As visões do profeta daniel



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CURSO TEOLÓGICO PARTICULAR

COM NOÇÕES DE HEBRAICO E GREGO

AS VISÕES DO PROFETA DANIEL



SUMÁRIO

Introdução ...........................................................................................................................p. 003

Daniel capítulo sete ............................................................................................................p. 005

A profecia de Daniel (7:25) ................................................................................................p. 007

As Dez Palavras proclamadas no Monte Sinai ...................................................................p. 015

O cumprimento literal da profecia de Daniel (7:25) ...........................................................p. 015

Daniel capítulo oito (primeira parte) ................................................................................ p. 017

Daniel capítulo onze (primeira parte) ............................................................................... p. 021

Daniel capítulo oito (segunda parte) ................................................................................. p. 024

O Tāmîd no Santuário........................................................................................................ p. 037

Daniel capítulo oito (terceira parte) .................................................................................. p. 043

Daniel capítulo nove ...........................................................................................................p. 067

Daniel capítulo dez ............................................................................................................ p. 069

Daniel capítulo onze (segunda parte) .................................................................................p. 075

A Aliança do Messias (A Santa Ceia) ................................................................................p. 105

Daniel capítulo onze (terceira parte) ................................................................................ p. 112

Flávio Josefo: a Guerra dos Judeus contra os Romanos e a Guerra Civil na Judéia e as Abominações.......................................................................................................................p. 116


  • Guerra dos judeus contra os romanos ................................................................... .p. 116

  • Guerra dos judeus contra os soldados do rei Agripa .......................................... p. 117

  • O início do cerco de Céstio (governador da Síria) à cidade e ao Templo ............ p. 118

  • Os novos líderes dos judeus .................................................................................. p. 119

  • João de Giscala (filho de Levitas) .......................................................................... p. 119

  • Preparativos para a guerra contra os romanos ........................................................p. 120

  • Simão (filho de Giorias) ........................................................................................ p. 120

  • Tito e a guerra contra os judeus ..............................................................................p. 120

Abominações segundo a Escritura Sagrada.........................................................................p. 121

Flávio Josefo e as Abominações cometidas pelos Judeus no Templo................................p. 123



  • O início das abominações (pelos judeus) no Santuário ......................................... p. 123

  • O partido dos Zeladores e as abominações ............................................................ p. 123

  • O partido de João de Giscala e as abominações .................................................... p. 128

  • O chamado de Simão para combater o partido de João de Giscala .......................p. 129

  • O partido de Eleazar (filho de Simão) e as abominações .......................................p. 131

  • João de Giscala saqueia o Santuário ...................................................................... p. 134

  • O incêndio e a destruição do Templo.. ...................................................................p. 134

  • As prisões de João de Giscala (filho de Levitas) e Simão (filho de Giorias) ....... p. 136

  • Alguns detalhes sobre o cerco de Jerusalém e do Templo..................................... p. 136

A destruição de Jerusalém ..................................................................................................p. 138

A cronologia da destruição do Templo ............................................................................. p. 139

A cronologia da destruição de Jerusalém .......................................................................... p. 140

Alguns comentários sobre Daniel (9:25 a 27) ....................................................................p. 141

Daniel capítulo onze (quarta parte) ................................................................................. .p. 143

Daniel capítulo doze (primeira parte) ............................................................................... p. 152

Daniel capítulo onze (quinta parte) ................................................................................... p. 167

Daniel capítulo doze (última parte) ................................................................................... p. 175



INTRODUÇÃO

Ao iniciarmos este estudo sobre as visões do profeta Daniel, serão destacadas como princípio fundamental à interpretação da História Profética, às seguintes passagens da Escritura da Verdade: Deut. 4:2; Ecl. 7:27; Is. 8:10,13; 46:8-10; Dan. 10:21; Luc. 24:27, 44 e 45; João 16:13-15; 2Pedrro 1:19-21; Apoc. 1:1 e 2; e, também, afirmamos que - a profecia manifesta seu cumprimento literal na História - Elohym fala antes de acontecer o Fato Histórico, e quando ele acontece, torna-se um Marco na História da Humanidade - na História das Nações; porque é um Marco importante no Calendário Profético de Elohym - a Escritura da Verdade.

O propósito de Elohym, no que diz respeito às profecias, é que os Seus atalaias possam conhecer os sinais dos tempos e “tocar a trombeta” para alertar aos que estão dormindo, do perigo de não conhecer a Elohym e o Seu Abrigo, a Rocha Eterna.

Por outro lado, informamos que neste estudo, o objetivo não é analisar, exegeticamente, todos os versículos. Entretanto, é nosso dever analisarmos com muita atenção os pontos que são essenciais para melhor compreendermos os Marcos Históricos dessas visões do livro Daniel. Contudo, onde houver necessidade, em face das várias traduções e da mudança de sentido que possam ocorrer, faremos uma exegese para melhor compreensão do Texto Sagrado e dos Marcos Históricos e Proféticos.



Por outro lado, não pretendemos provar cientificamente a autenticidade desses Escritos Proféticos de Elohym. Contudo, pelo fato de estarmos estudando acerca deles, estamos comprovando a veracidade dos Marcos Históricos que neles foram registrados. Porém, devemos nos valer do dito popular: “todo tradutor é um traidor”. Isso, por falta de palavra(s) adequada(s) em nossa Língua para que fossem traduzidos conforme o sentido original.

Portanto, sendo assim, o tradutor, acaba transmitindo em sua tradução uma forte carga cultural, e ideológica, e filosófica e doutrinária aos seus discípulos. Isso, não implica dizer que o tradutor usou de má fé. E, sim, que ele transmitiu a vida dele na tradução. Porque, como ele pensa consigo mesmo, assim é.” (Prov. 23:7). “Pois do que há em abundância no coração, disso fala a boca. O homem bom, do seu bom tesouro tira coisas boas, e o homem mau do mau tesouro tira coisas más.” (Mat. 12:34-35).


As visões do profeta Daniel, é um estudo que tem vários objetivos, dentre eles, enumerar as visões do referido profeta e as diversas palavras hebraicas usadas por ele, e traduzida pelo vocábulo visão em Dan. 7; por “visão”, “visão” e/ou “aparência”, em Dan. 8, 9, 10 e 11. Portanto, no decorrer do estudo, vamos perceber, que o profeta Daniel teve apenas as visões (chezewê) do capítulo sete e a visão (chāzôn) do capítulo oito. No capítulo nove e no capítulo 10, o anjo Gabriel, aparece ao profeta Daniel, para explicar-lhe as visões proféticas. No capítulo nove o anjo diz que veio para dar entendimento a ele, de uma visão (mare’eh), Dan. 9:23. No capítulo 10, o anjo Gabriel, também, disse-lhe que veio dá entendimento da visão (chāzôn), no caso, a do capítulo oito e possivelmente, alguns detalhes do capítulo sete. No entanto, no capítulo dez, são usadas as palavras “aparência (visão) - (mare’eh)” Dan. 10:1; visão (mare’â) Dan. 10:7 e 8; visão” (mare’â) e Dan. 10:16. Sendo que nestes três últimos versos, a palavra hebraica é a mesma: (mare’â). O que nos leva a entender, que o profeta Daniel abordou em Dan. 10:1 (mare’eh) o mesmo assunto de Dan. 8:26 (mare’ēh), Dan. 8:27 - (mare’eh), que é o mesmo de Dan. 9:23 (mare’eh).

Agora, nesta introdução, deste estudo, serão apresentadas duas citações, importantes, referentes aos Marcos Históricos. A primeira, são as palavras do sábio judeu, o educador, professor e conferencista, Moshe Grylak, tiradas do livro: “Reflexões Sobre a Torá.”


Como em toda grande história, encontramos pequenos fatos ocultos por trás das manchetes principais. Os efeitos e o vigor moral destes fatos não são necessariamente menores que os da história central, nem seus ensinamentos têm menor valor. Neste nosso estudo, atentaremos a estes episódios menores desta história.” (GRYLAK, Moshe. REFLEXÕES SOBRE A TORÁ. 1ªed. São Paulo – SP, Editora e Livraria Sêfer Ltda., 1998. p. 73.).

A segunda, é de outro escritor e professor.


“Espalhados ao longo do período, acham-se alguns Marcos Históricos proeminentes, que devem nortear-nos no caminho correto, tal como as bóias conduzem os navios e transmissores multidirecionais orientam os aviões.”
Daniel ... contém muitos detalhes. ... Mas não desanime. Deus ama os detalhes.

Os cientistas nos informam que cada gota de chuva que cai durante um temporal, contém pelo menos 100 bilhões de átomos. E cada átomo é composto por prótons, nêutrons e elétrons. Por sua vez, é provável que cada próton e nêutron seja composto por três partículas infinitesimalmente pequenas, que giram em alta rotação e se assemelham a um pião e são chamadas de ‘quarks’.” – (MAXWELL, C. Mervyn. Uma Nova Era Segundo as Profecias de Daniel. 1ª ed. Tatuí – SP, CPB, pp.295 e 296.).

Segundo esses dois escritores, a História é uma grande cadeia de detalhes e pequenos fatos, que são tão importantes quanto ao todo que se pretende descrever. Sendo que a História é um conjunto de fatos históricos, a não compreensão, profunda, desses, deixará à História Profética, em seu princípio e conteúdo, ininteligível.

Antes deles, o Messias já havia afirmado: “Digo-vos isso agora antes que aconteça, para que, quando acontecer, creiais que EU SOU”. “Eu vo-lo disse agora, antes que aconteça, para que, quando acontecer, creiais”. (João 13:19 e 14:29 – BJ).


DANIEL CAPÍTULO SETE

A partir deste capítulo, do livro e deste nosso estudo, veremos quais as palavras da Língua Aramaica que foram traduzidas por “visões”. Porque a partir do capítulo oito, as palavras são da Língua Hebraica. Serão destacadas e analisadas as palavras das Línguas citadas, mas principalmente, em relação ao uso que o profeta Daniel fez delas em cada frase a partir do capítulo oito. Bem como, veremos também os principais Marcos Históricos espalhados nestes capítulos.
No primeiro ano de Belsazar, rei da Babilônia ...”. (Dan. 7:1 – ARA).

Em Dan. 7:1: Daniel teve sonho e visões. (wecheze).

Em Dan. 7:2: Nas visões (bechezewî).

Em Dan 7:7: Nas visões (becheze).

Em Dan. 7:13: Nas minhas visões (bechezewê).

Em Dan. 7:15: E as visões (wechezewê).

Falou Daniel e disse: Eu estava olhando, durante a minha visão da noite, e eis que os quatro ventos do céu agitavam o mar Grande. Quatro animais, grandes, diferentes uns dos outros, subiam do mar. O primeiro era como leão e tinha asas de águia; enquanto eu olhava, foram-lhe arrancadas as asas, foi levantado da terra e posto em dois pés, como homem; e lhe foi dada mente de homem. Continuei olhando, e eis aqui o segundo animal, semelhante a um urso, o qual se levantou sobre um dos seus lados; na boca, entre os dentes, trazia três costelas; e lhe diziam: Levanta-te, devora muita carne. Depois disto, continuei olhando, e eis aqui outro, semelhante a um leopardo, e tinha nas costas quatro asas de ave; tinha também este animal quatro cabeças, e foi-lhe dado domínio. Depois disto, eu continuava olhando nas visões da noite, e eis aqui o quarto animal, terrível, espantoso e sobremodo forte, o qual tinha grandes dentes de ferro; ele devorava, e fazia em pedaços, e pisava aos pés o que sobejava; era diferente de todos os animais que apareceram antes dele e tinha dez chifres. Estando eu a observar os chifres, eis que entre eles subiu outro pequeno, diante do qual três dos primeiros chifres foram arrancados; e eis que neste chifre havia olhos, como os de homem, e uma boca que falava com insolência”. (Dan. 7:2-8 - ARA).


Desses versos supra citados, referentes aos quatro animais, iremos analisar somente os animais descritos nos versos seis e sete.

Depois disto, continuei olhando, e eis aqui outro, semelhante a um leopardo, e tinha nas costas quatro asas de ave; tinha também este animal quatro cabeças, e foi-lhe dado domínio. Depois disto, eu continuava olhando nas visões da noite, e eis aqui o quarto animal, terrível, espantoso e sobremodo forte, o qual tinha grandes dentes de ferro; ele devorava, e fazia em pedaços, e pisava aos pés o que sobejava; era diferente de todos os animais que apareceram antes dele e tinha dez chifres”. (Dan. 7:6-7 - ARA).


O verso seis nos indica às conquistas, o domínio e a divisão do Império de Alexandre da Macedônia – o Império Grego. O verso sete nos indica às conquistas e o início do domínio mundial de Roma, na fase da República e depois na fase do Império. Portanto, a ênfase do verso sete, é principalmente, para a fase da República, começa, a partir da Segunda Guerra Púnica entre Roma e Cartago (que literalmente estava ao Sul de Roma).

Foi durante a Segunda Guerra Púnica (218-201 a. C.) que Roma, através do Senado romano, passou a ser tutora do rei Ptolomeu V do Egito.


Porém, à morte de Filipator em 205, subiu ao trono do Egito Tolomeu V Epifanes, de cinco anos de idade, permanecendo sob tutores até ao tempo da maioridade para governar. Antíoco, que na ocasião volvia vitorioso e poderoso duma expedição ao Oriente, estendia até à Índia, vê, na situação crítica em que jazia o Egito com o advento do rei pupilo e a má atuação de seus tutores, uma boa oportunidade para nova guerra e vingança da tremenda derrota que sofrera em Ráfia. Para isto aliou-se com Felipe V da Macedônia que estava em guerra com Roma na Grécia. Os dois reis assentaram planos para dividirem os Estados dos Tolomeus entre eles e livrarem-se do que chamara Antíoco – ‘a enfadonha vizinhança dos Tolomeus’. Felipe devia ter a Cária, Líbia, Cirenáica e Egito; e Antíoco todos os restantes Estados.”

Ao tomarem conhecimento os tutores de Tolomeu V das intenções de Antíoco e Felipe coligados, incontinentemente ‘apelaram para Roma e confiaram ao Senado a tutela do rei infante. O Senado, que até então se havia mostrado afeto aos Tolomeus, tornou-se desde este momento seu árbitro.’” - (MELLO, Araceli S. TESTEMUNHOS HISTÓRICOS DAS PROFECIAS DE DANIEL. 1ª ed. Rio de Janeiro – RJ, Gráfica Editora Laemmert S.A. 1968. p. 370.).

Dois motivos pelos quais “o quarto animal” é chamado de “terrível, e espantoso e sobremodo forte”. (Dan. 7:7 - ARA), um animal sem distinção da sua espécie. Primeiro: todos os reis saíam à guerra liderando os seus exércitos; mas os romanos não tinham um rei que liderava e conduzia o povo à guerra.
O segundo motivo: a forma de governo dos romanos era a República. No Primeiro Livro de Macabeus, assim está escrito sobre os romanos:

Apesar de tudo, nenhum deles cingiu o diadema, nem revestiu a púrpura para se engrandecer com ela; mas criaram para si um conselho, onde cada dia deliberam trezentos e vinte homens, constantemente consultando-se sobre a multidão e sobre como dirigi-la ordenadamente. Confiam por um ano o poder sobre si e o governo de todos os seus domínios a um só homem, ao qual unicamente todos obedecem, sem haver inveja ou rivalidade entre eles”.(1Macabeus 8:14-16).

Esses versos são fundamentais para o entendimento de Daniel. 7:7. Pois, eles nos esclarecem o porquê do profeta Daniel descrever “o quarto animal” como: “terrível, e espantoso e sobremodo forte”. O profeta Daniel na visão que lhe foi dada, no que diz respeito a esse verso, ele estava visualizando esse período de domínio romano – durante a República. Portanto, o “animal” foi descrito como sendo “terrível, e espantoso”, foi justamente, porque, unicamente, os romanos (dos povos relacionados nas profecias de Daniel sete), não possuíam um rei na seqüência dos relatos proféticos.

Levando-se em conta a data em que o profeta teve a visão. (Dan. 7:1). Os romanos, conforme o relato acima, eram “governados”, “administrados” por “trezentos e vinte homens”. E estes, “Confiam por um ano o poder sobre si e o governo de todos os seus domínios a um só homem”.


Depois retomaremos o assunto do “quarto animal”, no capítulo onze de Daniel.

Em Dan. 7:24 a 26, temos:

Os dez chifres correspondem a dez reis que se levantarão daquele mesmo reino; e, depois deles, se levantará outro, o qual será diferente dos primeiros, e abaterá a três reis. Proferirá palavras contra o Altíssimo, magoará os santos do Altíssimo e cuidará em mudar os tempos e a lei; e os santos lhe serão entregues nas mãos, por um tempo, dois tempos e metade de um tempo. Mas, depois, se assentará o tribunal para lhe tirar o domínio, para o destruir e o consumir até ao fim”. (ARA).






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