Conectividade genetica entre populaçoes da espécie de tainhas mugil curema



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CONECTIVIDADE GENETICA ENTRE POPULAÇOES DA ESPÉCIE DE TAINHAS Mugil curema Valenciennes, 1836 AO LONGO DE SUA DISTRIBUIÇÃO POR MEIO DE MARCADORES MOLECULARES MITOCONDRIAIS E NUCLEARES
ANA PAULA SANTOS SILVA (Bolsista), PIBIC/CNPq, Curso de Graduação em Engenharia de Pesca, Instituto de Estudos Costeiro/Universidade Federal do Pará, Campus de Bragança, e-mail: paullinha.sanntos@gmail.com .
IRACILDA SAMPAIO (Orientadora). Instituto de Estudos Costeiro/Universidade Federal do Pará, Campus de Bragança, e-mail: ira@ufpa.br.
Mugil é um dos gêneros de tainhas de maior conservação morfológica, levantando vários problemas taxonômicos para suas espécies. Esse padrão de alta conservação diminui a eficiência dos caracteres morfológicos para distinguir as espécies, tornando-o um grupo bastante complexo. Somando-se a isso, as espécies do gênero Mugil, como por exemplo, a espécie Mugil curema, apresentam uma ampla distribuição. O que leva a questionamentos quanto a sua filogeografia e taxonomia. Sendo assim este estudo teve como objetivo analisar as relações filogeográficas e populacionais da espécie M. curema ao longo da costa brasileira através de marcador mitocondrial e nuclear. Este estudo utilizou sequencias de M. curema disponíveis no GenBank de diferentes localidades (EUA, México, El salvador, Honduras, Equador, Peru, Venezuela, etc…) e espécimes coletados no Panamá, Venezuela, Costa Rica e em diferentes estados ao longo da costa brasileira. Nas análises de estruturação populacional a partir de inferência Bayesiana (BAPS), encontramos um sinal de estruturação genética composto por quatro grupos distintos (Atlântico oriental, Pacifico, Atlântico ocidental e Venezuela) tanto para marcadores mitocondriais quanto nucelares. Essa observação foi verificada na matriz de distância p estabelecida para quatro grupos, onde Atlântico Oriental, Pacífico, Atlântico ocidental e Venezuela quando comparadas revelam uma divergência genética menor (MtDNA - 4,8 e 8,2%: nuDNA – 2,6 a 3% ) do que quando comparadas com as espécies validas para a região do Atlântico (MtDNA – 9,1 e 18,3%: nuDNA -3,4 a 8,4 %). A distância genética observada entre esses grupos foi três vezes menor, quando comparados a espécies válidas (Ex.: M. incilis, M. rubrioculus, M. hospes, etc…) (Dados mitocondriais). As relações filogenéticas observadas entre os grupos mostram uma maior proximidade entre Venezuela, Pacifico e Atlântico oriental, sendo o Atlântico ocidental o mais divergente. Analisando o marcador nuclear (FC1), também observamos a mesma estruturação encontrada nas análises mitocondriais. Entretanto, a distância genética entre estes grupos foi similar, não definindo bem as relações filogenéticas entre eles. . Este estudo observa pelo menos quatro possíveis espécies de acordo com os marcadores mitocondriais e nucleares analisados: duas espécies provavelmente distribuídas ao longo da costa Atlântica Sul-americana (Venezuela e Atlântico ocidental) e uma na costa do Pacifico e uma no litoral atlântico da África.
Palavras-chaves: Mugilidae, Estrutura genética de populações, DNA mitocondrial.
Titulo do projeto do orientador: A dependência ao estuário é uma restrição ao fluxo gênico entre populações de peixes? Um estudo na costa brasileira
Classificação do trabalho na Tabela de Áreas do Conhecimento no CNPq.

Grande-área: Ciências Biológicas

Área: Genética

Subárea: Genética Animal



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