Daniel capítulo doze (Última parte)



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DANIEL CAPÍTULO DOZE (ÚLTIMA PARTE)
Alguns interpretam os 1.260 de Dan. 12:7, 1.290 dias, Dan. 12:11, como dias literais, juntamente com os 1.335 dias de Dan. 12:12. Tendo por base o cerco de Céstio a Jerusalém e a destruição final do Templo ou dá cidade de Jerusalém. Quanto a isso, podemos analisar os dias, segundo o que já foi dito acima.
No que diz respeito a Dan. 12:7 “Um tempo, dois tempos e metade de um tempo” ou 1.260, corresponde aos três anos e meio, na França, quando queimaram as Bíblias e proibiram qualquer adoração a não ser “a deusa da Razão”.

“Em 1793, a Assembléia Francesa promulgara um decreto suprimindo a Bíblia. Justamente três anos depois, foi apresentada à Assembléia uma resolução para suspender o decreto e dar tolerância às Escrituras. Essa resolução esteve na mesa durante seis meses, sendo então levantada e decretada sem nenhum voto contrário (1). Assim, exatamente em três anos e meio, as testemunhas ‘puseram-se sobre seus pés e caiu grande temor sobre os que os viram’. Só os pavorosos resultados da rejeição da Bíblia podiam ter levado a França a tirar suas mãos destas testemunhas.’ Idem, p. 47.”


“(1) A Convenção Nacional aboliu toda religião na França em 26 de novembro de 1793 e restabeleceu-a em 17 de junho de 1797” – (SMITH, Uriah. As profecias do APOCALIPSE. 1ª ed. Itaquaquecetuba – SP, Edições Vida Plena, 1991. p. 154.).
Portanto, nada melhor que um evento envolvendo a própria Escritura Sagrada, para marcar o início de uma época, quando “muitos”, diz o Texto: “esquadrinharão e o saber se multiplicará”.
As perguntas de Daniel, e as respostas dadas a ele estão situadas entre Daniel 12:4:
Tu, porém, Daniel, encerra as palavras e sela o livro, até ao tempo do fim; muitos o esquadrinharão, e o saber se multiplicará”. (ARA).
E Dan. 12:9, diz: “Ele respondeu: Vai, Daniel, porque estas palavras estão encerradas e seladas até ao tempo do fim”. (ARA).
Em Dan. 12:10, diz: “Muitos serão purificados, embranquecidos e provados; mas os perversos procederão perversamente, e nenhum deles entenderá, mas os sábios entenderão”. (ARA).
Sempre é bom relembrarmos o que é útil, por isso será citada, novamente, a expressão “tempo do fim” demonstrando os versos onde elas se encontram.
A expressão: “le ‘et−qēts – para o tempo determinado do fim”. Podemos encontrá-la, nas seguintes passagens de Daniel: Dan. 8:17; 11:35 (‘ad−‘ēt qēts – até o tempo determinado do fim); 11:40 (wû be ‘ēt qēts – Então, no tempo determinado do fim); 12:4 (‘ad−‘ēt qēts – até o tempo determinado do fim); 12:9 (‘ad−‘ēt qēts – até o tempo determinado do fim).

No que diz respeito aos 1.290 e os 1335 dias, repetiremos o que já dito:
Cálculos em função do Templo:

Desde o dia treze de outubro, quando Céstio (governador da Síria) e todo o seu exército, marcharam contra Jerusalém, no ano 66 d. C. (o décimo segundo ano de Nero), até o incêndio do Templo de Jerusalém, no décimo dia do quinto mês (que corresponde ao dia 10 do mês de agosto), no ano 70 d. C. (no segundo ano do reinado de Vespasiano), temos exatamente três anos nove meses e vinte e sete dias (1.377 dias). Se contarmos a partir do dia oito de novembro (ano 66 d. C.), o final do cerco de Céstio, até o décimo dia do quinto mês do ano 70. d. C., teremos três anos nove meses e dois dias (1.352 dias).


Cálculos em função da cidade de Jerusalém:

A partir do início do cerco de Céstio (governador da Síria) com o seu exército, a Jerusalém, no dia treze de outubro do ano 66 d. C. (o décimo segundo ano de Nero), até à destruição da cidade de Jerusalém, no dia oito de setembro (no segundo ano do reinado de Vespasiano), teremos, exatamente, três anos, dez meses e vinte cinco dias (1.405 dias). Se contarmos a partir do dia oito de novembro do ano 66 d. C., até o dia oito de setembro do ano 70 d. C., teremos, três anos e dez meses (1.380 dias).


Analisando os dias desde a destruição do templo (décimo dia do quinto mês – julho/agosto [10 de agosto]) até á destruição de Jerusalém (oito de setembro) são exatamente: 28 dias.
O último detalhe é: “Bem-aventurado o que espera e chega até mil trezentos e trinta e cinco dias”. (Dan. 12:12 - ARA). Essa Bem-aventurança não pode ser relacionada à destruição de Jerusalém. Porque lá o sinal do cerco, por um exército, era para que os discípulos do Messias pudessem fugir de Jerusalém.

Portanto, o paralelismo que Ellen G. White faz da destruição de Jerusalém com o decreto dominical, não tem por base o tempo, mas sim o evento. Em Jerusalém o cerco do exército de Céstio indicou a época para deixar Jerusalém. Nos últimos dias, o Decreto Dominical, será o sinal para deixarmos as grandes cidades. Por outro lado, ela escreveu que:

A profecia do Salvador relativa aos juízos que deveriam cair sobre Jerusalém de ter outro cumprimento, do qual aquela terrível desolação não foi senão tênue sombra. Na sorte da cidade escolhida podemos contemplar a condenação de um mundo que rejeitou a misericórdia de Deus e calcou a pés a Sua lei. ...” – (O Grande Conflito. 33ª ed. Tatuí – SP, CPB, 1987. pp. 33-34.).
Nessa citação, Ellen G. White, é explicita ao dizer: “relativo aos juízos”, “há de ter outro cumprimento”, em relação ao mundo que “rejeitou a misericórdia de Deus e calcou a pés a Sua lei”. Ela não está falando de “tempo”. Mais à frente, ela fala de sinais que iriam acontecer antes da Segunda Vinda do Messias. Em outro lugar, ela faz referência ao Decreto Dominical, como “o último sinal” para os servos do Criador e Redentor, abandonarem as grandes cidades. Da mesma forma que o cerco do exército de Céstio e as abominações cometidas pelos próprios judeus no Templo, foram os sinais para os discípulos abandonarem Jerusalém.

Por um decreto que visará impor uma instituição papal em contraposição à lei de Deus, a nação americana se divorciará por completo dos princípios da justiça. Quando o protestantismo estender os braços através do abismo, a fim de dar uma das mãos ao poder romano e a outra ao espiritismo, quando por influência dessa tríplice aliança os Estados Unidos forem induzidos a repudiar todos os princípios de sua Constituição, que fizeram deles um governo protestante e republicano, e adotar medidas para a propagação dos erros e falsidades do papado, podemos saber que é chegado o tempo das operações maravilhosas de Satanás e que o fim está próximo”. (WHITE, Ellen G. Testemunhos Seletos. Vol. II. 5ª ed. Santo André – SP, CPB, 1985. pp. 150-151.).


Em outro lugar diz:

Não é tempo agora de o povo de Deus estar fixando suas afeições ou entesourando neste mundo. Não vem muito distante o tempo em que, como os antigos discípulos, seremos forçados a buscar refúgio em lugares desolados e solitários. Como o cerco de Jerusalém pelos exércitos romanos era o sinal de fuga para os cristãos judeus, assim o arrogar-se nossa nação o poder no decreto que torna obrigatório o dia de repouso papal será uma advertência para nós. Será então tempo de deixar as grandes cidades, passo preparatório ao sair das menores para lares retirados em lugares solitários entre as montanhas. E agora, em vez de buscarmos dispendiosas moradas aqui, devemos estar-nos preparando para mudar-nos para um país melhor, isto é, o celestial. ...” – (Ibidem. p. 166.).


A citação da apostila: “O sexto rei – 666 e a Nova Ordem Mundial”, extraída do BC Vol. 4. pg. 1145:

“‘A imagem na insígnia Romana ou faixa, [os judeus] chamaram de uma abominação, especialmente quando estes emblemas foram colocados num lugar proeminente para eles respeitarem. Tal respeito eles consideraram como uma violação do segundo mandamento. Quando a insígnia Romana foi levantada no lugar santo no templo, eles a consideraram como uma abominação’ (Ms 126, 1901).” – (MOURA, Sidney e Tânia de. p. 22.)


Abaixo, dessa citação, eles usam um comentário, que declara, que na insígnia (o símbolo na bandeira) do exército romano era um dragão.

Os detalhes da citação de Ellen G. White. Primeiro, ela diz: “insígnia” ou “faixa”.



Segundo: “Os judeus chamaram de uma abominação”.

Terceiro: “Os emblemas foram colocados em um lugar proeminente para eles respeitarem”.

Quarto: “A insígnia Romana foi levantada no lugar santo no templo”.

Quinta: “Eles consideraram uma abominação”.
Em todos esses detalhes listados, em nenhum momento foi dito que se referia “a abominação” predita por Daniel. No primeiro detalhe fica difícil aceitar como sendo afirmação de uma profetisa. “Insígnia” ou “faixa”. É mais fácil entender que foi tirado de um relato histórico de algum historiador.

Quanto ao quarto detalhe, ele não traz uma prova histórica. Flávio Josefo não comenta esse incidente. Porque nem Céstio nem Tito colocaram insígnia no lugar santo do templo para ser respeitada pelos judeus. Este só entrou no Templo quando após haver iniciado o incêndio do Templo; e aquele nem sequer entrou no templo.

Flávio Josefo comentou o seguinte:

Pilatos, governador da Judéia, mandou, dos quartéis de inverno de cesaréia a Jerusalém, tropas que traziam em seus estandartes, a imagem do imperador, o que é tão contrário às nossas leis, que nenhum outro governador antes dele havia feito. Estas tropas entraram de noite; e assim, somente no dia seguinte, é que se percebeu. Imediatamente os judeus foram em grande número procurar Pilatos em Cesaréia e rogaram-no, vários dias, que fizesse levar para outros lugares aqueles estandartes. Ele recusou-se, dizendo que não o poderia fazer, sem ofender o imperador. Mas como eles continuavam a insistir, no sétimo dia, ele ordenou aos seus soldados que secretamente se conservassem em armas e subiu em seguida ao tribunal, que tinha feito erguer de propósito no lugar dos exercícios públicos, porque era o mais próprio que qualquer outro para escondê-los. Os judeus continuaram, porém, a fazer-lhe o mesmo pedido; ele então deu o sinal aos soldados, que os envolveram imediatamente de todos os lados; ameaçou mandar matá-los, se continuassem a insistir, e se não voltassem imediatamente cada qual para sua casa. A estas palavras, eles lançaram-se todos por terra e apresentaram-lhe a garganta descoberta, para mostrar que a observância de suas leis era-lhes muito mais cara que a mesma vida. Sua constância e zelo tão ardentes pela religião, causou tanta admiração a Pilatos, que ele ordenou que se levassem aqueles estandartes de Jerusalém para Cesaréia.



Em seguida, quis tirar dinheiro do sagrado tesouro para fazer vir a Jerusalém, pelos aquedutos, a água, cujas nascentes estavam longe, uns duzentos estádios. ...” – (I Parte – Antiguidades Judaicas. Livro Décimo Oitavo, Capítulo 4, 770-771) - (JOSEFO, Flávio. HISTÓRIA DOS HEBREUS – Obra Completa. 1ª ed. Rio de Janeiro – RJ, Casa Publicadora das Assembléias de Deus [CPAD], 1990. p. 418.).
Em 1Pedro 1:10-12, está escrito:

Desta salvação inquiririam e indagaram diligentemente os profetas que profetizaram da graça que para vós era destinada, indagando qual o tempo ou qual a ocasião que o Espírito de Cristo que estava neles indicava, ao predizer os sofrimentos que a Cristo haviam de vir, e a glória que se lhes havia de seguir. Aos quais foi revelado que não para si mesmos, mas para vós, eles ministravam estas coisas que agora vos foram anunciadas por aqueles que, pelo Espírito Santo enviado do céu, vos pregaram o evangelho; para as quais coisas os anjos bem desejam atentar”.

Ninguém, poderia entender plenamente as profecias do profeta Daniel, antes do tempo do fim. Principalmente, a profecia das “2.300 Tardes e Manhãs e a Justificação do Santuário”.
Portanto:

“Buscai o SENHOR e o seu poder, buscai perpetuamente a sua presença”. (1Crônica 16:11, Salmos 105:4 -ARA).

“Buscai o SENHOR enquanto se pode achar, invocai-o enquanto está perto”. (Isaías 55:6 -ARA).

“Buscai ao SENHOR e vivei, para que não irrompa na casa de José como um fogo que a consuma, e não haja em Betel quem o apague”. (Amós 5:6 -ARA).

“Buscai ao Senhor, vós todos os mansos da terra, que tendes posto por obra o seu juízo; buscai a Buscai o SENHOR, vós todos os mansos da terra, que cumpris o seu juízo; buscai a justiça, buscai a mansidão; porventura, lograreis esconder-vos no dia da ira do SENHOR”. (Sofonias 2:3 - ARA).
“Tu, porém, Daniel, encerra as palavras e sela o livro, até ao tempo do fim; muitos o esquadrinharão, e o saber se multiplicará”. (Dan. 12:4 – ARA).

“Muitos serão purificados, embranquecidos e provados; mas os perversos procederão perversamente, e nenhum deles entenderá, mas os sábios entenderão”. (Dan. 12:10 – ARA).


E:

Tocai a trombeta em Sião e dai voz de rebate no meu santo monte; perturbem-se todos os moradores da terra, porque o Dia do SENHOR vem, já está próximo; dia de escuridade e densas trevas, dia de nuvens e negridão! Como a alva por sobre os montes, assim se difunde um povo grande e poderoso, qual desde o tempo antigo nunca houve, nem depois dele haverá pelos anos adiante, de geração em geração”. (Joel 2:1-2 – ARA).


YAHWEH “te abençoe e te guarde;” YAHWEH “faça resplandecer o rosto sobre ti e tenha misericórdia de ti;” YAHWEH “sobre ti levante o rosto e te dê a paz”. (Núm. 22:24-26 - ARA).


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