Cidadão botucatuense



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ATA DA SESSÃO SOLENE DE ENTREGA DO TÍTULO DE “CIDADÃO BOTUCATUENSE” AO DR. MOISÉS MENDONÇA NETO, REALIZADA NA CÂMARA MUNICIPAL DE BOTUCATU, NO DIA 19 DE DEZEMBRO DE 2016.
Aos dezenove dias do mês de dezembro do ano dois mil e dezesseis, às 19 horas, na sede do Poder Legislativo, situado na Praça Comendador Emílio Peduti, nº. 112, Edifício “Vereador Abílio Dorini”, foi realizada a Sessão Solene de entrega do Título de “Cidadão Botucatuense” ao Dr. Moisés Mendonça Neto. Atuou como Mestre de Cerimônia a Repórter Legislativo, Maria Carolina Silva Rocha Vieira, que convidou o Excelentíssimo Senhor Presidente da Câmara Municipal, Vereador André Rogério Barbosa para ocupar lugar à Mesa Principal e, para adentrarem ao Plenário, os Vereadores, Antonio Carlos Trigo (Carlos Trigo), Antonio Valmir Pereira dos Reis (Valmir Reis), Izaias Branco da Silva Colino (Izaias Colino), Ednei Lázaro da Costa Carreira (Carreira), Fernando Aparecido Carmoni (Fernando Carmoni), João Elias Pereira (João Elias), Luiz Aurélio Pagani (Lelo Pagani), Luiz Francisco Fontes (Fontão), Reinaldo Mendonça Moreira (Reinaldinho) e Roseli Antunes da Silva Ielo (Rose Ielo). Fizeram parte da Mesa Principal as seguintes autoridades: os vereadores Curumim, Presidente da Câmara Municipal, Fontão e Fernando Carmoni, o Prefeito Municipal, João Cury Neto e o Dr. José Teodoro Veneziano Tonete. Em seguida convidou o homenageado, Dr. Moisés Mendonça Neto, acompanhado do Vereador Fernando Aparecido Carmoni, autor da honraria, para integrar a Mesa Principal. A Mestre de Cerimônias anunciou a palavra do Presidente da Câmara, para a abertura oficial da solenidade. “Boa noite a todos. Na qualidade de Presidente do Poder Legislativo Botucatuense, sob a proteção de deus, declaro aberta a presente sessão solene e, desde já, agradeço a presença de todos. Minha saudação especial aos integrantes da mesa, às autoridades presentes e representadas, aos familiares e amigos do homenageado que nos prestigiam. Para nós, vereadores, é motivo de muita honra outorgar a mais nobre honraria do município para o conceituado médico, Dr. Moisés Mendonça Neto. Fiquemos em pé para entoarmos o hino nacional brasileiro e, a seguir, a canção oficial do município “Saudades de Botucatu”. A Mestre de Cerimônias leu as correspondências que foram enviadas pelo Vice-Prefeito, Dr. Antônio Caldas Junior e pelo Deputado Estadual Fernando Cury. Ato contínuo, a Mestre de Cerimônias ainda agradeceu a presença do público e das autoridades,além dos familiares, amigos também prestigiaram o evento. Em seguida, informou aos presentes que a homenagem prestada originou-se do Decreto Legislativo nº 323/2016 e convidou para ocupar a Tribuna de Oradores, o Vereador Fernando Aparecido Carmoni, autor do Projeto de Decreto Legislativo que outorgou o Título de “Cidadão Botucatuense” ao Dr. Moisés Mendonça Neto, que fez o seguinte discurso: “Senhor Presidente, Colegas Vereadores, Autoridades já nominadas pelo protocolo, Senhoras e Senhores, Familiares do homenageado, Querido amigo Dr. Moíses, Boa Noite. É comum uma pessoa sentir um pouco (ou muito) medo quando precisa ou deseja fazer algo que nunca fez antes. Isso acontece porque o nosso inconsciente tenta nos proteger do possível perigo do desconhecido. Ao sairmos da zona de conforto, muitos pensamentos aparecem em nossa mente, que podem nos desanimar e esmorecer. Se a coragem é o limite do medo, os desafios é a combustão dos ímpios. Não se tem conquistas às sombras e ao sossego. Essa força de buscar, do arrojo e do risco são para poucos e, ao fazê-lo, tem-se a

satisfação própria, o reconhecimento dos outros e a plenitude de Deus. Desde do início da civilização, muitos são os acontecimentos que relatam o desbravamento das pessoas em realizar seu sonho, de concretizar seu ideal, de superar limites e atingir seus objetivos. No ano 49, Paulo subiu a Jerusalém para participar do Concílio Apostólico, objetivando resolver uma questão importante que estava interferindo no êxito da missão evangelizadora. Depois dessa jornada, o apóstolo percorreu a Síria e a Cilícia, confirmando as Igrejas e estimulando a perseverança dos fiéis aos princípios cristãos. Seguindo viagem alcançou Derbe e depois Listra. Além da Macedônia, Atenas e tantas outras. Conseguiu dois objetos: estender a mensagem de Jesus Cristo aos gentios e evangelizar toda a Europa e os demais continentes. Nas épocas das Grandes Navegações, os exemplos são vastos. Estamos falando século XVI. Sem google maps ou GPS. Pedro Álvares Cabral, Bartolomeu Dias, Américo Vespúcio, John Cabot, Fernão de Magalhães, Willem Barents, Zheng He, Abel Tasman, Vicente Yáñez Pinzón e James Cook, enfrentaram os mares, dominaram os inexistentes dragões e descobriram terras e povos. O que seria, se Cristóvão Colombo temesse os oceanos? Se Vasco da Gama não buscasse as Índias. E se todos eles, ancorassem seus sonhos no cais, ou por ser mais seguro, não deixassem seus portos? Em 18 de junho de 1940, um general de brigada francês alto, desalinhado e quase desconhecido, vestindo uniforme com quepe e luvas, pegou um táxi londrino para gravar nos estúdios da BBC o discurso mais famoso de sua vida. Quando o técnico de som lhe pediu que dissesse algo, qualquer coisa, para testar o microfone, Charles de Gaulle, então com 49 anos, disse com sua voz retumbante: "La France". Depois, durante dois minutos, fez um emocionante apelo aos franceses para que evitassem o armistício do governo de Pétain e se unissem a ele para continuar lutando contra os alemães: "Haja o que houver, a chama da resistência francesa não deve se apagar, nem se apagará jamais. De Londres, longe dos alpes, De Gulle articulou a resistência francesa. Para não ficarmos no contexto internacional, chamo a atenção para o desbravamento e povoação das terras paulista, as chamadas de Entradas e Bandeiras. Podemos imaginar, se Bartolomeu Bueno da Silva – o Anhanguera, Raposo Tavares e Fernão Dias ficassem simplesmente observando a vida ao invés de iniciar as pioneiras expedições? O que seria da história paulista se as condicionantes do infortúnio fossem maior que o desejo de realizar? Vale dizer que, não importa o tempo, não importa a região e as ferramentas. A capacidade humana e o desejo de realizar superam todas as adversidades e gera a transformação de qualquer realidade. Mas podemos perguntar o que faz esses famosos, outros não tanto assim e em especial o jovem Moises saírem de seu lugar comum, do seu sossego e se embrear por terra, mar e ar na grande aventura de amar o próximo e na ousadia de realizar seus sonhos? Que motivação teve o jovem FOGOLO em sair de Guaraciaba do Norte, encostada na Serra de Ibiapina e chegar a Botucatu, superando os medos, as angustias e o desconhecido. Veio na mão, a bagagem e no coração, a esperança. Nitsche, filosofo alemão, talvez responda: Na aventura da vida, a maior a que mais nos transforma é o amor. Não o amor comum, representado e sim o Amor Maior, aquele quando a pessoa muda espontaneamente motivada por algo maior do que ela e compreende melhor o mundo e as coisas. A caminhada, em si embriaga os Historiadores e os Poetas, mas o a grande trajetória não está nos enredos, mas na capacidade que cada um deles de REALIZAR e de AMAR, de seguir seu sonho, de preencher almas, de

liderar e, que, hoje e por todo sempre, serem reconhecidos. PORQUE O CAMINHO DO CORAÇÃO É O CAMINHO DA CORAGEM. É VIVER NA INSEGURANÇA, É VIVER NO AMOR E CONFIAR, É ENFRENTAR O DESCONHECIDO. O jovem Moises não é diferente daqueles que, um dia, foram chamados a desinstalar-se ou simplesmente vocacionados a AMAR. A sair da sua zona de conforto e buscar seus sonhos, fez pelos outros, mas com certeza, fez por si também. Porque não existe amor maior que aquele que dá pela vida outro (João 15:13). E aqui está ele, distante a mais de 3100 km de sua origem, mas perto de nós. A mamãe, contemplando a face de Deus, está feliz com o seu sucesso e o papai Expedito também. Perto de seus familiares e amigos que vieram lhe prestigiar. Está aqui o Moíses, transbordando de amor por sua gente. Saiu da “Terra do Sol”, da cidade mais alta do Ceará para casar com a Lílian Pilan, Botocuda nata e, no alto da Cuesta, tiverem seus filhos: Isabela, Alexandre e Beatriz. O escritor José de Alencar diz que “Guaraciaba” era o nome que os índios davam ao beija-flor. Talvez, venha daí a explicação. O Dr. Moises bateu asas e encontrou, entre nós, o doce mel do convívio. A felicidade dos pais é verem os filhos superarem a sua realidade. Foi o que você fez, Moisés. Ao realizar a aventura da vida, os fez felizes. A homenagem pode ser sua, mas a alegria é de todos que com tem amizade. Obrigado por optar por Botucatu. Obrigado Moisés pela sua escolha e pelo bem que tem feio a nossa gente”. A Mestre de Cerimônias solicitou ao Dr. Moisés Mendonça Neto que se posicionasse à frente da Mesa Principal e convidou o Vereador Fernando Aparecido Carmoni para entregar o “Título de Cidadão Botucatuense”, sua nova certidão, em reconhecimento aos relevantes serviços prestados para a cidade de Botucatu. O homenageado recebeu um boton com o brasão do município de Botucatu, das mãos do Presidente da Câmara, Vereador André Rogério Barbosa. A Câmara Municipal ofereceu flores à Senhora Lílian Cristina Pilan Mendonça, esposa do homenageado, que foram entregues pela Diretora Administrativa, Silmara Ferrari de Barros. Logo após a homenagem Adriana e Murilo Ribeiro fizeram uma apresentação musical. Após a apresentação, a Mestre de Cerimônias convidou o homenageado para fazer uso da palavra que com um discurso emocionado, agradeceu imensamente a honraria. Ato contínuo, a Mestre de Cerimônias anunciou a palavra do Prefeito Municipal, João Cury Neto que fez sua saudação ao homenageado exaltando seus relevantes serviços. Em seguida, a Mestre de Cerimônias passou a palavra ao Presidente da Câmara para o encerramento da solenidade. Senhoras e Senhores, hoje encerramos as atividades da atual legislatura e estamos muito felizes, pois, em festa, estamos exercendo uma de nossas atribuições, que também é a de homenagear pessoas que se destacam em nossa sociedade por serviços prestados com dedicação e profissionalismo. Querido Dr. Moisés, falar do seu ofício de médico não é fácil, pois sabemos que o seu trabalho é incansável. Parabéns por sua dedicação constante, parabéns pela sua postura ética e humanitária e, principalmente, e por cuidar de seus pacientes sem o medo de errar. Que Deus continue lhe abençoando no exercício de tão nobre profissão. Agradeço mais uma vez a presença das autoridades e do público presente”. Nada mais havendo, declaro encerrada presente sessão solene”. Eu, Érika Svícero Martins, Supervisora de Processos Legislativos da Câmara, lavrei a presente Ata que segue assinada pelo Presidente da Câmara Municipal de Botucatu, Vereador..................................................André Rogério Barbosa.



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