Autos nº 2005. 35. 00. 022911-4 classe



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Esdras Batista Garcia (fls 1.903/1.924):

(...) MÁRCIO Junqueira era responsável por trabalhar como operário, ele, chegava a droga ele fazia... colocava a droga no meio da carne, embalava a mercadoria e deixava pronta pra despacho. Ele trabalhava em conjunto com seu Rossini no galpão e era uma pessoa responsável também, às vezes já aconteceu dele se deslocar para fazer transporte. / (...) / - Juiz: O seu CARLOS ROBERTO DA ROCHA? Antes disso, o seu Márcio Junqueira, tinha algum apelido? / - TESTEMUNHA: Tinha. Camisola, Cabeça de Cenoura, Cheval. / (...) / - Juiz: Certo. Com relação ao galpão a rotina desses galpão, pelas diligências do senhor fez, como é que era? Quem é que entrava no galpão? Quem é que saía do galpão? / - TESTEMUNHA: O seu Rocine, o seu Wilson, que é uma pessoa que trabalhava com ele, o Rocine, funcionários, a secretária. E fora essas pessoas, a freqüência que nós pudemos ver algumas vezes foi a do senhor Márcio Junqueira. O seu Márcio Junqueira ia pra ali algumas vezes. / - Juiz: Certo. O senhor se recorda a partir de quando seu Márcio Junqueira teria entrado nesse galpão? / - TESTEMUNHA: Eu posso afirmar que foi nesse período de março pra cá, março a julho porque é o período que eu já atendi solicitação dos analistas e vislumbrei a entrada do seu Márcio e saída do galpão.”



Aldo Teixeira de Oliveira (fls. 1.775/1.815):

(...) - Seu MÁRCIO JUNQUEIRA DE MIRANDA ele participava efetivamente do manuseio do bucho com a droga, ele participou diretamente feitura das etiquetas da droga, na pesagem, ele recebeu também dinheiro do Seu Rocine, ele participou de encontros com o Seu Rocine e o Seu Roberto Rocha e a função dele era justamente essa, ele ia ao galpão pra digamos assim pra armazenar a droga, no lugar, no local, nas caixas, pesava, ele pesou, tanto é que eles encomendaram as etiquetas na empresa Canalmais, ele junto com o Seu Rocine, ligaram na Canalmais, disseram qual era a pesagem que eles queriam nas etiquetas, certo, porque eles tinham encomendado etiquetas, só as etiquetas vieram tudo com o mesmo peso e eles falaram que não queriam as etiquetas daquele jeito. / - Juiz: Em razão de que eles não queriam? / - TESTEMUNHA: Eles não queriam porque ia gerar uma suspeita, como eles iam colocar tantas caixas em um contêiner tudo com o mesmo peso, tudo certinho, com o mesmo peso, isso ai poderia gerar uma desconfiança de quem fosse digamos assim, fiscalizar, né, e o Seu Márcio Junqueira também tomava algumas medidas de segurança, até pra chegada dele no galpão, o que foi verificado pelas equipes que fizeram o levantamento. / - Juiz: Quais eram as medidas de segurança? / - TESTEMUNHA: O Seu Márcio Junqueira estacionava o carro bem mais distante do galpão, ele entrava, permanecia lá até por volta de 13:00 h, 11:00 h, mais ou menos, às vezes atrasava um pouco mais e quando ele saia ele já saia com uma outra roupa, ele não sai com a mesma roupa que ele entrou, ele trocava de roupa no local, isso foi verificado algumas vezes pelas equipes de vigilância. / - Juiz: Ele tinha algum apelido? / - TESTEMUNHA: Tem vários, ele tem, cabeça de cenoura, ferrugem, pintado, tem mais alguns, mas eu não me lembro no momento. (...)”

Os dados das etiquetas referidas nos diálogos correspondem, com exatidão, àqueles presentes nas etiquetas das caixas onde estava embalado o bucho recheado de cocaína, consoante faz prova a documentação de fls. 124/129 e de fls. 2.146/2.151 e o testemunho de Roberto Bastos de Araújo (fls. 1.824/1.850):

O Márcio Junqueira era o ferrugem, o cabeça de cenoura, alguns outros que eu não me recordo agora. / (...) / - Juiz: MÁRCIO JUNQUEIRA DE MIRANDA? / - TESTEMUNHA: Márcio Junqueira, ele atuava como transporte, né, parte do transporte e na camuflagem da droga no meio puxe, né.”



De igual modo, Manoel Divino de Morais (fls. 1.851/1.900):

(...) O senhor Márcio Junqueira era referido como sendo Cheval, por Jorge Monteiro, por DÂMASO, por JOSÉ ANTÔNIO DE PALINHOS, por Antônio de Palinhos, por Chagas, ou, por Carlos Alberto da Rocha como Ferrugem, diversos apelidos, ele tinha Cheval, Pintado, Ferrugem, José Antônio Palhinhos, nos últimos dias, em decorrência desses depoimentos na Polícia Federal, ligava pra teu irmão dizendo que era o Cabeça de Cenoura se referindo a Márcio para Antônio de Palinhos, assim como para Jorge Monteiro, numa das interferências ele liga pro teu irmão, pede que procure Jorge Monteiro, em seguida Jorge Monteiro retorna a ligação pra ele falando a respeito de Cabeça de Cenoura que teria dito na Polícia Federal que tava sendo explorado por uma quadrilha, esses são os apelidos dele. / - Juiz: E a função dele? / - TESTEMUNHA: A função dele na quadrilha nós delineamos como sendo um empacotador da droga, juntamente com Rocine, em virtude de que durante a investigação houve esses áudios de que ele tava trocando as etiquetas, preparando as caixas com relação ao prazo de validade vencido. Houve uma ligação entre ele e Jorge Monteiro em que ele vai falar pra Jorge Monteiro que ele teve por lá com o velho, Rocine, trocando as etiquetas que tava com o prazo, ele ia dizer o prazo o Jorge Monteiro interferiu e não deixou ele falar o resto, mas dá pra entender que tava com o prazo de validade vencido. / (...) / - Juiz: Senhor José Palinhos com o senhor Márcio Junqueira. / - TESTEMUNHA: Apenas referências com relação a esses depoimentos que o Márcio Junqueira apresentou na polícia dizendo que estava sendo explorado por uma quadrilha, dentre eles o senhor José Palinhos, não sei se ele citou o nome exato, mas ele fala com relação a Rodrigo e com relação a ele, e ele demonstrava essa preocupação, passamos a fazer uma série de contatos com os demais membros da quadrilha, informando das atitudes inadequadas, perante a quadrilha, de Márcio Junqueira. / (...) / - TESTEMUNHA: O Márcio Junqueira e o Rocine, como o próprio DÂMASO, conversando com Monteiro, diz que é uma coisa só, tão sempre juntos, o Márcio estando no Rio ou ta ligando pro Rocine pra saber onde está os demais, ou ta no barracão com ele, ou ta almoçando ou jantando ou reunindo, ta sempre juntos e são parceiros, nós atribuímos como sendo parceiros, na manutenção da droga em depósito mais aproximados, vamos dizer assim. / - Juiz: Senhor Márcio Junqueira e senhor Carlos Roberto. / - TESTEMUNHA: Houve alguns áudios tentando marcar encontro em São Paulo referindo-se que havia encontros anteriores que seria pra se encontrar no mesmo local, e o relacionamento, praticamente, é esse. Durante a escuta ambiental do Hotel Quality CARLOS ROBERTO DA ROCHA solicitou a Rocine que levasse também o Ferrugem, que nós interpretamos como sendo o Márcio. (...)”

As declarações das testemunhas indicadas pelo acusado, ouvidas em Juízo, não fizeram referências aos fatos narrados na denúncia.



Ricardo José Perlato Capobianco declarou que o acusado é seu cunhado, com o qual mantinha contato quando este ia até Campestre/MG. Disse saber que ele era arrendatário de terras e que mexia com plantação de milho e café naquela cidade, além de vender sacarias e residir no Rio de Janeiro/RJ. Afirmou que o réu trabalhava com compra e venda de tratores e sua esposa Sabrina era sócia da empresa Borda Mato. Afirmou que o acusado residiu fora do país por 20 anos, no Canadá e em Portugal, quando dizia que era proprietário de um açougue, de um restaurante e de um apartamento (fls. 1.986/1.987).

Maria Helena do Lago Franco disse conhecer, dos acusados, somente MÁRCIO JUNQUEIRA e que mantinha tinha contato com ele, pois o pai do acusado tinha uma casa na mesma cidade. Declarou que o réu “mexia” com gado, café, milho e era uma pessoa honesta, com pouca escolaridade e ingênuo e que morou no exterior por mais de 10 (dez) anos, primeiro no Canadá depois em Portugal, onde era proprietário de um açougue, de restaurante e apartamento (fls. 1.988/1.989).

José Lauro Miranda confirmou os dois primeiros depoimentos e disse que o acusado, após vender o apartamento em Portugal, o procurou para obter informações sobre a transferência do dinheiro para o Brasil, tendo-o acompanhado até a Receita Federal (fls. 1.990/1.991). De igual modo, Wellington Oliveira da Silva ratificou o que foi dito pelas testemunhas anteriores, além de declarar que o denunciado, que conhece há 05 (cinco) anos e não era rico (fls. 2.112/2.113).

Dener Bonfim Portugal declarou ser sogro do acusado, o qual conheceu há cerca de 5 (cinco) anos. Informou que sempre que o acusado ia ao Rio de Janeiro a esposa o acompanhava. Às vezes, ficavam hospedados em hotéis, outras vezes na casa do depoente. Alegou que a família de MÁRCIO recebeu como herança algumas terras no município de Campestre/MG e que trabalhava com plantações de café e milho. Informou que MÁRCIO “trabalhava em uma empresa de exportação de carnes, no Rio de Janeiro/RJ, mas não sabe dizer o nome da empresa”. MÁRCIO dizia que trabalhava com aluguéis de galpões na Ceasa de Irajá/RJ, para armazenar “carne até completar o contêiner de exportação” (fls. 2.114/2.115).

A documentação juntada sequer sinaliza inocência do acusado.

A tese manuscrita pelo próprio acusado não discrepa das declarações prestadas oralmente, e já rechaçadas, ao mencionar: vida profissional; negativa de permanência no frigorífico por mais de 2 (duas) horas ou troca de roupa no referido de depósito; favor prestado ao acusado ROCINE na orientação aos funcionários para a descarga do caminhão, o qual nunca chegou até o frigorífico, ou na leitura do que estava escrito no papel; compra de um Jeep ao acusado ANTÔNIO DÂMASO e a posterior venda; depoimento testemunhal que o qualifica como mero "operário"; e ausência de prova contra si.

Juntou, também, declaração simplificada de importação referente a seus bens de uso pessoal advindos de Portugal, e respectivas notas; atestado de óbito de Helena Monteiro Marques, sua companheira em Portugal; consulta ao Cadastro do CPF, o qual estava cancelado na data de 06/12/2001; algumas fotos relacionadas às atividades por ele desenvolvidas, que apontam alguma vinculação ao corte de carnes, inclusive bovinas (fls. 3.387/3.406).

Do exposto, verifica-se que o conjunto probatório impõe a condenação de MÁRCIO JUNQUEIRA DE MIRANDA, nas penas do art. 12 c/c art. 18, I, e do art.14 da Lei 6.368/76, ausentes causas legais ou supralegais que possam afastar a imputação.

6) ESTILAQUE OLIVEIRA REIS

Na fase inquisitiva, assistido por advogado, o réu prestou depoimento em 26/09/2005. Na ocasião, confirmou que, após ser procurado por GEORGE COHEN e VÂNIA, requereu a abertura da Quinta da Bicuda, cuja sede seria uma sala na Rua Dom Geraldo, 35, 7° andar. Admitiu que atuou apenas "analisando" a documentação referente à abertura das empresas Torres Vedras, Mont Mor, Oper Trade e Lakenosso, sendo que as duas primeiras tinham o mesmo endereço da Quinta da Bicuda, como sede inicial. Declarou que GEORGE o "retirou" da Lakenosso e que a Oper Trade tinha a mesma sede e o mesmo quadro societário. Reconheceu que prestava "consultoria" na compra de imóveis em nome das pessoas jurídicas: 01 para a Mont Mor e 03 para a Torres Vedras, em negócios pagos por GEORGE, inclusive uma vez em dólar. Confessou que no total participou de 05 compras de imóveis no Rio de Janeiro: 01 na Barra da Tijuca, 01 no Leblon, 01 em Ipanema, um prédio na Penha e um terreno no Recreio. Afirmou que GEORGE solicitou que agilizasse o CNPJ e o PIS da Agropecuária da Bahia, enviando em seguida o contrato social com o nome de Wanderley, não sabendo dizer o nome do outro sócio, mas que se recordava que a empresa tinha sede na "Bahia". Disse que nunca suspeitou que fosse atividade ilícita e negou ter sido responsável pelo reconhecimento de firmas na abertura da Agropecuária da Bahia, não sabendo informar se foi entregue já com firma reconhecida. Declarou, também, que GEORGE evitava falar ao telefone e com ele buscou o passaporte em nome de GEORGE COHEN.

Prosseguindo, negou ter efetuado qualquer pedido a Osmário para que realizasse serviço para a Agropecuária da Bahia ou ter efetuado falsificação de assinatura. Confrontado com o índice 1291836 reconheceu que poderia ter falado em assinar por terceiros, mas não o fez. Mencionou que o índice 1355680 se refere à leitura de um processo na Receita Federal e reconheceu tratar-se de suborno o índice 1487895 relativo ao reconhecimento de firmas. Referiu que GEORGE COHEN é juiz arbitral e locatário do imóvel onde reside, não sabendo dizer o motivo de faxes relativos a Gisele Tomé e Jorge Monteiro terem sido encontrados em sua posse, acreditando terem sido encaminhados por GEORGE. Quanto ao documento manuscrito encontrado no bolso do paletó, contendo dados dos sócios da Agropecuária da Bahia, declarou que se tratava da solicitação do PIS. Quanto à documentação em nome da Agropecuária da Bahia dirigida a Roberto Plínio, fez vinculação à inscrição no CNPJ, sendo que quanto às procurações não soube declinar o motivo, negando ter confeccionado. Reconheceu a propriedade de dois apartamentos, um no Bairro Botafogo e outro na Avenida Atlântica em Copacabana, e do veículo Corolla que não está em seu nome. Negou, por fim, a participação no tráfico de drogas (fls. 229/233).

Em Juízo (fls. 797/817), no dia 03/11/2005, disse ser advogado há 25 (vinte e cinco) anos, sendo também contador e juiz arbitral, com renda mensal de R$ 10.000,00. Declarou que conheceu, por meio da acusada VÂNIA, um brasileiro de nome GEORGE COHEN quando este, cujo nome verdadeiro - JOSÉ PALINHOS - só veio a saber na prisão, solicitou assessoria num processo falimentar envolvendo Rodrigo e José, que GEORGE disse ser um primo que morava em Portugal. Informou, então, que o processo seria enviado para a Justiça Federal e que havia um pedido de prisão contra o GEORGE COHEN. Em seguida, GEORGE teria pedido que o acusado assinasse na condição de contador a abertura de uma empresa, da qual não se recorda o nome. Tempos depois, continuou, foi procurado novamente, por VÂNIA e GEORGE, para providenciar a abertura da Agropecuária Quinta da Bicuda. Em seguida, declarou:

(...) Aí me trouxe lá uma minuta, já vei pronta a minuta, os documento para mim verificá e eu verifiquei a minuta, logicamente, tinha muita coisa a fazer. Aí peguei, mandei digitar aquela minuta. Ele trouxe os documentos pra mim e eu quê que eu fiz, mandei dá entrada na Junta Comercial, e tirei as inscrições, alvará, tudo normal né. / (...) / - Réu: Não não, a sede da empresa é o seguinte: lá no escritório é um andar inteiro e 760 metros quadrados em várias salas. Eu já inclusive já emprestei, ja de vários locais e já loquei também essas salas, então quê que acontece, eles não tinha sala na hora "ah, num, num... dá para nós podermos abrir numa sala dessa?" falei "uma parte de uma sala", tinha várias salas vazia lá tem várias salas vazia, então pediu uma parte e eu falei "tudo bem, não tem problema nenhum". / - Juiz: O senhor não desconfiou que fosse empresa fantasma? / - Réu: Mas não era empresa fantasma, não era empresa Fantasma todo mundo ali a documentação toda que posteriormente... / - Juiz: As empresas têm sede? como é que funciona? / - Réu: Não, a sede seria aqui em Goiás. Seria a fazenda, ia sê só escritório e posteriormente, como é que se diz, transferia para cá. Tudo bem. Num falei nada, deixei, fiz o trabalho que teria que fazer, recebi pelo trabalho, e passou. (...)”

Prosseguiu:

(...) Aí passou um tempo, aí ele para mim abri outra empresa chamada TORRES VEDRAS. Abri a empresa TORRES VEDRAS também. Eles me deram a documentação tudo direitinho, abri a empresa TORRES VEDRAS. TORRES VEDRAS é uma empresa que eu via funcionando para compras de... para construção de imóveis, eu acompanhei construindo tudo bem. Inclusive, essa sede, logo quando abriu, que teria que abrir rápido, abriu lá na, na... pediu um dos endereços de lá do escritório, que tinha várias salas, pediu pra ser par, pode ser, depois posteriormente transferiu lá pra Ipanema onde tá o escritório. Mas antes era lá. / - Juiz: O senhor recebeu algum valor por essas aberturas de empresa? / - Réu: Era 5.000 reais. Eu recebi quando eu abri A AGROPECUÁRIA DA BICUDA. / - Juiz: E a outra? a anterior? / - Réu: A outra eu devo ter recebido mais ou menos uns 2 ou 3 mil reais e mais 1.000 reais por mês. Mais 1.000 por mês porque aí pra mim inclusive assessoria jurídica a contábil seria 1.000 reais por mês que eu vinha cobrando. (...)”

Quanto à proximidade com o réu JOSÉ ANTÔNIO DE PALINHOS ou GEORGE COHEN, voltou a negar que soubesse o nome verdadeiro:



(...) - Réu: Aí tudo bem. Aí ficamos. Aí depois dessas empresas funcionando, esse negócio todo, aí tinha alguns imóveis pa comprar esse negócio todo. "Estilaque" ele sempre me ligava, qualquer coisa que ele fizesse ele me ligava. (...) Aí nessa a nessa empresa que ele abriu as TORRES VEDRAS, comprou um terreno que era uma casa, depois destruiu a casa para construir. (...). E quando eu conheci, é bem deixar claro que quando eu conheci, eu conheci Jorge Manuel Paredes Cohem pessoa brasileira, notório empreendedor, empresário, comerciante, isso que eu ia nos restaurantes com ele, todos os restaurante, independente de qualquer coisa, via ele conversando e não tinha nenhuma dúvida quanto a isso. Uma pessoa idônea independente de qualquer coisa. Aí eu tornei seu amigo e até me honrava ser amigo dele, entende? (...) - Réu: Olha, quer dizer, desde que eu conheci ele nós tornamos, assim tipo uma amizade. Mas foi de uns dois anos para cá depois mais que eu separei, assim foi mais ou menos em fevereiro de 2004. Já era amigo, mais em fevereiro de 2004 que tive mais contato com ele, que em fevereiro assim de 2004 que nós tive mais contato com ele e foi com referência essas empresas que iam abrindo, que me solicitava pra mim poder abrir e vê os processos que eu acompanhava, mas esses processos eu falava "não é da minha área, não posso fazer nada na área", aqueles processo que era da Federal, que criminal, até quando era um processo da DELEFAZ que era referente a impostos federais que num tava pago, esses negócio todo, Isso eu até... Aí quando chegou na área do crime que era invasão de divisa, eu falei "olha, arruma outro advogado que eu não tenho condições, que u não sou... não faço isso, não tenho"... / - Juiz: A acusação de invasão (rectius: evasão) de divisas era contra quem? / - Réu: Era contra essa empresa que foi falida. E quem eram os sócios? era o Rodrigo e o José Palinhos, não o George Manoel, José Palinhos que era o sócio. / - Juiz: O irmão dele lá da...? / - Réu: Não José Palinhos que agora é que eu soube que é ele. / (...) / - Réu: Eu não sabia, só soube quando eu fui preso. Ele falava que era primo dele de Portugal. Ele vive fazeno esses... vive fazeno tudo isso. Quando chegou... é como é que se diz, aí tinha uma empresa que ele queria comprar, tava comprano um imóvel, chegou pra comprar imóveis, eu acompanhei. Sempre que ele queria comprar qualquer imóvel mandava... que ele pedia... falava assim "ô vendedor" falava comigo "Estilaque, vê essa documentação para mim" e pedia pa tirá documentação ou senão a ota parte mandava documentação para mim toda... é manda as certidões para mim, manda a escritura para mim, eu falei "ó ta ok. No dia da escritura tava lá sempre presente, acompanhando escritura dos imóveis independente de qualquer coisa, isso como da minha profissão, tava acompanhano. Aí posteriormente ele abriu a empresa MONT MOR que também veio para mim só é, como é que se diz, uma minuta veio para mim e eu acertei porque foi na época que mudou Código Civil Brasileiro. Então tinham algumas cláusulas que ele já tinha, já sabia tudo já fazia todos os contrato já é só mandava pra mim, aí o quê que eu fiz, eu fiz algumas modificações das cláusulas né, que, que, que foram modificadas do contrato, do, do, do Código Civil Brasileiro, que teve várias cláusulas que foram modificadas para empresas de sociedade limitada. Aí vi o que era... mandei pra ele de volta pra... eu nem digitava mais, ele que digitava tudo, mandei "ó tem isso, isso e isso", tá aí de volta, Mandei e foi aberta essa empresa que posteriormente comprou um imóvel né, um imóvel, que ele falô que essa empresa seria aberta pra comprar e vender imóveis, né, compra e venda imóveis. / - Juiz: Qual foi a empresa? O senhor se lembra? / - Réu: Ã? / - Juiz: O nome da empresa? / - Réu: MONTE MOR. / - Juiz: Essa empresa tinha sede? / - Réu: Ã? / - Juiz: Tinha sede essa empresa? / - Réu: Tinha sede. Agora, olha...., é porque realmente não deu para mim olhar sede porque eu tava vendo só as cláusulas. / (...) / - Réu: (...) Aí posteriormente eles abriram uma outra, acho que chamado OPEN TRADE, um negócio assim. Abriu uma que eu não sei para quê que era também, que era pra.... não sei se era para depois fazer restaurante, não sei. e veio a LAKENOSSO. a LAKENOSSO é um restaurante que, inclusive, na época eu negociei, assim para ver a documentação. Era o contrato de compra e venda do ponto comercial. Deste contrato do ponto comercial, eu, o advogado que era filho dono, mandava para mim, como é que se diz, um, um fax do contrato. Eu olhava se tava dentro das normas daquilo que queria eu falava se tava tudo OK. (...)

No tangente à abertura da empresa Agropecuária da Bahia, apresentou a seguinte versão:



(...) E posteriormente vei essa empresa que é da Bahia essa agropecuária. Antes ele tinha falado pra mim que tava negociando um frigorífico na Bahia, tava negociando frigorífico na Bahia. aí tudo bem, ele conversava comigo independente de qualquer coisa. (...) Essa empresa, a minha participação, praticamente eu não tive nenhuma participação, minha participação nessa empresa é.... depois de pronta essa empresa foi pra Bahia, inclusive antes, ele perguntou pra mim se eu tinha alguém conhecido na Bahia, algum despachante, alguma coisa, eu falei "uai tem uma pessoa que eu não conheço mas fez um trabalho para mim através de uma outra moça que trabalhava numa empresa comigo que eu perdi o telefone desse rapaz, ele me deu e fez o arquivamento de uma empresa para mim na Bahia. Dei para ele o telefone do seu Osmário, dei para ele o telefone do seu Osmário e ele.... / - Juiz: O único trabalho do senhor foi esse? Dar o telefone? / - Réu: Não, não, eu dei o telefone do seu Osmário pra ele, no decorrer do tempo ele falava comigo, que tava, pô que a empresa tava demorano, esses negócio todo, "poxa, essa empresa tá demorano", tava preocupado com a empresa, tudo bem. (...) Aí passei... ele conversava comigo "poxa eu tô preocupado", até falei assim "olha, se essa empresa fosse aqui no Rio e poderia até abri pra você, porque do jeito que ele tava a naquela, no negócio de abrir, eu ficava preocupado, o cara é amigo meu. Tava preocupado e aí quando foi uma época ele ligô pra mim " poxa Estilaque, dá pra você vê um CNPJ dessa empresa lá da Bahia"? Eu falei assim "manda a documentação para mim que eu vejo". Aí eu liguei, ele mandou a documentação para mim e eu liguei, eu liguei pra pessoa né, que faria a, a, a, que... como é que diz... faria os CNPJ, aí a pessoa flora olha Estilaque pelo CNPJ num dá não dá para fazer aqui pelo Rio e empresa só pode sair pela Bahia, o que pode saí é depois, que o número do, do, do, que ocê dá entrada primeiro na Internet no CNPJ e fica aguardano o andamento. Aí eu pedi e vei ficou comigo, aí ficou comigo, quando eu olhei na Internet que vei a documentação que ne precisava levar os documentos que não precisavam aqueles documento o único documento que precisa para CNPJ é a identidade dos sócios, mais o espelho, mais o contrato social. Eu sei que vieram vários documento no envelope para mim. Tudo bem, eu peguei o documento, vi qual era o documento que, que, que poderia tirar o CNPJ e aí pelo documento que teria partirá o CNPJ eu entrei na Internet e tirei a CNPJ. e posteriormente ele me solicitou também, porque tinha problema de cartório, então o quê que acontece, a pessoa tem que ir no cartório assiná o livro, é porquê às vezes o cartório manda a ficha pras pessoas assiná, preencher e assiná e a identidade. E depois o cartório teria que... a pessoa i lá no cartório assiná. Só que ele, essa pessoa num tinha a assinatura lá no livro. Aí pediu que era um dos sócios dessa empresa, da agropecuária. Aí eu pedi, solicitei, fui lá, tava descendo pa cidade, eu trabalhava diante de Campo Grande, só ia pa cidade quando ia fazê audiência ou quando tinha alguma coisa no escritório, Aí fui lá e pedi para essa pessoa reconhecer a firma. A única coisa que eu fiz com referência a essa empresa agropecuária da Bahia. (...)”

Após, disse não conhecer os acusados



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