Autoras : paloma vanderlei da silva uefs sara silva dos anjos uefs



Baixar 50,7 Kb.
Encontro21.07.2017
Tamanho50,7 Kb.

III SIMPOSIO NACIONAL DE HISTÓRIA DAS RELIGIÕES
COMUNICAÇÃO : A EXPANSÃO PROTESTANTE EM FEIRA DE SANTANA
TEXTO : VISÕES DO PROTESTANTISMO NA IMPRENSA FEIRENSE

AUTORAS : PALOMA VANDERLEI DA SILVA - UEFS

SARA SILVA DOS ANJOS – UEFS

Graduandas em Licenciatura em História

RECIFE/PE – 18 A 20 DE JUNHO DE 2001

INTRODUÇÃO
Este trabalho faz parte de uma pesquisa mais ampla que tem a intenção de estudar a Expansão do Protestantismo em Feira de Santana ,no período de 1935-1995.Antecipando ser este um trabalho em andamento e que estamos em processo de manuseio com as fontes, informamos que nossa intenção é levantar questões e inquietações não pretendendo dar respostas precipitadas recaindo assim num erro histórico.

A intensificação e visibilidade da religião e dos fenômenos do sagrado no séc. XX proporcionaram o desenvolvimento dos estudos que os tomam como objeto de análise em meio as transformações intensas, principalmente no âmbito tecnológico que caracterizam o último século.

O estudo das religiões demonstram uma gama de temas e questões que começam a ser investigadas a partir das inquietações dos pesquisadores da área, ávidos por ´´respostas” para esse intenso reavivamento do sagrado .Essa teia de investigações que ligam diversas religiões e múltiplas formas de religiosidade tem demonstrado o campo fértil para continuadas pesquisas .

A partir dessa inquietação e da observação enquanto pesquisadoras do crescimento do fenômeno religioso , especificamente do protestantismo na cidade de Feira de Santana-Ba, que procuramos perceber de que forma a Imprensa feirense, seja ela eclesiástica ou não observa a presença dos grupos protestantes nesta cidade .

Antecipando que não é tarefa fácil estudar o fenômeno protestante na Bahia , pois grande maioria dos trabalhos científicos estão centrados no eixo centro-sul. Destacamos o trabalho da Dr.ª Elizete da Silva e da profª. Dr.ª Marli Geralda Teixeira. No que diz respeito ao protestantismo em Feira de Santana não existem trabalhos científicos, a não ser registro de algumas memórias escritas por antigos membros como História Inacabada, um relato da missionária fundadora da Igreja Evangélica Unida: Isabel Gillanders, de caráter confessional e pessoal.

Este trabalho se propõe a ser uma contribuição para o estudo da sociedade feirense, tentando resgatar as visões de mundo, o cotidiano de uma parcela desta população filiadas às doutrinas reformadas e como estas vivenciavam as transformações sociais, econômicas e culturais do período estudado.

É necessário fazer um pequeno resgate histórico porém nossa intenção não será aprofundar-se nas causas da instalação do protestantismo no Brasil, mas apenas apontar alguns fatores que permitiram a instalação e expansão do protestantismo no Brasil.

Fatores de ordem econômica e política além do espirito evangelístico e proselitista dos primeiros missionários e seus respectivos comitês propiciaram a instalação do protestantismo missionário no Brasil e também do protestantismo de imigração tendo como representantes os Anglicanos e os Luteranos.

É necessário localizar Feira de Santana em meio a essas transformações. Localizada no estado da Bahia entre a região da mata e do sertão, a cidade destacava-se pelo seu desenvolvimento econômico principalmente no ramo da pecuária, em 1873 é elevada a categoria de cidade. O crescimento demográfico que acentua-se no séc. XX transforma Feira dentre outras questões num polo comercial de bastante atração para vários migrantes que viam em Feira de Santana uma cidade promissora para seus investimentos.

As denominações religiosas apresentavam-se como um espaço alternativo de sociabilidade para a população que acabara de chegar na cidade com o sonho de ascensão mas na grande maioria das vezes se deparava com outra realidade: do desemprego e da seca. A religião se apresentava como alentadora para esses migrantes, e as denominações protestantes desempenhavam muito bem este papel em meio a um ambiente hegemonicamente católico, essas denominações apresentavam o caminho de Reino dos Céus, da vida comunitária e da fraternidade dos irmãos.

Na tentativa de perceber as representações e o discurso produzido pelos protestantes em ambiente hegemonicamente católico como é a cidade de Feira de Santana que utilizaremos um método de análise comparativo que permitirá estabelecer semelhanças e diferenças entre o campo majoritário católico e o mundo protestante

O PROTESTANTISMO NA IMPRENSA


Buscando analisar de que forma a imprensa feirense percebia a expansão do protestantismo na cidade que analisaremos utilizando a imprensa como fonte para nossa pesquisa já que “...a Imprensa é rica em dados e elementos ,para alguns períodos é a única fonte de reconstituição histórica1,permitindo um melhor conhecimento das sociedades ao nível de suas condições de vida , manifestações culturais e políticas, etc.” Quais segmentos sociais faziam parte desse mundo, como se apresentava o cenário feirense, como esse se relacionavam com os poderes locais e a sociedade civil como um todo e como estes sujeitos construíam suas representações em torno das transformações ocorridas no período e principalmente como estes grupos se constituem em meio a um ambiente hegemonicamente católico


Através destas fontes impressas buscaremos também perceber a reação da Igreja Católica frente à presença desses novos segmentos religiosos, como ambos os segmentos católicos e protestantes utilizavam os meios de comunicação para divulgar suas crenças e fé. São questões levantadas ao longo do manuseio com as fontes primarias ou secundárias que nos nortearam para a elaboração deste trabalho que pretende colaborar e resgatar historicamente o encontro e os desencontros de grupos religiosos concorrentes

A utilização da imprensa como fonte para as ciências humanas foi revolucionário para a analise dos fatos históricos. Os pesquisadores contemporâneos começam a vencer barreiras tradicionais, e encontram na imprensa uma mina de conhecimento, não somente como fonte de sua própria História mas também das situações e acontecimentos dos mais diversos. A imprensa como uma fonte para o conhecimento histórico é como um diário de sua época nos apresentando o estilo o cotidiano e as representações dos segmentos sociais e sujeitos históricos.

Utilizamos fontes impressas, eclesiásticas e não-eclesiásticas , que nos possibilitarão conhecer e analisar as representações e as praticas desenvolvidas pelos protestantes além de possibilitar a comparação destes e a Igreja Católica

Os jornais que tomamos para análise são :Jornal Batista ,no período de 1940-1950 e o jornal Folha do Norte do mesmo período o jornal Folha do Norte ,completou seu centenário no ano de 1999,um periódico ligado a elite política local , e apesar de não se denominar católico, seus membros em sua grande maioria faziam parte da comunidade católica local, inclusive participando das comissões organizadoras da maior festa católica da cidade sendo isto bastante explicitado nas suas noticias de caráter legitimador e exaltador da Igreja Católica.

Encontramos no jornal toda a descrição não só da festa de nossa Senhora de Santana, mas também registros das festividades e eventos católicos das cidades vizinhas, inclusive dando detalhamentos sobre o que ocorreu nestas festas e eventos .Até o final da década de 30 vamos perceber o jornal Folha do Norte se portando a serviço da Igreja Católica registrando fatos e noticias ligados ao catolicismo.

Um fato instigante, marcará o rompimento, porém não de forma explícita, do referido jornal com a Igreja Católica. A posse do novo vigário da cidade, Padre Amilcar Marques, iniciará esse rompimento e a campanha contra o referido vigário que após baixar um decreto proibindo os festejos populares na festa de Santana, padroeira da cidade, cria um grande mal estar na relação dos editores com o padre. Para o Folha do Norte, a parte profana da festa fazia parte da cultura e manifestação popular do povo feirense, e a partir deste decreto a festa segundo eles começará a perder o brilho e a pomposidade.

Os artigos ,a partir de 1940, denunciam o comportamento do padre Amilcar, que para eles é considerado um ´´ pároco malcriado`` ,´´valentaço``, ´´ bruto `´, ´´ arteiro ``, ´´ mulherengo `´. As investidas contra o padre Amilcar ,vão se tornado noticias centrais do jornal Folha do Norte, que se apresenta como um denunciador dos ´´ abusos e desmandos`` do padre e acima de tudo se portando como um veiculo de comunicação saudosista e que mantêm a esperança de rever Feira de Santana virtuosa e trazendo de volta o esplendor de sua festa ,como nesta notícia:

´´ As colunas desta folha serviram sempre a religião católica apostólica -1romana e aos seus dignos ministros esperamos em vão, que o padre Amilcar se contenha e se regenere onde nem mesmo o próprio governo escapa do comportamento do padre`` E ainda evidenciando, a ´´ descaracterização `` da festa de Sant´Anna. ´´Encerrou-se na ultima Quarta-feira , a festa da padroeira da cidade, após tradicional procissão `` - segundo este artigo, a festa vem perdendo seu brilho cada vez mais nos últimos 8 anos, onde esta foi das festas mais desanimadoras . Onde contou com a abstenção de duas filarmônicas locais , e esta abstenção sendo resolvida ´´ como um protesto a atuação do vigário desta freguesia


Na campanha contra o padre Amilcar o mais interessante ,foi vincular o comportamento do vigário , como pressuposto para facilitar a expansão protestante em Feira de Santana , acusando-o de ser um dos maiores propagandistas do protestantismo.

No artigo de titulo Intolerância, de agosto de 1941, além de tratar dos desmandos do padre Amilcar, citando a expulsão das " beatas recalcitrantes " para fora do templo, acusa o padre de se constituir " entre nós talvez inconscientemente, o maior propagandista do protestantismo ", e que na última festa do S. S. do Coração de Jesus, o padre alterou o itinerário tradicional da procissão, desviando do centro da cidade " para uma rua afastada sem calçamento, cheia de poças de lama, levando a multidão de fieis que seguiam a Divina Imagem a desfilar diante das casas e residências de alguns protestantes conhecidos "2.

É interessante perceber que " o mal comportamento " do padre é associado ao protestantismo, e também ao mesmo tempo o seu comportamento de " transviado ", estaria afastando os fieis da Igreja Católica, inclusive lançando um desafio ao Arcebispo da Bahia em artigo de titulo " Calamidade ", do ano de 1941: " ... quantos protestantes existem hoje na Feira? e quantos existiam antes? de chegar aqui o engole espadas, o tranca ruas, o quebra-esquinas coroado... "3 .

Essa intensa campanha contra o Padre Amilcar Marques, em parte ia fazer com que o jornal, a partir de 1940, estabeleça relações diplomáticas com os grupos protestantes, que passam a procurar o jornal para não só divulgar seus eventos mas também para convidar a direção do jornal para participar dos mesmos . Parece contraditória a postura do jornal que acusa o padre Amilcar de propagandista do protestantismo e "abre suas portas" para estes grupos, mas a nossa interpretação, é de que a partir das desavenças com o referido Padre, o jornal "meio que rompe", com seu vínculo estreito com a Igreja Católica. E divulgar os eventos dos grupos protestantes seria uma forma de afrontar o Padre Amilcar, demonstrando que o poder da Igreja Católica não é mais tão homogêneo assim e fazer com que o alto clero católico baiano percebesse que a perda de espaço do catolicismo e a expansão do protestantismo era em parte devido aos desmandos do novo vigário da cidade.

O estabelecimento das relações diplomáticas, entre o jornal Folha do Norte e os grupos protestantes fica bastante explicitado nas passagens do jornal que noticia a presença dos batistas na cidade anunciando a chegada da Caravana Evangélica da Igreja Batista Dois de Julho, onde quem foi pessoalmente anunciar o evento foi o senhor Elói Guimarães em nome do Rev. Ebenézer Gomes Cavalcante: ´´ talentoso pastor da referida caravana, da qual também faz parte o pastor Alfredo Mignac`` .Acreditamos que o comportamento de não enfrentamento por parte das denominações protestantes ,que sempre se mantiveram a favor da ordem e apoiaram os governos que se estabeleciam no poder, foram um dos pressupostos para a expansão 4 do protestantismo em Feira de Santana.5

Tomando a religião como um tema em comum para análise de ambos os jornais que buscaremos também perceber as representações de mundo da Denominação Batista através do seu jornal .

O Jornal Batista fundada em 1901,publicado no Rio de Janeiro tinha caráter denominacional .Trata dos trabalhos feitos pelos Batistas em todo Brasil e traz também algumas noticias de outros países. Um jornal de circulação nacional trazendo informações muito importantes para a nossa pesquisa A estrutura desorganizada das suas noticias dificulta em muito a nossa pesquisa , pois é este único periódico Batista deste período.

Esse jornal trata basicamente das doutrinas batistas e de alguns acontecimentos políticos. Os acontecimentos políticos quando são tratados ou abordados no jornal , é sempre em forma de elogios e de apoio a todos os feitos do governo, pois os batistas, tem a visão de que todos os governos são instituídos por Deus .Tecem constantes elogios aos Estados Unidos, devido segundo eles, ser este um país democrático e predominantemente protestante, colocando-o como exemplo a ser seguido pelos brasileiros.

Tomando sua religião como parâmetro ,os Batistas apontam soluções para o problema do subdesenvolvimento do Brasil que estes acreditam que se instalou por conta da formação católica do País, pois o vínculo histórico da Igreja Católica com o Estado, interferindo nas suas decisões políticas ,econômicas e sociais seria uma das causas do nosso atraso.

Ao se tratar de religião, os batistas são bem enfáticos na questão de que as suas doutrinas são verdadeiras perfeitas e sua postura religiosa é radical em se tratando de outras denominações. Como podemos observar nos artigos do jornal que se encontram na pagina três, de titulo Ponto Saliente que trata sempre de suas doutrinas de forma a exaltar e legitimar sua interpretação como sendo ´´ verdade absoluta``.

O Jornal Batista ,ao se referir às outras denominações , tratam-nas com desdém e sarcasmo, chamando os católicos de fascistas ,os pentecostais de ´´denominação do chilique`` e os adventistas de ´´sabatistas`` .Como podemos observar nas seguintes matérias do jornal: O Adventismo do Sétimo Dia 6,´´ Tolerância Religiosa dos Católicos Romanos na Espanha Totalitária de Franco``7 , ´´ Fatos S8obre os Darbistas`` ,e ´´ Estudo Bíblico: O Erro do Pentecostalismo``9. No artigo de título: ´´A Liberdade Religiosa - A única Base para uma Paz justa e Duradoura``12,demonstra claramente a visão que os batistas têm de que o Brasil deve ser democrático e protestante, mas só prevalecendo os seus ideais ,ou seja , o Brasil deve ser convertido aos princípios batistas .

Os embates maiores são com a Igreja Católica ,criticando-a e sendo contra os seus dogmas .exaltava os que se convertiam para os princípios batistas ,principalmente com a ´´ conversão `` de padres como demonstra o artigo de junho de 1941,13onde o ex- frade carmelita, e então pastor, Antônio Valadares que despertava a Bahia para a evangelização protestante, foi preso mas ´´ persistiu na fé `` . Os Batistas vigiavam cada passo que dava a Igreja Católica principalmente com relação a política, inclusive atribuindo a Igreja vínculos com o fascismo, como demonstra o artigo de abril de 1944,onde acusa o Vaticano de apoiar e borrifar Mussolini com água benta apoiando assim o fascismo.14 Criticam apostura de vinculação do Estado com a Igreja Católica que atrapalha a sua expansão ao tentar embargar a entrada dos missionários no Brasil, como segue nesta noticia onde José Francisco de Paulo solicita uma exceção da lei que ´´ impede a entrada de estrangeiros em caráter 15 de residência`` para o fim de ser autorizada a vinda do missionário norte - americano.

Outro aspecto significativo que trazem os jornais é o fato de não quererem que se oficialize religião alguma mantendo assim a tão pregada democracia, garantindo assim a liberdade religiosa.

Como é um periódico de veiculação nacional, o Jornal Batista divulga a sua expansão no território brasileiro com seus pontos de pregações ,igrejas e também as que estão sendo implantadas. Uma das formas de propagar sua fé era a existência dos seminários e das escolas ,estas no intuito de alfabetizar e doutrinar os jovens segundo seus preceitos e os seminários sendo espaços de formação de pastores ´´ vocacionados`` para o ministério da fé.

No que diz respeito a Feira de Santana ,esta cidade não esta distante desta realidade. Os batistas se mantinham fiéis aos preceitos da doutrina , se comportando também de forma passiva em relação a questão política, não entrando em enfrentamento com a política local.

Por ser Feira de Santana uma cidade de majoritariamente católica ,os batistas enfrentaram os mesmos entraves que os irmãos dos demais estados: conviviam com a intolerância religiosa ,por parte da Igreja Católica ,que apesar de rompido oficialmente com o Estado ,continuava a assumir posição privilegiada no País ,principalmente no que tange as questões políticas. A intolerância religiosa , por parte da Igreja Católica chegava ao ponto, dessa proibir seus fiéis a ter qualquer tipo de contato com a religião protestante, proibindo de terem acesso as literaturas e freqüentar os cultos ,incentivando assim a intolerância religiosa. Como podemos perceber nesta notícia de 1940 :



´´ No dia 13 de outubro na Congregação de Teutonio -BA ,na hora do culto, aparecia um padre de nome Agenor Bejine e uma professora de nome Lurdes e algumas crianças e bêbados gritando ´´ Viva a religião católica! Morram os protestantes !``jogando bagaços de cana e molambos velhos.

Apesar dos entraves encontrados pelos grupos protestantes para implantação e disseminação da sua fé no Brasil, estes souberam como ninguém se utilizar das brechas encontradas ,de forma que proporcionou a expansão e viabilidade de sua religião.

. Nos artigos de Abril de 1948 e 49,março de 1950 é retratado as conferências de aniversario da Primeira Igreja Batista de Feira de Santana, esta é uma informação muito importante , pois além de relatar como foram as conferências descreve também a quantidade de membros no rol da Igreja em 1949 já havia 50 membros em dois anos de existência , já em 1950 chega a 90 membros. Nos mesmos artigos descritos anteriormente ,que nos trás informações muito pertinentes .A Congregação que foi instalada em Conceição do Jacuipe ,o sistema de auto falante onde era anunciada mensagens evangélicas e cantos ,batistas e conferencias. Essas “atrações” nos mostram o quanto os batistas eram proselitistas e se empenhavam em novos métodos para alcançar essas “almas para os pés de Cristo”. Uma declaração muito importante foi feita no artigo de março de 1950 onde era registrado o quanto eles se preocupavam com a pureza e a veracidade dos seus discursos16, ensinando a pureza e verdade das Escrituras Sagradas praticando a beneficência crista tão pregada e vivenciada para os seguidores da Ética Protestante.

Tomando a religião como um elemento constitutivo que não pode ser analisado do seu contexto social que procuramos através destes jornais buscar respostas para as perguntas e inquietações levantadas no decorrer desta pesquisa que ainda esta em andamento e que se propõem ser uma colaboração para a Historia da cidade de Feira de Santana , e para o resgate da História do Protestantismo na Bahia.



CONCLUSÃO

Utilizando fontes impressas eclesiásticas e não-eclesiásticas buscamos conhecer e analisar as representações e praticas desenvolvidas pelos protestantes possibilitando assim comparações entre os mesmos e a Igreja Católica.

A utilização da imprensa, como fonte histórica , nos permite conhecer situações e fatos dos mais diversos possíveis, possibilitando-nos perceber as posturas político – ideológicas que constituíam estes jornais, sendo eles eclesiásticos ou não. Na tentativa de responder nossas inquietações através do contato com as fontes de como se constituía o mundo protestante buscamos contactar as fontes e constatar uma gama de informações na maioria das vezes direcionadas as atividades do catolicismo, registrando desde uma corriqueira missa dominical aos festejos mais pomposos da cidade. Mesmo que o Jornal Folha do Norte não tivesse caráter eclesiástico este tinha uma forte ligação político – ideológica com a Igreja Católica. A própria ausência de informações a respeito das denominações protestantes não deixa de se apresentar como uma forma de postura política, já que não era interessante divulgar noticias sobre os grupos que estavam ganhando espaço na cidade e arrebanhando alguns fieis católicos.

Neste inicio de novo século , seguido de diversas manifestações religiosas que tomamos a religião como objeto de estudo, levando em consideração toda sua complexidade e tomando como compromisso , contribuir para resgatar historicamente a sociedade feirense e suas relações culturais


BIBLIOGRAFIA

SILVA, Elizete da. Cidadãos de Outra Pátria: Anglicanos e Batistas



na Bahia. USP. Tese de Doutorado. SP.1998
SILVA, Elizete da. A Missão Batista Independente: Uma Alternativa

Nacional. UFBA. Dissertação de Mestrado. Salvador.1982
TEIXEIRA, Marli Geralda. Nós os Batistas... Um Estudo de Historia

das Mentalidades. São Paulo. FFLCH/USP. Tese de Doutorado.1983


ARTIGOS E JORNAIS

Zicman, Renee Barata. Historia Através da Imprensa- Algumas Considerações



Metodológicas. PUC-SP
Jornal Folha do Norte – 1940, 1950.
Jornal Batista – 1940, 1950.



1Zicman,Renée.Departamento de Tecnologia da PUC-SP, titulo do artigo: História através da Imprensa-Algumas considerações metodológicas

1 Folha do Norte,Ago/1941-p01-n1673

2 Folha do Norte, ago.- 1941- p01-n1676

3 Folha do Norte, jul. - 1941- p01- n1672

4


5 Folha do Norte out/1941-n1682,p.01

6 Jornal Batista, Nov/1940- n48 ,p.02

7 Jornal Batista, Dez/1943- n52, p.01

8 Jornal Batista,Jul/1942- n29,p.03

911 Jornal Batista,Ago/1941-n34,p.03

12 Jornal Batista, Jul/1944- n27,p.01

13 Jornal Batista, Mai/1941-n20,p.03

14 Jornal Batista ,Abr/1944-n14,p.01

15 Jornal Batista,Jun/1942-n25,p.01-

16 Jornal Batista mar.- 1950 – n-20 p07




©livred.info 2017
enviar mensagem

    Página principal