Cuidar anima animus



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Encontro18.05.2017
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CUIDAR - ANIMA ANIMUS

BethCosta

Carl Gustav Jung se refere a anima e animus, sendo que a estrutura anima do ser humano é a polaridade do envolvimento, da ternura, da intuição, da sensibilidade, do feminino, da mãe.

Enquanto que animus seria exatamente a polaridade mais lógica, impessoal, mais racional, a estrutura do masculino.

Ambas, anima/animus estão presente tanto no homem quanto na mulher e sem nos delongar, porque não é o enfoque que pretendemos, vamos refletir a respeito dessas polaridades com exemplos que poderão nos situar melhor em relação à nossa proposta de análise do “cuidar de si, cuidar do outro”.

Exemplificando, buscamos nosso modelo maior de ser humano - Jesus e vamos rever o equilíbrio anima/animus presente na personalidade do Terapeuta Divino em todos os momentos de sua vida dedicada a cuidar do outro, remontando especialmente as causas dos males e liberando os enfermos de toda ordem.

Na Parábola da Mulher Adúltera quando alguém em meio a multidão quis mais uma vez surpreender o Terapeuta em contradição, perguntando-lhe diante da mulher que ali era cruelmente julgada: “a Lei manda que as adúlteras sejam apedrejadas, o que dizes tu? E Jesus calmamente responde: _ Está correto, a Lei deve ser cumprida, no entanto sugiro que aquele dentre vós que nunca tiver sido adúltero, que nunca tiver se equivocado, nem maltratado, nem desrespeitado, nem usurpado de alguma forma o outro, “que lhe atire a primeira pedra”. Jesus naquele momento desnudava a hipocrisia de todos aqueles homens, porque o adultério não é só para a mulher e muito menos considerado apenas quando pego em flagrante... Ao contrário, o adultério, ou seja, a corrupção de qualquer idéia, pensamento, sentimento em relação ao outro é adulterar alguma coisa. Se o adultério é tomado somente no aspecto da infidelidade conjugal, ainda ficaria muito mais simples imaginar qual a situação daquela multidão de homens presentes, todos agindo com a mais pura expressão animus do seu ser egóico, unilateral, permissivo ensejando a atitude sumária, arbitrária, divorciada da compreensão, do respeito e da compaixão.

E quando aqueles homens foram surpreendidos com o espelho diante de suas faces, em verdade se sentiram nús diante de Jesus. Foram surpreendidos pela própria incúria. E narram os Evangelistas que aos poucos foi saindo um a um silenciosamente, a começar pelos mais velhos.

Jesus havia sido áspero naquele momento com a multidão (expressão animus) porque tomado de compaixão que estava por aquela que ali estava para pagar pelo equivoco de todos, simplesmente porque havia tido a desdita de haver sido pega em flagrante (expressão anima).

Quando saíram ele perguntou serenamente: _ “Mulher, ninguém te condenou? Eu também não te condeno (expressão anima).Vai em paz (expressão anima) e não tornes a pecar para que não te suceda coisa ainda pior! (expressão animus).

Ou ainda poderíamos lembrar Jesus rodeado pelas crianças e os adultos preocupados em retirá-las para que não molestassem o Mestre (como o chamavam) sempre rodeado pela multidão. E Jesus imediatamente disse-lhes: Deixai que venham a mim as crianças (expressão anima) pois o reino dos céus é para aqueles que se assemelham a elas (expressão animus);



O princípio anima é por excelência o princípio do cuidado, do envolvimento sem julgamento, sem repreensão, simplesmente o envolvimento suave, compassivo, isento de interesses pessoais e portanto a estrutura capaz de movimentar no outro os sentimentos de receptividade, de afabilidade que por sua vez liberam a energia curadora para a causa dos males, das enfermidades do corpo/mente/espírito...



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