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CARACTERIZAÇÃO DO MUNICÍPIO DE CUIABÁ



  • 1.3.1. SITUAÇÃO GEOGRÁFICA:

    1. Área (2004): 3.224,68 km²

    2. População total (2009): 550.562 habitantes4

    3. Taxa de urbanização (2007): 1,24% a.a.

    4. Valor da arrecadação dos impostos vinculados à educação (2009): 437.347.557,52

    5. Valor repassado à educação (2009): 109.336.889,38

    6. Localização: Mesorregião: Centro-Sul Matogrossense Microrregião: Cuiabá (Chapada dos Guimarães, Cuiabá, Nossa Senhora do Livramento, Santo Antônio do Leverger e Várzea Grande).

    7. Índice de Desenvolvimento Humano Municipal (2000): 0,821

    8. Índice de Desenvolvimento Humano Municipal - Educação (2000): 0,938

    9. Escolaridade da população responsável por domicílios particulares, por grupos de anos de estudo % (2000):




    Quadro 1. População responsável por domicílios particulares permanentes

    Grupos de anos de estudo

    Em percentuais

    S/ Instrução e menos de 1 ano

    1 a 3 anos


    4 a 7 anos


    8 a 10 anos


    11 a 14 anos


    15 anos ou mais



    Não determi-nados


    7,68

    11,21

    27,38

    15,89

    25,17

    12,42

    0,24

    Fonte: Perfil socioeconômico, Prefeitura, 2009, p. 346.
    1.3.2. PRINCIPAIS ATIVIDADES ECONÔMICAS:
    Devido a vários fatores, Cuiabá, a cada dia, ganha impulso econômico de sua infraestrutura e urbanismo, atrai novos investimentos e estabelece novos pólos comerciais, indústrias e de serviços, engrandecendo a própria economia.

    Um desses fatores é o Prodec – Plano de Desenvolvimento Econômico de Cuiabá, criado pela Lei Complementar n° 035/97 e regulamentado pelo Decreto n° 3.621/99. O Prodec tem por objetivo estimular investimentos produtivos e gerar empregos no Município de Cuiabá, pela concessão de isenção de impostos, taxas e emolumentos para os empreendedores que realizarem investimentos em novos estabelecimentos produtivos no Município. Este Projeto, associado à hidrovia do rio Paraguai, a rodovia Cuiabá-Santarém a ferrovia, as termelétricas, o gasoduto, o complexo hidráulico do rio Manso e a Estação Aduaneira de Interior, influenciam diretamente a economia de Cuiabá e assegura importante salto para o desenvolvimento sustentável do Município. Aliado a isso o Município de Cuiabá vive a expectativa e desafio de ser uma das sedes da Copa do Mundo em 2014. Esse fato além de posicionar Cuiabá no cenário mundial propiciará o investimento em infraestrutura que ficarão como legados para usufruto da população.



    A evolução da atividade econômica em Cuiabá, em todos os setores, pode ser verificada no comparativo do quadro abaixo. Segundo dados da Secretaria Municipal de Finanças, em 2007 havia 31.947 empresas cadastradas, fato que representa o acréscimo de 71% em relação ao ano de 2002:


    Quadro 2. Empresas cadastradas segundo a atividade econômica

    Descrição das Empresas

    Quantidade

    2002

    2007

    Agricultura , pecuária, silvicultura e exploração florestal

    90

    152

    Pesca

    5

    12

    Indústrias extrativas

    12

    40

    Indústria de transformação

    1.103

    1.749

    Produção e distribuição de eletricidade, gás e água

    47

    79

    Construção

    947

    1.598

    Comércio, reparação de veículos automotores, objetos pessoais e domésticos

    8.772

    14.439

    Alojamento e alimentação

    1.145

    2.274

    Transporte, armazenagem e comunicações

    922

    1.901

    Intermediação financeira

    480

    826

    Atividades imobiliárias, aluguéis e serviços prestados às empresas

    2.532

    5.280

    Administração pública, defesa e seguridade social

    51

    163

    Educação

    574

    656

    Saúde e serviços sociais

    670

    750

    Outros serviços coletivos, sociais e pessoais

    1.001

    1.928

    Serviços domésticos

    251

    1

    Total

    18.602

    31.947

    Fonte: Perfil Sócio Econômico, Prefeitura, 2009
    Um levantamento realizado pela Fundação Getúlio Vargas em 2004, detectou que o Município ocupava, em 2004, a 22ª posição na classificação nacional das melhores cidades do país para se fazer carreira; e, de acordo com o Instituto de Pesquisas Aplicadas, Cuiabá, naquele ano, ocupava a 10ª posição entre as capitais do país em índice de Desenvolvimento Humano. Em 2009, conforme pesquisa da Revista Pequenas Empresas & Grandes Negócios, Cuiabá posiciona como a 3° melhor cidade para se investir no Brasil.

    O perfil econômico do Município abre um leque de possibilidades para que jovens e adultos possam optar por uma profissão que seja absorvida pelo mercado de trabalho. Para isso, o Município oferece a educação profissionalizante através dos Institutos Federais de Educação Ciência e Tecnológica de Mato Grosso - IFMT, do Serviço de Aprendizagem

    Industrial - SENAI e do Serviço Nacional de Aprendizagem Comercial - SENAC; e, o ensino superior por meio de duas universidades, um centro universitário e dezenas de faculdades isoladas.
    1.3.3. HISTÓRICO DO MUNICÍPIO
    ORIGEM DO NOME DO MUNICÍPIO

    Vários pesquisadores estão, ao longo dos anos, voltados à investigação do significado do nome “Cuiabá” que deu origem ao nome do rio e da cidade. Várias hipóteses surgiram desde então.

    O padre José Manoel de Siqueira, um cronista do século XVIII, afirmou que o nome Cuyabá derivava-se da expressão Cuuyyaavá, que significava “gente caída”. Hercule Florence, componente da expedição russa que chegou a Cuiabá em 1827, asseverou que o nome derivaria dos índios “cuiabases” que habitavam na região, cuja existência ninguém conseguiu comprovar (Póvoas, 1995, p.78).

    Já no Álbum Graphico do Estado de Matto Grosso, organizado em 1914, consta que o nome Cuiabá originou-se do fato de que nas margens desse rio havia árvores que produziam frutos, dos quais, faziam-se cuias. “Esta versão está de acordo com a etimologia da palavra cuia, vasilha, e abá, criador; isto é: rio criador de vasilhas” (Álbum, 1914, p.52).

    Outro significado à palavra, de origem guarani, foi discutido por João Carlos Ferreira e pelo padre José de Moura e Silva. Segundo os autores, os índios Paiaguás em suas perambulações por todo pantanal, observando a quantidade de lontras e ariranhas que tinham no Rio Cuiabá, o seu hábitat, chamaram-no KYYAVERÁ ou Rio da Lontra Brilhante.

    Dois membros da Academia Matogrossense de Letras e do Instituto Histórico e Geográfico de Mato Grosso pesquisaram sobre o assunto, mas também não chegaram a um consenso. Pedro Rocha Jucá defende a tese da origem guarani do nome; sendo o topônimo para nominar a região do Pantanal Matogrossense: o “Vale dos Índios das Águas”. Já o padre Raimundo Conceição Pombo Moreira da Cruz afirma, em conformidade com os padres da Missão Salesiana de Mato Grosso, que o nome Cuiabá é de origem bororo, procedendo de Ikuiapá, palavra composta de duas expressões: Ikuia, que significa flecha, arpão e que quer dizer lugar; sendo a designação de uma localidade onde se pesca com flecha e arpão (Póvoas, 1995, p.78).

    Póvoas (1995, p.80) polemiza a questão com a seguinte afirmação: “Um cousa, entretanto, é certa: o rio já se chamava Cuiabá antes de ter sido navegado por Antonio Pires de Campos em 1718. (...) O nome da cidade proveio do rio que a banha (...) Agora de onde provém o nome do rio, eis a questão”.
    HISTÓRICO DO MUNICÍPIO
    No século XVII os bandeirantes vieram à região que pertenceria, mais tarde, a Mato Grosso, ao encalço de índios. Entre 1673 e 1682 os bandeirantes paulistas Manoel de Campos Bicudo e Bartolomeu Bueno da Silva subiram o rio Coxipó-Mirim onde acamparam, porém, não tiveram nenhuma vantagem especial com tal empreitada. Anos mais tarde, Antônio Pires de Campos, filho de Manoel de Campos, que havia participado da primeira expedição com o pai, no final de 1717, retornou ao mesmo local onde havia estado anteriormente e encontrou o aldeamento dos índios coxiponés que, após combate, foram aprisionados e levados como escravos para São Paulo.

    No retorno, Antonio Pires encontrou a bandeira de Pascoal Moreira Cabral em lugar chamado Aldeia Velha e indicou-lhe a localização onde havia encontrado os coxiponés. Pascoal Moreira seguiu as orientações de Antônio Pires mas não obteve o mesmo êxito, pois, mesmo tomando as precauções sugeridas, encontraram os índios coxiponés preparados para o ataque, protegidos por trincheiras. Depois de serem socorridos por outra bandeira capitaneada pelos irmãos Antunes Maciel, resolveram seguir para a Aldeia Velha, onde haviam deixado alguns homens acampados. No caminho, logo após uma das refeições, alguns integrantes da bandeira, ao lavarem os pratos vazios, encontraram pepitas de ouro. Logo, a bandeira de Pascoal Moreira, organizada com o objetivo de capturar índio, transformara-se em comitiva de mineradores. Essa mina ocasionou o nascimento de mais um arraial, o da Forquilha. Os mineiros nomearam Pascoal Moreira como Guarda-Mor, com a responsabilidade dos trabalhos administrativos e fiscais.

    Em 1721, o sorocabano Miguel Sutil, dono de roças à beira do rio Cuiabá, enviou dois índios em busca de mel. Ao retornarem, ao invés do alimento trouxeram pepitas de ouro. Esta nova jazida aurífera estava situada no leito do córrego da Prainha, afluente do rio Cuiabá. A notícia espalhou-se e fez com que grande parte dos moradores do Arraial da Forquilha e do Arraial Velho viesse a minerar no córrego da Prainha. Conforme Siqueira (2000, p.31) o governador da Capitania de São Paulo solicitou que, para registro histórico desse período, fosse confeccionada uma Ata de Fundação do descobrimento das novas minas que, mesmo tendo sido redigida anos mais tarde da data anunciada, pois Cuiabá em 1719 ainda sequer existia, valeu como documento fundador das minas mato-grossenses e como marco de comemoração do aniversário da cidade.


    Ata de fundação de Cuiabá

    Aos oito dias do mês de abril da era de mil setecentos e dezenove anos neste Arraial do Cuiabá fez junta o Capitão-mor Pascoal Moreira Cabral com os seus companheiros e ele requereu a eles este termo de certidão para notícia do descobrimento novo que achamos no ribeirão do Coxipó invocação de Nossa Senhora da Penha de França depois que foi o nosso enviado o Capitão Antonio Antunes com as amostras que levou do ouro ao Senhor General com a petição do dito capitão-mor fez a primeira entrada aonde assistiu um dia e achou pinta de vintém e de dois e de quatro vinténs e meia pataca e a mesma pinta fez na segunda entrada em que assistiu sete dias ele e todos os seus companheiros às suas custas com grandes perdas e riscos em serviço de Sua Majestade e como de feito tem perdido oito homens brancos fora negros e para que a todo tempo vá isto a notícia de Sua Real Majestade e seus governos para não perderem seus direitos e por assim por ser verdade nós assinamos todos neste termo o qual eu passei bem e fielmente a fé de meu ofício como escrivão deste Arraial. Pascoal Moreira Cabral, Simão Rodrigues Moreira, Manoel dos Santos Coimbra, Manoel Garcia Velho, Baltazar Ribeiro Navarro, Manoel Pedrosos Lousano, João de Anhaia Lemos, Francisco de Sequeira, Asenço Fernandes, Diogo Domingues, Manoel Ferreira, Antônio Ribeiro, Alberto Velho Moreira, João Moreira, Manoel Ferreira de Mendonça, Antônio Garcia Velho, Pedro de Godoi, José Fernandes, Antônio Moreira, Inácio Pedroso, Manoel Rodrigues Moreira, José Paes da Silva.

    Fonte: SIQUEIRA, 2000, p. 32



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