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MBA EM GESTÃO DE RECURSOS HUMANOS


DISCIPLINA: GESTÃO DA TECNOLOGIA DA INFORMAÇÃO

Professor: Selmo José Bonatto

Última revisão: outubro de 2008.

Objetivo Geral da disciplina

A habilidade para usar a tecnologia da informação é essencial para o sucesso das operações da maioria das organizações. Enquanto algumas organizações devem ter um grande benefício pelo uso de tecnologias de informações inovadoras, outras competindo na mesma área não terão o mesmo sucesso.


As tecnologias de informação disponíveis ajudam os gestores a identificar e avaliar as aplicações potenciais dentro de sua área e na organização como um todo.

A proposta da disciplina de Gestão da Tecnologia da Informação é transmitir conhecimentos aos acadêmicos do curso sobre temas pertinentes a área. Apresentar alguns conceitos para melhor compreensão dos componentes de tecnologia da informação dentro das organizações. O foco principal é mostrar sua utilidade como ferramenta de suporte a tomada de decisão.



Os objetivos específicos são:

  • conceituar a Tecnologia da Informação;

  • identificar e conceituar seus componentes;

  • definir as características dos sistemas de informações dentro das organizações;

  • identificar e classificar os vários tipos de aplicações potenciais dos sistemas de informações;

  • apresentar processos de integração e comunicação de informações;

  • apresentar tecnologias emergentes e suas aplicações;

  • identificar os passos para se projetar uma estrutura confiável de TI;

  • aplicar na prática conceitos de TI;

  • analisar a contribuição dos sistemas de informação na gestão universitária.



atividades a serem desenvolvidas

Durante o curso serão desenvolvidas duas atividades principais, visando atingir os objetivos acima relacionados:
Aulas

As aulas serão ministradas utilizando-se de diversos recursos disponíveis, isto é, quadro branco, apresentações, apostila, recomendações de material bibliográfico específico, visitas técnicas e outros.


Trabalho

Será distribuído um trabalho pertinente ao que estará sendo discutido em sala. Os alunos devem formar equipes, será sorteado um assunto por equipe, que fará a apresentação do conteúdo, para debate, de acordo com o seu ponto de vista. Deverá existir a participação dos demais colegas do grupo, como complemento do aprendizado e no apoio as respostas para as dúvidas que possam surgir. Recomendo a participação de todos, pois contará pontos para a avaliação final.


Avaliação

Será baseada na apresentação do trabalho em sala de aula, por isso é de crucial importância que todos do grupo participem do trabalho.

O trabalho deverá ser realizado de acordo com o modelo apresentado pelo professor.
1. A IMPORTÂNCIA DOS SISTEMAS DE INFORMAÇÃO


    1. A organização na Era da Informação e o ambiente organizacional competitivo

Para os administradores conhecer sistemas de informação hoje é essencial, porque a maioria das organizações precisa deles para sobreviver e prosperar. Os sistemas de informação podem auxiliar as organizações a estender seu alcance global, oferecer novos produtos e serviços, reorganizar fluxos de tarefas e trabalho e, talvez, transformar radicalmente o modo como conduzem os negócios. (Laudon e Laudon, 2004)

A informação e o conhecimento serão os diferenciais das organizações e dos profissionais que pretendem destacar-se no mercado, efetivar a perenidade, a sobrevivência e a competitividade.

A utilização e a gestão da informação em seus mais diversos níveis (estratégico, tático e operacional) favorecerá as decisões, as soluções e a satisfação do público alvo, externos e internos.

Vive-se o momento da informação, cada vez mais ágil, mais democratizada, sem barreira de distância (devido aos recursos tecnológicos) e como fonte geradora de negócios (proporcionando alternativas de lucratividade, seja, sedimentando atuações, implementando os atuais negócios, seja, ainda, criando novas oportunidades de negócios).

As organizações que detiverem, organizarem, dominarem e valorizarem mais a informação e o conhecimento do meio ambiente (interno e externo) em que estiverem envolvidas terão mais condições de competitividade nos negócios.

O uso do conhecimento, a globalização da economia, aliada à grande fragmentação de mercados, e a Tecnologia da informação associada à infra-estrutura dos meios de comunicação com certeza são os fatores determinantes para o surgimento de uma nova organização.

As organizações devem evoluir da chamada organização tradicional para a organização baseada na informação, onde o compartilhamento das informações e o trabalho cooperativo são os principais focos da estratégia de gestão. A organização baseada na informação difere da organização tradicional nos quesitos apresentados na tabela a seguir:

Tabela 01. AS DIFERENÇAS DA ORGANIZAÇÃO TRADICIONAL PARA A ORGANIZAÇÃO BASEADA NA INFORMAÇÃO



ORGANIZAÇÃO TRADICIONAL

ORGANIZAÇÃO BASEADA NA INFORMAÇÃO

  • Burocracia

  • Consenso

  • padronização dos serviços e produtos

  • massificação personalizada e qualidade

  • padronização dos salários

  • salários baseados no conhecimento agregado aos negócios

  • estrutura hierárquica

  • descentralização e diluição da hierarquia

  • autoridade

  • gerência participativa e diluição da autoridade

  • centralização

  • recursos descentralizados, sinergia, trabalho em equipe

  • controle e centralização da informação

  • compartilhamento das informações

  • decisões participativas, gerência por processos, gerenciamento por resultados

  • planejamento centralizado

  • pensar globalmente, agir localmente

  • controle centralizado

  • controle descentralizado

Fonte: RODRIGUEZ, M. & FERRANTE, A. J. A. Tecnologia da informação e mudança organizacional. Rio de Janeiro: Infobook, 1995
Ao se compor a tabela não se pretende ser exaustivo no tema e nem assumir um quadro completo da nova organização, e sim tornar mais concreta uma temática que muitas vezes é apresentada de forma muito abstrata na literatura existente, não permitindo compreender quais são as características dessa nova organização, e conseqüentemente visualizar de que modo a TI pode dar suporte a esse novo paradigma.

A crescente oferta do conhecimento terá como conseqüência o aumento na especialização tecnológica, econômica e social, motivado pela numerosidade de componentes sociais. O aumento da especialização agirá fortemente na criação de interdependências cada vez mais significativas entre esses componentes.

O aumento da oferta do conhecimento agirá fortemente sobre a questão “tempo”. A evolução tecnológica, em espaços de tempos cada vez menores, juntamente com “redes mundiais” de comunicação, fará com que eventos (nos negócios, nas organizações e nos indivíduos) sejam menores em duração. Isso significa maior volatilidade de mercados, de produtos e serviços, de empreendimentos e de organizações, com fortes conseqüências para as organizações no que tange à aquisição e manutenção de vantagens competitivas.

As implicações para as organizações são grandes, sejam elas produtivas ou não. E alguns desafios são as necessidades de (Rodriguez e Ferrante, 1995):



  • processos de tomada de decisão mais rápidos e mais freqüentes;

  • inovação organizacional mais freqüente e mais rápida;

  • formas contínuas de aquisição de informações pelas organizações;

  • aquisição e distribuição da informação mais rápidas e mais diretas.

A globalização da economia ainda irá impor novas e adicionais dificuldades e problemas nas organizações tradicionais. Todavia, para aquelas que se adaptarem aos novos tempos, serão criadas novas oportunidades de negócio.

Com a expansão da fronteira digital por meio da disponibilidade de auto-estradas de informações, o conceito de fronteiras nacionais tornou-se fraco, enquanto o conceito de integração, em tempo e espaço, tornou-se forte.

No ambiente globalizado da economia, as pessoas tornam-se mais exigentes e impõem novas regras de mercado. As organizações pressionadas pela competição irão produzir produtos e serviços em que a qualidade será considerada um pré-requisito. Em um ambiente globalizado, ainda, os vizinhos que podem ser monitorados mais de perto não serão os únicos competidores. A globalização da economia irá forçar os negócios, em âmbito local e nacional, a competirem com outros mercados a muitos quilômetros de distância, mercados estes que a poucos anos nem eram conhecidos. Maior atenção deve ser dada ao mercado mundial, e esta monitoração é complexa e cheia de surpresas.

O cliente deve ser o ponto focal dos processos de negócio, por meio de pesquisas, serviços personalizados, contatos diretos e assimilação de seus desejos. A orientação geral para os negócios nas organizações deve vir do público alvo.

Segundo Laudon e Laudon (2004), quatro grandes mudanças de âmbito mundial estão alterando o ambiente organizacional:


  1. A emergência da economia global

  2. A transformação das economias industriais

    • Economias baseadas no conhecimento e na informação;

    • Produtividade;

    • Novos produtos e serviços;

    • Conhecimento: um ativo produtivo e estratégico fundamental;

    • Concorrência baseada em tempo;

    • Produtos de vida mais curta;

    • Ambiente turbulento.

  3. A transformação da organização

    • Achatamento;

    • Descentralização;

    • Flexibilidade;

    • Independência de localização;

    • Baixos custos de transação e coordenação;

    • Empowerment;

    • Trabalho colaborativo e em equipe.

  4. A emergência da organização digital

    • Relacionamentos possibilitados digitalmente com o público alvo, fornecedores e funcionários;

    • Processos do negócio principal realizados via redes digitais;

    • Gestão digital dos principais ativos da organização;

    • Rapidez em sentir e responder a mudanças ambientais.

Uma das dimensões mais exploradas pela TI tem sido a adição de valor, nos produtos e serviços, elevando significativamente o nível dos serviços ao público alvo. Adicionalmente, a tecnologia de comunicação de dados, de interconectividade de recursos e de grandes bases de dados esta permitindo uma troca e acesso a informações nunca antes vistas. Como estas tecnologias estão em constante alteração, espera-se que a distribuição de conhecimento seja ainda mais acentuada.
1.2 Por que sistemas de informação?

Isto é o mesmo que perguntar por que contabilidade, finanças, marketing, recursos humanos ou qualquer outra grande função organizacional. Sistemas e tecnologias da informação se tornaram um componente vital para o sucesso de organizações e organizações. Os sistemas de informação constituem um campo de estudo essencial em administração e gerenciamento de organizações uma vez que são considerados elementos essenciais para as operações das organizações.

O envolvimento dos administradores em todas os aspectos dos sistemas de informação é fundamental para o sucesso da organização.

O campo de sistemas de informação engloba muitas tecnologias complexas, conceitos comportamentais abstratos e aplicações especializadas em inúmeras áreas organizacionais e não organizacionais. Como gerente/administrador ou usuário final da organização não é necessário assimilar todo esse conhecimento, mas concentrar seus esforços em cinco áreas do conhecimento, (O´Brien, 2001):



  • Conceitos Básicos - Conceitos comportamentais, técnicos e administrativos fundamentais sobre os componentes e papéis dos sistemas de informação, derivados da teoria geral dos sistemas ou conceitos da estratégia competitiva utilizados para desenvolver sistemas de informação em busca de vantagem competitiva.

  • Tecnologias da Informação Os principais conceitos, avanços e questões gerenciais na informática (hardware, software, redes, gerenciamento de banco de dados e outras tecnologias de processamento de informação).

  • Aplicações Organizacionais – As principais utilizações dos sistemas de informação para as operações, administração e vantagem competitiva de um empreendimento (SPT, SIG, SSD, SIE, SE), incluindo comércio eletrônico e colaboração, utilizando a Internet, intranet e extranet.

  • Processos de Desenvolvimento – Como os usuários finais ou especialistas em informação desenvolvem soluções de sistemas de informação para problemas nas organizações utilizando metodologias específicas.

  • Desafios Gerenciais – Os desafios de administrar efetiva e eticamente os recursos e estratégias de negócios envolvidas na utilização da tecnologia da informação ao nível do usuário e do empreendimento e ao nível global de um negócio.

  • Qual é o uso correto dos recursos de informação de uma organização?

  • O que é necessário para ser um usuário final responsável?

  • Como você pode se proteger do crime com o uso do computador e outros riscos?

As dimensões éticas de sistemas de informação tratam de garantir que a TI e os sistemas de informação não sejam utilizados de um modo impróprio ou irresponsável contra outros indivíduos ou a sociedade.

Um desafio maior para nossa sociedade de informação globalizada é gerenciar seus recursos de informação a fim de beneficiar todos os membros da sociedade enquanto ao mesmo tempo cumpre as metas estratégicas de organizações e países.


1.3 Formação em Computadores e Sistemas de Informação:

Um sistema de informação não é composto apenas por computadores, ele é apenas a ferramenta mais eficiente para manipular todos os dados gerados na organização.

Quando, porém, se fala de sistemas de informação, deve-se enxergá-los em um sentido muito mais amplo do que apenas programas de computador e hardware, pois abrangem tecnologia, processos organizacionais, práticas, transações e políticas geradoras de dados, bem como as pessoas envolvidas nessa geração de dados e no uso das informações. Assim:

O aprendizado em computadores ou em informática ou em tecnologia da informação: é um conhecimento de sistemas e equipamentos de computadores e seus modos de funcionamento. Enfatiza o uso de equipamentos e dispositivos (hardware), programas e instruções (software), banco de dados e telecomunicações.

Assim, não basta para uma organização ter profissionais extremamente competentes no que diz respeito ao conhecimento em informática e não ter pessoal capaz de integrar este conhecimento com as técnicas administrativas e os processos de tomada de decisões para colocar a organização em uma posição de destaque no mercado. (Batista, 2004)



O aprendizado em sistemas de informação: é o conhecimento de como usar o hardware e o software para gastar com mais eficiência, cortar os custos, melhorar a produtividade e aumentar a satisfação do público alvo. O mais importante, é que engloba o como e o por que essa tecnologia é aplicada em organizações.

Um administrador deve saber como identificar problemas e oportunidades e como usar os sistemas de informação para aumentar a capacidade de reação da organização.

Para desenvolver conhecimentos de SI, é necessário mais do que conhecimento em computadores, mas o entendimento da natureza dos problemas enfrentados pelas organizações (Laudon e Laudon, 1999):



  • De onde eles vêm?

  • Como podemos desenvolver os sistemas para resolvê-los?

  • Quem está mais envolvido na configuração das soluções do sistema?

  • Como o trabalho pode ser coordenado?

Essas questões envolvem projeto, organização e pessoas. Portanto, o conhecimento de sistemas de informação consiste em três elementos:

    1. Um conhecimento e habilidade prática com as tecnologias da informação mais atuais.

    2. Uma compreensão ampla de organizações e seus relacionamentos com indivíduos que a compõe, com uma perspectiva comportamental.

    3. Uma compreensão ampla de como analisar e resolver problemas.

Nesse contexto, conclui-se que a gestão de sistemas de informação deve estar apta a administrar os relacionamentos a partir das três perspectivas existentes nas organizações: organização, tecnologia e pessoas. (Batista, 2004)
1.3.1 Organização

Sistemas de informação são partes integrantes das organizações. Os elementos-chave de uma organização são seu pessoal, sua estrutura, seus procedimentos operacionais, suas políticas e suas culturas. (Laudon e Laudon, 2004)

Para o melhor entendimento dos problemas organizacionais, inicialmente a organização deve ser encarada como um sistema aberto que sofre influências internas e externas.

No ambiente interno, destacam-se os grupos de cultura, política, gerenciamento e burocracia. Já no ambiente externo, existem fatores de pressão na organização, que são turbulência, complexidade e recursos. (Batista, 2004)

A cultura na organização corresponde ao fato de as pessoas normalmente pressuporem determinados valores ou crenças que o mercado pode forçá-las a mudar e que acabam por causar choques em algumas áreas.

A organização, muitas vezes, se esquece de tornar pública a mudança de alguns valores que se mantêm tradicionais nela. A cultura de uma organização tem de se modificar ao longo do tempo para se adequar ao dinamismo do mercado em que atua.

A política na organização é, também, um fator de muito destaque na resolução de problemas. Os entraves políticos dos setores gerenciais podem gerar impedimentos para a adoção de uma solução adequada. Quando isso for percebido, as soluções que modificam o panorama político da organização podem ser um passo importante para o seu sucesso.

O gerenciamento deve ter a capacidade de manter a estratégia da organização e, ao mesmo tempo, planejar para o futuro.

A burocracia pode ser definida como procedimentos estanques da organização. Os procedimentos burocráticos são muito difíceis de serem contornados ou modificados pela resistência de quem os utiliza e dos gerentes acostumados com tais controles. Mas, em muitos casos, a modificação de um procedimento burocrático é a melhor maneira de resolver muitos problemas.

Com relação ao ambiente externo da organização, esta deve procurar um ambiente rico em recursos e oportunidades para satisfazer suas necessidades. O insucesso de muitas organizações pode estar no fato de estarem em um mercado em declínio e não buscarem alternativas de diversificação em outras áreas com mais recursos.

A turbulência se refere às mudanças drásticas no ambiente em que atua a organização, sejam elas, por exemplo, em relação à tecnologia da produção ou à área de vendas. Outra característica a ser observada é a complexidade, que pode ser definida como a estrutura complicada de administração existente na organização devido à alta rotatividade de produtos e serviços, além da diversidade geográfica de sua produção.

Caso o estado complexo da organização seja o problema, a melhor solução, e não a mais fácil de implantar é a redução de sua complexidade.


1.3.2 Tecnologia

A tecnologia da informação (TI) é muitas vezes a principal responsável por problemas organizacionais como desatualização, atualização demasiada, falta de conhecimento de operação etc.

Para Rezende e Abreu (2000), pode-se conceituar a TI como recursos tecnológicos e computacionais para geração e uso da informação, sendo fundamentada assim, nos seguintes componentes: hardware e seus dispositivos e periféricos; software e seus recursos; sistemas de telecomunicações; gestão de dados e informações.

Os problemas de hardware mais comuns são capacidade, compatibilidade e freqüentes modificações. Cada um desses elementos cria problemas isolados ou compartilhados entre si.(Batista, 2004)

No tocante à capacidade, define-se a existência de um problema desse tipo quando a capacidade de resposta do processamento de alguma atividade estiver no intervalo de 30 a 60 segundos.

O aumento da capacidade de hardware em uma organização não é um assunto muito simples, pois existem muitos outros fatores intimamente ligados a ele, como a possibilidade de o software em uso não ser totalmente compatível com um novo sistema operacional ou com algum upgrade executado.

A compatibilidade exige especial atenção, pois é possível criar um ponto de gargalo em todo sistema de informações pela inserção de um novo equipamento pouco, ou nada, compatível.

As mudanças em qualquer tipo de tecnologia envolvem reflexos diretos e indiretos em todos os seus componentes (hardware, software, bancos de dados e telecomunicações).

Assim, quando for necessário resolver problemas por meio de tecnologia, a organização deve fazê-lo levando em consideração que nem sempre o sistema necessita de tecnologia mais avançada. A tecnologia selecionada deve ser a mais apropriada para a realidade da organização e para o perfil do problema a ser solucionado. (Batista, 2004)
1.3.3 Pessoas

Todos os componentes da TI (hardware, software, bancos de dados e telecomunicações) interagem e necessitam do componente fundamental que é o recurso humano, pepleoware ou humanware. Embora conceitualmente esse componente não faça parte da TI, sem ele esta tecnologia não teria funcionalidade e utilidade. (Rezende e Abreu, 2000)

Segundo estatísticas, o principal motivo de falhas nos sistemas de informação e o fato de não atingirem o aumento de eficiência esperado são devidos a uma atenção insuficiente dada aos usuários, ou seja, ao descaso com a perspectiva de pessoal. (Batista, 2004)

Para aumentar a eficiência dos SI e, conseqüentemente, a produtividade da organização deve-se estar atento a alguns componentes estratégicos ligados ao bem-estar das pessoas em suas atividades: ergonomia, avaliação e monitoramento, treinamento, e envolvimento.

A ergonomia é conhecida como a ciência de projeto de equipamentos, operações, sistemas e a ambientes de trabalho com o objetivo de atender às necessidades dos seres humanos envolvidos e maximizar o retorno econômico.

O objetivo do estudo da ergonomia é a adaptação do posto de trabalho, dos instrumentos, das máquinas, dos horários, do meio ambiente às exigências físicas, fisiológicas e psicológicas do corpo humano.

A relação da ergonomia com a TI se resume principalmente no uso de computadores e outros equipamentos nas tarefas diárias dos trabalhadores, onde devem ser observadas as seguintes características: conforto visual, punho neutro, apoio dos pés, cadeira, iluminação e cores, temperatura e acústica e humanização do ambiente.

O uso de computadores pode elevar o nível de monitoramento dos trabalhadores da organização, permitindo o aumento da produtividade, mas também pode gerar a degradação das relações humanas na organização.

Outro ponto de destaque é o treinamento, que, em qualquer organização, deve ser visto como um ponto de suma importância para todas as atividades da organização. Mesmo assim, o fato de implicar um investimento considerado como custo, o treinamento, muitas vezes, acaba por ser definido como um gasto desnecessário.

O envolvimento do trabalhador nas responsabilidades da função que exerce pode levar ao comprometimento necessário para o desenvolvimento de níveis excelentes de eficiência da organização.

Segundo (O’Brien, 2001), toda maneira nova de fazer as coisas gera alguma resistência por parte das pessoas afetadas. Dessa forma, a implantação de novas tecnologias computadorizadas de suporte ao trabalho pode gerar nos funcionários receio e resistência à mudança sendo considerado um dos maiores obstáculos na implantação de sistemas.

Para o autor, uma das chaves para solucionar problemas de resistência do usuário final a novas tecnologias da informação é uma educação e treinamento adequados, mas ainda mais importante, é o envolvimento do usuário final nas mudanças organizacionais e no desenvolvimento de novos sistemas de informação. Esse envolvimento ajuda a garantir que os usuários finais assumam autoria por um sistema e que sua concepção atenda suas necessidades.



2 CONCEITO E COMPONENTES DE SISTEMAS DE INFORMAÇÃO (SI)
Um Sistema de Informação pode ser definido com um conjunto de componentes inter-relacionados trabalhando juntos para coletar, recuperar, processar, armazenar e distribuir informações com a finalidade de facilitar o planejamento, o controle, a coordenação, a análise e o processo decisório em organizações e outras organizações”. (Laudon e Laudon, 1999:4)
Sistema de informação é um conjunto organizado de pessoas, hardware, software, redes de comunicações e recursos de dados que coleta, transforma e dissemina informações em uma organização”.(O’Brien, 2001:6)
Um sistema de informação é um conjunto de elementos ou componentes inter-relacionados que coletam (entrada), manipulam (processamento) e disseminam (saídas) os dados e a informação e fornecem um mecanismo de feedback para atender a um objetivo”.(Stair e Reynolds, 2002:12)
O conceito básico de sistema de informações estabelece que todo sistema é um conjunto de elementos interdependentes em interação, visando atingir um objetivo comum”.(Rosini e Palmisano, 2003:3)
Para Bio (1985), um sistema de informação é conceituado como sendo um conjunto de partes interdependentes no seu todo que podem ser partes de um todo maior. Baseados no acima exposto tem-se a idéia de que o ‘sistema organização’ é composto por vários subsistemas, e que o ‘sistema de informação’ é um destes subsistemas, que por serem interagentes estão em constante troca de informação. Por exemplo, o sistema de vendas interage com o de estoque, este com o financeiro, compras, entre outros.

Ampliando o escopo do conceito de sistema de informação, Campos (1994), afirma que o sistema de informação é uma combinação estruturada de informação, recursos humanos, tecnologia de informação e práticas de trabalho, organizados de forma a permitir o melhor atendimento dos objetivos da organização.




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