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COLÉGIO ESTADUAL

DUQUE DE CAXIAS
  1. ENSINO FUNDAMENTAL E MÉDIO



    1. PROJETO


POLÍTICO-PEDAGÓGICO

MARINGÁ

2012


            1. SUMÁRIO



1APRESENTAÇÃO................................................................................................... 04

2 DADOS DE IDENTIFICAÇÃO E CARACTERIZAÇÃO DA ESCOLA E DA COMUNIDADE........................................................................................................... .05

2.1Trajetória Histórica da Instituição........................................................................05

2.2Organização da Estrutura Escolar.......................................................................07
3 OBJETIVOS GERAIS...............................................................................................08
4 FUNDAMENTAÇÃO TEÓRICA.............................................................................. 08

4.1 Pressupostos Filosóficos.................................................................................. 08

4.2 Concepção de Homem, de Sociedade e de educação.................................... 09

4.3 Concepção de Conhecimento......................................................................... 12

4.4 Concepção de Escola...................................................................................... 13

4.5 Concepção de Ensino – Aprendizagem......................................................... 14

4.6 Concepção de Avaliação................................................................................. 17

4.7 Concepção de Recuperação............................................................................ 19

4.8 Inclusão Educacional/Sala de Recursos.......................................................... 20

4.9 Inclusão Educacional/Gênero,Sexual,étnico-racial........................................ 22

4.10 Concepção de Gestão Democrática............................................................... 22

4.11 Formação Continuada........................................................................................25
5 ORGANIZAÇÃO DO TEMPO ESCOLAR............................................................... 26
6 PROGRAMAS E ATIVIDADES INTEGRADAS..................................................... . 26

6.1 Sala de Apoio do 6º e 9º ano do Ensino Fundamental......................................27

6.2 Estágio não obrigatório no Ensino Médio.........................................................27

6.3 Plano de ação da Equipe Multidisciplinar........................................................ 27

6.4 Projeto Educação Fiscal.................................................................................... 32

6.5 Programa PDE- Escola...................................................................................... 34

6.6 Agenda 21......................................................................................................... 36

6.7 Plano de Ação DE enfrentamento à Violência................................................ 39

6.8 Parceria entre Escola e família...........................................................................40
7 ORGANIZAÇÃO DO TRABALHO PEDAGÓGICO E PRÁTICA DOCENTE........ 40

7.1 Plano de Trabalho Docente.............................................................................. 41
8. Proposição de encaminhamentos para avaliação geral de desempenho dos docentes, pedagogos e funcionários................................................................... 42

8.1 Avaliação Institucional do Projeto Político Pedagógico............................... 43
9 PLANO DE AÇÃO................................................................................................. 44

9.1 Plano de Ação da Escola.................................................................................. 44

9.2 Plano de Ação do Diretor.................................................................................. 46

9.3 Plano de ação do Pedagogo............................................................................. 49
10 ORGANIZAÇÃO CURRICULAR......................................................................... 50

10.1 Concepção de Currículo................................................................................. 50

10.2 MATRIZ CURRICULAR DO ENSINO FUNDAMENTAL.................................. 53

PROPOSTA CURRICULAR ENSINO FUNDAMENTAL.......................................... 55

LÍNGUA PORTUGUESA.......................................................................................... 55

HISTÓRIA................................................................................................................. 63

GEOGRAFIA............................................................................................................. 69

CIÊNCIAS................................................................................................................. 73

EDUCAÇÃO FÍSICA................................................................................................. 77

MATEMÁTICA...................................................................................................... 81

LÍNGUA MODERNA INGLÊS................................................................................... 88

ENSINO RELIGIOSO............................................................................................... 93

ARTES..................................................................................................................... 95

MATRIZ CURRICULAR DO ENSINO MÉDIO........................................................ 101

PROPOSTA CURRICULAR DO ENSINO MÉDIO.................................................. 103

LÍNGUA PORTUGUESA......................................................................................... 103

FILOSOFIA.............................................................................................................. 111

BIOLOGIA................................................................................................................ 118

QUÍMICA.................................................................................................................. 128

ARTE........................................................................................................................ 136

LÍNGUA ESTRANGEIRA MODERNA – INGLÊS.................................................... 141

LÍNGUA ESTRANGEIRA MODERNA- ESPANHOL............................................... 144

MATEMÁTICA......................................................................................................... 148

GEOGRAFIA............................................................................................................ 157

HISTÓRIA................................................................................................................ 160

SOCIOLOGIA........................................................................................................... 167

EDUCAÇÃO FÍSICA................................................................................................ 171

FÍSICA...................................................................................................................... 174

COLÉGIO ESTADUAL DUQUE DE CAXIAS – ENSINO FUNDAMENTAL E MÉDIO

Rua Mascarenhas de Moraes, 925 – Maringá - Paraná


1. APRESENTAÇÃO
Com o objetivo de definir princípios para orientação das atividades de ensino, o Colégio Estadual Duque de Caxias – Ensino Fundamental e Médio fez a realimentação do seu Projeto Político-Pedagógico para o ano de.

O Projeto Político Pedagógico foi reelaborado após estudos, pesquisas, investigações e análises da realidade local, procurando envolver todos os segmentos da Comunidade Escolar, pois o documento anterior já não atendida à realidade vivida pela escola, isto foi observado no resultado da avaliação realizada pelo Ministério da Educação no qual é mensurado Índice de Desenvolvimento da educação básica – IDEB, que foi abaixo da média projetada para o ano.

Dessa forma a Secretaria de Educação do Estado do Paraná e Ministério da Educação implementaram nessa escola o programa de Plano de desenvolvimento da educação – PDE-escola.

A atualização do Projeto Político Pedagógico se fez necessária, pois o documento deverá expressar a forma como o coletivo escolar se organizará em torno da intencionalidade da escola na busca da melhoria na qualidade do ensino ofertado. Explicitando a partir dessa nova análise critica da realidade educacional.

A escola está consciente de que seu papel não é apenas receber demandas da sociedade, nem apenas dialogar com ela. Seu papel é propriamente mediar o conhecimento, estruturando e garantindo a qualidade do processo educacional. Ao produzir, discutir e difundir conhecimento, ela contribui para as transformações sociais. O projeto que aqui se expressa está associado às expectativas de participação consciente na mudança social.

Reforçamos, assim, através deste documento à compreensão dessa escola, como instituição capaz de cumprir responsabilidades e fomentar transformações através da apropriação pelo aluno dos conhecimentos científicos produzidos pela humanidade.

Para organizar melhor a estrutura do documento será dividido em: apresentação, identificação da escola, objetivos gerais, fundamentação teórica, organização curricular, projetos e referência bibliográfica.

2. DADOS DE IDENTIFICAÇÃO E CARACTERIZAÇÃO DA ESCOLA E DA COMUNIDADE
O Colégio Estadual Duque de Caxias – Ensino Fundamental e Médio está localizado na Região Central do Bairro Jardim Alvorada, Rua Mascarenhas de Moraes, 925, telefone: (44) 3246-6870, 3267-5488, CEP 87033-220, na cidade de Maringá. Situado no bairro mais populoso de Maringá, tendo uma infra-estrutura completa no setor de Comércio, Saúde, Profissionais Liberais, Entidades Civis, Religiosos. É mantido pelo Governo Estadual do Paraná através da Secretaria Estadual de Educação e Núcleo Regional de Maringá.

A comunidade escolar é composta por moradores do Jardim Alvorada, onde se localiza a escola e, uma parte é proveniente de outros bairros mais próximos. Com relação à maioria 62% possuem casa própria e 38% pagam aluguel. A composição familiar está em torno de quatro e cinco pessoas, e, os que contribuem para renda familiar em sua maioria ficam entre uma e duas pessoas, sabe-se, no entanto que a renda familiar é mais de três salários mínimos. Em relação ao trabalho, observa-se, atua no setor terciário, em segundo lugar, no secundário e uma minoria atua no setor primário.

Quanto ao grau de escolaridade das famílias foi gratificante verificar, que é baixíssimo o percentual de analfabetismo. Com relação ao Ensino Fundamental e Médio a maioria está incompleto, isto para os pais, havendo uma inversão em relação as mães que há uma porcentagem maior na escolaridade: com o ensino médio completo.

A comunidade escolar tem acesso aos meios de comunicação mais usados, tais como televisão, jornais, revistas, internet para se manterem informados.

O lazer está intimamente ligado aos esportes, pois o bairro possui um centro social esportivo, onde são realizadas atividades para todos os moradores.



    1. TRAJETÓRIA HISTÓRICA DA INSTITUIÇÃO

Maringá com apenas vinte anos, já era cidade grande. Seu desenvolvimento era notado por todos que por aqui passavam. Bairros novos surgiram, alongando seu perímetro urbano. Um desses bairros, o maior de todos, recebeu o nome de Jardim Alvorada.

Sua população aumentava. Bairro essencialmente residencial, formado principalmente de pessoas humildes e trabalhadoras.

Pelo seu desenvolvimento exigia maior atenção dos poderes constituídos. Uma das principais exigências, pelo seu grande número de crianças, era um Grupo Escolar. Assim sendo, em meados de 1966 e 1967, iniciou-se num lote compreendido entre as ruas, Lindóia, Poços de Caldas, Alameda Ney Braga e Rua Américo Brasiliense, a construção de um Estabelecimento de Ensino, super moderno, em forma de M, todo em alvenaria, de propriedade do Estado, e sob jurisdição da 32ª Inspetoria Regional de Ensino, com sede em Maringá. Foi convidada para responder pelo cargo de diretora, a professora Clésy Abud Leyser, que aceitando ao convite, deu início às atividades do Grupo Escolar, com as primeiras matrículas provisórias, feitas ainda no período em construção, em setembro de 1967. Escolhida pela senhora diretora respondia pelo cargo de secretária interina, a professora Adair Martins dos Santos Gôngora.

Em fevereiro de 1968, foram feitas novas matrículas, estando a construção em seus retoques finais. Contava com 06 amplas salas de aula, 01 biblioteca, 01diretora, 01 secretaria, instalação sanitária bem equipada, longos pátios cobertos entrecortados por espaços que mais tarde foram se transformando em bonitos jardins.

Foi inaugurado em 10 de maio de 1968 como parte das festividades de aniversário da cidade, já que Maringá, nesse dia estaria completando 20 anos de fundação. Por ocasião de sua inauguração, tivemos a presença do Exª. Governador do Estado, Dr. Paulo Cruz Pimentel.

O novo Grupo Escolar recebeu de início nome do Bairro onde se achava localizado: GRUPO ESCOLAR “JARDIM ALVORADA”. Após alguns dias da inauguração chegaram os primeiros materiais de equipamento, tais como “carteiras, mesas, armários, cadeiras”, etc.

Segundo Decreto nº 12.548 fica criado o Grupo Escolar “Duque de Caxias”, o até então denominado Grupo Escolar “Jardim Alvorada”.

Em maio de 1968, foi ampliada a estrutura física do grupo Escolar com a construção de mais salas de aula.

No dia 06 de setembro de 1969, foi fundada a Associação de Pais e Professores, denominada “São José” e o dia 09 de março foi criado o grêmio estudantil com o nome de Grêmio “D. Bosco”.

De acordo com a Resolução nº 076/84 do conselho Estadual de Educação contidos na Deliberação nº 030/80 foi reconhecido em 02 de abril de 1984 o curso de 2º grau com a habilitação Básica em Comércio e através da resolução nº 766/89 a implantação do 2º grau – Educação Geral.

Em consonância com a LDB 9394/96, o Departamento de Ensino de 2º grau considerando o Parecer 15/98 a Resolução 03/98 da CER/CNE, a instrução 01/98 e Ofícios Circulares 111/98, 114/98, 116/98, 03/99 DESG/SEED e o Parecer Técnico nº 316/98 emitido pelas Equipes de Ensino e Estrutura e Funcionamento do NRE de Maringá sob o Parecer 277/99 aprova a proposta curricular do Ensino Médio do Colégio Estadual Duque de Caxias do Município de Maringá nos turnos, diurno e noturno, com implantação gradativa, a partir do ano letivo de 1999.





    1. ORGANIZAÇÃO DA ESTRUTURA ESCOLAR

O Colégio Estadual Duque de Caxias possui uma construção antiga, em uma área total do terreno de 7.200 m2, com uma infra-estrutura precária com salas pequenas e muito próximas e com espaço físico limitado, para atender a comunidade escolar.

Atualmente o Colégio tem aproximadamente 1350 alunos matriculados no ensino fundamental e médio distribuídos nas dezenove salas de aula nos períodos matutino, vespertino e noturno.

O período matutino compõe-se de dezenove turmas, sendo doze turmas do Ensino Fundamental do 6º ao 9º ano e sete turmas do Ensino Médio. Possui também uma sala de Apoio à Aprendizagem para alunos do 6º ano e outra para o 9º ano.

O período vespertino possui doze turmas de Ensino Fundamental de 6º ao 9º e quatro turmas de Ensino Médio. Possui ainda, uma sala de apoio à aprendizagem para os alunos da 6º ano, outra para o 9º ano e uma Sala de Recursos de 6º ao 9º ano. No intervalo entre os períodos vespertino e noturno, são ministradas aulas de língua espanhola – CELEM.

O período noturno é composto por três turmas do Ensino Fundamental, três turmas do Ensino Médio e duas turmas de língua espanhola – CELEM. As matrículas do Celem são ofertadas para os alunos da escola e para comunidade em geral.

Para o atendimento dos alunos, o Colégio conta atualmente com aproximadamente 60 professores do quadro próprio do magistério (QPM) atuando no Ensino Fundamental e Médio, 01 Diretora Geral, 01 Diretora Auxiliar, 06 Pedagogas, 01 Secretária, 10 Assistentes Administrativos e 15 funcionários nos serviços gerais.

Dentre os professores (QPM) que atuam na escola 02 possuem curso superior completo, cinco com mestrado e 53 com especialização. E com relação aos funcionários administrativos 08 possuem ensino superior e 02, ensino médio e serviços gerais 09 possuem ensino médio e 06 possuem ensino fundamental. Na equipe pedagógica, 05 possuem especialização e uma superior.

Como recurso pedagógico o colégio possui ainda uma Biblioteca com acervo de literaturas variada, periódicos; Sala de leitura, laboratório de Ciências, química, física; laboratório de informática - Paraná Digital e televisores pendrive em todas as salas de aula.

3. OBJETIVOS GERAIS
Cumprir os pressupostos político- pedagógicos e filosóficos que alicerça a educação pública de qualidade.

Promover a oferta de educação pública em todos os níveis de modalidade de ensino, garantindo o desenvolvimento de todos os alunos.

Integrar a comunidade escolar no processo educacional através da gestão democrática.

4 - FUNDAMENTAÇÃO TEÓRICA
4.1 - PRESSUPOSTOS FILOSÓFICOS
Os pressupostos filosóficos consideram a educação como compromisso político do Poder Público para com a população, com vistas à formação do cidadão participativo e transformador da sociedade. É um direito constitucional, garantido e regulamentado legalmente pela Lei de Diretrizes e Bases da Educação que cita em seu artigo 1º” parágrafo 1º “Esta Lei disciplina a educação escolar, que se desenvolve, predominantemente, por meio do ensino, em instituições próprias.” E o paragráfo 2º “A educação escolar deverá vincular-se ao mundo do trabalho e a prática social.”

Tendo como base o compromisso social a presente proposta pedagógica se referencia como uma proposta de natureza transformadora e não reprodutora de ideologia neoliberal, assumindo a Pedagogia Progressista na concepção critica social dos conteúdos, com o compromisso de questionar a realidade.

A difusão de conteúdos é tarefa primordial. Não conteúdos abstratos, mas vivos, concretos, pois o saber cientifico historicamente acumulado pelos homens é significativo quando transpassa os muros da escola e transforma a prática social. A valorização da escola como instrumento de apropriação do saber é o melhor serviço que se presta aos interesses populares, já que a própria escola pode contribuir para eliminar a seletividade social e torná-la democrática. Se a escola é parte integrante do todo social, agir dentro dela é também agir no rumo da transformação social. Se o que define uma pedagogia crítica é a consciência de seus condicionantes histórico-sociais, a função da educação é dar um passo a frente no papel transformador da escola, mas a partir das condições existentes. Assim, a condição para que a escola sirva aos interesses populares é garantir a todos um bom ensino, isto é, a apropriação dos conteúdos escolares básicos que tenham ressonância na vida dos alunos.

No processo de formação, alunos e professores são todos responsáveis pelos resultados. Ambos devem estar atentos à realidade tendo consciência que a escola também transforma à medida que a sociedade se modifica.

Em assim sendo, apresenta o Colégio, uma proposta de ação concreta, evidenciada em atitudes e posturas constantes de construção de uma escola preocupada em formar cidadãos capazes de conhecer e exercer seus direitos e deveres com espírito crítico, ético e científico.

4.2 A CONCEPÇÃO DE HOMEM, DE SOCIEDADE E EDUCAÇÃO
A sociedade moderna caracterizou-se por transformações fundamentais nos setores econômicas, políticas, sociais e educacionais.

O fenômeno mais importante, na esfera econômica, é o processo de expansão e domínio de capital em todo mundo. Processo esse, marcado pela chamada globalização que, aliás, não descreve apenas o fenômeno específico de capital. Politicamente, designa o avanço do predomínio neoliberal caracterizado pela destruição dos direitos de Bem Estar Social, desregulamentação dos mercados, privatização das empresas estatais, flexiibilização das relações de trabalho e a destruição dos direitos elementares dos trabalhadores.

Devido à competitividade internacional que leva a modificações nos padrões de produção e consumo, novas tecnologias de produção afetam a organização do trabalho, modificando cada vez mais o perfil do trabalhador, necessário para esse nova forma de produção. Com isso, surgem novas profissões, desaparecem outras, havendo uma tendência de intelectualização do processo de produção que envolve mais conhecimento, uso da informática e outros meios de comunicação.

O processo de expansão e domínio do capital não é algo novo e não surgiu com a globalização conforme, foi detectado por Marx em 1848, que assim o descreve.


Pela exploração do mercado mundial, a burguesia imprime um caráter cosmopolita à produção e ao consumo em todos os países [...] As velhas indústrias nacionais foram destruídas e continuam a sê-lo diariamente [...] Em lugar das antigas necessidades, satisfeitas pelos produtos nacionais, nascem novas necessidades, que reclamam para sua satisfação os produtos das regiões mais longínquas e dos climas mais diversos. Em lugar do antigo isolamento de regiões e nações que se bastavam a si próprios, desenvolvem-se um intercâmbio universal e uma universal interdependência das nações (MARX – Manifesto Comunista, 1848).

A principal característica da globalização é a desregulamentação das legislações nacionais, visando o livre fluxo de mercadorias, serviços e moedas, permitindo maior flexibilidade aos investidores privados.

O conjunto de idéias que orientam essas mudanças se traduz, no neoliberalismo: o individualismo, a supremacia do mercado, a abertura comercial e financeira e a visão de que o estado deve ser retirar do plano de desenvolvimento das nações surge então, a necessidade de diminuir sua presença na sociedade através da privatização, da restrição aos serviços públicos e dos direitos sociais.

Na sociedade capitalista excludente a educação cumpre o papel social de emancipação da classe trabalhadora através de políticas públicas educacionais que possibilite a apropriação do conhecimento e seja possível compreender a sociedade e suas contradições e, a partir disso mobilizar esforços para conquista sociais, políticas e culturais.

Nas últimas décadas, aconteceram grandes mudanças estruturais na organização social, política e econômica no mundo. No Brasil, ganham forças os movimentos sociais, baseados na perspectiva dos direitos sociais coletivos e da cidadania, exigiam a criação de novas legislações para se adequar o país nesse novo contexto, inclusive nas políticas públicas educacionais.

Para Libâneo, a prática escolar apresenta condicionantes sociopolíticos que configuram deferentes concepções de homem e de sociedade e por conseqüência diferentes pressupostos sobre o papel da escola. Dessa forma a educação é um fenômeno social e essa prática social só pode ser compreendida em pleno funcionamento da sociedade, porque ela não acontece de forma isolada das relações sociais que caracterizam a estrutura econômica e política de uma sociedade.

Por isso, o Projeto Político Pedagógico da escola deve ser claro e objetivo em sua concepção de homem e sociedade, sua ação é fundamental no ato educativo intencional.

Dessa forma, nesse documento, o Colégio expressa, acredita e defende, uma escola pública de qualidade para todos e ratifica o seu compromisso com uma educação crítica e transformadora. È com esses princípios que a escola desenvolve o trabalho com os seus alunos.

A teoria Pedagógica, Histórico-crítica, compreende a educação como um instrumento significativo na elaboração do conhecimento científico, na perspectiva da transformação social. Assim, explica o aprendizado humano a partir de sua natureza social e coloca a educação a serviço da transformação das relações sociais.

Nessa perspectiva é na relação com os outros homens, por meio da mediação de instrumentos como a linguagem e os objetos que o homem chega a interiorizar os elementos históricos sociais já estruturados. O papel da interação social no desenvolvimento humano faz parte de sua evolução. Enquanto sujeito do conhecimento não tem acesso direto aos objetos, mas acesso mediado, por recortes do real, operados pelos sistemas simbólicos de que dispõe, portanto enfatiza a construção do conhecimento como interação mediada por várias relações e pela mediação feita por outros sujeitos.

O homem é um ser social e histórico e para satisfazer suas necessidades básicas de sobrevivência ele é levado a transformar a natureza, estabelecer relações com seus semelhantes, produzir conhecimentos, construir a sociedade e fazer história.

A luta pela sobrevivência faz o homem se organizar em torno do trabalho, estabelecendo relações entre si e com a natureza e apesar de fazer parte dela se diferencia à medida que é capaz de transformá-la conscientemente para satisfazer suas necessidades. É nessa atividade prática e consciente, que o homem atua sobre a natureza. Assim sendo, o homem produtor de conhecimento não é um mero receptáculo que absorve e contempla o real nem é um portador de verdades oriundas de um plano ideal, pelo contrario, é um sujeito ativo que em sua relação com o mundo, com seu objeto de estudo, reconstrói suas ações. O conhecimento envolve sempre um fazer e um atuar do homem.

A noção de constituição do homem como ser histórico traz implícita a concepção de que não há uma essência humana dada e imutável, pelo contrario, supõe um homem ativo no processo continuo e infinito de construção de si mesmo.

A convivência em sociedade é essencial para a transformação do homem de ser biológico em ser humano, é pela aprendizagem nas relações com os outros que construímos os conhecimentos que permitem nosso desenvolvimento. É na troca com os outros sujeitos e consigo mesmo que se internaliza os conhecimentos, papéis e funções sociais, o que permite a formação de conhecimento e da própria consciência. Assim quando o homem se torna consciente de seus atos, eles deixam de ser espontâneos ou puramente biológicos e se tornam atos sociais e históricos.

Desta forma, a educação é um ato educativo intencional e uma prática social. Por ser uma atividade humana intencional, há sempre uma intervenção voltada para os fins desejáveis no processo de formação, conforme a concepção de homem e sociedade, ou seja, existe sempre uma intencionalidade educativa que implica escolhas valores e compromisso éticos. Ela também é um fenômeno social ou uma prática social que só pode ser compreendida na lógica do funcionamento da sociedade da qual faz parte. Isso quer dizer que a prática educativa não se da de forma isolada das relações sociais que caracterizam a estrutura econômica e política de uma sociedade, pois estas estão subordinadas a interesses sociais, econômicos, políticos e ideológicos de grupos e classes sociais.

Neste sentido, a função social da escola é de socialização do conhecimento com o objetivo de transformar os sujeitos envolvidos, a partir da aprendizagem dos saberes existentes na cultura. Se a transformação da sociedade não se dará exclusivamente pela ação da escola, ela poderá em sua relação dinâmica com a realidade social, possibilitar a luta por melhores condições de vida e a busca de um novo projeto de sociedade.




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