Austrália dividida está em "Geração Roubada", destaque da Mostra



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SEÇÃO

84

18/10
sábado
16:10

Espaço Unibanco de Cinema 1

DATA

SALA







373

22/10
quarta-feira
21:30

Cine Morumbi Shopping sala 3




534

25/10
sábado
19:30

Cineclube Directv 1




708

28/10
terça-feira
19:00

Cinemark Villa Lobos sala 2









diretor

Phillip Noyce

 

roteiro

Christine Olsen

 

fotografia

Christopher Doyle

 







 







 







 

elenco

Evelyn Sampi, Tianna Sansbury, Kenneth Branagh, Jason Clarke, David Gulpilil, Laura Monaghan, Ningali Lawford, Deborah Mailman



Geração Roubada (Rabbit-proof fence)



Elenco: Everlyn Sampi, Tianna Sansbury, Laura Monaghan, David Gulpilil, Ningali Lawford, Myarn Lawford, Deborah Mailman. Direção: --- Gênero: Drama Estúdio: Lumiere Brasil Estréia: 21 de Novembro de 2003.

Sinopse: Geração Roubada é o novo drama de Phillip Noyce (O Colecionador de Ossos, Perigo Real e Imediato) estrelado por Kenneth Branagh. É a verdadeira história de Molly Craig, uma jovem aborígine australiana, que guia sua irmã e sua prima na fuga de um campo governamental. O campo foi criado como parte de uma política para treinar trabalhadores domésticos e integrá-los a sociedade branca. Com garra e determinação, Molly guia as meninas numa jornada épica, por 1500 milhas no interior australiano à procura da "cerca à prova de coelhos" que separa o país e as levará para casa. Essas garotas pertencem a chamada "geração roubada".

Elenco:

Everlyn Sampi...
Tianna Sansbury...
Laura Monaghan...
David Gulpilil...
Ningali Lawford...
Myarn Lawford...
Deborah Mailman...
Jason Clarke...
Kenneth Branagh...
Natasha Wanganeen...
Garry McDonald...
Roy Billing...
Lorna Leslie...
Celine O'Leary...
Kate Roberts...

Molly
Daisy
Gracie
Moodoo, tracker
Maud
Molly's Grandmother
Mavis
Constable Riggs
A.O. Neville
Dormitory Boss
Mr. Neal
Police Inspector
Miss Thomas
Miss Jessop
Matron

Sinopse: História real de Molly Craig, jovem negra australiana de 14 anos que, em 1931, com sua irmã Daisy, de 10 anos, e sua prima Gracie, de 8 anos, foge de um campo do governo britânico da Austrália, criado para treinar mulheres aborígines para serem empregadas domésticas. Molly guia as meninas por quase três mil quilômetros através do interior do país, em busca da cerca que o divide e que a permitiria voltar para sua aldeia de origem, de onde foram tiradas dos braços de suas mães. Na jornada, elas são perseguidas pelos homens do terrível governador A. O. Neville, o qual não admite que as meninas não estejam de acordo com o ditado pela sabedoria branca e cristã.

O filme "Geração Roubada", do australiano Phillip Noyce, será exibido no dia 23, às 22h10, em sessão extra no Unibanco Arteplex, seguida de debate como o diretor.

O seqüestro de milhares de meninas aborígines pelo governo, entre 1880 e 1960, é o segredo mais vergonhoso da história da Austrália, que ainda incomoda muitos setores da sociedade. "Geração Roubada", de Phillip Noyce, escancara corajosamente o drama dessas vítimas, levadas de suas famílias, escravizadas e obrigadas a ter filhos com homens brancos para branquear a população.

Em entrevista coletiva realizada no dia 21, no Unibanco Arteplex, Noyce revelou os caminhos que o levaram a contar a história de Molly Craig, arrancada de sua mãe aos 14 anos, junto com a irmã e a prima.

 

O cineasta Phillip Noyce: "O que aconteceu na Austrália foi um autêntico genocídio"


 

O drama foi contado em livro por Doris Pilkington, filha de Molly. "Depois de ler o livro, a única coisa em que pensava era nas três meninas", conta o diretor, que deixou de lado o projeto de "A soma de todos os medos" ("The sum of all fears") para se dedicar a "Geração Roubada". Apesar da aridez do tema, o filme foi o segundo mais visto na Austrália no ano passado. "É importante discutirmos o genocídio do povo aborígine. Somente assim poderemos curar a ferida". O filme anterior de Noyce, "O Americano Tranqüilo", é considerado por muitos o melhor filme da lista do último Oscar.


Momento de independência

Em visita ao Brasil, o diretor Phillip Noyce defende produção autoral


Rodrigo Fonseca

Divulgação



Com modesto orçamento, Phillip Noyce rodou na Austrália o drama 'Geração roubada', em cartaz na 27ª Mostra de SP
Apesar de trazer no currículo sucessos de bilheteria como Jogos patrióticos (1992) e O colecionador de ossos (1999), o cineasta australiano Phillip Noyce, 53 anos, parece ter se cansado das regras da máquinas hollywoodiana. Em visita ao Brasil, onde veio participar da 27ª Mostra de Cinema de SP, que exibe seu último filme, Geração roubada (Rabbit-proof fence, 2002) - uma pequena e elogiadíssima produção feita em sua terra natal -, ele defende uma postura que nada tem a ver com a filosofia de cifras astronômicas do mercado de cinema americano. Noyce está disposto a fazer sua carreira correr por outros trilhos. No caso, os da independência.

- Não vou abandonar Hollywood. Mas quero fazer filmes que contem histórias do meu povo, feitos como projetos menores, sem grande ambição. Acredito que, durante muito tempo, os profissionais de cinema da Austrália tiveram que deixar o país para fazer o que pretendiam - afirma o diretor, que pisou em solo paulista na última terça e embarcou ontem para o Rio.

O cineasta conta que aproveitou sua passagem por São Paulo para rever um ''querido amigo cineasta brasileiro'': o naturalizado Hector Babenco, que nasceu na Argentina.

- Ainda não vi Carandiru, mas fiquei feliz de ver Babenco, que conheço desde 1978, de novo às voltas com o sucesso e curado da doença - afirma Noyce, lembrando do linfoma que Babenco teve.

Feito com um orçamento modesto (US$ 6 milhões) se comparado com as verbas das produções de Hollywood, Geração roubada traz o ator e diretor irlandês Kenneth Branagh, um shakespeariano de carteirinha, à frente do elenco, e dá a pista de como irá se desenhar o novo perfil de Noyce. Baseado no romance homônimo da aborígene Doris Pilkington, o filme tem uma linguagem dura e seca, escolhida como a mais adequada para tratar de um tema espinhoso: a decisão tomada pelo Estado australiano, aplicada entre 1880 e 1960, de retirar as crianças nascidas nas diferentes tribos do país de suas mães e enviá-las como empregados para casas de famílias brancas.

- Construí o enredo com base em um episódio real, e, por isso, abri mão de apresentar heróis e heroínas como os que apareciam em meus filmes anteriores para falar de pessoas normais, marcadas por fraquezas. Mas ainda assim com alguma riqueza dramática - explica o diretor referindo-se à jovem Molly (vivida por Everlyn Sampi), personagem central do longa-metragem, que é retirada de seu lar e levada para um assentamento do governo.

Voltar a filmar na Austrália, coisa que não fazia desde 1989, quando dirigiu Nicole Kidman e Sam Neill em Terror a bordo (longa que revelou Noyce para o mundo), representou para o diretor descobrir a nova identidade do cinema feito por lá.

- Durante anos, a Austrália serviu como um quintal de experimentação, de aprendizagem para profissionais de Hollywood. Mas hoje o sucesso nos EUA de astros australianos e neo-zelandezes, como Russell Crowe e Geoffrey Rush, revalorizou a indústria nacional - diz.

Ao mesmo tempo em que preparava Geração roubada, Noyce arranjou tempo para realizar outro filme de pequenas proporções, o thriller O americano tranquilo, que apesar de não ter atraído muitos espectadores às salas de exibição valeu uma indicação ao Oscar de melhor ator para Michael Caine. Para ele, o roteiro desses dois longas ofereciam espaço para maior liberdade criativa, fugindo de fórmulas do cinemão comercial. Mas ele não descarta a hipótese de que exista sopros de vitalidade na seara industrial.

- Eu acredito que um cineasta possa ser autoral em qualquer meio. Até porque um filme independente, menos comercial, deve também ter a tarefa de entreter platéias.




Título Original: Rabbit-Proof Fence
Direção: Phillip Noyce
Gênero: Drama
Ano de Lançamento: 2002 (AUSTRÁLIA)
Tempo de Duração: 94 minutos

Sinopse

Molly Craig (Everlyn Sampi) é uma jovem negra australiana de 14 anos que, em 1931, ao lado de sua irmã Daisy (Tianna Sansbury), de 10 anos, e sua prima Gracie (Laura Monaghan), de 8 anos, foge de um campo do governo britânico da Austrália, criado para treinar mulheres aborígines para serem empregadas domésticas. Molly guia as meninas por quase três mil quilômetros através do interior do país, em busca da cerca que o divide e que a permitiria voltar para sua aldeia de origem, de onde foram tiradas dos braços de suas mães. Na jornada elas são perseguidas pelos homens do terrível governador A. O. Neville (Kenneth Branagh), o qual não admite que as meninas não estejam de acordo com o ditado pela sabedoria branca e cristã.


Philip Noyce toca numa ferida do passado australiano

Neusa Barbosa


O diretor australiano Philip Noyce deixou temporariamente de lado o porto seguro de Hollywood, onde pilotou sucessos como Perigo Real e Imediato, O Santo, O Colecionador de Ossos e Jogos Patrióticos para reencontrar-se com suas raízes em "Geração Roubada", exibido na 27ª Mostra BR de Cinema.

O filme, que fez a segunda maior bilheteria na Austrália em 2002 (perdeu apenas para outro filme australiano, Cracker Jack", calou fundo na consciência daquele país ao recontar uma história nada edificante, ocorrida entre os anos 1880 e a década de 1970 - a separação forçada de crianças mestiças de suas famílias originais, transferindo-as para instituições onde eram obrigadas a abandonar sua língua e cultura, sendo depois entregues a famílias brancas, numa tentativa de promover um "branqueamento" gradativo da população.

Noyce, de 53 anos, ficou tão impressionado com o tema, colhido num livro escrito por Doris Pilkington Garimara, filha de Molly Craig, que, nos anos 1930, fugiu de uma dessas instituições, que desistiu das filmagens de A Soma de Todos os Medos, uma superprodução com orçamento de US$ 120 milhões. Tudo para dedicar-se inteiramente a este projeto pessoal, que custou apenas US$ 3 milhões, já que astros como o ator Kenneth Branagh e o músico Peter Gabriel trabalharam por "quase nada", e onde Noyce sabia que estava entrando no terreno da polêmica.

"Há um movimento em meu país para negar tudo que aconteceu. Até o atual governo declarou que o livro e o filme retratam mentiras", afirmou Noyce, em visita a São Paulo como convidado da 27a Mostra BR de Cinema. Ele atribui essa negação a "movimentos de extrema direita" e sustenta que, em 1997, o episódio foi avaliado por uma comissão de juízes e o relatório final considerou como "genocídio" a separação das famílias nativas. Ele mesmo considera essa decisão como histórica: "Foi um desafio a essa visão amena que a Austrália tem de si mesma. Se você viu Crocodilo Dundee, sabe muito bem do que estou falando".

O pronunciamento dos juízes, porém, não serviu como base para obter indenizações aos aborígenes que pleitearam ressarcimento pelos danos sofridos. Noyce assegura que houve pelo menos quatro ações nesse sentido e todas foram negadas. "A justiça considerou que os pais haviam dado consentimento para que seus filhos fossem levados, mostrando papéis que eles teriam assinado. Mas essa 'assinatura'não passava de um 'X'. Talvez eles nem mesmo compreendessem inglês", destaca. Para ele, ainda que os pais tivessem autorizado realmente a ida dos filhos, poderiam tê-lo feito no entendimento de que as crianças seriam educadas. "Nunca poderiam imaginar que seus filhos seriam ensinados a odiar a própria cultura ou que nunca mais voltariam para casa. Era tudo parte de um projeto para exterminar a raça negra", sustenta o diretor. Uma prova cabal do quanto as novas gerações foram realmente privadas de sua cultura vem do fato de que as próprias atrizes mirins, todas amadoras, que interpretam as três protagonistas - Everlyn Sampi, Tianna Sansbury e Laura Monaghan - não sabiam falar a língua nativa. "Elas são filhas dessa ´geração roubada´", acentua Noyce. Assim, elas tiveram de aprender algumas frases para fazer o filme. Rebelde como sua personagem, a protagonista Molly (Everlyn Sanpi) chegou a fugir duas vezes antes mesmo de o filme começar. O diretor não se abalou com isto, muito pelo contrário: "Ela tem um saudável desrespeito pelas figuras de autoridade, como diretores de cinema. Não me obedecia, contestava muito e por isso fugiu. Isto me convenceu de que era perfeita para o papel!".

O cineasta ficou tão envolvido com o tema que pretende proximamente voltar a ele. Por coincidência, a exibição de Geração Roubada na Austrália levou ao encontro de Annabelle Craig, a filha de Molly, que havia sido retirada do convívio da mãe pelo governo há três décadas. Nesse próximo trabalho, Noyce pretende contar a história deste reencontro na mesma família que foi objeto do filme anterior.

Cineweb-21/10/2003

SÃO PAULO (Reuters) - Poucas vezes a Austrália projetou o retrato que se vê no filme "Geração Roubada", do diretor Phillip Noyce, em exibição nesta terça-feira na 27a Mostra BR de Cinema de São Paulo.

O filme mostra um país dividido entre uma sociedade branca, com aparência de desenvolvida e civilizada, e outra escandalosamente excluída, composta pelos nativos, que são submetidos a práticas de exploração e a uma tentativa de " branqueamento" da população.

Anunciados os ganhadores da 27ª Mostra de Cinema de São Paulo



Por Marcelo Forlani
31/10/2003





Foi anunciado nesta quinta, 30 de novembro, a lista dos filmes ganhadores da 27ª Mostra de Cinema de São Paulo. Dividia em três diferentes categorias, Prêmio do Júri Internacional, Prêmios do Público e Prêmios da Crítica, não houve um consenso e foram escolhidos três Melhores filmes: Encantador de Baleias (Whale Rider, de Niki Caro), Geração Roubada (Rabbit-Proof Fence, de Phillip Noyce) e Encontros e Desencontros (Lost in Translation, de Sofia Coppola). De Passagem, de Ricardo Elias, que já havia vencido em Gramado (leia aqui), foi aclamado pelo público como o melhor filme brasileiro.

Mas se oficialmente a Mostra terminou ontem, alguns filmes vão ter sessões extras a partir desta sexta no Cinesesc (rua Augusta, 2.075, Jardim América, tel.: 0/xx/11/3082-0213), no Cinearte 1 (av. Paulista, 2.073, Cerqueira César, tel.: 0/xx/11/3285-3696) e na Cinemateca (largo Senador Raul Cardoso, 207, Vila Clementino, tel.: 0/xx/11/5084-2177).

Além dos ganhadores, merecem destaque Coisas Belas e Sujas (de Stephen Frears), Um Filme Falado (de Manoel de Oliveira), Terra de Sonhos (de Jim Sheridan), A Captura dos Friedmans (de Andrew Jarecki), Ouro Carmim (de Jafar Panahi) e Em Nome de Deus (de Peter Mullan), entre outros.

Prêmios do Júri Internacional


  • Melhor diretor:
    Bent Hamer, pelo filme Histórias de Cozinha (Kitchen Stories)

  • Melhor filme:
    Encantador de Baleias (Whale Rider, de Niki Caro)

  • Melhor documentário:
    La Pasión de María Elena, de Mercedes Moncada

  • Homenagens Especiais - Troféu Bandeira Paulista:
    Anselmo Duarte, Kiju Yoshida e Mariko Okada - pela grande contribuição ao cinema

Prêmios do Público

  • Melhor filme estrangeiro:
    Geração Roubada (Rabbit-Proof Fence, de Phillip Noyce)




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