Bruna santos freitas da silva wozon



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A justiça brasileira também nos fala sobre a família. Segundo o direito, a família tem origem através de três fontes: o casamento, o concubinato e a adoção. Existindo assim a família legitima (pai, mãe e filhos, estes gerados pelos pais); a família natural (pais ou um deles e seus descendentes) e a família adotiva (pais e filhos adotivos). Somente a família legitima que tem origem através do matrimônio, poderia ser chamada de família, pois é uma família com qualidades morais e com estabilidade suficientes para viver socialmente. (Simone Crós, 2001) Porém na contemporaneidade os outros modelos de família ganham espaço, e por essa razão passam a ter garantias na lei.

No Brasil o direito divide a família contemporânea em três significações que são:


  • Amplíssima: família formada por pessoas que possuem um vínculo de consanguinidade ou afinidade.

  • Lata: família formada pelos cônjuges, filhos e parentes de linha reta, colateral; e afins.

  • Restrito: além da família formada pelos cônjuges e filhos, a família monoparental e unilinear.

O divórcio torna-se cada vez mais frequente nas famílias, tornando o casamento frágil e raro. A idéia do casamento como uma instituição sofre uma transformação, o ideal dos antigos casais “Unidos até que a morte vos separe” se transforma em “Que seja eterno enquanto dure”. Pois quando o casal acredita que o amor acabou, chega a hora de terminar o relacionamento. Surge a idéia que o casamento seria uma instituição falida.

“A dissolubilidade do casamento civil pelo divórcio, suprimindo o requisito de prévia separação judicial por mais de um ano ou de comprovada separação de fato por mais de dois anos. (Constituição Federal art. 226.6)


Surge a união estável onde pessoas que possuam afinidades moram juntas sem receber o matrimônio, o qual começa a ser desacreditado. E essas pessoas são reconhecidas como família, com os mesmos direitos dos casais que possuem o matrimônio, como diz no código civil brasileiro:

“É reconhecida como entidade familiar à união estável entre o homem e a mulher, configurada na convivência pública, contínua e duradoura e estabelecida com o objetivo de constituição de família” (art.1.723)

Nesta fase da história brasileira surgem os diferentes modelos de famílias. Contar com o outro se torna fundamental para viver. Carbonera (1998:288) sustenta que a família contemporânea é aceita como a “comunidade de afeto e ajuda” (Apud Zamberlam, 2001, p. 82)

“A modernização da família é, portanto, um processo complexo que resulta da modernização dos ideais e das identificações, da dissolução e da criação de categorias classificatórias, da plurificação das aparências e da psicologização dos discursos. Este processo se correlaciona, num plano mais facilmente visível e observável, com uma mudança nos marcadores, indicadores, das diferenças sociais e de estilos.

|(Jorge Zahar cit. por Nova família pp.19)
Em uma família existem quatro formas de relacionamento que são: a aliança vivida pelo casal, a filiação vivida entre pais e filhos, a consangüinidade vivida entre os irmãos e as famílias formadas pela afetividade de seus membros. ( segundo Lévi-Strauss cit. Por Pinheiro 1999)

“Biológica ou não, oriunda do casamento ou não, matrilinear ou patrilinear, monogâmica ou poligâmica, monoparental ou poliparental, não importa. Nem importa o lugar que o indivíduo ocupe no seu âmago, se o de pai, se o de mãe, se o de filho; o que importa é pertencer ao seu âmago, é estar naquele idealizado lugar onde é possível integrar sentimentos, esperanças, valores, e se sentir, por isso, a caminho da realização de seu projeto de felicidade pessoal.” (HIRONAKA, 1999. p.2 apud Rita de Cácia)


Diferentes modelos de família

A Família patriarcal se transforma em família nuclear; formada pela esposa, mãe e dona de casa; pelo marido ou companheiro que sustenta o lar (muitas vezes com ajuda da esposa, que também trabalha fora) e pelos filhos do casal ou de um dos membros, filhos que podem ser biológicos ou adotados. Este é o modelo de família tradicional contemporâneo.




FAMILIA MONO PARENTAL

A família monoparental surge na década de 70, é frequente nas cidades de alto desenvolvimento industrial. No Brasil é o modelo familiar que mais cresce, segundo as pesquisas do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) em 2007. É a família formada por um dos genitores e seus filhos. Como diz na Constituição brasileira art.226.4.

“Entende-se, também, como entidade familiar a comunidade formada por qualquer dos pais e seus descendentes”.
A família monoparental passa a existir e a ser reconhecida e protegida pelo governo. Este modelo teve origem com a viuvez de um dos genitores que criavam seus filhos sozinhos, mas atualmente essas famílias são organizadas também, por diversos outros motivos como: pelo desejo de ser pai ou mãe dos genitores ou tutores podendo gerar crianças através da inseminação artificial por uma mulher solteira, pela adoção feita por uma pessoa solteira ou divorciada, pelo divórcio ou separação dos genitores, neste caso a outra parte tem direito a visita e acompanhamento da criança tendo que pagar uma pensão alimentícia, famílias conduzidas por um parente que não é genitor da criança, pessoas solteiras que possuem a guarda de crianças e adolescentes. Por tios e sobrinhos, avós e netos. E ainda, estas famílias são formadas pelo abandono do lar. A condição para existência destas famílias é que exista diferença entre as gerações dos membros e não aja relacionamento sexual entre o tutor e o menor. Estes são os casos conhecidos como: pais ou mães solteiros (as).

“A família monoparental ou unilinear desvincula-se da idéia de um casal relacionado com seus filhos, pois estes vivem apenas com um dos seus genitores, em razão de viuvez, separação judicial, divórcio, adoção unilateral, não reconhecimento de sua filiação pelo outro genitor, produção independente, etc.” (Maria H. Diniz 2002, p.11)


FAMILIA ANAPARENTAL

A família anaparental possui como característica principal a afetividade entre os membros, neste modelo familiar não existe a presença dos pais, ela é formada pela convivência entre seus membros, que podem ser parentes ou pessoas que não possuem lanços de sangue e não possuem relações sexuais. Esse modelo familiar não possui leis próprias, ou seja, amparo na justiça. Temos como exemplos desta família casos onde irmãos que perderam seus pais e formam uma família (neste caso geralmente o irmão mais velho se responsabiliza pelo outro irmão, preenchendo os papéis de pai e mãe, dando assistência material e sentimental um ao outro). Outro exemplo de família anaparental são amigas aposentadas e viúvas que moram juntas para compartilharem problemas e alegrias, dando auxilio material e sentimental uma a outra, unidas pela amizade.

FAMILIA EUDONISTA

A família Eudemonista é semelhante à família anaparental, ela é formada por pessoas que moram juntas e possuem laços afetivos, a diferença é que neste modelo de família os membros dividem as despesas da casa, dividem alegrias e problemas como se fossem irmãos. Como por exemplo, desta família amigos que moram juntos, com finalidade de estudos ou para viverem em solidariedade mútua.

FAMILIA MATRIARCAL

A família matriarcal é aquela onde a mãe é a chefe da família. A ela cabe o dever de cuidar dos filhos, das finanças, da casa e de todos os mais afazeres da família. Este modelo tem sua origem através do desejo da mulher em ser mãe, através da inseminação artificial, do divórcio, da viúvez, entre outros fatores. A condição para vivência desta família é a existência da mãe e descendentes (adotivos ou legítimos). É semelhante ao modelo patriarcal, a única diferença é que no lugar da figura do patriarca temos a mãe como matriarca, e em sua grande maioria a figura paterna não reside no mesmo local dessas famílias.

FAMILIA PLURALISTA OU DE SEGUNDA UNIÃO

A família pluralista, de segunda união ou mista é a família que surge com o rompimento de famílias anteriores. Com a existência do divórcio esse modelo de família é cada vez mais freqüente na sociedade brasileira. Esses casais vindos de outras famílias para uma nova trazem seus filhos e muitas vezes têm um filho em comum. Esse modelo familiar aparece no Estatuto brasileiro no artigo 69.2

“Família pluriparental é a constituída pela convivência entre irmãos, bem como as comunhões afetivas estáveis existentes entre parentes colaterais.”

FAMILIA ALARGADA

A Família alargada, extensa ou consanguínea é aquela que possui um grande número de membros, ou seja, uma estrutura maior do que as outras famílias. Podendo possuir pai, mãe, filhos, avós, parentes e agregados. Este modelo de família inclui várias gerações em um mesmo lar, onde deverão viver solidariamente, aprendendo a conviver diariamente com respeito e educação, mantendo o diálogo entre todos os membros. Em algumas famílias alargadas, o convívio entre jovens e anciões tem se tornado cada vez mais comum. Em alguns países a presença de idosos saudáveis que ajudam na criação de seus descentes é constante em muitos lares.

No mundo globalizado a família alargada encontra nos meios de comunicação (principalmente a internet e o telefone) uma ferramenta para facilitar sua existência. Em alguns casos este modelo de família existe à distância, pois com os meios de comunicação é possível comunicar-se diariamente sem morar sob o mesmo teto. Sendo substituída a presença do corpo físico pela comunicação através da internet, do telefone e de mensagens. Nessas famílias aos membros mais velhos costumam ter a tarefa de resolver conflitos, pois eles têm a sabedoria adquirida com o passar dos tempos. E geralmente buscam resolvê-los com o diálogo afetivo onde buscam a reconciliação.

FAMILIA COMUNITÁRIA

A família comunitária é aquela onde a responsabilidade em criar e educar as crianças são de todos os adultos que vivem no local, sendo assim o cuidado dos pais é descentralizado, porém é necessário. Temos como exemplos os orfanatos, internatos, o DEGASE (departamento geral de ações socioeducativas), creches e outras instituições. Esse modelo de família dá um papel fundamental na formação do indivíduo à escola, que recebe as crianças e tem como papel ensiná-las enquanto a família deve educá-las.

“A escola ensina, a família educa. A escola não tem o direito de ensinar valores morais para a criança: esta é uma tarefa da família! Dar noções de mundo, de cidadania é papel da escola. Dizer o que é certo ou errado é a família que tem o direito e o dever de ensinar. Se a família é estruturada ensina valores, como justiça, honestidade, sinceridade, respeito e valores morais em geral, fazendo a criança se estruturar socialmente. Se a família é desestruturada e ensina valores que ferem leis e valores socialmente não aceitos, é na escola que a criança aprenderá as conseqüências de tais ações e aprenderá também alternativas de conduta, e, por si só, exercerá suas escolhas verificando e refletindo sobre sua vida, sua educação familiar e concluindo o que é melhor para si. Mas ao ensinar a pensar com ética, responsabilidade e consciência evitarão mais famílias inadequadas em breve.

(Gilmar de Oliveira-Jornal da educação)


Segundo o Conselho Nacional dos Direitos da Criança e do Adolescente existe um documento chamado Plano Nacional de Promoção, Proteção e Defesa dos direitos da criança e do adolescente à Convivência Familiar e Comunitária. Este documento tem como fundamento impedir o rompimento dos laços familiares, acolhendo as famílias necessitadas, e as fornecendo assistências para sobreviverem, investindo na criança e no adolescente e tendo como meta a permanência deles em suas famílias de origem.

“O poder familiar existe mais como um dever do que como um direito. Desse modo, o que importa é a situação da criança” (Vidal serrano 2010)

“É dever da família, da comunidade, da sociedade em geral e do poder público assegurar, com absoluta prioridade, a efetivação dos direitos referentes à vida, à saúde, à alimentação, à educação, ao esporte, ao lazer, à profissionalização, à cultura, à dignidade, ao respeito, à liberdade e à convivência familiar e comunitária da criança e do adolescente.” Art. 4º do Estatuto da Criança e do Adolescente “(Lei nº 8.069, de 13 de julho de 1990).
O plano também aponta à formulação de políticas públicas que possam dar garantias aos menores de uma convivência familiar e em comunidade, de forma que dialogue com os outros programas governamentais.

"Convencidos de que a família como elemento básico da sociedade e meio natural para o crescimento e o bem-estar de todos os seus membros e em particular das crianças, deve receber a proteção e assistência necessária para poder assumir plenamente suas responsabilidades na comunidade".

(Estatuto da Criança e do Adolescente)
FAMILIA HOMOAFETIVA

A família homoafetiva é aquela onde duas pessoas do mesmo sexo participam de uma união, e podem existir filhos adotados ou biológicos neste caso de um dos parceiros. Atualmente a discussão sobre este modelo está em evidência. Pois existem novas leis que dão voz a este modelo familiar, novas formas de produção independente podendo os homossexuais assumirem a paternidade ou maternidade das crianças, é um modelo familiar ainda polêmico devido a criação, educação e compreensão das crianças a respeito de sua família.



A união homossexual tem direitos garantidos por lei, dentre eles: em adotar o sobrenome do parceiro, acompanhar o parceiro servidor público transferido, garantia de pensão alimentícia em caso de separação, assumir a guarda do filho do cônjuge, adotar crianças, neste caso será analisado o que for melhor para a criança, pois o seu bem-estar deve sempre estar em primeiro lugar, o companheiro pode ser inventariante do parceiro falecido, visita íntima na prisão, alegar dano moral se o parceiro for vítima de um crime, proibir a divulgação de escritos, a transmissão da palavra, ou a publicação, a exposição ou a utilização da imagem do companheiro falecido ou ausente, segredo de justiça nos processos que se referirem a qualquer coisa que esteja discutindo a união ou separação, autorizar cirurgia de risco, herança, somar renda para aprovar financiamentos, direito à impenhorabilidade do imóvel em que o casal reside, fazer declaração conjunta do imposto de renda, reivindicar os bens comuns, móveis ou imóveis, doados ou transferidos pelo outro companheiro, solicitar o sequestro dos bens do casal, caso o companheiro os estiver desperdiçando e estiverem dissolvendo a união.

Imagem 10 Famílias retirada de blogs.abril.com.br

A FAMÍLIA NA MÍDIA

Na contemporaneidade o mundo invade os lares através da televisão e mais tarde com a internet. Segundo a Pesquisa Nacional de Saúde feita pelo IBGE em 2010, cerca de 80% dos jovens brasileiros assistem diariamente por mais de duas horas à televisão Sendo a globalização responsável por tornar o mundo mais explorável a todos, mantendo os jovens presos as mídias como fonte de conhecimento e aprendizado.

O convívio entre familiares se torna cada vez mais restrito. Pais e filhos são abarrotados diariamente por informações. Quantas reuniões familiares são canceladas pela novela ou pelo futebol? Ou por aquele bate-papo? A mídia representa a família intensificando as mudanças no relacionamento de seus membros. As mídias, novelas, séries e seriados pregam valores contrários aos de uma família ética, como traição, drogas, brigas, ganância. Valores negativos para a família gerada pelo amor que é o símbolo do século. Mas nem todos os filmes, novelas e seriados representam apenas negativamente as famílias. O seriado A Grande Família é um exemplo, ele exibe em seus episódios temas do cotidiano das famílias brasileiras, de forma espontânea e bem-humorada, sem denegrir os princípios éticos da união familiar, amor, companheirismo, solidariedade, respeito entre outros.


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A GRANDE FAMÍLIA

Imagem 11 retirada do site oreino.com

O seriado A grande Família surgiu em 1972 e teve duração de três anos. Foi produzido e exibido na Rede Globo nas quintas-feiras às 21h, no período de 26 de outubro de 1972 a 27 de março de 1975 em 112 episódios. Foi escrita por Max Nunes, Oduvaldo Viana Filho, Armando Costa e Paulo Pontes e foi dirigida por Milton Gonçalves e por Paulo Afonso.

A Grande Família foi à primeira comédia de situação apresentada na Rede Globo, intitulada SITCOM, um seriado televisivo onde existem personagens que integram um elenco fixo e vivem histórias humorísticas que são encenadas dentro de um ambiente comum, como uma família, um grupo de amigos, local de trabalho, faculdade, barzinho, condomínio, entre outros. A maioria das comédias de situação é assistida por uma plateia, autores das risadas de fundo. Essa plateia recebe convites gratuitamente e dependendo da duração da gravação recebem até alimentação no local. Para a gravação são feitos os últimos retoques (no cenário e na maquiagem dos atores), as câmeras são posicionadas e começam a gravar. A edição do roteiro é feita no próprio estúdio, e quando o que foi encenado não agrada ao público, reescrevem e refazem toda a cena, gravando uma mesma cena várias vezes, no mesmo dia.

A Grande Família foi baseada no seriado norte-americano All in the family, uma comédia transmitida pela CBS de 1971 a 1979, produzida por Norman Lear fundamentada na comédia britânica chamada Til Death Us Do Part da BBC. Em seus episódios retratava o cotidiano de uma familia e abordava temas polêmicos como: homossexualidade, feminismo, menopausa, racismo, estrupo, aborto, cancêr e impôtencia sexual.

O seriado All in the Family inspirou A Grande Família no Brasil, contando com um elenco formado por: Archie Bunker (Carroll O'Connor), um trabalhador teimoso e ignorante que possuia ideais conservadores, era o chefe da família Bunker. Sua esposa Edith Bunker (Jean Stapleton),uma mulher simpática, inteligente e razoável em suas decisões. Michael Stivic (Rob Reiner), genro de Archei, um universitário dotado de idéias liberais, motivo das discussões com o sogro. E a filha do casal Bunker, Gloria Stivic(Sally Struthers), a qual vivia tentando amenizar as discussões entre o pai e o marido. Moradores de uma simpática casa no bairro de Queens em Nova Iorque.



Imagem 12 All in the family retirada do site peoplequiz.com Imagem 13 Til Death Us Do Part retirada do site yidio.com

A Grande Família não obteve boa audiência seguindo o modelo do seriado Americano All in the family, por mais que os temas polêmicos fossem atrativos de público, muitas pessoas não se preocupavam com as diferenças e sim com a sua realidade. A partir do momento em que os temas polêmicos atingem a realidade do cidadão, ele teria uma tendência a querer assistir o seriado e assim aumentaria a sua audiência. Foi o que aconteceu com o seriado A Grande Família. A partir do segundo ano de exibição o seriado começou a narrar à realidade brasileira, contando a história do cotidiano de uma família de classe média, que convivia com as dificuldades de uma família comum, nos relacionamentos e na vida financeira.

A família resolvia democraticamente seus problemas com muito humor e dramaticidade. Viviam em um pequeno apartamento e possuíam muitas dívidas. Cada episódio girava em torno de um dos personagens. Os capítulos possuíam fortes críticas: sociais e políticas, elaboradas criativamente pelo autor, que inovava a cada episódio, pois o seriado era exibido durante a ditadura militar, um período marcado pela forte censura política que utilizava como norma para os meios de comunicação:

“Todo e qualquer veículo de comunicação deve ter a sua pauta previamente aprovada e sujeita a inspeção local por agentes autorizados.” ( Apud wikipédia Censura no Brasil)

Mesmo com as técnicas usadas pelo autor para driblar a censura alguns episódios foram cortados e algumas cenas foram vetadas pela censura. Por exemplo, um episódio que foi cortado onde a Nenê encontraria um bebê, a ditadura proibiu o episódio, pois afirmava que o Brasil era um país onde as crianças eram largadas nas ruas. (Estadão CAD.2 2010)

A família seguia o modelo patriarcal, onde morava na mesma residência; Lineu um veterinário, Nenê sua esposa dona-de-casa, Tuco o filho hippie do casal, Bebel casada com Augustinho, Júnior um jovem universitário filho do casal Silva e Seu Flor sogro de Lineu, todos moravam no apertado apartamento dos Silva, lutando para pagar suas dívidas. Os personagens eram vividos pelos atores: Jorge Dória, Eloísa Mafalda, Osmar Prado, Luiz Armando Queiroz, Djenane Machado, Maria Cristina Nunes, Paulo Araújo e Brandão Filho. Cada episódio girava em torno de um dos membros da família.

Em 29 de março de 2001 o seriado voltou a ser exibido na Rede Globo. A Grande Família voltou às telinhas como uma reinterpretação da série original, com algumas mudanças nos personagens principais, os adequando à atualidade. Inserindo novos personagens focando não apenas na vida familiar, mas também nas amizades e na vida profissional dos membros da família; exibindo episódios sobre diferentes temas que cercam a realidade de uma família suburbana no Brasil. Os temas polêmicos continuaram sendo abordados, desta vez sem a preocupação com os cortes da censura.

O remake do seriado A Grande Família, narra à história de uma família de classe - média, que vive em uma casa aconchegante, no subúrbio da Zona Norte do Rio de Janeiro. Sempre unidos sobrevivem com solidariedade os problemas de uma família tipicamente brasileira e suburbana, como crises financeiras, conjugais entre outras. Conservando sempre as relações familiares entre os membros: Nenê a mãe da família, Lineu o paizão, Seu Floreano o sogro, Tuco o filho encostado que não gosta de trabalhar, Agostinho o genro malandro e Bebel a filha mimada. Os personagens são vividos pelos atores: Marco Nanini, Marieta Severo, Rogério Cardoso, Lúcio Mauro Filho, Pedro Cardoso e Guta Strosser

O seriado mostra uma espontaneidade dos atores, que procuram movimentar-se como se estivessem em uma casa de verdade e não representando para as câmeras. Por esta razão a casa da família foi idealizada e projetada como uma casa real, os eletrodomésticos, interruptores, chuveiros, funcionam de verdade, e os cômodos da casa banheiro, sala, cozinha, garagem,varanda e três quartos possuem aparelhos que funcionam, tornando o mais real possível A Grande Família. Para captarem imagens as mais verdadeiras possíveis, algumas partes da casa funcionam como suportes para gravação, como a pia que guarda microfones, os armários com passagens para outros cômodos fazendo com que as câmeras fiquem o mais próximo possível dos atores.

Primeiramente as cenas externas de A Grande Família eram produzidas em estúdios situados em Jacarepaguá, Cinédia. Após um ano de duração do seriado, o Projac abriu as portas para a animada família, e seus episódios começaram a ser gravados nele; sob direção de Mauricio Farias e projeção de Luciana Nicolino e Hieron Magalhães. No Projac a grande família tem o seu lar e sua vizinhança. Com o passar dos anos, os autores cada vez mais apostam no humor, tornando cenas cotidianas em caricaturas bem-humoradas expressas nos membros da família. Um exemplo é a própria casa dos Silva, onde cada pedaço foi enfeitado com estampas diferentes, com muitas misturas, visando mostrar diversão no olhar para os telespectadores. E o visual dos personagens, com características específicas para cada um, sempre voltadas para o humor e para definir a personalidade apenas pelo olhar do público.

A estrutura do seriado A Grande Família é composta pelo elenco fixo: os membros da família e seus vizinhos e os personagens que aparecem em cada episódio. Seus episódios podem ser visualizados separadamente, desde que o episódio apresentado não mude o que foi exibido no episódio anterior (os fatos concretizados nos episódios anteriores não podem ser mudados. Como exemplo, no episódio 887 mostrou Agostinho tendo um filho, no episódio 888 mostra Bebel ainda grávida, isso não poderia acontecer). Não é preciso ver desde o primeiro episódio para compreender a vida desta família, é possível entender o episódio e achar engraçado vendo apenas um episódio separado dos outros. Pois cada episódio conta uma história diferente, com início, meio e fim, cada episódio tem a exposição de um conflito, e sua resolução. A estrutura do seriado varia de acordo com a vontade do autor. Por essa razão vimos à retirada do personagem Junior do seriado, pois a presença dele para criticar a ditadura, já não era mais necessária, pois agora o país vive a democracia. (PALLOTTINI, 1998)

“A unidade se dá por um propósito do autor, por um objetivo autoral, uma visão de mundo que ele pretende transmitir.”. (mesmo autor)

A Grande Família possui vários personagens que dão brilho aos episódios exibidos pela Rede Globo. Personagens comuns presentes no seriado original e no remake. Alguns integrantes surgiram no remake outros desapareceram na nova versão do seriado. Mudanças necessárias que garantiram sucesso por dez anos seguidos deste divertido seriado. Como integrantes desta animada família fazem parte:



Lineu Silva, o patriarca, o pai da família.

Imagem Lineu Silva retirada do site redeglobo.globo.com Imagem Lineu retirada do site oreino.com

Lineu Silva é o paizão da Grande família, o personagem é mantido nas duas versões do seriado. Originalmente era um veterinário íntegro e responsável, um homem politicamente correto, honesto, ajuizado e cumpridor de seus deveres, porém mal renumerado em sua profissão o que o levou a se tornar um fiscal sanitário, que levava seu trabalho a sério, era o mais responsável na repartição onde trabalhava e com seu salário sustentava a família.

Na versão atual Lineu continua sendo um ex. veterinário (chegou a trabalhar em um período do seriado como veterinário e também como proprietário de Pet Shopping, mas acabou acumulando dividas o que o fez parar de trabalhar nessa área) para sustentar a família e pagar suas dívidas trabalha como um fiscal sanitário, em uma repartição pública, tendo como chefe e amigo Mendonça que passa todas as responsabilidades da firma para Lineu, pois acredita que ele seja o funcionário mais responsável e integro da repartição. Lineu recebe um salário que daria para sustentar a família confortavelmente, entretanto seu filho Tuco e seu genro Agostinho habituaram-se a pedir dinheiro emprestado ao patriarca da família Silva, o que faz com que o paizão acabe não conseguindo realizar seus projetos, o deixando com o orçamento apertado.

O tricolor Lineu Silva casou com Irene Silva, a qual cuida com muito amor e carinho, uma dona de casa exemplar, e assim que casaram tiveram sua filha Bebel, Maria Isabel, que cresceu e casou-se com Agostinho Carrara que vendia CDs pirata e agora é taxista; e o jovem Tuco filho do casal Silva, Arthur, que namora a Gina, Maria Angelina, uma menina rica. Lineu vive as armações desta família sendo o integrante mais conservador e integro. Em alguns episódios Lineu sai da condição de santinho e mostra sua esquisitices. Mas ele é quem põe ordem na família. O personagem usa um figurino comportado e monocromático, com cabelos grisalhos, defende o visual de um pai conservador e sistemático.Lineu é o patriarca da família,ele mantém financeiramente a família e a ele cabem as principais decisões a serem tomadas pela família. Sua esposa sempre procura agradá-lo, muitas vezes esquecendo-se dos seus desejos para agradar ao marido, ele mantém financeiramente e emocionalmente seus filhos, mesmo morando em casas separadas, ele é o principal alicerce da família.

3O personagem Lineu na primeira versão foi interpretado por Jorge Pires Ferreira, conhecido como Jorge Dória. Nascido em 12 de dezembro de 1920 em Barras, filho de militar, o ator brasileiro estreou nas telinhas em 1948 com o filme Mãe, mas já atuava no teatro desde 1942. Após sua participação na primeira versão de A Grande Família em 1972, apareceu freqüentemente em várias novelas e programas televisivos. A última vez que apareceu nas telinhas foi no Zorra Total na Globo. Hoje está afastado devido a graves problemas de saúde.Na versão atual do seriado A Grande

Dona Nenê, Irene Silva, um mãe exemplar:



Imagem Dona Nenê retirado do site :oisasqueeuamoetc.blogspot.com e Imagem Dona Nenê retirada do site pimentasnoreino.com

Irene Silva, conhecida como Dona Nenê, uma dona de casa superprotetora, feminina, vaidosa, paciente, primorosa, zelosa, ingênua, mãe coruja, e dedicada. É a conciliadora do lar, media os conflitos entre os filhos, o marido e o genro, é aquela quem faz as tarefas domésticas e é a base emocional da família Silva, faz de tudo para defender seus filhos. Sempre compreensiva com as pessoas que a cercam, chegou a ser chamada de boba em um dos episódios do seriado, devido seu jeitinho bondoso de ser, o que levou alguns espertinhos a passassem Dona Nenê para trás. Uma esposa dedicada e companheira que sempre compartilha todos os problemas ao lado do marido, sempre amiga para o que der e vier. O seu figurino foi inspirado na dona de casa moderna, tendo como modelo original as donas de casa das propagandas de eletrodomésticos dos anos 1950 e 1960

Como característica do modelo familiar patriarcal a personagem mostra a dependência do marido, é a mulher que acredita no chefe da família, o vê como um homem dotado de valores, sempre pedindo autorização para levar em frente suas idéias. Não mede esforços pela felicidade do lar. Sempre defendendo seus filhos e marido se abstém de seus desejos pelos da família.
Família, o personagem Lineu é vivido por Marcos Antônio Dante Nannini, nascido em 31 de maio de 1938, em Recife, Pernambuco, filho de Cecy com o italiano Dante Nannini gerente de Hotel e de aria Esmelracy Barroso. Morador de Manaus perdeu em 2003 seu único irmão chamado José Guerra. Iniciou sua carreira nas telinhas em 1969 em A ponte dos suspiros na rede Globo, mas já atuava no teatro desde 1965. Desde 2001 vive o personagem Lineu no remake de A grande família.
4A primeira versão, Dona Nenê, foi interpretada por Eloísa Teotto ,Eloísa Mafalda, nascida em Jundiaí em 18 de setembro de 1924. Em 1970 atuou ao lado de Jorge Dória como Irene Silva no seriado a Grande Família, também fez várias novelas globais. Atualmente esta afastada das telinhas, pois esta doente.Na segunda versão do seriado a personagem Dona Nenê é interpretada por Marieta da Costa Severo Freire, nascida no Rio de Janeiro em 2

Seu Flor, Floriano Souza, o avô



Imagem Seu Flor retirado do site virgula.uol.com.br

Imagem Floriano retirada do site oveneta.blogspot.com

Seu Flor, Floriano Souza, era o pai de Dona Nenê. Um senhor rabugento, reclamão e irônico. Morava com a filha desde que ficou viúvo. Aposentado vivia espiando o que faziam os vizinhos, reclamando de dormir no sofá da sala, adora jogar cartas com Tuco e torcer pelo Fluminense. Em uma fase do seriado namorou a Juva e depois com a Genoveva. Seu Flor usava as roupas de Lineu, adaptadas por sua filha, que era costureira, ao seu tamanho, e tingidas para ficar com uma cara mais natural a sua idade. O personagem saiu do seriado após a morte do ator Rogério Cardoso.

de novembro de 1946. Estudou balé clássico mas sua paixão por atuar falou mais alto, e as 16 anos iniciou sua vida nos palcos, atuando pela primeira vez nas telinhas em 1966. Casou-se com Chico Buarque e viveram por 30 anos. Durante a ditadura teve de ficar fora do Brasil, pois não possuia uma boa situação no país.Em 1970 voltou e retornou aos palcos e telinhas, fez várias novelas, filmes e peças teatrais. Ganhou o prêmio de melhor atriz pela Associação Paulista de Críticos de Arte, por sua atuação em laços de familia como Alma. Fez parte das candidaturas do ex. Presidente Luis Inacio Lula da Silva. Desde 2001 até os dias de hoje faz a Dona Nenê no seriado A Grande Familia.

5Na primeira versão do seriado Seu Flor foi interpretado por Moacyr Augusto Soares Brandão, nascido no Rio de Janeiro em 6 de janeiro de 1910 e falecido em 22 de março de 1998, conhecido como Brandão filhodo ator João Augusto Soares Brandão começou a tarbalhar cedi como entregador de roupas,orfão,depois trabalhou em uma padaria. Estreou no teatro em 1929 em um circo e nas novelas1942 na radionovela Em busca da felicidade e nas telinhas em O dia é nosso e samba em Berlim. Fez vários filmes até viver seu Flor em A Grande familia em 1973.No remake do seriado foi interpretado por Rogério Cardoso Furtado, nascido em 7 de março de 1937 no Rio de Janeiro em Mococa e falecido em 24 de julho de 2003.Começou sua vida artística em 1958 no teatro e em 1963 apareceu nas telinhas.Seu último trabalho foi ao lado de Nair Belo no Zorra Total, onde interpretava o personagem Epitáfio, e na Grande Familia com o personagem Seu Flor, este não foi substituido após sua morte., , sua última cena foi no episódio O Troco. Foi incluso o personagem Tio Mala, interpretado por Franscico Milani que também faleceu e não foi substituido.

Bebel, Maria Isabel Silva Carrara, a filha mimada da familia Silva:



Imagem Bebel da Grande Família retirado do site ego.globo.com Imagem Bebel retirada do site elencobrasileiro.blogspot.com Imagem Bebel retirada do site elencobrasileiro.blogspot.com

Bebel, Maria Isabel, é a filha mais velha do casal, constantemente aborrece seus pais Lineu e Nenê. Mimada, caprichosa, infantil são caracteristicas da personagem. Casada com o machista Augostinho Carrara, o qual chama carinhosamente de Tinho, divide suas cenas, entre a vida profissional (ajudando o marido nas despesas da casa) e emocional ( vivendo o romantismo de um relacionamento com seu esposo, e a dedicação ao seu filho Florianinho) exemplo da mulher brasileira atual.Vive cobrando do marido um bom relacionamento, mimos,carinhos. Ao mesmo tempo que mantém uma certa dependência do conjuge é uma mulher independente, motivo de suas engraçadas brigas.

O figurino de Bebel foi inspirado inicialmente nas histórias em quadrinhos japonesas, onde as personagens mostravam seu lado infantil eao mesmo tempo poderoso. O seriado mostra um lado sensual da personagem através de suas roupas, unhas, e desejo sexual pelo esposo, ao mesmo tempo mostra o lado maternal, Bebel sempre esta ao lado da familia.

O casal Carrara mora em uma pequena casa com móveis antigos ao lado da casa dos pais de Bebel, nesta casa existe uma porta que dá acesso direto a casa dos Silva. Assim quando as brigas acontecem geralmente invadem a casa dos pais de Bebel, ou ela arruma suas malas e foge para casa dos pais, um costume dos novos casais brasileiros que na maioria dos casos quando brigam ao invez de contornar juntos a situação, dão um tempo na casa de seus pais para refletirem se vale a pena continuar a relação. Mostrando a infantilidade da personagem que nunca resolve seus problemas sozinha, sempre precisando dos conselhos dos pais para resolver determinadas situações. Mas embora toda essa independencia profissional da Bebel, o seriado mostra que o modelo familiar do casal Carrara também é patriarcal, um exemplo é quando Bebel abstém de seus desejos pelos do Augustinho, ou depende dele para decidir como agir

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­­­­­­­­­­­­­­­­­­­­­_6 Na primeira versão do seriado a Grande Familia, a personagem Bebel foi interpretada por Djenane Vasconcelos Machado conhecida como Djenane Machado, nascida no Rio de Janeiro em 1951 filha de Carlos Machado. Estreiou nas telinhas em 1968 na novela Passos do Vento, também fez atuações em telenovelas e no cinema, mas entrou para história na novela O Cafona com apersonagem Lucinha Esparadrapo. Ficou conhecida nacionalmente com sua participação no seriado A Grande familia em 1972, mas desistiu de fazer o seriado e foi substituida por Maria Cristina Nunes. Seus problemas com drogas lhe afastaram da Globo. A atriz encerrou sua carreira na Manchete com a novela Tudo em Cima e virou escritora de poesias. Outra atriz que participou da primeira versão foi Maria Cristina Nunes, nascida em 1956 filha de Max Nunes, irmã de Bia Nunes, entrou para as telinhas em 1970 na novela A Próxima Atração. Em 1973 substituiu Djenane Machado no seriado A Grande Familia , após essa participação atuou em várias outras novelas brasileiras. Sua última participação global foi na Escolhinha do Professor Raimundo em 1992. No remake do seriado Bebel é interpretada por Maria Augusta Guta Labatut Stresser, nascida em Curitiba em 28 de setembro de 1972, bisneta do maestro Augusto Stresser, neta de Adherbal stresses, filha de Ronald Stresses e Maria farracha Labatut; começou a atuar aos 13 anos no teatro de sua cidade natal, desde então fez outras notáveis peças. .Mas foi na Grande familia que ficou conhecida nacionalmente como Bebel Carrara e continua no seriado até hoje.



Agostinho Carrara, o malandro da família.

Imagem Agostinho retirada do site dathami.blogspot.com Imagem Agostinho retirada do site elencobrasileiro.blogspot.com

Imagem Agostinho retirada do site blognovelasatores.blogspot.com

Agostinho Carrara, marido de Bebel, filho de Oduvaldo Carrara (Francisco Cuoco), deixou de ser garçom de motel para ser vendedor ambulante e acabou virando taxista, utilizando o antigo carro do sogro. Um malando de carteirinha, cara de pau, mau-caráter, cresceu sozinho e desde sua infância já sabia levar a vida. Usando roupas estilo anos 70, um figurino extravagante cheio de estampas, calças justas, camisas espalhafatosas, é um sujeito simpático, espertalhão, machista, desastrado, mas de bom coração. Apaixonado pela esposa Bebel, a qual luta para fazer feliz. É trambiqueiro, cafona, machista, mentiroso, falastrão, adora enrolar as pessoas para conseguir o que quer; especialmente os membros da família Silva e, sobretudo seu sogro Lineu.



Agostinho faz de tudo para conseguir dinheiro, por essa razão vive entrando em confusões, mas tem medo de pagar por elas, por essa razão sempre coloca seu sogro (um homem responsável e integro) para resolver seus problemas, mesmo não tendo um bom relacionamento com Lineu, sempre o procura quando precisa, o cara de pau adora testar a paciência do sogro. Zela pela sua família com o seu jeito atrapalhado, mas com muito amor a carinho, pois são importantíssimos para o malandro, trata sua sogra da melhor maneira possível, como se fosse sua mãe. É um homem machista, mas sempre escuta sua esposa, pois é completamente apaixonado por ela, embora não tenham um casamento dos sonhos, lutam diariamente para mantê-lo. Na casa dos Carraras a última palavra é da Bebel, embora ela sempre espere pelo marido para conversar sobre os problemas, quando ela fica irritada cria sempre uma confusão, e na briga resolve seus problemas, com ajuda dos pais. O espertinho gosta de enrolar a todos com a sua poderosa lábia, cheio de argumentos malucos, que o ajudam a conseguir o que quer. Adora manter a pose, contando vantagens para o sogro e seus amigos.


7Na Grande Família de 1970 foi interpretado por Paulo Araujo, nascido no Rio de janeiro em 15 de janeiro de 1932. Estreou nas telonas em 1957 no filme Rebelião em Vila Rica, após o filme se tornou roteirista de cinema. Na Rede Globo foi diretor e ator, teve destaque vivendo Augustinho na primeira versão de “A Grande família” em 1972 e após o seriado atuou e dirigiu várias outras novelas, programas humorísticos entre eles os Trapalhões entre outros.Nunes Leal Maia, nascido 17 de outubro de 1947 em São Paulo, filho de Nelson Maia e Alcída Leal, ex. jogador de futebol, entrou para os palcos em 1970 no musical Hair, e em 22 de dezembro de 1987 fez uma participação especial como Agostinho Carrara no seriado A Grande Família em um especial de Natal, e depois da recusa do ator Paulo Araujo em voltar a viver o personagem Agostinho, Nuno Leal passou a interpretá-lo . Atualmente continua participando de novelas na rede Globo.O ator que interpreta Agostinho no remake do seriado é Pedro Cardoso, nascido no Rio de janeiro em 31 de dezembro de 1962, segundo filho de um conhecido advogado, membro de uma grande família de seis irmãos, e neto do presidente do Banco do Brasil e primo do cineasta Fernando Cardoso e de um ex presidente. Esta nas telinhas há mais de dez anos. Atuou em uma única novela chamada Pátria Minha em 1994, em programas como A comédia da vida privada, (programa este onde os atores Marcos Nannini o Lineu, e Marieta Severo a Nenê fizeram parte), em quadros como Controle Remoto no Domingão do Faustão, entre outros. No seriado A Grande Família vive o malandro Augustinho, que lhe rendeu a indicação ao Emmy Internacional em 2008 de Melhor Ator, e vive o membro da família Carrara nesses dez anos do seriado A Grande Família. Uma curiosidade é que o ator já havia interpretado o segundo marido de Bebel (que estava separada do Agostinho) na primeira versão do seriado, e anos mais tarde foi escolhido para ser o próprio Agostinho Carrara.

Tuco, o filho do casal Silva.



Imagem Tuco retirada do site redeglobo.globo.com e Imagem Tuco retirada do site elencobrasileiro.blogspot.com

Arthur Silva o Tuco é o filho do casal Silva. No remake do seriado A Grande Familia Tuco deixou de ser um hippie para ser um malandro, paquerador, relaxado,para sempre adolescente. Arthur não gosta de trabalhar, aos trinta anos ainda é sustentado pelos pais. Seus pais lhe cobram um emprego mas ele consegue enrolar os Silvas com seus bicos onde consegue dinheiro. Namorado de Maria Angelina a Gina,uma menina rica que muitas vezes patrocina a malandragem do namorado. O flamenguista Tuco é um ex. BBB que já foi DJ, entregador de pizza, faxineiro e agora é taxista da Carrara Taxi.Tuco chama carinhosamente seu pai de Popozão, e sempre foge das tentativas dos familiares de conseguir um emprego e das suas responsabilidades. Sempre trocando responsabilidade por prazer, possui a personalidade de um adolescente preguiçoso e relaxado. O flamenguista adora conseguir dinheiro fácil, mas quando não consegue, procura seus parentes . O figurino do personagem foi baseado nos offices-boys de São Paulo e na moda das ruas cariocas. Uma curiosidade é que o malandro paquerador em um especial de natal na primeira versão do seriado foi casado com Aída Lener.




8O personagem Tuco foi vivido na primeira versão do serido por Luiz Armando Queiroz, nascido em Recife em 1945 e falecido no Rio de Janeiro em 1999 vitima de uma falência múltipla de órgãos originada pela quimioterapia quando se tratava de um câncer Linfático descoberto em 1998. Estrelou como ator em várias novelas globais, da Bandeirantes e da Manchete e também tem trabalhos como diretor. Em 1987 atuou como o Tuco no seriado A grande Familia e depois deste personagem ainda fez vários outros.Sua última participação nas telinhas foi na minissérie Chiquinha Gonzaga na Rede Globo. No remake do seriado foi Lúcio Mauro Araujo Barbalho conhecido como Lúcio Mauro Filho, quem interpretou o Tuco, o ator nasceu no Rio de janeiro em 18 de junho de 1974, filho de um grande comediante chamado Lúcio Mauro. Estreou nos palcos do Teatro Tablado e desde então começou a trilhar sua carreira na comédia. Entrou para A Grande Família em 2001 na pele de Arthur Silva e até hoje continua no seriado.

Júnior, o terceiro filho na primeira versão do seriado



Imagem Junior retirada do site memorialdafama.com

Júnior é um personagem da primeira versão do seriado A Grande Família. Ele surge a partir do desejo do autor Oduvaldo Viana Filho em ter um personagem que pudesse fazer críticas sociais, razão de muitas censuras, alguns episódios eram proibidos por inteiro. Júnior era um personagem que mostrava ideais políticos e sociais, através dele eram feitas as criticas ao regime político. Hoje esses valores são mostrados por Lineu Silva. Em um especial de natal aparece casado com Denise Bandeira.

­­­­­­­­­­­­­­9 personagem Júnior é interpretado por Osmar do Amaral Barbosa conhecido como Osmar Prado, nascido em São Paulo em 18 de agosto de 1947. Estreou na TV Paulista em uma telenovela chamada David Copperfiel, interpretou vários papéis em sua vida, nas telinhas, nos palcos e nas telonas. Em 1972 atuou como Junior na primeira versão do seriado A Grande Família, desde então fez vários personagens globais. Seu último trabalho foi em 2009 na novela global Caminho das Índias como Manu.

Chiquinha, a filha do casal Bebel e Augustinho na primeira versão do seriado:



Imagem retirada do site http://www.youtube.com/watch?v=LYu3e8dUG_4

Chiquinha é um bebê de colo, filha de Bebel e Agostinho. Ela aparece em alguns episódios do seriado A Grande Família de 1972.



Florianinho, o filho do casal Bebel e Augustinho no remake de A Grande Família:

Imagem Florianinho e sua mamãe retirada do site blogsobrenovelas.blogspot.com

È uma criança de aproximadamente dois anos, é o primeiro neto dos Silvas, uma vez que o filho do Tuco era uma armação de sua ex.namorada Viviane (Leandra Leal), não aparece em muitos episódios, mas sempre está presente na abertura do seriado A Grande Família de 2001.



Beiçola, o pasteleiro amigo da Família Silva

Imagem beiçola retirada do site entretenimento.r7.com

Abelardo o Beiçola deixou de ser o dono de uma pedreira da primeira versão do seriado para se tornar o dono de uma pastelaria vizinha a casa dos Silva. Ele tem uns probleminhas às vezes, (quando se veste de Dona Etelvina, sua falecida mãe, e age como tal, baseado no personagem Normam Bates do filme Psycho). É um senhor barrigudo sempre de óculos, cabelo Chanel preto, escandaloso, é um descendente de portugueses medroso, tímido e inseguro. Primeiramente era amigo de Agostinho, atual inquilino de sua casa, depois conheceu e se tornou amigo da família Silva, sobretudo do Seu Floriano e demonstra uma paixão por Dona Nenê motivando ciúme em Lineu. Ele ignora que ela é casada e se aproveita de qualquer oportunidade para ficar sozinho com ela. Sua mãe a portuguesa Etelvina possuiu uma aparência idêntica a sua utilizando roupas femininas e sempre carregando um rolo de macarrão na mão. Beiçola não acredita que sua mãe faleceu por esse motivo se transforma nela, quando perde o controle mental e ataca as pessoas ao seu redor.



10O personagem é vivido por Marcos Oliveira, nascido em São Paulo em 22 de abril de 1959. Estreou nas telinhas em 1988 na novela Vale Tudo interpretando um cabeleireiro, em, 2001 entrou no seriado a Grande Família e até hoje encanta o público com o Beiçola.

MARILDA, melhor amiga de Dona Nenê e patroa de Bebel



Imagem Marilda retirada do site oglobo.globo.com

Marilda é a dona do salão de cabelereiros vizinho dos Silvas e melhor amiga da Dona Nenê a qual dá conselhos.É solteira mas já foi casada no seriado com Mendonça(chefe de Lineu) , namorou Tuco e tem como pretendente o Paulão. É uma mulher atrapalhada, fumante compulsiva devido ao seu nervosismo e ansiedade,alta e magra, esta nas faixas dos quarenta o que lhe leva ao medo de ficar encalhada. Ela é a chefe de bebel, que é manicure em seu salão. Seu maior sonho é encontrar alguém que queira um relacionamento estável, que a permitar continuar independente e vaidosa. Marilda mora sozinha mas sempre esta em companhia dos Silva, motivo que a faz participar das confusões do lar dos Silva. Ela é um exemplo da mulher da contemporaneidade, a qual trabalha sozinha, cuida do lar, é independetente, o seu único problema é a vida amorosa.

Marilda é interpretada por Andréia Beltrão, grande amiga de Marieta Severo atriz que interpreta Nenê, nascida no Rio de Janeiro em 16 de setembro de 1963, é casada com casada com Maurício Farias, diretor e cineasta, com quem tem três filhos: Francisco, Rosa e José. Iniciou sua carreira no Tablado e não parou mais. Ela é atriz, cineasta, jornalista e escritora e atriz de cinema, teatro e televisão. Recebeu o Prêmio Shell de melhor atriz pela peça A Prova dirigida por Aderbal Freire Filho e em 2008 recebeu novamente o prêmio de melhor atriz, por sua atuação na peça As Centenárias, de Newton Moreno. Fez parte entre 2002 a 2010 do seriado A Grande Família, em que vivia a cabeleireira Marilda e hoje esta nas telinhas,tirando férias da Grande Familia, no seriado Entre Tapas e Beijos como Sueli.

Mendonça, o chefe e amigo de Lineu Silva



Imagem Mendonça retirada do site fmanha.com.br

Mendonça é um dos gerentes da repartição,é o chefe de Lineu, seu funcionário predileto e grane amigo, o qual chama carinhosamente de Lineuzinho e vive o colocando em enrascadas. É festeiro,despreocupado com o trabalho deixando as tarefas mais dificieis com Lineu o que torna o paizão responsavel por ele na maioria das vezes, paquerador, ex.marido de Marilda mas ainda apaixonado vive tentando reconquista-la,adora uma farra,torce pelo Goytacazes futebol Clube .



11O personagem é interpretado por Antônio Carlos de Souza Pereira conhecido como Tonico Pereira, nascido em Campos dos Goytacazes em 22 de junho de 1938, fez vários filmes, novelas,miniséries e seriados nas telinhas. Esta no elenco da Grande Familia desde 2002 garantindo ao público boas risadas na pele do Mendonça.

O mecânico Paulão da Regulagem, Paulo Wilson.



Imagem Paulão retirada do site personagensseries.blogspot.com

Paulão da Regulagem é o mecânico do bairro, ele abre uma oficina na rua de baixo da acsa dos Silvas, onde Lineu e outros vizinhos consertam seus carros. Faz o estilo cafagestes,charmoso,malandro, vive tentando seduzir Marilda a qual chama de Marilza motivo qeu o afz rival de Mendonça. Costuma vestir uma camisa velha, um casaco sempre da mesma cor que a calça,uma corrente de ouro e um tênis velho. Com o jeitinho brasileiro tenta sempre resolver seus problemas, sempre correndo atras de receber o que lhe devem.Costuma falar e escrever errado por não ser culto.



12O personagem é interpretado por Evandro mesquita, nascido no Rio de Janeiro em 19 de fevereiro de 1955. Participa da banda Blitz na qual fez sucesso nos anos 80; após estudar um ano e meio de Educação Fisica, começlou a participar do grupo de teatro Asdrúbal Trouxe o Trombone nos anos 70. Ele é cantor, compositor,roteirista,escritor,diretor,produtor e ator, participou de novelas e filmes, fazendo o papael de malandro. Hoje destaca-se nas telinhas com seu personagem Paulão da Regulagem no seriado A Grande Familia e em 2010 a Blitz lançou um novo cd e dvd com músicas ineditas e antigos sucessos.

Dona Abigail é a vizinha da Grande Família



Imagem Abigail retirada do site oglobo.globo.com

Uma mulher fofoqueira, invejosa que adora arrumar confusões esta é a Dona Abigail. Ela também é a dona de uma locadora do bairro e namorada do Beiçola. 13A personagem é interpretada pela comediante Márcia Manfredini nascida em 1964 , a atriz já fez vários personagens na TV, no teatro e no cinema. Ficou conhecida ao atuar como Abigail no seriado A Grande Família na rede Globo.



E as participações especiais como: As namoradas de Tuco, Gina, a Maria Angelina, representado por Natalia Lage; Vivi, Viviane, representada por Leandra Leal e a Nana representada por Maria Mariana. E outros atores passaram por A Grande Familia .

IMAGEM RETIRADA DO SITE linkatual.com

AS TRANSFORMAÇÕES NA GRANDE FAMÍLIA

O seriado A Grande Família reflete a realidade da família brasileira em ambas as versões, por essa razão estudar as transformações ocorridas no seriado nos permite analisar como a família brasileira mudou; não só na mídia como também na realidade. Os episódios narram temas polêmicos e cotidianos de diversos lares do Brasil. Vamos observar os aspectos que aproximam a ficção e a realidade através de comparações entre os episódios e temas comuns no cotidiano brasileiro. Para verificar as semelhanças e diferenças entre as apresentações do seriado nos anos 1972 e 2001, serão analisados alguns episódios do seriado A Grande Família. Infelizmente este trabalho poderá analisar somente três episódios da primeira versão do seriado exibidos em 1972, devido um incêndio ocorrido na década de 70 nos bastidores da rede Globo. Serão analisados os episódios “Festa de aniversário do Seu Flor”, “Tuco virá babá” e “O primeiro Ordenado de meu Genro”. Para analisar o remake do seriado A Grande Família; serão considerados os episódios: Meu marido me trata como uma geladeira (2001), Família Partida (2009), Augustinho encontra seu pai (2010), O Natal dos sem-teto (2009), Marilda no Comando 2007, A última ceia (2009), Paulão reencontra seu irmão gêmeo(2011).

A Grande Família de 1972 foi criada por Oduvaldo Viana Filho, Armando Costa, Max Nunes e Paulo Pontes tendo inspiração no seriado  All in the Family adaptada a realidade brasileira da época. A série obteve bons números de audiência. Em 2000, Cláudio Paiva, Bernardo Guilherme e Marcelo Gonçalves adaptaram a série e em um ano e meio a levaram para as telinhas brasileiras novamente. Os primeiros episódios, da nova versão do seriado foram baseados nas ideias da primeira temporada. Mas foi necessário fazer algumas alterações para adequar a realidade atual brasileira. A Grande Família atual passou a ser diferente da antiga. Correspondendo às expectativas do público de época.



Imagem retirada do site http://www.burohaus.com.br/blog/page/4/ Imagem retirada do site superheroisemgeral.blogspot.com



“Esta família é muito unida


E também muito ouriçada
Brigam por qualquer razão
Mas acabam pedindo perdão...

Pirraça pai!


Pirraça mãe!
Pirraça filha!
Eu também sou da família
Eu também quero pirraçar...

Catuca pai!


Catuca mãe!



Catuca filha!
Eu também sou da família
Também quero catucar
Catuca pai, mãe, filha
Eu também sou da família
Também quero catucar...

Que família, heim!

Êta família!

Uma tem medo de barata!


O outro tem medo de ladrão!
A filha só pensa no namorado!
Eh compadre, não fala
de boca cheia na mesa...”


A canção e tema: A Grande Família foi composta por Tom e Dito nos anos 1960, seus versos são um resumo do relacionamento entre os membros de A Grande Família. O tema de abertura ganhou uma nova versão feita por Dudu Nobre para o remake do seriado, permanecendo a mesma letra da primeira versão.

A Grande Família procura abordar temas polêmicos em seus episódios como será apresentado a seguir:

O tema machismo é apresentado ironicamente no seriado, nos episódios “Fantástico, o primeiro ordenado de meu genro 1962” e “Meu marido em trata como uma geladeira 2001”. Nele podemos analisar a crença no poder do homem na família. O homem como centro e responsável pelo núcleo familiar, que segue o modelo patriarcal. Cabe a ele o dever de sustentar a família, decidir o que é certo e errado, e muitas vezes decidir como vai tratar sua família sem preocupar-se com os sentimentos dos seus membros. Este tema ainda é polêmico em nossa sociedade, a qual prega direitos iguais entre homens e mulheres.

No episódio ‘‘Fantástico, o Primeiro Ordenado do Meu Genro”, Augustinho chama Bebel de cachorrinha, mostrando ser um homem machista, porém Bebel acha bonitinho ser chamada desse modo. No episodio ele é um jogador que ganha seu primeiro salário e compra um sapatinho pra sua filhinha. Mas sem saber do destino do dinheiro, Bebel fica irritada pois acredita que ele gastou todo o dinheiro com o jogo, por esse motivo começa uma confusão que encerra o episódio.

No episódio “Meu marido me trata como uma geladeira” também é feito uma abordagem sobre o machismo na sociedade contemporânea brasileira. O personagem Agostinho observa atentamente uma revista erótica e é surpreendido por Bebel, que começa uma longa discussão. Após discutirem, Agostinho revela que a revista não está mais com ele, está com Lineu, que a tinha escondido em seus documentos. Com essa revelação, a briga passa dos Carraras para os Silva, que ainda moram juntos na casa confortável da Grande Família. Durante o café da manhã mais uma cena de machismo, em um diálogo entre os homens da família, o qual deixa Dona Nenê depressiva. Eles falavam mal das mulheres donas de casa e as comparam com as celebridades, dizendo que somente as celebridades conseguem manter uma boa aparência, e outras vizinhas que não são donas de casa, pois as donas de casa se acabam rapidamente e ficam feias. Enquanto isso a geladeira estraga e Seu Flor passa mal, pois levou uma pedrada na cabeça, fazendo abordando assim um outro tema polêmico: os maus tratos aos idosos. Agostinho convence os outros homens da família a processar o culpado pela pedrada, enquanto as mulheres ficam vendo a revista, e comparando-se com ela, fazendo uma crítica a influência da mídia no jeito de ser das mulheres. Após o diálogo sobre as mulheres dona de casa, Lineu faz uma surpresa para sua esposa, lhe dando uma geladeira. Ela enlouquece, e começa a imitar uma personagem de uma mulher sedutora. No final do episódio, Lineu percebe o erro que cometeu ao mesmo tempo em que Nenê percebe que o melhor a fazer é ser ela mesma. O casal Silva faz as pazes, e acaba mais um episódio.

Em ambos os seriados podemos ver a presença de temas polêmicos, neste caso o machismo e os maus tratos aos idosos. O machismo na figura do patriarca da família, de seu genro e de outros membros é vista e a aceitação dos membros da família é observada. No episódio dos anos 1960 vemos a grosseria que os homens tratavam suas mulheres e o jeito que elas aceitavam. Vemos que a Bebel não fica irritada pro ser chamada de cachorra e sim pelo fato do dinheiro, essa aceitação mostra o poder do homem na relação, uma característica do machismo. No episódio de 2001 o machismo é tratado de forma diferente, os homens falam mal das mulheres, eles se sentem na autoridade de julgá-las bonitas ou não. Vemos também que as mulheres aceitam esses comentários e ainda ficam tristes pois não são semelhantes as celebridades, e ainda vemos os idosos sendo mal tratados. Em um único episódio o seriado abordou três temas polêmicos, mostrando ao público fatos de sua realidade que devem ser discutidos.

O tema machismo desloca-se para beleza, um tema questionado atualmente. Onde a indústria da beleza movimenta milhões, impondo um estereótipo de mulher a ser seguido pelas demais, padrões de beleza, e com isso, as mulheres “comuns” começam a acreditar em um corpo perfeito, e fazem de tudo para alcançá-lo, desde simples regimes a operações rigorosas. Além do episódio de 2001, foi exibido em 2011 o episódio onde Bebel coloca silicone e em seguida vários homens começam a adorá-la como uma “deusa”, mostrando essa fixação pelo corpo perfeito semelhante ao das personagens midiáticas.

O seriado aborda temas que afetam o país como a fome, o perigo dos fogos de artifício, os problemas no governo. O episódio “A Última Ceia”(2010) narra o natal da família excluindo os Carraras devido uma briga. Os Carraras fizeram um muro separando as casas. Bebel mentiu para sua mãe, quebrando os laços devido à briga do pai com Agostinho. Neste episódio vemos o lado machista do pai que fala que a mãe ficou de vagabundagem, vemos o filho que não trabalha e é mimado pela mãe. A mãe vai as compras com a amiga Marilda, mostrando o papel da mulher com a alimentação da família. Ela não permite que o esposo faça as compras, pois acreditam que este é o papel da mulher, características da família patriarcal presentes no seriado.

No episódio Marilda no comando mostra o natal da grande família. A preocupação com o próximo inicia o episódio fazendo um natal para crianças do bairro. Durante a festa Agostinho sabe que vai ser pai, larga tudo por conta da Marilda e vai ver seu primogênito. De forma bem humorada mostra os elementos de um natal em família.

O seriado exibe mais uma vez a preocupação com o próximo em” O Natal dos sem teto.” Lineu como o patriarca da família faz uma lista de regras permitidas em sua casa. Um exemplo da preocupação com os problemas brasileiros é neste episódio de natal Agostinho solta um morteiro que incendeia a casa do beiçola, retratando o problema com os fogos de artifício, uma preocupação atual brasileira.

A família partida mostra a briga entre mãe e filho logo no início por causa dos estudos de Tuco. Enquanto o pai tenta falar, a filha também briga com o marido por casa de uma compra indevida, de um equipamento de ginástica. Então finalmente o pai conta que será promovido e vão para Brasília, deixando os membros da família ficam triste porque os pais vão embora e a família fica partida. A esposa mesmo triste aceita ir para Brasília para não contrariar o marido. O desejo de Bebel em ser independente é mostrado, mas seu marido não quer sair de perto da família. Os vizinhos, amigos e os membros da família mostram a tristeza por perder a mãezona da Grande família.

A vontade do pai então é aceita como correta pela família para não desagradá-lo, mas não é aceita pelos amigos. Fazem uma festa de despedida, mas todos demonstram a tristeza, e os amigos não concordam e faltam a festa. Agostinho bêbedo expõe sua posição e fala para todos os presentes que Lineu está destruindo a família, Beiçola enlouquece. Eles vão embarcar, quando a mãe mostra sua preocupação com os filhos. Os Silva se separam, mas o chefe de Lineu diz que ele não poderá ir para Brasília porque o substituíram, fazendo assim que a grande família não se separe. Lineu não quer contar para sua esposa que não foi viajar, então decide ficar na casa de Mendonça, mostrando o homem machista que nunca quer estar errado. Com a saída do chefe a família fica desestruturada. Até que Nenê enlouquece e faz com que tudo volte a ser como era antes, ela volta atrás e decide ir atrás do marido. Lineu vê que também está errado e decide ir atrás da esposa, pois não vive sem ela. Ele volta porá casa em busca da Nenê e descobre que ela foi em busca dele em Brasília. Ela continua atordoada em deixar seus filhos e amigos, mas vai à busca do esposo; quando vai embarcar o encontra no aeroporto. Ele a conta a verdade. E os dois enxergam que não vivem sem o outro. Agostinho aluga a casa do Lineu pra ele mesmo, e os Silva querem a casa de volta. A família volta às confusões, e terminam mais um episódio discutindo da forma animada da Grande família. Neste episódio podemos analisar a submissão da esposa ao marido, ela prefere abdicar de suas idéias para não contrariar ao marido. A preocupação com o bem estar de todos está acima dos desejos da mulher na família patriarcal como podemos ver neste episódio. Nenê não se preocupa com o que ela vai deixar de lado ao mudar de estado, a sua preocupação e na felicidade do marido e nos filhos, o que a faz agir impulsivamente locando a casa para Agostinho, deixando de ser feliz para ver o outro feliz.

A Grande Família além de nos mostrar o modelo familiar patriarcal, composta por pai, mãe e filhos onde todos respeitam as vontades do pai. Ela nos mostra também os novos modelos familiares que surgiram na contemporaneidade, como exemplo a família homossexual composta por dois membros do mesmo sexo e filhos(adotados ou de um dos membros), no episódio em que Paulão reencontra seu irmão gêmeo, o tema homossexualidade é discutido, mostrando o preconceito das pessoas com o tema. O episódio se passa durante o aniversário de Paulão quando aparece um irmão gêmeo gay. Agostinho é o primeiro a demonstrar o preconceito, em uma cena proíbe o beijo do casal gay em seu carro. Começa uma discussão sobre o tema. O personagem gay quer fazer uma festa de casamento no Paivense (clube dos moradores local) e é barrado pela associação de moradores. Agostinho decide fazer a festa do irmão heterossexual, Paulão, no clube, e sobra para Dona Nenê, que convida o irmão gay, a fazer sua festa de casamento na casa dos Silva. Os irmãos acabam se unindo na festa do Paulão, o povo não aceita, começa uma grande confusão. Eles voltam para a casa dos Silva e realizam o casamento gay.

As personalidades, os figurinos e os cenários expressam os ideais do autor para cada personagem. Através dos cenários e vestimenta o autor exibe características do povo brasileiro. O comportamento, a personalidade e moda da época são expressas no seriado, que através desses caracteres nos mostra as mudanças no cenário da vida da população brasileira. Para comparar os modelitos usados na década de 1960 e no ano 2001 serão analisados os episódios” Festa de aniversário” e “Augustinho encontra seu pai”.

No episodio "FESTA DE ANIVERSÁRIO” é aniversario de 62 anos do vovô, pai de Nenê, Floriano. No inicio do episódio, Seu Flor está alegre pelo seu aniversário, esperando homenagens da familia. Ao invéz de receber presentes, recebe uma bronca da filha porque esta no sofá e do genro porque comeu as frutas da geladeira. Os netos também ignoram ser uma data especial, deixando o velho triste e amargurado. Depois de muita confusão a familia faz uma bela festa surpresa deixando Seu Flor muito feliz. No episódio o cenário conta com movéis da década de 1970, dentre eles um antigo sofá, uma cortina, podemos ver um relógio cuco na parede, um armário de madeira antigo e algumas flores pela casa. Os personagens vestem roupas da época que refletem suas personalidades( Lineu veste um terno mostrando sua seriedade, seu Flor veste uma cueca samba canção pois é um aposentado e não tem nada para se ocupar, Dona Nenê veste uma blusa estampada estilo dona de casa dos comerciais da época representando a maezona da família, Augustinho veste um pijama mas para sair usa terno querendo passar a imagem de malandro , Júnior veste apenas um short porém na maioria dos episóidos veste roupas sociais com um cabelo despenteado, mostrando ser um juniversitário revolucionário da época, Tuco usa uma jardineira, tem cabelos longos e despenteados fazendo o estilo hippie e Bebel usa vestidos das jovens da época mostrando seu lado mimada e dependete do maridoe dos pais e ao mesmo tempo idependente em suas idéias..

No episódio “Agostinho encontra seu pai” é tempo de natal, Mendonça faz chantagem emocional para Lineu o levar para passar natal em sua casa. Lineu tenta não levá-lo, mas ele insiste. Enquanto Agostinho está apostando em uma corrida de cavalos, aparece um homem falando com ele sobre apostas. Nenê vai ao trabalho de Lineu buscá-lo para fazer compras, mostrando a mulher dependente do marido na família patriarcal. Eles fazem as compras e Nenê convida Mendonça para passar o Natal com eles. Neste episódio aparece Marina, a meio irmã da Nenê, Beiçola com a mãe na urna, Bebel, as primas da nenê. Bebel briga com Agostinho porque ele apostou ao invés de comprar seu presente. Ele se explica para Nenê que como uma mãe amorosa fica com pena dele porque seu pai foi embora na noite de natal. E todos passam a noite de natal unidos. No episódio o cenário conta com dois ambientes, primeiro o escritório do Mendonça, enfeitado para o natal com uma ao mesmo tempo em que sério descontraído, para refletir o personagem de Antônio Pereira, outros cenários apresentados são: o local onde Agostinho aposta nos cavalos, a pastelaria do Beiçola e a casa dos Silva. Diferente do seriado original onde todas as cenas costumavam acontecer em apenas um local, no remake as cenas acontecem em diferentes cenários. A Casa dos Silva reflete um lar brasileiro, cheia de cortinas, armários, quadros, eletrodomésticos, e alguns detalhes que nos fazem lembrar os episódios antigos como a jarra de abacaxi, as cortinas estampadas, alguns quadros e jarros de plantas.

Os personagens utilizaram figurinos semelhantes nas versões. O personagem Lineu, para manter sua aparência de homem sério e responsável utiliza terno na primeira versão e no remake roupas sociais. Dona Nenê em ambas as versões utiliza modelitos inspirados nas donas de casa apresentadas nas propagas da época de 1970, para provocar um ar de mãe superprotetora. Bebel usa na primeira versão do seriado roupas das jovens dos anos 1970, enquanto Bebel no remake do seriado utiliza roupas inspiradas em desenhos japoneses, ao mesmo tempo em que usa blusas com desenhos infantis, utiliza mini saias e shorts mostrando um lado mais sensual da personagem. Tuco deixa de usar roupas de hippie dos anos 1970 e passa usar roupas dos jovens motoboys paulistas. Agostinho na primeira versão usava terno, mas no remake abusa de um visual descontraído, extravagante com muito colorido e estampas. Estes são os personagens presentes nas duas versões do seriado.

Lineu em ambas as versões é o paizão da família, ele é responsável, honesto, íntegro. Trabalha na repartição para sustentar sua família, ele é quem julga as ações dos outros na família. Dona Nenê nas duas versões é a mãezona dedicada, carinhosa, sempre disposta a ajudar seus amigos e familiares. Bebel é a filha mimada nas duas versões, a diferença a Chiquinha e na segunda é o Florianinho o filho dos Carraras. Agostinho deixa de usar terno no remake e se torna um malandro com roupas mais extravagantes. Tuco deixa de ser hippie e se torna um malandro sustentado pelos pais. Entram novos personagens como Marilda, Beiçola, Paulão. E sai antigos como o caso do Junior. Seu Flor permanece no remake até 2003 quando o ator falece e os autores preferem não substituí-lo.

O cenário do seriado A Grande Família passa por mudanças. Deixa de ser um pequeno e apertado apartamento e passa a ser uma casa confortável. A Grande Família ganha uma vizinhança, os quais dividem as aventuras do divertido lar. Para ser tornar o mais próximo da realidade possível, os cenários ganharam mais mobilidade, utilizando recursos como localização das câmeras e espaço cenográfico. O divertido lar suburbano este cada vez mais parecido com a realidade brasileira.

As críticas sociais continuam sendo feitas. Nos primeiros episódios, as críticas eram feitas cuidadosamente por causa da ditadura, e a própria ditadura era criticada através do personagem Junior, que era um universitário revolucionário. Agora as críticas se transformaram em abordagens de temas polêmicos na sociedade brasileira, por essa razão os episódios falam da fome nos país, das necessidades de alguns brasileiros, da homossexualidade, dos preconceitos, do machismo, da luta do brasileira para crescer na vida temos como exemplo o personagem Agostinha que começa como vendedor ambulante e hoje é dono de uma frota de taxi, discussões sobre a política, escândalos são exibidos no seriado como no episódio onde Lineu perde a promoção para um parente de um membro de cargo alto na repartição, entre outros.

A REPRESENTAÇÃO DA FAMILIA BRASILEIRA NO SERIADO

O seriado A Grande Família exibido em 1972 retratava uma família de classe média brasileira que sobrevivia aos problemas cotidianos com humor e democracia. O seriado foi exibido no período da ditadura militar e foi marcado pelos costumes da época. Ficou na história das telinhas brasileiras como um programa humorístico de cunho social e político.

O remake de A Grande família exibido a parti de 2001 até hoje, retrata humoristicamente as situações cotidianas de uma família brasileira e alguns temas polêmicos como machismo, desemprego, homossexualidade, preconceitos, entre outros, o que o torna parecido com o seriado original, pois abordam temas polêmicos de forma divertida aos olhos do público. Essas abordagens são o que aproximam o seriado da realidade brasileira. Como fala a autora Mariana Mesquita em sua entrevista:

“A Grande Família é uma família bem brasileira, classe C – e que, por isso, nos últimos anos, teve uma acessão financeira/social – uma família que mora numa rua de subúrbio carioca e mantém uma relação também “quase familiar” com seus vizinhos. A Grande Família enfrenta os problemas trágico/cômicos da classe média/baixa brasileira, mas muito unida pelo afeto.Cada membro da família (assim como na realidade brasileira)tem uma personalidade diferente, se comportam de maneiras até opostas, às vezes, mas estão sempre lutando pela união da família porque se amam acima de tudo. “

A Grande família procura expor de forma humorada as características do povo brasileiro, como crenças, tradições, economia, hábitos e etc. Fazendo com que através de seus episódios o cidadão brasileiro reconheça a si próprio na telinha. Esse reconhecimento pode ser entendido como fator da grande audiência do seriado.

“A principal preocupação é a resposta do público tenho certeza que esse objetivo é alcançado. O expectador é o nosso termômetro. A audiência do programa se mantém alta todos esses dez anos e, não tenho dúvida, que a identificação com os brasileiros é que mantém esse sucesso. No Brasil, nos últimos anos, a classe C está em acessão social e a nossa família também. O poder de consumo dessa classe melhorou e o personagem que exemplifica isso, é Agostinho. Hoje, ele é dono de uma frota de dois táxis – quer dizer, está evoluindo, mas enfrenta as dificuldades da realidade brasileira.” (Mariana Mesquita)

O seriado A Grande Família procura abordar os temas da realidade brasileira, sempre com uma preocupação em manter o tom realista nas histórias. Como diz a autora “só são escritas coisas que podem acontecer mesmo”. Existe uma atenção especial em mostrar temas da atualidade com uma dosagem de humor. Por exemplo, se a cidade do Rio de janeiro está sofrendo com explosões de bueiros, o seriado exibe um episódio onde uma tampa de bueiro voa e cai em cima do táxi do Agostinho. (Exibido no dia 22 de setembro de 2011). Outro importante aspecto apresentado nos episódios é a evolução das relações entre os personagens. “Agostinho, por exemplo, é um personagem que, mesmo ainda metendo os pés pelas mãos, melhorou muito com a convivência da família Silva. Suas falcatruas hoje são mais perdoáveis porque nunca são crimes - ele se tornou um pai de família e trabalhador e não mais um “genro encostado, crescendo na vida.”

Na era da globalização, a mídia funciona como um meio para representação da sociedade, gerando e mudando a opinião pública. Para o autor Stuart Hall (2000) fundamentado nos estudos culturais, nos fala que a mídia interfere na formação do indivíduo, quando representado por ela. Com as novas tecnologias os hábitos de vida dos cidadãos foram mudados, um novo modelo de relacionamento entre as classes sociais foi desenvolvido. A preocupação com a individualidade, com a privacidade, se torna cada vez mais frequentes nos lares.

A família procura sempre estar reunida, seja no café da manhã, no almoço ou jantar..

Podemos perceber essa representação em alguns momentos do seriado como: A dona nenê que abdica de sua vida profissional, para ser uma dona de casa amorosa. A personagem Bebel mostra a realidade da mulher brasileira que procura conciliar a vida profissional e amorosa, diferente de sua mãe que abdica de trabalhar fora, para cuida da família, Bebel trabalha fora, mantém seu casamento, pois sempre está buscando uma vida prazerosa ao casal e cuida de seu filho, mostrando a nova realidade da mulher brasileira, que se desdobra em várias, para manter uma vida confortável e feliz. Ou seja, o seriado mostra a mulher da família patriarcal em contrapartida à mulher contemporânea, e ainda a mulher independente na figura da Marilda, que mora sozinha, não tem um casamento, trabalha em seu próprio negócio, e vive em busca da felicidade.

A realidade da sociedade brasileira de classe-média é exibida com muito humor. Quem nunca enxergou a sua família sendo representada ali? O pai fazendo milagres com seu dinheiro para pagar as dívidas da família, o filho sustentado pelos pais que não gosta de estudar e muito menos de trabalhar. A mulher que abdica de suas vontades para ver seus filhos felizes, a filha mimada que vive pedindo ajuda aos pais.

Foi aplicado um questionário sobre o seriado A Grande Família e a família brasileira em um grupo de sessenta pessoas. Neste questionário existiam perguntas sobre os temas abordados no seriado, a relação desses temas com a realidade brasileira e como as pessoas se identificavam com os personagens, a fim de analisar a realidade da família brasileira e compará-la com o seriado (dados da entrevista em anexo). Cinquenta e oito por cento dos entrevistados assistem ao seriado A Grande Família, e estas pessoas responderam aos dados tendo como base as suas famílias. Este grupo que assiste ao seriado acredita que sua família é representada em alguns aspectos pelo seriado. As semelhanças entre as famílias dos entrevistados e A grande Família estão presentes nos personagens (em suas personalidades, costumes e atos), na maneira de viver da Grande Família (em suas características: união, companheirismo, união, confusões, solução de problemas entre outros).

Foi demonstrado uma satisfação em relação a exposição de temas, segundo os entrevistados uma das grandes características da família brasileira no seriado são os temas vividos pela família, e a melhor abordagem é feita quando são retratados temas atuais como fome, violência, acidentes, dívidas etc.). Grande parte dos entrevistados (quarenta e cinco por cento) vivem em uma família matriarcal, onde a mãe é a chefe do lar, e têm como características a união,o companheirismo e amizade, essas famílias tem sofrido algumas mudanças com a contemporaneidade em alguns aspectos dentre eles na estrutura, na forma de agir e pensar e na formação do indivíduo. Podemos concluir que a família brasileira tem bons índices de aceitação ao seriado. E se identificam com os personagens, com suas personalidades e atos. Grande parte dos entrevistados concordam que os temas polêmicos abordados ironicamente mostram ao brasileiro sua realidade os levando a pensar no que podem fazer para melhorar.

Enquanto outros programas exibem uma realidade triste e duvidosa, mostrando apenas aspectos negativos como drogas, traição e violência, A Grande Família, mostra felicidade, família, união e outros sentimentos, sem deixar de exibir os momentos difíceis da vida, fazendo com que o público sempre se identifique com o programa, garantindo sucesso por mais dez anos. Por exemplo, a população brasileira sonha em fazer viagens para outros países, mas não tem condições financeiras, o seriado exibe um episódio (2011) onde Agostinho leva sua esposa para Buenos Aires, pois melhorou de vida, e Lineu gasta suas economias para levar sua esposa, parcelando a viagem em várias vezes. Outro exemplo de acontecimentos diários foi no episódio (2011) onde Agostinho sofreu um acidente com um bueiro que explodiu no Rio de Janeiro, igual aos acidentes que estão acontecendo na cidade. Através desses exemplos o seriado faz o cidadão ver a sua vida nas telinhas, o que faz esse seriado ganhar cada vez mais público.





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