Crescimento com endividamento externo



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ECO 448 – Economia Brasileira Os Anos 80: A década perdida

OS ANOS 1980: A DÉCADA PERDIDA



  • INDUSTRIALIZAÇÃO DA ECONOMIA BRASILEIRA (PSI) – a partir dos anos 1930.




  • O PAPEL DO ESTADO NA ECONOMIA: ESTADO-EMPRESÁRIO.




  • CRESCIMENTO e ENDIVIDAMENTO.

Os anos 1980: Tempos da Hiperinflação




  • A década de 80 foi marcada:

    • pela estagnação do nível de atividade;

    • por profundos desequilíbrios macroeconômicos;

pela hiperinflação

  • No período 1980-1993  a taxa de crescimento média da economia brasileira foi muito baixa  2,1% a.a.




  • Estagnação do PIB per capita entre 1980-1983.




  • O crescimento do produto foi muito irregular:




    • A indústria – principal locomotiva do crescimento econômico desde o governo JK - foi particularmente atingida e sua participação no PIB diminuiu de 33,7% em 1980 para 29,1% em 1993.




    • Taxa de inflação média no período 1980-1983  438% a.a.

      • Os mecanismos criados para tornar a inflação suportável acabaram facilitando a sua aceleração.




  • Planos heterodoxos de combate à inflação:

      • O fracasso dos planos heterodoxos de combate à inflação em curto período de tempo – cinco planos em cinco anos – contribuiu para aumentar a instabilidade da economia

      • aceleração da inflação.




  • Atraso Tecnológico:




    • O Brasil – especialmente o setor industrial - não acompanhou as expressivas transformações de natureza tecnologia e organizacional ocorrida no âmbito internacional.




  • Crise cambial – a partir do segundo choque do petróleo e da moratória mexicana:

    • A geração de megassuperávits na balança comercial do Brasil possibilitou ao país enfrenta-la durante a década de 80.

    • 1980-1982  elevados déficits em conta corrente

    • 1984  pequeno superávit  saldo da balança comercial  + US$13,1 bi.

Os anos 1980: Tempos da Hiperinflação


  • Contas do setor público - também sofreram deterioração devido à queda das receitas em função:




    • do baixo crescimento econômico

    • de uma política expansionista de incentivos e subsídios fiscais.

Constituição de 1988 – agravou o problema do desequilíbrio das contas públicas  transferiu parte das receitas fiscais da esfera federal para estados e municípios sem a contrapartida de, na mesma medida, distribuir os gastos.


 Em média, ao longo da década de 80, o déficit operacional foi de 5% do PIB


  • Esgotamento do processo de substituição de importações:




    • O Estado era a força motriz do processo  implantação de um diversificado parque industrial nacional.

      • Investidor direto  siderurgia – infra-estrutura.

      • Déficits públicos crescentes.

      • Dificuldade do Estado em garantir a estabilidade

      • Dificuldade do Estado para a provisão de serviços sociais básicos – educação, saúde e segurança.


SITUAÇÃO BRASILEIRA NO FINAL DA DÉCADA DE 70 E NO INÍCIO DA DÉCADA DE 80:


  1. Profundas transformações no cenário internacional




    1. 1979 – segundo choque do petróleo;

    2. Elevação da taxa de juros internacional;

    3. Endividamento externo brasileiro crescente;

    4. 1979 – início da crise cambial.

  1. Em nível interno – deterioração da situação fiscal do Estado




    1. Redução na carga tributária bruta;

    2. Aumento no volume das transferências (destaque para os juros da dívida interna);

    3. Empresas estatais – focos de déficits;

    4. Orçamento monetário – apresentavas profundos déficits – decorrentes de operações creditícias do governo.



SITUAÇÃO BRASILEIRA NO FINAL DA DÉCADA DE 70 E NO INÍCIO DA DÉCADA DE 80:


  1. Outros fatores que influenciavam a economia brasileira:




    1. Desequilíbrio externo;

    2. Choques de oferta (PETRÓLEO E AGRICULTURA);

    3. Déficits públicos;

    4. mecanismos de indexação da economia refletiam na propagação das pressões inflacionárias.

  1. Mudança de governo: passagem de Geisel para Figueiredo




    1. Aprofunda a abertura política – anistia aos exilados, maior liberdade sindical, reforma partidária, etc.



  • GOVERNO FIGUEIREDO – MINISTRO MÁRIO HENRIQUE SIMONSEN




  • Diagnóstico para o desequilíbrio externo e a aceleração inflacionária

EXCESSO DE DEMANDA INTERNA




  • O excesso de demanda era materializado pelo déficit público  adoção de uma política econômica focada no controle da demanda agregada.

  • “choque ortodoxo”

  • Agosto de 1979 – assume a Seplan - Delfim Netto –

  • Combate à inflação com desenvolvimento econômico

  • Medidas:

  1. Controle sobre a taxa de juros;

  2. Expansão do crédito para a agricultura;

  3. Criação da Secretaria Especial das Empresas Estatais (SEST) – para:

  • Controlar as empresas estatais;

  • A aceleração dos reajustes das tarifas (reedição da inflação corretiva do PAEG)

Combate à inflação com desenvolvimento econômico


  1. Medidas visando controlar o comércio externo através da política fiscal e tributária:




      1. De alguns incentivos fiscais às exportações;

      2. Do depósito prévio sobre as importações;

      3. Revogação da Lei do Similar Nacional.




  1. Estímulo à captação de recursos externos:




      1. Redução do custo do dinheiro externo via diminuição dos impostos sobre a remessa de juros.




  1. Maxidesvalorização de 30% do cruzeiro em dezembro de 1979.




  1. Prefixação da correção monetária e cambial em 50% e 45% respectivamente

combater a inflação com um golpe psicológico




  1. aprovação da nova lei salarial (Lei no 6.708)

instituía a semestralidade dos reajustes salariais e diferenciados por faixas de salários.


RESULTADOS DAS MEDIDAS


  1. Aceleração inflacionária  100% a.a. – devido:




    1. Aumento dos preços públicos;

    2. Semestralidade da correção salarial;

    3. Maxidesvalorização cambial   custo das importações




  1. Deterioração das contas externas  ampliando a dívida externa e diminuindo as reservas:

    1. aliadas ao recrudescimento da maior crise econômica internacional no pós-guerra devido ao segundo choque do petróleo e da elevação das taxas de juros internacionais

      1. em função do  das taxas de juros nos EUA.




  1. Acentuação do processo especulativo:




    1. Devido à maxidesvalorização cambial  rompeu regra - minidesvalorizações;

    2. Perda provocada nos ativos financeiros devido à prefixação  fuga desses ativos  recursos redirecionados para especulação com estoques.

Combate à inflação com desenvolvimento econômico

A POLÍTICA ECONÔMICA ADOTADA

  • Piora da situação cambial


1980 – reverter a política econômica e adotar uma política ortodoxa o AJUSTAMENTO VOLUNTÁRIO


  • DIAGNÓSTICO EXCESSO DE DEMANDA INTERNA




  •  das dificuldades para obter renovação dos empréstimos externos  adoção de uma política interna que se conduzisse pela redução da necessidade de divisas através do controle da absorção interna.




    • O sucesso dessa política  dependia do “tamanho” da recessão resultante e da reorientação da produção para exportação.




  • QUESTÃO PARA ANÁLISE: Estaria correto o diagnóstico da inflação?




    • Havia um excesso de demanda?




    • Os problemas enfrentados pela economia brasileira não seriam decorrentes do modelo de crescimento econômico (crescimento com endividamento) adotado?

 Ponto central da mudança de cenário  alteração na política econômica dos EUA.


 a partir de 1979 – FED – adoção de uma política monetária restritiva – reduziu o crédito e dificultou o financiamento do Tesouro americano  forçar o ajustamento.
 Governo Reagan  1980 – preocupação com a redução de custos para as empresas e com o incentivo ao investimento para recuperação da competitividade – supply side economics – o objetivo é de adequação das condições de oferta.
 EUA – tornam-se o grande absorvedor da liquidez mundial.

CENÁRIO INTERNACIONAL:

  • Taxas de juros mais elevadas e maior dificuldade de obter recursos

  • Muitos países em desenvolvimento tiveram dificuldades com a dívida externa

insolvência polonesa e a argentina

moratória mexicana



Setembro Negro

rompimento do fluxo de recursos voluntários para os países em desenvolvimento.




EFEITOS NO BRASIL


  • Final de 1982 – recorre-se ao FMI – órgão que visava garantir o pagamento da dívida externa




  • POLÍTICA ADOTADA:

1. Contenção da demanda agregada:



        1. Redução do déficit público -  gastos públicos - investimentos;

        2. Aumento na taxa de juros interna e restrição do crédito;

        3. Redução do salário real – subindexação dos salários

        4. Redução do desemprego.




      1. Tornar a estrutura de preços relativos favorável ao setor externo:

        1. Intensa desvalorização real do cruzeiro   relação câmbio/salário;

        2. Elevação dos preços dos derivados do petróleo;

        3. Estímulo à competitividade da indústria brasileira  contenção de preços públicos e adoção de subsídios e estímulos à exportação.


RESULTADO DA POLÍTICA DE AJUSTAMENTO:

a) PROFUNDA RECESSÃO EM 1981 e 1983 e

BAIXO CRESCIMENTO EM 1982;

b) ACELERAÇÃO DA INFLAÇÃO estabilizada em 100% em 1981/82 – acelerou-se devido a alguns choques de oferta e a situação financeira do Estado.

c) BEM SUCEDIDA COMÉRCIO EXTERIOR – Superávit da balança comercial.
RESULTADO DA POLÍTICA DE AJUSTAMENTO:


  • Parte do sucesso do ajustamento deve-se a própria recessão  grande queda nas importações e estímulos ao aumento das exportações.




    • Pode ser explicado pelo sucesso do IIPND que permitiu amplo processo de substituição de importações



 as obrigações da dívida externa não estavam igualmente distribuídas entre os setores da economia.


 80% da dívida era do setor público

 maior parte do superávit era do setor privado.




  • Para o governo adquirir divisas, poderia:




  1. Gerar um superávit fiscal compatível com a transferência externa




    1. não era viável pois a situação fiscal do setor público já vinha se agravando desde o II PND.




  1. Emitir moeda




    1. incompatível com a política de controle da absorção interna, manutenção das taxas de juros elevadas e tentativa de controle inflacionário.




  1. Endividar-se internamente.




    1. opção que se dava em condições cada vez mais precárias: maiores juros e menores prazos.




  • Conjuntura política do país processo de abertura política




      • Idéias favoráveis à moratória da dívida externa

      • Mudança de governo 1984

      • Movimento das “Diretas Já”



Término do Regime Militar e início da Nova República.




  • Correntes Teóricas: Mário Henrique Simonsen X Delfim Netto



Corrente Heterodoxa ou Desenvolvimentista


  • Crescimento econômico a qualquer custo.



Corrente Ortodoxa ou Pragmática


  • Preocupada com o equilíbrio dos chamados fundamentos macroeconômicos.






  • Agosto de 1979 - outubro de 1980  política econômica de orientação heterodoxa.




  • Retomada desenvolvimentista  Manutenção dos investimentos:




    • nos setores de energia;

    • nos setores de substituição de importações de insumos básicos;

    • nas atividades voltadas para exportação  ênfase para agricultura.

Qual a política econômica mais adequada?




  • A política econômica mais adequada teria sido uma tentativa de recessão administrada – coerente com o II PND.




  • 1980  grandes dificuldades para financiar o déficit em transações correntes – US$ 12,8 bilhões   no nível das reservas de US$ 3 bilhões.




  • Política macroeconômica  alterada – voltada para o controle da absorção interna  visando reduzir as necessidades de divisas estrangeiras.




  • Efeito da adoção dessa política  recessão   no PIB.




  • Final de 1982  o Brasil recorre ao FMI




  • Preocupação central do Fundo  equilíbrio do balanço de pagamentos.




  • Metas (1983)

 déficit em transações correntes US$ 6,9 bilhões;

 inflação de 78% a.a.;

 aumentar exportações – desvalorização do cruzeiro a uma taxa mensal superior à inflação.


Medida do Déficit Público


  • Primário: considera-se apenas a diferença entre as receitas e despesas, excluindo-se os custos da dívida pública.




  • Operacional: obtido pela adição do resultado primário aos juros das dívidas interna e externa.




  • Nominal (Necessidades de Financiamento do Setor Público): obtido, adicionando-se, ao operacional, as despesas com a correção monetária e cambial do estoque da dívida.







  • Final de 1980 e 1981 política econômica ortodoxa:




  1. controle das despesas públicas e dos gastos das empresas estatais;




  1. aumento da arrecadação do Imposto de Renda (IR) e do Imposto sobre Operações Financeiras (IOF) e nas operações de câmbio para importação;




  1. contração na liquidez real e do crédito  exceção para a agricultura – o volume de crédito foi expandido.




  • Resultados  1981 - superávit de US$1,2 bilhão na Balança Comercial

  • Queda do PIB em 1981 3,1%




  • Cenário Internacional e os efeitos sobre a economia brasileira:




  •  das taxas de juros internacionais   em US$ 3 bilhões nas despesas com juros da dívida externa.

  • Moratória do México em 1982  maiores pressões sobre o balanço de pagamentos.

 aumentaram as dificuldades para financiamento do déficit e as reservas líquidas do Brasil se tornaram negativas em mais de US$ 2 bilhões.




  • 1983  prosseguiu a política de contração da demanda

  • A maxidesvalorização cambial de 30% (fevereiro de 1983) e o choque agrícola 

aceleração da inflação.


  • Recessão 1981/1983  perda de 11% na renda per capita.

      • Críticos do PSI  atribuíam as dificuldades enfrentadas pela indústria eram decorrentes da sua baixa competitividade.




  • Retomada do crescimento em 1984  devido ao aumento das exportações e importações muito limitadas.

resultados atribuídos em função da entrada em operação de diversos projetos implantados com o II PND permitiram o aprofundamento do PSI.

A RETOMADA DO CRESCIMENTO EM 1984


  • Cenário internacional:




  • Recuperação da economia dos EUA  importante para a economia brasileira – apoiada no aumento das exportações e no aumento da renda agrícola.

 alta nos preços dos produtos primários

 o  da renda agrícola  compras de insumos e máquinas.
 PIB cresceu 5,7%.

 Produção agrícola cresceu 7,9% - com grande aumento da produção de alimentos para o mercado interno.




  • Apesar dos esforços a taxa de inflação apresentava uma relativa estabilidade, que era reflexo da indexação da economia.







  • Choque de oferta

  • Choque cambial

  • Tentativa de mudança na estrutura de apropriação da renda

I

N

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L

A

Ç

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 crescia a aceitação de um choque heterodoxo.


A CRISE DA DÍVIDA EXTERNA NOS ANOS 1980


  • !960  FINAL DA DÉCADA – grande liquidez internacional  aumento do endividamento externo do país.




  • 1969  a dívida ultrapassou US$ 4 bilhões

 durante toda a década  manteve-se em pouco mais de US$ 3 bilhões.


 a estrutura da dívida alterou-se profundamente: maior parcela corresponde à dívida pública

 a participação da dívida pública sobre a total cresceu de 26,9% para 64,1%.



A CRISE DA DÍVIDA EXTERNA NOS ANOS 1980
CRESCIMENTO DA DÍVIDA x CRESCIMENTO DO PIB – “MILAGRE ECONÔMICO”


  • Financiamento do Milagre Econômico  maior parte por recursos internos




  • 1968-1973  crescimento das reservas  correspondeu a 2/3 do aumento do endividamento de médio e longo prazos.




  • Dívida externa líquida ( = dívida bruta – reservas internacionais)

 passou de US$ 3,1 bilhões em 1968 para US$ 6,2 bilhões em 1973  crescimento médio de 12,2% a.a.




  • O  do endividamento não foi usado para financiar os déficits em transações correntes  cobertos por investimentos diretos e empréstimos externos.




  • Entre 1970 e 1973  os recursos externos representaram 5,3% do financiamento da formação bruta de capital.




  • Manutenção de um nível elevado das reservas  em 1973 a relação reservas líquidas / importações atingia quase 100%  tem um custo elevado.




  • Período 1974-1977 a dívida cresceu aceleradamente, devido:




      1. financiamento via endividamento dos altos déficits em transações correntes devido aos choques externos.

      2. Decisão de implantar o II PND  financiando os déficits da balança comercial e da balança de serviços com recursos externos.

        1. Participação estatal no endividamento   de 51,7% (1973) para 63,3% (1978).

        2. Empréstimos com taxas de juros variáveis.

 aumento da dívida bruta




        1. A elevação das taxas de juros.

 tornou o endividamento externo auto-alimentado.




  • Em 1977/1978  pagamento de juros = 50% do déficit em conta corrente.




  • A partir de 1979  piora a situação das contas externas devido:

    • Choque do petróleo e choque dos juros externos

      • Perdas nas relações de troca, aumento do protecionismo e retração dos fluxos comerciais   nas exportações brasileiras.


A CRISE FISCAL DO ESTADO


  • Deterioração das contas externas e das contas internas.


Dívida Externa

  • Maior parcela  setor estatal.

  • Pagamentos de juros  aumentaram de US$2,7 bilhões em 1978 para US$11,4 bilhões em 1982

  • Fatores que contribuem para a elevação:

  • Aumento das taxas de juros internacionais

  • Rápido crescimento da dívida líquida

  • Spreads mais altos (depois de 1980).




Dívida Interna

  • Poupança Interna  declina à medida em que  a dívida externa.

  • Torna-se negativa em 1985.

  • Equivalente a 2% do PIB em 1988.

  • Dívida pública indexada (títulos  assumem o caráter de quase-moeda)  ortodoxia.

  • Dívida interna associada à dívida externa  keynesianos e estruturalistas.



  • VISÃO da CORRENTE ORTODOXA

  • Problemas advindos de:

  1. Excessiva estatização da economia brasileira.

  2. Pesados encargos com pessoal e previdência.

  3. Excesso das despesas correntes.




  • decorrentes do descontrole fiscal  grande déficit do setor público  financiado via  do endividamento interno.




  • VISÃO da CORRENTE KEYNESIANA e ESTRUTURALISTA

  • Problemas advindos de:

    1. Papel fundamental desempenhado pelo estado durante o PSI.

    2. Deterioração qualitativa dessa ação do Estado à medida em que se elevavam os pagamentos de juros das dívidas interna e externa.

Inflação




  • Conceito: processo de crescimento contínuo dos preços ou uma queda contínua no valor da moeda.


TEORIAS DA INFLAÇÃO

Teoria Monetarista da Inflação

Teoria da inflação keynesiana

Teoria da Inflação Estrutural

Teoria da Inflação Administrada ou Inflação de Custos

Teoria Monetarista da Inflação


  • Considera a moeda como principal determinante das variações no nível geral de preços e no valor da unidade monetária.




  • Equação de Troca:

MV = Yp


      • M = quantidade de moeda;

      • V = velocidade-renda da moeda;

      • Y = renda real;

      • p = índice de preços ou de inflação.




    • A Teoria Quantitativa Moderna é essencialmente uma teoria de demanda por moeda, que depende da renda real permanente, da taxa de juros, da taxa esperada de inflação e da riqueza sob a forma de capital não-humano em relação ao capital humano.




    • A idéia de que a inflação é essencialmente um fenômeno monetário, ou seja, causada pelas expansões de oferta monetária, é a questão central do monetarismo.




    • Milton Friedman  a moeda não é a única causa da inflação, mas é, sem dúvida, a mais importante causa da inflação.




    • Deve ser combatida  adotando-se políticas monetárias contracionistas que diminuam a demanda agregada.




      • o sacrifício da recessão é temporário  é o preço que se paga para sanar definitivamente a economia.


Teoria da inflação keynesiana


  • Inflação keynesiana ou de auge econômico é aquela que ocorre quando, na fase mais alta da prosperidade, atingindo o pleno emprego e plena capacidade, a demanda agregada continua maior que a oferta, pressionando os preços para cima.




  • Se confunde com a inflação monetária  em certos casos.




  • Os déficits públicos obrigam o Governo a emitir e ao mesmo tempo levam a economia para uma situação de pressão de demanda, que leva ao aumento dos salários reais acima da produtividade e ao aumento das margens de lucro.


Teoria da Inflação Estrutural


  • Inflação estrutural - a visão estruturalista da inflação surge na década de 1950 a partir dos trabalhos da CEPAL ocorre quando, em determinados setores, a demanda cresce mais rapidamente que a oferta ou então a oferta diminui por algum acidente, os preços, em conseqüência, sobem naquele setor e dadas as imperfeições do mercado, mantêm-se altos por tempo suficiente para que os demais agentes econômicos também aumentem seus preços.

  • O efeito de propagação do aumento de preços ocorre devido à demora na correção do desequilíbrio.

  • Se o mercado funcionasse bem, logo o problema seria resolvido, com importações, por exemplo  o preço voltaria ao seu normal, em torno do valor da mercadoria.


Teoria da Inflação Administrada ou Inflação de Custos


  • Inflação Administrada ou Inflação de Custos é aquela que decorre da capacidade que têm as empresas monopolistas ou oligopolistas (e também os sindicatos, nos países centrais) de aumentarem suas margens e, portanto, seus preços, mesmo que a demanda não seja maior que a oferta.

  • Quando uma empresa aumenta autonomamente os seus preços, o resultado é a propagação desse aumento de preços para os demais setores, como uma medida de defesa.


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