Autoridades, Senhoras, Senhores, Colegas



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Encontro19.07.2018
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Autoridades, Senhoras, Senhores, Colegas,
Ao longo de muitos anos venho participando de encontros, congressos e outros eventos sempre me manifestando – quando convidado a faze-lo – através de breves palavras, nas quais sempre deixo impregnado o sentimento de união, congraçamento e amizade que ainda espero ver adequadamente delineados e resolvidos.
Não que inexistiam esses sentimentos, mas que muitas vezes sentimentos menores tomam largo e desnecessário espaço na agenda positiva que deveríamos perseguir em beneficio da instituição, verdadeiro sacerdócio, a que aprendemos a amar e respeitar, em que pesem os problemas de toda sorte que enfrentamos sempre.
Pois bem, dizia eu das minhas breves, concisas e tão objetivas, quanto possível, palavras, através das quais me manifesto em nossos eventos.
Muitos colegas, por vezes até surpresos com um ou outro mote que insiro nesses discursos, sempre aguardam que do Zé Maria se ouça uma novidade, uma graça, um outro ponto de vista, mais leve por certo, e por que não dizer ate engraçado, como alguns já me disseram.
Hoje, mudo um pouco o estilo para tentar formular um pensamento que nos leve a uma profunda e mais sensata reflexão sobre os caminhos áridos que já trilhamos e que se não nos prepararmos par uma urgente e consistente união, poderão decretar dias muito mais sombrios para nossa instituição profissional.
Sempre me pergunto por que o Registrador e o Notário brasileiros não se unem de vez para que efetivamente seja ouvido o nosso brado retumbante? No mais das vezes, de forma imprópria, alguns tomam para si posições que cabem as entidades maiores dos dois segmentos profissionais. E o resultado acaba sendo desastroso, ainda mais quando se percebe nas entrelinhas existirem interesses exclusivos de ordem pessoal ou de grupos.
Não terá chegado, ainda que tardiamente, o momento de nos despirmos, todos, de nossas vaidades pessoas, obsessão por cargos e funções para simplesmente se insinuar junto as autoridades, imprensa e etc?
Certamente, seria mais proveitoso que os nossos segmentos fossem percebidos, entendidos e respeitados como partes integrantes de uma Instituição secular, que de tempos a esta parte vem claudicando – apesar de esforços de uns poucos, que sempre arregaçam as mangas visando o bem da Instituição e não de pessoas ou grupos de seu interesse.
Precisamos urgentemente compor o hino da nossa atividade. Não me refiro a musica e letra. Conclamo pela necessidade de bradar a todos pela imediata tomada de posição, em beneficio da Instituição.

Que dê aos sempre distantes a certeza de que unidos sempre será mais fácil;
Que dê aos mais afoitos o sinal de alerta para que evitem manifestações de opinião que não sejam uníssonas;
Assim, quero fazer uma comparação entre os hinos nacionais do Brasil e da Franca, correlacionando-os com a nossa atividade e futuro profissional.
Aonde você quer chegar, Zé Maria?, parece que ouço muitos de vocês perguntarem neste momento.
Enfrento a questão, lembrando que esta chegando ao fim o Ano do Brasil na Franca. Assim, nada mais adequado, no meu entender, do que tomar como base, destas minhas palavras, aquele Pais, que historicamente sempre deu ao mundo valiosas contribuições em todas as áreas do saber, sejam de caráter humano, cultural, político e outros. Claro, que os recentes episódios lá ocorridos não podem pesar sobre esta simples analise.
Pois bem. Do nosso querido Hino não preciso ser didático, pois todos nos o sabemos, de cor e salteado, ainda melhor na sua passagem mais citada que ‘e o “deitado eternamente em berço esplendido”. Essa frase – já disseram – representa muito da posição que nos, o povo, adotamos como principio para sempre acreditar que amanha vai melhorar, desde que alguém faca alguma coisa, pois a maioria mantêm a posição e só espera!
Por outro lado, no caso da Franca, temos a Marselhesa que originalmente nasceu como canto de guerra revolucionário, ate se transformar num hino a liberdade e, mais tarde, em hino nacional. Oficialmente, apenas algumas estrofes são cantadas, como acontece com o nosso hino. O significado de algumas dessas estrofes e do quero tratar.
Assim como nosso hino temos “de um povo heróico o brado retumbante, o francês alerta para “Allons Enfants de la Patrie, lê four de Gloire est arrive” que significa “Avante, filhos da pátria, o dia da Gloria chegou”.
Que dê aos fomentadores das indisposições desnecessárias a certeza de que chegou a hora de eliminar a fogueira de vaidades.
Enfim, caros Colegas, temos que começar a reescrever a nossa historia e dar rumos mais consistentes ao nosso futuro.
Afinal, por sermos um povo heróico, precisamos fazer o Pais ouvir nosso brado retumbante, porque tudo o que conseguimos conquistar com braço forte esta baseado na certeza de que nenhum de nos foge a luta.
Só assim poderemos dizer a nos mesmos e aos opositores que o nosso Dia da Glória chegou!
Obrigado.



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