Curso de formaçÃo estadual de economia solidária



Baixar 142,97 Kb.
Encontro17.07.2017
Tamanho142,97 Kb.

CURSO DE FORMAÇÃO ESTADUAL DE ECONOMIA SOLIDÁRIA
INTRODUÇÃO
1. Apresentações Individuais
Cada participante se apresentou colocando suas experiencias em ES e as expectativas sobre o CFES

Carlos Eduardo Tche – Coordenador da ITCP – Unochapecó

Elisete – ITCP – Unoesc

Joselaine Antunes – Lages

Jair Antunes – Chapecó

Francieli – ITCP Unochapecó

Elisete – ITCP – Unoesc

Ana – Assescooper (Assessoramento à cooperativas de crédito – Chapecó

Vânia – Articuladora Nacional do projeto de Comercialização, representa o Consad Extremo Oeste – Extremo Oeste – Guaraciaba

Luciana – Coord. Coop. Reciclagem – Lages

Dilmar – Cáritas Diocesana de Lages

Eliandra – Consad - Extremo-Oeste

Jocelaine – Cooper Casa Nova – Chapecó

Kristiany - EES Arte Solidária – Blumenau

Luana – ITCP Furb – Blumenau

Rute – EES (Artesanato e reciclagem com resíduo têxtil – Blumenau

Adilson – EES Arte Solidária – Blumenau

Nilton – Artesanato, música e cultura – Balneário Piçarras

Jomar – Terapias, comunidades alternativas – Itajaí

Aline – CFES Sul Foto 688

Diandra – Brasil Local – São Miguel do Oeste foto 692

Francieli – ITCP Unochapecó foto 694

Zé Inácio – Unisinos – São Leopoldo foto 695

Ivonete – Casa do Artesão de Chapecó foto 697

Eloisa – Artesã – Chapecó foto 698

Cristina – MTE – Floripa foto 699

Maicon – Chefe da Habitação de Prefeitura - São Miguel do Oeste foto 700

Tche – foto 701 e 702


Dinâmica de apresentação: escrever os nomes nos balões, bater e pegar balão de outra pessoa. Procurar a pessoa e ficar a sua esquerda. Formaram-se dois grupos. O grupo tinha que escolher uma forma de comandar a apresentação, sendo que cada um tinha que dizer o nome, entidade, região e qual a experiência em formação na Economia Solidária.
Levantamento de expectativas e perfil do grupo: a técnica utilizada foi de que cada um recebia quatro tarjetas. Em duas escrevia duas expectativas que tinha em relação a oficina e nas outras duas escrevia duas experiências marcantes em formação na economia solidária. Após, na ordem elencada pelo grupo, cada integrante ia a frente e colocava suas tarjetas no quadro explicando suas tarjetas.
Percepção geral
Perfil do grupo: grupo misto em experiências, tanto em tempo quanto conhecimento sobre Economia Solidária. Foi destacado que as experiência são relativas ao conceito que temos de Economia Solidária, como a conhecemos com esse nome, entretanto varias experiências em autogestão são vivenciadas cotidianamente, bem como experiências em cooperação, construção coletiva, educação popular. O grupo estava composto nesta data com 10 empreendimentos, 9 entidades de apoio e fomento e 4 órgãos públicos.

2. Organização das atividades – planejamento – programação

Foi apresentado a todos a programação prevista para o curso e ajustados os horários para cumprimento dos objetivos básicos do curso.


3. Atividade 1 – Relato das experiências das pessoas e expectativas quanto a realização do Curso
3.1 Sintese das Experiências Pessoas das Pessoas:


  • Cursos de ES (6);

  • Cursos em Autogestão;

  • Seminário de ES;

  • Seminário da CF;

  • Formação de agentes de desenvolvimento local;

  • Atividades nas ITCPs (4);

  • CFES

  • Formação na Área Técnica de Extensão;

  • Atividades de pesquisa;

  • Bancos Comunitários (3);

  • Educação Popular;

  • Comércio Justo;

  • Práticas acompanhada em Psicologia Social Comunitária;

  • IBASE (Cidade de Deus / Fundos solidários);

  • Cooperativas (7);

  • Assentamento;

  • Mutirão dos caboclos.

  • Trocas solidárias (2);

  • Comercialização Solidária;

  • Centro de Comercialização;

  • Captação de Recursos;

  • Apoio e assessoria aos grupos de ES e Agricultura Familiar;

  • Conferencias (8);

  • Feiras (8);

  • Fóruns (5);

  • SRTE/SC

  • Participação prática ES;

  • Planejamento com EES


3.2. Sintesae das Expectativas das Pessoas:

  • Consumo Consciente para fortalecimento da rede;

  • Rede;

  • Fortalecimento da real solidariedade na ES;

  • Fortalecimento do grupo

  • Fortalecimento do movimento de ES;

  • Absorver o máximo dos conhecimentos aqui tratados;

  • Absorver conhecimentos e aplica-los no grupo;

  • Entender o processo FCES (2);

  • Conhecer mais sobre ES e Educação Popular (2);

  • Autogestão;

  • Inclusão social;

  • Conhecer a realidade da formação da formação ES de SC;

  • Compreender o processo da ES;

  • Consolidação das estratégias para multiplicação dos conhecimentos obtidos no curso;

  • Construir em conjunto estratégias para a formação no estado e nas região;

  • Construir um grupo bem consolidado de formadores em ES;

  • Contribuição da Epagri para a proposta e vice-versa (2);

  • Contribuir com a reflexão sobre a formação e o seu fortalecimento;

  • Instrumentalizar;

  • Ações coletivas;

  • Coletivo de educadores de ES em SC (2;

  • Mobilização/articulação de ES (2);

  • Mais comprometimento do estado com recursos e legislação para a ES;

  • Saber compartilhado;

  • Compartilhar;

  • Troca de experiências;

  • Trocar experiências na área de ES e formação;

  • Aplicar ES na área que atua (artesanato)

  • Transformação (2);

  • Formação de cooperativas;

  • Qualificação;

  • Qualificação na formação de grupos de ES;

  • Aprendizado de formação em ES (2);

  • Pedagogia autogestionária;

  • Ter mais conhecimento (5);

  • Aprofundar conhecimentos sobre ES;

  • Novos conhecimentos em metodologia de formação;

  • Desenvolver novos projetos em ES na difusão da filosofia;

  • Planejar o passo seguinte;

  • Chamar o poder público (desafio);

  • Aprofundamanto/reflexão;

  • Comunicação

  • Novas relações (ampliar);

  • Conhecer outras experiências;


Expectativas: apareceram muitas expectativas que não serão trabalhadas nesta oficina, mas que traçam indicativos das demandas de cada um em relação a formação. Grande parte deseja trocam experiências, aprender mais, conhecer novos conceitos, perceber como podem aplicar mais a Economia Solidária em seu cotidiano. Pela diferença da proposta de organização dessa oficina, como uma construção coletiva e autogestionária, as expectativa podem não ser alcançadas na forma como vieram, mas podem servir de base para os próximos encontros.
Encaminhamentos

Organização do grupo: como será conduzida a experiência. Não terá uma aplicabilidade vertical ou horizontal, mas em construção coletiva.



Pedagogia autogestionária - criação de grupos para administrar a oficina. Foram criados cinco grupos: coordenação, avaliação, infra-estrutura, memória e animação com o objetivo de fazer com que todo o grupo participe da construção da oficina. Após a janta cada grupo terá um tempo para organizar o próximo dia de oficina.

4. Criação dos Grupos de Trabalho do CFES
Tarde: Início com a disposição dos participantes nos grupos

Infraestrutura

Coordenação

Memória

Animação

Avaliação

Eliandra

Jomar

Ana Paula

Jomar

Rute

Francielli

Tche

Kristiany



Adilson

Francieli C

Vania

Cristina

Eloisa

Diandra

Elisete

Luana

Isaura

Maicon

Dilmar

Ivonete

Aline

Dulce

Luciana

Zé Inácio

Dalfovo

Luana

Nilton

Inez Terezinha

André







Dionis

Mari Ane

Daniela










Márcia

Isabel Cristina






























Cada grupo se reuniu por 20min para dialogar sobre o planejamento de suas atividades (FOTOS)


GT Infraestrutura 707, 708, cuida de toda infraestrutura do local do curso, das necessidades de cada participante e da limpeza

GT Animação 709, 710, responsável pelas atividades de recreação do pessoal do curso

GT Avaliação 711, 712, responsável pela avaliação do desenvolvimento do grupo

GT Memória 713, 714, 715, responsável em registrar o que ocorreu na realização do curso com as conclusões do grupo.

GT Coordenação responsável pelo cumprimento da pauta/horários, alterando e ajustando alguns horários necessários.
5. Apresentação do projeto

Cada pasta tem o termo de referência os principais conceitos utilizados para a criação do Centro de Formação em Economia Solidária. A Aline conduziu a explicação do projeto – aspectos de gestão e organização do projeto, encaminhamentos relativos a prestação de contas e como se organizará a proposta da execução do projeto nas diferentes regiões. Projeto atua nos três estados do sul e tem recursos públicos para formação de formadores em Economia Solidária.
5.1. Histórico do projeto

Material disponibilizado em Power Point fotos 716 a 720 – com a denominação: “DEBATES E PROPOSIÇÕES SOBRE FORMAÇÃO EM ECONOMIA SOLIDÁRIA”

Explanação efetuada pelo Zé Inácio sobre Debates, proposições e Formação em ES, constituição da política de ES.

Experiência anteriores à 2003 não possuíam ligações/articulações – surge o FBES

I Oficina Nacional de Formação/Educação em ES – Senaes e FBES – outubro 2005.

Desta oficina discutiu-se as experiências e necessidades, sendo elaborado um documento sistematizado e como encaminhamento, houve a proposição para o ano de 2006 que tenha outra oficina.

Em 2006 foram realizados oficinas regionais (em SC) ficando a II oficina para 2007.

Neste período, o FBES discutiu demandas e foi criado o GT de formação permanente.

Em abril de 2007 a II oficina nacional – com debate: princípios e diretrizes metodológicas para a formação/educação em ES; política pública para ES e rede nacional de formadores/educadores em ES.

Discussão entre o distanciamento da formação/educação e da assistência técnica.

Objetivo: socializar e debater experiências significativas e representativas de formação. Experiências de formação de formadores/multiplicadores e experiências de formação para EES. A partir das fichas dos relatos das experiências, foram debatidas as principais contribuições, limites e dificuldades.

As contribuições para a formação em ES foram organizadas em torno de 5 temas:

Principios

Conteúdos

Elementos metodológicos

Sistematização e avaliação

Elementos ... pública

Aprofundar o debate em 2006 com encontros em todos os estados.

Realizar um novo encontro em 2006

5 oficias regionais e em abril a regional com 50 formadores e com a sistematização/fichas de mais de 200 experiências de formação.

- princípios e diretrizes metodológicas da formação/educação em ES



5.2. Apresentação do Projeto

A Aline inicia a apresentação do projeto CFES , falando sobre:

- ANEXO 1- Termo de Referencia para Implantação dos Centros de Formação em Economia Solidária;

- Carta de Princípios da Economia Solidária Brasileira;

- Organograma das Formações a Serem realizadas na Região SUL;

- PROJETO Básico Centro de Formação em Economia Solidária da Região Sul – CFES SUL, (fotocópias deste material disponibilizada a todos presentes Fotos 721, 722

O projeto compreende 1 formação nacional e 6 formações regionais sendo a formação regional sul baseada no Termo de referencia SUL.
Quem venceu e a licitação do projeto região SUL foi a Escola Marista, que não conseguiu a habilitação para cumprir os pedidos da licitação, passando para a segunda classificada, a UNISINOS.

Importante: cada participante das oficinas tem o comprometimento com o processo de educação/formação em ES. Quando retornar as sua região deve transmitir os conhecimentos aqui adquiridos.

Exposição do tema – esclarecimento das dúvidas sobre recursos e metas.

Termo: quantos cursos, onde serão realizados e critérios.


Este Material esta disponível no Power Point, denominado “ Apresentação do Projeto CFES–SUL”

Objetivos,

Objetivos específicos:



  • Contribuir com o fortalecimento dos EES, por meio da ampliação do numero de formadores em ES;

  • Desenvolver metodologias e conteúdos de formação em ES;

  • Sistematizar e disseminar as metodologias e conteúdos da formação em ES;

  • Produzir e disseminar materiais pedagógicos e informações sobre ES;

  • Contribuir para a articulação de formadores e educadores que atuam com ES – constituir coletivos estaduais e regional de formadores;

  • Fornecer subsídios para a construção da política nacional de formação e assessoramento técnico.

Convenio dez 2009 ate dez 2011. Valor 1,2 milhoes

Gestor externa: Conselho gestor: 2 pessoas de cada fórum estadual (Nando e Edinara) Unochapeco, UEM, 2 profs da Unisinos, Neates (rep do fórum gaúcho) Aline e Zé. Se reúne 2x/ano
Comite Metodologico – Nando(SC), Prada (RS), Maria Clara (PR), Claudio (Recide) Luiz Felipe (SC univale) Ivanio (RS) Vanda (PR Apoio).
Gestão Interna.
Metas:

4 cursos regionais de 40h para 40 formadores

12 cursos estaduais de 24h para 40 formadores (4 em cada estado)

30 oficinas locais de 16h para 20 EES (10 em cada estado) – 1 de 16h por 4 de 4h

4 encontros regionais de articulação de formadores de 16h para 20 formadores

12 encontros estaduais de articulação de formadores de 16h para 20 formadores (4 por estado)

2 seminarios regionais de 24h para 30 conselheiros e participantes de projetos de formação, qualificação profissional e assessoramento tecnológico.
Nas oficinas – Discutir: Educação Popular, ES (Carta de princípios), Organização Política (como vamos trabalhar o FCES como base de ES)

Comentários: Zé Inácio, Cristina, Rute, Jair

Fortalecimento do grupo, fórum como espaço maior de discussão

Capacitação através de contribuição coletiva, com sequencia


Apresentou tbem a agenda do ano do CFES. Material impresso

Resalta que o cronograma de execução das atividades é curto em função da adaptação do projeto inicial, tendo neste segundo semestre muitas atividades à realizar.

Rute: projeto de ES como ideal de vida.

Antunes: projeto de ES como meio de vida – garantia de trabalho desafiador. Vivencia e plataforma virtual como meios de difusão da educação popular. “anafabeto de letras, mas muito alfabetizado em solidariedade”

Aline: articulação como educação no campo, EJAS e outras instituições que já fazem ES, mas que não se vêem como tal.
5 oficinas de 16h trocadas por 3 modelos diferentes (mínimo de 20 trabalhadores)

1 oficina de 16h para a agricultura familiar

1 oficina com 2 modulos de 8h

1 oficina com 4 modulos de 4h


As regiões se reuniram para responder a questão proposta:

Como vivem e fazem a formação em ES na região? Cada região tem sua avaliação.

Apresentação das regiões
6. Dia 29/07/2010 Dinâmica com o grupo de Animação (alongamento)
7. Apresentação das regiões que chegaram hoje, região de Joinville (Dalfovo, ...) região de Florianópolis (André... )
8. Apresentação do grupo Memória, fazendo um relato/resumo do dia de ontem

Conteúdo disponível no Power Point denominado “Memórias 1”



9. Apresentação do grupo de Avaliação, um teatro para mostrar.

Dinamica adotada, teatro representando a avaliação do curso no dia.


10. Socialização trabalho de grupo – Conceito de Educação Popular – Educação do Trabalho.
*Técnica de grupo: 5 grupos de aproximadamente 5 pessoas, em que cada um escolheu palavras ao acaso e em grupos teve como consigna definir um conceito de “Educação no Trabalho” e “Educação Popular”.
Grupo 1 – Palavras-chave: Relações humanas, criatividade, trabalho, pluralidade e cultura.
Conceito: A educação popular leva em consideração que os diferentes sujeitos têm saberes que são baseados nas suas experiências de vida e na sua cultura.

A educação no trabalho deve levar em conta os conhecimentos adquiridos na vida assim como na atividade do trabalho. O trabalhador deve entender todo o processo produtivo do seu trabalho e assim poderá compartilhar a sua criatividade.

(*) Todos os conceitos devem levar em conta o ser humano.
Grupo 2 – Palavras-chave: Organização, conhecimento (conjunto de saberes), práxis (ação, reflexão e ação, não desassocia o conhecimento prático do teórico) e autogestão. Cidadão – Idiota (idolatrar o eu).

As duas andam juntas, utilizar o saber em detrimento do não saber.


Conceito: Com o organização do conhecimento, prática, ações e reflexões, eleva-se o ser humano à condição de cidadão. Promovendo um trabalho auto-gestionário.
Grupo 3 – Palavras-chave: capitalismo, sujeitos, vida, dialética e transformação.

Se sentir parte do processo. Precisamos entender o funcionamento do capitalismo “reino do excesso”. Fetiche do consumo. O funcionamento do capitalismo é o primeiro passo para propor uma alternativa a ele.

Conceito: É um processo dialético em que os sujeitos fazem a transformação da vida através do trabalho na vida para a superação do/no capitalismo. O trabalho humanizado como instrumento de transformação do/no capitalismo.
Grupo 4 – Palavras-chave: Educação, mobilização, respeito, planejamento, projeto alternativo.

Contexto dos trabalhadores é do trabalho alienado. Educação popular como uma educação crítica, colocar novas opções de trabalho, economia, de conceitos, novos conhecimentos ao sujeito, respeitando o ritmo de cada sujeito. Porque a escola não consegue absorver todos os educandos? Os moldes de educação moldam as necessidades dos educandos, e quem não se enquadra tem qual opção? Trabalhar no respeito as diferenças e fomentar as singularidades como métodos de aprendizado.


Conceito: A educação Popular no trabalho requer mobilização social, sempre respeitando as condições culturais, históricas e sociais de cada sujeitos para, através de um planejamento participativo, construir um projeto alternativo.
Grupo 5 – Palavra-chave: Direito, coletivo, prática, esperança, Democracia.

Não há como pensar uma educação tradicional e uma educação popular, toda ela precisa ser popular, o que expressa a democracia. Dividir a educação (popular e tradicional) esta incentivando uma dicotomização entre direitos a acesso de educação, a educação deve ser igual a todos. Enquanto ainda diferenciamos alimentamos a diferença. Pra que serve a educação hoje? Popular ainda designa culturalmente o “pobre”. Aline – educação popular – traz a tona a necessidade de trazer diferentes saberes, interagir saberes entre culturas, gerações, relação e interação de saberes baseados nas diferenças. Saber levar em conta a riqueza da formação na troca. Jo – Escola é o aparelho ideológico do estado, portanto a necessidade de haver essa troca de conhecimentos. Percepção do grupo: falta de democracia. A escola não reconhece todos os saberes que estão sendo produzidos e isso gera a falta de democracia.
Conceito: “A Educação é um direito coletivo que inclui em sua prática o trabalho, alimentando a esperança para uma real democracia”.

Ponto Convergente: EDUCAÇÃO POPULAR NÃO É PARA OS SUJEITOS, ELA SE DÁ COM OS SUJEITOS.
O que é educação popular não está pronto, esta sempre se construindo no cotidiano, com a dialética. Capacidade de entender e acompanhar os processos produtivos...
Processo de construção coletiva a partir da nossa leitura. Emergiu a leitura comum e a leitura diversa do mesmo conceito. A economia solidária não nos faz iguais nem nos faz trabalhar iguais, mas abre esse espaço para a diversidade e formar a partir de diferentes leituras.

Não ocorreu o término da dinâmica em grande Grupo de animação onde o objetivo era construir um conceito formal de Educação popular e de Educação no Trabalho




11. Trabalhos em Grupo

Como Trabalhar a Economia Solidária considerando Pedagogia, Sistematização, Auto-gesTão
viver a autogestão no nosso cotidiano. Não existe uma forma certa, horizontal ou vertical de formar, mas esse processo de autogestão, de troca, de mobilização deve servir como instrumento para formação. Os grupos devem discutir como esses conceitos e práticas devem ser aplicados em seu cotidiano.
11.1. Reflexão ampliada
Grupo 1 - Construir com o grupo uma nova realidade que tenha a ver com sua própria realidade. Criar ferramentas e técnicas que interajam como grupo, não com ferramentas prontas. Implementar nos empreendimentos a técnica de que eles sejam sujeitos da ação, participantes no processo de formação em seus diferentes papéis. Cada sujeito tem um significado e um tempo. As EEFS têm que significar algo ao sujeito de ação, não levar algo pronto, mas construir com o grupo a formação, como o grupo apropria a técnica, que resultado ele dá no trabalhão direto do grupo.

Dificuldade de organização dos grupos na resolução de seus problemas, pois a autogestão é vista como uma utopia. Dificuldade do grupo se reconhecer como autogestionária, renovar sua forma de organização e implementação da autogestão na prática. A auto gestão é mais demorada para aplicar, mais difícil de compreender, mas mais fácil de se organizar e após o seu entendimento, mais fácil de gerir o grupo. Como podemos trazer as pessoas que ficam de fora do processo venham participar e que fatores a fazer decidir participar ou não.
Grupo 2 – O que o grupo entende por pedagogia da autogestão a partir de sua própria experiência nos diferentes empreendimentos. É mais fácil trazer coisas prontas ao empreendimento, mas por outro lado a capacidade de problematizar e construir o processo de formação com os sujeitos de trabalho do empreendimento. A autogestão nos grupos ainda esta de forma atravessada em que quando há uma liderança o grupo tende a deixar que ela tome as decisões e quando não a quer mais sai do grupo, deixa de participar. A função é mediar o processo, não dar as respostar prontas. Necessidade também das pessoas saírem dos seus espaços e não ficar na sua zona de conforto, embora entrar na comunidade seja importante e crie laços e demonstre outras possibilidades, deve haver a troca de espaços para promover a troca de realidades.
Grupo 3 – Entender as diferenças como primeiro passo para criar bases solidárias, perceber como o sujeito acha que a sociedade o vê. Entender a realidade das diferenças entre os próprios membros do empreendimento, valorizar as singularidades. Pela própria construção de uma sociedade imediatista, que exige o pronto, e nos teremos que trabalhar com a desconstrução dessa necessidade. Aguçar que ele firme o que esta sendo passado com o objetivo de ampliar o que esta sendo passado, que ele busque e queira construir sempre além do que está dado. Economia Solidária não é somente forma de trabalho, é ideologia, é reconstrução. E isso deve ser disseminado.
Grupo 4 – Qual o papel do pedagogo? Todos somos crianças e somo guias. Aprender a apreender. Aprender como de fato o grupo vai apreender o que passamos, absover o conhecimento. Aprender também é desconstrução. Sair do micro para o macro – sempre com uma visão de ampliar o grupo, ampliar o trabalho, ampliar os desejos. A diferença entre o trabalho e sua organização capitalista é a forma de distribuição dos resultados, mas todo o trabalho é coletivo. Sistema e método: qual é o método mais adequado para promover um trabalho mais adequado. Método: caminho a seguir. Registrar todos os movimentos do empreendimento. Nada será completamente justo ou perfeito, mas de nos aproximar cada vez mais da forma mais justa e verdadeira possível. A forma jurídica não define os preceitos e ideais da empresa, mas sim sua prática, sua forma de organização. O nome “cooperativa” não irá definir que ela trabalhe com preceitos solidários. Não tem receita pronta, mas também não precisa sair do zero, é preciso encontrar um meio termo. A base são os princípios, os quais são os que temos que ter como meio termo.
Grupo 5 – necessidade de entrar em um consenso para que posteriormente se possa atribuir uma diretriz a formação. Material que sair daqui servirá de base para a nossa atuação no campo.

Quais os atributos que o educador precisa ter;

Se eu estou enquadrado em economia solidária;

Contruir os elementos do processo de formação;



As pessoas só vão se sentir pertencentes a algo se entenderem de que o empreendimento é deles;

O que acontece com o trabalhador, a sociedade colocou a dialética a educação é muito mais do que levar uma informação. Nunca esta preparado ou esta despreparado para assinar que estamos realizando educação em economia solidária.

Naõ fazemos parte do coletivo?

Exige um processo de formação, permanente e continuada.

Algumas questões como é feita a construção do conhecimento, muda constantemente os conceitos.

Mais experiência O processo de construir nós reproduzimos aqui, não formamos ninguem crescemos juntos.

Como nós reconhecemos como trabalhadores.

Desconstruir a idéia de que a educação popular economia solidária é considerada atividade para pobre.

As pessoas que estão no empreendimento não tiveram a educação em economia Solidária.




Discussão:

Jomar


Rute – desconstruir deve ser diferente de destruir.

Aline - relato de experiência – dois analfabetos do grupo que não se sentiam bem em participar do grupo e que ao tornar isso público tiveram condições de participar do grupo com seus próprios conhecimentos.

Jo – as pessoas só se sentem pertencendo a um grupo quando isso faz sentido e significado a eles.

Tche – nossas concepções não são diferentes. Capitalismo nos fez acreditar que educação é apreensão de conteúdo, o que na verdade é uma pequena parte desse conceito. A educação é mais que isso. Nunca estamos preparados para ensinar e nunca estamos despreparados para ensinar, estamos sempre aprendendo e ensinando, num processo dialético e sem fim. O que estamos fazendo é criar ferramentas e nos preparando constantemente.

Luciana – As condições que estão dadas aos trabalhadores os desmotivam a participar de processos de formação uma vez que se para de trabalhar para fazer formação não esta rendendo, quem não trabalha não ganha.

Zé – a questão não é abrir nem fechar demais os processos de formação, são sugestões que devem indicar caminhos a serem adaptados a cada realidade.

Aline – diferenças entre espaços que já vivenciam a Economia Solidária a mais tempos e outros que estavam a pouco tempo trabalhando no âmbito da Economia Solidária: na prática isso vai se construindo de forma tranqüila a partir do processo de formação, pois oferece alternativas práticas. Ninguém forma ninguém, há uma construção constante entre os sujeitos. Popular não é coisa de pobre, mas é uma coisa de saber do outro, do oprimido. Repensar os paradigmas impostos como “economia solidária é coisa pra pobre”.

Rute – observar como as palavras emergem na idéia das pessoas e que efeito elas causam nos pré-conceitos sociais.

O processo de formação deve ser inverso ao que se esta fazendo. Primeiro de constrói o empreendimento depois faz formação. O ideal é fazer o contrário formar e depois ganhar dinheiro.

Jair – se aprende mais que se ensina. Às vezes a necessidade do processo de aprendizagem é exatamente calar. A democracia não é processo de votação, mas de criar um espaço para debate, opinião e construção. Quando se tem dúvida não se escolhe, mas se estabelece prazos para sanar dúvidas, articular idéias e entrar em processo de votação.



12. Dinâmica - EMBOLADÃO
Histórico e fundamentos da Economia Solidária
Princípios da Economia Solidária – Debate em grupos sobre o texto base das pastas
12.1. Qual a origem da Economia Solidária?
A Economia Solidária é tão antiga quanto a própria sociedade. Dentro do capitalismo ela surge em momento de pressão, crise, o que ocasiona uma proposta de organização em torno na Economia Solidária. Crise do trabalho assalariado faz emergir a Economia Solidária com esse nome – cooperativas, empresas recuperadas.

Economia: esta tão pluraliza que serva para tudo. Origem semântica “cuidar da casa”. Não necessariamente ela seja um conceito que envolva dinheiro, administração ou indústria, mas sim o cuidado com a casa.

Capitalismo tem sua base na exploração do trabalho humano.

Ela ordena o modo de ser, as relações sociais. A Economia Solidária em contrapartida reordena uma forma de trabalho igualitária e que traz os excluídos e oprimidos para ser agentes de suas vidas.

A desigualdade começou quando o primeiro homem dividiu sua terra e todos outros começaram a fazer o mesmo “ai fodeu”. Quando se impõe relações de poder dentro das organizações de trabalho se mantêm uma relação de superioridade em relação ao outro, uma relação de dominação.

A economia solidária nasceu da vontade do oprimido se reorganizar e ser o seu próprio patrão. Resgate de formas de organização como pontapé inicial para propor organizações e re-estabelecer formas de vida.

Em defesa do trabalho humano e do poder nas relações do trabalho. O que deve mudar é a concepção das relações de trabalho, é uma mudança na forma de encarar o trabalho e as relações que ele estabelece com os diversos âmbitos da sociedade. Há uma mudança na relação social.
Para que os empreendimentos comecem a se construir pela formação e não se constituir e depois fazer formação há uma necessidade de se reestruturar a educação de base, tendo em vista que nossa relação com o trabalho é criada a partir de diversos aspectos e começa na escola. Para que a economia solidária se solidifique é necessária uma reestruturação na educação.

Na nossa vida podemos identificar diversas manifestações sociais que fazem parte de nosso cotidiano em pequenas experiências que tem por objetivo romper com práticas que esmagam as formas de trabalho humanizado e burocratizam as necessidades humanas. Hoje por meio de governos populares, organizações da sociedade civil, mobilizações sociais, ONGs, a própria igreja, movimentos sociais e sociedades alternativas são alguns exemplos de tentativa de romper com o capitalismo.


Possibilidade de re-significar sua relação com o trabalho, sua função com o trabalho. Ai a necessidade do trabalhador se reconhecer nesse processo histórico do capitalismo e da economia solidária. Possibilidade de viver essa história ao mesmo tempo que o capitalismo existe, não esperar sua superação ou seu esgotamento, mas poder reconhecer outras formas econômicas hegemômicas.

Ela precisa existir e esta em construção que entra como estratégia a crise do modelo hegemônico, percebendo o capitalismo com seus limites e que ele tem um fim, para que as pessoas vejam que são atores dessa economia e que com seus modos de resistência podem oferecer estratégias.

A economia solidaria começou a aparecer quando as fragilidades do capitalismo começaram a aparecer e fazer surgir necessidades de novas formas de organização. As organizações cooperativas eliminam a competição dentro da cooperativa, mas fora ela continua num processo de competição capitalista. Embora consiga internamente consiga minimizar os impactos das organizações capitalistas não consegue romper as relações de competição externas a produção, como é o caso da comercialização. A base então é apostar na comercialização e no consumo como forma de incentivar a Economia Solidária.

Consumo consciente como critério para desenvolvimento local. Não podemos lidar com as mesmas ferramentas que outras formas econômicas, necessidade de retomar e reinventar ferramentas que solidifiquem a comercialização. A prática do desenvolvimento local dos mais diferentes tipos de organizações deve ser o primordial no aspecto social da economia solidária.

Trabalho de forma de não assistencialista. Ela se torna uma forma de reestruturar a sociedade de forma igualitária, sem pobres x ricos, mas que crie oportunidades iguais a todos, embasados em princípios e práticas da Economia Solidária.
12.2. Quais os princípios da Economia Solidária?
Apresentação do e Discussão do Projeto Político Pedagógico Participativo (PPPP). O projeto apresenta as diretrizes e os conceitos que moldam o projeto da economia solidária por meio dos centros de formação. Dentre os principais pontos de discussão podemos destacar os atravessamentos e nós críticos que englobam o processo de formação em economia solidária.
Foi destacada a necessidade do engajamento do grupo de formação de formadores no desenvolvimento da Economia Solidário através do Projeto da UNISINOS.

O perfil do formador também foi destacado em que não necessariamente um formador seja o formador de tudo, mas que existem especialidades e pontos que devem ser respeitados, pois o formador passa por todo um processo de aprendizado, reflexão, construção e reconstrução que nunca estão prontos, mas que o preparam para abarcar uma função de formador, o preparam em diversos aspectos. Nesse quesito é preciso formar um grupo que tenha diversas especialidades e com o principal ponto: a economia solidaria como ponto convergente.

Necessidade de integralidade, interdisciplinaridade.
Entretanto devemos reforçar a necessidade de se fomentar um grupo permanente de formação, que não se acabe junto com o projeto, mas que tenha uma continuidade independente de recursos, projetos e governos, para que a Economia Solidária seja um movimento resistente e independente. Enquanto há recurso e políticas que o incentivem o projeto vai ser executado, aprimorado e desenvolvido. Mesmo que a realidade mude não podemos encerar um projeto muito maior.
Nossa proposta é articular os diferentes conhecimentos das diferentes áreas para propor uma formação integralizada. O que os empreendimentos precisam deve ser respondido e compreendido para isso precisamos mobilizar os diferentes saberes em prol dessa pretensão. Precisamos nos preparar com mais qualidade, com mais rigor técnico para nos fortalecer. Criar estratégias políticas. Se fosse algo preparado simplesmente copiáramos qualquer projeto nessa linha, mas nossa proposta é criar, nada está pronto, são propostas que são criadas e recriadas constantemente pelos trabalhadores nos empreendimentos, na sua luta diária, nas suas experiências.

O projeto não pretende impor aos trabalhadores o que é e como deve ser a economia solidária, mas criar diretrizes que não tornem a economia solidária uma política pública, um movimento com fim, mas com estratégias que permitam a continuidade do projeto maior, o da Economia Solidária.


As diretrizes não são imposições, mas discussões que vem emergindo dos movimentos sociais os quais nos mesmos somos parte, participamos dessa rede, demos nossa contribuição, discutimos, embora pessoas faltam ninguém que esta aqui esta fora da rede e do movimento da economia solidária.
13. Dia 29/07/2010 Dinâmica com o grupo de Animação (alongamento)
14. Apresentação do grupo Memória, fazendo um relato/resumo do dia de ontem

Conteúdo disponível no Power Point denominado “Memórias 2”


Grupo memória – apresentação do dia anterior com imagens e música (Canta Brasil)

Resgate do dia anterior e das possibilidades para o dia de hoje em relação ao movimento da Economia Solidária como um todo. Nem sempre a não fala é falta de compreensão. Organização do dia.


15. Apresentação do grupo de Avaliação, um teatro para mostrar.

Dinamica adotada, avaliação grupal curso no dia 29/07/2010. Avaliação – Grupo da avaliação apresentou o material elaborado doa itens trabalhados no dia anterior. O grupo avaliou que o grupo não está participativo e que a plenária ficou vazia na parte do debate e que isso preocupou o grupo. Será feita uma avaliação individual no fim dos trabalhos e a preocupação do grupo é que a etapa seja transparente, afinal esse é um processo de construção com pessoas de diferentes níveis de conhecimento



10. Socialização trabalho de grupo – Planejamento CFES.
Oficinas Regionais:

20 Participantes

16 horas - 8h + 8h

- 4h+4h+4h+4h

- Outra forma

Recursos – R$ 1.900,00

- + Diárias de R$ 50,00
Encontro Estadual:

20 Participantes

Local: Florianópolis

Morro das Pedras Praia Hotel – Morro das Pedras


Seminário Regional:

Local: Porto Alegre


PROGRAMAÇÃO 30 DE JULHO DE 2010


  • Calendário CFES – Etapa estadual. II Módulo 6 a 8 de dezembro.



  • Intervalo



  • Retomada da Plenária.



  • Definições das ações da região




  • Definição dos próximos encontros em grupos com questões norteadoras:



  1. Estamos no processo?

  2. Início do curso 6 a 8 dezembro?

  3. I Encontro Estadual 19 e 20-08? Proposta: 10 CFES/SC E 10 FCES.

  4. Oficinas locais (núcleos locais)

  5. Constituição dos núcleos regionais dos formadores.

  6. Como deve funcionar o coletivo estadual?

  7. Quais as estratégias do CFES?

  8. Como vai se dar a comunicação do coletivo estadual?







©livred.info 2017
enviar mensagem

    Página principal