ClassificaçÃo dos eventos



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EVENTOS

I – INTRODUÇÃO



I.1 - DEFINIÇÃO DE TURISMO
Em Análise Estrutural do Turismo (Editora Senac, 5 ed . São Paulo. 2001.) Mário Carlos BENI apresenta várias reflexões sobre conceitos de Turismo, dentre elas destacamos as seguintes definições:
Visão Econômica da Ansett Airlines of Austrália de 1977
Turismo refere-se à provisão de transporte , alojamento, recreação,alimentação e serviços relacionados para viajantes domésticos e do exterior. Compreende a viagem para todos os propósitos , desde recreação até negócios”
Visão Holística de Jafar Jafari

“ É o estudo do homem longe de seu local de residência, da indústria que satisfaz suas necessidades , e dos impactos que ambos, ele e a indústria , geram sobre os ambientes físico, econômico e sócio-cultural da área receptora.”

Vale destacar que o Turismo é um eficiente meio para:


  1. Promover a difusão de informação sobre uma determinada região ou localidade , seus valores naturais, culturais e sociais;

  2. Abrir novas perspectivas sociais como resultado do desenvolvimento econômico e cultural da região;

  3. Integrar socialmente, incrementar (em determinados casos ) a consciência nacional;

  4. Desenvolver a criatividade em vários campos;

  5. Promover o sentimento de liberdade mediante a abertura ao mundo, estabelecendo ou estendendo is contatos culturais, estimulando o interesse pelas viagens turísticas;

O Turismo, por outro lado, pode provocar no meio visitado, os seguintes prejuízos:




  1. Degradação e destruição dos recursos naturais;

  2. Perda da autenticidade da cultura local;

  3. Descrição estereotipada e falsa do turista e di pais ou região de que procede, por falta de informação adequada;

  4. Ausência de perspectivas para aqueles grupos da população local das áreas de destinação turística, que não obtém benefícios diretos das visitas dos turistas ou do próprio sistema de turismo da localidade.

  5. Aparecimento de fenômenos de disfunção social na família, patologia no processo de socialização, desintegração da comunidade;

  6. Dependência do capital estrangeiro ou de estereótipos existentes em face do turismo.

Segundo Miguel Figueirola Palomo, em Elementos para el estudio de la empresa turistica (Espanha, Sintesis, 1991), o turismo não é uma indústria porque esta é um conjunto de operações necessárias para a transformação de matérias primas. “O produto turístico final para venda e pós-venda é de natureza compósita e agregada” caracterizando-se, em sua atividade com o setor de serviços.


Outras definições para Turismo surgem a cada passo na evolução do conhecimento científico sobre o fenômeno turístico. A consciência do turismo em âmbito nacional ao longo destes 38 anos em que vem evoluindo ao passo do progresso das organizações sociais, através dos meios de comunicação, transportes, equipamentos de hospedagem, e das diretrizes políticas e econômicas adotadas pelos estados que compõem a nação. A noção de sua importância se reflete na produção acadêmica, concentrada nos estados de São Paulo, Rio de Janeiro, Paraná, Rio Grande do Sul, Ceará e Bahia que buscaram e encontraram nas universidades as alternativas para desenvolver tecnicamente seu potencial turístico, revelando excelentes experiências e resultados. Para Caio Carvalho, o século XXI ficará conhecido como a Era do Entretenimento, que garantirá aos segmentos crescentes da sociedade o “ócio criativo”.


  1. 2 – DEFINIÇÃO DE EVENTO

Um dos significados comuns da palavra evento é “acontecimento”. Sua origem vem do termo eventual, o mesmo que casual. Um evento poderá ser, portanto, qualquer acontecimento que foge à rotina, sempre programado para reunir um grupo de pessoas. Desde a comemoração de um aniversário de criança ou as bodas de prata dos pais, com missa e recepção em casa ou fora dela, exemplos bastante simples de eventos , até as mais complexas organizações de Congressos, Festivais de Música ou Competições esportivas são os campos de estudo da Eventologia e da Eventografia para o preparo profissional de organizadores de eventos.


O conceito de evento, como o entendemos hoje, é novo. Mas ele existe desde que o mundo é mundo, acompanhando toda a história dos homens, em cada época com um objetivo diferente. Na Antigüidade, por exemplo, os eventos visavam à promoção política. Eram, às vezes, festas que duravam dias para comemorar o retorno das tropas. Com desfiles suntuosos, contavam a história das campanhas de guerra, as conquistas de mais terras e novos povos. Na Idade Média, as grandes festas públicas tinham objetivos religiosos, organizados para afirmar e preservar o poder da Igreja. Os outros grandes eventos eram pagãos e, em sua essência, seletivos, destinados aos ricos que formavam as altas camadas da sociedade.
Da maneira profissional como os tratamos atualmente, os eventos tiveram início no século XIX, visando à divulgação comercial ou cultural. Os primeiros indícios dessa tendência foram as feiras e mostras de equipamentos e materiais na Alemanha e nos Estados Unidos, que datam de fins daquele século. Diante das dificuldades de divulgação, e com as comunicações ainda bastante precárias, as feiras eram tímidas e pouco concorridas. Mas já eram eventos, da mesma forma como entendemos hoje.
O cinema transformou em evento o simples fato de se comparecer a uma sala para assistir a determinada projeção. Essa prática deu origem à chamada avant-première , grande evento do meio cinematográfico que marca o lançamento de produções , como , por exemplo, “ET – O extraterrestre”, do notável Steven Spielberg .
Mas só no pós-guerra é que as idéias e conceitos de evento realmente se afirmaram. Naquele período, os homens de negócios passaram a buscar meios para divulgar e comercializar seus produtos. Os artistas procuraram alternativas para difundir seus trabalhos e atingir mais pessoas. Os cientistas sentiram necessidade de apresentar e defender suas teses e, desse modo, estender seus conhecimentos a outros de sua classe.
Assim, grupos com interesses em comum começaram a reunir-se para vender seus produtos a baixos custos. Uma receita simples para a conquista de um público cada vez maior. Como não podia deixar de ser, o sucesso foi enorme, dando origem a mais idéias e novos locais para eventos.
Para que essas idéias pudessem ser concretizadas, algumas pessoas deveriam reunir-se para escolher o local, determinar regras e formas de montagem e definir maneiras de divulgação. Além disso, era preciso planejar toda a estrutura e sua organização e tomar diversas outras medidas para a implantação e a operacionalização da idéia. Quem seriam essas pessoas? A quem seria destinada à tarefa, já que todos os interessados em participar do planejamento e da organização dos eventos tinham seus próprios problemas pessoais e de trabalho, não dispondo de tempo para efetuar um trabalho de qualidade tecnicamente perfeito? Dessa necessidade criou-se um novo ramo de atividade e se estabeleceram grupos comerciais com o objetivo de desenvolvê-la: a empresa de eventos.
No princípio, a empresa de eventos era bastante simples. Hoje ela envolve muitas pessoas e passou a exigir o domínio de técnicas que possam garantir o sucesso de qualquer evento – de pequeno ou grande porte – tornando essa atividade interessante, dinâmica e lucrativa.
( KRITZ, Sônia. p.11)
II – DEFINIÇÃO DE TÉCNICA EVENTOS

Um Evento refere-se sempre à reunião de pessoas para tratar de assuntos de interesse de um grupo, para celebração de atos de origem religiosa, militar, esportiva, política, comercial, educacional, festiva, entre e as mais diversas, sempre ligadas à dinâmica da própria sociedade, que dita seus valores e necessidades, em uma determinada época, propondo investimentos compatíveis com os seus propósitos.


O ser humano sempre foi ávido por viver situações de descobertas e de grandes acontecimentos. Encontramos registros diversos, desde desenhos nas cavernas que representam rituais celebrados entre os homens na Pré-história, o que pressupõe que desde então já existia uma forma de organização para realizar certas comemorações, adquirindo características de Evento por necessitar de normas e padrões para sua realização.
Muito mais do que um acontecimento de sucesso, uma festa, uma linguagem de comunicação, uma atividade de relações públicas ou mesmo uma estratégia de marketing, o evento é um ato comemorativo - mercadológico ou não - que visa a reunião de pessoas em torno de objetivos comuns através de esforços e ações planejadas para alcançar resultados definidos junto ao seu público-alvo . Outras definições de eventos podem ser consideradas:

  • Conjunto de ações profissionais desenvolvidas com o objetivo de atingir resultados qualificados e quantificados junto ao público- alvo;

  • Conjunto de atividades profissionais desenvolvidas com o objetivo de alcançar o seu público-alvo por meio do lançamento de produtos, da apresentaçào de pessoas, de empresas ou entidades, visando estabelecer o seu conceito ou recuperar a sua imagem.

  • Realização de ato comemorativo, com ou sem finalidade mercadológica, visando apresentar, conquistar ou recuperar seu público-alvo.

  • Ação profissional que envolve pesquisa, planejamento, organização, coordenação, controle e implantação de um projeto, visando atingir o seu público-alvo com medidas concretas e resultados projetados.

Assim, um conceito técnico para a definição de eventos contempla a observação de suas características principais:



Todas essas propostas de ação, na realidade, envolvem a preocupação do organizador profissional de eventos em atender a todos os itens mencionados.


O evento nas mãos desse profissional ganha características não só de um produto, mas de uma pequena empresa dentro da empresa com vida própria, com seus próprios sistemas estruturais, funcionais e gerenciamento, justificando assim sua autonomia em planejamento, organização, direção e coordenação de tarefas.
São assim formados os núcleos, tantos quantos forem os eventos a serem realizados, em que o empreendedor figura como o organismo gerador, mantendo todo o sistema equilibrado e ajustado às necessidades da demanda do mercado a que se destinam.
Nesse contexto de autonomia empresarial, o evento apresenta várias concepções que podem ser assim entendidas:

  • Quando representa sua própria atividade comercial de cujos resultados a empresa depende para sobreviver e crescer no mercado. São eventos realizados pelas inúmeras empresas organizadoras que existem no mercado.

  • Como subproduto, ou seja, serve de apoio para comercializar ou divulgar os seus principais produtos ou atingir objetivos mercadológicos , que podem ser externos ou internos;

  • Quando os hotéis utilizam a realização de eventos internos como uma das formas de garantir a hospedagem, freqüência nos restaurantes , boates e outros;

  • Como forma de angariar fundos, difundir atividades sociais, conhecimentos científicos e outros;

  • Como forma institucional, criando ou mantendo a imagem positiva da empresa junto à vários públicos.

  • Como atrativo para a demanda turística nas cidades e regiões.

( FONTES, Nena; BRITTO, Janaina. Estratégias para eventos – uma ótica do Marketing e do Turismo .SP, Aleph, 2002 )


III – EVOLUÇÃO HISTÓRICA DOS EVENTOS
O QUE DETERMINA UMA SOCIEDADE É A FORMA COMO ELA PRODUZ”
Os eventos atravessaram diversos períodos da história da civilização humana, atingindo os nossos dias. Nessa trajetória, foram adquirindo características econômicas, sociais e políticas das sociedades representativas de cada época.
Os primeiros registros que identificaram esses deslocamentos foram os Jogos Olímpicos da Era Antiga, datada de 776 a. C e que podem ser considerados como origens do Turismo , mais exatamente do Turismo de Eventos. (MATIAS, Marlene. Organização de Eventos – procedimentos e técnicas. 2ed. SP,Manole,2001)




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