As questões devem ser entregues e/ou realizadas para a data solicitada pelo professor



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  1. As questões devem ser entregues e/ou realizadas para a data solicitada pelo professor.

  2. Se realizadas para correção em classe, devem ser impressas e coladas, ou copiadas.

  3. Se solicitadas como atividades de avaliação, as respostas, apenas, devem ser apresentadas em papel com logo da escola.

  4. Atividades não entregues na data serão desconsideradas.

  5. As atividades proporcionam a você, momentos de estudo, memorização, possibilidade de registro de dúvidas, portanto, realize-as com seriedade.


          1. QUESTÕES OBJETIVAS



QUESTÃO 01 (Descritor: relacionar uma informação do texto com outras pressupostas pelo contexto)
Assunto: Coerência, redes semânticas e continuidade de sentido
Na crônica “Os dungas”, da obra A eterna privação do zagueiro absoluto, de Luis Fernando Verissimo, lemos a frase: “Havia dungas antes do Dunga, como houve césares antes de César.” Assinale a alternativa que melhor explique o sentido da palavra dungas e que melhor comente a comparação estabelecida por Verissimo.


  1. Podemos considerar que Verissimo fala do Dunga da história da Branca de Neve, e que sempre houve pessoas com o nome César.

  2. Percebemos que Dunga é um apelido comum entre jogadores de futebol, assim como vários imperadores eram “césares”.

  3. Observamos que, segundo a frase, havia bons jogadores de futebol como o Dunga, como houve grandes imperadores antes de César.

  4. Notamos que, ao utilizar “dungas” e “césares” com letra minúscula, Verissimo procura diminuir a importância desses.

  5. Percebemos que Verissimo chama jogadores de futebol de dungas, para realçar que esses eram ruins, molengas, sem qualidade, assim como o jogador César.

Para as questões 02 a 04, leia o poema de Vera Casanova, ilustrado por Marcelo Kraiser, retirado da obra Corpos Seriais, de 1999.




QUESTÃO 02 (Descritor: relacionar uma informação com outras pressupostas pelo contexto)

Assunto: Informatividade
São interpretações possíveis para o poema acima, EXCETO:


  1. As palavras tempo, espaço e lugar dissociam-se do aspecto metalingüístico do poema, pois não se relacionam à linguagem.

  2. Os versos “Entre o traço / e o passo” relacionam-se ao desejo/momento que antecipa o ato de ler e/ou escrever/desenhar algo.

  3. Os versos “Entre a voz e a / letra” nos remetem ao desejo/momento que antecipa o ato de pronunciar, ler um texto.

  4. Os dois últimos versos referem-se à confluência entre desejo/realização da feitura/leitura de um texto e entre tempo/espaço onde isso ocorre.

  5. O verso “e o passo” nos remete a um provável caminho (primeiro passo) estabelecido pelo eu-lírico, na direção da concretização de sua atitude.



QUESTÃO 03 (Descritor: relacionar uma informação com outras pressupostas pelo contexto)
Assunto: Previsões e inferências
Considerando a leitura do poema acima, só NÃO podemos afirmar que o mesmo:


  1. parece ser atual, contemporâneo, nos remetendo também às Artes Plásticas.

  2. pode apresentar várias interpretações, dependendo da capacidade do leitor.

  3. faz uso da metalinguagem, relacionando-se aos poetas que questionaram o fazer artístico.

  4. apresenta uma despreocupação com a sonoridade, com a utilização de rimas.

  5. utiliza assonância e aliteração, recurso bastante explorado nos textos poéticos.



QUESTÃO 04 (Descritor: analisar a pertinência de uma informação em função da estratégia argumentativa do autor)
Assunto: Coerência, pacto de leitura e convenções textuais
Sabemos que todo texto pressupõe um pacto de leitura, e é a partir de convenções textuais que o leitor vai perceber a coerência ou não do texto lido. Em relação a isso, assinale a alternativa INCORRETA:


  1. Podemos afirmar que há, no decorrer do texto, pistas sobre o pacto de interpretação proposto ao leitor.

  2. Observamos que, apesar de ser um texto ficcional, todo leitor tem que conseguir estabelecer um nexo, uma coerência para o mesmo.

  3. Notamos que o leitor, ao perceber que o texto é um poema, pode extravasar-se de seu conhecimento do mundo extralingüístico.

  4. Podemos afirmar que o julgamento do leitor em relação à inconsistência (ou não) do texto lido leva em conta o gênero textual do mesmo.

  5. Notamos que, mesmo o texto sendo ficcional, normalmente o leitor espera conseguir estabelecer um sentido para o mesmo.

Leia atentamente a letra de música abaixo, retirada do CD Estamos adorando Tókio, da irreverente banda Karnak, para responder as questões 5 a 8:




Juvenar




Tá frio aqui


Tá muito poluído

Eu tô triste eu tô borrecido

Tá feio aqui

Tá muita poluição

Tá fedido

Fumaça de caminhão


Tô cansado da cidade

quero ir pro mato

tem de tudo lá

porco galinha pato

tem cachorro tem cavalo

tem carro de boi

correguinho sempre tem
Juvenar Juvenar

Vem tirar o leite

São 6 horas da manhã

Juvenar Juvenar Juvenar Juvenar
Vocês que fazem parte do Karnak

que temem a fumaça do motor

percebam que o melhor da vida

é saúde é comida é amor

você tem que estar bem consigo mesmo

pra isso não importa o lugar

pode ser até debaixo desta ponte

ou num palácio lindo em Madagascar

pode ser num planeta bem distante

ou na boleia desse caminhão

tá frio tá tempestade tá chovendo
muito mais triste é a chuva no nosso coração
Eh ohoh vida de gado povo marcado eh

Povo feliz

QUESTÃO 05 (Descritor: analisar as características enunciativas do texto)
Assunto: Enunciado e enunciação
São afirmativas coerentes com o texto lido, EXCETO:


  1. a escolha de uma linguagem mais coloquial contribui para dar um sentido popular à letra de música.

  2. o texto deixa claro que o importante, é estar bem consigo mesmo, independentemente do lugar ou da situação financeira.

  3. a letra de música critica a poluição das grandes cidades e aconselha quanto à postura que devemos ter frente à vida.

  4. as várias vozes que se apresentam ao longo do texto são articuladas pelo locutor da canção.

  5. o nome Juvenar atribui um sentido mais pejorativo, mais depreciativo em relação ao homem do campo.



QUESTÃO 06 (Descritor: perceber a utilização da intertextualidade)
Assunto: Informatividade e intertextualidade
A utilização da intertextualidade, ou seja, o diálogo de uma obra com outras, é comum na arte contemporânea, podendo se dar através da paráfrase, paródia, referência, citação, etc. Através de seu conhecimento da música brasileira e da intertextualidade, assinale a alternativa em que o trecho de “Juvenar” nos remeta referencialmente à conhecida música de Zé Ramalho, intitulada “Admirável Gado Novo”:
a) “Juvenar Juvenar / Vem tirar o leite”

b) “pode ser num planeta bem distante / ou na boleia desse caminhão”

c) “Eh ohoh vida de gado povo marcado eh / Povo feliz”


  1. você tem que estar bem consigo mesmo / pra isso não importa o lugar”

  2. Vocês que fazem parte do Karnak / que temem a fumaça do motor”



QUESTÃO 07 (Descritor: perceber a utilização de diferentes modalidades de língua)
Assunto: Modalização
A presença de modalidades diversas da língua, faz parte da Literatura contemporânea. Em todos os trechos abaixo, da letra de música “Juvenar”, está evidente a utilização do coloquialismo, EXCETO em:


  1. Eu tô triste eu tô borrecido”

  2. você tem que estar bem consigo mesmo”

c) “Juvenar Juvenar / Vem tirar o leite”

d) “Tô cansado da cidade / quero ir pro mato”

e) “correguinho sempre tem”

QUESTÃO 08 (Descritor: avaliar as diferenças de modalização da língua)

Assunto: Modalização
O locutor de um texto pode mostrar que considera o que diz como totalmente verdadeiro (asseveração) ou expressar-se de outra forma. Assinale a opção que apresenta verso(s) em que haja asseveração:
a) “Juvenar Juvenar / Vem tirar o leite”

b) “pode ser num planeta bem distante”



  1. pode ser até debaixo desta ponte”

  2. Tô cansado da cidade / quero ir pro mato”

  3. percebam que o melhor da vida / é saúde é comida é amor”

As questões de 9 a 11 referem-se ao texto abaixo.




João Cabral: uma fala só lâmina


Suênio Campos de Lucena
Não foi com muita alegria que o poeta João Cabral de Melo Neto me recebeu naquela quentíssima tarde de sábado carioca. No seu belo apartamento num antigo prédio atapetado e com piso de mármore, na praia do Flamengo, ele me recebeu de cabeça baixa, vacilante pela cegueira que o humilha e o desgasta. Fatigado, o poeta parecia meio chateado por ter cedido aos meus insistentes pedidos de entrevista. Foram três meses de ligações quase diárias, seguidas sempre de um inflexível não. Em seguida, ao saber que seu entrevistador seria um paraibano, o poeta lentamente começou a se abrir, contando causos da infância, reclamando das doenças que o enfraquecem e o deixam triste. De sonoros não, comecei a ouvir alguns talvez, até chegar ao esperado sim. No fundo, eu sabia, o poeta queria falar, dar uma última palavra sobre questões sempre caras, como a relação com os poetas da chamada Geração de 45, o seu antecessor Carlos Drummond de Andrade e, sobretudo, compartilhar a dor por não poder mais ler e escrever sozinho.

Fotos proibidas — o poeta é vaidoso — só tive o pequeno gravador como testemunha. A sala em que ficamos estava abafadíssima — era verão em que se debatia a vinda do pop star Michael Jackson ao Brasil — , uma penumbra nos cobria e envolvia. Suas respostas foram dadas como as perguntas (previamente formuladas e aprovadas por ele), objetivas, diretas. O poeta não teme mais nada. Tivemos que parar várias vezes, ele não ouvia bem. Sério, circunspecto, mas extremamente cordial, falou sobre diplomacia, Clarice Lispector, a gênese da poesia e o desejo de receber o Prêmio Nobel.

Prestes a completar 77 anos de vida, ele não me pareceu nada feliz com a velhice, outra questão abordada. Como o argentino Jorge Luis Borges, Cabral amarga o fato de ter que dividir o indivisível — passara os últimos quatro anos ouvindo a mulher, às vezes a empregada, ler para ele, e quando, muito raramente, sentia vontade de escrever era obrigado a ditar. Isto o deixa muito triste: ”Passei a minha vida toda lendo e agora...” Bem sabe o poeta, estes são atos solitários, que prescindem de silêncio.

É isto que o faz reagir de forma cabisbaixa diante da vida. Lembrado do lugar que ocupa dentro da literatura, um dos maiores expoentes vivos da poesia contemporânea, ri seu riso fácil, humilde e espontâneo, algo certamente herdado do engenho, do mato, da infância dos sítios de Pernambuco.

No final, pede-me notícias do Nordeste, jura nunca mais atender a qualquer entrevistador e fica no seu silêncio penumbroso. Silêncio de que precisamos, afinal, para ler sua poesia.
(Suplemento Literário – Secretaria Estadual de Cultura – maio-1997)


QUESTÃO 09 (Descritor: inferir o sentido de uma palavra, considerando o contexto)
Assunto: Coesão e coerência
As palavras destacadas podem ser substituídas, corretamente, de acordo com o sentido do texto, pelas palavras dos parênteses, EXCETO:
a) “ Fatigado, o poeta parecia meio chateado...” (cansado, enfadado)

b) “... dar a última palavra sobre questões sempre caras, como a relação com os poetas da

Geração de 45...” (queridas, apreciadas)


  1. “Suas respostas foram dadas como as perguntas (previamente formuladas e aprovadas por ele.)” (provisoriamente, antecipadamente)

  2. “...meio chateado por ter cedido aos meus insistentes pedidos.” (perseverantes, teimosos)

  3. “... um dos maiores expoentes vivos da poesia contemporânea...” (notável representante)



QUESTÃO 10 (Descritor: relacionar uma informação com outras pressupostas pelo contexto)
Assunto: Informatividade
Assinale a alternativa incorreta em relação ao texto lido:


  1. O poeta João Cabral relutou bastante para conceder a entrevista.

b) O entrevistador teve que ser persistente para conseguir entrevistar o poeta.

c) As perguntas do entrevistador já eram do conhecimento do poeta.

d) O entrevistador desconfiava de que o poeta desejava dar sua impressão sobre aspectos

da Literatura e de sua própria vida.

e) Um dos assuntos tratados foi a vinda de artistas estrangeiros ao Brasil.

QUESTÃO 11 (Descritor: relacionar uma informação com outras pressupostas pelo contexto)
Assunto: Informatividade
As afirmações abaixo apresentam características e/ou comportamentos do poeta João Cabral de Melo Neto e podem ser comprovadas pelo texto, EXCETO:


  1. João Cabral já não tem capacidade de ler e escrever sozinho.

b) O poeta mostra-se sério, circunspecto, mais calado e menos falante.

c) Melo Neto, já velho, cansado e vaidoso, evita expor-se publicamente.

d) O poeta mostra-se permanentemente intransigente e inflexível.

e) João Cabral é um homem reservado e avesso a badalações na imprensa.




As questões de 12 a 18 referem-se aos diálogos abaixo, retirados de A eterna privação do zagueiro absoluto, de Luis Fernando Verissimo.

I - Diálogo entre um coração (primeiro a falar) e seu dono:

Me leva pra casa.

 O quê?

 Me leva pra casa imediatamente. E pare de me envolver nos seus divertimentos. Você

parece que não tem coração.
II - Diálogo entre autores clássicos da literatura mundial:

É Dublin  diz Joyce.

É Dublin, do meu “Ulisses” diz Joyce.

Do meu Ulisses Diz Homero.

O meu Ulisses contém todos os Ulisses da História. O seu foi apenas o primeiro. E ele

nunca esteve em Dublin.

O meu Ulisses não esteve em lugar nenhum. Voltou de todos.


III - Diálogo entre um casal de namorados, Márcio (fanático por futebol) e Bete que “só sabia

que futebol se joga com os pés, ou aquilo era basquete?”:

Pensei que em futebol se levasse a bola com o pé.

É com o pé.

Mas aquele lá está levando embaixo do braço.



Márcio explicou que aquele era o juiz, e que estava levando a bola embaixo do braço para o

centro do campo, onde iniciaria o jogo.
IV - Diálogo entre torcedores da seleção brasileira:

Já estou vendo. Vamos repetir o vexame de 94.

Mas em 94 nós ganhamos!

Detalhe.




QUESTÃO 12 (Descritor: reconhecer a utilização de passagens humorísticas)



Assunto: Enunciado e enunciação
Veríssimo é um escritor que explora bastante o humor em suas obras. Dos quatro trechos de diálogos, percebemos que, realmente, só há humor explícito em:


  1. I, II e III.

  2. I, II e IV.

  3. I, III e IV.

  4. II, III e IV.

  5. I e III.



QUESTÃO 13 (Descritor: perceber, no enunciado a utilização da intertextualidade)
Assunto: Enunciado, enunciação e intertextualidade

A utilização da intertextualidade é comum nas obras literárias. Assinale a opção que aponte o(s) trecho(s) de diálogo em que ocorra intertextualidade ligada a clássicos da Literatura:




  1. I

  2. II

  3. III

  4. IV

  5. II e IV


QUESTÃO 14 (Descritor: reconhecer as características de um tipo de discurso)
Assunto: Tipos de discurso
Encontramos em diálogos que tentam representar situações cotidianas, normalmente, a utilização de uma linguagem mais coloquial. Isto é evidente em:
a) I

b) II


c) III

d) IV


e) I e III

QUESTÃO 15 (Descritor: analisar o tipo de função de linguagem utilizada em certos textos)
Assunto: Função de linguagem
Sabemos que os textos podem apresentar várias funções de linguagem ao mesmo tempo, porém, muitas vezes há uma preponderante. A função de linguagem predominante nos trechos acima é a:


  1. referencial

  2. emotiva

  3. conativa

  4. fática

  5. metalingüística.



QUESTÃO 16 (Descritor: avaliar a intenção comunicativa de um texto)
Assunto: Função de linguagem
Considerando os fatores de contextualização, a intenção comunicativa dos trechos acima é basicamente a:


  1. representação objetiva da realidade.

  2. expressão de sentimentos e emoções.

  3. verificação do funcionamento do canal.

  4. persuasão do recebedor da mensagem.

  5. manipulação consciente do sistema de signos.



QUESTÃO 17 (Descritor: perceber a utilização da ironia constante em textos)
Assunto: Enunciado e enunciação


Veríssimo é um escritor que explora além do humor, a ironia em suas obras. Percebemos, de forma evidente, a utilização da ironia somente nos trechos:




  1. I e II


  2. II e III

  3. III e IV

  4. I e IV

  5. II e IV



QUESTÃO 18 (Descritor: perceber a forma da construção descritiva de um texto )
Assunto: Descrição
Encontramos, em textos variados, a utilização de trechos narrativos, injuntivos, descritivos, etc. De todos os diálogos, os que apresentam recursos descritivos com maior ênfase são:


  1. I e II.

  2. II e III.

  3. III e IV.

  4. I e IV.

  5. II e IV.



QUESTÃO 19 (Descritor: analisar informações teóricas sobre um estilo de época)
Assunto: Romantismo
Observe as seguintes afirmações
I – O eu-romântico, objetivamente incapaz de resolver os conflitos da sociedade, lança-se à evasão. No tempo, recriando a Idade Média Gótica e embruxada. No espaço, fugindo para ermas paragens ou para o Oriente exótico.
II – A natureza romântica é expressiva. Ao contrário da natureza árcade, decorativa. Ela significa e revela. Prefere-se a noite ao dia, pois sob a luz do sol o real impõem-se ao indivíduo, mas é na treva que latejam as forças inconscientes da alma: sonho e imaginação.
III – No Romantismo, a epopéia, expressão heróica já em crise no séc. XVIII, é substituída pelo poema político e pelo romance histórico, livre das peias de organização interna que marcavam a narrativa em verso. Renascem, por outro lado, formas medievais de estrofação e dá-se o máximo relevo aos metros livres, de cadência popular, as redondilhas maiores e menores, que passam a competir com o nobre decassílabo.
Estão corretas:


  1. todas.

  2. apenas a I.

  3. a I e a II.

  4. a II e a III.

  5. a I e a III.


QUESTÃO 20 (Descritor: reconhecer características do Romantismo)
Assunto: Romantismo
O Romantismo, graças à ideologia dominante e a um complexo conteúdo artístico, social e político, caracteriza-se como uma época propícia ao aparecimento de naturezas humanas marcadas por:
a) teocentrismo, hipersensibilidade, alegria, otimismo e crença na sociedade.

b) etnocentrtismo, insensibilidade, descontração, otimismo e crença na sociedade.

c) egocentrismo, hipersensibilidade, melancolia, pessimismo, angústia e desespero.

d) teocentrismo, insensbilidade, descontração, angústia e desesperança.

e) egocentrimo, hipersensibilidade, alegria, descontração e crença no futuro.

As questões de 21 a 23 referem-se ao Romantismo e ao trecho abaixo, parte do poema “Mocidade e morte”, do poeta Castro Alves.

“Oh! Eu quero viver, beber perfumes

Na flor silvestre, que embalsamam os ares;

Ver minh’alma adejar pelo infinito,

Qual branca vela n’amplidão dos mares.

No seio da mulher há tanto aroma...

Nos seus beijos de fogo há tanta vida...

— Árabe errante, vou dormir à tarde

À sombra fresca da palmeira erguida.

Mas uma voz responde-me sombria:

Terás o sono sob a lájea fria.

QUESTÃO 21 (Descritor: analisar características da poesia romântica)
Assunto: Romantismo
Assinale a opção que melhor interpreta o trecho acima:


  1. Os versos atestam as características românticas do ilogismo, do subjetivismo e do sonho.

  2. A valorização, a idealização da figura feminina estão, basicamente, em evidência no excerto.

  3. O sentimentalismo exagerado, associado ao amor à natureza, foi abordado por Castro Alves.

  4. O senso de mistério, o escapismo e o nacionalismo são aspectos centrais dos versos acima.

  5. O trecho aborda o inconformismo do poeta com a antevisão da morte prematura, ainda na juventude.



QUESTÃO 22 (Descritor: identificar características da poesia romântica)
Assunto: Romantismo
O tema da morte é recorrente na obra de vários poetas românticos. No trecho acima a imagem da morte aparece, principalmente, na palavra:
a) embalsama.

b) infinito.

c) amplidão.

d) dormir.

e) sono.

QUESTÃO 23 (Descritor: relacionar partes de um texto ao contexto apresentado)
Assunto: Romantismo
Podemos perceber que o trecho acima pode ser dividido em duas partes: a que apresenta os desejos do poeta e a suposta realidade que o mesmo irá viver. O verso que marca o início da 2a. parte é o:


  1. quarto.

  2. quinto.

  3. sexto.

  4. sétimo.

  5. oitavo.

QUESTÃO 24 (Descritor: analisar as características da prosa romântica)
Assunto: Romantismo
Na prosa ficcional romântica brasileira são recorrentes o sentimentalismo, a idealização dos valores burgueses, o amor como única possibilidade de realização, e o típico “final feliz”.

Marque a opção que NÃO confirme a afirmação dada.




  1. O amor simboliza o objetivo fundamental da existência e o casamento, o fim último da vida.

  2. A defesa intransigente do casamento e da continência sexual anterior a ele não ocorrem.

  3. A frustração amorosa leva, incondicionalmente, à morte.

  4. O protagonista é representado como heróico, puro, corajoso.

  5. A economia burguesa determina os gostos e os pontos de vista na ficção romântica.


          1. QUESTÕES ABERTAS

Para as questões de 25 a 29, leia atentamente o trecho abaixo, retirado da obra A bagaceira, de José Américo de Almeida.


“O fogo, bem defronte do rancho festivo, alumiava o terreiro.

Lúcio pôs-se a observar a agonia da lenha verde que se estorcia, estalava de dor, estoirava em protestos secos e se finava, chiando, espumando de raiva vegetal.

Voavam faíscas como lágrimas de fogaréu. Divisavam-se os troncos queimados boiando no cinzeiro, como negros em farinhada. Flamejava o painel do aceiro — as árvores ígneas e, esplêndida, a macaíba com o leque de chamas.

O incêndio esfumava-se escurecendo a noite. E, de quando em quando, a fumaça deitava para a casa fronteira, envolvendo-a num presságio de luto.”



Questão 25 (Descritor: reconhecer e analisar em um texto dado, o tipo de discurso apresentado)
Assunto: Tipos de discurso
Entre os tipos de discurso podemos citar a narração, a descrição, a argumentação. Esses discursos são utilizados por muitos escritores para atribuir um determinado efeito de sentido em sua obra. Situe o trecho lido entre tais tipos de seqüência discursiva e analise o efeito de sentido conseguido com tal recurso.

Questão 26 (Descritor: relacionar uma informação identificada no texto com outra do mesmo texto)
Assunto: Interpretação de texto

Transcreva uma passagem desse mesmo trecho que esteja em explícita oposição de significado a “rancho festivo”.




Questão 27 (Descrito: analisar a utilização de termos com relação a outros)
Assunto: Enunciado e enunciação
Explique o papel especial que tem no texto o uso do seguinte conjunto de termos: agonia, dor, portestos, raiva, lágrimas.




Questão 28 (Descritor: reconhecer em um texto a utilização de figuras)
Assunto: Verbos e gradação
Transcreva uma passagem do trecho em que a seqüência de verbos expressa uma gradação.




Questão 29 (Descritor: estabelecer relação entre uma estrutura e outra de um mesmo texto)
Assunto: Interpretação de texto


Em “... estalava de dor...”, a seqüência destacada dá idéia de causa. Transcreva outra passagem do texto em que uma expressão semelhante também dá idéia de causa.




As questões de 30 a 36 referem-se aos textos abaixo:
TEXTO I

iRACEMA


além, muito além daquela serra, que ainda azula no horizonte, nasceu Iracema.

Iracema, a virgem dos lábios de mel, que tinha os cabelos mais negros que a asa da graúna e mais longos que seu talhe de palmeira.

O favo da jati não era doce como seu sorriso; nem a baunilha recendia no bosque como seu hálito perfumado.

Mais rápida que a ema selvagem, a morena virgem corria o sertão e as matas do Ipu, onde campeava sua guerreira tribo, da grande nação Tabajara.

O pé grácil e nu, mal roçando, alisava apenas a verde pelúcia que vestia a terra com as primeiras águas.

(...)


Iracema saiu do banho: o aljôfar d’água ainda roreja, como à doce mangaba que corou em manhã de chuva. Enquanto repousa, empluma das pena do gará as flechas de seu arco, e concerta com o sabiá da mata, pousado no galho próximo, o canto agreste.

(ALENCAR, José de. Iracema.São Paulo, Ática, 1999)

TEXTO II

Índia, seus cabelos nos ombros caídos,

Negros como a noite que não tem luar;

Seus lábios de rosa para mim sorrindo

E a doce meiguice desse seu olhar.

Índia da pele morena

Eu quero beijar.
Índia, sangue tupi,

Tem o cheiro da flor;

Vem, que eu quero lhe dar,

Todo o meu grande amor.

Quando eu for embora para bem distante,

E chegar a hora de dizer-lhe adeus,

Fica nos meus braços só mais um instante,

Deixa os meus lábios se unirem aos seus.

Índia, levarei saudade

Da felicidade

Que você me deu.

Índia, a sua imagem

Sempre comigo vai,

Dentro do meu coração,

Flor do meu Paraguai!
(In: Sucessos inesquecíveis de Cascatinha e Inhana.CD.Eldorado, 1997)




J. A. Flores / M. O. Guerrero / José Fortuna


TEXTO III

A índia e o traficante





Noite malandra, um luar de espelho,

No meio da terra a índia colhe o brilho,

Som de suor, cheirada musical,

Palmeira que se verga em meio ao vendaval.

Sentia macia floresta,

Bolívia, montanha, seresta...

Índia guajira já colheu sua noite

Volta para a tribo meio injuriada,

Uma figueira numa encruzilhada

Felina, um olho de paixão danada,

Era Leão, famoso traficante,

Um out-door, bandido elegante,

Que a levou para um apart-hotel

Que tem em cuiabá.

Índia, na estrada, largou a tribo

Comprou um vestido, aprendeu a atirar,

Índia virada, alucinada pelo cara-pálida do

(Pantanal,

Índia guajira e o traficante

Loucos de amor, trocavam o seu mel,

Era um amor tipo 45,

E tiroteios rasgando o vestido,

Em quartos de motel.

Explode o amor, adiós para o pudor,



Guajira e o traficante passam a escancarar,

Rolam papéis, nos bares, nos bordéis,

Os dois de Bonnie and Clyde, assunto dos

(cordéis,

Maíra, pivete, Amazônia,

Esqueceu Tupã, a sem-vergonha...

Dentro de um Cessna, bebendo champagne

Leão e seu bando a fazem sua chefona,

Índia fichada, retrata falada,

A loto esperada pelos federais,

Mas ela gosta de fotografia

E vira capa dos jornais do dia,

Enquanto espera uma tonelada da pura

(alegria.

Índia, sujeira, foi dedurada

Por um sertanista que era amigo seu,

Índia traída — “mim tô passada” —

Ela lamentava num mal português,

A Índia, deu um ganho, num Landau negro,

Chapa oficial, que era da Funai,

Passou batido pela fronteira,

Uma rajada de metralhadora...



Morta no Paraguai!

(In: Dusek na sua. LP Polygram, 1986)

Questão 30 (Descritor: analisar características do Romantismo)
Assunto: Romantismo
No Romantismo reside todo um idealismo com que os autores compõem os protagonistas de suas obras, como sendo modelos ideais de beleza e comportamento. Explique por que Iracema pode ser considerada uma personagem típica do Romantismo.

Questão 31 (Descritor: analisar características do Romantismo)
Assunto: Romantismo
A influência do Romantismo pode ser observada em boa parcela de letras da música popular brasileira. Compare o trecho de Iracema à clássica letra da guarânia Índia e cite dois traços de idealização romântica presentes na caracterização da Índia de José Fortuna.

Questão 32 (Descritor: analisar características do Romantismo)
Assunto: Romantismo



O heroísmo é patente nas obras românticas. O herói representa qualidades como força sobre-humana, beleza, coragem, virtudes morais, entre outras. Já o anti-herói, além de não ser belo, faltam-lhe qualidades positivas e virtudes. Releia o texto A índia e o traficante e EXPLIQUE em que sentido a personagem feminina do poema-canção pode ser vista como anti-heróica, oposta à visão romântica do herói.

Questão 33 (Descritor: analisar a utilização de certas expressões em relação ao contexto)
Assunto: Coesão e coerência
Explique por que a presença de estrangeirismos, gírias e expressões vulgares, tão ocorrentes no texto, colaboram para formar uma feição anti-heróica da personagem.

Questão 34 (Descritor: analisar o efeito de sentido da utilização de uma determinada modalização verbal)
Assunto: Modalização verbal
De acordo com a gramática normativa, a guarânia Índia apresentaria erros de concordância verbal. Revelando forte presença do registro informal da linguagem e sua espontaneidade, formas de tratamento em segunda e terceira pessoas se mesclam no mesmo contexto, com vistas a um efeito estilístico de aproximação entre as personagens. ANALISE como a compreensão da modalização dos verbos desta obra contribui para que possamos perceber a aproximação entre as personagens.

Questão 35 (Descritor: comparar pontos de vista diferentes em relação a dois textos)
Assunto: Romantismo
Uma comparação entre os textos permite perceber que a mulher indígena é focalizada de diferentes perspectivas e pontos de vista, e caracterizada de distintas maneiras. Redija um texto contrapondo a visão da mulher indígena nos três textos.

Questão 36 (Descritor: interpretar pontos de vista diferentes em relação a dois textos)
Assunto: Romantismo
Interprete as diferentes implicações simbólicas na caracterização da personagem feminina nos versos finais dos textos de Dusek e Fortuna: Flor do meu Paraguai! e Morta no Paraguai!
Questão 37 (Descritor: analisar o efeito de sentido da utilização de uma determinada modalização verbal)
Assunto: Modalização verbal


Leia atentamente o trecho abaixo, comentário sobre o projeto de lei que prevê a proibição de estrangeirismos incorporados à língua portuguesa.



Terapia ocupacional

É curioso imaginar como seria a implantação do projeto de lei nº. 1676. Primeira questão: quem elaboraria o “índex” das palavras proibidas? Em seu projeto, Aldo Rebelo sugere que seja a Academia Brasileira de Letras. Sempre que um termo estrangeiro fosse posto em circulação, a ABL teria noventa dias para encontrar um equivalente em português. Seria uma ótima terapia ocupacional para os velhinhos(...)


No fragmento acima, temos o uso freqüente do futuro do pretérito. Justifique esta escolha para o efeito de sentido desejado pelo autor.

Questão 38 (Descritor: analisar características de um texto do Romantismo)
Assunto: Romantismo
Leia atentamente o trecho abaixo, retirado da obra romântica A queda dum anjo, do escritor português Camilo Castelo Branco.


Capítulo VII



Figura, vestido, e outras coisas do homem
Assim que os personagens dos romances começam a ganhar a estima ou aversão de quem lê, vem logo ao leitor a vontade de compor a fisionomia do personagem plasticamente. Se o narrador lhe dá o bosquejo, a imaginativa do leitor aperfeiçoa o que sai muito em sombra e confuso no informe debuxo do romancista. Porém, se o descuido ou propósito deixa ao alvedrio de quem lê imaginar as qualidades corporais de um sujeito importante como Calisto Elói, bem pode ser que a intuição engenhosa do leitor adivinhe mais depressa e ao certo a figura do homem, que se lhe a descrevessem com abundância de relevos e rara habilidade no estampá-los na fantasia estranha.

Não devo ater-me à imaginação do leitor neste grave caso. Calisto Elói não é a figura que pensam. Estou a adivinhar que o enquadraram já em molde grotesco, e lhe deram a idade que costuma autorizar, mormente no congresso dos legisladores, os desconcertos do espírito, exemplificados pelo deputado por Miranda. Dei azo à falsa apreciação, por não antecipar o esboço do personagem.


Não são poucos os casos em que, no interior do próprio romance, os autores revelam preocupação quanto à recepção de seus textos. Há aqueles que explicitam esta preocupação como pretexto literário, irônico, como é o caso de Camilo C. Branco. No trecho em pauta, o narrador revela ter opinião definida sobre as reações do leitor frente a Calisto Elói, o protagonista da obra. Releia o fragmento dado e responda:


  1. De acordo com o narrador, o leitor é um ser ativo ou passivo na recepção de um romance? Cite um trecho que justifique sua resposta.

  2. De acordo com o narrador, que imagem o leitor fizera de Calisto Elói, positiva ou negativa? Cite um trecho que justifique sua resposta.



As questões 39 e 40 referem-se à letra do fado “Estranha forma de vida”, um dos maiores sucessos da cantora portuguesa Amália Rodrigues (1920 – 1999) e ao Romantismo.
Estranha forma de vida
Foi por vontade de Deus

Que eu vivo nesta ansiedade,

Que todos os ais são meus

Que é toda a minha saudade

Foi por vontade de Deus.
Que estranha forma de vida

Tem este meu coração;

Vive de vida perdida

Quem lhe daria o condão,

Que estranha forma de vida!
Coração independente

Coração que não comando,

Vives perdido entre a gente

Teimosamente sangrando,

Coração independente!
Eu não te acompanho mais.

Pára, deixa de bater.

Se não sabes aonde vais,

Por que teimas em correr?

Eu não te acompanho mais!
Se não sabes aonde vais,

Pára, deixa de bater.



Eu não te acompanho mais!

Questão 39 (Descritor: identificar a utilização de características poéticas do Romantismo)
Assunto: Romantismo
O fado é uma típica canção portuguesa (embora tenha se originado no Brasil, de onde desapareceu) e representa uma das mais fortes expressões populares de identidade nacional. Do ponto de vista literário, identifica-se em muito com o ideário poético do Romantismo, como, também acontece com significativa parcela de gêneros da Música Popular brasileira. Tendo em vista essas observações, REDIJA um parágrafo IDENTIFICANDO duas características poéticas românticas presentes no fado lido. COMPROVE sua resposta com elementos extraídos do texto

Questão 40 (Descritor: identificar características formais de um texto)

Assunto: Romantismo
Uma das características formais mais evidentes em “Estranha forma de vida” á a construção das primeiras estrofes de acordo com um processo de reiteração na distribuição dos versos. REDIJA um pequeno texto APONTANDO que reiterações acontecem na estruturação das quatro primeiras estrofes do fado.

















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