Cooperativismo é novamente tema central do Globo Repórter



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Encontro15.07.2018
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Cooperativismo é novamente tema central do Globo Repórter

Pela segunda vez, em menos em menos de um ano, o cooperativismo é tema central do Globo Repórter, programa da Rede Globo que tem mais de três décadas de sucesso e cerca de 30 milhões de telespectadores.

Desta vez, o programa jornalístico intitulado “Nova alternativa para desempregados” exibido dia 08 de junho de 2007, dedicou ao tema, não somente um bloco, mas todo o programa. O Globo Repórter apresentou o Cooperativismo como uma grande alternativa para vencer o desemprego, ganhar a vida sem patrão, sem ser empregado e dentro da lei.

O primeiro bloco “um por todos e todos por um” mostrou o trabalho das abelhas, que é semelhante ao trabalho do homem em cooperativas. Tem que haver dedicação e cooperação, se fosse só uma abelha, não haveria bons resultados. “Em cada colméia são quase 80 mil abelhas. Na hora de fazer o mel, todas trabalham juntas. E na hora de defender o grupo, também. Esse é um dos exemplos da natureza mais próximos do trabalho em cooperativas. E tanto na colméia , quanto na cooperativa, é um por todos e todos por um”.

O programa mostrou que formar uma cooperativa é uma ótima opção para quem não encontra emprego, como o caso de 20 mulheres que descobriram como ganhar dinheiro sem patrão. Na Cooperativa de Catadores Santa Maria, no Rio Grande do Sul, Margarete Vidal da Silva desmonta motores, as amigas separam plásticos e fazem as contas. E a cooperativa fatura. Em dia de pagamento, a contabilidade é bem mais transparente entre amigas.

Da amizade dessa turma, vem outro princípio das cooperativas: onde todos são donos, todos decidem o destino do negócio. “Se essa relação ajuda, eu não sei. Mas estamos sobrevivendo há 15 anos”, diz Margarete ao repórter.

No mês passado, cada uma ganhou R$ 500,00. Às vezes é mais. Às vezes é menos. As catadoras são especialistas em selecionar o que é bom. Chegaram ao barracão sem saber ler os papéis que encontravam no lixo e, atualmente, fazem curso de alfabetização. Margarete foi além e chegou à faculdade de economia. Mas agora decidiu fazer assistência social. “Nós não viemos de família rica, mas conseguimos da nossa família o que há de melhor, as coisas mais puras do ser humano: honestidade e dignidade”, afirma Margarete. Acreditamos nesta alternativa para diminuir as igualdades sociais. Pois na Cooperativa, todos são donos, todos decidem o destino do negócio.

Fonte: Coopera Trabalho



Revista do Cooperativismo de Trabalho

Rio de Janeiro, sexta-feira, nº 092 – 18 de maio de 2007,



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