Castro Verde



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Castro Verde



População: 4 700 habitantes;

Actividades económicas: Agricultura, pecuária, indústria mineira, comércio e serviços;

Orago: Nossa Senhora da Conceição;

Feiras, Festas e Romarias: Feira do pau-roxo– 20 de Janeiro; Feira de Maios 5 de Maio; Feira de Castrou 3º domingo de Outubro; Feriado Municipal 29 de Junho; Mastros populares Junho; Procissão da Nossa senhora da Conceição 8 de Dezembro; Mais informação;

Património Cultural e edificado: Igreja Matriz (Basílica Real) ; Igreja dos Remédios; ermidas de S.Miguel, de S. Sebastião e S. Pedro das Cabeças; Pelourinho; Mais Monumentos;

Outros locais de interesse turístico: Piscinas; Estádio Municipal; Fórum Municipal; Cine– teatro Municipal; Reserva de caça turística e associativa; avifauna estepária do concelho (Turismo ambiental);Tabernas tradicionais;

Gastronomia: Cabeça de borrego assada; ensopado de borrego, açorda; migas; bolos de massa folhada e queijadas de requeijão;

Artesanato: Miniaturas em madeira; Mantas de lã; tapetes de arraiolos; cadeiras de buínho; carroças; Violas campaniças;

Colectividades: Bombeiros voluntários; Futebol Clube Castrense; Associação humanitária dos dadores de sangue; Cortiçol- Cooperativa de informação e cultura; Sociedade Recreativa e Filarmónica 1º de Janeiro; Sociedade columbófila "Asas Verdes"; Ass. de Cante Alentejano "Os Ganhões"; Associação de jovens de Castro Verde "Voz da Tribo";

Equipamentos colectivos: Equipamentos

Outros dados

Castro Verde é sede de um concelho constituído por cinco freguesias e um dos mais importantes centros económicos de todo o distrito. O seu povoamento remonta à época da pré-histórica. Assente numa bonita campina, a vila ergue-se perto de um alto onde existem as ruínas de um castro lusitano, actualmente classificado como monumento nacional. Aí terá vivido uma população pobre, dentro de um acampamento muito primitivo e defensivo. Achegada dos romanos, dos quais existem também alguns vestígios, terminou muito provavelmente com esse reduto. Deste castro, de resto, nasceu o nome da freguesia e do próprio concelho. Não custa acreditar, pois, que nesse reduto castrejo a "verdura dominante da paisagem" fosse uma característica tão evidente que ficou pelo tempo fora.

Aqui terá decorrido, no lugar de S. Pedro das Cabeças, a batalha de Ourique, celebrizada pela importância que teve na fundação da nossa Nacionalidade. Relembre-se que "Campos de Ourique" era a denominação de uma vasta região, que incluía a zona de Castro Verde, e terá sido por isso que a batalha passou à história com esse nome. Além disso, foram encontradas numerosas ossadas e muitas caveiras separadas dos respectivos esqueletos, o que poderia ser explicado pela dureza da batalha.

Castro Verde recebeu foral em 1510 assinado por D. Manuel I. Um documento que demonstra a importância adquirida pela vila, já que até aí parecia estar na dependência administrativa de Ourique.

Do património edificado da vila, destaca-se a Igreja Matriz, dedicada a Nossa Senhora da Conceição. Templo seiscentista, muito vasto e de uma só nave, é revestido interiormente de azulejos setecentistas policromos, com um friso de azulejos historiados, que representam a batalha de Ourique. Datados de 1713.

Quanto à Igreja das Chagas do Salvador, foi reconstruída por Filipe II, sendo, portanto, anterior ao século XVI. Está classificada como monumento nacional. De uma só nave, é interiormente forrado de pequenos quadrados de azulejo azul, com flores, aves, etc. O templo primitivo teria sido fundado por D. Afonso Henriques, segundo a tradição popular, como comemoração por tão gloriosa vitória em Ourique.

O local teria sido exactamente o da casa do ermitão que lhe anunciou a aparição de Cristo. Aliás, as paredes estão decoradas por alguns quadros alusivos àquela batalha.

Actualmente, Castro Verde é uma das mais importantes vilas do distrito de Beja sobretudo porque, estando no centro de uma vasta região, a ela ocorrem gentes de todo o sul. A feira de Castro Verde, por exemplo, é desde há muitos anos a maior de todo o dristrito. funciona como centro de negócios dos vizinhos concelhos de Aljustrel, Mértola, Ourique e Almodôvar, que ali apresentam os seus produtos de forma abundante. É no terceiro domingo de Outubro, e a sua fundação parece remontar ao século XVI. dizia um periódico local que "aqui se compram feijões, nozes, peros, maçãs, castanhas, figos secos, amêndoas e mantas de Castro Verde e toda uma enorme variedade e quantidade de gado que a tornaram tão famosa".

Com mais de quatro mil habitantes, Castro verde apresenta, grande pujança económica. As principais actividades da sua população, para além do sector terciário, são a agricultura, a pecuária e a indústria mineira.

Uma terra que merece, enfim, uma visita atenta. Pelo passado que teve e, sobretudo, pelo presente que tem. Como José Saramago o compreendeu bem!: Castro Verde merece que tem. Está num alto e não lhe faltam verduras para aliviar os olhos das sequidões das charnecas. (...)




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