Cristóvão Colombo



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TRABALHO DE HISTÓRIA

6ª SÉRIE
RH da História contrata:
Instruções:


  • O trabalho consiste em analisar a biografia de onze personalidades da Idade Moderna, estudadas ao longo do 2º trimestre. Dentre os nomes estudados o aluno deverá escolher dois para montar um currículo profissional atual e concorrer cada um dos nomes a uma das quatro vagas de trabalho disponibilizadas pela “empresa” RH da História.

  • O modelo de currículo está disponível na página da web:

http://www.santadoroteia-rs.com.br/?p=993
Vaga 1: Líder Sindical
Características: Profissional com perfil altruísta que abdica do seu tempo em prol de uma causa, de uma luta da sua categoria. É preciso ter comprometimento, ser negociador e ter foco, priorizado a esta e aquela ação, que atenda a maioria dos seus Sindicalizados. Enviar currículo com foto e pretensão salarial para rhdahistoria@hotmail.com.
Vaga 2: Teólogo
Características: Profissional com conhecimento Bíblico do Antigo e do Novo Testamento, como também a psicologia e a sociologia das Religiões, embasado Filosoficamente. Comprometido em desenvolver atividades administrativas e a docência bíblica nas comunidades. Enviar currículo com foto e pretensão salarial para rhdahistoria@hotmail.com.
Vaga 3: Gerente de Empresa Multinacional

Características: Profissional com capacidade para aceitar novos desafios e liderar seus funcionários de forma a construir relacionamentos profissionais e respeitando e valorizando a diversidade, a dignidade, o crescimento pessoal e profissional através do respeito, ética e da justiça; Disponibilidade para viagens fora do país. Enviar currículo com foto e pretensão salarial para rhdahistoria@hotmail.com.

Vaga 4: Analista de Projetos - Designer
Características: Profissional com capacidade para criar poderosas soluções interativas, utilizando novas estratégias, tecnologia e criatividade. Buscam-se profissionais motivados e com experiência em grandes obras. Enviar currículo com foto e pretensão salarial para rhdahistoria@hotmail.com.
Cristóvão Colombo
Navegador genovês
?/?/1451, Gênova, Itália
20/05/1506, Valladolid, Espanha
"Senhor, porque sei que tereis prazer com a grande vitória que Nosso Senhor me deu em minha viagem, vos escrevo esta, pela qual sabereis como em 33 dias passei das ilhas Canárias às Índias com a armada que os ilustríssimos rei e rainha nossos senhores me deram, de onde eu achei muitas ilhas povoadas com gente sem número; e de todas elas tomei posse por Suas Altezas com brasão e bandeira real estendida, e não me foi objetado." Este é um dos parágrafos da carta que o navegador Cristóvão Colombo enviou ao rei dom Fernando de Aragão e Castela, anunciando o descobrimento do Novo Mundo, datada de 15 de fevereiro de 1493.

Envolvido desde cedo com a arte da navegação, Cristóvão Colombo realizou suas primeiras viagens em Gênova, no norte da Itália, onde nasceu. Em 1476, a serviço de um comerciante, acabou naufragando nas costas de Portugal, onde passou a viver.

Ali morou dez anos, sobretudo no arquipélago da Madeira. Nesse período, dedicou-se a estudar as rotas de navegação, convencido da existência de uma passagem marítima pelo Ocidente até as Índias. Casou-se 1480 com Felipa Muniz, filha do navegador Bartolomeu Perestelo, em cuja biblioteca estudou as obras que viriam a certificá-lo da existência de novas terras. Com Felipa, que morreria quatro anos depois, teve um filho, chamado Diego.

Por esta época, Colombo tentou, em vão, convencer o rei de Portugal D. João II a conceder permissão para uma viagem ao Oriente. Em 1485, Colombo fixou-se na Espanha, movido pelo interesse manifestado pelo reis de Castela, Fernando e Isabel, em patrocinar a viagem, com o intuito de expandir a fé católica para as terras orientais.

Composta por três caravelas - Pinta, Nina e Santa Maria - a frota de Colombo deixou as costas da Espanha dia 3 de agosto de 1492. A viagem foi atribulada e a tripulação quase pereceu em terríveis tempestades e tentativas de motins. No dia 12 de outubro, Colombo chegou na ilha que chamaria de San Salvador, no arquipélago das Bahamas. Navegou pela ilha de Cuba e pelo Haiti, retornando à Espanha em março de 1493. Tinha certeza de ter chegado ao Oriente.

Neste mesmo, ano fez sua segunda viagem, com uma frota de 17 naus. Chegou ao Caribe e descobriu várias ilhas, como Dominica, Guadalupe, Porto Rico e Jamaica. Em 1499, numa terceira viagem, alcançou terra firme, nas costas da atual Venezuela. Reconheceu também as ilhas de Trinidad-Tobago e Granada.

Desta viagem, no entanto, já regressou com ordem de prisão. Mesmo perseguido por intrigas palacianas e não mais desfrutando dos privilégios reais, Colombo conseguiu se libertar. Assim, empreendeu ainda uma quarta viagem, entre 1502 e 1504, completando o reconhecimento da costa da América Central.

Tendo regressado à Espanha em 1504, caiu no ostracismo, abandonado e esquecido. Morreria dois anos depois - e sem saber que havia descoberto um novo continente. Acreditava ter chegado a um anexo remoto da Ásia.



Erasmo de Roterdã
Humanista e filósofo holandês
26/11/1466, Roterdã, Holanda 12/07/1536, Basiléia, Suíça
Conhecido como Erasmo de Roterdã (ou Rotterdam), Desidério Erasmo foi, em seu tempo, um dos maiores críticos do dogma católico romano e da imoralidade do clero. Mas não deixou de atacar também o movimento protestante de Lutero. Professor de Língua Grega na Universidade de Oxford, na Inglaterra, ele percorreu as principais universidades da Europa. Pouco se sabe ao certo sobre sua família. Há informações de que era filho ilegítimo de um padre chamado Gerard com uma mulher conhecida apenas como Margareth, ambos vítimas da peste de 1483. Erasmo teve a melhor educação possível em seu tempo, em mosteiros religiosos.

Chegou a ser admitido como monge aos 25 anos, mas nunca exerceu o sacerdócio.


Estudou na Universidade de Paris (Sorbonne), que começava a receber a influência da cultura clássica renascentista vinda das cidades-Estado italianas, onde esteve entre 1506 e 1509. Sua principal obra, "O Elogio da Loucura" (1509), defendia a tolerância e a liberdade de pensamento e denunciava as ações da Igreja. Seus livros em latim, grego, holandês, inglês, francês e italiano atraíam leitores por toda a Europa. Perseguido por suas idéias, o pensador procurou refúgio na Basiléia suíça, onde estava rodeado de amigos e pôde expressar-se livremente, associado ao grande editor Froben. Em 1516, Erasmo publicou uma nova edição e tradução para o latim do Novo Testamento, feita a partir dos manuscritos originais. Esse trabalho, editado com anotações do tradutor, serviu de base para os estudos da Bíblia produzidos pelos protestantes durante a Reforma. O Novum Instrumentum omne, diligenter ab Erasmo Rot. Recognitum et Emendatum foi dedicado ao papa Leão 10o. Na segunda edição, o termo Testamentum foi usado em vez de Instrumentum. O termo ficou mais familiar porque foi usado pelos tradutores da versão da Bíblia do rei James, da Inglaterra.
Erasmo foi chamado a tomar partido entre Martinho Lutero e a Igreja Católica, mas se recusou. Ele tinha uma simpatia pelos pontos principais da crítica luterana à Igreja, mas não quis se comprometer e disse que não era um inimigo do clero. Como resultado, Erasmo viu-se em conflito com ambas as grandes facções religiosas. Durante a sua vida, as autoridades da Igreja católica nunca o chamaram a justificar as suas opiniões. Após a sua morte, porém, a Igreja católica romana colocou seus escritos no Index librorum prohibitorum, uma lista de livros proibidos pela Igreja.
Henrique VIII

Regi da Inglaterra

18 de julho de 1491, Greenwich (Inglaterra)


28 de janeiro de 1547, Windsor (Inglaterra)

Segundo filho de Henrique 7º, Henrique 8º tornou-se herdeiro do trono em 1502, após a morte do irmão mais velho, Arthur, com cuja viúva, Catarina de Aragão, se casaria, autorizado pelo papa Júlio 2º, logo após ser coroado, em 1509.

Diletante em música, poliglota, desportista e estudioso de teologia, Henrique 8º foi um autêntico príncipe da Renascença. Os primeiros anos de seu reinado foram marcados pela figura do chanceler Thomas Wolsey, principal responsável pela reorganização do regime.

A conselho de Wolsey, Henrique uniu-se à Santa Liga (coligação de diversos estados europeus, formada sob iniciativa do papa Júlio 2º com o intuito de reforçar os Estados Pontifícios e, sobretudo, de defender os estados italianos da mira expansionista do rei de França, Luís 12. À aliança aderiram, além dos Estados Papais, a Inglaterra, a Espanha, o Sacro Império Romano e a República de Veneza). Henrique 8º venceu a França e a Escócia (1512-1513), e em 1514 concluiu uma paz vantajosa com Luís 12, a quem deu sua irmã Maria em casamento.

Católico fervoroso, Henrique 8º refutou a doutrina de Lutero, o que lhe valeu, no mesmo ano, o título de "defensor da fé", outorgado pelo papa Leão 10º. Ao mesmo tempo, o rei se preocupava com sua sucessão: a princesa Maria, única a sobreviver entre os seus filhos, não poderia, segundo a opinião geral, ser coroada.

O cisma

Em 1527, através de Wolsey, Henrique solicitou ao papa Clemente 8º a anulação de seu casamento. Depois de muito protelar a decisão, o papa , então virtual prisioneiro de Carlos 5º - sobrinho de Catarina de Aragão -, negou-se a atendê-lo.

As reações de Henrique não se fizeram esperar: Wolsey, caído em desgraça, foi preso e acusado de alta traição. Com o apoio do parlamento e da opinião pública, de longa data descontente com os privilégios e poderes eclesiásticos, Henrique nomeou-se a si mesmo chefe da Igreja da Inglaterra (1531), com o poder de indicar bispos e estabelecer doutrina.

Pouco tempo depois, em 1533, o arcebispo de Canterbury, Thomas Crammer, seu principal conselheiro, decretou a anulação do casamento e confirmou a união secreta do rei com Ana Bolena.

Consumado o cisma, Henrique 8º foi excomungado e passou a perseguir violentamente tanto os católicos como os protestantes que não aceitassem sua reforma. Os mosteiros foram dissolvidos e as enormes propriedades eclesiásticas liquidadas; manteve-se, contudo, a integridade do dogma católico.

Em 1536, Ana Bolena, que havia dado à luz a futura rainha Elizabeth 1ª, foi acusada de adultério e executada. Henrique casou-se de novo, primeiro com Jane Seymour, mãe de Eduardo 6º, e, enviuvando, com Ana de Clèves, em 1540, união que marca a aproximação com os príncipes luteranos. Mas ainda em 1540 a rainha foi repudiada, e o rei voltou a se casar, desta vez com Catarina Howard, que acabou sendo acusada de adultério e executada.

Sua última esposa seria Catarina Parr, que desempenhou papel importante no afrouxamento da perseguição aos protestantes.
Inácio de Loyola
Santo católico, fundador da Companhia de Jesus
Data incerta em 1491, Castelo de Loyola, País Basco, Espanha
31/07/1556, Roma, Itália
Filho mais novo de um nobre basco de antiga família, nasceu no Castelo de Loyola, perto de Azpeitia, no País Basco. Quando jovem, foi soldado e lutou no cerco de Pamplona pelos franceses, em 1521, sendo gravemente ferido em combate (uma bala de canhão quebrou-lhe as duas pernas). Em sua longa convalescença, leu muito sobre a vida de Cristo e dos Santos e, finalmente, resolveu dedicar sua vida a serviço de Deus. Após um ano de retiro na Catalunha, fez uma peregrinação a Jerusalém.

De 1524 a 1534, consagrou-se aos estudos e graduou-se mestre em letras pela Universidade de Paris. Nessa cidade, desenvolvia um trabalho evangélico junto ao povo e, como era leigo, despertou suspeitas entre as autoridades da Igreja. De qualquer forma, agrupou ao seu redor sete estudantes (entre os quais o futuro São Francisco Xavier) com o intuito de catequizar os muçulmanos na Palestina. Diante da impossibilidade da missão o grupo, agora com dez integrantes, apresentou-se ao papa Paulo 3o e colocou-se a sua disposição para quaisquer fins.

Assim fundou-se a Companhia de Jesus, em 1540, quando Paulo 3o deu à associação o título de ordem religiosa, da qual Inácio, padre desde 1537, foi o primeiro superior-geral, atribuindo-lhe como objetivo a reconquista católica em regiões protestantes. De fato, os jesuítas constituíram a linha-de-frente da Contra-reforma a serviço do papado - ao qual prestavam um voto especial de obediência.

A educação foi considerada por Inácio de Loyola o principal instrumento de reconquista dos protestantes e de catequização dos gentios. Assim, os jesuítas fundaram missões, retiros, colégios e universidades. Seu papel na colonização do Brasil, por exemplo, merece destaque, em especial pela contribuição dos padres José de Anchieta e Antonio Vieira.

Inácio de Loyola modelou a espiritualidade elevada e dinâmica de seus religiosos a partir de seu livro "exercícios Espirituais", um clássico da literatura espiritual muito difundido ainda nos dias de hoje, graças aos muitos retiros pregados e dirigidos pelos jesuítas. Foi canonizado em 1622.

Joana D’Arc

Guerreira e santa francesa

6 de janeiro 1412, Domrémy (França)


30 de maio de 1431, Ruão (França)
A vida de Joana D'Arc está eminentemente ligada à Guerra dos Cem Anos, um conjunto de conflitos no qual Inglaterra e França lutaram entre si, de 1337 a 1453.

O estopim da guerra ocorreu quando o rei Eduardo 3º, da Inglaterra, diante da morte de Carlos 4º, rei da França, passou a alegar que teria direito ao trono francês, pois sua mãe era irmã do monarca falecido. Ao mesmo tempo, ocorriam disputas territoriais envolvendo setores da nobreza, principalmente porque a Inglaterra já dominava alguns feudos franceses. Com a nobreza dividida, o partido que defendia a supremacia da França entregou o trono a Felipe 6º, primo de Carlos 4º.

Em meio a inúmeras batalhas, nas quais os dois países disputavam fatias do território francês, quatro reis governaram a França: além de Felipe 6º, Carlos 5º, Carlos 6º e Carlos 7º. Antes que este último assumisse o poder, os ingleses já ocupavam quase toda a França, cuja nobreza, após da morte de Carlos 6º, dividiu-se entre os que defendiam o duque de Borgonha como sucessor do rei e os que tomaram o partido de Carlos, o delfim (o primogênito do rei, herdeiro natural do trono). Joana D'Arc surge exatamente no momento em que o delfim luta para se impor e ser coroado como Carlos 7º.

Mística e guerreira

Nascida em uma família de camponeses, no lugarejo de Domrémy, na região da Lorena, ao completar 13 anos Joana D'Arc passou a ouvir vozes que a incentivavam a ter uma vida devota e piedosa. Anos mais tarde, as vozes a exortaram a dirigir o exército francês, coroar o delfim e expulsar os ingleses da França.

Obedecendo às vozes que ela acreditava serem de anjos ou santos, Joana se dirige, em 1428, à guarnição da cidade de Vaucouleurs, onde se encontra com Robert de Baudricourt, capitão da guarnição real, e solicita uma escolta para ir ao encontro do delfim. Inicialmente, Baudricourt a despreza, mas diante da verdadeira tenacidade da jovem, que não esmorece com o passar dos meses, acaba cedendo.

Joana viaja, então, a Chinon, onde o delfim está escondido. E, graças a Baudricourt, é recebida. Depois de ouvi-la, Carlos faz com que ela seja interrogada por teólogos de sua confiança. Finalmente, depois de várias entrevistas, concede-lhe um exército de cinco mil homens. Para surpresa de todos, ela enfrenta os ingleses no cerco de Orléans e os derrota em 8 de maio de 1429. É o início de uma série de campanhas vitoriosas, que abrem caminho no território francês até a cidade de Reims, onde o delfim seria coroado a 17 de julho de 1429.



De bruxa a santa

A partir desse momento, Joana afirma não ouvir mais as vozes que a orientam. Decide, portanto, voltar para casa. O exército e o setor da nobreza que apoiava Carlos 7º insistem, contudo, para que ela fique e continue lutando. Ela cede, mas é derrotada e ferida em um ataque a Paris, cidade ainda sob domínio inglês - e, depois, acaba sendo presa pelo exército borgonhês, ao tentar libertar Compiègne.

Os borgonheses a entregam aos ingleses. Presa em Ruão, é submetida a um tribunal eclesiástico e acusada de bruxaria. Depois de interrogatórios e de um processo que se estendeu por três meses, Joana D'Arc foi condenada à fogueira por heresia e bruxaria. Executada em 30 de maio de 1431, na praça do Vieux Marché, suas cinzas foram jogadas no rio Sena, para que não se tornassem objeto de veneração pública.

Em 1450, os ingleses foram derrotados em Formigny. E, três anos mais tarde, em Castillion, quando são expulsos da França (exceto de Calais, de onde sairiam em 1558).

Anos mais tarde, o papa Calixto 3º reabriu o processo contra Joana D'Arc, e a inocência da guerreira foi rapidamente reconhecida, julgando-se hereges todos os que a condenaram. Séculos depois, em 1909, Joana D'Arc foi beatificada e depois declarada santa pelo papa Benedito 15º.

João Calvino
Teólogo francês
10/6/1509, Noyon, França
27/5/1564, Genebra, Suíça
"O Senhor teve piedade de mim, sua pobre criatura; (...) Ele me estendeu a Sua misericórdia para anunciar a verdade do Evangelho." Com estas palavras autodefiniu-se o reformador humanista João Calvino, fundador da igreja protestante na França.

De origem humilde, Calvino era filho de um tabelião, secretário do bispo de Noyon. Ingressou no Colégio dos Capeto e depois foi admitido entre os filhos do Senhor de Monmor, compartilhando com eles sua educação.

Em agosto de 1523, iniciou seus estudos na Universidade de Paris, onde aprendeu latim, filosofia e dialética, chegando a distinguir-se como humanista. Encaminhado para a teologia por seu pai, Calvino foi enviado para uma capela da Catedral de Noyon, depois para a paróquia de Marteville.

Com a mudança dos planos paternos, Calvino direcionou-se para o direito. Entre 1528 e 1533, freqüentou as universidades de Orleans e de Bourges. Em 1532, publicou sua primeira obra, "Dois livros sobre a Clemência ao Imperador Nero", em que comentou o pensamento de Sêneca sobre a clemência. Aos poucos, foi-se aproximando das questões morais e religiosas e do pensamento de Lutero, o reformador da Igreja católica na Alemanha.

Em 1533, sua distância em relação ao catolicismo tornou-se pública, com a redação de um discurso contendo matéria religiosa considerada herética. Dois anos depois, concluiu sua obra mais famosa, a "Instituição da Religião Cristã", que lhe rendeu grande prestígio.

Três anos mais tarde, convidado a ensinar teologia, Calvino passou a viver em Genebra, unindo-se ao reformador Guillaume Farel. Uma tentativa malsucedida de implantar os costumes reformados acabou causando celeuma e levando Calvino ao exílio, em 1538.

Mudou-se para Estrasburgo, onde, em agosto de 1540, casou-se com a viúva Idelette de Bure, com quem viveria por nove anos. Com a morte da esposa, Calvino seguiu cuidando dos filhos dela.

Em 1541 retornou a Genebra, onde criou um modelo institucional para a igreja reformada. Publicou as suas "Ordenanças Eclesiásticas" naquele ano. A partir de então, ocupou-se do aprimoramento e da difusão da nova doutrina, expandindo-a para outros centros europeus.

Em seus últimos anos, estava com a saúde debilitada. João Calvino morreu no dia 27 de maio de 1564, após um acesso de hemoptise.


Leonardo da vinci

Artista e inventor

1452 - Florença (Itália)


1519 - Cloux, Amboise (França)
Leonardo da Vinci nasceu no pequeno vilarejo de Vinci, nas proximidades de Florença, em 1452. Autor da Mona Lisa, um dos quadros mais famosos da história, Leonardo era filho ilegítimo de um tabelião. Ele não teve educação formal e sabia pouco ou nenhum latim, condição que o enchia de um certo ressentimento em relação aos colegas mais ilustrados.

Adulto, foi uma personalidade polêmica no seu modo de vestir e no comportamento chegou a ser denunciado por prática de sodomia, mas não foi condenado. Supõe-se que ele tenha sido homossexual, mas sua intimidade permanece misteriosa.

Adolescente, foi aprendiz no ateliê de Verrocchio. Conta-se que certa vez, o mestre estava pintando um quadro sobre o batismo de Jesus Cristo e encarregou o jovem Leonardo de completar a composição com a figura de um anjo. Seu aluno fez um anjo tão perfeito que Verrocchio desistiu de pintar.

Conta-se também que Leonardo tocava, para distrair seu modelo, música composta por ele em instrumentos inventados por ele, como um órgão a água e uma lira de , O certo é que a Monalisa del Giocondo se tornou o quadro mais célebre da pintura ocidental. Hoje está no Louvre, como principal atração turística, numa sala em que um Rafael e um Correggio passam despercebidos.

Em 1503, Francesco del Giocondo, um rico florentino, encomendou a Leonardo - e pagou-lhe muito bem por isso - um retrato de sua mulher, Monalisa. Quatro anos depois o quadro não está pronto. Aqui começa o grande debate: quem é a dama do quadro? A mulher de Giocondo? É este o retrato de uma jovem de 26 anos? Ou é o retrato de Constança d'Avalos, Duquesa de Francavilla, "inclusive com o véu negro de viúva?" Há quem afirme - e a sério - que o encantador sorriso é de um jovem, travestido.

O grande mote do trabalho de Leonardo, quer como artista, quer como inventor e cientista, foi a observação criteriosa da natureza. Seus cadernos são um imenso laboratório de pensamento. Nas notas, estudos e rascunhos dedicados à hidráulica, ao vôo dos pássaros, ao movimento dos gatos, encontra-se um acurado explorador da natureza.

Sua inteligência mecânica ainda hoje impressiona todos os que examinam seus desenhos de engrenagens. A comparação de imagens obtidas nos modernos aparelhos de tomografia computadorizada com seus desenhos sobre anatomia oferece uma espécie de revelação: Leonardo acertou com exatidão espantosa, por exemplo, detalhes sobre a posição do feto no interior do útero.

Embora tivesse uma assombrosa habilidade matemática, diz-se que Leonardo não criou algo que se pudesse chamar de "teorema de Leonardo". Ou seja, apesar de ter desvendado princípios que até então eram desconhecidos, ele não os traduziu em linguagem matemática. É verdade. Essa viria a ser mais tarde uma obsessão dos estudiosos.



Maquiavel (Niccolo Machiavelli)
Escritor, historiador, estadista e filósofo italiano
3/5/1469, Florença, Itália
21/6/1527, Florença, Itália

O pensamento de Maquiavel tem uma importância ímpar nos estudos políticos pelo fato de ele estabelecer uma nítida separação entre a política e a moral, bem como por deixar de lado a antiga concepção de política herdada da Grécia antiga, que visava compreender a política como ela deve ser. Maquiavel preferia estudar os fatos como eles são na realidade.

Nesse sentido, sua obra teórica constitui uma reviravolta da perspectiva clássica da filosofia política grega, pois o filósofo partiu "das condições nas quais se vive e não das condições segundo as quais se deve viver". Sua teoria desmascarou as pretensões morais e religiosas em matéria de política. Mas ele - ao contrário do que equivocadamente se difunde - não pretendia criar um manual da tirania perfeita.

Maquiavel procurava promover uma ordem política inteiramente nova, em que os mais hábeis utilizassem a religião para governar, isto é, para arrancar o homem à sua maldade natural e torná-lo bom.

Originário de uma família decadente, mas antiga, teve educação formal e contato com os clássicos ainda na adolescência. Começou uma carreira no governo da República de Florença com a queda de Girolamo Savonarolla. Exerceu cargos governamentais e desenvolveu missões diplomáticas na França, na Santa Sé e na Alemanha. Sua atividade política e diplomática foi, certamente, a base de seu pensamento.

Casou com Marietta di Luigi Corsini, com quem teve quatro filhos e duas filhas. O fim da república, com a volta ao poder da família Médici, levou-o a um exílio de oito anos, durante os quais escreveu a maior parte de sua obra, da qual se destaca "O 'Príncipe", de 1513 (embora só publicado em 1532).

Conseguiu retornar à Florença e entender-se com Lourenço de Médici, ao qual dedicou "O Príncipe", e se tornou, em 1520, historiador oficial da cidade-Estado. Ao mesmo tempo desenvolveu obras literárias e teatrais que pouco tinham a ver com seu pensamento filosófico político, embora revelem sua inteligência brilhante e seu refinamento estilístico, como na peça "A Madrágora" e no divertidíssimo conto "Belfegor" - que faz uma crítica ao consumismo da época, muito atual ainda nos dias de hoje.

Nesse sentido, pode-se compreender Maquiavel como um intelectual renascentista, cujo conhecimento pretendia abarcar os mais diversos aspectos da realidade, inclusive a arte - seja te



Martinho Lutero

Teólogo e reformador religioso alemão

1484-1546, Eisleben, Saxônia

Martinho Lutero iniciou a Reforma Protestante. Personagem fundamental da história moderna européia, sua influência alcançou não somente a religião, mas a política, a economia, a educação, a filosofia, a linguagem, a música e outras áreas culturais. No verão de 1512, Lutero doutorou-se em Teologia na Universidade de Wittenberg e assumiu a cátedra de Teologia Bíblica, que conservou até a morte. Foi atuante pregador, professor e administrador. Ao estudar o Novo Testamento para a preparação de suas aulas, convenceu-se de que os cristãos são salvos não pelos próprios esforços e méritos, mas pelo dom da graça de Deus, aceita pela fé.
Em 1517, expôs, na porta da Igreja de Todos os Santos de Wittenberg, suas 95 teses, escritas em latim, contra a venda de indulgências. Lutero defendeu suas opiniões, energicamente, nos debates universitários públicos em Wittenberg e outras cidades. Em 1520, essa posição acabou por levá-lo a inquérito, aberto pela Igreja romana, resultando na condenação a seus ensinamentos e em sua excomunhão pelo papa Leão X.
Na Dieta de Worms, pediram-lhe que se retratasse ante as autoridades seculares e eclesiásticas, mas ele se negou a fazê-lo. O duque Federico da Saxônia, o Sábio, manteve-o em seu castelo de Wartburg, onde Lutero iniciou a tradução do Novo Testamento do original grego para o alemão, o que propiciou importante contribuição para o desenvolvimento da língua alemã.
Em 1525, casou-se com a monja Catalina de Bora, vinte anos mais jovem do que ele, exercendo na prática sua tese de abolição do celibato.
Em 1529, publicou seu Pequeno Catecismo, onde explica, em linguagem simples, a teologia da Reforma Evangélica. Proibido de assistir à Dieta de Augsburg por ter sido excomungado, Lutero delegou a defesa dos reformadores, formulada na Confissão de Augsburg (1530), a seu colega e amigo, o humanista Felipe Melanchthon. Sua influência estendeu-se a norte e a leste da Europa e seu prestígio contribuiu para que Wittenberg se tornasse um centro intelectual.

Michelangelo
Pintor, escultor, poeta e arquiteto renacentista italiano
06/03/1475, Caprese, Itália
18/02/1564, Roma, Itália
Michelangelo era filho de Ludovico di Lionardo Buonarroti Simoni e Francesca di Neri di Miniato del Sera. Aos seis anos, ficou órfão de mãe e foi entregue aos cuidados de uma ama-de-leite, cujo marido era cortador mármore, o que despertou nele a vocação de escultor. Entretanto, seu pai, de uma família da aristocracia florentina, nunca aceitou a inclinação do filho pelas artes, chegando a espancá-lo ao encontrar desenhos em seus cadernos.

Mesmo assim, persistente, aos 13 anos, Michelangelo ingressou na oficina do pintor Domenico Ghirlandaio, onde permaneceu por um ano. Depois foi para a escola de escultura do rico banqueiro e mecenas, Lorenzo de Medici. Sua primeira obra produzida na escola foi "O Combate dos Centauros", um baixo-relevo de tema mitológico.

Após a morte de Lorenzo, em 1492, Michelangelo deixou a cidade e fixou-se em Bolonha onde permaneceu por quatro anos. Esculpiu o "Cupido adormecido" e, em 1496, a convite do cardeal San Giorgio, que havia adquirido a obra, foi morar em Roma. Sob a influência da cultura greco-romana fez duas obras de motivos pagãos, "Baco Bêbado" e "Adônis Morrendo", na mesma época em que fez a cristã e comovente "Pietà".

O artista retornou a Florença em 1501, demonstrando maturidade em seus trabalhos A escultura de Davi, e a pintura "A Sagrada Família". A genialidade de Michelangelo encantou o papa Júlio 2o que chamou o artista em 1503 para construir o túmulo papal. O trabalho só foi finalizado em 1545, anos depois da morte de Júlio 2o (falecido em 1513) e da sucessão de outros papas. Do projeto inicial restou apenas o Moisés, o centro do monumento.

Foi também o papa Júlio 2o quem encomendou a Michelangelo a decoração da Capela Sistina. O projeto começou em 1508 e foi concluído em 1512. A pintura retratava todo o Antigo Testamento em imagens dramáticas e tornou-se uma das principais obras de arte do mundo ocidental.

Michelangelo recebeu outros trabalhos dos papas que sucederam Júlio 2o para reestruturar fachadas de capelas e decorá-las. Também merece destaque sua incursão na poesia. Ele produziu sonetos de grande vivacidade sobre os temas religiosos. Michelangelo morreu aos 89 anos.


Pedro Álvares Cabral
Navegador português
1947, 1948(?), Belmonte, Portugal
1520 (?), Santarém, Portugal

"E assim seguimos nosso caminho, por este mar, de longo, até que, terça-feira, que foram 21 dias de abril, topamos alguns sinais de terra, os quais eram muita quantidade de ervas compridas (...). E quarta-feira seguinte, pela manhã topamos aves (...). Neste dia, a horas de véspera, houvemos vista de terra! Primeiramente dum grande monte, mui alto e redondo; e doutras serras mais baixas ao sul dele; e de terra chã, com grandes arvoredos: ao monte alto o capitão pôs nome - o Monte Pascoal e à terra - a Terra da Vera Cruz."

Este é um trecho da célebre carta que o escrivão Pero Vaz de Caminha enviou ao rei D. Manuel, narrando o descobrimento do Brasil, em 22 de abril de 1500, e a permanência dos marinheiros portugueses aqui até o início de maio. O capitão citado no relato é Pedro Álvares Cabral.

Do período anterior a essa viagem, pouco se sabe da vida de Cabral, mas ele descendia de linhagem nobre, filho de Fernão Cabral e de D. Isabel de Gouveia. Aos 11 anos, foi para a corte de Afonso V, onde estudou humanidades e aprendeu a utilizar armas. Aos 16 anos, foi nomeado fidalgo da corte de D. João II. Casou-se com D. Isabel de Castro, sobrinha de Afonso de Albuquerque.

Graças a seus vastos conhecimentos de navegação e também por suas habilidades diplomáticas, Cabral foi nomeado pelo rei D. Manuel para comandar uma esquadra de 13 navios em expedição às Índias. Seria a segunda expedição às terras do Oriente, pois Vasco da Gama já havia realizado uma primeira viagem bem-sucedida, com a duração de dois anos, estabelecendo uma conexão marítima de comércio com a região.

A esquadra de Pedro Álvares Cabral partiu de Lisboa no dia 8 de março de 1500, com grande pompa. Era composta de 1.500 homens, entre eles navegadores experientes como Bartolomeu Dias e Nicolau Coelho, além de cientistas, padres, soldados e comerciantes.

No dia 14 de março, a expedição chegou às Ilhas Canárias e no dia 22 alcançou Cabo Verde, perto de onde uma das naus desapareceu para sempre. A mudança de rota rumo ao Brasil deveu-se oficialmente às condições de navegação, não havendo documentação que prove que fosse intencional, embora os portugueses já soubessem da existência de terras a oeste.

A esquadra de Cabral atingiu a costa brasileira dia 22 de abril. Os primeiros acontecimentos em terra firme foram descritos com vivacidade e riqueza de detalhes na Carta de Caminha: a visão da terra, os primeiros contatos com os índios, as tentativas de catequese, a primeira missa.

Deixando em terras brasileiras dois degredados, a esquadra de Cabral partiu no dia 2 de maio de 1500. Um dos navios voltou para Portugal levando notícias e amostras da vegetação local e de objetos aqui encontrados. As demais naus seguiram para o Oriente. Próximo ao Cabo da Boa Esperança, a esquadra foi atingida por violentas tempestades, perdendo ao todo mais quatro naus.

No dia 15 de setembro, a frota comandada por Cabral atingiu Calecute, na Índia, onde foi recebida com hostilidade. Cabral comandou intensa batalha contra os hindus, que durou três dias, incluindo navios confiscados e bombardeios. Rumou em seguida para as cidades de Cochin e Cananor, onde carregou as naus com especiarias e pimenta. Chegou de volta a Lisboa no dia 21 de julho de 1501, com apenas seis das 13 embarcações que haviam partido.

No ano seguinte, Pedro Álvares Cabral foi nomeado pelo Rei para chefiar uma nova expedição. Preparou a viagem durante oito meses, mas, devido a desavenças com o rei D. Manuel, foi substituído na última hora por Vasco da Gama.

Os atritos entre D. Manuel e o navegador fizeram com que sua carreira marítima se encerrasse definitivamente, apesar de alguns esforços de reaproximação. Em 1514, o governador da Índia, Afonso de Albuquerque, escreveu uma carta a El-Rei lamentando o afastamento de Cabral.

Apesar de não voltar à navegação, Cabral obteve reconhecimento. Recebeu um aumento em sua pensão, em 1515, e em 1518 tornou-se cavaleiro do Conselho Régio. Passou seus últimos anos em sua pequena propriedade, perto de Santarém, onde faleceu.

Referência


http://educacao.uol.com.br/biografias/



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