Câncer tem Cura – Frei Romano Zago – Editora Vozes



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Câncer tem Cura!

COLEÇÃO MEDICINA ALTERNATIVA
- Câncer tem cura!

Frei Romano Zago, OFM

- Nutrição molecular - melhorando a qualidade de vida

Hilda Terezinha Menezes Pailaoro (Org.)

- O líquido dourado - teoria e prática da urinoterapia

RonaldMoller

- Plantas medicinais - do cultivo à terapêutica

Anderson Domingues Corrêa, Rodrigo Siqueira-Batista, j Eduardo M. Quintas

Dados Internacionais de Catalogação na Publicação (CIP)

(Câmara Brasileira do Livro, SP, Brasil)

Zago, Romano

Câncer tem cura!: manual que ensina, de maneira prática e económica, a tratar, sem sair de casa, do câncer e de outras doenças, sem mutilações, sem aplicações nem remédios, sem efeitos colaterais / Romano Zago. - Petrópolis, RJ:

Vozes, 1997.

ISBN 85.326.1867-7 l. Babosa 2. Câncer - Tratamento alternativo 3. Medicina alternativa 4. Plantas medicinais I. Título.

97-4006 CDD-615.53

Índices para catálogo sistemático:

l. Câncer: Cura: Terapias alternativas 615.53

Frei Romano Zago, OFM

CÂNCER TEM CURA!
Manual que ensina, de maneira prática e econômica, a tratar sem sair de casa, do câncer e de outras doenças, sem mutilações, sem aplicações nem remédios, sem efeitos colaterais

21ª Edição


Petrópolis 1998

© 1997, Editora Vozes Ltda.

Rua Frei Luís, 100

25689-900 Petrópolis, RJ

Internet: http://www.vozes.com.br

Brasil
Todos os direitos reservados. Nenhuma parte desta obra poderá ser reproduzida ou transmitida por qualquer forma e/ou quaisquer meios (eletrônico ou mecânico, incluindo fotocópia e gravação) ou arquivada em qualquer sistema ou banco de dados sem permissão escrita da Editora.


FICHA TÉCNICA DA VOZES
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DIRETOR EDITORIAL

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EDITORES

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EDITOR DE ARTE

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EDITORAÇÃO

Editoração e organização literária: Departamento de Editoração

Revisão gráfica: Revitec S/C e Departamento de Editoração

Diagramaçao: Sheila Roque

Supervisão gráfica: Valderes Rodrigues
Nota: A l* edição desta obra foi publicada sob a responsabilidade do autor.
Capa: Planta de babosa existente no jardim do Santuário da Agonia de Jesus

(Horto das Oliveiras), no Getsêmani, Jerusalém, Israel.


ISBN 85.326.1867-7

Este livro foi composto e impresso pela Editora Vozes Ltda.


SUMÁRIO

Introdução, 7

1. Do aprendizado, 13

2. Da aplicação do aprendizado, 20

3. A fórmula, 29

4. A fórmula definitiva, 35

5. Posologia (como tomar), 45

6. Perguntas e respostas, 49

7. Internacionalização da fórmula, 104

8. Composição da babosa, 127

9. A babosa é tóxica?, 149

10. Babosa x AIDS, 170

11. Sob os auspícios de Nossa Senhora, 180



Conclusão, 191

Anexos, 195

Conversando com a folha da babosa, 197

Receita de babosa contra o câncer, 201

Introdução

Muitas pessoas, que tinham tomado conhecimento de curas de câncer, efetuadas com o método que pretendemos expor neste livro, perguntavam se não haveria meio de divulgar o “segredo”. A forma proposta foi o presente trabalho que, benevolamente, submetemos à sua leitura.

Honestamente, não temos a pretensão de arvorar-no em criador ou inventor do método. Muito menos, apresentar-nos como o pioneiro, isto é, o primeiro que aplicou a fórmula com êxito em diferentes casos, sendo, só depois, seguido por outras pessoas, com igual êxito. Aliás, nem seria segundo a verdade. Outros, muito antes de nós, poderiam, com justiça, arrogar-se tal direito.

O presente livro pretende ser nada mais do que o veículo de divulgação de determinado método que foi bem sucedido em ocasiões diversas. Se existe algum mérito, não passa daquele de tê-lo divulgado. O que vai nestas despretensiosas página é tão somente testemunhar uma prática que tem dado certo inúmeras vezes, prática aplicada pessoalmente, bem como realizada por outras pessoas, as quais, tendo tomado conhecimento da receita, usaram-na com inteiro sucesso. De posse das orientações, aplique-as no seu caso concreto. Tudo muito simples, acessível. Ponha o método em prática.

Tratando-se de uma fórmula tão barata e não apresentando contra indicações nem efeitos colaterais negativos, não temos em mira outra meta que a de aliviar o sofrimento dos doentes, bem como das pessoas direta ou indiretamente relacionadas com eles, às vezes, impotentes diante do soberbo problema. Se houve pessoas curadas através desta maneira simples e econômica, porque não proporcionar algo idêntico a mais gente? Eis o nosso escopo.

Não é pretensão nossa apresentar método mágico. Mais. Não queremos reter, ciosa e egoisticamente, o método em segredo e explorá-lo em proveito próprio.

A idéia é informar a população de que existe uma fórmula que pode curar o câncer, porque já o realizou, método ao alcance de todos. Que a pessoa interessada tome conhecimento. O livro explica a maneira de pôr em prática tal possibilidade, se o quiser.

Outrossim, não temos em vista humilhar a benemérita classe médica ou, pior ainda, declarar inválido tudo quanto a ciência busca para solucionar o problema do câncer, o assim chamado “mal do século”. Tudo quanto se procura, na corrida pela vitória sobre o mal, é digno dos maiores encômios, venha donde vier. Tudo quanto se fez e se fará, em busca da solução definitiva do problema, continua válido e merece todo o nosso apoio e apreço. Fazemos votos para que as pesquisas se aprofundem tanto que logrem o domínio total e absoluto do homem sobre este mal que tem angustiado a humanidade. Demo-nos as mãos nesta guerra comum que a todos aflige e a todos deve envolver.

Gostaríamos de emprestar nossa modesta colaboração para levar lenitivo ao sofrimento atroz do homem, tão humilhado diante da fatalidade de intervenções cirúrgicas e aplicações deformadoras, mas saída única, no atual estágio da medicina tradicional. Gostaríamos de ajudar a poupar do massacre que representam, para o portador de câncer, as aplicações de radioterapia, quimioterapia (verdadeiro bombardeamento para o organismo!) e outras do gênero. O sistema aqui apresentado é infinitamente mais barato. Indolor. Natural. Qualquer um pode aplicá-lo, ficando em casa. E os resultados têm sido tais que as pessoas curadas, ainda que portadoras de câncer em fase terminal, dentro de dois a três meses, reassumiram sua vida de sempre, até diria, com maior vigor, com melhor qualidade de vida, talvez porque voltassem a experimentar de novo o sabor de viver, quando tudo lhes parecia irremediavelmente perdido. Gostaríamos que esta fórmula se aliasse a todas as demais tentativas conhecidas ou que porventura vierem a ser descobertas, numa frente única, para erradicar, para sempre, o malfadado mal da face da terra.

O presente livro, pois, na sua simplicidade e clareza meridianas, pretende constituir-se num aceno para quem se defronta com o terrível problema do câncer e de outras doenças degenerativas.

Amigo (a), se uma pessoa querida sua estiver tomada daquela "doença feia", além dos tratamentos convencionais a que recorreu, ofereça-lhe também este método fácil de tratar-se. Pode dar certo. Tem dado certo. Inúmeras vezes curou de verdade, salvando vidas. Ah! Se falassem as estatísticas das curas realizadas nos cinco continentes! Não custa arriscar. Não se perde nada. E pode salvar-se uma vida.

Desejo, leitor(a), que, seguindo o presente método, simples e barato, inteiramente natural, sem contra-indicações, devolva a saúde a seu ente querido e que este volte a viver a vida com gana, com redobrada alegria, porque teve afastado de cima de si o espectro de morte iminente, morte que parecia inevitável. Você, por sua vez, experimentará a euforia indizível de ter vencido aquilo que parecia superior às suas forças. Será como se estivesse transmitindo a vida de novo à pessoa curada. Você a trouxe de novo ao convívio dos viventes. E você cantará consigo mesmo: “Bendito seja Deus que pôs à disposição dos homens tantas ervas e plantas como remédio pra suas doenças, a fim de que a vida continue, e continue com saúde”!...

O autor


Para Índce

1. DO APRENDIZADO

Após a jornada de trabalho, mergulhados num verdadeiro calidoscópio de atividades, respondendo à policromia de setores que as exigências da vida moderna os envolve, um a um, os Frades Menores regressam de sua faina, a fim de jantar, recobrando as energias para um novo amanhã.

Adaptado ao costume da região, filho da terra, o franciscano do Rio Grande do Sul, igual a inúmeros cidadãos, descansa, após a ducha reconfortadora, sorvendo chimarrão. Enquanto a cuia do mate amargo roda de mão em mão, segundo a tradição, a boa prosa se faz presente, vazando-se nos mais variados assuntos: Teologia, Filosofia, Política, Partidos, Governo, Sociologia, Pastoral, Igreja, Ordem, Província, Ecumenismo, Tempo, Fatos do dia, Corrupção, Aborto, Controle da Natalidade, Terceiro Mundo, Multinacionais, Futebol, etc., etc.

Um dia, como em tantos outros, repete-se o ritual. O assunto em voga: o progresso da ciência, seus feitos e conquistas que causam estupor. Dentro do filão condutor da conversa, o inacreditável, mas verdadeiro, pois se constatam, em nossos dias, enormes somas canalizadas no sentido de formar um lastro ou recursos para incentivar a descoberta da cura do câncer. Depois de considerações várias sobre o momentoso tema, surge Frei Arno Reckziegel, flamante provincial, recém-eleito, guindado ao cargo após atuar nas lides pastorais de periferia. Como que brandindo a varinha de condão, tira da manga a solução do problema, para estupefação dos atentos interlocutores:

-Mas... câncer tem cura, meus senhores! Sim, para o povinho das periferias, câncer não é problema. Ou seja, problema câncer o é, mas sabe-se resolvê-lo...

- Como assim?, interpela o mais interessado do grupo.

- Nós, lá em Rio Grande, na vila onde trabalhei por alguns anos, cansamos de ver pessoas simples, portadoras de câncer, logo aí adiante, estarem curadas. Poderia citar o caso de uma negra velha, com câncer de pele. Completado o tratamento, continua vivendo em seu barraco, até hoje, levando vida normal...

- Mas não é possível!... O caso dela era mesmo caso de câncer?

- Câncer declarado pêlos exames médicos. Cito o caso de pessoa humilde, sem renome. Poderia citar, igualmente, a cura de pessoas famosas que se submeteram ao mesmo tratamento. Temos conhecimento de pessoas de nome nacional que, lançando mão do método que curara a preta velha da periferia da Cidade Marítima, obtiveram a cura de seu mal. O método cura preta-velha-sem-nome como cura gente famosa. Sem discriminação. Vale para todos. A natureza não usa preferências. Atende a todos e a cada um que dela quiser servir-se...

- Vem cá, companheiro, mas que fórmula mágica é esta que até cura câncer? Conta logo aqui para nós, cara, de como a gente de periferia, lá da Noiva-do-Mar, pratica a cura de seus cânceres.

- Gostaria de frisar que não se trata de fórmula mágica coisa nenhuma! É muito simples. Muito mais simples do que se possa imaginar. Simples. Barata. Natural. Apenas que, infelizmente, ninguém ou muito pouca gente conhece e dá fé...

- Mas se é simples, barato e natural, "destampa" logo este método, que estou doidinho para conhecer. E tem mais. No primeiro dia que souber de pessoa portadora da doença, prometo que apelarei para a fórmula mágica. E mais: serei o maior divulgador dela, a fim de que ninguém mais venha a morrer do inexorável mal.

- Repito. É muito simples. Na vila, todo mundo conhece. Na vila, ninguém morre de câncer, porque a fórmula é transmitida, via oral, a quem interessar possa. Sobretudo, não se faz segredo. De câncer, na vila, só morre quem quer... Se ocorre a doença, todos conhecem a saída ou a solução. E apela para tal.

- Que beleza! Mas... desembucha logo esta fórmula bendita, homem de Deus! Já disse, estou louco para conhecê-la...

- Aí vai ela. Toma nota: meio quilo de mel de abelha, duas folhas de babosa e três ou quatro colheres de cachaça.

- Explica-te.

- Não tenho mais nada a explicar ou a acrescentar. É o que acabas de ouvir. Removem-se os espinhos dos lados da folha e alguma sujeira que a natureza aí poderia acumular. Tocam-se os três elementos - o mel, babosa e cachaça - no liquidificador. Batem-se bem, até se obter uma espécie de ligeiro creme. E... está pronta a poção que pode curar o câncer...

- Estás brincando! É simples demais para ser verdade!

- Pois, meu caro, é a coisa mais séria. Longe de mim brincar. E se achares que estou brincando ou caçoando, convido-te a visitar a nossa vila popular em Rio Grande. Lá poderás entrevistar a preta velha, gente fina, embora humilde, ela também curada pela citada fórmula.

- E como se toma aquele creme ou batida?

- Uma colher das de sopa, de manhã, outra; ao meio-dia, e uma terceira à noite. Sempre antes das refeições, assim uma questão de dez, vinte a trinta minutos. Agite bem o frasco, antes de servir-se de seu conteúdo. Guardar na geladeira (fundo).

-Vem cá, meu, mas se esta fórmula é tão eficiente ou milagrosa, por que não é divulgada? Devia ser anunciada pelo mundo todo! Devíamos contratar espaço nos meios de comunicação, nos programas de maior ibope e divulgar tal descoberta, a fim de que ninguém mais, sobre a face da terra, venha a morrer vítima da implacável doença.

- Realmente a fórmula é simples como o ovo de Colombo, mas é que há interesses outros em jogo, os quais impedem a divulgação desta "descoberta da pólvora". O câncer precisa continuar ceifando vidas. Tem mais. Curada a doença, perder-se-ia rica mina de fazer dinheiro. O câncer, como o anticoncepcional, é responsável para manter um pouco reduzido o número de pobres no mundo e, com isso, garantir fatia maior do bolo à mesa dos ricos. É que rico reúne condições para enfrentar longo e caro tratamento, sofisticado até. Pobre, como dispõe de recursos limitados, acometido de câncer, tem que morrer. É a política de quem manda no Planeta.

O diálogo interrompeu-se por ali, já que o sinal convidava a comunidade para a récita de Vésperas, a oração da tarde. Um dos frades, porém, decorou a fórmula, e saiu em direção ao coro, obedecendo ao sinal, decidido a divulgá-la, dentro de suas limitações, custasse o que custasse.

Enquanto os frades, no coro, persolviam Vésperas, a oração oficial da Igreja, na cozinha do Provincialado Dona Paulina preparava o bife acebolado, malpassado, o qual, com arroz, produto da terra, vários tipos de salada e frutas, compunha a frugal janta do Frade Menor no Rio Grande do Sul. Ela, Paulina, no se afã, exercia sua liturgia típica, a qual, como a dos freis, devia evolar, em doces eflúvios, como pequenos salmos, até a presença do Senhor.



Se você não conhece babosa nem sabe que há enorme varie­dade de tipos (são de 300 a 400 já classificados, sem falar de centenas ainda não submetidos a estudos), duvidando, no momento da escolha da planta, repare na capa deste livro. Eis que encontra a resposta para sua dúvida.

O tipo de babosa que aí se observa é Aloe arborescens, da qual existem 20 variantes dada a facilidade com que se castiçam. Trata-se do tipo mais difuso entre nós. Quanto às propriedades medicinais, segundo o fitotécnico Dr. Aldo Facetti, que me entrevistou, durante uma hora de programação da Teleriviera, da RAI, que cobre toda a regido toscana de Massa, Viareggio, Lucca, Pisa, Carrara, fruto de suas análises, garante que Aloe vera barbadensis miller, o tipo usado pelas indústrias, por ser mais rica em gel, apresenta uns 25% do princípio ativo contra o câncer, enquanto que a nossa (na capa do livro) arborescens o possui em 70%. Já o Instituto Palatini, de Salzano, Veneza, afirma que a arborescens é 200% mais rica em propriedades medicinais que a barbadensis.

A explicação é simples e uma só: as propriedades medicinais da planta encontram-se na folha toda e não apenas no gel, como teima em insistir a indústria. Ora, o volume de casca na arborescens é muito maior do que na barbadensis. De mais a mais, a arborescens, pelo seu modo de ser, fica muito mais exposta aos raios solares (assemelha-se a um guarda-chuva aberto), enquanto que a barbadensis lança suas folhas em sentido quase vertical, dificultando a penetração da luz solar.

Se você quiser alcançar resultados melhores, lance mão da nossa babosinha comum. E vibre com seus efeitos.

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2. DA APLICAÇÃO DO APRENDIZADO

Um belo dia, regressando da assistência a uma capela do interior, sou abordado pelo ferreiro da aldeia:

- Frei, meu tio João lá da Forqueta, sabe?, está com câncer na próstata e, de momento, internado no Hospital de Marques de Souza. Seu caso, afirma o médico, não tem volta. É questão de alguns dias, garante. Em nome da família, pediria que fosse administrar-lhe os sacramentos. Faça-o logo que puder, porque o caso dele é muito grave.

- Antes de mais nada, obrigado por ter-me avisado. Claro que irei levar o óleo dos enfermos àquele homem. Curioso! Lembro-me bem, parece-me ainda vê-lo participar da missa na sua capela, no mês passado, à esquerda, no primeiro banco. Admira-me que hoje me dá notícia de tal natureza!

- Pois é, Frei, o Sr. sabe que esta doença, quando se manifesta, quase sempre, já vai longe...

- Seu tio está consciente? O Sr. acha que posso deixar o atendimento para amanhã?

- Perfeitamente. Encontra-se muito fraco por causa da doença, mas resistirá até amanhã, fique tranquilo. Porém, os médicos dizem que não passa a semana. Acabo de chegar de lá agora. E concluí que a coisa está feia...

- Amanhã terei, pela escala, o atendimento, com missa, na capela de sua comunidade. Imediatamente depois da celebração para o povo, seguirei até o hospital, para levar-lhe o conforto dos sacramentos da Igreja. Pode ser assim?

- Ótimo! Desde já, muito obrigado. E vamos nos preparando para enterro próximo, necessariamente, não é?

- Só Deus sabe quando será...

- Certo. Mas o caso de meu tio é caso desesperador. Inútil qualquer outra tentativa. Seu caso não tem volta,

- Posso concordar que seja grave. Para Deus, porém, nada é impossível.

- Claro. Bem. Tchau. E obrigado.

No dia seguinte, após o atendimento na Capela de Navegantes, desloquei-me até o hospital. Dona Gema, a esposa do enfermo, denotando sinais de estafa e preocu­pação, diante da gravidade do mal do marido, aborda-me, à entrada do quarto:

- Padre, antes de mais nada, obrigada por ter atendido ao nosso aviso. Depois, peço que diga ao João que ele está com câncer. Gostaria que fizesse uma boa confissão, pre­parando-se adequadamente para a morte, já muito próxima. Estou lhe pedindo isto, Frei, porque quero que meu marido vá para o céu, depois da morte.

- Deixe comigo, senhora. A experiência, mesmo em casos sérios, ensinou-me a tratar do enfermo da maneira como convém. Procure manter-se calma.

No quarto, encontrei um doente em extrema fraqueza. Sua voz, um fio sumindo. Embora não houvesse me antecipado em abrir o jogo sobre sua realidade, advertiu-me que desejava confessar-se, sim, fazendo, inclusive, uma confissão geral, já que seria esta a última de sua vida. Frisou que desejava fosse bem feita.

- Que ótimas disposições!, pensei comigo. Gratificante para o sacerdote encontrar penitente em tais condições! Dispensa motivações à penitência quando ela já existe. Dispensa argumentar, uma vez que o pecador mostra-se contrito. Beleza! Fácil! Menos mal!...

Atendi uma confissão de pessoa contrita onde, se havia consciência de pecado, de um lado, manifestava-se, de outro, confiança irrestrita na misericórdia de Deus. Se­guiu-se a absolvição, a bênção apostólica, a unção dos enfermos, o viático. Numa palavra, recorreu-se ao que a Igreja dispõe de melhor, num caso extremo, como o do Sr. João Mariani.

Não julguei oportuno informar o paciente a respeito de seu delicadíssimo estado de saúde, conforme solicitara sua esposa, primeiro, porque houvera uma boa confissão, no meu entender. Em segundo lugar, eu não era o médico que atendera o doente acometido de câncer. E, em terceiro lugar, me viera à mente a fórmula do preparado que pode curar câncer, aquela mesma que ouvira, oralmente, naquela roda de chimarrão, no pátio do Provincialado. Repeti-a para refrescar a memória: meio quilo de me! de abelha, duas folhas de babosa e três ou quatro colheres de cachaça. Parecia soar fiel à fórmula original.

Na portaria do hospital, despedindo-me de minha paroquiana, que agradeceu o serviço religioso prestado a seu marido, achei de bom alvitre informá-la do que acabara de realizar:

- Dona Gema, seu marido ficou bem preparado. Aconteça o que acontecer, recebeu tudo o que se pode desejar num caso grave como o dele. Quanto a seu pedido sobre a realidade do estado de saúde dele, nem toquei no assunto. Achei que não fosse de minha alçada informá-lo sobre o diagnóstico médico, leigo que sou em matéria de medicina. De mais a mais, conheço um preparado que tem curado câncer...

- Mas, Frei, quem tem câncer, deve morrer! Pelo menos é o que se observa por aí. Creio que o Sr. quer ser gentil com a família numa hora tão difícil como a que estamos passando. Muito obrigada. Nós somos realistas. É preciso sê-lo, embora seja duro. Não adianta esconder.

Perdi tempo em explicar à Dona Gema que é possível curar-se de câncer.

Aliás, ela é igual a todas as pessoas com que me deparei diante do caso, a começar por mim mesmo. Com toda esta dinheirama que corre no mundo, como é que uma formulazinha tão ingênua, caseira, poderia efetuar o milagre?! A mulher ficou firme no seu ponto de vista e continuou convencida de que o seu marido morreria daquilo. E pronto. Destino atroz, mas inabalável como uma montanha!

Quando concluí que "daquele mato não sairia coelho", suspendi de vez a discussão. Achei melhor "matar a cobra e mostrar o pau", como diz o povo, isto é, decidi partir para a ação prática, deixando de lado teorias e palavras. Inútil gastar saliva. Era preciso descer à prática, ao rés do chão.

Por feliz coincidência, Rubens, o filho do casal, que voltara do Cartório do escrivão Agostinho Basso, a fim de ultimar a papelada para escapar do inventário do patrimônio, em caso de morte do pai, acaba de me pedir "carona" até a entrada de sua propriedade, no que prontamente concordei. Pensei com meus botões:

- Quem sabe consiga motivar e convencer o filho para aplicar a receita, já que não obtivera êxito com a mãe. No decurso da viagem, não fiz outra coisa senão convencer o rapaz que "estava a seu alcance, sim, evitar que seu pai viesse a morrer de câncer"! Para tanto, bastaria fazer o que lhe iria ensinar. E expliquei. E repeti. E voltei a explicar.

Chegando ao ponto do desembarque, fi-lo repetir a lição. Sabia-a na ponta da língua. Mais. Garantiu-me que sua mana Rejane, que no dia seguinte haveria de render a mãe, já cansada, no hospital, levaria o preparado, prontinho, para o pai baixado. Satisfeito com as perspectivas de resultado, despedi-me do moço, desejando-lhe coragem, mas que aplicasse a receita.

Percorri o restante do caminho de volta à sede paroquial, de consciência tranquila, esperançoso mesmo que, se fizessem tudo quanto havia-lhes ensinado, salvariam a vida daquele agricultor.

Retomei minhas atividades de pároco, sozinho, naquelas lonjuras. João Mariani, por conseguinte, deveria, como é natural, passar para um segundo plano na tela do interesse direto dos acontecimentos de rotina. Quando sua figura esguia me voltava à retina, porém, torcia para que a poção viesse a produzir seus efeitos.

A semana transcorria como todas as demais. Uma bela manhã, talvez uns oito dias após a unção do enfermo, encontro-me com Rejane, diante da Prefeitura Municipal.

Lembrei-me de seu pai doente. Imediatamente abordei-a, curioso por saber do andamento dos fatos. Queria detalhes.

- Bom dia, Rejane. Como vais? Como está teu pai?

- Bom dia. Eu estou bem, obrigada. Quanto ao papai está nas últimas. Os médicos mandaram que fosse morrer em casa...

- Ah! Quer dizer que vocês estão com ele em casa?

- Sim. Faz três dias que lhe deram alta, quer dizer, não têm mais recurso para ele... E a moça engoliu seco diante do peso da fatalidade, prostrada ante à impotência face ao mal.

- Mas vocês lhe serviram o remédio que receitei? Ele tomou o remédio direitinho?

- Sim, Frei. Foi feito como o Sr. mandou e ensinou ao Rubens. Eu mesma levei a poção até o hospital. Papai tomou-a na dose diária recomendada e continua tomando. Mas ele está tão fraquinho! Lá na cama, parece um pedaço de fio de arame farpado, desculpe a comparação. Que mal terrível! Esta maldita doença acabou com meu pai...

- Olha, se ele tomou o remédio, como me garantes, fica tranquila que vai dar certo. Brabo é quando as pessoas se negam a ingerir o remédio.

- Sabe, Frei, aconteceu algo estranho. O Sr. sabe que ele tinha aquela bola na altura do baixo ventre, não sabe?

- Não. Não sei.

- Sim. Uma bola do tamanho de bola de tênis. Pois esta bola desapareceu!

- Ah!, então só tenho que te cumprimentar, minha querida, pois teu pai encontra-se fora de perigo! Teu pai venceu a batalha contra o seu câncer! Não fosse assim, como é que aquela bola retrocederia? Pelo contrário, deveria ter aumentado mais e mais... Com outras palavras, o remédio produziu seus efeitos. Viva! Teu pai safou-se dessa, podes crer. Depois de umas semanas de convalescença, teu pai irá juntar-se à turma, como fizera em outros anos, para realizar a safra. Verás!

Na verdade, não deu outra. João Mariani, lentamente, voltou a se alimentar melhor. Em poucos dias, deixou o leito. Começou a andar pelo quarto. Esgueirando-se pela parede, conseguiu alcançar a cozinha. Sem demora, voltou ao pátio, em contato com seus bichos. Colheu as primeiras espigas de arroz-do-seco que amarelava, caminhando peio eito. Comeu as primeiras cítricas da estação. Chupou cana-de-açúcar com a gana com que o fazia nos tempos de garoto.

Com o passar dos meses, além de ajudar na colheita daquele ano, na saída do outono-inverno, lavrou a terra a boi e arado, como fizera desde que se conhecera como gente, para as semeaduras da primavera.

E João Mariani vive hoje seus oitenta e mais anos (nascido em 1913), em pleno uso de suas faculdades. Trata-se de uma das muitas pessoas que venceram o câncer, ingerindo o preparado que anunciamos neste livro. Pode alguém duvidar, mas o fato de João Mariani estar vivo até hoje, apesar de ter sido portador de câncer, constitui-se em prova inequívoca da vitória deste complemento alimentar sobre o terrível mal.

Como João Mariani, existem inúmeras outras pessoas, homens e mulheres, que conseguiram dar a volta por cima, claro, cada qual com sua história, história que, mutatis mutandis, é a história do primeiro paciente cuja cura orientei e cujo êxito me fez acreditar na eficácia desta fórmula no combate ao câncer.

Plante um pé de babosa no fundo de seu quintal e, como resposta, você terá acesso a uma formidável farmácia que o bom Deus coloca à sua disposição.

Se você mora em apartamento, plante seu pé de babosa num vaso e exponha-o ao sol que entra pela janela. Você poderá gozar de todos os benefícios desta planta.

Não deprede a natureza! Se você cortou ou arrancou um galho para servir-se de suas folhas, plante, mesmo que seja dias depois de tê-lo colhido. Vinga fácil e você terá seu pé de babosa, verdadeira fortuna ao alcance da mão.

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3. A FÓRMULA

Para quem conseguiu acompanhar-me até a esta altura, não precisaria repetir que aprendera a fórmula numa roda de chimarrão. De ouvido. Possível que não a tivesse gravado corretamente, sobretudo diante do impacto maior daquela bombástica revelação. "O câncer tem cura!" Sempre que se transmite mensagem oral, corre-se o risco de não ser bem captada, seja por deficiência de quem comunica seja por limitações de quem recebe. Próprio das humanas imperfeições...

Seja como for, o certo é que iniciei ensinando a usar a fórmula aprendida, empregando duas folhas de babosa, meio quilo de mel de abelha e três colheres de cachaça. Durante muitos anos, ensinara a empregar tais ingredientes. Satisfaziam, sim, porque havia resultados, resultados positivos, semelhantes ao narrado no capítulo anterior. Portanto, não via motivo para modificar a fórmula que estava dando certo.

2) Lera, mais tarde, em A farmácia da natureza, de Irmã Maria Zatta, edição de 1988, à p. 14, a mesma receita para a cura do câncer, porém apresentando variantes. Eis a receita transcrita tal qual se encontra no citado livro: “Colher de manhã cedo ou depois do sol posto 2 folhas (o grifo é nosso) de babosa; lavá-las e cortar-lhes os espinhos. Picá-las e batê-las no liquidificador com 1 quilo de mel (o grifo é nosso) e com 2 colheres de cachaça(o grifo é nosso). Tomar 2 colheres 2 vezes por dia durante dez (10) dias. Depois parar durante 10 dias e assim continuar até ficar curado. Para evitar o câncer, a receita é a mesma, mas tomar 2 colheres por dia durante 10 dias. Fazer isso uma vez por ano”. A nova edição de A Farmácia da Natureza, 2ª. Edição, 1993, p. 20, revisada e ampliada, modifica algum detalhe: “Colher, de manhã cedo, ou depois do sol posto, 2 folhas de babosa. Lavá-las e cortar-lhes os espinhos. Picá-las e batê-las no liquidificador, com um quilo de mel e 2 colheres de cachaça. Tomar 2 colheres, 2 ve\es ao fia, durante 10 dias. Depois parar 10 dias e, assim, continuar até ficar curado. Não tomar em jejum. Para evitar câncer, a receita é a mesma, devendo tomar somente w colheres por dia, durante 10 dias. Fazer isso, uma vez por ano”.

3) Quando vim a constituir a Equipe de Pastoral da Saúde da Paróquia de Santo Antônio, em Pouso Novo, no Rio Grande do Sul, Dona Gládis Lavarda, um dos componentes do grupo, dispunha dum polígrafo onde constava a fórmula da cura do câncer, por sua vez, também apresentando variantes e muito significativas, como se pode observar. Mais tarde, soube que a tal receira fora colhida do livro Saúde Através das Plantas, de Paulo César de Andrade dos Santos, Edições Mundo Jovem, p. 37 a 38. Diz o seguinte, sob “Receitas gerais”, no vocábulo “câncer”:



Ingredientes: 3 folhas grandes de babosa, ½ quilo de mel, 1 colher de cachaça

Como preparar: para preparar o remédio do câncer, é necessário que as regras abaixo sejam seguidas:

- o pé de babosa tem que ter pelo menos 5 anos de vida;

- apanhar a babosa no escuro;

- após cinco dias sem chuva;

- não colher com orvalho;

- preparar no escuro;

- preparar logo depois de colhida;

- depois de fieto, guardar em vidro escuro na geladeira;

- tomar no escuro.



Obs. O motivo de se evitar a luz (claridade) é que, na babosa, encontra-se uma substância que reage ao câncer e que, ao entrar em contato com a luz, perde automaticamente seu efeito.

- limpar a babosa com um pano seco;

- cortar e bater no liquidificador, juntamente com o mel e a cachaça.

Como tomar: para evitar o câncer, toda pessoa deveria tomar, pelo menos, uma vez por ano, uma colher de sopa, 3 vezes ao dia, durante 10 dias.

- para curar o câncer, tomar 2 colheres de sopa 3 vezes ao dia, durante 10 dias; parar 10 dias e tomar mais 10 dias, e assim sucessivamente, até se obter a cura total.

Obs.: a cura do câncer será obtida com êxito, quando ele estiver na fase inicial, pois, quanto mais velho, mais difícil será ser curado.

4) Pela mesma época, caíra-me nas mãos o livro "Saúde pela Alimentação", de Frei Adelar Primo Rigo, com outras variantes sobre a receita, a dele, mais achegada à da Irmã Maria Zatta, como se pode comparar. Ei-la: "Mel, babosa e cachaça" - Colher de manhã ou depois do sol posto 2 folhas de babosa. Lavá-las e cortar-lhes os espinhos. Picá-las e batê-las no liquidificador com um quilo de mel e com duas colheres (das de sopa) de cachaça.

Tomar: duas colheres das de sopa 2 vezes ao dia durante 10 dias. Depois parar 10 dias e assim continuar até ficar curado.

Para evitar o câncer a receita é a mesma, mas só tomar 2 colheres das de sopa durante 10 dias. Fazer isto uma vez por ano.

5) Em outubro de 1995, no atual Provincialado dos Frades Menores, na Av Jucá Batista, 330, Bairro Ipanema, Porto Alegre, RS, com imensa alegria, consegui uma fotocópia da fórmula original, a mesma que ouvira no fundo do velho Provincialado, à Rua São Luís, 640, Bairro Santana, Porto Alegre, RS. Tal fórmula correra de mão em mão, entre o povo simples, nas periferias de Rio Grande, o porto marítimo do Rio Grande do Sul, quando Frei Arno Reckziegel a registrou, por escrito, num papel de padaria. Pela ordem cronológica, trata-se da mais antiga. Como se pode observar, oferece suas variantes, como as demais. Ei-la:

Remédio/Câncer:

1) Duas folhas de babosa, as mais velhas possíveis (4-5 anos), apanhar fora do horário do sol (pela manhã ou à noite) - colher após o 6° dia da última chuva.

2) Tirar os espinhos, picar e levar ao liquidificador.

3) Juntar uma xícara de mel.

4) Uma colher de cachaça.

5) Guardar em geladeira.

Modo de usar: uma colher de sopa 3 vezes ao dia (de preferência, antes das refeições), 10 dias seguidos, parar 10 dias e recomeçar,

Se você estiver tomando remédios receitados por seu médico, ou precisar submeter-se a radioterapia, quimioterapia ou similares, nada impede que, concomitantemente, siga o tratamento com a babosa.

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4. A FÓRMULA DEFINITIVA

Se a fórmula, que aprendera de ouvido, curara João Mariani e muitas outras pessoas, durante um período de, seguramente, cinco anos, juro que sentia-me apegado a ela. Jamais pensara em abandoná-la, por exemplo, em favor da fórmula indicada pela Irmã Maria Zatta, embora considere esta Religiosa do Imaculado Coração de Maria uma sumidade no "metier" e pessoa de larga experiência, verdadeiro computador ambulante em matéria de receitas. Igualmente, não me encorajava a adotar a fórmula contida naquele polígrafo trazido por Dra Gládis Lavarda.

Numa palavra, eu tinha uma experiência pessoal que dera certo em muitos casos. De que dados dispunha para mudar a fórmula ou adotar outra? Até prova em contrário, a que estava em uso satisfazia. Adotando uma segunda, em quais dados poderia basear-me, para confiar em sua eficácia ou negá-la? Deixar-me levar apenas pelo prurido da novidade? Experiência mesmo, só tinha daquela fórmula que, habitualmente, eu usava e transmitia adiante, via oral.

Confesso, porém, que acabei mudando a primitiva fórmula sim. E fi-lo por motivos práticos. Fundamentalmente, tudo se resume num único ponto, a saber: o remé­dio, preparado na fórmula seguida até então, ficava doce demais e causava certa repugnância, sobretudo às pessoas envolvidas com problemas de fígado. Como ir ao encontro do problema e dar-lhe solução?

Antes de mais nada, dei-me ao trabalho de comparar as diversas fórmulas entre si. Observei as variantes. Todas e cada uma apresentavam diferenças notáveis, algumas bem significativas. Não optaria por esta em detrimento daquela, sem bons fundamentos. Apelei para a experiência, que é a mestra da vida. Somente ela me haveria de ensinar, com segurança e objetividade, qual seria a fórmula ideal.

E por falar em vida, minha relutância em mudar de receita firmava-se, precisamente, na informação, errônea, de que a babosa é planta tóxica. Compreende-se que, se verdadeira, carregar um pouco mais na dose poderia ser fatal. Ora, ávida é, na realidade, o dom maior, por isso, mais sério. Positivamente, não se pode ser leviano com ela, brincando ou pondo-a em risco, sem justo motivo. Muito menos, ousaria fazer experiências em seres humanos.

Observando fatos novos, no dia-a-dia, é que criei coragem e renunciei à velha fórmula pela qual sentia tanto apego, porque sempre servira.

Posso afirmar que a mudança ou troca aconteceu por casualidade.

O primeiro fato que me empurrou a mudar foi a cura do secretário da Escola da Terra Santa, de Belém, Israel, portador que era de câncer na garganta. Soubera que, há meses, havia perdido a voz, não se comunicando senão por cochichos. Tomando conhecimento, através do então diretor do Educandário, Pé. Frei Rafael Caputo, OFM, do real estado de saúde do profissional, ofereci meus préstimos na tentativa de fazê-lo recuperar a saúde e, com o tempo, quiçá, reassumir sua atividade de rotina no Colégio.

Preparei o remédio, seguindo minha fórmula tradicional, isto é, duas folhas de babosa, meio quilo de mel e a bebida destilada.

Terminado o conteúdo do primeiro frasco, ingerido nuns quinze dias, seguiu-se o segundo, porém antecedido de exames médicos. A análise permitiu concluir que o preparado travara o progresso do mal, ou seja, os exames realizados antes de tomar babosa e os realizados após a dose de quinze dias, praticamente, apresentavam os mesmos valores. Entusiasmada pelo resultado positivo (o mal, ao menos, não se alastrara!), a filha Mary, esposa de médico, talvez no afã de livrar o pai daquele mal preparou o próximo frasco, apelando para três folhas de babosa, bem graúdas, batendo-as no liquidificador em meio quilo de mel e a bebida destilada. Observando o espaço de uma semana de interrupção, aplicou a terceira dose. Resultado: o doente, depois de dois meses incompletos de duração do tratamento, emite os primeiros sons, sinal seguro que havia vencido a doença.

Para encerrar a história deste caso, a título de informação, saiba o leitor que a Escola voltou a servir-se de seu antigo secretário. No momento em que escrevo estas linhas, já se passaram quatro anos desde que ele reassumiu seu posto. E segundo testemunho de Irmã Verónica Mancadori (Scuola Materna, 53 - 09039 - Viliacidro - Província de Cagliari, Itália - fone: (070) 932311), então professora no Estabelecimento de Ensino, que conhecera o paciente há mais de quinze anos, sua voz apresenta-se melhor do que nunca...

Uma segunda experiência que me estimulou a mudar a velha fórmula, tão querida, e com fundamento na experiência, foi a intervenção de Shucri, o motorista das Irmãs de Aída, Franciscanas do Imaculado Coração de Maria. Tomando conhecimento de pessoas que tinham sido curadas de câncer, através do remédio que receito, encorajou-se, venceu sua natural timidez, pedindo que lhe preparasse uma dose para seu cunhado, acometido de tumor na garganta, já com enorme ferida exposta no pescoço. Evidente que lhe estendi o frasco, desejando que salvasse a vida daquele seu ente querido.

Animado pelo efeito do primeiro tratamento (a ferida externa cicatrizara!), partiu para uma segunda remessa. Por iniciativa sua, desta vez, ele mesmo quis preparar a poção. Triturou quatro folhas de babosa, sempre conservando a mesma quantidade de mel e bebida destilada.

Levado pela curiosidade de como teria preparado esta segunda dose, disse-me ter enfiado quatro folhas de babosa. Objetei-lhe:

- Mas eu tinha te orientado que deviam ser duas folhas...

- Eu sei.

- Por que então dobrou?... E depois, se tu me matas o sujeito, como é que fica?

- Qual o quê, Frei! Fique tranquilo! O cara recuperou a voz. Está conversando igual antes. Quanto às folhas, como fossem um pouco miúdas e enxutas, coloquei quatro delas no liquidificador... para contrabalançar, porém, carreguei um pouco no araq (bebida destilada árabe)!

- Bem!, disse, condescendente, se o enfermo sarou, conclui-se que, se a planta for tóxica, não o é na quantidade que você empregou... Reconheça-se que exagerou na bebi­da e dobrou as folhas... Pode?

E foi a partir da experiência em cima de tais fatos que criei coragem para mudar a fórmula recebida de ouvido, e também observando as variantes de outras fórmulas que chegaram a meu conhecimento. Nas minhas andanças, em contato com outros povos e culturas, descobri que a babosa não deve ser tão tóxica, por exemplo, como é certo que é cáustico o avelós, planta igualmente usada no combate ao câncer. Soube que os mexicanos usam a babosa como salada. Na Venezuela, ingerem o gel da folha da babosa no café da manhã, adicionando algumas gotas de mel para suavizar o amargo. Assim sendo, parece que a decantada toxicidade da babosa não é tão alarmante. De qualquer maneira, sempre é válida a velha sabedoria: é na dose que se encontra o limite entre o remédio e o veneno. A prudência deve ser sempre a justa medida. Quanto a isso, o leitor pode tranquilizar-se. Voltaremos ao assunto exaustivamente, demonstrando que a babosa não é tóxica, como se grita por aí afora, de jeito nenhum! Se interessar, leia capítulo à parte sobre a matéria.

Depois de dez anos de experiência no Brasil, no Oriente, bem como na Europa (sobretudo Itália, Suíça, Portugal), ouso receitar a fórmula como segue, sem medo de errar:

1) Meio quilo de mel de abelha (cuidado com o mel artificial, refinado e as falsificações em geral!);

2) 40 a 50 ml de bebida destilada (cachaça de alambique, uísque ou conhaque, etc.; não entram álcool puro, vinho, cerveja, licores); 40 a 50 ml é uma dose de uísque, um "martelinho", uma xicrinha para cafezinho.

3) Duas ou três ou quatro folhas de babosa, segundo o comprimento dela (duas, se tiverem 50 cm; três, se tiverem uns 35 cm; quatro se tiverem uns 25 cm) pra completar, aproximadamente um metro, se colocadas em fila indiana.

A pessoa que for preparar sua poção em casa não precisa ser escrupulosa. Os três elementos devem chegar a uma quantidade aproximada daquilo que se receitou acima. Exagerar um tiquinho ou faltar num detalhe, certamente não porá em risco a eficiência do preparado. Portanto, evite apelar para medidas precisas, procurando a balança, o metro. Aprenda a preparar seu remédio, livremente, como se fosse preparar seu remédio, livremente, como se fosse preparar um canteiro para plantar flores ou hortaliças. Use o olho, à base do bom senso, evitando exageros. O essencial é que tais elementos entrem na confecção da beberagem. É o amálgama dos elementos que redundará nos efeitos desejados.

O conjunto dos três elementos vai para o liquidificador. Providencie a remção do pó ou de uma outra sujeirinha que a natureza, eventualmente, poderá acumular sobre as folhas da babosa. Use trapo velho, seco ou úmido ou esponja, evitando lavar (uma vez que a água não interessa nesse preparado)

Com instrumentos cortante, afiado, apare os espinhos das bordas das folhas, de leve, correndo a faca, num zás, de alto a baixo. Para ajudar a máquina, pique as folhas, como se usa preparar uma batida, digamos, de mamão.

Bater bem, triturando o material todo. Após, mais ou menos, um minuto, (depende da rotação impressa ao aparelho), obtém-se uma espécie de creme esverdeado. Pronto. Sim! Está pronto o remédio que pode até curar câncer.

Vimos que não existe unanimidade entre os autores quanto à composição precisa dos ingredientes que entram na confecção do remédio e, acreditando que cada pessoa tenha tido experiência pessoal do que sugere, aconselharia ao leitor que escolha a melhor das variantes da fórmula, isto é, a que estiver mais a seu gosto, mais doce, menos doce, já que, quanto à cura, que é essencial, ou o objetivo último a ser alcançado, todas elas prometem realizá-la... Fundamental, portanto, é preparar o remédio, usando os ingredientes citados, observadas as proporções aproximadas.

Portanto, leitor, toda vez que houver alguém com o problema do câncer, se com uma folha de babosa em meio quilo de mel e a bebida destilada ou duas ou três ou até quatro ou mais, você considere-se livre na escolha. Porém, não deixe de fazê-lo: Pius vel minus non mutat speciem. Agora, pôr em prática a fórmula pode ser a chance proporcionada ao doente de recuperar-se. Você entra nesta briga. Você decide.

Nota: nos dias em que datilografava estas páginas, tive em mãos a brochura Saúde básica - Remédios caseiros, elaboração da Irmã Flávia Birck, caderno que serve para a Ação Social Diocesana de Santa Cruz do Sul.

Especificamente sobre a receita da babosa para o tratamento do câncer, apresenta uma variante que achei oportuno registrar, dada a abundância na quantidade da planta. À p. 9 encontramos "Xarope [não se trata de xarope!] de Babosa”:

- 2 folhas grandes de babosa

-1/2 kg de mel

- 2 colheres de cachaça

Preparo: retirar os espinhos da babosa e picá-la. Juntar o mel e bater no liquidificador até formar um creme, juntando a cachaça. Guardar na geladeira.

Dose: tomar l colher de sopa em jejum, antes do almoço e antes do jantar (preventivo de câncer).

Cura de câncer; tomar a primeira dose durante 10 dias. Suspender 10 dias. Repetir a dose.

À p. 19, sob o n219 "Câncer: evitar, usando alimentação natural. Emoções positivas. Solução de problemas. Perdão a si mesmo e aos outros. Receita: bater no liquidificador 2 folhas picadas (1/2 kg) de babosa, sem os espinhos. Juntar 1/2 quilo de mel e 2 colheres de sopa de cachaça. Bater até formar creme. Deixar em vidro escuro na geladeira".

Receita: l colher de sopa de manhã e à noite, durante 10 dias. Suspender 10 dias e repetir 10 dias.



Se você é portador de câncer, durante o tempo em que estiver ingerindo o conteúdo de seu frasco de babosa (dura uns 15 dias), apresse sua vitória sobre o mal, evitando consumir carne de qualquer tipo, bem como derivados de animal. Substitua a carne, com vantagem, por frutas, legumes, verduras, cereais e derivados. Ir para o índice

5. POSOLOGIA

(como tomar)

Vimos, no capítulo anterior, que não existe unanimidade quanto à quantidade precisa dos ingredientes que entram na confecção do remédio. E, se você observou, há diferen­ças substanciais entre uma variante e outra. Para refrescar a memória, vale lembrar que se passa de um extremo de duas folhas de babosa em um quilo de mel ao outro extremo de empregar três folhas de babosa em meio quilo de mel. É muita diferença entre uma proposta e outra.

Idênticas diferenças defrontamos quando os autores nos ensinam a como tomar o remédio, ou seja, a quantidade, tanto para a cura do câncer quanto no caso de o remédio ser usado como preventivo. Ou então, siga-me com paciência:

• Irmã Maria Zatta, em seu livro A farmácia da natureza, diz textualmente sobre o assunto: "tomar 2 colheres 2 vezes por dia durante 10 dias". Isto se a pessoa for portadora de câncer. Em nova alínea fala sobre a posologia

para evitar o câncer: "para evitar o câncer a receita é a mesma, mas só tomar 2 colheres por dia durante 10 dias. Fazer isto uma vez por ano".

• Paulo César de Andrade dos Santos, por sua vez, no seu citado livro Saúde através das plantas, à p. 38, sob "Como tomar", afirma: "Para se prevenir contra o câncer, toda pessoa deveria tomar, no mínimo, uma vez por ano, uma colher de sopa três vezes ao dia, durante 10 dias. Para curar o câncer, tomar duas colheres 3 vezes ao dia, durante 10 dias, parar 10 dias e tomar mais 10 dias e assim sucessivamente, até obter a cura total".

Como se observa, existem diferenças notáveis entre os autores no caso de fórmula preto-no-branco, escrita no papel. Podemos imaginar as variações que devem ocorrer quando a fórmula é transmitida oralmente, através das gerações!...

No meu caso, fico informado por pacientes através do telefone.

Assim, Irmã Arcângela, de Roma, com câncer, já em fase metastática, tomou nosso preparado por 75 dias ininterruptos, apesar de advertida da importância de pausa de uma semana, no mínimo, depois de terminar o conteúdo do frasco. Explicou seu procedimento, desesperada, no afã de buscar sua cura. Viu, no preparado, sua única tábua de salvação. Resultado: curou seu câncer! Hoje trabalha, como voluntária, num hospital no Trastévere, na Cidade Eterna.

Irmã Helena, uma libanesa, carmelita de vida ativa, que mora e atua na cidade portuária de Haifa, Israel, carregou 750 gramas de massa de babosa e a bebida destilada (araq) em 500 gramas de mel. Levei tremendo susto com tal exorbitância. Tranquilizou-me: o paciente que ingeriu tal dose ficou livre do câncer.

Jerônimo Giácomo (Via Venero, 122 (Vila Elisa) -fone: (091) 640.4204 - Monreale - Palermo, Itália), com câncer no fígado, com poucos dias de vida, toma sua colherada generosa do preparado, sem interrupção, já durante dois anos. É a saída que encontrou para controlar o mal, uma vez que não consegue expelir nem dobrando a dose (já experimentou).

Se discordam os autores na quantidade, seja na composição do medicamento como na indicação da dosagem em que deve ser ingerido, todos são unânimes nos três ingredientes da composição. Estes não podem faltar.

Adiante, daremos alguns esclarecimentos, também na tentativa de explicar a citada fórmula em bases científicas. A prática popular, com todas as suas variantes, encontra respaldo científico? Ou, ainda, a ciência ajuda na confiabilidade da fórmula ou é apenas uma crendice popular? Submetidos os ingredientes a testes de laboratório, quais os resultados?

Obtida a chancela duma segurança científica, com seu aval pleno, tais ingredientes e os efeitos que podem produzir no organismo humano na cura ou prevenção do câncer, quiçá possamos, com a prática, chegar a uma unanimidade não alcançada até hoje na experiência popular, tanto em relação à quantidade dos ingredientes na composição do medicamento, bem como a necessidade ou não de estabelecer diferenças na posologia quanto à cura, ou quanto à prevenção da (s) doença (s).

Nota Bene: preparado o medicamento, quando já em repouso, necessariamente o mel, elemento mais pesado das três partes, obedecerá à tendência natural de ir para o fundo do recipiente; a espuma da batida ficará ocupando a parte superior. Antes de servir-se do preparado, portanto, não deixe de agitar bem o frasco, a fim de misturar os diversos elementos.

Se você é diabético e tiver receio que o mel, não sendo genuíno, poderia agravar seu problema, triture a babosa e a bebida destilada de sua escolha, usando batida de fruta, legume ou verdura, para criar o contraste (em lugar do mel).

Em relação ao mel, a propósito, há pessoas que são alérgicas ao produto. Se for o caso, isto é, se a pessoa for alérgica ao mel, poderá experimentar prisão de ventre. Evite o problema, substituindo o mel cada vez que se serve do preparado, como faz o diabético, isto é, substituindo-o por fruta, verdura ou legume.

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6. PERGUNTAS E RESPOSTAS

Imagino que você esteja com muitas perguntas a fazer. Abrimos o presente espaço, num verdadeiro pingue-pongue, para longo diálogo. A matéria nasce das dúvidas surgidas ao telefone e ao vivo nas palestras mantidas.

A receita para curar câncer, ou prevenir-se contra ele, poderá parecer ingênua. Simplória. Concordo. Ou, como dizíamos naquela roda de chimarrão, assemelha-se à "descoberta da pólvora" ou ao "ovo de Colombo". Mesmo assim, atrevo-me a acrescentar algumas explicações, à guisa de esclarecimento. Tomo a liberdade de propor perguntas que o leitor talvez desejasse colocar. Poderá não ser precisamente esta a sua curiosidade ou dúvida, mas deve andar por aí. Imagine-se formulando perguntas...




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