Colégio estadual vereador heitor rocha kramer



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COLÉGIO ESTADUAL VEREADOR HEITOR ROCHA KRAMER

R: Luis Pletz Cleve,163 – Alto Cascavel – Fone/Fax:(42)3627-1283 – Guarapuava-PR

CEP 85.031-030 e-mail: grpheitor@seed.pr.gov.br

Entidade Mantenedora: Governo do Estado do Paraná

Res. 505/95 DOE 15/03/95 Autorização de Funcionamento do Estabelecimento de Ensino

Res. 4516/96 DOE 02/01/97 Reconhecimento do Estabelecimento de Ensino

Res. nº 4917/2006 DOE 14/12/06 de Renovação do Reconhecimento do Ensino Fundamental

Res. nº 3409/2009 DOE 10/12/09 de Renovação do Reconhecimento do Ensino Médio
PROPOSTA PEDAGÓGICA CURRICULAR DE LÍNGUA PORTUGUESA –

ENSINO MÉDIO



  1. FUNDAMENTOS TEÓRICOS DA DISCIPLINA

A Língua Portuguesa nem sempre teve papel de destaque no sistema de ensino do país e, como disciplina, só passou a integrar os currículos nas últimas décadas do século XIX. No entanto, as experiências de ensino de português começam com os jesuítas que as utilizavam com o intuito exclusivo de catequizar os indígenas, servindo como “arma” no intuito de manter a “obediência à fé, ao rei e à lei”.

Ainda no período colonial, as escolas organizadas pelos jesuítas propunham-se a ensinar a ler e a escrever, “favorecendo o modelo de sociedade escravocrata” e de reprodutoras do interesse de Portugal. Já no século XVIII, o Marquês de Pombal tornou obrigatório o ensino de Língua Portuguesa no Brasil e mesmo em Portugal, proibindo o uso da língua usada na colônia até então: o tupi-guarani. Era a primeira tentativa de efetivar a hegemonia da língua portuguesa na Colônia.

Mesmo com essas mudanças, o ensino de português continuava ineficiente, ministrado por professores despreparados e voltado para a elite da colônia que continuaria seus estudos na Europa.

Esse quadro continuou até a vinda da família real para o Brasil, em 1808, quando surgiram aqui as primeiras instituições de ensino superior, privilegiando ainda a classe dominante do Brasil-colônia. A população menos favorecida continuou sem acesso à língua usada nas escolas. Em 1837, as disciplinas de Gramática, Retórica e Poética (Literatura) foram incorporadas ao currículo e, em 1871, o conteúdo gramatical ganhou a denominação de Português.

A partir da metade do século XX, com a expansão do ensino primário público, o ensino de Língua Portuguesa, já sob a concepção tecnicista, passou a ser baseado em exercícios de memorização e contribuía para a consolidação da ditadura militar, “impondo uma formação acrítica e passiva”, muito eficiente para aquele contexto. Mantendo essa ótica, a lei 5692/71 mudou o Português para Comunicação e Expressão (1° Grau) e Comunicação em Língua Portuguesa (2°Grau). Nesse período, a teoria da comunicação de Jakobson postulava o ensino da disciplina referente à língua materna.

Ainda na década de 70, outras teorias a respeito da linguagem passaram a ser debatidas; desses debates surgiu o questionamento sobre a eficácia das aulas de gramática no ensino de português, embora a prática em sala de aula continuasse pautada em livros didáticos que reforçavam a concepção tradicional de linguagem, não “possibilitando a todos os estudantes o aprimoramento no uso da língua materna tanto no ensino da língua propriamente dito, quanto no trabalho com a literatura.” (Diretrizes Curriculares de Língua Portuguesa, 2008, p. 11). Quanto ao trabalho com a última, o objetivo era servir-se dela para exercícios gramaticais e usá-la ainda para transmitir valores religiosos, morais e cívicos, com o intuito de formar cidadãos respeitadores da ordem estabelecida. Nesse período, o ensino de Literatura ocorria somente no segundo grau com ênfase em aspectos estruturais e/ou historiográficos, no qual cabia ao professor a condução da análise literária, e aos alunos, a condição de meros ouvintes, sem papel ativo no processo de leitura. Tal prática pode ser compreendida pela análise do contexto da época: à ditadura militar não era interessante despertar o espírito crítico e criador dos alunos. Assim, a literatura perdia muito do seu valor no sentido de instrumento para ampliação do conhecimento, da reflexão e visão de mundo do leitor.

A partir de 1979, os cursos de pós-graduação aumentaram e consequentemente houve o aumento de uma elite de professores e pesquisadores voltados para o pensamento e discussões críticas em relação aos rumos da educação. Esse fato, aliado à abertura política da época, possibilitou, a partir dos anos 80, os estudos linguísticos centrados no texto e na interação social das práticas discursivas. Chegaram ao Brasil quando as primeiras obras do Círculo de Bakhtin passaram a ser estudadas nos meios acadêmicos. Surgiram daí produções teóricas que influenciaram mudanças no ensino da língua, não mais voltado a teorias gramaticais, mas que possibilitassem o domínio efetivo de falar, ler e escrever. Nesse sentido, a linguagem passaria a ser vista como fenômeno social, pois nasce da necessidade de interação (política, social, econômica) entre os homens. (DCE, 2009, p. 16)

Os estudos de Bakhtin foram importantes para o dinamismo do ensino do Português. A proposta do Currículo Básico do Paraná, na década de 90, foi baseada nas ideias dele.

Atualmente, essa abordagem é cada vez mais discutida, principalmente em torno dos conhecimentos a serem desenvolvidos nos alunos.

Visando a uma educação verdadeiramente comprometida com o exercício da cidadania, precisa-se criar condições para o desenvolvimento da capacidade de uso eficaz da linguagem, satisfazendo necessidades pessoais, que podem estar relacionadas às ações efetivas do cotidiano, à transmissão e busca de informação e ao exercício da reflexão.

Na linguagem, o homem se reconhece humano, interage e troca experiências, compreende a realidade em que está inserido e percebe o seu papel como participante da sociedade.

Segundo Bakhtin e Faraco, linguagem é fenômeno social, resultado da interação entre os sujeitos (relações dialógicas, escritas ou não). O gênero é uma prática social e há multiplicidade de textos que circulam socialmente. Todo texto é a articulação de vozes, discursos que se materializam, ato humano, linguagem em uso efetivo.

Para tanto, o ensino em Língua Portuguesa visa a um aprimoramento em que os alunos adquiram progressivamente aquisição de conhecimento em relação à linguagem que lhes possibilite resolver problemas da vida cotidiana, ter acesso aos bens culturais e alcançar a participação plena no mundo letrado, daí a grande relevância do ensino de tal disciplina.

Cabe, portanto, à escola viabilizar o acesso do aluno ao universo dos textos que circulam socialmente, ensinar a lê-los, produzi-los e a interpretá-los, bem como a compreensão do conjunto de regras e princípios de construção e transformação das expressões da língua natural.

O mais importante é encontrar o ponto de equilíbrio ou a maneira apropriada para se trabalhar essa diversidade de forma que todos tenham crescimento intelectual e desenvolvam sua capacidade discursiva.

Assim, fica evidente que o objeto de estudo da disciplina de Língua Portuguesa é a língua materna, tanto na sua visão normativa quanto na prática discursiva.



  1. JUSTIFICATIVA

A partir das mudanças influenciadas por Bakhtin, o ensino de língua materna “requer que se considerem os aspectos sociais e históricos em que o sujeito está inserido, bem como o contexto de produção do enunciado” (DCE, 2009, p.16). Nesse sentido, o discurso oral ou escrito é fundamental para o processo de ensino/aprendizagem da língua, porque é a partir dele que se concretizam experiências reais do uso da língua, do uso da palavra em toda sua amplitude, enfim, o ensino pautado nessa teoria considera que a aprendizagem não ocorre a partir de elementos lingüísticos isolados, ela se dá a partir do trabalho com o texto. No entanto, é preciso lembrar que texto não se restringe à formalização do discurso oral ou escrito, isso porque ele abrange um antes e um depois, portanto não pode ser pensado apenas em seus aspectos formais, uma vez que é a linguagem em uso efetivo.

Para Bakhtin, os textos podem ser agrupados em gêneros discursivos, porém essa definição não limita o texto a determinada propriedade formal, isso porque “antes de o gênero constituir um conceito, é uma prática social e deve orientar a ação pedagógica com a língua” (DCE, 2009, p.19). O trabalho pedagógico desenvolvido a partir dos gêneros é importante uma vez que muitos deles já fazem parte do cotidiano dos alunos, desenvolvendo assim sua prática pedagógica, a escola não priorizaria apenas textos didatizados, mas levaria para sala textos presentes nas diversas esferas da sociedade, possibilitando ao aluno a inserção social no sentido de poder formular seu próprio discurso e interferir na sociedade da qual faz parte.

O trabalho com gêneros, sejam eles os mais diversificados possíveis, no entanto, não exclui o ensino de gramática, nem impede que o professor apresente regras gramaticais aos seus alunos, contudo essas regras precisam reforçar a compreensão de como se estrutura um texto, como essas regras se juntam para produzirem determinados efeitos de sentido, e não centrar-se apenas em suas nomenclaturas e classificações.

Enfim, a partir dessas considerações, fica evidente que as DCEs (2009) propõem o trabalho com uma língua “viva, dialógica, em constante movimentação, permanentemente reflexiva e produtiva” (p. 48). Para isso, é importante que a escola considere as práticas linguísticas que o aluno apresenta ao ingressar nela, para que daí sejam trabalhados os saberes relativos ao uso da norma padrão e acesso aos conhecimentos para a construção do multiletramento, possibilitando que seus alunos se utilizem da leitura, escrita e oralidade como forma de participação na sociedade letrada.



  1. OBJETIVOS

Desenvolver o senso crítico, interpretativo e argumentativo;

Adquirir conhecimento linguístico;

Utilizar a linguagem oral e escrita para promoção da cidadania;

Atuar no meio social como agente transformador;

Produzir textos dos mais variados gêneros.

Saber utilizar a linguagem em instâncias privadas e públicas, sabendo assumir a palavra,

produzir textos coerentes, coesos, adequados a seus destinatários;

Utilizar os diferentes registros, sabendo adequá-los às circunstâncias da situação comunicativa;

Conhecer e respeitar as diferentes variedades linguísticas do português falado;

Compreender os textos orais e escritos com os quais se defrontam em diferentes situações de participação social, interpretando-os corretamente;

Valorizar a leitura como fonte de informação, via de acesso aos mundos criados pela literatura e possibilidade de fruição estética, sendo capazes de recorrer aos materiais escritos em função de diferentes objetivos;

Saber selecionar textos segundo seu interesse e necessidade e lê-los de maneira autônoma;

Planejar sua fala usando a linguagem escrita em função das exigências da situação e dos objetivos estabelecidos;

Redigir diferentes tipos de textos, estruturando-os de acordo com normas estabelecidas;

Constituir um conjunto de conhecimentos sobre o funcionamento da linguagem sobre o sistema linguístico relevante para as práticas de escuta, leitura e produção de textos.




  1. ENCAMINHAMENTOS METODOLÓGICOS

“O ensino de Língua Portuguesa seguiu – e ainda segue, em alguns contextos – uma concepção de linguagem não privilegiada, no processo de aquisição e no aprimoramento da língua materna, a história, o sujeito e o contexto”. (DCE, 2009, p.15)

Os conteúdos de Língua Portuguesa serão trabalhados de forma a oportunizar o domínio discursivo da oralidade, da leitura e da escrita, interligando teoria, prática e realidade, possibilitando, dessa forma, a emancipação e autonomia do educando em relação ao pensamento e às práticas de linguagem.

Espera-se que o aluno amplie o seu domínio quanto à oralidade, permitindo que, gradativamente, possa conhecer e usar a variedade linguística padrão, bem como entender a necessidade do seu uso em determinados contextos sociais. Tendo em vista os objetivos que se pretendem com os gêneros, as possibilidades para o trabalho com estes serão realizadas por meio de diversas estratégias, como a apresentação de temas variados; depoimentos de situações significativas vivenciadas pelo aluno ou por pessoas do seu convívio; dramatização; contação de histórias; declamação de poemas; troca de opiniões; debates; seminários e outras atividades que possibilitem o desenvolvimento da argumentação. A partir das propostas dessas atividades, o aluno poderá perceber, tanto pela sua fala quanto pela fala do outro, as diferenças lexicais, sintáticas e discursivas que caracterizam a linguagem formal e informal; o papel do locutor e do interlocutor; os argumentos utilizados; os procedimentos e as marcas linguísticas típicas da conversação (como a repetição, o uso das gírias, a entonação), entre outros.

Com relação à prática da escrita, deve-se levar em consideração o aprendizado da língua sob a premissa de que o texto é um elo de interação social e os gêneros textuais são construções coletivas. Nessa perspectiva, a escrita será trabalhada associada ao estudo desses gêneros, uma vez que eles são dinâmicos e refletem as necessidades culturais e sociais. Dessa forma, o trabalho com a escrita deverá ser feito pela seleção de um gênero das diversas esferas sociais de circulação, como cotidiana, literária, artística, científica, escolar, publicitária, política, imprensa, jurídica, produção e consumo e midiática.

O trabalho com a prática da escrita poderá ser desenvolvido através de atividades de discussão sobre o tema, leitura de textos sobre o mesmo assunto (gêneros diferentes), adequação da linguagem ao gênero, organização de parágrafos, coerência e coesão textual, argumentatividade, tipos de discursos, vícios de linguagem e outras. Nesse trabalho, tanto o professor quanto o aluno precisam planejar o que será produzido; em seguida escrever a primeira versão sobre a proposta apresentada e posteriormente fazer a revisão, reestruturação e reescrita do texto. Por meio desse processo, o aluno perceberá que a reformulação da escrita é um importante recurso para o aprimoramento dessa prática.

Na concepção utilizada pelas diretrizes para nortear o letramento, a leitura é vista como um ato dialógico, interlocutivo. O leitor, nesse contexto, tem um papel ativo e, para se efetivar como co-produtor, procura pistas formais, formula e reformula hipóteses, aceita ou rejeita conclusões. Utiliza ainda estratégias baseadas no seu conhecimento linguístico, nas suas experiências e na sua vivência sócio cultural. Visando a um sujeito crítico e atuante nas práticas de letramento da sociedade, o trabalho pedagógico com a leitura acontecerá pelo contato com diferentes textos produzidos no âmbito social – jornalístico, artístico, científico, didático pedagógico, cotidiano, literário, publicitário etc, bem como a leitura de fotos, cartazes, propagandas, imagens digitais e virtuais.

Nessa perspectiva, serão desenvolvidas atividades de interpretação e compreensão textual, analisando os conhecimentos de mundo do aluno, os conhecimentos linguísticos, o conhecimento da atuação comunicativa dos interlocutores envolvidos, dos gêneros e suas respectivas esferas e do suporte em que o gênero está publicado.

Segundo Antunes, “A gramática é constitutiva do texto, e o texto é constitutivo da atividade da linguagem. (...). Tudo o que nos deve interessar no estudo da língua culmina com a exploração das atividades textuais e discursivas”.

Dessa forma, o estudo do texto e da sua organização sintático semântica permitirá ao professor explorar as categorias gramaticais, conforme o texto em análise. No entanto, nesse estudo o que vale não é a categoria em si, mas sim a função que ela desempenha para os sentidos do texto.

Sendo a análise linguística prática didática complementar às práticas de leitura, oralidade e escrita, os conteúdos gramaticais serão estudados a partir de seus aspectos funcionais na constituição da unidade de sentidos e enunciados. Daí a importância de se considerar, não somente a gramática normativa, mas também as outras, como a descritiva e a internalizada no processo de Língua Portuguesa.

Considerando a flexibilidade dada pelo trabalho com os gêneros textuais, serão trabalhados ainda temas sócio educacionais como Meio ambiente; Enfrentamento à violência na escola; Prevenção ao uso indevido de drogas; Educação sexual – incluindo gênero e diversidade sexual; entre outros que possibilitem o estímulo do pensamento crítico do aluno.

Para que a disciplina de Língua Portuguesa contribua para a aprendizagem e ensino da Cultura Afro-Brasileira e Africana na Escola, conforme a lei nº 10639/03, é preciso que os educadores realizem com os educandos estudos e pesquisas de países que falam a língua portuguesa, leiam e interpretem letras de músicas relacionadas à questão social, analisem implicações de carga pejorativa atribuída ao termo negro e outras expressões do vocabulário, apurem diferenças do português falado e escrito, como por exemplo, na alimentação: vatapá, acarajé, caruru, canjica etc; na música: os instrumentos musicais- maracá, cuíca, atabaque, reco-reco, agogô; na religião: umbanda e candomblé.

Para contemplar a Cultura Indígena, conforme a lei nº 11645/08, devem ser trabalhados textos tais como contos, romances e lendas indígenas. Além disso, deve-se estudar também a origem do léxico do português brasileiro, no que diz respeito às palavras oriundas das línguas indígenas.

Também é necessário, conforme a lei nº 11525/07, estudar, discutir, debater e fazer valer os Direitos da Criança e do Adolescente, Também é necessário, conforme a lei nº 11525/07, estudar, discutir, debater e fazer valer os Direitos da Criança e do Adolescente, inclusive conscientizá-los da importância de conhecê-los para que possam usufruir, com dignidade, na sua vivência.

Os recursos tecnológicos serão utilizados de forma que venham colaborar para desenvolver a criticidade e a visão de mundo do nosso educando, assim teremos a TV multimídia, pendrive, som, Cds, data show, laboratório de informática, internet quadro-negro e giz, estimulando, dessa forma, o conhecimento também de instrumentos que os educandos não estão acostumados no dia-a-dia.


TEMAS DOS PROGRAMAS SOCIOEDUCACIONAIS
Os Programas Socioeducacionais devem passar pelo currículo como condição de compreensão do conteúdo nesta totalidade, isso significa compreendê-los como parte da realidade concreta e explicitá-la nas múltiplas determinações que produzem e explicam os fatos sociais, tais como: Cidadania Direitos Humanos, Educação Ambiental, Educação Fiscal, Enfrentamentos à Violência e Prevenção ao uso Indevido de Drogas.

São aspectos considerados de grande relevância para comunidade escolar, pois estão presentes nas experiências, práticas, representações e identidades dos educandos e educadores.

Os Temas dos Programas Socioeducacionais correspondem a questões importantes, urgentes e presentes sob várias formas na vida cotidiana.
CONTEÚDOS ESTRUTURANTES
O conteúdo estruturante de Língua Portuguesa é o discurso enquanto prática social, distribuído nas práticas de leitura, oralidade, escrita e análise linguística perpassando pela oralidade, leitura e escrita. Nesse aspecto, busca-se enfatizar o conteúdo estruturante para que os educandos possam obter uma boa oratória, interpretação e conseguir se expressar melhor no dia-a-dia.

Os conteúdos da Língua Portuguesa devem manifestar experiências, ideias e opiniões, para fazer-se entender e procurar entender os outros, sendo flexível para modificar seus argumentos próprios diante das colocações de outras pessoas, tanto às ideias, quanto ao modo de falar, sensibilizando para o reconhecimento e a capacidade de questionar, com a mediação do professor, conteúdos que venham a ser discriminatórios, veiculados por meio da linguagem.

Todas as séries têm aspectos a serem atingidos e próprios de cada turma, contribuindo para a sistematização democrática do conhecimento.

Dentro dessa perspectiva, o conteúdo estruturante apresenta o discurso como prática social a oralidade, a escrita, a leitura e a análise lingüística, perpassando pela oralidade, escrita e leitura, ligados de acordo com cada série; e é na escola que se deve garantir a socialização do conhecimento a toda a comunidade escolar, não excluindo educandos do processo de ensino-aprendizagem, que deve ser democrático levando o educando a tornar-se um falante cada vez mais ativo e competente, capaz de compreender os discursos de outras pessoas e de organizar os seus de forma clara, coesa e coerente.

Se a escola trabalhar o bidialetismo, promoverá a compreensão no educando de que existem variações linguísticas e estas devem ser adequadas aos diferentes falares que atendem os diferentes propósitos comunicativos de acordo com as práticas sociais e os hábitos culturais da comunidade.

Segundo Kleiman (2000), na leitura é importante as experiências, os conhecimentos prévios do leitor, pois assim lhe permitirá fazer previsões e inferências sobre o texto. Essas interações sociais desenvolvem um processo de sentido para a prática de leitura. A leitura deve ser experienciada na dimensão dialógica, discursiva e intertextual, para que o educando tenha contato com a pluralidade de significados que a língua assume na comunicação.

Na prática da escrita deve ser considerado: quem escreve, o que, para quem, para que, por que, quando, onde e como se escreve, para poder determinar o texto. A composição, a estrutura e o estilo do texto variam de acordo com o gênero textual, mas todas as composições devem circular na sala de aula como experiências reais de uso do educando. Para que este amplie o conceito de gênero, é preciso que perceba que ele é o autor, assim desenvolverá sua escrita subjetiva, pois terá motivação e reflexão para poder revisar e reestruturar seu texto. Cabe ao educador de Língua Portuguesa propiciar as relações inter e multidisciplinares, relacionando os gêneros com as atividades sociais onde eles se constituem.

Para o trabalho com análise linguística, gêneros textuais e produção será necessária uma reflexão sobre a língua, e dependendo dos conhecimentos prévios e do desenvolvimento cognitivo e linguístico dos educandos é que o conteúdo será trabalhado para que possa haver comentários e compreensão sobre cada texto.

O êxito só poderá ser alcançado se o educando compreender que a gramática é um documento de consulta para as dúvidas que surgem sobre como agir em relação aos padrões normativos exigidos pela escrita, como defende Castro e Faraco.

Para que a disciplina de Língua Portuguesa contribua para a aprendizagem e ensino da Cultura Afro-Brasileira e Africana na Escola, conforme a lei nº 10639/03, é preciso que os educadores realizem com os educandos estudos e pesquisas de países que falam a língua portuguesa, leiam e interpretem letras de músicas relacionadas à questão social, analisem implicações de carga pejorativa atribuída ao termo negro e outras expressões do vocabulário, apurem diferenças do português falado e escrito, como por exemplo, na alimentação: vatapá, acarajé, caruru, canjica etc; na música: os instrumentos musicais- maracá, cuíca, atabaque, reco-reco, agogô; na religião: umbanda e candomblé.

Para contemplar a Cultura Indígena, conforme a lei nº 11645/08, devem ser trabalhados textos tais como contos, romances e lendas indígenas. Além disso, deve-se estudar também a origem do léxico do português brasileiro, no que diz respeito às palavras oriundas das línguas indígenas.

Também é necessário, conforme a lei nº 11525/07, estudar, discutir, debater e fazer valer os Direitos da Criança e do Adolescente.


6.1 – CONTEÚDOS BÁSICOS PARA O ENSINO MÉDIO
1º SÉRIE EM

Leitura

Conteúdo temático;

Interlocutor;

Finalidade do texto;

Informatividade;

Situcionalidade;

Intertextualidade;

Temporalidade;

Discurso ideológico presente no texto;

Vozes sociais presentes no texto;

Elementos composicionais do gênero;

Relação de causa e conseqüência entre as partes e elementos do texto;

Partículas conectivas do texto;

Progressão referencial no texto;

Marcas linguísticas: coesão, coerência função das classes gramaticais no texto, pontuação recursos gráficos (como aspas travessão, negrito);

Semântica:

- operadores argumentativos;

- polissemia;

- sentido conotativo e denotativo;

- expressões que denotam ironia e humor no texto;

Estética do texto literário;

Diálogo da literatura com outras áreas;

Relações dialógicas entre textos;

Oralidade

Conteúdo temático;

Finalidade;

Aceitabilidade do texto;

Informatividade;

Papel do locutor e interlocutor;

Elementos extralínguísticos: entonação, expressões faciais, corporal e gestual, pausas...,

Adequação do discurso ao gênero;

Turnos da fala;

Variações lingüísticas (lexicais, semânticas, prosódicas entre outras);

Marcas linguísticas: coesão, coerência, gírias, repetição, conectivos;

Adequação da fala ao contexto (uso de conectivos, gírias, repetições, etc);

Diferenças e semelhanças entre discurso oral e o escrito.

Materialidade fônica dos textos;

Finalidade do texto oral;

Particularidades de pronúncia de algumas palavras.



Escrita

Conteúdo temático;

Interlocutor;

Finalidade do texto;

Informatividade;

Situcionalidade;

Intertextualidade;

Temporalidade;

Discurso ideológico presente no texto;

Vozes sociais presentes no texto;

Elementos composicionais do gênero;

Relação de causa e consequência entre as partes e elementos do texto;

Partículas conectivas do texto;

Progressão referencial no texto;

Marcas linguísticas: coesão, coerência, função das classes gramaticais no texto,

pontuação, recursosgráficos (como aspas, travessão, negrito);

Vícios de linguagem;

Sintaxe de concordância;

Sintaxe de regência.

Análise linguística

Pontuação (através de textos);

Domínio da língua padrão;

Acentuação;

Advérbios;

Verbos (intransitivo, transitivo);

Interjeição;

Artigo;


Numeral;

Ortografia;

Figuras de linguagem;

Predicado verbal e nominal;

Denotação e conotação;

Escolas literárias: - Literatura – arte da palavra;

- Trovadorismo

- Humanismo

- Renascimento

- Literatura informativa


2ª SÉRIE

Leitura

Conteúdo temático;

Interlocutor;

Finalidade do texto;

Informatividade;

Situcionalidade;

Intertextualidade;

Temporalidade;

Discurso ideológico presente no texto;

Vozes sociais presentes no texto;

Elementos composicionais do gênero;

Relação de causa e conseqüência entre as partes e elementos do texto;

Partículas conectivas do texto;

Progressão referencial no texto;

Marcas linguísticas: coesão, coerência, função das classes gramaticais no texto, pontuação, recursos gráficos (como aspas, travessão, negrito);

Semântica: operadores argumentativos;

Polissemia;

Sentido conotativo e denotativo;

Expressões que denotam ironia e humor no texto;

Textos verbais e não verbais, midiáticos, etc;

Contexto de produção da obra literária.

Oralidade

Conteúdo temático;

Finalidade;

Aceitabilidade do texto;

Informatividade;

Papel do locutor e interlocutor;

Elementos extralínguísticos: entonação, expressões faciais, corporal e gestual, pausas...,

Adequação do discurso ao gênero;

Turnos da fala;

Variações linguísticas (lexicais, semânticas, prosódicas entre outras);

Marcas linguísticas: coesão, coerência, gírias, repetição, conectivos;

Adequação da fala ao contexto (uso de conectivos, gírias, repetições, etc);

Diferenças e semelhanças entre discurso oral e o escrito;

Finalidade do texto oral;

Papel do locutor e do interlocutor: participação e cooperação, turnos de fala;

Finalidade do texto oral;

Materialidade fônica dos textos poéticos;

Intencionalidade do texto oral e escrito.



Escrita

Conteúdo temático;

Interlocutor;

Finalidade do texto;

Informatividade;

Situcionalidade;

Intertextualidade;

Temporalidade;

Discurso ideológico presente no texto;

Vozes sociais presentes no texto;

Elementos composicionais do gênero;

Relação de causa e consequência entre as partes e elementos do texto;

Partículas conectivas do texto;

Progressão referencial no texto;

Marcas linguísticas: coesão, coerência, função das classes gramaticais no texto, pontuação, recursos gráficos (como aspas, travessão, negrito);

Refacção textual;

Diálogos textuais;

Paráfrases de textos;

Argumentação;

Resumos.


Análise linguística

Pontuação (através de textos);

Concordância verbal e nominal;

Pronomes;

Acentuação;

Advérbios;

Substantivos;

Ortografia (porquês, mal, mau, onde aonde, emprego de x, ch, s, z, g e j);

Figuras de linguagem;

Domínio da língua padrão;

Funções da linguagem.

Escolas literárias:

- Barroco;

- Neoclassicismo;

- Romantismo;

- Realismo – Naturalismo;

- Parnasianismo;

− Simbolismo.
3ª SÉRIE

Leitura

Conteúdo temático;

Interlocutor;

Finalidade do texto;

Informatividade;

Situacionalidade;

Intertextualidade;

Temporalidade;

Discurso ideológico presente no texto;

Vozes sociais presentes no texto;

Elementos composicionais do gênero;

Relação de causa e conseqüência entre as partes e elementos do texto;

Partículas conectivas do texto;

Progressão referencial no texto;

Marcas linguísticas: coesão, coerência, função das classes gramaticais no texto, pontuação, recursos gráficos (como aspas, travessão, negrito);

Semântica: operadores argumentativos; polissemia; sentido conotativo e denotativo; expressões que denotam ironia e humor no texto;

Diálogo da literatura com outras áreas;

Estética do texto literário;

Contexto de produção da obra literária.

Oralidade

Conteúdo temático;

Finalidade;

Aceitabilidade do texto;

Informatividade;

Papel do locutor e interlocutor;

Elementos extralínguísticos: entonação, expressões faciais, corporal e gestual, pausas...,

Adequação do discurso ao gênero;

Turnos da fala;

Variações lingüísticas (lexicais, semânticas, prosódicas entre outras);

Marcas linguísticas: coesão, coerência, gírias, repetição, conectivos;

Adequação da fala ao contexto (uso de conectivos, gírias, repetições, etc);

Diferenças e semelhanças entre discurso oral e o escrito;

Particularidades de pronúncia de algumas palavras;

Finalidade do texto oral;

Materialidade fônica dos textos poéticos;

Variedades linguísticas.

Escrita

Conteúdo temático;

Interlocutor;

Finalidade do texto;

Informatividade;

Situacionalidade;

Intertextualidade;

Temporalidade;

Discurso ideológico presente no texto;

Vozes sociais presentes no texto;

Elementos composicionais do gênero;

Relação de causa e consequência entre as partes e elementos do texto;

Partículas conectivas do texto;

Progressão referencial no texto;

Marcas lingüísticas: coesão, coerência, função das classe gramaticais no texto, pontuação, recurso gráficos (como aspas, travessão, negrito);

Vícios de linguagem;

Sintaxe: concordâncias e regência;

Paráfrases;

Resumos;

Diálogos textuais;

Refacção textual.

Análise linguística

Pontuação (através de textos);

Concordância verbal e nominal;

Acentuação;

Conjunções coordenadas e subordinadas;

Adjetivos;

Preposição;

Ortografia;

Regência verbal e nominal;

Complemento nominal;

Vozes do verbo;

Aposto e vocativo.




  1. AVALIAÇÃO

Segundo Luckesi (1995, apud DCE, 2009, p. 69), para que a avaliação assuma “o seu verdadeiro papel, ela deve subsidiar a construção da aprendizagem bem-sucedida”, deixando de ser um simples instrumento de mediação da apreensão de conteúdos. Assim, o processo avaliativo deverá servir para reflexão acerca dos avanços e dificuldades dos alunos e, ainda, servirá como norteadora do trabalho do professor, que poderá, a partir dela, “identificar as dificuldades, planejar e propor outros encaminhamentos que busquem superá- las.” (DCE, 2009, p. 71)

Para que isso se efetive, o professor deverá observar a participação do aluno, sua interação verbal, o uso que faz da língua durante as atividades propostas, bem como a capacidade que ele demonstra para levantar hipóteses a respeito da organização textual, para perceber a intencionalidade do texto, seu autor, etc. Sendo assim, a avaliação será diagnóstica, somatória e cumulativa.

Com o uso da língua oral e escrita em práticas sociais, os alunos serão avaliados continuamente em termos desse uso, pois efetuam operações com a linguagem e refletem sobre as diferentes possibilidades de uso da língua, o que lhes permite o aperfeiçoamento linguístico constante, o letramento.

Ainda, ao avaliar o desempenho dos alunos, serão levados em consideração os objetivos propostos no Regimento e no Projeto Político Pedagógico da escola e serão utilizados os seguintes instrumentos: provas, trabalhos orais e escritos (individuais e em grupos), produção de textos orais e escritos que demonstram capacidade de articulação entre teoria e prática. A recuperação se dará por meio de recuperação de conteúdo e de notas. A expressão dos resultados desse processo será feita conforme o previsto no Regimento Escolar deste estabelecimento, referente ao sistema de avaliação.

Na perspectiva de construir uma “escola cidadã”, portanto, democrática, a avaliação é considerada um instrumento auxiliar indispensável no processo da aprendizagem, o qual nos dará pistas concretas do caminho que o aluno está fazendo para se apropriar, efetivamente, das atividades verbais: a fala, a leitura e a escrita. Deve ser contínua, priorizando a qualidade e o processo de aprendizagem, acontecendo no dia-a-dia da sala de aula.

Ressaltamos aqui também a importância da autoavaliação do professor, que cada avaliação aplicada sirva como instrumento de avaliação da própria prática e assim contribua para a mudança metodológica ou continuidade do seu trabalho.

Vários são os gêneros (orais e escritos) possíveis de serem trabalhados em sala de aula e também utilizados como forma avaliativa, advindos das diversas esferas sociais (artística, imprensa, publicitária, literária, jurídica, midiática, cotidiana, entre outras). Eis abaixo alguns exemplos: Canção, textos dramáticos, romance, novela fantástica, crônica, conto, poema, fábula, diários, testemunhos, autobiografia, relatos, anúncio, artigos, cartas, leis, normas, seminário, quadrinhas, tiras, HQs, receitas, contas, bulas, cantigas, lendas, parlendas, cartum, charges, caricatura, paródia, propagandas, placas, piadas, folders, avisos, horóscopos, mapas, gráficos, mapas, resumo, resenha, relatórios, palestras, mesa redonda, regras, bilhetes, convites, provérbios, depoimentos, fotos, imagens e outros...



7.1 Avaliação no que se refere às atividades da fala e da leitura:

  • Clareza, fluência e desembaraço na exposição de ideias;

  • Sequência na exposição de ideias;

  • Objetividade e consistência argumentativa na exposição de ideias;

  • Adequação vocabular e compreensão das diversas leituras;

  • Bom nível argumentativo;

  • Capacidade de síntese;

  • Capacidade de estabelecer relações com outros textos;

  • Variações linguísticas e adequação da linguagem ao contexto de uso; diferentes registros, grau de formalidade em relação ao gênero discursivo;

  • Construção de sentido do texto: identificação do tema ou ideia central, finalidade, orientação da diferentes vozes presentes no texto e identificação dos argumentos principais e secundários.


7.2 Avaliação no que se refere às atividades da escrita:

  • Encadeamento de ideias e uso adequado de elementos coesivos (fatores de coesão: referencial, recorrencial e sequencial) aspectos coerentes, situacionais, intencionais, contextuais e intertextuais;

  • Capacidade de perceber a flexibilidade da língua, ou seja, de reconhecer as diversas possibilidades que a língua oferece de permitir que se diga a mesma coisa de várias maneiras;

  • Capacidade de emitir sua opinião, desenvolvendo seu senso crítico e reflexivo;

  • A produção e a refacção escrita como processo suscitado por uma real necessidade de prática social observando a unidade temática, adequação do nível de linguagem e a adequação do gênero proposto às estruturas mais ou menos estáveis (elementos composicionais, formais e estruturais).

ANÁLISE LINGUÍSTICA (leitura, oralidade e escrita)

Observação do uso adequado dos elementos linguísticos como pistas, marcas, indícios da enunciação, observando-se: os discursos direto, indireto e indireto livre na manifestação das vozes que falam no texto;

Importância dos elementos de coesão e coerência na construção do texto;

Expressividade dos substantivos e sua função referencial no texto;

A função do advérbio: modificador e circunstanciador;

O uso do artigo como recurso referencial e expressivo em função da intencionalidade do conteúdo textual;

Relações semânticas que as preposições e os numerais estabelecem com o texto;

Recursos gráficos e efeitos de uso: aspas, travessão, itálico, sublinhado, parênteses, etc;

Valor sintático e estilístico dos pronomes, modos verbais;

O procedimento de concordância e regência nominal e verbais;

Figuras de linguagem e efeitos de sentido;

As particularidades linguísticas do texto literário;

As variações linguísticas;

A intenção do uso de estrangeirismos, a sua adaptação aos padrões gramaticais da língua importadora e seus valores;

Todo o processo avaliativo será feito em no mínimo 03 (três) avaliações formais abrangendo uma na prática da leitura e oralidade, uma prática da escrita e uma na prática de análise linguística que permeia todas as referidas práticas;

Observamos que ficou estabelecido um mínimo de situações avaliativas, mas cabendo a cada professor exceder ou não esse total caso ache necessário.


  1. RECUPERAÇÃO DE ESTUDOS

A recuperação concomitante é um direito adquirido de todos os alunos, constando na LBDN no 9394/96, art. 24, inciso V garantindo, portanto a superação de dificuldades específicas encontradas pelo educando e constitui-se dessa forma parte integrante do processo de ensino-aprendizagem. Acontecerá no momento em que o professor detectar que o aluno não apreendeu o conteúdo, assim sendo se fará necessária a retomada do conteúdo, de forma diversificada, visando à apreensão do conteúdo não assimilado no primeiro momento e oportunizando um momento diferenciado de aprendizagem do aluno.

Tratando-se da Língua Portuguesa, a Recuperação Concomitante será referente aos conteúdos de interpretação de texto e domínio dos elementos linguísticos, tendo em vista que a produção de textos, a leitura e a oralidade estão inseridas num processo contínuo, num grau de complexidade crescente.

Portanto, várias oportunidades serão criadas para que o aluno reflita, construa, levante ideias e chegue à compreensão dos conteúdos não dominados inicialmente.

A cada prática avaliativa, será feita uma sondagem dos alunos que não dominaram aquele conteúdo e então se procederá uma nova oportunidade de revisão e avaliação de forma diferenciada, recuperação esta não apenas de conteúdo, mas também de notas.

Serão realizadas no mínimo 02 avaliações de recuperação sendo que uma abrangerá oralidade e leitura e a outra será de escrita, incluindo análise linguística.

Na recuperação concomitante, será feito o levantamento dos conteúdos trabalhados e analisada a apreensão dos mesmos. Serão retomados os conteúdos básicos para que o educando avance no desenvolvimento da aprendizagem. Com relação aos trabalhos de pesquisa e produções de textos, será feita a recuperação, durante as aulas, onde o aluno tem a oportunidade de pesquisar em vários meios de comunicação, e o educador disponibiliza esse tempo necessário e apoio para eles tirarem as dúvidas que surgirem. A Produção de textos é acompanhada da sua refacção, coletiva ou individualmente, levando o educando a ver e a corrigir suas produções. Dessa forma, ele terá o avanço nas próximas produções, sabendo que durante todo ano letivo a produção textual estará presente. Acredita-se que dessa forma estaremos desenvolvendo também a responsabilidade no cumprimento das normas e até mesmo preparando-o como cidadão.



  1. REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS

BRASIL/MEC, Diretrizes Curriculares Nacionais para a Educação das Relações Étnico-Raciais e para o Ensino de História e Cultura Afro-Brasileira e Africana. Brasília- DF, 2004.


________.Lei no 9.394, de 20 de dezembro de 1996.In:BRASIL/MEC. Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional. Brasília: MEC, 1996.
_______. Lei n. 10.639, de 9 de janeiro de 2003. Altera a Lei n. 9.394, de 20 de dezembro de 1996, que estabelece as diretrizes e bases da educação nacional, para incluir no currículo oficial da Rede de Ensino a obrigatoriedade da temática “História e Cultura Afro-Brasileira”, e dá outras providências. In: Brasil. Ministério da Educação. Diretrizes curriculares nacionais para a educação das relações étnico-raciais e para o ensino de história e cultura afro-brasileira e africana. Brasília: MEC/Secretaria Especial de Políticas de Promoção de Igualdade Racial/ Secretaria de Educação Continuada, Alfabetização e Diversidade. 2004.
PARANÁ. Lei 13.381, de 18 de dezembro de 2001. Torna obrigatório, no ensino fundamental e médio da rede pública estadual de ensino, conteúdos da disciplina história do Paraná. Diário Oficial do Paraná, Curitiba, n. 6134, 18 dez. 2001.
________.Secretaria de Estado da Educação. Diretrizes Curriculares da Educação Básica: Língua Portuguesa. Curitiba, 2010.
________. Lei11.733, de 28 de maio de 1997. Autoriza o Poder Executivo a implantar campanhas sobre Educação Sexual, a serem veiculados nos estabelecimentos de ensino estadual de primeiro e segundo grau do Estado do Paraná.
_______. Lei11.734, de 28 de maio de 1997. Torna obrigatória a veiculação de programas de informação e prevenção da AIDS para os alunos de primeiro e segundo grau, no Estado do Paraná.
Projeto Político-Pedagógico da Escola Estadual Vereador Heitor Rocha Kramer - EFM, 2010.
Regimento Escolar da Escola Estadual Vereador Heitor Rocha Kramer - EFM, 2010.
SITES:

Portal Dia-a-dia Educação:



htpp://www.diaadiaeducacao.pr.gov.br/atividadeseducativas.com.br
http://www.diaadia.pr.gov.br/cdec/



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