Centro Educacional Maristella Associação Beneficente das Filhas de Sant'Ana



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Centro Educacional Maristella

Associação Beneficente das Filhas de Sant'Ana

Rua: Desembargador Régulo Tinoco, 1401 – Barro Vermelho.

CEP: 59.022-080 / Natal/RN (84) 223-2871 / 213 1599



Ano : 2º
Turmas: A e B

Ensino Médio

III

Bimestre

ARTES

TEXTO

ANO: 2012




A HISTÓRIA DA FOTOGRAFIA

A palavra fotografia (do grego photo = luz e graphia = escrita) significa escrita/desenho com luz, ou seja, escrever ou desenhar com luz.

O inicio da fotografia aconteceu com a união de dois princípios básicos, já conhecidos do homem: a câmara escura e a existência de materiais fotossensíveis (sensíveis a luz) que fixavam a imagem.

A câmara escura, inventada provavelmente no inicio do século XVI, era uma caixa escura com uma pequena abertura em uma das paredes, através da qual entrava luz, formando a imagem da cena do lado de fora na parede oposta da caixa.

Podemos destacar vários nomes, entre eles o do cientista Louis Daguerre, mais do que um competente pesquisador, era um hábil comerciante. Provavelmente, a lenda do acaso na descoberta do revelador foi apenas uma jogada de marketing. Sem dúvida, Daguerre vinha trabalhando na idéia há muito tempo, acompanhando de perto, desde 1829, seu sócio na pesquisa da heliografia (gravação através da luz): Joseph Nicéphore Niépce. Este sim foi o primeiro a obter uma verdadeira fotografia.

Ao contrário de Daguerre, Niépce era arredio, de poucas falas, compenetrado na invenção de aparelhos técnicos e na idéia de produzir imagens por processos mecânicos através da ação da luz. O apego à produção de imagens começou com a litografia em 1813, curiosamente uma atividade ligada às artes, outra das áreas dominadas por Daguerre, talentoso pintor e desenhista de cenários.

Em 1816, Niépce iniciou os estudos com a heliografia. Só dez anos depois conseguiu chegar à primeira imagem inalterável: uma vista descortinada da janela do sótão de sua casa. Os resultados, porém, não foram nada auspiciosos. Utilizando verniz de asfalto sobre vidro e uma mistura de óleos fixadores, o processo não era muito prático para se popularizar.

Porém, os cientistas queriam tornar essas imagens permanentes. Assim, a primeira fotografia reconhecida é uma imagem produzida em 1826 por Nicéphore Niépce numa placa de estanho coberta com um derivado de petróleo chamado betume da Judéia. Foi produzida com uma câmera, sendo exigidas cerca de oito horas de exposição à luz solar. Daí os méritos inegáveis de Daguerre. Seus experimentos podiam ser repetidos sem grandes dificuldades por qualquer pessoa e o resultado era melhor. O primeiro daguerreótipo foi obtido dois anos após a morte de Niépce, mas, sem suas descobertas, talvez não tivesse acontecido.


TALBOT, O PRINCÍPIO DO NEGATIVO
Daguerre e outros continuaram a aperfeiçoar as chapas sensíveis, os materiais de revelação e fixação e até mesmo as objetivas. Mas foi uma invenção de Josej Petzval, matemático húngaro, que libertou os primeiros fotógrafos dos absurdos tempos de exposição, que chegavam à 30 minutos nos primórdios: uma lente dupla, formada por componentes distintos, com abertura f 3.6, trinta vezes mais rápida do que as tradicionais lentes Chevalier, adotadas até então.

Quase simultaneamente, William Fox Talbot desenvolveu um diferente processo denominado calótipo, usando folhas de papel cobertas com cloreto de prata que resolveu a pendenga, ao criar o sistema para reprodução infindável de uma imagem fotográfica a partir da chapa exposta, o negativo. Isto ocorreu na década de 40 do Século XIX. De lá para cá, todas as demais invenções foram aperfeiçoamentos de um mesmo sistema. Outra revolução igual só aconteceria com o advento da câmara digital.

Este processo é muito parecido com o processo fotográfico em uso hoje, pois também produz um negativo que pode ser reutilizado para produzir várias imagens positivas.

Hippolyte Bayard também desenvolveu um método de fotografia, mas demorou para anunciar e não foi mais reconhecido como seu inventor.

O daguerreótipo tornou-se mais popular pois atendeu à demanda por retratos exigida da classe média durante a Revolução Industrial. Esta demanda, que não podia ser suprida em volume nem em custo pela pintura a óleo, deve ter dado o impulso para o desenvolvimento da fotografia. Nenhuma das técnicas envolvidas (a câmara escura e a fotossensibilidade de sais de prata) era descoberta do século XIX. A câmara escura era usada por artistas no século XVI, como ajuda para esboçar pinturas, e a fotossensibilidade de uma solução de nitrato de prata foi observada por Johann Schultze em 1724.

Essa invenção se tornou muito popular, levando vários pintores figurativos, da época, a pensar como Paul Delaroche, que declarou: “... de hoje em diante, a pintura está morta”.

Para os pintores acadêmicos e tradicionais apavoraram-se e acreditavam que a fotografia iria roubar boa parte da sua clientela. Declararam, então, que a fotografia era uma moda passageira.

os impressionistas não tiveram medo algum, ao contrário, concluíram que a fotografia libertava a pintura (a gravura e a escultura) da reprodução tal qual a realidade.

Recentemente, os processos fotográficos modernos sofreram uma série de refinamentos e melhoramentos sobre os fundamentos de William Fox Talbot.

Em 1888, George Eastman passou a comercializar a camara Kodak, uma máquina para ser usada por amadores. A fotografia tornou-se para o mercado em massa em 1901 com a introdução da câmera Brownie-Kodak e, em especial, com a industrialização da produção e revelação do filme. Muito pouco foi alterado nos princípios desde então, além de o filme colorido tornar-se padrão, o foco automático e a exposição automática.


FOTOGRAFIA EM PRETO E BRANCO
A fotografia nasceu em preto e branco, ou melhor, preto sobre o branco, no inicio do século XIX. Desde as primeiras formas de fotografia que se popularizaram, como o daguerreótipo, aproximadamente na década de 1830, até aos filmes “preto e branco” atuais, houve muita evolução técnica, e diminuição dos custos.

As fotografias preto e branco se destacam pela riqueza de passagens de tons; a fotografia colorida, entretanto, não capta apropriadamente as nuances sutis de mudanças tonais. Pode-se afirmar, desta forma, que a fotografia preto e branco é mais apropriada para a captura de meios tons.

Os filmes atuais hoje têm uma grande gama de tonalidade, superior mesmo aos coloridos, resultando em fotos muito ricas em detalhes.
FOTOGRAFIA COLORIDA
A fotografia colorida foi explorada durante os anos de 1800. 0s experimentos iniciais em cores não puderam fixar a fotografia nem prevenir a cor de enfraquecimento. A primeira fotografia colorida permanente foi tirada em 1861 pelo físico James Clerk Maxwell. O primeiro filme colorido, o Autocromo, não chegou ao mercado antes de 1907 e era baseado em pontos tingidos de extrato de batata. O primeiro filme colorido moderno, o Kodachrome, foi introduzido em 1935 baseado em três emulsões coloridas. A maioria dos filmes coloridos modernos, exceto o Kodachrome, são baseados na tecnologia desenvolvida pela Agfacolor em 1936. O filme colorido instantâneo foi introduzido pela Polaroid em 1963.

A fotografia colorida pode formar imagens como uma transparência positiva, planejada para uso em projetor de diapositivos ou em negativos coloridos, planejado para uso de ampliações coloridas positivas em papel de revestimento especial.


FOTOGRAFIA DIGITAL
A fotografia tradicional era um fardo considerável para os fotógrafos que trabalhavam em localidades distantes (como correspondentes de órgãos de imprensa) sem acesso às instalações de produção. Com o aumento da competição com a televisão, houve um aumento de pressão para transferir imagens aos jornais mais rapidamente. Fotógrafos em localidades remotas carregariam um mini laboratório fotográfico com eles, e alguns meios de transmitir suas imagens pela linha telefônica. Em 1990, a Kodak lançou o DCS 100, a primeira câmera digital comercialmente disponível. Seu custo impediu o uso em fotojornalismo e em aplicações profissionais, mas a fotografia digital nasceu.

Em 10 anos, as câmeras digitais se tornaram produtos de consumo, e estão provavelmente substituindo gradualmente suas equivalentes tradicionais em muitas aplicações, pois o preço dos componentes eletrônicos cai e a qualidade da imagem melhora.

A Kodak anunciou em Janeiro de 2004 que não vai mais produzir câmeras reutilizáveis de 35 milímetros após o fim desse ano. Entretanto, a fotografia "líquida" vai durar, pois os amadores dedicados e artistas qualificados preservam o uso de materiais e técnicas tradicionais.

Na fotografia digital, a luz sensibiliza um sensor, chamado de CCD ou CMOS, que por sua vez converte a luz num código eletrônico digital, uma matriz de números digitais (quadro com o valor das cores de todos os pixels da imagem), que será armazenado num cartão de memória. Tipicamente, o conteúdo desta memória será mais tarde transferido para um computador. Já é possível também transferir os dados diretamente para uma impressora, gerar uma imagem em papel, sem o uso de um computador. Uma vez transferida para fora do cartão de memória, este poderá ser apagado e reutilizado.


HERCULES FLORENCE – A DESCOBERTA ISOLADA DA FOTOGRAFIA NO BRASIL
O pintor naturalista frances radicado no Brasil, Antonie Hercules Romuald Florence chegou ao Brasil em 1824, com dezesseis anos de idade, e foi morar na cidade de Campinas. Como não tinha recursos para fazer impressao grafica naquela epoca, começou a realizar pesquisas para encontrar fórmulas alternativas de impressão por meio da luz solar.

Em 1830, inventou o proprio meio de impressao, a polygrafie. Em meio a suas pesquisas, descobriu um processo de gravação por meio da luz, que batizou de photografie. Em 1833, Florence fotografou com o auxilio de uma camara escura com uma chapa de vidro e usou um papel sensibilizado para a impressão por contato, tres anos antes de Daguerre.

Essa historia, oculta por 140 anos, só foi divulgada graças ao livro e ao trabalho de Kossoy, intitulado 1833: a descoberta isolada da fotografia no Brasil, que levaram ao reconhecimento internacional de Florence. Até a França aceitou o fato que a fotografia tem multiplas paternidades.

A FOTOGRAFIA NO BRASIL
A Primeira fotografia oficial tirada no país, que entra para o RankBrasil, foi feita pelo francês Louis Compte, que introduziu no Rio de Janeiro o processo fotográfico chamado Daguerreotipia.

Ele chegou de Paris no dia 16 de janeiro de 1840 e realizou três demonstrações sobre o funcionamento da espécie de máquina fotográfica, apresentando o instrumento ao imperador D. Pedro II.

As fotos foram expostas no outro dia, no Hotel Pharoux, no Largo do Paço, ilustrando o chafariz do Largo, a Praça do Peixe, o Mosteiro de São Bento e todos os outros objetos circunstantes.

Entusiasmado com a nova invenção, apesar de ter apenas 14 anos, D. Pedro II encomendou um equipamento de Daguerreotipia e promoveu a arte fotográfica brasileira, difundindo a nova técnica por todo o país.



TIPOS DE FOTOGRAFIA
A estética é uma área de investigação filosófica relacionada à Arte, além de uma forma de conhecimento sensível do mundo. Na fotografia, podemos dividi-las esteticamente em vários tipos, entre elas:
Retrato

Documento

Fotojornalismo

Publicitária

Astrofotos

Moda ou Glamour

Fotomontagem

Patologias



Fontes:
www.focusfoto.com.br/fotografia-escola

www.eagaspar.com.br/historia_da_fotografia.htm

www.rankbrasil.com.br/.../068A/Primeira_Fotografia_Oficial_Tirada
A Fotografia - Sistema Maxi de Ensino – páginas 13 à 18 - Texto: O Advento da Fotografia.



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