As novas carreiras da internet



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As novas carreiras da internet

Você sabe o que faz um diretor de Web? Um webmaster? Um CKO? Pois chegou a hora de descobrir e, quem sabe, se candidatar a um desses postos



Por Laura Somoggi (revista Voce out/99)

Em 1875, o diretor do departamento de patentes dos Estados Unidos pediu demissão. "Ficar para quê?", perguntou ele, desanimado, ao secretário de Estado do Comércio. "Não há mais nada a inventar." No século 19, a máquina a vapor e a lâmpada a gás eram o supra-sumo da tecnologia de ponta. A eletricidade era apenas uma simples curiosidade técnica, coisa de cientista maluco. "O experimento do senhor Edison é interessante do ponto de vista teórico", resumiu um painel de cientistas de Nova York. "Pena que não tenha nenhuma utilidade prática." Tratava-se de algo tão extravagante que o jornalista americano Ambrose Bierce escreveu: "Não se sabe o que é a eletricidade, mas em todo caso ela ilumina melhor do que um cavalo a vapor e é mais veloz do que um bico de gás". Sem conseguir enxergar que a eletricidade seria a responsável por uma das maiores transformações da humanidade, Bierce acabou se imortalizando por ter dito uma das mais estupendas bobagens de que se tem notícia na história do pensamento humano.

É certo que você pode seguir a linha do pobre diretor de patentes, dos cientistas nova-iorquinos ou de Ambrose Bierce e subestimar, hoje, o poder de transformação da Internet. Mas também pode abrir os olhos e compreender, antes que seja tarde, o significado e o potencial da Web. Parece uma escolha, mas na verdade não é: quem não se entender com a economia digital, a partir de agora, corre o sério risco de ficar para trás. No ano passado, o comércio eletrônico global movimentou cerca de 55 bilhões de dólares. Existem sites em que os fabricantes não tabelam mais o preço de seus produtos - é o cliente que decide quanto vai pagar por eles. O fenômeno, irreversível como a eletricidade, está aí, à vista de todos. É o que se chama de Nova Economia, com novas profissões, novos postos de trabalho e novas exigências para as carreiras tradicionais.

Certo, muito impressionante, mas o que isso tem a ver com você? Pois aqui vai: "Todas as funções das organizações - leia-se: o seu emprego - vão mudar drasticamente nos próximos três ou quatro anos", afirma um headhunter de São Paulo. Trata-se de um alarmista, de um catastrofista? Não. Para entender isso direito, é preciso ler e reler o que vem a seguir com muita atenção. Acompanhe o raciocínio.

Em breve, tudo vai virar informação. Todos os produtos e serviços imagináveis estarão disponíveis na rede - e, se estiverem, é porque alguém os colocou lá. Precisa de um livro? Quer trocar a TV? Contratar um guia de viagem no Nepal? Achar um encanador? Acesse a Internet. É claro que o livro continua sendo de papel e o encanador continua de carne e osso, mas o importante aqui é: tudo o que existe no mundo dos átomos também vai existir no mundo dos bits. Nesse movimento, frise-se bem, tudo vai virar informação, inclusive os produtos ou os serviços da empresa em que você trabalha. Entendeu aonde queremos chegar? É isso mesmo: de uma forma ou de outra, goste ou não da idéia, você vai fazer parte desse processo.

E como exatamente será isso? Aí é que está o problema. Ninguém sabe direito. Só há pistas. Com a Internet, todo mundo que está plugado na rede tem o mesmo acesso às mesmas informações - e a partir daí vai fazer diferença o profissional que souber o que fazer com elas. "Interatividade é também uma chave importante da Nova Economia", diz Christian Haas, presidente da Organic, empresa especializada em produzir sites. Indústrias vão estar conectadas on-line a seus consumidores e fornecedores, num esquema que já funciona na Dell Computers, um dos maiores fabricantes de computadores do mundo. O cliente faz o pedido para a Dell pela Internet e, na mesma hora, o fornecedor já sabe que vai precisar entregar mais uma peça. "Quem se adaptar a esse novo ambiente é que vai ter projeção nas empresas", diz Laércio Consentino, presidente da Microsiga, umas das principais empresas brasileiras de informática.

Finalmente uma boa notícia: para acompanhar isso, você não precisa ser um gênio da informática (ajuda, é claro, mas não é tudo). É preciso sobretudo (como se fosse fácil...) pegar o espírito da coisa. É preciso entender que estamos diante de um novo conceito, que exige uma nova mentalidade. É preciso abrir a mente e tentar pensar digitalmente. Missão para o Super-Homem? Não, caros leitores, vocês darão conta do recado. Os ingredientes principais vocês já têm - caso contrário não teriam chegado aonde chegaram nem estariam lendo isto aqui. Como assim? "Curiosidade, dinamismo e vontade de aprender são as coisas mais importantes que você precisa ter para se entender com a Internet", afirma Sérgio Motta Mello, diretor-geral da TV 1, empresa de comunicação multimídia de São Paulo.

Eis a prova: a carioca Adriana Pontes, de 31 anos, formou-se em análise de sistemas. Em 1992, conseguiu um emprego no Citibank. Três anos depois, foi escalada para ajudar a desenvolver o sistema de home banking. E foi aí que ela percebeu que havia um mundo novo por trás da Internet - um mundo que exigia muito mais uma visão de longo alcance do que conhecimentos técnicos. Diante dessa evidência, decidiu alargar os horizontes e fazer uma pós-graduação em marketing. Resultado: hoje Adriana é a gerente de marketing responsável por tudo o que se faz com Internet no Citibank no Brasil. "A Internet deixou de ser algo da área de tecnologia", diz Adriana. "Hoje ela faz parte da estratégia de negócios do banco."

Note que, há cinco anos, o cargo que Adriana tem hoje nem existia. Muito pouca gente, no Brasil ou no mundo, sabe exatamente o que faz um gerente de Internet. E, assim como a gerência de Web, muitas posições estão surgindo e ainda vão surgir. Há oportunidades em quase todas as áreas e lugares - desde as empresas que já enfrentam a concorrência digital até aquelas que, mesmo sem ter sequer um site, sabem que não podem ficar fora disso. Se você é advogado, pode se especializar em direito na Web. Se é bom em vendas, pode ajudar a criar um catálogo de produtos pela rede. Se é bem-informado, pode concorrer a uma vaga de diretor de conteúdo de uma publicação digital. Se você não é nada disso, pode sugerir uma boa idéia digital a uma empresa e criar um cargo novo, só seu. Tudo é possível. Tudo é ligeiramente caótico. Tudo é muito novo - tão novo que ninguém chegou a um acordo sobre que nome dar às funções que já estão sendo exercidas. Às vezes, nem o próprio funcionário sabe que nome dar ao que ele faz. Mas isso é o de menos. O importante é que há muitas (e cada vez mais) carreiras e profissões nascendo com a Internet e a Nova Economia. Muitas já existem no Brasil. A seguir, a descrição de algumas delas.




1) WEBMASTER

Este talvez seja o posto mais difícil de explicar quando se fala em carreiras ligadas à Internet. Suas funções variam muito, dependendo do tipo de empresa e de qual é a estrutura disponível para cuidar dos sites. Originalmente, o webmaster é o profissional responsável por colocar e manter as páginas no ar. Nos últimos tempos, no entanto, suas funções têm se ampliado nas empresas - hoje ele idealiza o site, gerencia o conteúdo e procura fazer com que seja o mais eficiente para a atividade da empresa.

Para isso, três habilidades são fundamentais: conhecimento técnico, criatividade e visão estratégica do negócio. Não é preciso ser um expert em programação, em design ou em tecnologia, mas é necessário entender um pouco de tudo isso para saber quais são as soluções mais indicadas para fazer o melhor site. Ele terá que interagir com os diferentes departamentos para ver quais as necessidades de cada um e quais as informações mais importantes para colocar no site. Normalmente, quando há uma estrutura maior e as funções do webmaster são mais técnicas, o gerente é que vai cuidar da idealização do site e se preocupar com a estratégia da empresa.

Em alguns casos, o webmaster divide suas funções com arquitetos de conteúdo ou arquitetos da informação, profissionais que só pensam na funcionalidade da página. Escolhem como colocar o conteúdo e quais ferramentas usar para tornar a navegação mais fácil. Decidem, por exemplo, em que lado da página estará determinada informação, pensando em coisas como para onde olhamos primeiro quando vemos uma tela de computador. Eles trabalham em conjunto também com os engenheiros de conteúdo, que geralmente determinam qual é a tecnologia necessária para que o conteúdo esteja no ar. Cuidam também do software que sustenta o funcionamento do site.

2) GERENTE DE ATENDIMENTO AO CONSUMIDOR

O tradicional serviço de atendimento ao consumidor ganha novas dimensões na Internet. Mais do que ouvir reclamações ou anotar sugestões, os responsáveis pelo atendimento têm um papel cada vez mais importante nas estratégias das empresas. Dependendo do tipo de atividade da companhia e de quem são seus clientes, as funções desse profissional variam. Na Netcom, empresa carioca responsável pelo site de leilões Valeu, o contato com os internautas via e-mail é fundamental para que eles se tornem consumidores fiéis. "O e-mail é um instrumento poderoso de relacionamento com os clientes", diz Jack London, proprietário da Netcom.

Márcia Ferreira, gerente comercial da Netcom, é responsável pelo atendimento aos internautas e aponta as diferenças de atender por meio de mensagens eletrônicas. "Temos que ser muito rápidos", diz ela. "Nos atendimentos por telefone o processo demora, em média, três dias. Nós não podemos demorar mais do que 24 horas." Além disso, escrever bem, de forma clara e lógica, é fundamental. É muito diferente explicar algo por escrito do que por telefone. "Um internauta mal atendido faz uma propaganda negativa pela rede, que é muito mais rápida do que o boca-a-boca", afirma Márcia.

Mais do que uma forma de comunicação, o e-mail é uma ferramenta importante para detectar as necessidades dos clientes. O responsável pelo atendimento tem que saber onde buscar as soluções para as dúvidas e reclamações, e principalmente deve saber usar essas informações para melhorar seu negócio e torná-lo mais lucrativo. Veja o caso de Leandro de Paula, diretor de serviços ao cliente da StarMedia, site latino-americano de conteúdo e comércio eletrônico. Seus clientes são os anunciantes que compram espaço no site. O atendimento não se resume apenas a receber as peças publicitárias, que, no caso de um site, são os banners (anúncios em forma de imagem gráfica). Leandro verifica se o banner é adequado ao tipo de campanha que seu cliente quer fazer e mede o número de vezes que o banner é visto ou clicado pelos navegantes da Web. Analisa também qual é o perfil de quem entra no site e de quem clica em cada banner. Essas informações são preciosas para orientar o anunciante a fazer a campanha mais adequada ao site e a quem o visita.




3) GERENTE DE COMÉRCIO ELETRÔNICO

O papel do gerente comercial também está mudando com a entrada da Internet num número cada vez maior de negócios. "Como cuidar da operação dos pedidos ficou muito mais fácil, esse pessoal pode desempenhar funções que agregam muito mais valor à atividade da empresa", diz Luiz Serra, gerente regional da Cisco do Brasil, filial da maior empresa de equipamentos para redes de computador do mundo. O gerente comercial tem que entender do negócio dos seus clientes e parceiros, bem como os seus processos internos. Só assim poderá melhorar a colocação de pedidos para atender às necessidades de cada um.

Como diz Chuck Martin, em seu livro O Futuro da Internet (Makron Books), os empregados terão que se concentrar menos no processamento de papel ou na solução de discrepâncias entre faturas e pedidos de compra e mais em coisas de grande responsabilidade, como acordos mais vantajosos com os fornecedores. É exatamente isso que faz Márcia Ferreira, da Netcom. Além de cuidar do atendimento aos clientes, ela é quem cuida das negociações com as empresas que vão colocar seus produtos no site de leilões Valeu. Ela analisa os produtos dos fornecedores para ver quais têm maior potencial de venda pela rede. Também procura definir os melhores canais para atingir as empresas e as melhores formas de captar clientes. "É preciso olhar o que os outros estão fazendo o tempo todo. Na Internet, um produto fica velho de um mês para o outro." Todas essas preocupações têm uma forte justificativa: a concorrência está a um clique de distância.


4) HACKER ÉTICO

O hacker é o gênio da informática que sabe melhor do que ninguém como furar os sistemas de segurança das empresas para obter informações sigilosas. Nos últimos anos, a palavra hacker adquiriu uma conotação negativa, tornou-se sinônimo de alguém pouco ou nada ético, devido a diversos casos de roubo de informações. Mas agora é possível usar essas habilidades para fazer o bem. Muitas empresas começam a procurar hackers para testar a vulnerabilidade do seu próprio sistema. Os responsáveis pela segurança dos sistemas (outro nome que os hackers éticos recebem) analisam quais são as falhas do sistema da empresa e como solucioná-las. Sempre surgem novas formas de invadir os sistemas e, por isso, é preciso desenvolver defesas continuamente. Bancos e administradoras de cartão de crédito são os primeiros a procurar os hackers. Mas aos poucos muitas outras devem recrutar esse tipo de profissional.




5) GERENTE DE LOGÍSTICA DE COMÉRCIO ELETRÔNICO

Fazer um único produto chegar intacto às mãos do comprador de forma rápida exige uma estratégia de distribuição eficiente. Imagine então o que acontece quando você tem de atender milhares de consumidores que podem fazer pedidos a qualquer hora do dia, de qualquer lugar do planeta. Não é tarefa simples. A situação fica ainda mais complicada se a empresa vende muitos itens diferentes como, por exemplo, supermercados ou livrarias virtuais.

O exemplo da Dell, empresa americana que vende 30 milhões de dólares por dia em micros pela Internet, mostra a importância da logística. Sua estratégia dispensa distribuidores e revendedores - ela atende diretamente seus clientes no mundo todo. Outro de seus segredos é reduzir ao máximo o estoque de matérias-primas e de computadores prontos. A Dell reduziu seu tempo médio de estoque para apenas seis dias, porque conhece exatamente a demanda a cada momento. "Se tenho 6 dias de estoque, meu competidor, 80, e a Intel aparece com um novo processador, isso quer dizer que chego ao mercado 74 dias antes do meu concorrente", diz Michael Dell, presidente da empresa. Essa agilidade é uma tremenda vantagem competitiva.

O responsável pela logística tem que ter visão para otimizar o processo. O que fazer se cada produto tiver que ser embalado de uma forma diferente? Qual é a melhor empresa para fazer a entrega das mercadorias? Os preços podem variar dependendo do tipo de produto ou ainda da região para onde ele vai. Para desempenhar bem essa função, além de entender de logística e de Internet, é fundamental ter um enorme senso de organização. Esse profissional é peça fundamental em qualquer negócio. "Essa será uma das áreas que vai contratar mais mão-de-obra daqui para a frente", diz Jack London, da Netcom.




6) ADMINISTRADOR DE BANCO DE DADOS

Já notou que, na maioria dos sites em que você entra, precisa preencher algum espaço com seus dados? Pois é, toda a informação sobre os internautas é guardada a sete chaves. Com o cruzamento dos dados disponíveis é possível ver as preferências dos mais diferentes perfis. Quais os livros mais comprados por homens casados na faixa dos 50 anos? Ou qual o tipo de investimento procurado por mulheres de 30? Conhecer o comportamento dos clientes e observar quais são suas áreas de interesse ajudam a azeitar os negócios.

Originalmente, o administrador do banco de dados decidia apenas quais as melhores formas de armazenar dados e quais os programas mais eficientes. Mas sua função foi se ampliando. Hoje, ele deixa de er apenas um técnico e desempenha um papel cada vez mais importante no negócio da empresa. Passou a analisar de forma inteligente as informações que o site oferece. É o que se chama de data mining, ou garimpagem de dados. Se ele souber como usar as informações, poderá planejar de forma mais eficiente uma estratégia de lançamento de um produto ou uma campanha publicitária que fale direto com o público-alvo.

Para ser bom nisso, você precisa entender bem do negócio da sua empresa e quem são os clientes que ela quer conquistar. "Um bom administrador de dados deve ter raciocínio analítico para números e criatividade para encontrar soluções que muitas vezes não estão na sua frente", diz Leandro, da StarMedia.

7) DIRETOR DE CONHECIMENTO

O nome vem do inglês chief knowledge officer, CKO. É um cargo novo que só existe há três anos no país, geralmente em multinacionais. Esse executivo tem como função reunir e gerenciar todo o conhecimento da empresa. Sua meta é criar um banco de dados on-line com propostas de projetos, metodologias, melhores práticas, atas de reuniões e toda a experiência acumulada pelos funcionários. Deve fazer isso de forma organizada para que a consulta seja fácil. Essas informações são úteis na hora de fazer outros projetos ou mesmo como material de treinamento dos funcionários.

Para fazer isso com eficiência, é necessário entender de banco de dados e saber analisar como as pessoas trabalham numa organização. "Nós temos que reunir os lados tecnológico e antropológico da empresa", diz Chris Newell, diretor de conhecimento da Viant, consultoria americana de negócios na Internet. Consultorias e escritórios de advocacia são bons exemplos da importância dessa função. Ter informações sobre projetos, quem sabe fazer o quê, o que deu certo e o que deu errado. Todas essas informações são muito úteis na hora de começar um projeto ou um novo processo.

8) DIRETOR DE TECNOLOGIA DA INFORMAÇÃO (TI)

Eles estão sendo procurados para usar a tecnologia com o objetivo de mudar a maneira como as empresas fazem negócio, para que elas sejam mais eficientes e competitivas. O chief information officer, CIO, como o diretor de tecnologia da informação, TI, é chamado, em inglês, deve assegurar que todos na organização usem a tecnologia em benefício do negócio e dos clientes. É responsável também por encontrar as últimas novidades técnicas e trazê-las para a empresa. Um bom diretor de TI tem que entender de marketing, finanças e planejamento estratégico, além de ser íntimo da tecnologia. Os candidatos à diretoria de tecnologia da informação geralmente são profissionais com uma forte base técnica. Mas, para chegar lá, eles têm que conhecer a fundo o funcionamento da empresa e pensar com a cabeça do dono. Devem estar de olhos bem abertos para ver o que a concorrência está fazendo e poder contra-atacar. Certo, é trabalho que não acaba mais. Como consolo, resta saber que quanto maior o peso da tecnologia e da Internet dentro da empresa, mais cargos devem surgir para ajudá-lo nessa tarefa. Eis dois deles: o diretor de Internet (que cuida de toda a operação da empresa na rede) e o diretor de comércio eletrônico (que cuida da Internet como canal de vendas da empresa).


O futuro do futuro

Há vários cargos, carreiras e profissões ligados à Internet que, embora já existam nos Estados Unidos, ainda devem demorar um pouco a chegar no Brasil. Para você, isso é vantagem - assim tem mais tempo para se preparar. Eis quatro deles:



Líder da organização virtual - dirige on-line um grupo de trabalho que está fazendo algum projeto específico. Ele pode reunir um time de experts de todas as partes do mundo para atingir suas metas. Quando a tarefa está pronta, a equipe se desfaz e o líder assume outro projeto.

Gerente de consumo - monitora os responsáveis pelo conteúdo do site e os técnicos para que eles desenvolvam formas eficientes de tornar as compras on-line melhores e mais fáceis. Hoje sua função é desempenhada por funcionários da área comercial, mas com o tempo provavelmente será uma especialização à parte.

Programador de TVs interativas - será responsável pela integração entre televisão e Internet. Isso mesmo: no futuro próximo, a televisão será a forma mais comum de acessar a Web - mais do que o seu computador pessoal, acredite. Para tornar isso possível, serão necessários profissionais com capacidade de integrar o comércio eletrônico e o conteúdo da Web aos programas de entretenimento da televisão. Integrar de forma a fazer sentido, que fique bem claro.

Especialista em convergência de tecnologias - assim como haverá necessidade de juntar Internet à televisão, muitas empresas começam a procurar um profissional que saiba casar telefonia e vídeo com a rede. Ele deve entender dos sistemas usados pelas operadoras de telefonia e também de transmissão de imagens via Internet. Se, além disso, conhecer comércio eletrônico e segurança na transmissão de dados, seu passe valerá ouro.



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