Augusto Pegoraro



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PROJETO DE LEI Nº 1253, DE 2009
Dá denominação de "Augusto Pegoraro" ao trevo localizado no km. 402 da SP-294, acesso ao Município de Gália




A ASSEMBLEIA LEGISLATIVA DO ESTADO DE SÃO PAULO DECRETA:

Artigo 1º - Passa a denominar-se “Augusto Pegoraro” o trevo localizado no km. 402 da SP-294, Rodovia Comandante João Ribeiro de Barros, entroncamento com a Vicinal Luciano Rivabem, acesso ao Município de Gália.
Artigo 2º - Esta lei entra em vigor na data da sua publicação.


JUSTIFICATIVA

Augusto Pegoraro nasceu no dia de 09 de agosto de 1895, em Campos Sales, antigo distrito de Jaú (SP). Era filho de Lugi Pegoraro e de Rosa Fornal, imigrantes italianos que chegaram ao Brasil em 23 de novembro de 1892 e que foram trabalhar na Fazenda Locônia, localizada no referido distrito de Campos Sales. Foi registrado como Agostinho, nome este que ele mesmo retificou para Augusto, em 1942.

Com o falecimento de seu pai, em 1901, mudou-se, junto com sua mãe e seu irmão Antônio, para São Paulo, onde residiu por alguns anos.

Posteriormente, mudou-se para Agudos, onde veio a se casar com Carolina Avato Pegoraro, em 04 de outubro de 1927.

Logo após o casamento, ainda em outubro de 1927, Augusto mudou-se com Carolina e seu cunhado, José Avato, para a cidade de Gália. Ali instalou uma loja de “secos e molhados” em sociedade com Gasparino de Quadros, sob a denominação de “Augusto Pegoraro & Cia”, que recebeu o primeiro alvará da Prefeitura Municipal de Gália.
Até setembro de 1927, um mês antes de sua mudança para aquela cidade, Gália era um povoado denominado Vila das Antas, e que foi elevada a condição de município pela Lei nº 2.229, de 20 de setembro de 1927. Esta lei criou o município de Gália, com sede na povoação de Antas, na comarca de Agudos. A instalação do município ocorreu no ano seguinte, em 4 de abril de 1928 .

Gallia era, então, o nome da Estação da Companhia Paulista de Estradas de Ferro de Vila das Antas, inaugurada em 12 de junho de 1927.

Em sua atividade como comerciante na “Casa Pegoraro”, Augusto era auxiliado por sua mulher, Carolina, seu cunhado José, e seu irmão, Antônio. Enfrentando e superando várias crises econômicas pelas quais o Brasil passou, especialmente a de 1929 e as da década de 1930, sua loja se destacou regionalmente pela quantidade e qualidade de mercadorias oferecidas, inclusive ferragens e ferramentas importadas, que eram muito procuradas por pessoas que residiam em Garça, Vera Cruz, Duartina, Lucianópolis e Ubirajara.

A “Casa Pegoraro” era uma referência em Gália, permanecendo em atividade até 197­­4, quando se aposentou.

Pegoraro foi também, durante cerca de quinze anos, tesoureiro do Clube Recreativo de Gália e da Sociedade São Vicente de Paula, mantenedora do Hospital São Vicente de Paula.

Falecido em 10 de novembro de 1980 deixou quatro filhos: Maria, Cecília, Luiz e José – todos nascidos em Gália.

Junto com sua esposa, mãe, irmão e cunhado, Augusto Pegoraro descansa em paz no cemitério municipal de Gália, cidade pela qual tanto contribuiu para o seu desenvolvimento.

Nada mais justo, portanto, que o nome do saudoso “Augusto Pegoraro” seja perpetuado no trevo de acesso ao Município de Gália, conforme legítimo apelo que nos foi formulado pelos Vereadores José Afrânio Scaramucci, Olicio de Camargo, Ricardo G. Gutierrez, Zacarias de S. Pinto e Ana M. Bortoletto Rivaben.




Sala das Sessões, em 25-11-2009.
a) João Caramez - PSDB





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