Conhecimento fotográfico: pertencimento, memória e fotografia na sala de aula



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Rio Grande/RS, Brasil, 23 a 25 de outubro de 2013.


CONHECIMENTO FOTOGRÁFICO: PERTENCIMENTO, MEMÓRIA E FOTOGRAFIA NA SALA DE AULA
DIAS, Caroline Farias

GUIMARÃES, Márcia de Borba

ZDRADEK, Ana Carolina Sampaio

SILVEIRA, Débora Barnes da

PAULITSCH, Vivian da Silva

carolfariasdias@yahoo.com.br
Evento: Seminário de Ensino

Área do conhecimento: Ensino de Arte
Palavras-chave: Arte; Fotografia; Memória
1 INTRODUÇÃO

O seguinte trabalho vem sendo desenvolvido através do subprojeto PIBID1-Artes2, com foco direcionado à arquitetura da cidade do Rio Grande, aliada ao ensino da arte e às questões de patrimônio, memória, pertencimento e identidade.

As atividades se desenvolvem no I. E. E. Juvenal Miller3, planejadas sob a supervisão da professora Débora Barnes4, em duas aulas semanais, com quatro turmas do ensino médio politécnico, formadas por aproximadamente trinta alunos em cada.

As aulas a serem relatadas objetivam fomentar o uso da fotografia no ambiente escolar, considerada um conteúdo, ultrapassando seu contexto usual de utilização por parte dos adolescentes, na contemporaneidade. Além de abordar o histórico da fotografia, utilizamos também fotos antigas da escola, refletindo acerca do contexto de produção das mesmas 5.

Dentro de tal perspectiva, focalizamos a história da imagem fotográfica, bem como tratamos a fotografia como objeto que se propõe a “resgatar a trajetória histórica” (SAMAIN, 2005, p. 19).
2 MATERIAIS E MÉTODOS (ou PROCEDIMENTO METODOLÓGICO)

Ao desenvolver a temática em questão, no entanto, partimos da referência brasileira no ensino de arte, qual seja, a proposta triangular de Ana Mae Barbosa, que visa à contextualização histórica, ao fazer artístico e à apreciação artística. Em um primeiro momento, elaboramos um plano de trabalho, no qual partimos da etimologia da palavra que, formada pela união entre o prefixo “foto” (luz) e o sufixo “grafia” (escrita), significa escrever com luz. Diante disso, dialogamos acerca da importância da luz – tanto na imagem pictórica quanto na fotográfica –, sabendo que:


Tecnicamente, a fotografia está no entrecruzamento de dois processos inteiramente distintos: um é de ordem química: trata-se da ação da luz sobre certas substâncias; outro é de ordem física: trata-se da formação da imagem através de um dispositivo óptico. (BARTHES, 2011 p. 19)
Ademais, abordamos o histórico fotográfico, apresentando a primeira fotografia reconhecida como tal, feita pelo físico francês Joseph Nicéphore Niépce, em 1826, bem como mostramos como se dá a execução da câmera escura, possibilitando o contato dos discentes com uma.

Logo após, elaboramos uma cronologia de câmeras fotográficas para possibilitar reflexões diante das fotografias antigas apresentadas, referentes ao colégio Juvenal Miller, sabendo que a imagem, segundo Peter Burke, é uma evidência histórica e que, sendo assim, dialoga com o fazer fotográfico, pois “o que o estudo da história e a criação artística têm em comum é um modo de formar imagens”. (BURKE, 2004, p. 14)

Após a explanação das câmeras, partimos para uma atividade de prática fotográfica, solicitando que os educandos se fotografassem no lugar onde mais se identificassem no interior do espaço escolar.

Tratando-se de um plano de trabalho em andamento, estas foram as atividades realizadas até o momento6; seguiremos, porém, com questões que suscitem noções de pertencimento através da fotografia nas próximas aulas.


3 RESULTADOS e DISCUSSÃO

Embora o trabalho ora apresentado ainda esteja em andamento, notou-se uma mudança de percepção dos educandos acerca do fazer fotográfico.

Durante a análise feita pelos discentes, das fotografias antigas da escola, averiguamos que eles relacionaram-nas à percepção que têm da escola atualmente e às questões de patrimônio, memória e identidade.
4 CONSIDERAÇÕES FINAIS

Ao proporcionar reflexões e a apresentação de conceitos que dialoguem com a prática fotográfica, tais como patrimônio histórico, identidade, pertencimento, promovemos a transversalidade na área de Artes, possibilitando aos discentes reflexões relativas ao espaço escolar e às questões e pertencimento.


REFERÊNCIAS
BARBOSA, A. M.; CUNHA, F. P. da (Orgs.). A abordagem triangular no ensino das artes e culturas visuais. São Paulo: Cortez Editora, 2010.

BARTES, R. A Câmera Clara: nota sobre a fotografia. 3ª. ed. Rio de Janeiro: Nova Fronteira, 2011.

BURKE, P. Testemunha Ocular: história e imagem. São Paulo: EDUSC, 2004.

SAMAIN, E. (org.). O fotográfico. 2ª ed. São Paulo: Editora Senac, 2005.




1 Programa Institucional de Bolsas de Iniciação à Docência, sob a coordenação geral da Profa. Dra. Maria do Carmo Galiazzi e a coordenação do subprojeto, da Profa. Dra. Vivian Paulitsch.

2 Intitulado o Ensino das Artes Visuais na Sociedade da Informação e do Conhecimento.

3 Instituto Estadual de Educação Juvenal Miller - Rua Andrade Neves, s/n, centro, Rio Grande/RS.

4 Professora no Instituto de Educação Juvenal Miller, na disciplina de Artes e supervisora da disciplina pelo PIBID-Artes.

5 Tratamos de técnicas e materiais: quais câmeras teriam sido usadas, qual o tempo de exposição necessário etc.

6 Atividades realizadas anteriormente ao prazo de envio de resumos para a Mostra de Produção Universitária 2013.




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