Comer rezar amar



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Encontro03.05.2017
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Informações de Produção
Liz Gilbert (Julia Roberts) é uma mulher moderna em busca de uma experiência de vida mais transcendental, que viaja pelo mundo para redescobrir e se reconectar com sua verdadeira essência, em Comer Rezar Amar (Eat Pray Love). Em um impasse após um divórcio, ela tira um ano de licença no trabalho e, surpreendentemente, aventura-se fora da sua zona de conforto, arriscando tudo para mudar a sua vida. Em suas viagens maravilhosas e exóticas, ela experimenta os prazeres frugais da gastronomia na Itália, a força das preces na Índia e, por fim, inesperadamente, a paz interior e o equilíbrio no amor em Bali. Baseado numa história verídica inspiradora, Comer Rezar Amar (Eat Pray Love) prova que realmente existe mais de uma maneira de se explorar e conhecer o mundo.
Columbia Pictures apresenta uma produção Plan B Entertainment, Comer Rezar Amar (Eat Pray Love), estrelando Julia Roberts, James Franco, Richard Jenkins, Viola Davis, Billy Crudup e Javier Bardem. O filme é dirigido por Ryan Murphy e produzido por Dede Gardner. O roteiro é de Ryan Murphy & Jennifer Salt, baseado no livro de Elizabeth Gilbert. Os produtores executivos são Brad Pitt, Stan Wlodkowski e Jeremy Kleiner. O diretor de fotografia é Robert Richardson, ASC. O desenhista de produção é Bill Groom. O montador é Bradley Buecker. O figurinista é Michael Dennison. A trilha é de Dario Marianelli e a supervisão musical é de PJ Bloom.

SOBRE A PRODUÇÃO
Julia Roberts leu o livro de memórias de Elizabeth Gilbert, Comer Rezar Amar (Eat Pray Love), quando ele foi lançado, em 2006. Ela o enviou a uma de suas melhores amigas, as duas o leram simultaneamente, e ambas se identificaram de imediato com a história. “Todo mundo tem a sua jornada, um momento na vida quando precisa redefinir quem você e o que está buscando”, declara Roberts. “A jornada da Liz é muito específica e visualmente rica, o que a torna uma narrativa interessante, mas também é uma história universal que se aplica a qualquer um.”
O livro de Gilbert – sua declarada busca por simplesmente tudo – atingiu um sucesso extraordinário, com mais de 6,2 milhões de exemplares vendidos no EUA e no mundo, e tendo sido traduzido em 40 idiomas. Foi o livro o que atraiu Roberts ao projeto, juntamente com a oportunidade de trabalhar com Ryan Murphy, o corroteirista e diretor do filme. “Adoro o modo como o livro fala sobre experiências existenciais, sobre a busca de respostas e o quanto as pessoas podem significar nas nossas vidas. É uma história realmente vibrante. É ótimo fazer parte do filme e, sobretudo, com Ryan na direção – foi uma experiência deliciosa”, afirma a atriz.
Murphy, mais conhecido por seu trabalho nos seriados premiados com o Globo de Ouro, Nip/Tuck e Glee, consagrou-se por seus diálogos afiados e realistas. Ele é coautor do roteiro do filme, juntamente com Jennifer Salt, com quem já havia trabalhado anteriormente em Nip/Tuck. “A adaptação de Ryan e Jennifer respeitou muito o original”, afirma Roberts. “Ryan manteve um contato constante com Liz Gilbert, ele sempre falava com ela – e eles procuraram ser bastante fiéis ao livro. Toda adaptação cinematográfica enfrenta o momento em que as coisas precisam ser um pouco diferentes, mas nós sempre protegemos a espinha vertebral da narrativa – a jornada de autodescoberta de Liz.”
“A beleza do livro – e, creio eu, o que motivou o nosso interesse em filmá-lo – é que ele diz, ‘Saia da sua rotina’”, explica Murphy. “Eu adoro essa ideia – é uma questão pessoal minha, porque eu costumo ser rígido nas minhas escolhas, repetindo um mesmo padrão, dia após dia. Por exemplo, eu adoro a cena em Roma, em que Julia passa a tarde toda no chão, onde faz inclusive uma bela refeição. Eu penso nisso no meu dia a dia; eu tento saborear as pequenas experiências, sem ter o meu dia inteiro programado. Isso foi o que eu aprendi a nível pessoal trabalhando neste projeto.”
“Ryan me recomendou o livro em circunstâncias que não tinham nenhuma ligação com o filme – ele o recomendou como amigo”, conta Salt. “Ele disse: ‘Estou lendo um livro e parece que estou ouvindo você falar. Você vai adorar.’ E eu o adorei mesmo, porque era muito sincero e autêntico. Quando Ryan me disse que estava negociando os seus direitos e que queria que eu escrevesse o roteiro com ele… foi um momento mágico para mim”.
O tema do livro tornou-se o fio condutor da narrativa e do roteiro. Embora Gilbert faça um périplo literal, belo e exótico pelo mundo, essa é apenas parte da história. O que levou o livro a impressionar tanta gente é o fato de sua jornada interior, sua busca para se conhecer melhor, soar sincera – e isso é algo que pode ser feito em qualquer lugar. Segundo a produtora Gardner, “a curiosidade de Liz Gilbert pelo que lhe é desconhecido é uma das coisas que me atraíram. Você pode, literalmente, virar a esquina e conhecer alguém que nunca viu antes ou se deparar com um novo idioma, uma nova culinária, cultura e novos padrões de comportamento.”
Na verdade, alcançar o equilíbrio entre a jornada externa e a interna era fundamental para a adaptação do material às telas dos cinemas. O enredo que impulsiona a narrativa é a viagem de Liz de Nova York à Itália, Índia e Indonésia, e era importante para os cineastas passarem para os espectadores o desafio pessoal enfrentado por Liz ao se aventurar pelo mundo viajando sozinha. “É solitário e não é nada fácil”, define Gardner. Essa é a história que se destacou do papel e ganhou vida na tela.
Enquanto escreviam a adaptação, Murphy e a sua corroteirista, Jennifer Salt, tiveram reuniões de trabalho com Roberts e Gardner, em que cada uma citou seu trecho favorito do livro. Alguns coincidiram, é claro, mas cada uma também se sentiu individualmente atraída por momentos diferentes. Dessas discussões íntimas, originou-se o roteiro do filme.
Outro recurso importante para Murphy e Salt, obviamente, foi a própria autora, Elizabeth Gilbert. Durante a escritura do roteiro, Murphy e Gilbert mantiveram uma troca regular de emails; e sempre que os coroteiristas tinham perguntas acerca da motivação dos seus personagens, eles encontraram na própria autora a mais valiosa das aliadas. Por exemplo, quando escreviam o trecho na Itália, Murphy e Salt sentiram que a ceia do Dia de Ação de Graças, com a presença de todos os seus amigos italianos, seria a chave para todo aquele ato do filme. Mas exatamente o que acerca daquela ceia foi tão importante para Gilbert? A autora respondeu que, naquele momento – ainda bem no início da jornada – ela ainda não tinha certeza de que seria capaz de se sentir feliz consigo mesma, mas ela tinha a certeza de que era capaz de se sentir feliz pelas outras pessoas. “Segundo ela, aquele momento foi uma centelha de vida”, Gardner comenta. “Momentos assim nos ajudaram imensamente, nos ajudaram a seguir a diante com a narrativa.”
Desde o início, desde que Gardner leu o livro, a única escolha para interpretar o papel de Elizabeth Gilbert era Julia Roberts. “Era a escolha óbvia – ela deveria ser Julia Roberts”, conta a produtora. “Eu nunca tinha trabalhado com a Julia antes e fiquei impressionada com o seu talento. A personagem alterna o tom entre ser vulnerável e corajosa, entre indecisa e segura. Ela entende as fases de expansão e retração de Liz.”
“É bem complexo o amadurecimento de Liz e a gama de emoções que ela experimenta, pois a história se passa no decorrer de um período de um ano”, afirma Roberts. “E somado o divórcio aos namoros e viagens, com contatos com estranhos sem saber como agir, é uma ótima oportunidade de interpretar uma personagem complexa e fascinante.”
“No início do filme, Liz está ligeiramente descompensada e nem ela sabe bem o porquê”, acrescenta Roberts. “Ela é uma viajante – ela sempre viajou muito – então, seu instinto natural foi fazer as malas. Obviamente, nem todo mundo pode fazer o que ela fez, mas a questão realmente não é essa. É divertido acompanhar suas viagens pelos quatro cantos do mundo no filme, mas o que realmente lhe importava era se autoconhecer e descobrir o que ela queria da vida.”
Roberts afirma que esse tipo de reflexão não é fácil é isso o que torna a jornada de Gilbert extraordinária. “O fato de ela ter tirado esse tempo para si mesma é que é profundamente interessante e estimulante para outras pessoas”, segundo ela. “Eu considero isso corajoso e admirável; a vida hoje é tão ocupada e a jato, que é ótimo você parar para descobrir quem você é.”
Viola Davis, a atriz que interpreta Delia, a melhor amiga de Liz no filme, afirma que ela também viu uma ligação entre Liz Gilbert e Julia Roberts. “Quando li Comer rezar amar, eu pensei: ‘A Liz provavelmente nem deve se dar conta de como ela é fantástica por fazer amigos em qualquer lugar, como ela ilumina os lugares quando chega, como seu jeito atrai as pessoas e o quanto é acolhedora’. E penso a mesma coisa sobre a Julia – seu carisma atrai as pessoas. Ela é iluminada.”
Roberts teve a oportunidade de conhecer Elizabeth Gilbert em pessoa, em Roma. “Ryan manteve contato com ela ao longo da pré-produção, mas eu achava importante interpretá-la seguindo os meus instintos e já ter as filmagens bem adiantadas até que eu, finalmente, a conhecesse”, explica Roberts. “Ela é uma pessoa adorável, tem um jeito ótimo de falar, maneirismos muito específicos, e eu não queria imitá-la. Ela é muito bonita, como pessoa.”
Assim como foi com a escalação de Julia Roberts, os cineastas nem cogitaram filmar em nenhum outro lugar senão nas locações reais que Gilbert visitou em seu périplo. “Esse era o nosso santo gral – nós iríamos ao maior número possível dos mesmos lugares que Liz Gilbert visitou”, conta Murphy. “Alguns foram fáceis, sobretudo alguns dos pontos mais famosos de Roma por onde Liz passou.” Outras vezes, segundo Murphy, eles tiveram sorte – a produção filmou na verdadeira casa de Ketut Liyer, um personagem-chave na sequência de Bali. “Nós passamos um longo tempo na pré-produção visitando os três países em três ocasiões diferentes, à procura de locações. Se não conseguíssemos filmar em alguma locação real por qualquer motivo alheio ao nosso controle, a equipe tirava uma quantidade absurda de fotos para recriá-las. Como o livro é muito conhecido e estimado, era importante para mim, como diretor, fazer jus aos lugares que ela percorreu”, continua Murphy.
Richard Jenkins, que tem um papel-chave na sequência na Índia, como “Richard do Texas”, explica o que significou para o filme rodar nessas locações exóticas. “Quando eu era criança, crescendo numa cidadezinha do Meio-Oeste dos EUA, eu só conhecia o mundo através dos filmes. Graças aos filmes, eu visitava lugares aonde eu não poderia ir de outro jeito”, conta ele. “E agora, nós rodamos na Índia – não poderíamos ter rodado em nenhum outro lugar. O calor, aquele ambiente, o ar, as pessoas. É uma vibração completamente diferente.”
E a produção não se limitou a filmar nas locações reais. Tudo também foi rodado em ordem cronológica – primeiro, em Nova York, depois na Itália, na Índia e, por fim, em Bali. O processo deu mais profundidade ao desempenho de Roberts. “Nós passamos exatamente pelas mesmas reações emocionais que a Liz passou”, observa Roberts. “Isso tornou a experiência incrível.”
“Conversando com Ryan e Dede, ficou claro que havia algo de tão especial nessas locações internacionais que os espectadores iriam querer embarcar numa jornada semelhante à de Liz quando fossem assistir ao filme”, explica o produtor executivo, Stan Wlodkowski. “Portanto, foi uma decisão unânime tanto dos cineastas quanto do estúdio que nós filmaríamos em Nova York, na Itália, na Índia e em Bali, na mesma ordem em que Liz vive suas experiências no livro. Eu acho que nunca mais vou ter outra experiência parecida na minha carreira e uma agenda filmagem como essa. Nós rodamos, literalmente, quatro filmes separados.”
Um dos primeiros quebra-cabeças da produção foi montar o cronograma de filmagem. Não só eles precisam levar em consideração a disponibilidade dos atores, mas o clima, o pessoal técnico e os transportes locais. Algumas das locações internacionais já possuíam uma infraestrutura para produções de cinema e várias já tinham sido filmadas nesses locais anteriormente, enquanto outras, como Bali, nunca tinham tido a presença de uma companhia cinematográfica dessa envergadura rodando no local.
“Quando nós começamos a filmar em Nova York, havia sempre alguma base de produção aberta em alguma parte do mundo. A produção deste filme ficou em operações 24 horas por dia. Nós mantivemos escritórios de elenco, e setores de arte, de construção e figurinos pelos quatro cantos do planeta”, afirma Gardner.

NOVA YORK
As filmagens começaram por Nova York, onde são explorados os motivos que levam Liz a ter a necessidade de viajar, estabelecidos através dos seus relacionamentos com dois homens: seu ex-marido, Stephen, e seu namorado, David.
A escalação correta de Stephen era fundamental, segundo Gardner. “Eles são um casal cujo amor acabou – eles têm conforto material, mas querem coisas diferentes na vida. Eles não deveriam estar juntos, mas isso não torna seu tempo juntos menos valioso ou profícuo. Acertar na escolha do ator para o papel de Stephen era crucial, porque você precisa transmitir, de alguma maneira, por que eles se apaixonaram, mas também por que o amor acabou. E também que essa é uma jornada natural e humana, que já aconteceu antes e tornará a acontecer novamente – é uma ocorrência que não pressupõe nenhum vilão.”
Billy Crudup interpreta o papel. “A história nos dá amostras de todas as fases do casamento deles”, afirma ele. “Temos alguns indícios de como eles se casaram, mas, sobretudo, vemos o início da crise dela e como, de um modo inusitado, Stephen a apoia em sua decisão de se lançar numa jornada de autodescoberta.”
David, interpretado por James Franco, adora Liz e reaviva as brasas da paixão que ela pensa já terem se apagado da sua vida. Gardner acreditava que se o público não gostasse do cara com quem ela fica depois de deixar o marido, a história não funcionaria. “Não havia ninguém mais no mundo para interpretar esse papel”, afirma ela. “James é adorável e sexy, mas também muito cerebral, tem um coração enorme e um espírito generoso.”
“Quando David e Liz se conhecem, Liz já procura por alguma outra coisa em diversos níveis”, afirma Franco. “Ela está buscando um modo de se ligar, romanticamente, a alguém, mas também um sentido mais profundo e espiritual em sua vida. Talvez não venha a ser uma relação duradoura, mas é o que marca o início da sua jornada, então, coisas boas advêm daí.”
Franco e Roberts tiveram de enfrentar o desafio de mergulhar muito rapidamente na química do casal. Segundo Franco, “na primeira cena que rodamos juntos, nós nos beijamos e, no fim daquele dia, nós terminamos. Foi tudo muito intenso”.
A confidente de Liz, a voz da razão e da sua consciência, é a sua melhor amiga e editora, Delia, interpretada pela atriz indicada ao Oscar®, Viola Davis. A personagem de Delia é uma amálgama das amigas de um grupo de apoio sobre o qual Liz escreve no livro. “Delia é aberta o suficiente para ouvir o que Liz tem a dizer”, afirma Davis. “Mesmo que Delia discorde de Liz, ainda assim, ela fica do seu lado, e torce por ela.”
“Viola é uma atriz maravilhosa”, afirma Gardner. “Ela é muito divertida e rouba a cena nos momentos em que o papel pede isso. Mas ela também confere gravidade às cenas em que Liz afirma que, sim, ela realmente vai viajar pelo mundo.”
Lendo o livro, Davis imediatamente percebeu o que o tornara tão popular junto aos leitores de todo o mundo. “Uma amiga me deu o livro num momento da minha vida em que ela achou que ele poderia me ajudar. Foi uma revelação – ele é acessível e agrada às pessoas porque é corajoso e honesto, ao mesmo tempo, muito profundo e não profundo demais.”
A intenção original de Murphy era que o segmento do filme ambientado em Nova York transmitisse uma sensação claustrofóbica, como se Liz estivesse louca para fugir de tudo o que a cerca. As locações em Nova York e arredores incluíram ruas de Manhattan em Tribeca (o escritório de Delia), no Brooklyn (o prédio de Delia e a lavanderia), no East Village e ainda Cold Spring Harbor, em Long Island. A cena do confronto entre Stephen e Liz diante do advogado do divórcio foi filmada no 36º andar de um edifício comercial na 6ª Avenida, com uma vista deslumbrante do edifício do Empire State ao fundo.
Depois disso, 40 norte-americanos fizeram as malas e levaram Comer Rezar Amar (Eat Pray Love) numa viagem ao redor do mundo, trabalhando com equipes técnicas locais em cada parada.

ITÁLIA

A Itália – e especificamente Roma – foi onde Liz Gilbert iniciou o processo de alimentar a sua alma. Ela tirou um tempo para si para curtir os prazeres simples da vida: comer, filosofar com os amigos e as alegrias do “dolce far niente” – a doçura de não se fazer nada.


“Roma recebe o visitante de braços abertos”, comenta Roberts. “Eu tive a sorte de ter trabalhado lá inúmeras vezes. É um lugar acolhedor e uma ótima escolha para a primeira parada do périplo de Liz.”
“Em Roma, o que importa é viver o presente – algo que os norte-americanos, tradicionalmente, não costumam saber fazer”, afirma Gardner. “Mas Roma nos obriga a viver no presente. Isso é extremamente valioso, e depois que você supera as frustrações e se acostuma, dá até para se pensar que os italianos talvez tenham encontrado a chave da felicidade”.
Os amigos de Liz Gilbert foram interpretados por um grupo atraente e eclético de atores europeus. Gardner observa que não se pode simular o tipo de química demonstrado por Julia Roberts e por seus colegas nos papéis de Liz e seus confidentes italianos. Atores como Luca Argentero, que interpreta Giovanni, foram a escolha perfeita. “Sempre que escalamos um ator num papel, esperamos que a sua ligação com quem quer que sejam os seus amigos na narrativa ultrapasse o que está escrito no roteiro”, explica Gardner. “Isso é ainda mais difícil na escalação de um grupo de amigos, mas os atores que contratamos são tão extraordinários – enquanto atores e também seres humanos – que eu sempre queria me sentar à mesa junto com eles.”
“O italiano é um povo de viajantes, aberto a todo mundo”, observa Argentero. “Nós, italianos, consideramos o estresse como uma doença terrível. Liz aprende que você pode parar para pensar, curtir e ser hedonista e não se preocupar. Isso é o que torna a Itália um lugar tão perfeito como a primeira parada da sua jornada.”
Na Itália, Liz, subitamente, começa a apreciar a felicidade dos que estão ao seu redor. Ela testemunha o despertar da atração entre seus grandes amigos, Giovanni e Sofi (interpretada pela atriz escandinava premiada, Tuva Novotny). Ela conhece o casamento feliz, e os filhos, dos seus amigos Giulio (Andrea Di Stefano) e Maria (Elena Arvigo). Ela ouve os conselhos da mãe crítica de Luca Spaghetti (Giuseppe Gandini) e Giovanni, Ruffina (Lydia Biondi). E em meio a tudo isso, porções fartas de pratos deliciosos são consumidas com grande entusiasmo.
“Comer é um ritual para nós, italianos”, afirma Di Stefano. “A cultura italiana está intimamente ligada à comida e uma parte dessa cultura é passada de uma geração à outra.”
Segundo Novotny, “Tanto Liz quanto Sofi são peixes fora d’água, tentando encontrar um rumo nesse país estrangeiro. A cultura italiana é uma cultura aberta, onde você pode abraçar e beijar as pessoas e expressar seu afeto. Eu acho que tanto para Sofi quanto para Liz isso é revigorante, embora elas estejam, individualmente, em fases diferentes de suas vidas.”
”O grupo de amigos que Liz forma em Roma é constituído por personagens incrivelmente vibrantes”, conta Roberts. “Foi muito divertido rodar todas essas cenas – falar italiano a mil por minuto, comendo muita massa e bebendo muito vinho.”
A famosa food stylist, Susan Spungen, que, anteriormente, prestou consultoria no grande sucesso, Julie & Julia, deu plantão ao longo de toda a filmagem da sequência em Roma, produzindo todas as iguarias vistas no filme. Ela também ficou incumbida da tarefa desafiadora de produzir a comovente cena-chave da ceia do Dia de Ação de Graças, com todos os seus acompanhamentos gastronômicos de praxe; Spungen preparou 20 perus para a filmagem desta sequência.
Todos os dias no set, o elenco e a equipe técnica trocavam ideias sobre as massas, carnes e peixes deliciosos que haviam saboreado na noite anterior. Foi expressivo o volume de trocas de indicações de restaurantes, assim como o ganho de peso de toda a equipe na locação.

ÍNDIA
Se Roma significou para Liz a possibilidade de abrir mão de sua vida antiga e aprender a ser feliz sozinha, na Índia, ela adentrou um outro mundo. Tendo aprendido que pode curtir a vida, Liz sente a necessidade de se centrar outra vez. Como Gardner explica, Liz passa do dolce far niente – a beleza de não se fazer nada – a uma experiência muito mais profunda. “A Índia é um lugar feérico, contudo, Liz foi até lá em busca de tranquilidade”, afirma a produtora. “O seu objetivo era meditar e olhar para dentro de si mesma. E isso é, certamente, o que o ashram representa e o que Richard do Texas vive lhe dizendo. Ela precisava parar de tentar controlar as coisas. Simplesmente parar.”
“Liz chega à Índia como toda jovem, com uma mochila e o sonho de ir para um ashram buscar a paz interior”, explica Roberts. “O que ela descobre é que isso realmente não é algo que se consegue facilmente.”
Enquanto escrevia esta sequência do roteiro, a dupla de roteiristas contou com a sua própria experiência pessoal: quando era uma jovem mulher, Jennifer Salt estudou num ashram no norte do estado de Nova York. “Essa parte da história é muito pessoal para mim, portanto, eu tinha grandes ambições para ela”, afirma ela. “No ashram, você aprende meditações e práticas para purificar a mente e o coração e para alcançar o tipo de amor e compreensão que você busca. Mas também é onde convivemos com o guru, alguém que chegou lá. É difícil explicar, mas quando você está lá, você sabe o que é o amor, você o sente em você e ao seu redor.”
Em meio a todo o caos, eis que surgia uma rajada de ar fresco, com a chegada do ator indicado ao Oscar®, Richard Jenkins, que interpretou Richard do Texas, o novo amigo e confidente de Liz no ashram, para integrar o elenco.
“De repente, após semanas de filmagem, recebemos nas locações esse ser humano extraordinário, Richard Jenkins, que interpreta tão magistralmente seu personagem”, comenta Gardner. “Ele e Julia estiveram em sintonia desde a sua primeira cena juntos, no refeitório do ashram, quando ele a chama pela de ‘groceries’ (‘sacolão’, no livro) pela primeira vez.”
“Richard do Texas é muito passional quanto àquilo em que acredita, ele fala o que pensa e não volta atrás”, afirma Richard Jenkins, “e Liz também é dura na queda. Ele enxerga muito de si mesmo nela, mas não cede.”
“Richard do Texas e Liz batem de frente quando ela chega ao ashram – ele zomba dela, de cara,” conta Roberts. “É o jeito dele de ajudá-la a fazer progressos – ele vê nela muitas semelhanças consigo mesmo. E Richard Jenkins o interpreta com tanto humor. Foi uma experiência maravilhosa desafiar, constantemente, aquele homem. Foi realmente um prazer.”
Antes de interpretar o papel, Jenkins teve a oportunidade de conversar com o verdadeiro Richard do Texas antes que ele morresse, no começo deste ano. Assim como muitos atores que interpretam pessoas reais, Jenkins queria criar o personagem baseado na sua própria interpretação do papel, mas depois de ler o roteiro, diz ele, “eu pensei: ‘Eu preciso conhecer esse cara’.  Eu telefonei para ele – e ele foi muito gentil e engraçado – e fiz muitas perguntas. Ele enfrentou muitas perdas na vida, a maioria por sua própria responsabilidade. Como você aprende a viver com isso? Como você se reconcilia com a própria vida, pratica o desapego e segue adiante? Foi isso o que ele foi buscar no ashram. Richard do Texas era um sujeito incrível.”
“O ashram é para as pessoas que buscam algo, que estão tentando crescer, enfrentar os seus medos e reavaliar as suas próprias vidas”, explica Jenkins. “Elas estão em busca de um pouco de paz – todos nós buscamos isso, mas algumas pessoas são um pouco mais proativas na sua abordagem. Não é fácil; e dá trabalho”.
O capítulo do filme passado na Índia também conta com a jovem estrela Rushita Singh, que interpeta Tulsi, uma garota indiana de 17 anos que faz amizade com Liz no ashram. Tulsi está prestes a se casar, em um casamento arranjado, com um homem que ela nunca viu. Embora elas pertençam a dois mundos distintos, Liz vê um pouco de si mesma na jovem noiva e sua amizade se torna especial à medida que elas trocam confidências.
“Rushita, com o traje nupcial indiano de Tulsi, ficou simplesmente linda. Ela ficou deslumbrante”, comenta Roberts. “Todo o desenho de produção e os figurinos da sequência do casamento eram extremamente intrincados. Este é apenas mais um exemplo do enorme talento do figurinista, Michael Dennison, e do desenhista de produção, Bill Groom”.
A maior parte da porção indiana das filmagens foi rodada dentro do ashram.
Foi difícil encontrarmos um ashram para as filmagens, por causa da devoção às práticas hindus no país. “Eu e o produtor executivo, Stan Wlodkowski, fomos à Índia cerca de um ano antes do início das filmagens”, afirma Groom, “e por duas semanas, nós visitamos ashrams por todo o país. Foi quando nosso departamento de arte indiano ficou sabendo que talvez houvesse um ashram a cerca de duas horas de Nova Déli que permitiria as filmagens no seu interior. Nós conhecemos o Swami do ashram, que disse que nós poderíamos filmar dentro do complexo, contanto que as atividades diárias do ashram não fossem interrompidas. Então, foi o que fizemos”.
Não houve um só dia sequer que não houvesse aulas na escola ou que os membros do ashram não socializassem com a equipe de filmagem. Foi um encontro de culturas que acabou funcionando harmoniosamente. Algumas das estruturas construídas para o filme dentro do ashram foram deixadas intactas no local após a conclusão das filmagens e hoje estão sendo utilizadas pelos alunos do ashram.
“Qualquer filmagem realizada dentro de uma entidade espiritual ou religiosa é sempre um desafio”, afirma Wlodkowski, o produtor executivo. “Você precisa dar conta do trabalho, mas também está filmando algo muito pessoal e precisa fazer isso de um modo respeitoso e correto. Toda a equipe técnica procurou se manter atenta aos costumes que precisavam ser observados tanto durante as filmagens quanto nos momentos de inatividade.”

INDONÉSIA
Somente após conhecer a alegria da indulgência na Itália e a força da paz interior na Índia é que Liz está pronta para receber os ensinamentos de Bali: o equilíbrio. “Liz já tinha estado em Bali antes”, explica Roberts. “Ela havia ouvido uma profecia de que, um dia, ela voltaria. Creio que foi isso o que a guiou na perna final da sua jornada. E a lição que ela aprende em Bali – procure seu equilíbrio – é algo para o qual ela não está exatamente pronta ao chegar, mas todos nós precisamos aprender que a vida não é linear nem lógica”.
O que Liz não esperava ao chegar a Bali era encontrar um novo amor. Um dos motivos que a levaram a revirar a vida de pernas para o ar é o fato de estar sempre envolvida com alguém ou saindo de algum relacionamento; agora, em Bali, ela descobre como ser feliz sozinha. Mas quando conhece Felipe, ela não consegue mais parar de pensar nele. Será que ela está pronta para arriscar a sua recém-descoberta força, abrindo completamente a sua vida para ele?
“A dinâmica da história de amor deles é tão antiga quanto o tempo”, explica Gardner. “Liz questiona esse novo amor que está sentindo e foge dele, apenas para perceber que não consegue mais vivem sem a outra pessoa e volta para ele, torcendo para que não seja tarde demais. A química entre Julia Roberts e Javier Bardem, que interpreta Felipe, é uma combinação perfeita.”
“Eu fiquei intrigado, mas também muito nervoso em trabalhar com Julia Roberts”, afirma Bardem. “Eu realmente a admiro e sou fã do trabalho dela, mas eu não a conhecia pessoalmente. Quando me juntei à equipe, a produção já estava em curso e eu não queria alterar o ritmo do trabalho. Mas Julia foi muito receptiva, uma pessoa absolutamente humana e incrivelmente engraçada. Ela é tão presente quando está trabalhando que chega quase a doer.”
Segundo Roberts, quando a longa filmagem – literalmente ao redor do mundo – chegava aos seus últimos dias em Bali, Bardem trouxe uma energia renovada ao projeto. “Ele nos trouxe alegria e renovou nossa motivação”, ela afirma. “Ele está ótimo no papel de Felipe, porque realmente é muito humano e natural.”
Bardem, que é espanhol, praticou o sotaque brasileiro para o papel. Durante os ensaios em Nova York, o ator premiado com o Oscar® jantou com o verdadeiro Jose Nunes, em quem o personagem Felipe foi baseado.
“O papel de Felipe não é o do típico Latin lover e nem Javier estava interessado em interpretá-lo desse modo”, afirma Gardner. “Felipe é um homem com filhos crescidos e que já sofreu uma desilusão amorosa. Ele é calmo, divertido e vive a vida com simplicidade.”
“Eu li o livro imediatamente depois de ler o roteiro”, conta Bardem. “Ele remete a algo comum a todos nós, isto é, desilusões amorosas e aprender a superar o sofrimento. Mas a história também tem humor. Eu me identifiquei com ela 100%. Nós estamos sempre tentando ser outra pessoa, ou porque não estamos satisfeitos com o que somos ou porque nós queremos ser amados e aceitos. Felipe é muito puro e Liz se surpreende positivamente ao conhecer alguém que lhe dá permissão para ser apenas quem ela é e que acaba se apaixonando por ela. Isso é muito forte.”
O curandeiro e xamã balinês, Ketut Liyer, cujo nome, literalmente, significa “luz brilhante”, interpretado por Hadi Subiyanto, é instrumental na jornada de Liz na Indonésia. Após conhecer Ketut em sua primeira visita a Bali, as suas palavras e a sua sabedoria a impelem a retornar. A amizade deles é uma troca de conhecimentos, na qual ela transcreve alguns cadernos e ensina inglês a ele que, por sua vez, a escuta, oferece orientação e consolo quando ela mais precisa. “Ketut é um papel realmente importante, pois ele é o catalista que a provoca a voltar e procurar Felipe”, explica Gardner. “Este é o momento em que Liz se vê diante de uma encruzilhada e precisa tomar uma decisão. Ela pode se convencer a seguir adiante ou a recuar. Mas a verdade reside única e exclusivamente dentro dela mesma e de mais ninguém.”
Encontrar um ator para interpretar o papel-chave foi um desafio. Até que, uma noite, num hotel em Jacarta, um flautista chamado Hadi Subiyanto chamou a atenção deles. Eles lhe perguntaram se gostaria de fazer um teste para o papel mesmo sem jamais ter atuado antes – e se sabia quem era Julia Roberts. Não obstante, ele logo estava embarcando para Bali. “É uma ocasião importante para mim, conseguir esse trabalho”, diz ele. “É a segunda coisa mais importante que já me aconteceu na minha vida. Primeiro, eu nasci e agora, isso. Eu estou muito feliz.”

OS FIGURINOS E O DESENHO DE PRODUÇÃO
Em qualquer filme, o desenhista de produção e o figurinista trabalham juntamente com o diretor na concepção do visual do filme. A ideia é que as imagens na tela reforcem e destaquem a história e os arcos dos personagens. Para o desenhista de produção, Bill Groom, e o figurinista, Michael Dennison, Comer Rezar Amar (Eat Pray Love) exigiu a criação estilos visuais diferentes – um para cada uma das locações do filme. Cabia a eles decidir como a jornada de Liz se desenvolveria e como ela seria enfatizada através dos sets e do guarda-roupa.
Em sua entrevista para trabalhar com Murphy e Gardner, Groom interessou-se pela energia criativa dos cineastas. “Eu pressenti, desde aquela reunião inicial, que o filme seria um processo muito interessante e eu não me decepcionei”, afirma ele. Groom se preparou para a produção do filme durante seis meses antes do início das filmagens.
Uma das primeiras coisas que Murphy, Gardner, Wlodkowski e Groom fizeram durante a pré-produção foi sair numa viagem pelo mundo à procura de locações. À medida que eles percorriam os mesmos lugares sobre os quais Elizabeth Gilbert havia escrito, abriam-se as comportas da inspiração criativa para o desenho de produção. Groom começou a rabiscar os quatro elementos de Terra, Ar, Fogo e Água, representando o visual e o clima de mundos tão distintos quanto Nova York, Roma, Índia e Bali, respectivamente.
Groom mora no Brooklyn, em Nova York, e por isso, desenhar esse capítulo do filme foi algo orgânico para ele. Ele via Nova York como tendo uma palheta de cores do elemento Terra, empregando cinzas, pretos, marrons e texturas como concreto, granito e pedra para ilustrar a vida sombria à qual Liz se sentia presa e para enfatizar o estado emocional da história.
“Na abertura do filme”, comenta Dennison, “Nova York foi o local com o clima mais frio e os figurinos refletem isso. Eles são os mais desprovidos de cor em todo o filme. Trata-se de um mundo destituído de cores, dessaturado”.
Já Roma, segundo Murphy, seria uma seção do filme que refletiria a extrema solidão que Liz sente depois dos seus rompimentos. Para Groom, o elemento Ar representaria o esse vazio. A maioria dessas cenas se passou no outono e, portanto, havia muito vento e espaço na cidade de 2.000 anos. “Roma é onde Liz respira”, observa Groom. “Ela abre as janelas, as cortinas esvoaçam e ela, finalmente, se desapega da sua vida em Nova York, respira fundo e começa a comer.”
Para que este capítulo do filme contrastasse com as cores da sequência Nova York, Groom escolheu as cores claras, brancas e cremosas do vento e do ar, segundo ele.
Dennison escolheu cores outonais para Roma, não só porque Liz está lá nessa época do ano, mas também para compor com a cidade e seus habitantes. Através dos figurinos, os espectadores veem Liz se transformar numa mulher mais italiana na medida em que ela vai ficando mais à vontade naquele ambiente. “Os italianos exalam sexualidade por todos os poros, na cidade, na sua comida e, é claro, no modo como se vestem. Eu precisava que Liz começasse a sentir que ela se tornando parte de Roma e reproduzi a palheta de cores usadas por seus amigos italianos”, conta o figurinista.
Na primeira viagem de Groom à Índia em busca de locações, desde o momento em que ele desembarcou do avião, ficou claro que o elemento da Índia seria o Fogo. À medida que Liz abre mão do controle sobre a sua vida, suas emoções explodem num espetáculo de vermelhos e laranjas vivos. Groom afirma ter lido em algum lugar que a Índia é o lugar mais ornamentado do planeta – até coisas simples e corriqueiras, como um caminhão transportando carga por uma estrada, é todo enfeitado com pinturas coloridas e efeitos de textura.
“A Índia é um carnaval de cores em contraste com a tranquilidade da espiritualidade”, afirma Dennison acerca dos figurinos desta sequência. “A Índia é única e mística. É o centro da espiritualidade. As pessoas se cercam de cores vibrantes e isso torna suas vidas vibrantes. Em alguns casos, nós acentuamos as cores, porque estamos contando uma história. Era muito importante, psicológica e subliminarmente, que o espectador sentisse todas essa vibração.”
Também na Índia, Groom criou um casamento elaborado. Ele saboreou a oportunidade – e ficou satisfeito em ver que seu trabalho foi confundido com uma cerimônia real. ”Até os casamentos mais humildes são eventos coloridos, decorados e vibrantes que envolvem a comunidade inteira”, explica ele. “O nosso foi tão convincente que alguns membros da comunidade em que nós filmávamos ficaram chateados por não terem sido convidados para as festividades”.
Em Bali, Groom ficou impressionado com a incrível beleza das paisagens naturais. Esta parte da história, o romance entre Liz e Felipe, quando Liz descobre o equilíbrio fluido, casava bem com tons de azuis e verdes do elemento Água.
“Quando chega a Bali”, conta Groom, “você fica impressionado com os reflexos do céu nos arrozais alagados, nos rios caudalosos que parecem nos surpreender do meio do nada, nos lagos vulcânicos e nas praias que continuam imaculadas. Tanto para mim quanto para o Ryan, isso era algo que queríamos expressar no filme”.
Em Bali, Liz se sente vibrante, livre e viva, e isso se reflete na palheta de cores intensas e na opulência das roupas. “Esta é a porção montanha-russa do filme”, afirma Dennison. “Liz está vivenciando as mais diferentes emoções e demonstra sua vulnerabilidade em seu amor por Felipe.”
Sempre que possível, os cineastas optaram por rodar nas locações reais mencionadas no livro. Embora nem sempre isso fosse possível, houve casos em que a produção não conseguiu resistir. Por exemplo, o desenhista de produção Bill Groom conheceu o Ketut Liyer da vida real e visitou seu centro balinês, em busca de inspiração. Todavia, de imediato, Groom percebeu que não havia como criar algo melhor que aquele ambiente da vida real. Ao final, conta Groom, “nós não só filmamos na casa de Ketut onde ele mora atualmente com quatro gerações da sua família, mas acabamos aproveitando também um dos desenhos reais de Ketut para criar o adereço do desenho com o qual Ketut presenteia Liz em sua primeira viagem a Bali”.
Em todas as locações do filme, Groom e Dennison montaram departamentos de arte e de figurinos, trabalhando com equipes locais na produção do visual de cada país. Artesãos locais – de plantadores de arroz criando um arrozal em Bali a costureiras criando 100 sáris pra o casamento indiano – acrescentaram aos sets e figurinos detalhes e acabamentos de grande autenticidade que enriqueceram o filme, embora muitos deles, talvez a maioria desses artistas nunca tivesse trabalhado num filme antes.

O ELENCO
JULIA ROBERTS (Liz Gilbert) venceu um Oscar® de Melhor Atriz, um Globo de Ouro e um Screen Actors Guild Award no papel-título de Erin Brockovich, Uma Mulher de Talento (Erin Brockovich). No decorrer da sua carreira, Roberts estrelou vários dos filmes de maior êxito de Hollywood, trabalhando com alguns dos diretores mais respeitados da indústria. Seus filmes já arrecadaram mais de US$ 2,5 bilhões de dólares em todo o mundo.
Roberts tornou-se conhecida do público num papel elogiado pela crítica em Três Mulheres Três Amores (Mystic Pizza), que lhe deu uma indicação ao Independent Spirit Award. Em seguida, estrelou Flores de Aço (Steel Magnolias), que lhe deu a sua primeira indicação ao Oscar e um Globo de Ouro de Melhor Atriz Coadjuvante. O seu filme seguinte, Uma Linda Mulher (Pretty Mulher), de Garry Marshall, no qual contracenou com Richard Gere, foi um dos filmes de maior bilheteria de 1990 e lhe deu a sua segunda indicação ao Oscar® e o seu segundo Globo de Ouro consecutivo de Melhor Atriz.
Mais recentemente, recebeu a sua sétima indicação ao Globo de Ouro de Melhor Atriz de Cinema - Comédia ou Musical com seu desempenho no filme de Tony Gilroy, Duplicidade (Duplicity), contracenando com Clive Owen. Ela também foi indicada ao Globo de Ouro atuando nos filmes O Casamento do Meu Melhor Amigo (My Melhor Friend's Wedding); Um Lugar Chamado Notting Hill (Notting Hill), contracenando com Hugh Grant; e Jogos do Poder (Charlie Wilson's War), dirigido por Mike Nichols e coestrelado por Tom Hanks.
A sua longa lista de créditos cinematográficos também inclui Onze Homens e Um Segredo (Ocean's Eleven) e Doze Homens e Outro Segredo (Ocean's Twelve), ambos de Steven Soderbergh; O Sorriso de Mona Lisa (Mona Lisa Smile), de Mike Newell; Os Queridinhos da América (America's Sweethearts); a estreia diretorial de George Clooney, Confissões de Uma Mente Perigosa (Confessions of a Dangerous Mind); Noiva em Fuga (Runaway Bride), no qual ela voltou a trabalhar com Richard Gere e o diretor Garry Marshall; Lado a Lado (Stepmom) de Chris Columbus; Teoria da Conspiração (Conspiracy Theory), dirigido por Richard Donner e estrelado por Mel Gibson; Todos Dizem Eu Te Amo (Everyone Says I Love You), de Woody Allen; Michael Collins – O Preço da Liberdade (Michael Collins), de Neil Jordan; O Poder do Amor (Something to Talk About), de Lasse Hallström; O Dossiê Pelicano (The Pelican Brief), dirigido por Alan J. Pakula e coestrelado por Denzel Washington; e Tudo Por Amor (Dying Young), Linha Mortal (Flatliners) e Dormindo com o Inimigo (Sleeping com the Enemy), de Joel Schumacher. Mais recentemente, estrelou Idas e Vindas do Amor (Valentine’s Day), trabalhando mais uma vez com o diretor Garry Marshall. Em breve, contracenará com Tom Hanks em Larry Crowne, coescrito por Hanks e a ser dirigido por ele próprio.
Em 2006, Roberts fez sua estreia na Broadway, na peça de Richard Greenberg, Three Days of Rain, coestrelando com Paul Rudd e Bradley Cooper.

James Franco (David Piccolo) viu sua carreira decolar após ser elogiado pela crítica e receber um Globo de Ouro por sua metamorfose e seu desempenho no papel-título da cinebiografia da TNT, James Dean. Interpretando Dean, também foi indicado a um Emmy, bem como ao Screen Actors Guild Award, o prêmio do sindicato dos atores de cinema dos EUA. Ele também ficou famoso no papel de Harry Osbourne, astro da trilogia Homem-Aranha (Spider-Man) de Sam Raimi.
Mais recentemente, foi visto contracenando com Sean Penn no longa-metragem de Gus Van Sant, Milk – A Voz da Igualdade (Milk), que lhe deu um Independent Spirit Award de Melhor Ator Coadjuvante. E foi recentemente indicado a um Globo de Ouro por seu papel na comédia de David Gordon Green, Segurando as Pontas (Pineapple Express), em que contracenou com Seth Rogen. Também foi visto em Noites de Tormenta (Nights in Rodanthe), de George C. Wolfe, estrelado por Richard Gere e Diane Lane, e no filme de Paul Haggis, No Vale das Sombras (In The Valley of Elah), estrelado por Tommy Lee Jones.
Franco concluiu há pouco a produção de Rob Epstein e Jeffrey Friedman, Howl, e em breve será visto contracenando com Danny McBride em Your Highness, de David Gordon Green. Ele também integrou o elenco de grandes atores da comédia de Shawn Levy, Uma Noite Fora de Série (Date Night). Atualmente, está rodando o drama de Danny Boyle, 127 Hours.
Seus créditos adicionais incluem o drama com um elenco estelar de Karen Moncrieff, The Dead Girl; o drama de Tommy O’Haver, Um Crime Americano (An American Crime), estrelado por Catherine Keener e Ellen Page; o romance clássico, Tristão e Isolda (Tristan and Isolde); The Great Raid, dirigido por John Dahl; De Corpo e Alma (The Company), dirigido por Robert Altman; a estreia diretorial de Nicolas Cage, Sonny, O Amante (Sonny); bem como O Último Suspeito (City By The Sea), coestrelado por Robert DeNiro e o filme produzido por Martin Scorsese, Ruas Selvagens (Deuces Wild). Na televisão, estrelou o seriado aclamado pela crítica, Freaks and Geeks.
Ele escreveu, dirigiu e estrelou várias peças teatrais curtas. Duas delas foram adaptadas em longas-metragens, Fool’s Gold e The Ape, produzidos, dirigidos e estrelados por ele. Ele também escreveu, dirigiu e estrelou o drama, Good Time Max. Herbert White, um curta-metragem que ele escreveu e dirigiu, foi estrelado por Michael Shannon e fez sua estreia no Festival de Cinema de Sundance de 2010. The Feast of Stephen, também escrito e dirigido por Franco, estreou - e venceu um prêmio TEDDY – no Festival de Cinema de Berlim. Além disso, Franco dirigiu Saturday Night, um documentário sobre a semana de produção de um episódio do programa Saturday Night Live, que estrelou este ano no SXSW. O filme mais recente escrito e dirigido por Franco, The Clerks Tale, estreou no festival de cinema de Cannes, em maio deste ano. No final do ano, Franco também planeja dirigir dois longas-metragens — uma adaptação do livro de Charles Bukowski, Ham on Rye, e a biografia do poeta Hart Crane, intitulada The Broken Tower.

Richard Jenkins (Richard do Texas) é um dos atores mais solicitados de Hollywood, já tendo sido indicado ao Oscar® e atuado em mais de 60 filmes.
Foi indicado ao Oscar® de Melhor Ator com seu desempenho em O Visitante (The Visitor) de Tom McCarthy. Lançado nos Festivais de Cinema de Toronto, de 2007, e de Sundance, em 2008, o filme venceu o Grand Prix do 34º Festival de Cinema Americano de Deauville. Seu desempenho também lhe valeu indicações ao prêmio Independent Spirit Award e ao Screen Actors Guild Award.
Mais recentemente, foi visto no longa-metragem da Screen Gems, Querido John (Dear John), no filme dos irmãos Coen, Queime Depois de Ler (Burn Depois Reading), e em Quase Irmãos (Step Brothers), contracenando com Will Ferrell, John C. Reilly e Mary Steenburgen.
Em 1997, recebeu uma indicação ao Independent Spirit Award de Melhor Ator Coadjuvante com seu desempenho em Procurando Encrenca (Flirting com Disaster), de David O. Russell, contracenando com Ben Stiller, Tea Leoni, Josh Brolin e Lily Tomlin.
Em 1986, fez seu primeiro papel de protagonista nas telas, no longa-metragem do roteirista vencedor do Oscar®, Horton Foote, On Valentine’s Days. Passou a atuar, então, em muitos outros filmes como As Bruxas de Eastwick (The Witches of Eastwick), de George Miller, contracenando com Jack Nicholson, Susan Sarandon, Cher e Michelle Pfeiffer; Espiões sem Rosto (Little Nikita), de Richard Benjamin, contracenando com River Phoenix e Sidney Poitier; Vítimas de Uma Paixão (Sea of Love), com Al Pacino e Ellen Barkin; Lobo (Wolf), de Mike Nichols, voltando a contracenar com Jack Nicholson; e com Charlize Theron, em Terra Fria (North País), de 2005; com Jim Carrey e outra vez com Tea Leoni na comédia de Judd Apatow, As Loucuras de Dick e Jane (Fun With Dick and Jane); e em O Reino (The Kingdom), de Peter Berg, em 2007.
Ao longo de sua carreira, Jenkins trabalhou com cineastas renomados, como Clint Eastwood, em Poder Absoluto (Absolute Power); os Irmãos Farrelly, em Quem Vai Ficar com Mary? (There’s Something About Mary) e Eu, Eu Mesmo e Irene (Me, Myself and Irene), contracenando com Jim Carrey; e em Destinos Cruzados (Random Hearts), de Sydney Pollack, contracenando com Harrison Ford e Kristin Scott Thomas.
Em 2001, inaugurou sua parceria com Joel e Ethan Coen, coestrelando com Billy Bob Thornton, James Gandolfini e Scarlett Johansson em O Homem Que Não Estava Lá (The Man Who Was’t There) e voltou a ser dirigido pelos irmãos Coen em 2003, em O Amor Custa Caro (Intolerable Cruelty), com George Clooney e Catherine Zeta-Jones.
Na televisão, ficou famoso no papel de Nathaniel Fisher, o falecido patriarca da família Fisher no seriado dramático de grande sucesso da HBO, Six Feet Under. Suas participações esporádicas nessa família desajustada renderam ao elenco uma indicação ao prêmio Screen Actors Guild, em 2002, na categoria Melhor Elenco de Série Dramática. Atuou também em inúmeros telefilmes, incluindo Sins of the Father e o telefilme premiado com o Emmy® e The Band Played On, da HBO,
No teatro, Richard possui uma lista impressionantes de créditos como integrante da Trinity Repertory Company, de Rhode Island, durante 14 anos, e além de ter sido diretor artístico da companhia por quatro anos adicionais.
Recentemente, Jenkins concluiu as filmagens de Waiting For Forever, dirigido por James Keach, The Rum Diary, contracenando com Johnny Depp, The Cabin in the Woods, dirigido por Drew Goddard, Let Me In, escrito e dirigido por Matt Reeves e o longa-metragem dos irmãos Farrelly, Hall Pass.

Viola Davis (Delia Shiraz) teve um desempenho memorável contracenando com Denzel Washington em Voltando a Viver - Antwone Fisher (Antwone Fisher), que lhe valeu uma indicação ao Independent Spirit Award. Davis teve seu desempenho elogiado pela crítica em Dúvida (Doubt), com o qual foi indicada ao Oscar®, ao Globo de Ouro, ao prêmio do Screen Actors Guild e ao Prêmio Revelação da National Board of Review. Recentemente, ela fez participações especiais em Madea Goes to Jail, Intrigas de Estado (State of Play) e Código de Conduta (Law Abiding Citizen); em breve, atuará em Encontro Explosivo (Knight and Day), It’s Kind of a Funny Story e Trust. Neste verão, Davis começará a rodar The Help, no papel da protagonista “Abileen”. Seus créditos cinematográficos adicionais incluem Noites de Tormenta (Nights in Rodanthe), a minissérie da A&E indicada ao Emmy, The Andromeda Strain, Paranóia (Disturbia), The Architect, Fique Rico ou Morra Tentando (Get Rich or Die Tryin’), Syriana, a Indústria do Petróleo (Syriana), Longe do Paraíso (Far from Heaven), Solaris, Traffic e Irresistível Paixão (Out of Sight). Seus créditos televisivos incluem papéis recorrentes em United States of Tara, Law & Order: SVU, Jesse Stone, Traveler, Century City, Lefty e City of Angels. Em 2004, ela venceu o prêmio Drama Desk de Melhor Atriz, o Drama League, o Obie e o Audelco na montagem da Roundabout Theatre Company de Intimate Apparel. Em 2001, Davis venceu um Tony e um Drama Desk Award com seu desempenho em King Hedley II. Atualmente, Davis vem sendo elogiadíssima no papel de “Rose” na remontagem da Broadway da peça de August Wilson, Fences, contracenando com Denzel Washington. Ela possui outro prêmio Tony Award, além dos prêmios Outer Critics’ Circle, Drama League e Drama Desk. Davis é formada pela The Julliard School e possui um título de doutora honoris causa em Artes Plásticas pela Rhode Island College.

Billy Crudup (Stephen) foi visto mais recentemente no papel de J. Edgar Hoover no filme de Michael Mann, Inimigos Públicos (Public Enemies) e estrelou no papel do dr. Manhattan a bem sucedida adaptação da HQ, Watchmen – O Filme (Watchmen), dirigida por Zack Snyder.
Crudup foi visto no terceiro longa da franquia Missão: Impossível, Missão: Impossível 3 (Mission: Impossible 3), do diretor J.J. Abrams, e em Totalmente Apaixonados (Trust the Man), com Julianne Moore. Ele estrelou Peixe Grande e Suas Histórias Maravilhosas (Big Fish), a divertida fantasia do diretor Tim Burton para a Columbia Pictures. Estrelou também Charlotte Gray – Paixão Sem Fronteiras (Charlotte Gray), contracenando com Cate Blanchett, e Cidadão do Mundo (World Traveler), com Julianne Moore. Antes disso, estrelou o sucesso de crítica, Jesus’ Son, contracenando com Samantha Morton, Holly Hunter e Denis Leary, que lhe deu o prêmio de Melhor Ator do Festival de Cinema de Paris e uma indicação ao Independent Spirit Award. Também foi visto no longa-metragem de Cameron Crowe premiado com o Oscar®, Quase Famosos (Almost Famous), com Frances McDormand e Kate Hudson, no aclamado Amor Maior Que a Vida (Waking the Dead), com Jennifer Connelly, em Dedication, contracenando com Mandy Moore, e em O Bom Pastor (The Good Shepherd) de Robert De Niro, contracenando com Matt Damon e Angelina Jolie.
Ele fez sua estreia cinematográfica em Sleepers – A Vingança Adormecida (Sleepers) de Barry Levinson, contracenando com Robert De Niro, Brad Pitt e Jason Patric. Foi visto ainda em Todos Dizem Eu Te Amo (Everyone Says I Love You), de Woody Allen, e Círculo de Paixões (Inventing the Abbotts), de Pat O’Connor. Interpretou ainda o protagonista do grande sucesso de crítica, Prova de Fogo (Without Limits), a história do lendário corredor e fundista, Steven Prefontaine. O papel lhe valeu o prêmio de Ator Revelação do Ano da National Board of Review.
Igualmente bem sucedido tanto no cinema quanto no teatro, Crudup venceu um Tony de Melhor Ator com seu desempenho na montagem da Broadway de The Coast of Utopia, que estreou em outubro de 2006. Anteriormente, foi visto em The Pillowman, de Martin McDonough, em 2005, que lhe valeu uma indicação ao Tony de Melhor Ator. Crudup também estreou The Elephant Man no Royale Theater, que lhe deu um prêmio Tony. Ele fez sua estreia na Broadway como Septimus Hodge, em Arcádia, de Tom Stoppard, dirigido por Trevor Nunn, que lhe valeu inúmeros prêmios, incluindo o Outer Critics Circle Award de Melhor Ator Estreante e um Theater World Award. Também foi agraciado com o Clarence Derwent Award de Melhor Estreia na Broadway do Actor’s Equity.

Há anos, espectadores do mundo inteiro vêm apreciando os desempenhos ecléticos do ator consagrado pela crítica, JAVIER BARDEM (Felipe). Em 2008, Bardem venceu o Oscar® de Melhor Ator Coadjuvante com Onde os Fracos Não Têm Vez (No Country for Old Men). Seu retrato inesquecível do assassino frio e sociopata, Anton Chigurh, também lhe valeu o Globo de Ouro, o Screen Actors Guild Award e o BAFTA de Melhor Ator Coadjuvante, além de inúmeros outros prêmios da crítica e outras tantas indicações.


Bardem também foi indicado ao Oscar® de Melhor Ator no papel do poeta e dissidente cubano, Reinaldo Arenas, em Antes do Anoitecer (Before Night Falls), de Julian Schnabel. O papel também lhe valeu indicações ao prêmio de Melhor Ator do Festival de Cinema de Veneza, ao Globo de Ouro e aos prêmios de Melhor Ator da National Society of Film Critics e the National Board of Review, bem como ao Independent Spirit Awards. Javier venceu quatro vezes o prêmio Goya, o equivalente espanhol ao Oscar, ao qual foi indicado sete vezes.
Mais recentemente, ele venceu o prêmio de Melhor Ator no Festival de Cinema de Cannes de 2010 com seu desempenho no filme de Alejandro Innaritu, Biutiful. O filme será exibido no Festival Internacional de Cinema de Toronto de 2010 e lançado no final do ano.
Bardem é apenas o segundo a vencer dois prêmios consecutivos de Melhor Ator no Festival de Cinema de Veneza, tendo também vencido com seu desempenho no filme de Alejandro Amenábar, Mar Adentro. O papel lhe deu ainda indicações ao prêmio Goya e ao Globo de Ouro. Outros créditos cinematográficos dignos de destaque incluem Vicky Cristina Barcelona, de Woody Allen, com o qual foi novamente indicado ao Globo de Ouro e ao Independent Spirit Award; a estreia diretorial de John Malkovich, Guerrilha Sem Face (The Dancer Upstairs); Segunda-Feira ao Sol (Las Lunes al Sol), de Fernando León de Aranoa, indicado ao prêmio de Melhor Filme do Festival de Cinema de San Sebastian; Colateral (Collateral), de Michael Mann; Amor Nos Tempos do Cólera (Love In The Time of Cholera), de Mike Newell, e contracenou ainda com Natalie Portman em Sombras de Goya (Goya’s Ghosts).
O cineasta espanhol mais consagrado no cenário internacional, Pedro Almodóvar, deu a Bardem um papel pequeno em seu filme, De Salto Alto (Tacones Lejanos), o que levou às suas futuras colaborações com o cineasta, protagonizando Jamon Jamon e Carne Trêmula (Carne Trémula).
Seus demais créditos cinematográficos incluem El Poderoso Influjo de la Luna, Dias Contados, que lhe deu o prêmio de Melhor Ator no Festival de Cinema de San Sebastian, Boca a Boca, Éxtasis, Dance With the Devil, Washington Wolves e Segunda Pele (Segunda Piel).
Aos quatro anos, sua mãe lhe conseguiu uma pequena ponta na minissérie espanhola, El Picasso. Na adolescência, ele estudou pintura na Escuela de Arte Y Officios, enquanto atuava em papéis secundários na TV. No início da década de 90, o cineasta espanhol, Bigas Luna, ofereceu a ele um papel em The Ages of Lulu, e a partir daí a sua carreira tomou rumos mais sérios.
Bardem nasceu em Las Palmas Gran Canárias, Espanha. Sua mãe, Pilar Bardem, é uma atriz respeitada que até hoje trabalha regularmente desde meados da década de 60 e seu tio foi Juan Antonio Bardem, um dos diretores mais célebres da Espanha, encarcerado pelo regime de Franco, quando seu Death of a Cyclist venceu o prêmio da crítica no Festival de Cannes. Muitos outros membros da família Bardem também são atores, incluindo o seu avô, Rafael Bardem, e a sua avó, Matilde Muñoz Sampedro.

SOBRE OS CINEASTAS
RYAN MURPHY (Diretor/Roteirista) venceu o Globo de Ouro® como criador, roteirista e diretor do seriado dramático original da FX, Nip/Tuck, e do fenômeno da Fox, Glee.
Ele começou a sua carreira como jornalista, escrevendo para publicações como The Miami Herald, Los Angeles Times, The New York Daily News e Entertainment Weekly. Deu início à sua carreira de roteirista no final da década de 90, quando Steven Spielberg comprou os direitos da sua comédia romântica, Why Can’t I Be Audrey Hepburn? A seguir, criou Popular, do WB, uma premiada sátira/comédia de humor negro com os produtores executivos de Nip/Tuck, Greer Shephard e Michael M. Robin.
Em 2009, Murphy estreou Glee, na Fox. Desde então, o seriado bateu recordes de audiência e conquistou elogios da crítica. Como o seriado de estreia campeão de audiência da temporada, Glee venceu o Globo de Ouro de Melhor Seriado Televisivo – Musical ou Comédia e três de seus atores foram indicado a prêmios. Glee também venceu um Screen Actors Guild Award do Melhor Desempenho de Elenco de Seriado Cômico. Além disso, Murphy foi indicado ao prêmio do Directors Guild of America com a direção do episódio-piloto. O seriado gerou ainda três álbuns de trilhas sonoras. Glee também foi honrado com um Peabody Award.
Em 2003, Murphy estreou seu Nip/Tuck, na FX Network. O seriado logo se tornou um dos mais populares e mais conhecidos. Nip/Tuck foi incluído na lista do American Film Institute dos 10 Melhores Seriados Televisivos de 2003 e 2004, e foi o primeiro seriado dramático que estreou em 2004 a vencer um Globo de Ouro® de Melhor Seriado de TV/Drama. Em 2004, Murphy foi indicado a um Emmy® de Melhor Diretor de Seriado Dramático.
Em 2006, o diretor voltou seu foco para o cinema, escrevendo, dirigindo e produzindo a sua adaptação do best-seller editorial, Correndo Com Tesouras (Running With Scissors), estrelado por Annette Bening e Gwyneth Paltrow.

JENNIFER SALT (Roteirista) é um talento natural tanto diante quanto por detrás das câmeras. Após anos trabalhando como atriz e, mais recentemente, como roteirista ela se estabeleceu como uma das poucas mulheres de Hollywood a ter uma carreira dividida dupla, ambas de igual êxito. Ela leva adiante o legado de sua família na indústria do cinema – sua mãe teve uma carreira prestigiada como atriz e seu pai foi um roteirista premiado com o Oscar®.
Atualmente, ela está desenvolvendo um roteiro baseado no livro de Rachel DeWoskin, Foreign Babes in Beijing, que aborda a vida de um expatriado na Pequim dos dias de hoje.
Mais recentemente, Salt escreveu e produziu oito temporadas do seriado premiado com o Globo de Ouro, Nip/Tuck, que lhe deu uma indicação ao Writers Guild com o episódio, Rhea Reynolds.
A sua ligação com Comer Rezar Amar (Eat Pray Love) se estende para além do roteiro, uma vez que ela passou por experiências pessoais semelhantes às da autora, Elizabeth Gilbert. De natureza inquieta, Salt estava sempre à procura de algo além do óbvio. Durante 10 verões, intermitentemente, ela estudou ioga e meditação com o mesmo guru apresentado no livro de Gilbert. Ela morava e trabalhava perto do ashram no norte do estado de Nova York, onde praticava a devoção e a meditação.
Antes de passar a trabalhar como roteirista, ela se consagrou como atriz no cinema, no teatro e na televisão. Depois de se formar pela High School of Performing Arts e pela Sarah Lawrence College, passou a atuar profissionalmente em teatros regionais, tendo feito sua estreia na Broadway na peça de Oliver Hailey, Father’s Day. Ela inaugurou a sua carreira no cinema com um papel em Midnight Cowboy, atuando em seguida em Brewster McCloud, de Robert Altman, Hi Mom and Sisters, de Brian DePalma, The Revolutionary, de Paul Williams, e Play It Again Sam, de Woody Allen.
Mais ou menos nessa época, Salt e a atriz e amiga, Margot Kidder, dividiam uma casa em Malibu, que se tornou um polo de encontro para muitos jovens cineastas, ícones do cinema dos anos 70, incluindo DePalma, Spielberg, Scorsese, Schrader e DeNiro. As lendárias brincadeiras aprontadas pelo grupo foram celebrizadas nos livros You’ll Never Eat Lunch in This Town Again, de Julia Phillips, e Easy Riders, Raging Bulls, de Peter Biskind.
Após interpretar o papel-chave de Eunice Tate na série revolucionária, Soap, ela passou os 10 anos seguintes atuando no cinema, no teatro e na televisão até 1991, quando decidiu abandonar a carreira de atriz e se dedicar ao ofício da família, como roteirista. Rapidamente, ela ganhou fama como autora e passou a escrever roteiros para filmes de cinema e da televisão. Estreou como roteirista de seriado com Sins of the City, da USA network, seguido de Nero Wolfe Mysteries, da A&E.
Salt é filha do célebre roteirista Waldo Salt, que sobreviveu à infame “lista negra de Hollywood” e venceu dois Oscars® com seus roteiros de Perdidos na Noite (Midnight Cowboy) e O Regresso dos Heróis (Coming Home), além de também ter sido indicado ao Oscar® com Serpico. Ela herdou o amor pela atuação de sua mãe, a atriz Mary Davenport, que integrou a respeitada companhia, Actor’s Lab, de Hollywood.

ELIZABETH GILBERT (Baseado no livro de) é uma autora premiada nos gêneros ficção e não ficção. A sua coleção de contos, Pilgrims, foi uma das finalistas do prêmio PEN/Hemingway e o seu romance, Stern Men, foi destaque no New York Times. O seu livro de 2002, The Last American Man, foi finalista dos prêmios National Book Award e National Book Critics Circle Award. Desde a sua publicação original, em janeiro de 2006, seu livro mais recente, Comer Rezar Amar (Eat, Pray, Love) passou 57 semanas no primeiro lugar da lista de best-sellers/brochura do New York Times. O livro já vendeu mais de 6 milhões de exemplares nos EUA e já foi publicado em mais de 30 idiomas.

Dede Gardner (Produtora) é presidente da Plan B Entertainment. Mais recentemente, ela produziu o filme ainda não lançado, The Tree Of Life, estrelado por Brad Pitt e Sean Penn e dirigido por Terence Malick.
Seus créditos anteriores incluem Te Amarei Para Sempre (The Time Traveler's Wife), estrelado por Eric Bana e Rachel McAdams e dirigido por Robert Schwentke; The Private Lives Of Pippa Lee, estrelado por Robin Wright, Alan Arkin, Keanu Reeves e Blake Lively e dirigido por Rebecca Miller; O Assassinato de Jesse James pelo Covarde Robert Ford (The Assassination Of Jesse James By The Coward Robert Ford), estrelado por Brad Pitt e Casey Affleck e dirigido por Andrew Dominik. O longa venceu o prêmio de Melhor Filme da San Francisco Film Critics e da St. Louis Film Critics e foi indicado ao prêmio da London Film Critics Circle. Brad Pitt recebeu o prêmio de Melhor Ator no Festival de Cinema de Veneza, enquanto Casey Affleck e o diretor de fotografia, Roger Deakins, receberam indicações ao Oscar® pelo filme. Além disso, Affleck venceu os prêmios de Melhor Ator Coadjuvante da National Society of Film Critics e da National Board of Review, tendo também sido indicado ao Globo de Ouros e aos prêmios da London Film Critics Circle, da Chicago Film Critics Association e Broadcast Film Critics Association, entre outros. Roger Deakins também recebeu o prêmio da National Board of Review pelo conjunto de sua obra no cinema, bem como indicações a vários prêmios de associações de críticos cinematográficos. Também em 2007, Dede produziu o drama da vida real, O Preço da Coragem (A Mighty Heart), estrelado por Angelina Jolie e dirigido por Michael Winterbottom. Seleção oficial do Festival de Cinema de Cannes de 2007, Jolie venceu o prêmio de Melhor Atriz do Festival de Cinema de Santa Bárbara, e foi indicada ao prêmio do Screen Actors Guild e das maiores associações de críticos de cinema; o drama independente Year of The Dog, estrelado por Molly Shannon e Laura Dern, e a comédia dramática,
Correndo Com Tesouras (Running With Scissors)
, estrelada por Annette Bening e dirigida por Ryan Murphy, que deu a Bening indicações ao Globo de Ouro e ao prêmio Satellite Award de Melhor Atriz.
Atualmente, a Plan B está dando início à pré-produção da adaptação cinematográfica do livro de Max Brooks, World War Z, a ser dirigido por Marc Forster e estrelado por Brad Pitt, bem como da adaptação do livro de não ficção David Grann, The Lost City of Z, a ser dirigida por James Gray.
Eles possuem vários projetos em desenvolvimento, com cineastas como David Fincher (O Curioso Caso de Benjamim Button/The Curious Case of Benjamin Button), Bennett Miller (Capote), Greg Mottola (Adventureland), David Gordon Green (Segurando as Pontas/Pineapple Express), Taika Waititi (Boy) e Phil Morrison (Junebug).
Antes de trabalhar na Plan B, Gardner foi vice-presidente executiva de produção da Paramount Pictures. Entre os filmes supervisionados por ela ao longo dos sete anos de sua gestão no estúdio encontram-se Election, Orange County, Zoolander e Como Perder um Homem em 10 Dias (How to Lose a Guy in Ten Days).
Ela começou a sua carreira como produtora de locações na cidade de Nova York, antes de empregar-se na Innovative Artists e, subsequentemente, no departamento literário da agência William Morris.

BRAD PITT (Produtor Executivo) é um ator premiado e um dos astros de maior celebridade da atualidade, tendo também se consagrado como produtor de cinema através da sua própria produtora, Plan B Entertainment.
Sob o selo da Plan B, ele produziu recentemente, ou foi produtor executivo, de projetos como Kick-Ass – Quebrando Tudo (Kick-Ass); Te Amarei Para Sempre (The Time Traveler’s Wife); The Private Lives of Pippa Lee; The Departed, de Martin Scorsese, vencedor do Oscar® de Melhor Filme; O Preço da Coragem (A Mighty Heart), estrelado por Angelina Jolie; Correndo com Tesouras (Running With Scissors), estrelado por Annette Bening; o documentário God Grew Tired of Us; e O Assassinato de Jesse James pelo Covarde Robert Ford (The Assassination of Jesse James by the Coward Robert Ford), coestrelado por Pitt.
A Plan B possui uma longa lista de filmes com lançamento para breve, incluindo The Tree of Life, dirigido por Terrence Malick e estrelado por Pitt e Sean Penn; World War Z, dirigido por Marc Forster; e The Lost City of Z, dirigido por James Gray e estrelado por Pitt.
Em breve, Pitt estrelará Moneyball, com direção de Bennett Miller.

STAN WLODKOWSKI (Produtor Executivo) produziu os filmes Retratos de Uma Obsessão (One Hour Photo), Slums of Beverly Hills, Ethan Frome, Meu Querido Companheiro (Longtime Companion) e Fear, Anxiety & Depression. Seus créditos como produtor executivo incluem os longas-metragens Push, No Vale das Sombras (In the Valley of Elah), de Paul Haggis, The Last Shot, Crimes de um Detetive (The Singing Detective) e Filhos da Máfia (Knockaround Guys). Ele também foi coprodutor do filme vencedor do Oscar® de Melhor Picture, Beleza Americana (American Beauty). Ele também foi coprodutor executivo do seriado aclamado da HBO, Roma, e produziu O Poder da Notícia (Winchell) e The Sunset Gang, da American Playhouse. Atualmente, encontra-se na Hungria, supervisionando como produtor executivo, Monte Carlo, escrito e dirigido por Tom Bezucha para a 20th Century Fox.

JEREMY KLEINER (Produtor Executivo) é produtor da Plan B Entertainment. Mais recentemente, foi produtor executivo de The Private Lives of Pippa Lee, de Rebecca Miller, e Kick-Ass – Quebrando Tudo (Kick-Ass), de Matthew Vaughn. Outros projetos que ele desenvolve atualmente incluem World War Z, com direção de Marc Forster, Black Hole e The Killer, ambos com direção de David Fincher, Tiger, dirigido por Darren Aronofsky, The Lost City of Z, dirigido por James Gray, e The Immortalist, com a direção de Bennett Miller, além dos best-sellers, Beautiful Boy, The Night Manager e Important Artifacts.
Kleiner cresceu em Nova York e cursou a Universidade de Harvard. Ele começou sua carreira como estagiário da Fourth Floor Productions de Errol Morris, antes de se mudar para Los Angeles para trabalhar na Kopelson Entertainment, baseado na Fox (Platoon, The Fugitive, Seven). Ele assumiu, então, um cargo executivo na produtora de Dick e Lauren Shuler Donner, onde se envolveu em filmes como 16 Blocks e A Vida Secreta das Abelhas (The Secret Lives of Bees). Entrou para a Plan B em 2003.

ROBERT RICHARDSON, ASC (Diretor de Fotografia) venceu dois Oscars® de Melhor Fotografia com O Aviador (The Aviator), de Martin Scorsese, e com o épico histórico de Oliver Stone, JFK – A Pergunta Que Não Quer Calar (JFK).
Mais recentemente, filmou Ilha do Medo (Shutter Island), sua quinta colaboração com Scorsese, tendo filmado anteriormente para o influente cineasta norte-americano Cassino (Casino) e Vivendo no Limite (Bringing Out The Dead). Ele também filmou e supervisionou um grupo de cinegrafistas renomados no filme-concerto dos Rolling Stones, Rollings Stones – Shine a Light (Shine a Light).
Richardson mantém uma longa e bem sucedida parceria profissional com o diretor Oliver Stone. Tendo desenvolvido a capacidade de adotar estilos visuais os mais variados, eles trabalharam juntos em filmes como Assassinos Por Natureza (Natural Born Killers), Wall Street – Poder e Cobiça (Wall Street), Nixon, Nascido em Quatro de Julho (Born On The Fourth of July) e Platoon. Os dois últimos valeram a Richardson indicações ao Oscar®.
Natural de Cape Cod, cursou a Rhode Island School of Design e o American Film Institute. Sua impressionante lista de créditos inclui Salvador, Fora da Jogadas (Eight Men Out), Questão de Honra (A Few Good Men), O Encantador de Cavalos (The Horse Whisperer), Neve Sobre os Cedros (Snow Falling On Cedars), Kill Bill: Volumes 1 e 2, e Bastardos Inglórios (Inglourious Basterds), a sua mais recente indicação ao Oscar®.
Richardson também fotografou vários documentários, incluindo Fast, Cheap and Out of Control, Mr. Death e o documentário revelador sobre Abu Ghraib, Procedimento Operacional Padrão (Standard Operating Procedure).

BILL GROOM (Desenhista de Produção) foi assistir ao primeiro filme da sua vida somente quando já era calouro na faculdade em Oklahoma, no início dos anos 60. Tendo crescido numa família religiosa, operária e fundamentalista da região dos EUA conhecida como o “cinturão religioso”, filmes eram expressamente proibidos em sua casa. Ele foi encorajado a se tornar artista por um amigo de seus avós, que lhe deram sua primeira caixa de lápis de cor e aulas de arte.
Mais de uma década depois, ele se formou pela Southeastern Oklahoma State University, com um bacharelado em Artes e Teatro, e depois obteve um mestrado em desenho teatral pela Universidade de Tulane. Após quatro anos como professor-assistente de Teatro na SUNY Stony Brook, mudou-se para Nova York, onde, durante os oito anos seguintes, foi diretor de arte de Saturday Night Live, da NBC, trabalhando com o lendário desenhista de produção, Eugene Lee. Ele também assistiu Lee em produções da Broadway, com destaque para a montagem original de Sweeney Todd.
Após o SNL, foi desenhista de produção de inúmeros telefilmes, incluindo produções premiadas como Life on the Mississippi, Pudd’nhead Wilson e Huckleberry Finn, para a PBS, e diretor de arte de produções cinematográficas com desenho de produção de Paul Sylbert, Michael Haller e Anton Furst. O primeiro longa-metragem com design de Groom foi Rocket Gibraltar.
Groom assinou o design de vários filmes do diretor Penny Marshall, incluindo Uma Equipe Muito Especial (A League of Their Own), Um Anjo em Minha Vida (The Preacher’s Wife) e Os Garotos da Minha Vida (Riding in Cars With Boys) e também vários filmes do diretor Joseph Ruben, incluindo O Anjo Malvado (The Good Son), Assalto Sobre Trilhos (Money Train), Return to Paradise e Os Esquecidos (The Forgotten).
Ele colaborou com Sean Penn por aproximadamente 20 anos, primeiramente, como diretor de arte de The Indian Runner (com desenho de produção de Michael Haller), e depois, como desenhista de produção de A Promessa (The Pledge), ambos dirigidos por Penn. E, mais recentemente, o filme premiado de Gus Van Sant, Milk – A Voz da Igualdade (Milk), estrelado por Penn no papel-título.
Recentemente, Groom assinou o desenho de produção de Paper Man, estrelado por Jeff Daniels, Lisa Kudrow e Ryan Reynolds, um filme escrito e dirigido pelo casal de marido e mulher, Michelle e Kieran Mulroney.

Comer Rezar Amar (Eat Pray Love) é o primeiro longa-metragem montado por Bradley Buecker (Montador). Ele começou a sua carreira trabalhando como editor de Ryan Murphy nas temporadas iniciais de Nip/Tuck, tendo, posteriormente, se tornado o seu produtor supervisor.
Buecker montou inúmeros pilotos televisivos e também trabalhou com Murphy em Glee. Ele ainda é produtor supervisor do seriado.
Formado pela Universidade de Michigan, ele possui mestrado pelo American Film Institute.

MICHAEL DENNISON (Figurinista) vestiu o elenco de inúmeros filmes aclamados no decorrer de sua carreira. Ele possui uma longa lista de colaborações com a também figurinista Ellen Mirojnick e, recentemente, os dois trabalharam juntos no projeto de Keifer Sutherland, Espelhos do Medo (Mirrors), bem como no filme de 2008, King of California, estrelado por Michael Douglas e Evan Rachel Wood.
Mais recentemente, assinou os figurinos de Dennison, The Spirit – O Filme (The Spirit), de Frank Miller. Seus créditos adicionais incluem As Torres Gêmeas (World Trade Center), de Oliver Stone, O Sorriso de Mona Lisa (Mona Lisa Smile), de Mike Newell, A Batalha de Riddick (The Chronicles of Riddick, cofigurinista), de David Twohy, Sonhos no Gelo (Ice Princess), de Andrew Waller, e Martian Child, de Menno Meyjes.
Entre seus créditos como supervisor de figurinos, destacam-se sucessos como Quase Famosos (Quase Famous), Os Queridinhos da América (America’s Sweethearts), O Que As Mulheres Querem (What Women Want), Neve Sobre os Cedros (Snow Falling on Cedar), A Outra Face (Face/Off), Instinto Selvagem (Basic Instinct), Alucinações do Passado (Jacob’s Ladder), A Difícil Arte de Amar (Heartburn), Silkwood, A Escolha de Sophia (Sophie’s Choice) e Amigas Para Sempre (Beaches).

DARIO MARIANELLI (Trilha) nasceu em Pisa, na Itália, e estudou piano e composição em Florença e Londres.
Depois de um ano de estudos pós-graduação como compositor na Guildhall School of Music and Drama, onde ele também dirigiu a Contemporary Music Society, ele ganhou uma bolsa de estudos da Gulbenkian Foundation para um curso de Composição e Coreografia ministrado por Judith Weir e Lloyd Newson, na Bretton University College. Outras bolsas de estudo lhe permitiram viajar à Alemanha para uma série de oficinas sobre trilhas do cinema europeu e também cursar durante três anos a National Film and Television School, onde se formou, em 1997.
Ele compôs peças orquestrais para a Orquestra Sinfônica da BBC e para a Orquestra Britten-Pears, música coral para o grupo BBC Singers e música incidental para a Royal Shakespeare Company. Em 2008, também compôs uma peça musical para o novo celular Vertu ‘signature’, que ele gravou com a Orquestra Sinfônica de Londres.
Marianelli venceu um Oscar®, um Globo de Ouro e o prêmio Ivor Novello de Melhor Trilha Original com o filme Desejo e Reparação (Atonement), que lhe deu também indicações ao BAFTA e ao Classical Brit, na categoria de Melhor Trilha do Ano. Em 2006, ele foi indicado a um Oscar® de Melhor Trilha Original por sua trilha para o filme vencedor do BAFTA, Orgulho e Preconceito (Pride & Prejudice). A trilha lhe deu também o cobiçado Classical Brit Award na categoria Compositor do Ano e uma indicação ao prêmio Ivor Novello.

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