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UM DEVIR CRÍTICO AO IAUARETÊ


Por

Luciano Monteiro


Eu – toda a parte. Tou aqui, qunado eu quero eu mudo.

Guimarães Rosa

Hâum! Comé que vai, leitor? Mecê vei ver o que tá assucedendo por esses canto, é? Ramo chegando, ramo chegando! Cê pode fica vontade que o texto é humilde, mas é honesto. Madaro fazê ‘sa crítica em riba dum conto, agora nóis tá fazendo né? Com tempo, até que mecê vai se acostumando, de tanto fazê, fazê...Ói, des que eu cheguei nessas banda de cá que mandam fazê texto de tudo qui é troço. A gente num pára nunca de escrevê. Essa agora é uma crítica a um conto dum homi chamado Guimarãim Rosa. Um que fala de onça braba comendo cavalo, comendo gente, do iaiareté...’sas coisa que aparece nesses mato.

Mas ói, tô avisando mecê: ‘se texto aqui num vai saí na direitura que era pra sê não! Tá saindo é outra coisa. De primeiro que num dá pra ficar nesse nhenhê-nhém dum sujeito só, o tempo todo, não. Senão numa ia sair é nada. Teve que ser ingual que nem no conto: a prosa vareia com as circustança. Índio tigrero que mata parente seu, tem nome certo não. Cada hora nome dele é outro: Bacuriquirepa, Breó, Antonho de Iesus, Tonico, Macuncozo, Tonho Tigreiro...

‘Se texto aqui – eixi! – também já foi tanta coisa... primeiro que foi era cacique Poriwetã na beira do fogo, despois da contura do Iaiareté, falando de índio que mata outro índio a mando, pra mór de ganhá dinhero do não-índio...despois era suçuarana, bicho manso feito gente, no meio daquele monte de bicho brabo; suçuarana contando história de parente traiçoero de pinima... ei, despois ainda era geralista seu Nemésio, filho de dona Quitéria Benzedera, falando das história desse povo, que nem dotô Camará Cascú, dando uma aula inaugurar do Colér’ di Franci... – ai, ai, ai, essa devia sê a milhó de todas!

Ma dei’stá... mandaro disonçá ‘se texto agreste, mor de ficá milhó de entra e saí... Ma nóis acaba virando ingual – mecê intende? Num se faz coisa dessa sem ficá meio que nem outro, entrá em riba da lugareza de outro sem outrá um cadim também. Mecê sabe que nessa vida num se faz nada sem volta, num é? À vez demora, mais um dia tem volta...

Ói! Fai um mês que conheci dois irmão ashaninka, Isaac Pinhanta e Valdete Pinhanta; povo das banda de cima na frontera do Peru. Ashaninka contaro as história de índio que ganha dos não-índio a mor de matá povo da aldeia. Despois eles volta mais pro meio dos índio não, mas num deixa de ser índio também. Aí fica vagando sozinho pressas ladeza dos mato, bicho brabo, vivendo de roubá, de matá-de-aluguel... traiçoeero! Meio que nem jagunço, que nem bicho predador, jaguaretê-pinima.

Agora, deixe mudá um cadim de posição, que minhas perna tá dolorindo! Humm...

Mecê deve de tá sabendo que texto num é coisa ingual às outra não, isso qui os dotô chama de ombijeto diz-tudo. Eixe! texto é pior que cambalião-pedreira qui se esconde debaixo dos ói. ...ombijeto diz-tudo, tá bom! ‘ses dotô pensa que texto é ingual papagaio de matera criado em casa, que fala sempre a meima coisa. Tamanho de texto num cabe dizê ingual de pedaço de chão: vareia! Cê sabe escrevê discritivo, sabe medir, fazê laboratório? A’pois, adianta nada não! Texto, cadora que mecê olha tá outro. Carece de sabê olhá com vontade. À vez mecê olha bem direitim, ele parece tá drumindo de tão quieto. Cê pensa que vai ser fácil e vai buscar papel e lápis mor de escreve tudo. Quando volta ele tá acordado, se espalhando pra tudo que é lado. Agora cê tá na mão dele, pode esquecê tudo que tinha pensado... Ele que diz o que é que vai, que é que fica; vai dizendo por baixo das palavra... Parece que sabe, quando a gente chega, fareja o que é que nóis tá pensando...

Ââââiiiiiii... Humm, eu tô com os osso tudo mulestado de cansaço... Também despois da trabalhera que deu chegá até aqui, num tem filho de Deus que güentasse de pé mais não! Ói, mecê fica de olho em tudo aí, vigia esse foguinho que eu vô drumi um cadim e despois nóis continua essa prosa, a-hum? Hr-hrm...... ... ssss, ... ... ... ai-ai! ... ... ... ... ... ... ... ... ... ... ... ... ... ... ... ... ...



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..... ...Humm? ... Eixe! Tardou-se, cabe mais nada não! Atimbora, oncero danado! Maria-Maria tá qui não! Aqui num tem ninguém não. Morreu tudo de doença. Tô falando a verdade! Cabou-se! Eu sei de tudo que texto sabe... Ói que eu viro texto também! Atimbora! Apaga esse teu rastro com folha de palmeira!




1 Professora do Programa de Ciência da Literatura, da UFRJ, e tradutora.

** Tradutora, Pesquisadora, atualmente lecionando no Departamento de Ciência da Literatura da UFRJ como bolsista Recém-doutora /CNPq.


1 Professora do Programa de Ciência da Literatura, da UFRJ, e tradutora.

** Tradutora, Pesquisadora, atualmente lecionando no Departamento de Ciência da Literatura da UFRJ como bolsista Recém-doutora /CNPq.


1 Maurice Merleau-Ponty, Fenomenologia da percepção (trad. Carlos Alberto Ribeiro de Moura). São Paulo, Martins Fontes, 1999. p. 241

1 O termo, muito corrente na língua francesa, é de difícil tradução em português. Escolhemos a palavra restrição, em vez de constrangimento, etimologicamente mais próxima de contrainte, que passaremos a utilizar.

1 Michel Foucault, Raymond Roussel, Paris, Gallimard, 1963 (Folio Essais, 1992, p. 25).

2 Chastellain, Marot, Meschinot e Molinet são alguns dos "grandes retóricos". Outros declarados precursores do Oulipo são Villon, Lewis Carrol, Raymond Roussel, todos "filhos de Rabelais", mestre na arte de "deslocar os sons", de provocar efeitos cômicos a partir dos famosos e intraduzíveis contrepets.

3 Dumarsais: Les Tropes ( Paris 1818; 2 vol.) citado por Michel Foucault em Raymond Roussel, p. 24.

1 Michel Foucault, Raymond Roussel, Paris, Gallimard, 1963 (Folio Essais, 1992, p. 23).

2 Trata-se de um jogo surrealista que foi descrito por Georges Hugnet na sua Pequena antologia poética do surrealismo (Paris, 1934): cinco pessoas em volta de uma mesa, cada um irá escrever uma palavra no mesmo papel sem ser visto pelos demais. A primeira palavra é um substantivo que servirá de sujeito para as cinco frases que serão completadas posteriormente. A primeira folha é dobrada e passada adiante, enquanto o vizinho imediato escreve o segundo vocábulo: um adjetivo, em seguida, um verbo transitivo, depois, um objeto direto. A primeira frase obtida foi: " le cadavre exquis boira le vin nouveau" ["o cadáver delicioso beberá o vinho novo"]. Nem sempre o jogo resulta numa frase que apresente algum interesse semântico ou humorístico.

3 Conferir em Jacques Roubaud, Poésie, etcetera: ménage. Paris, Stock,1995.

1 François Le Lionnais, La Lipo In: OULIPO, La Littérature Potentielle, Gallimard, 1973, p. 17.

2 Le Lionnais, Op. cit., p. 17.

3 Remetemos ao texto de Christelle Reggiani aqui publicado para uma discussão sobre a restrição e a literariedade.

4 O exercício consiste em substituir os substantivos, adjetivos e verbos de um texto, preferencialmente de estrutura rígida, pela sétima palavra - da mesma categoria gramatical - em seguida à que será modificada, que se encontre em um dicionário.

1 Conferir o texto de Christelle Reggiani aqui publicado, assim como o artigo de Valérie Susana e Grégory Corroyer “Textologie et contrainte”, In: Formules 5/TEM 13, Paris, Noésis, 2001

2 Wittgenstein, citado por Valérie Susana e Grégory Corroyer, “Textologie et contrainte”, In: Formules 5/TEM 13, Paris, Noésis, 2001, p. 286.

3 " Irene ri" é um exemplo de palíndromo da canção de Caetano Veloso.

1 Gilles Deleuze, Lógica do Sentido, São Paulo, Perspectiva, 1982, p. 152.

2Gilles Deleuze, Op. cit., p. 23.

3 Os Exercícios de Estilo de Queneau foram traduzidos para o português e editados pela Imago, em 1985.

1 Para uma discussão aprofundada sobre o conceito de “pastiche” remetemos ao excelente texto de Daniel Bilous aqui publicado “O concílio do pastiche”.

2 Ver J. Laurent, Dix perles de culture, Paris, La Table Ronde, 1972, préfacio.

3 Nietzsche propõe resolver a crise da verdade em proveito do falso e de sua potência artística e criadora. Conferir sobre o assunto Gilles Deleuze, Nietzsche e a Filosofia, Editora Rio, 1976.

1 Maurice Blanchot, “Le Rire des dieux”, In: La Nouvelle revue française, julho, 1965, p. 103.

2 Claude Burgelin, Georges Perec. Paris, Seuil, 1988. pp. 119-134.

1 "Approches de quoi?", Cause Commune, n° 5, fev. 1973. citado por C. Burgelin em Georges Perec. Paris, Seuil, 1988, p. 124.

2 Op. cit. p. 126.

1Conferir Italo Calvino, “Cybernétique et fantasmes ou de la littérature comme processus combinatoire”, In: La Machine Littérature, Paris, Seuil, 1993.

1 “Recordemos o princípio: são escritos dez sonetos com as mesmas rimas. A estrutura gramatical é tal que, sem esforço, cada verso de cada “soneto-base” é intercambiável com qualquer outro verso situado na mesma posição do soneto. Ter-se-á então, para cada verso de um novo soneto a ser composto, dez possíveis escolhas independentes. Os versos sendo catorze, haverá virtualmente 1014 = 100 mil bilhões de sonetos.” Italo Calvino, Por que ler os clássicos, São Paulo, Companhia das Letras, 1993, p.270. Para a visualização de algumas possibilidades combinatórias remetemos a www.sonetos.com.br.

2 Uma versão informatizada do conto foi criada por Carol-Ann Holzberger e por Antoine Denize.

3 Sobre as máquinas de produzir textos e o Oulipo, conferir Ana Moraes, “A Literatura assistida por computador”, In: Anais da Intercom, XXV Congresso anual em Ciência da Comunicação, Salvador, set., 2002.

1 Italo Calvino, Op. cit. p. 15.

*


1 Antoine Albalat, L’Art d’écrire em vingt leçons, Armand Colin, 1917, p. V a VII e 5 a 6.

2Cf. Claudette Oriol-Boyer, “Pour un apprentissage de l’écriture de fiction à l’école”, In: Pour um nouvel enseignement du français, Colloque de Cerisy, éd. De Boeck-Duculot, Bruxelles, 1982.

1 La Chronique des écrits en cours, número 1, maio, 1981, Editorial, p. 3.

1 Petit Robert.

2 Gianni Rodari, Grammaire de l’imagination, Editeurs français réunis, 1979, p. 125.

1 Ibid. p. 112.

1 Pierre Bourdieu, La distinction, Minuit, 1979, p. 125.

2 M. Dufrenne, Encyclopaedia Universalis, verbete Art, vol. 2, p. 484.

3 Jean Ricardou, Ecrire em classe, p. 56.

1Gianni Rodari, op. cit., p. 191.

2 Cf. Claudette Oriol-Boyer, “Lire pour écrire”, revue Pratiques, numéros 26, 1980.

1 Jean Ricardou, Ecrire em classe, p. 56.

1 Jean ricardou, “Travailler autrement”, In: L’enseignement de la littérature, Nathan, 1977, p. 19.

2 Ibid, p. 21.

1 Ítalo Calvino, La machine littérature, Essais, Seuil, 1984, p. 24-25.

* Professor da Université de Toulon et du Var.


1 A la manière de..., 4ème série (Grasset, Paris 1925).

1 Apócrifo publicado em La Phalange, em 1909, como sendo um inédito de Mallarmé, publicado uma segunda vez em Sub tegmine fagi (Ed. du Temps présent, Paris, 1913).

1 Mallarmé não parece ter esquecido o artigo "Contra a obscuridade", que Proust escreveu contra a "capela simbolista".

1 À la manière de... 3e série (Grasset, Paris, 1913).

2 À la manière de..., série 1950 (Solar, Monaco 1950).

3 Cf. o famoso pastiche-Montaigne, em Les Caractères (De la Société et de la conversation,30).

1 Ed. de Rocher, Monaco 1984.

1 Trocadilho com os manuais escolares franceses, que compilam passagens de obras conhecidas em "trechos escolhidos", os morceaux choisis; moisis significa "mofados". [N.do T.]

1 La Princesse Maleine (I, 4).

1


1 À la manière de..., 4ème série (Grasset, Paris 1925).

° Uma versão em hebraico deste ensaio será publicada em janeiro de 2006, na revista literária israelense "Ho!".


* Escritor, ensaísta e tradutor.


1 Jean Lescure, « Des permutations en particulier et en général des poèmes carrés », in La littérature potentielle (Créations, Re-créations, Récréations) (Paris : Gallimard, 1973), p. 151.

1 Emile Cioran, Syllogismes de l’amertume (Paris : Gallimard, 1980), p. 21.

1 Ibid., p. 29.

2 Ibid., p. 19-20.

3 Marc Lapprand, Poétique de l’Oulipo (Amsterdam et Atlanta : Editions Rodopi, 1998), p. 85.

1 François Le Lionnais, « Les structures du roman policier : ‘qui est le coupable ?’ », in La littérature potentielle (Créations, Re-créations, Récréations) (Paris : Gallimard, 1973), p. 62-65.

1 Lapprand, p. 82.

1 Ibid., p. 82-83.

1 Jean Lescure, « Petite histoire de l’Oulipo », in La littérature potentielle (Créations, Re-créations, Récréations) (Paris : Gallimard, 1973), p. 34. Entre colchetes: comentário de Lescure, figurando originalmente em uma nota de rodapé.

1 Jean Lescure, « La méthode S + 7 (cas particulier de la méthode M ± n) », in La littérature potentielle (Créations, Re-créations, Récréations) (Paris : Gallimard, 1973), p. 139.

1 Giovanni Papini, Gog, tr. René Patris (Paris : Flammarion, 1939) p. 131.

1 Ibid., p. 237-241.

2 Ibid., p. 59.

1 Ibid., p. 154-155.

2 Ibid., p. 163.

1 F. Le Lionnais, “La Lipo (le premier manifeste)”, In: La Littérature potentielle, Gallimard, 1973, p.20.

2 J.Jouet, Raymond Queneau, qui êtes vous?, Lyon, La Manufacture, 1988, pp.61-62.

3 J. Roubaud, “L’Auteur oulipien”, In: M. Contat (ed.), L’Auteur et le Manuscrit, P.U.F., 1991, p.82.

4 Sobre a fundação do Oulipo como busca de uma “mistura” ou de uma “interseção”, entre matemáticas e literatura, ver F. Le Lionnais, “Raymond Queneau et l’amalgame des mathématiques et de la littérature”, In: Atlas de littérature potentielle, Gallimard, 1988.

1 C. Berge, “La Princesse Aztèque, ou Contraintes pour um sonnet à longueur variable”, La Bibliothèque oulipienne, Seghers, 1990, tomo II, p.77.

2 B. Magné, “De l’écart à la trace. Avatars de la contrainte”, Études littéraires, vol.23, n.12, université Laval (Québec), été-automne 1990, p.19.

1 Entrevista com Jean-Marie Le Sidaner, L’Arc, n. 76, 1979, p.8.

2 M. Charles, L’Arbre et la Source, Seuil, 1985, pp.181, 185 e 210.

1 M. Charles, Introduction à l’étude des textes, Seuil, 1995, p.40.

2 R. Barthes, “Littérature et Discontinu”, Essais critiques, Seuil, 1981, p. 178.

3 L’Arbre et la Source, Op. Cit., p. 125.

1 J. Lescure, “La Méthode S+7”, La Littérature potentielle, op. cit., p. 144.

1 Comment j’ai écrit certains de mes livres, Union Générale d’éditions, 1985, p. 23.

2 J. Bens, OuLiPo 1960-1963, Christian Bourgois, 1980, p. 242.

3 Op. cit. p. 130.

4 R. Queneau, “Technique du roman”, Bâtons, chiffres et lettres, Paris, Gallimard, 1965, p. 33.

5 Le Lionnais, F., “La Lipo (premier manifeste)”, op. cit., p. 20.

6 “L’Auteur oulipien”, op. cit., pp. 85-86.

1 Ver J. Lahougue e J.-M. Laclavetine, Écriverons et liserons, em vingt lettres, Seyssel, Champ Vallon, 1998, em particular pp. 158-162.

2 Sua função de confundir a legibilidade da restrição está explicitamente assinalada pelo próprio Perec, que expõe, em sua entrevista com C. Oriol-Boyer, sua “idéia de tirar um capítulo de modo a que não se possa recontituir o sistema que só existe através dele.” (“Ce qui stimule ma racontouze”, Texte em main, Grenoble, n. 1, printemps, 1984.)

1 Sobre os quatro sentidos escriturais distinguidos pelos Pais da Igreja, ver C. Spicq, Esquisse d’une histoire de l’exégèse latine au Moyen Âge, Vrin, 1944, p. 22.

1 J. Roubaud, Le Grand Incendie de Londres, Seuil, 1989, p. 40.

1 Retomo essa noção no n.1 dos Cahiers de narratologie, Nice, 1986.

2 G. Perec, W ou le Souvenir d’enfance, Gallimard, 1993, p. 14.

3 G. Perec, Um petit peu plus de quatre mille poème en prose pour Fabrizio Clerici, Les Impressions Nouvelles, 1996.

* Jornalista, escritora e animadora de oficinas de escrita


* Lingüista, Professor do Programa de Letras Neolatinas da UFRJ.


1


2 Nota-se que essas línguas medievais, os romances, não são conhecidas com bastante segurança e precisão através dos textos que, numa época em que o latim era a escrita prestigiada, constituem mais transcrições da língua oral em uso do que produção de um sistema escrito autônomo.

3 Um exemplo: holandês – ou seja, o “dutch” – não deixa de ser o “deutsch”, isto é, a variante alemã dos Países Baixos. Porém, mesmo sem questionar o parentesco, a maioria dos súditos do pequeno reino com certeza se indignaria, ofendida no seu sentimento nacional, ao ver a sua língua ser rotulada de dialeto alemão.

4 O status do morfema dependente pode ser o de palavra – ou não; na verdade, a questão é pertinente apenas do ponto de vista do texto escrito, ou seja, uma questão meramente tipográfica. Pode-se consultar a respeito, com proveito, o livro de Paul Saenger.

5 Cf Havelock.

6 Outro conceito ambíguo: o de sociedade ágrafa. Com efeito, pode-se considerar que determinada sociedade possui – ou não – uma escrita, o que constituiria uma noção binária (sim/não). Entretanto, mesmo nas sociedades com escrita, pode haver uma proporção mais ou menos significativa da população “ágrafa”; sociologicamente, o conceito se mediria numa escala. O Egito antigo, com 99% da população sem acesso à escrita hieroglífica, cujo conhecimento lhe era até proibido, apresentaria o caso de uma sociedade sociologicamente ágrafa, porém com um patrimônio e um saber escrito estritamente reservado a uma classe, a dos sacerdotes.

1 Tomamos o termo literário no seu sentido funcional mais amplo, que é de comunicação. Sem o reduzir, portanto, à caracterização de uma função estético-sentimental, como geralmente pode ser entendido.

1 Falamos aqui de uma linearidade geral, isto é, do acompanhamento da estrutura geral do texto concebido como linear, que não deve ser confundida com o processo de captação visual, que lança mão de visão periférica e de movimentos não-lineares do globo ocular.

1 A letra A, de cabeça para baixo, representa a cabeça de um boi com os seus chifres: . Evidências arqueológicas registram as rotações sucessivas efetuadas pelos escribas ao longo do tempo, até as letras chegarem à posição atual.

2 Os gregos reconheciam e saudavam essa contribuição de uma cultura estrangeira para a sua própria, através do personagem lendário de Cadmos.

3 O que não significa que não havia vínculo antes; com efeito, a representação não fonética de morfemas gramaticais já realizava esse vínculo.

1 Barthes, R. T II, 1993, p. 1544.


* Poeta, pesquisador, aluno de graduação da Faculdade de Letras da UFRJ.


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