Chalaby, Jean K



Baixar 99,7 Kb.
Página3/3
Encontro11.09.2017
Tamanho99,7 Kb.
1   2   3

Conclusão

A maioria dos cientistas sociais que escreveram sobre a influência da cultura anglo-americana pelo mundo todo localizam a origem dessa dominação cultural nos primórdios do século XX, mais especialmente, com a emergência do predomínio mundial de Hollywood. Jeremy Tunstall esteve entre os primeiros a sugerir que o predomínio anglo-americano na esfera cultural mundial teve início antes dessa data, por volta do final do século XIX, com a invenção da imprensa de massa (Tunstall, 1977, p. 13-37). Na esteira da tese de Tunstall, o presente artigo procurou demonstrar que, na verdade, o jornalismo é especificamente uma invenção anglo-americana. E mais: a difusão das práticas discursivas anglo-americanas na França pode ser encarada como constituíndo a primeira manifestação da hegemonia da cultura anglo-americana pelo mundo todo.

Deve-se observar que muitos pesquisadores permaneceram inconscientes dessa influência cultural anglo-americana inicial porque a exportação de práticas discursivas é muito menos visível do que a exportação de filmes cinematográficos e séries televisivas. Em consequência, o jornalismo tem sido amplamente aceito como uma forma discursiva universal sem uma cultura particular de origem. Contudo, uma atenção mais detalhada para a estrutura de tempo e a sequência dos desenvolvimentos no jornalismo durante o século XIX nos EUA, Inglaterra e França revela a predominância anglo-americana neste campo e sua influência sobre os jornalistas franceses. O caso da França do século XIX é, portanto, particularmente interessante já que mostra que o jornalismo se transformou numa gênero discursivo global ao superar e homogeneizar tradições discursivas locais bem diferentes do jornalismo anglo-americano no seu caráter.
Nota: O autor deseja expressar sua gratidão a Anna Maresso, aos revisores e editores anônimos do EJC por lhe terem oferecido comentários valiosos nas primeiras provas do artigo, e à Swiss Academy for the Social Sciences pelo patrocínio dessa pesquisa.
BIBLIOGRAFIA

AMAURY, F. (1972). Histoire du plus grand quotidien de la IIIe. République, Le Petit Parisien, 1876-1944, tome 1. Paris: PUF.

ASPINALL, A. (1949). Politics and the press, c. 1780-1850. London: Home and Van Thal.

ASSOULINE, p. (1989). Albert Londres. Paris: Balland.

AZÉMA, J. P. (1979). De Munich à la libération. Paris: Seuil.

__ & WINOCK, M. (1976). La Troisème République. Paris: Calmann-Lévy.

BARRILLON, R. (1959). Le cas Paris-Soir. Paris: Arman Colin.

BELLANGER, C.; GODECHOT, J.; GUIRAL, P. & TERROU, F. (1969). Histoire générale de la presse française. Tome 2: de 1815-1871. Paris: PUF.

__; __; __ & __. (1972). __. Tome 3: de 1871 à 1940. Paris: PUF.

BELLET, E. (1967). Presse et journalisme sous le Second empire. Paris: A. Colin.

BÉRENGER, L. (1897). “Les responsabilités de la presse contemporaine”. Revue Politique et Littéraire, v. 8, n. 25, p. 770-6.

BILLY, A. & PIOT, J. (1924). Le monde des journaux. Paris: Crès.

BLOCH, M. (1957). L’étrange défaite. Paris: Albin Michel.

BLONDHEIM, M. (1994). News over the wires. Cambridge, MA: Harvard University Press.

CHALABY, J.(1996). “Beyond the prison-house of language: discourse as a sociological concept”. British Journal of Sociology, v. 47, n.4.

CHOISEL, F. (1980). “La presse française face aux réformes de 1860”. Revue d’Histoire Moderne et Contemporaine, n.27, p. 374-390.

COLLET, C.D. (1933). History of the taxes on knowledge. London: Watts.

COLLINS, I. (1959). The Government and the newspaper press in France, 1814-1881. London: Oxford University Press.

COOKE, G. W. (1859). China, being The Times special correspondent from China in the years 1857-1858. London: Routledge.

DAUDET, L. (1936). Bréviaire du journalisme. Paris: Gallimard.

EMERY, E. & SMITH, H. L. (1954). The press and America. New York: Prentice-Hall.

FAUCHER, L. (1836). “La presse en Angleterre”. Revue des Deux Mondes, v. 6, n. 7, p. 679-96.

FERENCZI, T. (1993). L’invention du journalisme en France. Paris: Plon.

GOODBODY, J. (1988). “The Star: its role in the rise of new journalism”. In: WIENER, J.H., ed. Paper for the millions. New York: Greenwood Press. p. 143-63.

GRANT, J. (1871). The newspaper press. vol. 2. London: Tinsley Brothers.

JOUVENEL, R. (1920). Le journalisme en vingt leçons. Paris: Payot.

KITSIKIS, D. (1968). “Les rapports du Temps avec le gouvernement grec dans l’entre-deux-guerres”. Revue d’Histoire Moderne et Contemporaine, n. 15, p. 512-34.

KOSS, S. (1990). The rise and fall of the political press in Britain. London: Fontana Press.

LEE, A.J. (1976). The origins of the popular press in England, 1855-1914. London: Croom Helm.

LE GARREC, E. (1982). Séverine, une rebelle. Paris: Seuil.

LOLIÉE, F. (1902a). “L’opinion européenne sur la presse française. Revue Politique et Littéraire, v. 18, n.23, p. 714-21.

__. (1902b). __. Revue Politique et Littéraire, v. 18, n.24, p. 752-8.

__. (1902c). __. Révue Politique et Littéraire, v. 18, n.25, p. 790-4.

__. (1902d). __. Révue Politique et Littéraire, v. 18, n.26, p. 816-22.

__. (1903a). __. Révue Politique et Littéraire, v. 19, n.21, p. 646-53.

__. (1903b). __. Révue Politique et Littéraire, v. 19, n.23, p. 712-8.

__. (1903c). __. Révue Politique et Littéraire, v. 19, n.25, p. 781-7.
MANÉVY, R. (1945). Histoire de la Presse. Paris: Corréa.

__. (1955). La Presse de la IIIe. République. Paris: Foret.

MITTERANT, H. (1962). Zola journaliste. Paris: Armand Colin.

MONTÉGUT, L. (1856). “Moeurs et caractères du journalisme américan d’après ses autobiographies”. Revue des Deux Mondes, v. 26, n.3, p. 557-91.

MORIENVAL, J. (1961). Les créateurs de la grande presse. Paris: SPES.

MOTT, F. L. (1962). American journalism. New York: Macmillan.

NEVETT, T. R. (1982). Advertising in Britain. London: Heinemann.

NORRIS, J. D. (1990). Advertising and the transformation of American society, 1865-1920. New York: Greenwood Press.

THE OFFICE OF THE TIMES (1939). The history of The Times. Volume 2: The tradition established, 1841-1884. London: The Times.

PALMER, M. (1976). “De l’information étrangère dans la presse quotidienne française: les agences de presse et le journalisme anglo-saxon (1875-1885)”. Revue d’Histoire Moderne et Contemporaine, n. 23, p.203-35.

__. (1978). “The British press and international news, 1851-99: of agencies and newspapers”. In: BOYCE, G.; CURRAN, J. & WINGATE, P. (eds.). Newspaper history. London: Constable. p. 205-19.

__. (1983). Des petits journaux aux grandes agences: naissance du journalisme moderne. Paris: Aubier.

__. (1995). “Daily newspapers and news values in Europe: a North/South divide and ‘western’norms; a view from France”. Paper presented at The Press in Europe Conference. City University, London.

PREVOST-PARADOL (1858). “De la presse en France et en Angleterre”. Revue des Deus Mondes, v. 28, n.13, p. 186-202.

REY, A., ed. (1992). Dictionnaire historique de la langue française. Paris: Dictionnaires le Robert.

SCHUDSON, M. (1994). “Question authority: a history of the news interview in American journalism, 1860-1930s”. Media, Culture and Society, v. 16, n. 4, p. 565-87.

SCHULTS, R. L. (1972). Crusader in Babylon. Lincoln: University of Nebraska Press.

SEITZ, D. C. (1928). The James Gordon Bennetts. Indianapolis, IN: Bobbs-Merrill.

STEPHENS, M. (1988). A history of news. New York: Viking.

SWANBERG, W. A. (1962). Citizen Hearst. London: Longman.

TUNSTALL, J. (1977). The media are American. London: Constable.

VOYENNE, B. (1985). Les journalistes français. Paris: CFPJ e RETZ.



WIENER, J.H. (1969). The war of the unstamped. Ithaca, NY: Cornell University Press.




1   2   3


©livred.info 2017
enviar mensagem

    Página principal