disciplina: História. Turma: 8° ANO. Data: 28/08/2013.

Material de Apoio em História III Bimestre

Imperialismo

Na segunda metade do século XIX, países europeus como a InglaterraFrançaAlemanhaBélgica e Itália, eram considerados grandes potências industriais. Na América, eram os Estados Unidos quem apresentavam um grande desenvolvimento no campo industrial. Todos estes países exerceram atitudes imperialistas, pois estavam interessados em formar grandes impérios econômicos, levando suas áreas de influência para outros continentes.

Para melhor compreendermos o que foi o imperialismo vamos caracterizá-lo como: fenômeno característico do século XIX no qual as grandes potências vão à busca de matéria-prima, mercado consumidor e mão-de-obra barata.

Com o objetivo de aumentarem sua margem de lucro e também de conseguirem um custo consideravelmente baixo, estes países se dirigiram à África, ÁsiaOceania, dominando e explorando estes povos. Não muito diferente do colonialismo dos séculos XV e XVI, que utilizou como desculpa a divulgação do cristianismo; o neocolonialismo do século XIX usou o argumento de levar o progresso da ciência e da tecnologia ao mundo

Na verdade, o que estes países realmente queriam era o reconhecimento industrial internacional, e, para isso, foram em busca de locais onde pudessem encontrar matérias primas e fontes de energia. Os países escolhidos foram colonizados e seus povos desrespeitados. Um exemplo deste desrespeito foi o ponto culminante da dominação neocolonialista, quando países europeus dividiram entre si os territórios africanos e asiáticos, sem sequer levar em conta as diferenças éticas e culturais destes povos.   

Entre novembro de 1884 e fevereiro de 1885 foi realizado o Congresso de Berlim. Neste encontro, os países europeus imperialistas organizaram e estabeleceram regras para a exploração da África. Na divisão territorial que fizeram a cultura e as diferenças étnicas dos povos africanos não foram respeitadas.

Devido ao fato de possuírem os mesmo interesses, os colonizadores lutavam entre si para se sobressaírem comercialmente. O governo dos Estados Unidos, que já colonizava a América Latina, ao perceber a importância de Cuba no mercado mundial, invadiu o território, que, até então, era dominado pela Espanha. Após este confronto, as tropas espanholas tiveram que ceder lugar às tropas norte-americanas. Em 1898, as tropas espanholas foram novamente vencidas pelas norte-americanas, e, desta vez, a Espanha teve que ceder as Filipinas aos Estados Unidos. 

Outro ponto importante a se estudar sobre o neocolonialismo é à entrada dos ingleses na China, ocorrida após a derrota dos chineses durante a Guerra do Ópio (1840-1842). Esta guerra foi iniciada pelos ingleses após as autoridades chinesas, que já sabiam do mal causado por esta substância, terem queimado uma embarcação inglesa repleta de ópio. Depois de ser derrotada pelas tropas britânicas, a China, foi obrigada a assinar o Tratado de Nanquim, que favorecia os ingleses em todas as clausulas. A dominação britânica foi marcante por sua crueldade e só teve fim no ano de 1949, ano da revolução comunista na China. 

Colonialismo e neocolonialismo

É bom entendermos que colonialismo e neocolonialismo são fenômenos que caracterizaram determinadas épocas, por exemplo:

O colonialismo é um fenômeno do século XV, que possuía como característica política e econômica o mercantilismo e era realizada por países como Portugal, Espanha, Inglaterra, França, cuja justificativa estava fundamentada na catequização dos nativos e a propagação do cristianismo. Sua base econômica estava voltada para a exploração de gêneros tropicais e busca de metais preciosos.

O Neocolonialismo é um fenômeno característico do século XIX e as potências envolvidas nesse processo foi os EUA, Alemanha, Inglaterra, França, Bélgica, Rússia, Japão, Itália. As regiões ocupadas por esses países foram: Ásia, África, Oceania, América. A justificativa utilizada por esses países se fundamentava na necessidade de levar a civilização, além disso, este processo estava voltado à ocupação de região que possuíam mão-de-obra barata, matéria-prima, mercado consumidos, etc. buscando ainda novas fontes de energia.



Itália

Por volta de 1870 à Itália realiza seu processo de unificação, a Itália estava dividida em vários estados confederados. Contando com o apoio de Inglaterra e França que viam a possibilidade do surgimento de um Estado Unificado, como a Itália, de conter o avanço e impedir o crescimento de um estado unificado alemão. A Itália realiza seu processo de unificação territorial, porém não conseguira anexar Roma ao seu território, pois esta era protegida pela França. Que ao se envolver em um conflito armado com a Prússia, aproveitou o momento e anexou Roma a Itália encerrando seu processo de unificação por volta de 1870.



Alemanha

O território Germânico estava dividido em vários estados confederados sob o comando da Prússia que era a maior força da região, o primeiro ministro prussiano Oto Von Bismark organizou a Prússia a entrar em um conflito em busca de unificação territorial onde entra em uma guerra com a Áustria que é derrotada e logo após em defesa da Áustria a França declara guerra contra a Prússia, mas é derrotada pelo exército de Bismark que ao derrotar a França anexa a região da Alsácia e Lorena região rica em ferro e carvão mineral. Bismark cria a liga aduaneira, desenvolve a indústria de base, de bens duráveis e não duráveis além de criar a indústria pesada.

Por volta de 1871 a Alemanha surge como um Estado Unificado iniciando em 1871 sua corrida imperialista e disputando por igual com a Inglaterra mercados consumidores no mundo, pois a Inglaterra era a maior força econômica do possuindo cerca de 20% das colônias existentes no mundo.

Fim do Império Brasileiro

Para entendermos bem a história do império Brasileiro precisamos relembrar alguns aspectos importantes da história do Brasil, pois bem, vamos lá:

A história do Brasil esta dividida em três momentos distintos, são eles: Colônia, Império e República.

O período colonial vai de 1500 até 1822.

O período Imperial vai de 1822 até 1889 quando se inicia o período republicano.

O período republicano vai de 1889 até os dias atuais.



O período que nos vamos focar agora é o período Imperial.

O Império brasileiro se divide em três momentos distintos: I Império, Período Regencial e II Império

O I Império foi caracterizado pelo governo de D. Pedro I, que assumiu o comando do país recém independente de 1822 até 1827.

O Período Regencial foi caracterizado pelo governo de regentes dentre eles josé Bonifacio que se estendeu de 1827 até 1840.

O Segundo Império é caracterizado pelo Governo de D. Pedro II que assumiu o governo após 1840 quando os partidos políticos organizaram o Golpe da Maioridade que antecipou a maioridade de D. Pedro II para que ele pudesse governar o Império Brasileiro.

Agora que lembramos as fases que caracterizaram a história do Brasil vamos entender os fatores que levaram o império brasileiro ao seu fim.

O abandono dos principais setores da sociedade brasileira ao império proporcionou a queda do império e o início do período republicano. São os principais setores da sociedade brasileira: Igreja, Exército e Latifundiários. Ambos as questões são denominadas de Questão Religiosa, Questão Militar, Questão Política.

Questão Religiosa: A questão religiosa estava voltada a proibição por parte da igreja católica da participação de maçons em cultos religiosos, como a maioria das elites brasileiras era composta por maçons começou um desentendimento entre a igreja e o império nesse processo os bispos de Olinda e do Pará realizaram criticar abertamente o imperador tal postura culminou na prisão dos dois bispos. Com a finalidade de por fim ao desentendimento entre o império e a igreja o imperador organizou uma expedição com o objetivo de acabar com o conflito, ao chegar a um entendimento com a Igreja o imperador manda libertar os dois bispos pondo um fim ao conflito, porém as magoas continuaram a igreja abandona seu apoio ao império brasileiro.

Questão Militar: a questão militar estava voltada ao fato de o exército não estava sendo valorizado como deveria, pois mesmo depois da guerra do Paraguai o exército brasileiro não vinha sendo respeitado e dado a sua devida credibilidade, essa postura de desvalorização do exército brasileiro culminou com o fim do apoio ao império.

Questão abolicionista: por fim a questão abolicionista contribuiu pára o império dar o último suspiro, pois o principal setor de sustentação do império brasileiro era os latifundiários, porém as pressões internacionais fizeram com que o império brasileiro tomasse algumas decisões abolicionistas como:

Lei Eusébio de Queiroz1850: que, pois fim a tolerância internacional ao tráfico de escravos colocando a marinha inglesa para fiscalizar o tráfico negreiro.

Lei do Sexagenário: Libertava todos os escravos com mais de 60 anos.

Lei do Ventre Livre: libertava todos os filhos de escravos nascidos a partir de 1871.

Lei Áurea: Dava liberdade total aos escravos a partir de 13 de maio de 1888.

Tais posturas fizeram com que os principais setores da sociedade brasileira deixassem de apoiar o governo brasileiro e organizasse um golpe que culminou com o fim do império brasileiro em novembro de 1889.



Exercício de Fixação

1. De acordo com nossas analises sobre a história mundial, explique com suas palavras o que foi o imperialismo?

2. Quais as potencias imperialistas envolvidas nesse processo e quais as regiões disputadas por estas potencias?

3. Quais as características do processo colonialista e neocolonialista. Explique.

4. Sobre o processo de unificação territorial da Itália explique como ele se realizou e quais fatores fizeram com que esse processo de unificação fosse apoiado pela França e Inglaterra?

5. Qual a condição da Inglaterra durante o início da corrida imperialista do século XIX?

6. Sobre o processo de unificação alemã explique como ele se realizou e qual o papel desempenhado pelo primeiro ministros prussianos Oto Von Bismark?

7. Qual a conseqüência dos conflitos existentes entre a França e a Alemanha durante o processo de unificação alemã?

8. Sobre a história do império brasileiro explique como D. Pedro II chegou ao poder durante o segundo reinado?

9. Alguns fatores somatizados contribuíram para ocasionar o fim do segundo reinado. Explique quais foram eles?

10. O que foi a chamada questão religiosa? Explique como se desenvolveu essa história.

11. Quais as conseqüências das medidas abolicionistas adotadas pelo império brasileiro?

12. Por que as leis que antecederam a lei áurea forma chamadas de “leis para inglês ver”!?

Colégio Monte Sinai

Nome Do Aluno: ____________________________________________. N°: _______.

Professor: Daniel Morais. Disciplina: História. Turma: 9° ANO. Data: 28/08/2013.

Material de Apoio em História III Bimestre

Guerra Fria

A Guerra Fria tem início logo após a Segunda Guerra Mundial, pois os Estados Unidos e a União Soviética vão disputar a hegemonia política, econômica e militar no mundo.

A União Soviética possuía um sistema socialista, baseado na economia planificada,



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