Asteróides são corpos rochosos que se movem em todo o espaço. No sistema solar, entre Marte e Júpiter, orbitam milhares desses corpos, com características variadas, formando o chamado "cinturão de asteróides"



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Encontro01.07.2018
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Diuturnamente, astrônomos e técnicos especialistas, profissionais e amadores, perscrutam os céus para o estudo dos corpos celestes, como também à procura de elementos ainda desconhecidos no imenso espaço que cada vez mais se pode explorar graças aos diversificados recursos da ciência e da tecnologia.

Asteróides são corpos rochosos que se movem em todo o espaço. No sistema solar, entre Marte e Júpiter, orbitam milhares desses corpos, com características variadas, formando o chamado “cinturão de asteróides”. Em 27 de maio de 1992, Eleanor Helin e Kenneth Lawrence, astrônomos do observatório de Monte Palomar, nos Estados Unidos, em suas atividades rotineiras de observação dos planetas e asteróides, descobriram um corpo que foi imediatamente classificado como “1992 KD”. Por suas características invulgares, pois guarda semelhança com o gigantesco asteróide Vesta, passou a fazer parte de um programa de exploração através de uma sonda espacial.

A Sociedade Planetária Internacional promoveu um concurso, sob o tema “inventores”, recebendo centenas de sugestões para a denominação do asteróide.

Kerry Babcock, engenheiro de softwares do Centro Espacial Kennedy, aprendera o braille e se fascinara com o código que possibilitou às pessoas cegas a exploração do conhecimento, abrindo-lhes as portas de um mundo ainda desconhecido. Propôs o nome “Braille” para batizar o recém-descoberto asteróide. Unanimemente aceito, o corpo celeste passou a se denominar asteróide “9969 Braille”.

A sonda Deep Space 1, lançada em 1998, encontrou o asteróide Braille no dia 29 de julho de 1999, passando a uma distância de apenas 26 km de sua pequena superfície.

O asteróide Braille localiza-se entre a Terra e Marte. Tem semelhanças com Vesta, embora seja de tamanho reduzido. Tem cerca de 2,2 km de comprimento e 1 km de largura, executando movimento de rotação em nove dias terrestres. Estima-se que daqui a 4.000 anos, o asteróide Braille cruzará a órbita da Terra.

(Dados extraídos de Nasa News Release 99-88)

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Em setembro de 1895, o professor cego do Instituto Benjamin Constant, Augusto José Ribeiro, num poema dedicado a Louis Braille, assim clamava:

“Salve, esp’rito forte, eterno exemplo santo!”



Pouco mais de cem anos após, o nome “Braille” também se eterniza num corpo celeste que navegará no espaço infinitamente.



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