Conquistas e equivos perante a informática



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CONQUISTAS E EQUIVOCOS PERANTE A INFORMÁTICA
Prof. Dr. Antônio Lopes de Sá – 29/06/2001
As conquistas do conhecimento humano foram feitas passo a passo.

Assim, por exemplo, das primeiras descobertas sobre a eletricidade até a utilização dela em favor do homem muitas foram as décadas que decorreram.

Quando em 1844, Samuel Morse experimentou os seus sinais através dos fios o mundo reduziu-se em tamanho com a velocidade das notícias.

A condução da eletricidade foi o primeiro e grande passo.

Quando em 1866 os cabos submarinos cruzaram o Atlântico levando o telegrafo dos Estados Unidos até a Inglaterra outros grandes passos se deram para unir o mundo.

O telegrafo sem fios foi outra revolução como o foi a lâmpada elétrica, esta com a participação imensa de Edson.

Quando o italiano Antônio Meucci inventou o telefone, em 1857 e o americano Grahan Bell em 1876 industrializou a invenção, outro expressivo avanço estava dado.

As noticias que levavam meses para serem transmitidas estavam chegando com rara velocidade para aquela época.

A seguir, quando o italiano Marconi, em 1896 inventou o Rádio e o escocês Baird, em 1926, a televisão, as coisas se aceleraram ainda mais.

Da primeira transmissão da TV, em 1926 até o que hoje se faz com os satélites e com a Internet, em pouco mais de 75 anos, parece ter ocorrido um milagre.

A importância da energia elétrica, em suas aplicações, na vida dos povos, só não se dão conta dela os que não possuem preocupação em refletir.

Nenhuma invenção, todavia, autoriza a desmerecer o homem.

Pelo contrário, só a engrandecê-lo.

A era dos computadores não existiria sem a eletricidade.

Encontramo-nos em uma fase em que tais máquinas realizam prodígios, mas, nada disto pode ser levado com os extremismos que alguns costumam assumir.

Refiro-me, especialmente, ao campo empresarial.

Lidando com centenas de empresas habituei-me a ver na Informática uma grande solução para os seculares problemas que enfrentava a Contabilidade.

A partida dobrada, como disse Goethe, foi uma das formas geniais que o homem encontrou para expressar o movimento da riqueza, mas, ela custava duras tarefas.

Os computadores minimizaram tais obstáculos e a era da informação ocorreu com a ampliação de seus benefícios a todos os ramos.

Nada autoriza, todavia, a admitir que vão desaparecer os profissionais que usam da informação e que orientam como estas devem ser conseguidas.

Os menos avisados podem supor que o fato de se obter com fartura as informações já basta.

A informação, todavia, é apenas um meio e não um fim.

Quando mal elaborada de nada vale, nem para ser analisada.

Informamo-nos para saber o que vamos fazer com as informações e para isto precisamos conhecer o valor que se deseja alcançar.

É irracional admitir que o Computador substitui o homem, mas, isto tem sido difundido de forma irresponsável.

A Contabilidade, por exemplo, lida com um número muito grande de dados e registros, mas, estes, pouco ou de nada valem se não têm capacidade de instrumentar as decisões que sobre os mesmos precisam ser tomadas.

Admitir que o escriturário seja o Contador só pode mesmo caber na concepção de quem admite que o enfermeiro substitui o médico ou o serventuário da Justiça dispensa o Advogado.

Por maior que seja o número de informações que um exame laboratorial possa ter ele jamais dispensará o uso e a opinião do mesmo por um médico.

Que adiantam os registros sobre o corpo humano se não existe quem entendendo deste possa opinar?

O mesmo se passa em uma empresa, em uma instituição.

Que adiantam programas de computadores, milhares de informações se não existe quem possa emitir um parecer sobre a estratégia a ser empregada no uso dos capitais, coisa que só um profissional da Contabilidade pode oferecer.

Todas as funções são importantes em uma sociedade, todas possuem a sua dignidade e utilidade, merecendo nosso respeito, mas, cada uma tem as suas funções, limitações e hierarquias definidas.

A maliciosa noticia que tem depreciado a função de Contador, todavia, possui endereço certo, dos que se incomodam com a atuação desses profissionais na caça das fraudes e no estabelecimento de controles, dos que desejam fugir a responsabilidades, mas, especialmente dos que não pretendem um Brasil próspero.

Isto porque o Contador é o cientista da riqueza individualizada nas células sociais e que pode ensejar através de modelos de eficácia a prosperidade.

E quando todas as células sociais são sadias e prosperas a sociedade também o é.

Nos países que hoje maior força econômica possuem os Contadores são elementos cada vez de maior destaque (basta lembrar o pronunciamento do presidente da França há bem pouco tempo) e em nenhum deles se fala que Computador substitui tal profissional (porque isto veicular é tornar-se ridículo em uma nação civilizada).



O progresso da Informática é um grande avanço, sim, inequívoco, de perspectivas magníficas e não merece ser maculado com insinuações maléficas e malévolas como as que têm surgido.

O Brasil possui um dos mais avançados níveis contábeis do mundo e uma intelectualidade de muita força nesta área e só mesmo leigos (sem condições de opinarem em matéria especializada) podem desconhecer esta realidade.



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