Apoio ao planejamento municipal



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3- Agentes financeiros:


  • Caixa Econômica Federal.

  • Nossa Caixa Nosso Banco.

  • Banco do Brasil

  • Itaú.

  • Safra.

  • Banco Rural

  • Mercantil do Brasil

  • Mercantil de São Paulo.

  • Banco Real

  • Unibanco

  • Sudameris

  • HSBC

  • Bradesco

  • Santander

  • Cooperativa de Crédito – Crediserv.

  • Credicitrus.


1.4 CARACTERIZAÇÃO AMBIENTAL:
A) Áreas de proteção:
APP – Área de Preservação Permanente.

Nascentes: 238 há.

Rios: 4.017 há.

Total: 4.255 há – representando aproximadamente 6,3% da área total do município.


APA – Área de Proteção Ambiental.
Bauru possui três APAs Municipais e uma Estadual.
APA Municipal do Rio Batalha, da Água Comprida e da Vargem Limpa-Campo Novo. Estão em fase de elaboração do Plano de Manejo e tem a função de gerenciar empreendimentos com potencialidade de degradação, avaliando os impactos sobre o meio ambiente.

APA Estadual do Rio Batalha que compreende as áreas das APAs Municipais da Vargem Limpo-Campo Novo e do Rio Batalha. Dentro da APA estadual também existe a Estação Ecológica de Bauru e a Estação Experimental de Bauru (Horto), que possuem a função de pesquisa e conservação.

(Anexo 4).
B) Impactos ambientais:

Erosão: O solo agrícola encontra-se degradado devido à intensa exploração agropecuária sem critérios técnicos adequados. O processo erosivo provocado por essa falta de práticas conservacionistas adequadas têm assoreado rios e, consequentemente, ocasionado perdas de solo fértil.

Os principais problemas relacionados à erosão são apresentados em áreas onde se desenvolve a atividade de pecuária, principalmente pelo inadequado manejo e falta de divisões das pastagens que obriga o deslocamento do gado em busca de água; ocasionando erosões tipo sulco. Em áreas com culturas semi perenes (cana de açúcar) e perenes (citricultura, reflorestamento) os produtores adotam as práticas conservacionistas recomendadas.



Flora: A Flora original de Bauru era composta de três tipos de vegetação, o Cerradão, o Cerrado de Campo Úmido e a Transição Cerrado Floresta Estacional. Atualmente a flora se restringe a pequenos fragmentos isolados de cerrados em regeneração e sem conectividade e poucos fragmentos representativos de floresta primária. É observada também a presença intensa de espécies exóticas invasoras como a Leucena, Tulipeira, Mamona e outras, principalmente nas áreas vizinhas ao setor urbano.

Fauna: A fauna encontra-se reduzida devido à degradação dos habitates, sendo formada hoje por pequenos mamíferos e aves.

Saneamento Rural: A área rural não possui sistema de coleta de esgoto, e é adotado o sistema de Fossas Negras. Por isso, incentivar a adoção de sistemas de destinação adequados dos dejetos humanos (construção de fossa séptica) evitará a contaminação do lençol freático, melhorando a qualidade de vida da população rural.

Resíduo sólido (lixo): A grande maioria da população rural utiliza-se do método de queimada ou enterro, para eliminar os resíduos sólidos (lixo), sistema que coloca em risco o meio ambiente ocasionando a poluição do ar e lençol freático. Existe coleta em alguns pontos localizados (Lixeiras Comunitárias) onde o lixo produzido na área rural é depositado pelos moradores e periodicamente recolhido pela prefeitura destinando-o ao aterro sanitário. Aumentar a disponibilidade de locais para deposição e conscientizar a população rural sobre a adequada destinação, contribuirá principalmente com redução da contaminação do solo e mananciais. Bauru possui um sistema de Coleta Seletiva, e segundo a Secretaria do Meio Ambiente (SEMMA), no período de 2008 a 2009, foram coletados 1.389.829 toneladas de lixo reciclável. Os serviços seguem um cronograma de coleta, de maneira que de segunda a sexta-feira em horários pré-fixados os caminhões (são 4) passam nos bairros realizando o recolhimento do material, que é separado e vendido pela Cooperativa dos trabalhadores de Materiais Recicláveis (COTRAMATI). A SEMMA possui também o serviço de recebimento de lixo eletroeletrônico, como pilhas, baterias de celulares, lâmpadas fluorescentes, entre outros.

Recuperação da Mata Ciliar: O município possui aproximadamente 6,3% de sua área composta de Áreas de Proteção Permanente, que na sua maioria estão desprotegidas. Conscientizar e envolver os produtores rurais, transmitindo-lhes informações sobre a importância do isolamento das APPs e recomposição da Mata Ciliar, contribuirá principalmente com a redução do processo de assoreamento. O Fórum Pró-Batalha atua com o objetivo de “Produção de Água” e executa projetos há 15 anos nas áreas acima da captação de água do rio Batalha, tendo recuperado em torno de 120 há de APPs. A Secretaria Municipal de Meio Ambiente de Bauru (SEMMA), desenvolve um projeto de recuperação de APPs Urbanas e também Rural em parceria com produtores rurais. Bauru e região contam também com a atuação da ACIFLORA que trabalha com recuperação florestal e fomento ao plantio comercial de Eucalipto e Pinus.

Agrotóxico: algumas atividades agrícolas desenvolvidas no município tais como olericultura, cana de açúcar e citricultura, utilizam-se de grande quantidade de agrotóxicos. Promover a conscientização dos produtores rurais com relação à adequada utilização do agrotóxico e a destinação adequada das embalagens contribuirá para redução do índice de contaminação dos produtos agrícolas e do meio ambiente, bem como dos problemas de saúde humana decorrentes da má utilização dos agrotóxicos.

1.5 DADOS AGROPECUÁRIOS:
Área total das UPAs: 56.062,07 hectares

Número de UPAs: 715



Módulo Rural: 12 hectares
A- Estrutura Fundiária


Estrato

(ha)

UPAs

Área total




%

ha

%

0 – 10

212

29,66

1.103,8

1,97

10 – 20

148

20,7

2.132,9

3,8

20 – 50

163

22,8

5.131,8

9,15

50 – 100

68

9,51

4.951,0

8,83

100 – 200

56

7,83

7.968,2

14,21

200 – 500

43

6,01

13.333,7

23,78

500 – 1000

20

2,8

14.255,9

25,43

1000 – 2000

4

0,56

4.926,4

8,79

2000 - 5000

1

0,14

2.258,4

4,03

> 5000

0

0

0

0
















Fonte: LUPA – CATI/SAA (2008)
B- Ocupação do Solo


Descrição de uso do solo

N° de UPAs

Área (ha)

%

Cultura Perene

267

2.809,0

5,01

Reflorestamento

114

4.196,5

7,49

Vegetação Natural

308

4.316,9

7,7

Área Complementar

667

633,17

1,13

Cultura Temporária

260

2.275,1

4,06

Pastagens

683

40.071,2

71,48

Área em descanso

16

216,6

0,39

Vegetação de brejo e várzea

407

1.543,6

2,75













Fonte: LUPA – CATI/SAA (2008)
C- Principais atividades agropecuárias


Principais Explorações Agrícolas

Área (ha)

N° UPAs

Braquiaria

37.291,6

564

Eucalipto

4.011,8

109

Laranja

2.293,3

38

Outras gramíneas para pastagem

2.171,5

129

Cana-de-açúcar

1.705,5

214

Milho

272,0

22

Abacate

216,5

7

Pinus

180,1

9

Abacaxi

171,0

3

Fonte: LUPA – CATI/SAA (2008)



Principais Explorações Pecuárias



Unidade

N° UPAs

Bovinocultura de corte

40.748

Cabeças

490

Bovinocultura leiteira

1.644

Cabeças

78

Eqüinocultura

2.064

Cabeças

405

Ovinocultura

2.726

Cabeças

48

Suinocultura

5.906

Cabeças

24

Avicultura de corte

178.000

Cabeças/ano

2

Piscicultura

32.001

m² Tanques

4

Avicultura para ovos

6.680

Cabeças

5

Bulbalinocultura

185

Cabeças

2

Caprinocultura

77

Cabeças

6

Fonte: LUPA – CATI/SAA (2008)


Principais Atividades Econômicas Não Agrícolas



Unidade

Nº Famílias envolvidas

Esporte e lazer

6

Estabelecimento

6

Hotel Fazenda / Pousada / SPA

1

Estabelecimento

1

Pesque – pague

3

Estabelecimento

3

Restaurante / Lanchonete

2

Estabelecimento

2

Transformação artesanal

1

Estabelecimento

2

Fonte: LUPA – CATI/SAA (2008)

D- Participação da Agropecuária na Economia Municipal


  • PIB Total: R$ 5.294.910.000,00




  • PIB Serviços: R$ 3.727.612.000,00 ------------- 70,3%




  • PIB Indústria: R$ 928.847.000,00 --------------- 17,5%




  • PIB Agropecuário: R$ 17.636.000,00 ---------- 0,3 %




  • Impostos sobre produtos líquidos de subsídios: R$ 620.815.000,00 -----11,7%




  • PIB per capita: R$ 15.233,00

(Fonte: IBGE- 2007)
E- Valor Bruto da Produção Anual da Agropecuária


Exploração

Produção Anual

Unidade

Valor da produção

Pecuária de Corte

101.870

@/ano

R$ 7.130.900,00

Pecuária Leiteira

1.775.520

Lts/ano

R$ 887.760,00

Cana-de-açúcar

119.387,1

Ton/ano

R$ 3.580.613,00

Abacate

1.548

Ton/ano

R$ 1.083.600,00

Laranja

45.866

Ton/ano

R$ 10.124.000,00

Abacaxi

4.720

Ton/ano

R$ 3.776.000,00

Maracujá

2.625

cx 16 kg/ano

R$ 39.375,00

Eucalipto

176.484

m³/ano

R$ 8.824.000,00

Milho em grão

19.040

sc.60 kg/ano

R$ 380.800,00

TOTAL –

R$ 35.827.048,00

Fonte: LUPA – CATI/SAA (2008)

  1. Identificação e descrição das principais cadeias produtivas




Produtos

Fornecedores de insumos

Prestadores de serviço

Mão de obra

Canais de comercialização

Pecuária de corte

Revendas da região (1)

--

Familiar, contratada

Leilões, Indústria (frigorífico) e venda direta entre produtores.

Laranja

Revendas da região; Vendedores autônomos

Assist. Téc particular;

Colheita terceirizada.



Familiar, contratada e temporária.

Agroindústrias; Atacadista varejista regional

Avicultura de corte

Integradora (2)

Assist. téc. e Transporte (integradora)

Familiar

Indústria (Integradora – processadora)

Pecuária Leiteira

Revendas da região (1);

Assist. téc. de equipamentos (particular) e Assist. téc em extensão rural através da Casa da Agricultura.

Familiar; contratada

Laticínios da região

Cana de açúcar


Revendas da região (1); Usinas Arrendatárias (4);

Prestadoras de serviço; Colheita terceirizada; transporte da usina (produção)

Familiar, contratada e temporária.

Usina de Cana de Açúcar e álcool.

Reflorestamento (eucalipto)

Viveiristas da região, Empresas de papel e celulose (3); Revendas (1)

Empresas prestadoras de serviço (mecanização, mão de obra, controle de formigas);

Contratada; Terceirizada;

Empresa Arrendatária da área



Empresas de papel e celulose (indústria); Fornos de carvão e madeireiras

Ovinocultura

Revendas da região.

Técnicos da Associação de forma particular.

Familiar e contratada.

Frigoríficos da região e comercio informal.

Fruticultura

Revendas da região.




Familiar e contratada




Olericultura

Revendas da Região

Empresas revendedoras de insumos e técnicos particulares.

Familiar e contratada.

Feiras, Mercado atacadista (CEASA), restaurantes, supermercados e Atravessadores.

Apicultura

Revendas da Região; Madeireiras da Região (; Material de segurança (empresas especializadas)

-----------------

Familiar.

Venda direta ao consumidor em feiras ou de “porta em porta”.

Venda à empresas atacadistas.



(Atravessador)

(1)Principais revendas da região:

Bauru – Agrosolo, Agroserv, Cimoagro, Sementec.

(2) – Principal integradora – Itabom (sede Itapuí-SP)

(3) Viveiristas – Viveiro de Mudas Brasil e Aciflora (Bauru-SP); Empresas – Duratex, Ripasa e Lwarcel

(4) Usina – Cosan,

G - Infra-estrutura da Produção nas Propriedades


Máquinas e Equipamentos

Qtde.

Nº UPAs

Trator de pneus

357

243

Desintegrador, picador, triturador

270

259

Grade niveladora

249

211

Arado comum (bacia, aiveca)

239

211

Distribuidor de calcário

53

47

Semeadeira/ adubadeira para plantio convencional

12

10

Grade Aradora Tipo Romi

36

30

Ensiladeira

20

17

Arado subsolador

15

15

Colheitadeira acoplada

7

6

Misturador de ração

7

7

Câmara fria

3

3

Fonte: LUPA – SAA/CATI (2008)


Benfeitorias de Produção

Qtde.

Nº UPAs

Silo para silagem

102.515 t

9

Terreiro

19.614 m²

26

Estufa/Plasticultura

11.132 m²

15

Armazém para grãos ensacados

3.304 sacas

7

Poço semi-artesiano

503

461

Curral/Mangueira

492

462

Barracão/Galpão/Garagem

389

317

Açude/Represa

330

158

Deposito/Tulha

252

240

Barracão para granja/avicultura

64

20

Pocilga

61

14

Almoxarifado/Oficina

45

40

Fonte: LUPA – SAA/CATI (2008)


H - Infra-estrutura e Serviços Públicos de Apoio à Produção / Processamento / Comercialização.

Armazéns:
Companhia Nacional de Abastecimento-CONAB – A CONAB em Bauru participa do programa AGF (Aquisição do Governo Federal de Trigo e Feijão). Dessa maneira esses produtos são comprados de cooperativas do estado e ficam armazenadas aqui compondo o estoque público ou mantendo a estabilidade de preços. Armazena também café (100 mil sacas) que fazem parte do contrato de opção, instrumento de garantia de preço mínimo. Dessa unidade de Bauru saem todas as cestas de alimentos como açúcar, feijão, café, óleo, e outros, a serem distribuídas a populações em risco, como acampados do INCRA, Quilombolas, prefeituras e outros. A CONAB Bauru tem também um pequeno projeto com a Associação Bauruense de Apicultores, comprando mel e repassando para instituições carentes do município.

CEAGESP-GRÃOS: Possui um Armazém Convencional com capacidade estática de 6,2 mil ton. Um Silo Vertical com capacidade estática de 10 mil ton que opera com estocagem de milho a granel.

Serviços Prestados: Armazenagem, expurgo, limpeza, secagem e transbordo.




Patrulha agrícola: A SAGRA conta com 2 (dois) tratores, 1 arado, 1 grade niveladora, 1 roçadeira e 1 enxada rotativa que prestam serviços aos produtores rurais. Existe um projeto em andamento para aquisição de um novo trator e novos implementos.

Entrepostos: Central de Abastecimento do Estado de São Paulo – CEAGESP

O CEAGESP de Bauru comercializa 54,6 mil toneladas de produtos ao ano, o que representa 1,5% de toda comercialização da rede CEAGESP. São 4,5 mil toneladas por mês e os principais produtos são legumes em geral, frutas, verduras e flores. Conta com uma área total de 100 mil m² e área construída de 7.466 m².



Viveiros: Viveiros Municipais: - Viveiro de mudas do Jardim Botânico Municipal: Produz muda de espécies nativas, tem capacidade para 20 mil mudas, sendo estas destinadas a recuperação de áreas degradadas do município e na manutenção do Jardim Botânico.

- Viveiro de Parques e Áreas Verdes: Produzem mudas nativas e tem capacidade de produção em torno de 30.000 mudas/ano.



Núcleo de produção de Mudas e sementes CATI: Em Bauru existe um posto de vendas de mudas, sendo a produção realizada no município de Pederneiras.

Viveiro de mudas nativas do Instituto Vidágua: Possui capacidade de produzir 100 mil mudas de espécies nativas por ano, mudas estas destinadas a projetos de reflorestamento e recuperação de matas ciliares.

Aciflora: Associação de recuperação Florestal e Ecológica da Região de Bauru é uma entidade civil formada por consumidores de matéria prima florestal, que repassam recursos para a produção de mudas usadas na recuperação florestal obrigatória. O excedente é vendido para produtores da região. Tem capacidade de produzir 1.600.000 mudas por ano, atuando em 30 municípios da região.

Viveiro de Mudas Brasil: Viveiro privado que produz e comercializam mudas de espécies florestais Nativas (600 mil/ ano), Eucalipto (1.500.000/ ano), Cerca Viva (300 mil/ano) e Pinus (1.000.000/ ano).

Cozinha industrial: O Município não possui cozinha industrial.

Feira do produtor: Feira Livre de Bauru: Realiza 26 feiras/mês em 22 diferentes bairros, por onde transitam cerca de 100 mil pessoas. São 220 famílias que trabalham nas feiras, sendo 60 de agricultura familiar.

Energia elétrica: Eletrificação Rural: Na zona Rural 83,33% das UPAs (Unidade de Produção Agrícola), ou seja, 490 propriedades das 715 cadastradas como produtoras, possuem energia elétrica.(FONTE: LUPA – 2008).

Abastecimento de água: O abastecimento de água no município de Bauru é realizado pelo DAE (Departamento de Água e Esgoto de Bauru), uma empresa municipal que garante água tratada à 100% da área urbana. Na zona rural, no entanto apenas o Distrito de Tibiriçá conta com abastecimento de água, o restante da população rural serve-se de água proveniente de minas e poços.

Serviço de inspeção municipal: Bauru conta com o SIMB (Serviço de Inspeção Municipal de Bauru), que atualmente possui 6 (seis) agroindústrias cadastradas:
- Laticínio Copacabana

- Apicultura AZ de Ouro.

- ABA (Associação Bauruense de Apicultores).

- Granja de Ovos de Ovos Orgânicos Cantinho do Sol.

- Casa de Carnes SS

- Defumados




  1. DIAGNÓSTICO DO MUNICÍPIO

2.1 Análises das cadeias produtivas
Cadeia Produtiva 1: OLERICULTURA

a. Aspectos econômicos, infra-estrutura, sociais e ambientais.


Cadeia Produtiva

Pontos Positivos

Pontos Negativos

Forças

Oportunidades

Fraquezas

Ameaças

Olericultura

-Facilidade na aquisição de insumos.

-Pode ser realizada em pequenas propriedades.

-mão de obra familiar.

-Produção o ano todo.

-Permite diversificação de culturas.

-Mercado consumidor garantido.

-Preço de venda estável (salvo em caso de intempéries climáticas).

-Relação custo e valor de venda são atrativos. (100% lucro)



- Produção em ambiente protegido.

-Políticas públicas de crédito voltadas para a atividade;

-Várias opções de venda (feiras, Ceasa, restaurantes, supermercados e direta ao consumidor).

-Possibilidade de venda à prefeitura através do programa da merenda escolar.




- Falta de controle de custos de produção.

-Falta de prestadores de serviços de mecanização agrícola para as micro e pequenas propriedades.

- Falta de Assistência técnica.

-Produtores que não possuem como transportar e comercializar sua produção são forçados a vender aos atravessadores a preços mais baixos.

- Falta de mão de obra especializada.

-Falta de organização de produtores.



- Condições de comércio imposto pelos supermercados (troca de mercadoria não vendida e falta de fidelidade.)

-Propriedades utilizando áreas de APPs, não possuem reserva legal averbada e poderão sofrer penalidades.

-Trechos críticos das estradas rurais dificultando escoamento da produção;




Cadeia Produtiva 2: OVINOCULTURA

a. Aspectos econômicos, infra-estrutura, sociais e ambientais


Cadeia Produtiva

Pontos Positivos

Pontos Negativos

Forças

Oportunidades

Fraquezas

Ameaças

Ovinocultura

-Mercado consumidor crescente e pouco explorado.

-Permite criação em pequenas e médias propriedades.

- Exigência em estrutura de propriedade é mínima para a criação.


-Existência de uma associação de ovinocultores (NOBRE) buscando organizar a Cadeia produtiva, além de oferecer assistência técnica e promover compra de insumos e venda de cordeiros em conjunto.

-Políticas públicas de crédito voltadas para a atividade



-Falta de um frigorífico para abate de ovinos no município, onerando os custos devido ao transporte e favorecendo a venda informal.

-Falta de mão de obra especializada.

-Baixa produtividade por área e baixa taxa de desfrute.

-Dificuldade de produção em escala e falta de padronização de carcaças.

-A associação carece de local para armazenagem de insumos e de uma pequena fabrica de ração (Misturador).


- Comércio Informal (levando a insegurança alimentar).

-Falta de interesse dos produtores não associados em aderir à associação, promovendo uma competição negativa na região, derrubando o preço de venda.





Cadeia Produtiva 3: PECUARIA LEITEIRA.

a. Aspectos econômicos, infra-estrutura, sociais e ambientais


Cadeia Produtiva

Pontos Positivos

Pontos Negativos

Forças

Oportunidades

Fraquezas

Ameaças

Pecuária leiteira

-Permite sustentabilidade em pequenas áreas;

-Renda mensal;

-Baixo impacto ambiental.

-Utilização de mão de obra familiar;




- Existência de Políticas Públicas para pequenos e médios produtores com linhas de crédito rural específicos;

-Existência de Projetos de Desenvolvimento para o setor leiteiro (projeto CATI Leite); - Possibilidade de agregação de valor ao produto (queijos, doces etc...).

-Associação de produtores formalizada (APROB)


-Falta de Planejamento e controle de custos;

-Falta de envolvimento dos produtores da associação dificultando a negociação de compra de insumos e venda da produção em grande quantidade;

-Baixa rentabilidade por área.

-Alto custo de produção.

- Falta de assistência técnica.

- Resistência a mudanças de comportamento.



-Dificuldades para legalização de agroindústrias;

- Sanidade do Rebanho.


- Venda informal.

-Trechos críticos das estradas rurais dificultando escoamento da produção;






Cadeia Produtiva 4: APICULTURA.

a. Aspectos econômicos, infra-estrutura, sociais e ambientais


Cadeia Produtiva

Pontos Positivos

Pontos Negativos

Forças

Oportunidades

Fraquezas

Ameaças

Apicultura

- Região permite a produção de mel de excelente qualidade (áreas de cerrado preservado).

-Mercado consumidor assegurado.

-Uso de mão de obra familiar.

- O produtor não precisa ser proprietário rural.

- Produção o ano todo.


-Políticas públicas de crédito voltadas para a atividade;

- Associação de produtores (ABA) formalizada.

- Confiança por parte dos consumidores na qualidade do produto vendido pelos associados.

- Possibilidade de venda à prefeitura através do programa da merenda escolar.

-Várias opções de venda (feiras, direta ao consumidor e atravessador e venda de cera para indústria do setor de cosméticos.



- Falta de controle de custos de produção.

- Competição com produtos adulterados.

-Roubo de caixas apiárias.

- Alto custo das caixas apiárias e equipamentos de segurança.

- Ação dos atravessadores que compram a maior parte da produção e ditam o preço de mercado, ficando sempre muito abaixo do que é praticado na venda direta ao consumidor.

-A associação carece de uma sede própria onde possa ser instalada a Casa do Mel (local de processamento, análise, embalagem e armazenagem).



- Problemas ambientais (expansão da lavoura canavieira, plantio de Eucaliptos clonados que não produzem flores).

-Atividades agrícolas que utilizam produtos químicos nocivos às abelhas (Maracujá, Cana, pecuária leiteira).

-Desequilíbrio climático (interfere nas floradas).

-Desmatamento do cerrado.

-Falta de Registro dos apicultores, bem como de suas caixas e locais onde são instaladas.

- Estão sujeitos aos preços praticados na entressafra por não terem como armazenarem o produto a fim de formarem um estoque regulador de mercado (precisam de um local para armazenagem).

- Trechos críticos de estradas rurais dificultando o acesso às caixas apiárias.



Cadeia Produtiva 5: FRUTICULTURA

a. Aspectos econômicos, infra-estrutura, sociais e ambientais.


Cadeia Produtiva

Pontos Positivos

Pontos Negativos

Forças

Oportunidades

Fraquezas

Ameaças

Fruticultura

-Tradição no cultivo de algumas frutíferas como: abacaxi e abacate cv. Hass. -Mais recentemente um forte incremento na formação de pomares de citrus.

- Facilidade na aquisição de insumos.

-Mercado consumidor garantido.

-Preço de venda estável com alguma oscilação. -Solos arenosos profundos adequados para o cultivo de frutíferas perenes.

- Alta rentabilidade por área cultivada, constituindo excelente oportunidade para agricultura familiar.



- Associação de produtores (Bauru Frutas) formalizada.

-Políticas públicas de crédito e comercialização voltadas para a atividade;

-Várias opções de venda (feiras, Ceasa, restaurantes, supermercados e direta ao consumidor).

-Com tecnologia disponível há possibilidade de produção de abacaxi e citrus em várias épocas do ano.

-Absorção de mão de obra decorrente da ampliação irreversível da mecanização da cana de açúcar.

-Localização privilegiada em relação ao escoamento da produção para os grandes centros urbanos (consumo in natura) e exportação (presença de entreposto aduaneiro – EADI).




- Falta de controle de custos de produção.

-Tempo de retorno da atividade de médio em longo prazo;

- Solos de baixa fertilidade e com alta incidência de nematóides;

- Falta de mão de obra qualificada;

-Falta de comprometimento com o associativismo, o que facilita a ação de intermediários;

- Necessidade indispensável do uso de tecnologia de produção e conhecimento do mercado





- Condições de comercio imposto pelos supermercados (troca de mercadoria não vendida e falta de fidelidade.)

-Trechos críticos das estradas rurais dificultando escoamento da produção;

- Dificuldades na obtenção de crédito rural.

-Ausência de novos produtores. -Pouca diversificação com outras frutíferas.





2.2 Análise geral do município.
Apesar de o setor agropecuário responder por apenas 0,3 % do PIB municipal com faturamento de 17.636 milhões de reais anuais do total de 5.294.911 bilhões, (dados do IBGE); por sua localização geográfica e pela densidade populacional da região, Bauru se destaca como um grande pólo consumidor de produtos agropecuários do centro oeste paulista. Mensalmente são comercializadas no mercado atacadista através do CEAGESP 4.500 toneladas de alimentos e flores produzidos na região, além da comercialização realizada pelas grandes redes de mercados varejistas (Walmart, Confiança, Pão de Açúcar, Makro, Paulistão, Tauste, entre outros) que atraem consumidores de toda a região. Existe ainda a importante participação das feiras livres mantida praticamente por agricultores familiares e que atraem um público mensal de aproximadamente 100 mil pessoas. A economia agropecuária dos municípios vizinhos a Bauru, dependem em grande parte dessa estrutura de comercialização existentes em Bauru.

Atualmente, com uma área rural de 56.062,01 ha, e com 715 propriedades rurais produtivas, as culturas predominantes em área no município são Pastagens, Reflorestamento (Eucalipto e Pinus) e Laranja ocupando uma área total de 47.000 há, sendo 86% referente à pastagem. Com relação à estratificação fundiária, predomina o sistema de produção familiar contando com 73% de pequenos, 17% médios e 10 % de grandes produtores. A população rural vem decrescendo e atualmente representa somente 2% da população total do município, conforme informações obtidas no Levantamento Censitário das Unidades de Produção Agropecuária – LUPA – 2007/ 2008. A agricultura familiar principalmente representada pelas atividades de Olericultura, Fruticultura e Pecuária Leiteira são reconhecidamente geradora de emprego e renda contando com 564 trabalhadores familiares e 440 empregados permanentes sendo por este motivo, necessária uma atenção especial a este segmento pela importância econômica social dentro do município. O Setor Agropecuário oferece também empregos temporários em época de safra de Laranja e Cana. A Eqüinocultura é um seguimento muito importante para Bauru, destacando-se as raças Quarto de Milha e Paint Horse, que mantém Bauru no cenário nacional devido aos renomados criatórios e grandes eventos realizados no município.

De acordo com os dados do INCRA, estão cadastradas 1158 propriedades no município que se descontando as 715 UPAS, restam ainda 443 que ficam caracterizadas como propriedades de lazer, responsáveis diretos por muitos empregos e renda referente a aluguel.

De maneira geral, o rendimento obtido nas diversas atividades agropecuárias é baixo e a maioria dos produtores familiares utiliza métodos tradicionais de cultivo, sendo deste modo necessário um aprimoramento das técnicas utilizadas, com capacitação e ações de Assistência técnica e Extensão rural contínua, visando aumentar a rentabilidade das atividades desenvolvidas. O uso de práticas inadequadas na implantação e manejo das atividades agropecuárias tem ocasionado degradação dos recursos naturais e contribuído para a diminuição da produção e renda. Também é freqüente o uso inadequado de agrotóxicos e dos respectivos equipamentos utilizados na sua aplicação, causando contaminações ao meio ambiente e aos aplicadores envolvidos, ineficiência nos controles e aumento do custo de produção; havendo a necessidade de se promover à capacitação dos produtores de modo a evitar a degradação ambiental e preservar a saúde dos aplicadores e consumidores. Quanto à organização dos produtores rurais, embora tenha evoluído nestes últimos anos, ainda necessita de apoio para aumentar o envolvimento dos produtores e melhorar as formas de gerenciamento e planejamento estratégico, visando o fortalecimento das Associações existentes. Em se tratando de escoamento da produção agrícola, Bauru e região têm como destaque um grande entroncamento aero-rodo-hidro-ferroviario, devido à privilegiada localização dentro do Estado de São Paulo, mas no que se refere à área rural, necessita de um planejamento especifico, visando, melhorias, conservação e manutenção dos atuais 327 Km de estradas rurais.


2.3 Avaliação das Dificuldades das Principais Cadeias Produtivas:

Cadeia Produtiva

Dificuldades

Causas

Efeitos

Ações propostas

Olericultura



1-Falta de uma associação ou grupo organizado.

1-Individualismo e dificuldade em aceitar mudanças

Dificuldade em negociar com o mercado e enfraquecimento da cadeia produtiva.

1-Estimular a formação de uma associação de olericultores.

2-Falta de Mão de Obra especializada

2-Falta de treinamento

Baixa produtividade.

2-Capacitação de produtores e trabalhadores rurais.

3-Falta de controle dos custos de produção.

3-Desconhecimento das técnicas de Gerenciamento e planejamento de propriedade.

Dificuldades administrativas que frequentemente levam ao insucesso da atividade.


3-Projeto de trabalho com olericultores, desenvolvendo uma planilha de gerenciamento de propriedade exclusiva para a atividade.

4-Faltam prestadores de serviço de mecanização agrícola para micro e pequenas propriedades.

4-Alto custo.

Dificuldade no preparo de solo.

Maior custo de produção devido ao preço cobrado pelo serviço.



4-Projeto de patrulha rural agrícola .

5-Estradas rurais com problemas de trafegabilidade.

5-Falta de planejamento de readequações e manutenções preventivas

Dificuldade de escoamento da produção

5-Criação de Equipe específica responsável pela conservação de estradas rurais e que faça parte da SAGRA, desenvolvendo um planejamento de ações anual.

Levantamento anual de trechos críticos.

Treinamento de operadores.


6-Falta de assistência técnica.

6-Alto custo da assistência particular. -Falta de projeto de trabalho dos órgãos públicos, que contemple a cadeia produtiva.

Problemas fitossanitários e queda na rentabilidade.

6-Desenvolvimento de projeto de trabalho de assistência técnica em extensão rural específico para olericultores.

7-Dificuldade em transportar a produção para os locais de comercialização.

7-Falta de meio de transporte.

Esses pequenos produtores são obrigados a venderem sua produção a atravessadores, diminuindo a rentabilidade.

7-Organizar grupos de produtores e buscar junto à prefeitura ou financiamentos a aquisição de um veículo que possa transportar diariamente a produção até o local de comercialização.

8-Propriedades utilizando área de APP e sem reserva legal.

8-Falta de informação e desconhecimento da lei.

- Penalidades por desrespeito às leis.

8-Capacitação de produtores em Legislação Ambiental.

Ovinocultura



1-Falta de um frigorífico para abate de ovinos no município.

1-Falta de Interesse do município e setor privado.

Diminuição da margem de lucro, devido ao custo de deslocamento.

Favorecimento do comercio informal.



1-Estudo de viabilidade da construção de um frigorífico para servir o município e região. Caso seja comprovada a viabilidade, construir um frigorífico a ser administrado pelos associados.

2-Dificuldade de armazenamento de insumos e fabricação de ração para os associados.

2-Falta de um local próprio ou cedido para a instalação.

Aumento no custo de produção, devido ao alto valor de rações comerciais e insumos adquiridos individualmente.

2-Estudo da viabilidade da construção ou doação de um local por parte da prefeitura para a montagem de um armazém e fábrica de ração a ser utilizado pela associação de ovinocultores e produtores de leite.

3-Venda informal

3- Produção em pequena escala que inviabiliza transporte ao frigorífico, produtores não associados sem interesse em aderir à venda conjunta feita pela associação. 3 - associação sem estrutura para comprar e abater esse volume de carcaças abatidas informalmente e falta de fiscalização.

- Insegurança Alimentar (Abate clandestino).

- Queda no preço de mercado.

- Abate de animais descartes, sem padrão de carcaça que leva ao desinteresse da população em consumir.


3-Projeto de educação sanitária e informação à população sobre os riscos de consumir carne ovina clandestina (sem inspeção), a ser realizado pela NOBRE em parceria com a Prefeitura (SIM) e CATI. 3-Ttrabalho de fortalecimento da associação para a adesão de mais produtores e intensificação do serviço de fiscalização municipal.

4-Estradas rurais com problemas de trafegabilidade.

4-Falta de planejamento de readequações e manutenções preventivas

Dificuldade de escoamento da produção

4-Criação de Equipe específica responsável pela conservação de estradas rurais e que faça parte da SAGRA (Secretaria da Agricultura de Bauru). 4-Desenvolvendo um planejamento de ações anual, levantamento anual de trechos críticos e treinamento de operadores.


Pecuária leiteira



1- Falta de Mão de obra qualificada.

1-Falta de cursos e treinamentos.

- Menor eficiência da atividade leiteira.

1-Implantação de Projeto de desenvolvimento da atividade leiteira no município com parceria de órgãos públicos (Projeto CATI Leite);

2-Falta de assistência técnica;


2-Alto custo da assistência particular, falta de projeto de trabalho dos órgãos públicos, que contemple a cadeia produtiva.

- Problemas sanitários e administrativos, levando a diminuição da rentabilidade e até a desistência da atividade.

3- Baixa rentabilidade por área e

alto custo de produção;

3- Técnicas erradas de manejo, baseado em alimentação no cocho e pouca importância a pastagem.


- Desestímulo e abandono da atividade.


4-Pouco envolvimento dos produtores associados para trabalharem em conjunto.



4- Desmotivação e despreparo para trabalhar em grupo, somando forças e deixando de pensar individualmente, provavelmente por falta orientação técnica e medo de adquirirem divida.



- Dificuldade na aquisição de insumos, pouca condição de exigir melhores preços pagos ao leite produzido, aumentando a chance de insucesso na atividade.



2-Incentivo ao trabalho em grupo e/ou associações;

5-Estradas rurais com problemas de trafegabilidade.

5-Falta de planejamento de readequações e manutenções preventivas

-Dificuldade de escoamento da produção

3-Criação de Equipe específica responsável pela conservação de estradas rurais e que faça parte da SAGRA, desenvolvendo um planejamento de ações anual, levantamento anual de trechos críticos e treinamento de operadores.

6-Venda informal

6-Dificuldades de adequação à legislação sanitária (Ex: tanque de resfriamento), dificuldade em legalização de Agroindústrias, falta de fiscalização, existência de público consumidor e falta de organização dos produtores.

-Insegurança alimentar.

4- Ampliação dos trabalhos de extensão rural, trabalho educativo de qualidade da alimentação (segurança alimentar) nas escolas e trabalho conjunto com Serviço de Inspeção Municipal (SIM), para orientação e estimulo a criação de Agroindústrias.





Apicultura




1-Falta de controle dos custos de produção.

1-Falta de treinamento em Gerenciamento e planejamento de propriedade.

-Dificuldades administrativas que frequentemente levam ao insucesso da atividade.

1-Projeto de trabalho com apicultores, desenvolvendo uma planilha de gerenciamento exclusiva para a atividade.

2-Competição com produtos (mel) adulterados.

2-Desinformação do público consumidor, que acredita estar comprando um bom produto, falta de marketing pela Associação, mostrando a diferença entre os produtos e falta de fiscalização.

-Risco a saúde pública.

- Competição desleal em relação ao preço de venda.

- Queda na rentabilidade.


2-Trabalho de educação sanitária e informação sobre o risco de consumir produtos sem garantia. 2- desenvolvimento de um selo de qualidade a ser utilizado nos produtos oriundos da associação e aumentar as ações de fiscalização por parte do serviço de inspeção municipal.

3-Estradas rurais com problemas de trafegabilidade

3-Falta de planejamento técnico nas readequações e manutenções preventivas

-Dificuldade de escoamento da produção

3-Criação de Equipe específica responsável pela conservação de estradas rurais e que faça parte da SAGRA, desenvolvendo um planejamento de ações anual, levantamento anual de trechos críticos e treinamento de operadores.

4-Dificuldade de processamento e análise do mel.

-Incapacidade de armazenamento de mel para estoque.



4-Falta de um local próprio ou cedido para a instalação da Casa do Mel

- Produtor fica a mercê do mercado durante a época de preços baixos.

- Dificuldade de processamento.



4-Estudo da viabilidade da construção ou doação de um local por parte da prefeitura para a instalação da Casa do Mel.


Fruticultura




1-Falta de controle dos custos de produção.

1Desconhecimento das técnicas de Gerenciamento e planejamento de propriedade.

-Dificuldades administrativas que frequentemente levam ao insucesso da atividade.


1-Projeto de trabalho com fruticultores, desenvolvendo uma planilha de gerenciamento de propriedade exclusiva para a atividade.

2-Falta de Mão de Obra especializada

2-Falta de treinamento

-Baixa produtividade.

2-Capacitação de produtores e trabalhadores rurais.

3-Falta de comprometimento com o Associativismo

3-Dificuldade em aceitar mudanças

- Dificuldade na aquisição de insumos, pouca condição de exigir melhores preços, aumentando a chance de insucesso na atividade.

3-Fortalecimento da Associação

4-Estradas rurais com problemas de trafegabilidade

4-Falta de planejamento técnico nas readequações e manutenções preventivas

-Dificuldade de escoamento da produção

4-Criação de Equipe específica responsável pela conservação de estradas rurais e que faça parte da SAGRA, desenvolvendo um planejamento de ações anual, levantamento anual de trechos críticos e treinamento de operadores.


2.4 Avaliação das oportunidades/potencialidades das principais cadeias produtivas

Cadeia Produtiva

Oportunidades/ Potencialidades

Por que não Explora

Efeitos da Exploração

Ações Propostas

Olericultura

1-Acesso às políticas públicas de crédito rural



1-Falta melhor orientação/divulgação; Receio dos produtores em relação ao crédito.

- Melhorias nas instalações (equipamento, manejo)

com otimização de mão de obra e aumento

da renda na atividade e

- Aumento do número de produtores na atividade.



1-Divulgação das políticas públicas e elaboração de projetos de viabilidade econômica.



2-Várias opções de venda (feiras, Ceasa, restaurantes, supermercados e direta ao consumidor).

2- Dificuldade em manter regularidade de produção tanto em quantidade como em qualidade


- A diversificação de pontos de venda permite

maior segurança e garante melhor remuneração.



2- Projeto de Assistência técnica aos olericultores.


3-Permite diversificação de culturas na mesma área.

3-Falta de Orientação Técnica.

-Permite maiores ganhos, pois permite venda o

ano todo.



3-Projeto de ATER aos olericultores.


4-Possibilidade de venda à prefeitura através do programa da merenda escolar.


4- Falta de conhecimento sobre o programa e produtores individualizados com dificuldade em cumprir contrato de produção

- Aumento nas vendas e maior ganho

por ser um ponto de venda seguro.


4-Organizar os produtores em associações para facilitar a negociação com a Prefeitura.



Ovinocultura

1-Acesso às políticas públicas de crédito rural



1-Falta melhor orientação/divulgação e receio dos produtores em relação ao crédito

- Melhorias nas instalações (equipamento, manejo)

com otimização de mão de obra e aumento

da renda na atividade;

- Aumento do número de produtores na atividade.


1-Divulgação das políticas públicas e elaboração de projetos de viabilidade econômica.




Pecuária leiteira

1-Políticas públicas para agricultores familiares (crédito Feap, pronaf, Cati leite, comercialização)

1-Falta de conhecimento dos produtores e ceticismo em relação às ações governamentais;

-Melhoria na rentabilidade da atividade;

- Capacidade de investimento.


1-Divulgação das políticas públicas e elaboração de projetos de viabilidade econômica.





2-Projetos de Desenvolvimento para o setor leiteiro (projeto CATI Leite);

2-Falta de conhecimento dos produtores;

-Melhoria na rentabilidade da atividade;



2- Divulgar a tecnologia do CATI-Leite ao maior número de produtores possíveis.




3-Agregação de valor ao produto (queijos, doces etc...).


3- Custo alto de instalações e para certificação do produto industrializado.

3- A agregação de valor ao produto permite

maior margem de lucro.





3-Trabalho conjunto com Serviço de Inspeção Municipal (SIM), para aumentar o número de agroindústrias no setor leiteiro.


4-Associação de produtores formalizada (APROB).

4- Apesar de formalizada a associação pouco tem conseguido auxiliar aos produtores, devido a falhas de planejamento e administração.

- Uma associação mais ativa pode promover

um grande desenvolvimento do setor,

melhorando a lucratividade da atividade, atuando

em planejamento e comercialização.





4-Fortalecimento da associação de produtores.


Apicultura

1-Políticas públicas de crédito voltadas para a atividade;


1-Falta melhor orientação/divulgação;

-Receio dos produtores em relação ao crédito



-Melhoria na rentabilidade da atividade;

-Opção atrativa às pequenas propriedades;

-Fixação e geração de emprego e renda;

1-Divulgação das políticas públicas e elaboração de projetos de viabilidade econômica.





Fruticultura

1-Políticas públicas de crédito voltadas para a atividade;


1-Falta melhor orientação/divulgação;

-Receio dos produtores em relação ao crédito



-Melhoria na rentabilidade da atividade;

-Opção atrativa às pequenas propriedades;

-Fixação e geração de emprego e renda;

1-Divulgação das políticas públicas e elaboração de projetos de viabilidade econômica.




2- Associação de Produtores Formalizada

2- Falta de comprometimento com a associação por parte dos associados.

- Uma associação mais ativa pode promover

um grande desenvolvimento do setor,

melhorando a lucratividade da atividade, atuando

em planejamento e comercialização.




2-Fortalecimento da associação de produtores.


3-Localização privilegiada em relação ao escoamento da produção para os grandes centros urbanos (consumo in natura) e exportação (presença de entreposto aduaneiro – EADI).

3 Falta conhecimento e organização.

- Maior rentabilidade e facilidade de comércio.

3-Fortalecimento da associação de produtores e realização de ações comunitárias.



3. Diretrizes para o desenvolvimento municipal

Ordem

Diretrizes

Indicadores

Estratégias

Instituições envolvidas




1-Programa de Desenvolvimento das diversas cadeias produtivas (Olericultura, Pecuária Leiteira, Apicultura, Ovinocultura e Fruticultura).

Propriedades envolvidas

1-Desenvolver uma planilha de gerenciamento específica para a atividade e orientar a utilização e interpretação da planilha prestar assistência técnica.

PM, CATI/ Casa da agricultura, Associação de Produtores, CMDR.




2-Programa de Capacitação de Mão de Obra

- Trabalhadores rurais capacitados.

2- Capacitar mão de obra para as diversas cadeias produtivas.

Sindicato Rural, SENAR, PM. CATI/Casa da Agricultura, CMDR, Associação de Produtores, SEBRAE.




3-Programa de Mecanização Agrícola.

-Propriedades envolvidas

3-Organização dos produtores, aquisição de equipamentos para a patrulha rural e estabelecimento de um estatuto de funcionamento.

PM, CATI/Casa da Agricultura, CMDR.




4-Programa de adequação das estradas rurais

-Operadores treinados

-Quilômetros de estradas adequadas.



4-Criação de Equipe específica responsável pela conservação de estradas rurais e que faça parte da SAGRA, desenvolvendo um planejamento de ações anual, levantamento anual de trechos críticos e capacitação de operadores e envolvidos.

PM, CATI/ Casa da Agricultura, CMDR.




5-Programa de Fortalecimento das organizações comunitárias existentes nas diversas cadeias produtivas.

-Associações fortalecidas.

-Ações comunitárias realizadas.



5-Sensibilização dos produtores quanto a importância do associativismo e realização de ações comunitárias.


Prefeitura Municipal.

CATI/Casa da Agricultura.

Sindicato Rural

Associação dos Produtores Rurais,CMDR






6-Programa de Divulgação e Treinamento sobre utilização de crédito rural nas diversas cadeias produtivas.

-Produtores capacitados.

6-Capacitação de produtores rurais no uso do crédito rural.

Prefeitura Municipal.

CATI/Casa da Agricultura.

Sindicato Rural

Associação dos Produtores Rurais,CMDR






7-Frigorífico para Abate de Ovinos.

-Estudo de viabilidade.

-Construção do frigorífico.



7-Estudo de viabilidade da construção de um frigorífico para servir o município e região, construção de um frigorífico a ser administrado pelos associados.

PM, CMDR, NOBRE (Núcleo de Ovinocultores de Bauru e Região)




8-Armazém e Fábrica de Ração para ovinos e bovinos leiteiros.

-Estudo de viabilidade

-Construção da fábrica.


8-Estudo da viabilidade da construção ou doação de um local por parte da prefeitura para a montagem de um armazém e fábrica de ração a ser utilizado pela associação de ovinocultores e produtores de leite.



PM, CMDR, NOBRE, APROB.





9- Casa do Mel

-Estudo de viabilidade

-Construção da Casa do Mel.



9-Estudo de viabilidade da construção ou doação de um local para servir o município e região e construção da Casa do Mel a ser administrado pelos associados.

PM, CMDR, APA (Assoc. dos Apicultores).


4. Planejamento da Execução

4.1 Iniciativas para o desenvolvimento rural em andamento

Prioridade

Nome

Instituições

Metas

Prazos

Recursos

Beneficiários




Segurança Rural

Policia Militar, CMDR, CATI/Casa da Agricultura.

- Promover a segurança no setor rural através patrulhas.


Em andamento

Policia Militar

População Rural




Conservação das Estradas Rurais

Prefeitura Municipal e CODASP.

- Manutenção das estradas rurais do município.

Em andamento.

Prefeitura Municipal e Governo do Estado de São Paulo.

Produtores e trabalhadores rurais.




Médico da Família

Prefeitura Municipal

- Atendimento médico da população urbana e rural (executado na sede do município).

Em andamento.

Prefeitura Municipal.

População carente do município.




Transporte de Alunos

Prefeitura Municipal

- Transporte de estudantes para escola na sede do município.

Em andamento.

Prefeitura Municipal.

Estudantes da área rural.




Cursos do SENAR

SENAR

- Capacitações diversas.

Em andamento.

SENAR

Produtores e trabalhadores rurais.




Projeto Jovem Aprendiz

SENAR

- Capacitação de jovens para atividades agropecuárias.

Em andamento.

SENAR

Jovens do município.

4.2 Novas iniciativas necessárias para atendimento das diretrizes do plano

Prioridade

Nome

Instituições

Metas

Prazos

Recursos

Beneficiários




-Programa MHH II – Acesso ao Mercado

CATI e PM

Desenvolver 01 projeto de MBH

2010 a 2013

SAA / BIRD

Pequenos e médios produtores.




- Projeto de trabalho (ATER) para as diversas cadeias produtivas (Olericultura, Pecuária Leiteira, Apicultura, Ovinocultura e Fruticultura).

PM, CATI/ Casa da agricultura, Associação de Produtores, CMDR.

50 Propriedades envolvidas

2010 a 2013

SAA

Pequenos e médios produtores.




- Projeto CATI-LEITE

PM, CATI/Casa da Agricultura, A.P.R.A, CMDR.

-05 Propriedades envolvidas.

-40 Produtores Capacitados




2010 a 2013

SAA / CATI

Pequenos e médios produtores.




- Projeto de Capacitação de Mão de Obra

Sindicato Rural, SENAR, PM. CATI/Casa da Agricultura, CMDR, Associação de Produtores.

-150 Trabalhadores rurais capacitados.

2010 a 2013

SENAR, PM, CATI

Trabalhadores Rurais.




-Projeto de patrulha rural agrícola.

PM, CATI/Casa da Agricultura, CMDR.

-60 Propriedades envolvidas

2010 a 2013

PM

Pequenos e médios produtores.




-Projeto de adequação das estradas rurais

PM, CATI/ Casa da Agricultura, CMDR.

-10 Operadores treinados

-20 Km de estradas adequadas.



2010 a 2013

CATI, PM.

Produtores Rurais e População em geral.




-Frigorífico para Abate de Ovinos.

PM, CMDR, NOBRE.

-01 Estudo de viabilidade.

-Construção De 01 frigorífico.



2010 a 2013

SAA, PM.

Produtores de Ovinos da região.




-Armazém e Fábrica de Ração para ovinos e bovinos leiteiros.

PM, CMDR, NOBRE, APRA.


-01 Estudo de viabilidade.

-Construção de 01 fábrica.



2010 a 2013

SAA, PM.

Produtores Associados da NOBRE e APROB.




-Fortalecimento das organizações comunitárias existentes nas diversas cadeias produtivas.

P. Municipal.

CATI/Casa da Agricultura.

Sindicato Rural

Associação dos Produtores Rurais,CMDR



-05 Associações fortalecidas.

- 20 Ações comunitárias realizadas.



2010 a 2013

SAA, PM, Associações de Produtores.

Produtores Rurais




Divulgação e treinamento sobre utilização de crédito rural nas diversas cadeias produtivas.

Pref. Municipal.

CATI/Casa da Agricultura.

Sindicato Rural

Associação dos Produtores Rurais,CMDR



- 80 Produtores capacitados.

2010 a 2013

SAA , CATI

Produtores Rurais.


5. Instituições envolvidas
O Presente Plano contou com a colaboração do Conselho Municipal de Desenvolvimento Rural, Associações de Produtores (ABA, APROB, NOBRE, BAURU-FRUTAS), Produtores Rurais, Secretarias Municipais e Prefeitura Municipal.

Bauru, 08 de junho de 2010.

_________________________________

Rodrigo Antonio de Agostinho Mendonça

Prefeito Municipal

O Conselho Municipal de Desenvolvimento rural aprova este plano

__________________________________________

Cristopher Davies

Presidente do CMDR

Anexo - 1



Anexo- 2

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