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Atualizado em 23/06

O Estado de São Paulo



Amorim e representantes de 5 ministérios, do BNDES e da Fiesp visitam Uruguai e Paraguai para avaliar as queixas desses países com o bloco.


Lula tenta aliviar tensão com sócios menores

Depois de sucessivas ameaças do Uruguai de abandonar o Mercosul, reiteradas também pelo Paraguai, o governo Luiz Inácio Lula da Silva decidiu, finalmente, analisar os entrave-s ao ingresso de produtos desses países no Brasil e corrigir os financiamentos oficiais de obras e investimentos de empresas nacionais nesses países.

A missão de demover os vizinho de uma atitude mais drástica e recuperar a liderança brasileira na região caberá ao ministro das Relações Exteriores, Celso Amorim, que visitará hoje e amanhã Montevidéu e, nos dias 25 e 26, Assunção.

A viagem tornou-se mais relevante por dois fatores relacionados à reunião de Cúpula do Mercosul dos dias 20 e 21 de julho, na Argentina. Primeiro, porque esse encontro formalizará o ingresso da Venezuela como membro pleno do bloco, ou seja, de mais uma economia de porte maior da América do Sul, cujo presidente, Hugo Chávez, disputa sempre a liderança dos projetos nos quais envolve seu país. Seria um desastre ver o evento marcado por queixas dos sócios menores ou mesmo pela eventual decisão de ambos de denunciar acordos do bloco.

Segundo, porque a reunião de cúpula dará início à presidência brasileira do Mercosul, que se estenderá até 31 de dezembro de 2006. A renúncia de dois sócios seria debitada na conta da presidência brasileira e viraria munição para os candidatos que se opõem à reeleição de Lula, cuja política externa centrou-se, pelo menos na retórica, no fortalecimento do bloco.

Nos últimos meses, quando os sinais de insatisfação de Montevidéu e de Assunção se acentuaram, Amorim reconheceu que as economias menores não se beneficiaram do Mercosul e que aumentaram as assimetrias entre os países. Daí sua opção de comandar uma delegação com representantes de cinco ministérios, do BNDES e da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp).

As queixas de Montevidéu e Assunção se intensificaram por causa dos déficits acumulados pelo Uruguai no comércio com o Brasil desde 2003 e pelo Paraguai desde 2002. Boa parte das exportações uruguaias e paraguaias para o Brasil ainda enfrentam travas, mesmo após 11 anos de aplicação das regras de livre comércio. Em 2005, o Brasil teve superávit de US$ 355,9 milhões com o Uruguai, mais que o dobro de 2004. Com o Paraguai, o saldo alcançou US$ 642,0 milhões.

Os dois países também se queixam das dificuldades de liberação dos recursos dos BNDES e do Programa de Incentivos às Exportações (Proex) para obras de infra-estrutura. Atualmente, o BNDES tem planos de financiamento de duas obras no Paraguai - a Rodovia 10, também com recursos do Proex, e a segunda ponte sobre o Rio Paraná. BNDES e Proex financiam a Termelétrica de San José, no Uruguai.

A rigor, Uruguai e Paraguai seriam os beneficiários do novo Fundo de Convergência Estrutural do Mercosul, que deverá financiar a redução das assimetrias entre os sócios do bloco. Mas, em princípio, o fundo contará com apenas US$ 100 milhões em 2008, cifra considerada insuficiente para deslanchar economias tão estancadas.

Arquivo de notícias (20/03 - 03/04)

Cut notícias (www.cut.org.br)



20/03
Folha de SP -dinheiro

Para economistas, redução dos juros vai acelerar a atividade, especialmente no segundo semestre
Vendas e estoques indicam alta na produção

O forte crescimento das vendas da indústria em janeiro, mais robustas que a produção, indica que os estoques se reduziram e devem estar próximos dos níveis desejados. Com isso, se as vendas continuarem a crescer, a produção deve acompanhá-las.Para economistas, reforça-se a expectativa de aceleração da atividade com a queda dos juros, especialmente no segundo semestre deste ano, que será comparado ao mesmo período de 2005, um semestre muito fraco.

As vendas reais cresceram 4,9% em janeiro passado em relação ao mesmo mês em 2005, segundo a CNI (Confederação Nacional da Indústria), depois de oito meses em que quase não houve expansão; a média foi de apenas 0,1%.Apesar do aumento das vendas, o número de horas trabalhadas na produção cresceu pouco, e a utilização da capacidade instalada continuou a cair, de acordo com dados da CNI.
Para analistas, a alta de apenas 1,2% das horas trabalhadas em janeiro, em comparação com o mesmo mês do ano passado, e a queda de 80,6% em dezembro para 80,4% em janeiro da utilização da capacidade instalada não preocupam tanto, uma vez que se observam sinais de recuperação da atividade econômica.

"Certamente, houve uma redução significativa dos estoques. Como em 2005 houve expansão do investimento, ainda que pequena, e, em janeiro, a produção caiu, é natural uma redução da utilização da capacidade instalada", afirma Tomás Málaga, economista do banco Itaú."Observando a formação bruta de capital fixo andando muito lentamente, sou mais da teoria de que a queima de estoques tem contribuído mais para o processo de queda de horas trabalhadas e menor utilização da capacidade do que a da chamada maturação de novos investimentos", afirma Alexandre Póvoa, diretor da Modal Asset Management.

Animadas com o forte crescimento de 2004, muitos empresas devem ter estocado no final daquele ano e no primeiro semestre de 2005, esperando a repetição de um ano similar.
Mas, no ano passado, vieram a crise política e a alta de juros por conta da inflação. Em conseqüência desses movimentos, a economia não andou como se esperava. O consumidor se retraiu, e os estoques ficaram encalhados.Em janeiro, a produção industrial não teve desempenho melhor: caiu 1,7%.Com a utilização da capacidade instalada sob controle e a expectativa de inflação bem-comportada, o que esperar dos próximos passos da política monetária? Por ora, nada de redução mais forte dos juros, de acordo com muitos economistas.

Clareza
Para Málaga, o Banco Central poucas vezes foi tão claro: a trajetória é de queda, mas, como existe incerteza quanto ao impacto das reduções anteriores, a autoridade monetária terá cautela para conseguir um corte maior dos juros em um prazo menor.
"Uma maneira complicada de dizer que a próxima redução é de, no máximo, 0,75 ponto percentual, e que os cortes seguintes vão depender de como a inflação evoluirá", diz Málaga.

"O BC já poderia ter cortado um ponto percentual na reunião passada. Há de se reconhecer, porém, que, quanto mais se aproxima o final do ciclo de corte, mais improvável parece ser a aceleração de seu ritmo", diz Póvoa.

 
 



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