Apoio ao planejamento municipal



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Plano municipal de

Desenvolvimento

Rural Sustentável

2011-2014

Município de
ITAPEVA


JULHO 2011


PLANO MUNICIPAL DE DESENVOLVIMENTO RURAL SUSTENTÁVEL
Prefeitura Municipal de ITAPEVA

Conselho Municipal de Desenvolvimento Rural de Itapeva

Casa da Agricultura de ITAPEVA

Escritório de Desenvolvimento Rural de ITAPEVA
Período de vigência: 2011 a 2014
Apresentação:
Itapeva é o segundo Município do Estado em extensão territorial, e historicamente ocupado por diversas atividades ligadas ao setor agropecuário.

A agropecuária de Itapeva ao longo do tempo, desde a época dos tropeiros vem sofrendo grandes transformações, que exigem uma profunda reorganização para poder cumprir o papel que a sociedade dela espera.

Este documento que transcrevemos apresenta subsídios, a partir dos debates entre técnicos e pessoas ligadas ao setor agropecuário.

Se faz necessário que haja uma imediata interferência neste processo onde a maioria dos produtores, principalmente os pequenos e médios, por desconhecimento de tecnologia modernas, estão fadados ao insucesso em uma atividade onde a pressão seletiva está cada vez mais presente.

Todos os esforços deverão ser desenvolvidos no sentido de organizar os produtores e aperfeiçoar a geração e a transferência de tecnologias adaptadas a nossa realidade, que sejam economicamente viáveis, ecologicamente sustentáveis e socialmente justas.



1. Identificação e Caracterização do Município
1.1 Histórico:

BREVE HISTÓRIA DE ITAPEVA

O caminho de São Paulo a Sorocaba começou, em torno de 1693, a ser prolongado para o sul, no início de Curitiba, pelos criadores de gado e, mais tarde, de 1721 a 1725, levado até o Rio Grande do Sul através do traçado feito por Francisco de Souza e Faria e depois refeito por Cristóvão Pereira de Abreu (Silva Bruno).

Os caminhos do sul se fizeram, em grande parte, pela penetração do boi, mas foram refeitos em sentido oposto pela estrada, em larga escala, das tropas de cavalos e burros, que haveriam de substituir o bugre no transporte das cargas. Sob esse ritmo foi fundada a Vila de Itapeva, isto em 20 de Setembro de 1769, por Antonio Furquim Pedroso, no local onde existia uma aldeia de índios catequizados e servia de passagem obrigatória para os tropeiros.

Itapeva teve outros dois nomes: Itapeva da Faxina (até 1910) e Faxina (até 1938). Somente a partir de 1847 é que podemos contar com livros de atas da Câmara Municipal da Vila o que muito nos informou sobre o desenvolvimento da cidade e dos vultos que ajudaram a tecer a história da região; no entanto, no período anterior a esse encontramos ofícios e comunicados de Antonio Tavares da Silva de Orneles, tabelião público do judicial e notas, órgãos e mais anexos. Itapeva celebrou com festividades o nascimento da nossa “Augusta Princesa”.

Registram também os documentos, a contribuição da Vila para a subvenção à construção do monumento do Ipiranga, isto por haver Sua Majestade Imperial, declarado, no Ipiranga, a Independência do Brasil. Por um período bem extenso a Câmara Municipal exerceu o devido mandato. Na rua do Comércio ficava a redação do jornal "O Sul de São Paulo".

Após a proclamação da República no Brasil, notícia que só chegou aqui 15 dias depois, foi extinta a Câmara Municipal.


Deu-se a 26 de fevereiro de 1890 por Decreto do Governador do Estado a extinção da Câmara Municipal local, em reunião presidida pelo Senhor Fernando Resse e secretariada pelo Senhor Teófilo Kirschner David Müzel.
No mesmo dia foi nomeado o 1º Prefeito, Dr. Fernando Resse.

O Aniversário de Itapeva é comemorado em 20 de Setembro.

Fonte: PM ITAPEVA
1.2 Dados Geográficos:
Mapa do estado com localização do município
Latitude: 23º 57’ S

Longitude: 48º 52’W

Altitude: 726 m

Área total do município: 188.900,00 hectares (PM ITAPEVA)

Área rural: 187.176,00 hectares (PM ITAPEVA)

Área urbana: 1.724,00 hectares (PM ITAPEVA)


População:

População total

População urbana

População rural

Densidade demográfica

87.753

73.956

13.797

45,52hab./km2

(fonte: IBGE, senso 2010)
Clima:

Temperatura:

média anual: 20,3° C

média do mês mais quente 29,3° C

média do mês mais frio: 9,4° C


As temperaturas são amenas, porém não apresentam extremos restritivos às atividades agropecuárias exploradas no município.

Precipitação pluviométrica:

total anual: 1.467,5 mm

média do mês mais chuvoso: 208,3 mm

média do mês mais seco: 63,1 mm




Umidade relativa:

média anual: 76%


Segundo a classificação de Köppen, o Município de Itapeva tem clima mesotérmico úmido sem estiagem, com o subtipo cfb, em que a temperatura média do mês mais quente não atinge 22° e a do mês mais frio é inferior a 18°.


Verificando-se os balanços hídricos, constata-se que as deficiências hídricas não são tão acentuadas como em outras regiões do Estado, sendo os meses de dezembro e janeiro os mais chuvosos e os meses e junho e julho os mais secos. É evidente que os agricultores e pecuaristas, mesmo contando com tal vantagem em regime de normalidade, não têm suas safras preservadas contra as irregularidades climáticas freqüentes, mormente as estiagens extemporâneas, que eventualmente ocorrem na região. Contudo, as precipitações, em geral, não representam restrições as atividades agropecuárias desenvolvidas no município.

Relevo:

O Município de Itapeva, dado à sua grande extensão com localização próxima à zona montanhosa da Serra do Paranapiacaba à sudeste, apresenta topografia bastante variável, deste os relativamente planos até os declives mais acidentados, sem contar com as áreas de afloramentos de arenitos nas proximidades da região montanhosa, que vem limitar-se com os Municípios de Capão Bonito, Guapiara, Ribeirão Branco, Nova Campina e Itararé.

Os Bairros com maior declive são: Bairro dos Pintos, Areia Branca, Ribeirão Claro, Serrinha da Conceição, Marianos, Invernada, Saltinho, Tomé, Prestes, Antunes, Alegre, Fundão, Morro Cavado, Faxinal, Cachoeira, Taquaral, Mato Dentro.

Os Bairros relativamente planos são: Lagoa Grande, Tubunas, Pedras, Caputera, Conquista, Barreiro Grande, Timbuvas, Cercado Grande, Guarizinho, Chave, Itanguá, Pirituba, de Cima, Barreirinho, Lagoa Seca, Jaó, Chapada.

Os terrenos mais planos em sua maioria estão ocupados pelas lavouras de grãos. A adoção do sistema de plantio direto, nestas áreas está aumentando, o que vem contribuindo para o crescimento da produção de soja no município. Já as áreas mais declivosas são ocupadas por reflorestamento, principalmente por pinus e eucaliptus, e por pastagem.

De forma geral, são áreas que permitem produções satisfatórias das culturas ali implantadas. Porém os cuidados com a conservação do solo necessitam de técnicas desde aquelas mais simples até mais complexas para permitir manter a capacidade produtiva destes, em decorrência do variada forma de relevo apresentada.


Tipos de solos: Tabela – Solos de Itapeva – SP

SOLOS

ÁREA

(km²)

ÁREA

(%)

LV1L

LATOSSOLOS VERMELHOS Alícos e Distróficos típicos, textura argilosa, A fraco e moderado.

79.149,10

41,90

LV-2

LATOSSOLOS VERMELHOS Alicos e Distróficos típicos, textura média, A moderado.

10.559,51

5,59

LV-3

LATOSSOLOS VERMELHOS Distroférricos e Eutroférricos típicos, textura argilosa, A moderado + NITOSSOLOS VERMELHOS Distroficos, texturas argilosa, A moderado + NITROSSOLOS VERMELHOS Distroférricos, texturas argilosas e muito argilosa, A fraco e moderado

17.455,00

0,95

LV-4

LATOSSOLOS VERMELHOS Alícos e Distróficos típicos, textura média/argilosa, A fraco moderado.

2.909,06

1,540

LVA

LATOSSOLOS VERMELHO-AMARELOS Alícos típicos, textura média típicos, A moderado.

925,61

0,49

LVA/CX

LATOSSOLOS VERMELHO-AMARELOS Alícos típicos, textura média, A moderado + CAMBIOSSOLOS HAPLICOS Tb Eutróficos, Alícos e Distroficos típicos, textura média e argilosa, A moderado e proeminente + ARGISSOLOS VERMELHO AMARELOS Distróficos e Alicos Abruptos e típicos, texturas médias/argilosa e arenosa/média, A moderado e proeminente.

27.957,20

14,80

CX/RL

CAMBIOSSOLOS HALÍCOS Tb Eutróficos, Alicos e Distróficos típicos, textura média e argilosa, A moderado e proeminente + NOSSOLOS LITÓLICOS típicos, A moderado e proeminente + LATOSSOLOSVERMELHO-AMARELOS Alicos e Distroficos típicos, texturas média e argilosa, A moderado + ARGILOSSOLOS VERMELHO-AMARELOS Ditróficos e Álicos abruptos e típicos, textura média/argilosa e arenosa/média, A moderado e proeminente.

52.646,43

27,87

PV

ARGILOSSOS VERMELHOS Distróficos e Álicos abrúptos e típicos, texturas média/argilosa e arenosa/média, A moderado e proeminente + CAMBIOSSOLOS HÁPLICOS Tb Eutróficos, Álicos e Distróficos típicos, texturas média eargilosa, A moderado e proeminente + ARGILOSSOLOS VERMELHO-AMERELOS Distróficos e Álicos abruptos e típicos, textura média/argilosa e arenosa/média, A moderada eproeminente

661,15

0,35

RL/CX

NEOSSOLOS LITÓLICOS, texturas média, A moderado e proeminente + CAMBIOSSOLOS HÁPLICOS Tb Eutóficos, Álicos e Distróficos típicos, texturas média e argilosa, A moderado e proeminente + ARGISSOLOS VERMELHO-AMARELOS Distroficos eÁlicos abr

7.556,00

4,00

RQ

NEOSSOLOS QUATZARENICOS Orticos típicos, A moderado e proeminente + CAMBIOSSOLOS HÁLICOS Tb Eutroficos, Álicos e Distroficos típicos, textura média e argilosa, A moderado e proeminente.

56,67

0,03

GXB

GLEISSOLOS HÁPLICOS Tb, A proeminente.

4.684,72

2,48

De forma geral, apresentam-se aptos as explorações aqui desenvolvidas.

Os latossolos, comumente, são ocupados pela agricultura, apresentam fertilidade natural baixa, porém suas características físicas lhe atribuem condições amplamente favoráveis à atividade. A limitação química é facilmente corrigida com a adoção de práticas simples de correção e fertilização do solo.

Os Argissolos apresentam restrição quanto à conservação, uma vez que apresentam limitação à infiltração de água no solo, sendo por isso, mais susceptíveis ao processo erosivo. Apresentam fertilidade natural baixa necessitando de correções químicas e adoção de práticas mais complexas de conservação. São destinados à exploração agrícola e pecuária.

Os neossolos são ocupados por pecuária e reflorestamento e apresentam limitações de conservação, por estarem presentes em áreas de declives acentuados.


Hidrografia:

O Município pertence a bacia hidrográfica do Alto Paranapanema, cujos principais afluentes são os rios :


Apiaí Mirim

Apiaí Guaçu

Taquari Mirim

Taquari Guaçu

Pirituba

Ribeirão Fundo

Ribeirão dos Soares

Ribeirão da Areia Branca

Ribeirão do Tomé

Córrego do Aranha

Ribeirão do Leme.

A região apresenta-se com oferta bastante significativa de recursos hídricos, não representando fator limitante as explorações desenvolvidas no município.




Bacia hidrográfica (UGRHI):

Pertence a Unidade de Gerenciamento de Recursos Hídricos n.º 14 – UGRHI 14, correspondente à Bacia Hidrográfica do Alto Paranapanema. Localiza-se na região sudoeste do Estado de São Paulo.



Malha viária municipal

Por sua grande extensão territorial, o Município de Itapeva tem como um dos seus principais entraves ao desenvolvimento agropecuário a conservação de sua extensa malha viária de aproximadamente 6.350km de estradas vicinais (dados do DER), quase que na sua totalidade com limitação de tráfego em épocas chuvosas, dificultando o acesso à entrada de insumos e ao escoamento das safras. Acrescente-se também o fato de estarem proporcionando uma contínua e lenta degradação ambiental, num processo de assoreamento dos cursos d'água e represas, tornando-se assim uma das maiores responsáveis da erosão e dos grandes prejuízos ambientais, por serem mal projetadas, e por não contarem com bacias de captação tornando difícil a sua conservação.


Principais estradas municipais:



ITEM

DENOMINAÇÃO

EXTENSÃO

(Km)

LIGAÇÕES DE BAIRROS

1

Faustino Daniel da Silva

60 Km

Itapeva aos Bairros Eng. Bacelar, Lagoa Grande, Guarizinho, Caputera, Amarela Velha Cercadinho e Takaoka

2

Esperidião Lucio Martins

33 km

Itapeva, Ribeirão Fundo, Das pedras, Taipinha, Pacova, Espigão Pacova, Areia Branca e São Roque

3

Theodorico Pereira de Melo

33 km

Itapeva Bairro do Leme, do Grande, Agrião, Caputera

Fonte: Prefeitura Municipal de Itapeva

1.3 Dados Socioculturais:

População rural: Total de 13.797 habitantes
A população rural está assim distribuída:

Dados estimados de 2010:





ITEM

GRUPO

NÚMERO

1

Agricultores familiares

1780

2

Trabalhadores rurais

2500

3

Idosos

689

4

Crianças

2483

5

jovens

1241

6

Mulheres

6591

Fonte: IBGE/LUPA/SINDICATO DOS TRABALHADORES RURAIS DE ITAPEVA
Observa-se um fluxo migratório crescente da zona rural para as cidades. Este fato é decorrente da baixa rentabilidade da atividade agropecuária, aliada, a pequena oferta de emprego no setor, o que reforça a pressão sobre o êxodo rural no município. As maiores aglomerações de moradores está concentradas nos aglomerados rurais localizados nos Bairros Avencal, Areia Branca, Pacova, Guarizinho e Pirituba.

Outro aspecto importante refere-se a idade da população rural, representada por uma maioria de idosos, já que os jovens estão se deslocando para os centros urbanos em busca de melhores condições de vida



Acesso da População Rural a Serviços Básicos:
Assistência técnica e extensão rural:

SEMAISecretaria Municipal de Agricultura e Abastecimento de Itapeva:
Órgão criado pela Prefeitura Municipal de Itapeva, atuando na área de assistência técnica e extensão rural principalmente junto às associações de produtores. Conta com dois engenheiros agrônomos, sete técnicos agropecuários, dois médicos veterinários e um zootecnista que vem realizando seu trabalho junto aos produtores rurais.

Unidade de Pesquisa e Desenvolvimento de Itapeva (APTA):

Órgão do Estado de São Paulo que trabalha exclusivamente com pesquisa de suínos nas áreas de nutrição, alimentação, melhoramento genético, reprodução e técnicas de criação, contando com um pesquisador científico.


SEBRAE-AGÊNCIA ITAPEVA:

Órgão federal que dá assistência e assessoria a pequenas empresas, e que está atuando no Município na área de agronegócio, turismo e agricultura orgânica.


Casa da Agricultura:

Órgão do Estado de São Paulo, não está equipada para atender todo o Município, contando atualmente no seu corpo técnico com um engenheiro agrônomo e um médico veterinário.

Os serviços prestados pela CA são:

- Recomendação de análise de solo – adubação e calagem;

- Encaminhamento de amostras de solo para laboratório; - Venda de sementes

- Orientação técnica para implantação, manejo e tratamento fitossanitário das culturas da soja, trigo e milho;

- Orientação técnica para implantação e manejo de pastagens;

- Tratamento sanitário do rebanho leiteiro;

- Elaboração de projetos de financiamentos

- Conservação do solo

- Desenvolvimento de políticas e projetos públicos (mais alimentos, Projeto Microbacias II)

Crédito rural e microcrédito:
Banco do Brasil e Banco Nossa Caixa

Principais agentes financeiros do município, em créditos destinados à agropecuária, como PRONAF (Banco do Brasil) e FEAP (Banco do Brasil)

O Banco do Brasil, através do Pronaf e Proger Rural, atua nas áreas de:

- Construção, reforma ou ampliação de benfeitorias e instalações permanentes para o setor rural.

- Formação e recuperação de pastagens

- Aquisição de máquinas e equipamentos

- Aquisição de matrizes de bovinos leiteiros

- Silvicultura, etc...

Em média, são elaborados 51 projetos anuais (43 para custeio e 8 para investimentos), com valores médios de R$ 14.251,61 e R$ 10.753,16, para custeio e investimentos, respectivamente.

o FEAP financia itens como:

- Aquisição de implementos agrícolas,

- Financiamento na área da pecuária leiteira (aquisição de equipamentos, reforma de pastagens, aquisição de animais, reforma de pastagens)

- Aquisição de insumos agropecuários, etc...

Nos últimos 10 anos,em média, foram elaborados 20 projetos anuais, com valores médios de R$ 25.000,00 para investimentos.

Educação:


Escolas Rurais

Bairros Principais Escolas
Bairro Guarizinho : - EM Eliza de B. Moraes

- EM Bairro do Cercadinho

- EM Cinira Daniel da Silva

- EM José Ferreira Fogaça

- EM Juarez Costa

- EM Olivia Marques
Bairro do Pacova : - EM Prof. João Gilberto

- EM Gerson B. Margarido

- EM Maria José R. Sholz

- EM Maia Terezinha Oliveira

- EM Benedita Ap. Bueno

- EE Silvério Monteiro
Bairro Alto da Brancal : - EM Ministro Sérgio Motta

- EM Antonio Defune

- EM Zita Ferrari

- EM Hilda Gemigniani
Bairro Pirituba: - EM Terezinha M.R. Gomes

(Agrovila) - EM Governador Franco Montoro


Bairro Sambra : - EM Profª Zita Ferrari

Saúde:

Os problemas freqüentes e de maior gravidade enfrentados pela população rural, são atendidos diretamente pela Santa Casa municipal e Posto de Saúde central ao lado. Os casos menos graves são atendidos nos diversos postos municipais espalhados pelos bairros rurais. Os dados do IBGE de 2007 apontam para uma predominância de problemas circulatórios, respiratórios, doenças infecciosas, parasitárias, neoplasias e doenças perinatais, como as principais causas de morte em Itapeva, se refletindo também na população rural.


Segurança:

A população rural está sujeita aos pequenos furtos e roubos, principalmente de animais , equipamentos e de residências . Há uma patrulha rural de segurança constituída por integrantes da Guarda municipal , situada em alguns pontos avançados da região rural : Bairro Guarizinho, Bairro Areia Branca, Alto da Brancal e Bairro São Roque.



Transporte:

O transporte de pessoas , insumos e mercadorias se fazem ao longo de mais de 6.000 km de rodovias municipais não pavimentadas (dados do DER), cuja trafegabilidade em alguns trechos é precária em período chuvoso .

Os veículos coletivos e os horários de ônibus que servem a zona rural são poucos, dificultado a locomoção dos moradores da zona rural. O transporte escolar também apresenta problemas, com veículos não adequados ao transporte de alunos.

Saneamento:

A maioria dos dejetos humanos é lançada em fossas assépticas. Quanto a coleta do lixo, segundo dados do IBGE de 2000, cerca de 37% dos domicílios da zona rural são atendidos por coleta regular de lixo, enquanto quase 48% queimam o lixo na propriedade. Os 15% restantes compreendem o lixo enterrado na propriedade, jogado em terreno baldio, jogado em rios ou lagos e que tem outro destino.


Abastecimento de água:

O abastecimento de água nas propriedades rurais se faz através do uso de nascentes. Normalmente não se faz o tratamento ou filtragem da água destinada ao consumo humano.

Os aglomerados rurais possuem o fornecimento de água feito pela Sabesp, com água de boa qualidade e em quantidade suficiente para atendimento dos moradores das diversas localidades.

Em algumas propriedades, de diversas localidades da zona rural, observa – se falta de água para suprimento animal e humano, o que tem limitado a expansão e desenvolvimento da atividade pecuária.



Energia elétrica:

O abastecimento de energia elétrica se faz presente na maioria das propriedades rurais, resultado obtido em decorrência dos investimentos realizados pelas concessionárias nos últimos 25 (vinte e cinco) anos. Porém, ainda há solicitação de ligações junto ao Programa Luz Para Todos, onde a falta de energia elétrica, para algumas propriedades, é fator limitante da produção agropecuária. Essa energia elétrica é utilizada para o funcionamento das mais diversas máquinas como equipamentos de irrigação, picadores e trituradores de forragem, batedores de ração e outros equipamentos necessários na produção agropecuária. A agricultura familiar utiliza a energia para acionamento de eletrodomésticos, iluminação residencial e, principalmente, para operação de trituradores e desintegradores, utilizados para preparo da alimentação para bovinos de leite.Ainda há grande demanda de energia para o acionamento de sistemas de irrigação ( pivot central).




Meios de Comunicação:

O município é provido de 3 jornais de circulação semanal , 1 rádio AM e 2 rádios FM .


Cultura:

Há frequentemente nos bairros rurais as comemorações religiosas, que são muito tradicionais e atuantes em termos de envolvimento da população.

Alguns bairros rurais possuem o programa “Arca das Letras”, que se constituem em uma mini biblioteca portátil formada por livros e revistas em geral , cuja responsabilidade de manutenção e preservação é de alguns dos moradores daquele bairro .

Lazer:

A população masculina tem mais opção de esporte / lazer, pois o futebol se concentra em alguns campos localizados nas sedes dos Bairros. Existem também quadras cimentadas que podem ser utilizadas para os esportes coletivos femininos.

Há também uma minoria da população que se ocupa nos seus momentos de lazer com a Pescaria.

Organização Rural:

A zona rural é representada por catorze associações de bairros e duas cooperativas. Atualmente duas associações, estão localizadas dentro das microbacias instaladas no município por ocasião da implementação do Programa Estadual de Microbacias Hidrográficas.

Observa-se, no entanto, que há pouca participação e valorização do sistema associativo municipal por parte de seus integrantes, o que determina a existência de um sistema associativo frágil, pouco representativo e de baixa capacidade de mobilização no atendimento aos interesses do meio rural.

As associações existentes no município são:




NOME DA ASSOCIAÇÃO

N º SÓCIOS

ABRANGÊNCIA

SERVIÇOS PRESTADOS

1- ASSOC. DE DESENVOLVIMENTO DO BAIRRO RIBEIRÃO CLARO-ADEBLICLA

20

Municipal

Aquisição de insumos

2- ASSOCIAÇÃO ESPERANÇA BAIRRO DO COLEGIO(AECO)


17

Municipal

Comercialização de produtos dos associados, Representação junto a autoridades

3- ASSOCIAÇÃO DE PRODUTORES BAIRRO DO LEME-APBL

18

Municipal

Comercialização de produtos dos associados, Representação junto a autoridades

4 - Associação dos Produtores Rurais Quilombo do Jaó

Endereço para correspondência: Bairro do Jaó



24

Municipal

Serviços de Máquinas; Aquisição de insumo; Comercialização de produtos dos associados; Representação junto a autoridades; Recreação/lazer/esportes; Grupo de mulheres

5- Associação dos Prod. De leite do Extremo Leste de Itapeva (APLELI)

28

Municipal

Comercialização de produtos dos associados

6- Associação de moradores e produtores rurais Areia Branca-(AMPRA.-B.SÃO ROQUE E B. SÃO DIMAS)

13

Municipal

Palestras/cursos/excursões;Comercialização de produtos dos associados; Representação junto a autoridades

7- ASSOCiAÇÃO. PRODUTORES RURAIS DO BAIRRO DOS COELHOS DO MUNIC. DE ITAPEVA-AAPC

15

Municipal

Palestras/cursos/excursões

8- ASSOC. DE PRODUTORES DO TAQUARI-MIRIM-APTMI

20

Municipal

Comercialização de produtos dos associados; Representação junto a autoridades

9 - Associação de desenvolvimento Bairro Pacova-ADEPA

12

Municipal

Comercialização de produtos dos associados; Representação junto a autoridades

10 - Assoc.de Prod. Rurais do Bº Avencal

80

Municipal

Comercialização de produtos dos associados; Representação junto a autoridades

11- Assoc. da Agric. Familiar S. Fco de Assis


08

Municipal

Comercialização de produtos dos associados; Representação junto a autoridades

12- Cooperativa Agrícola Mista 13 de Maio

08

Municipal

Comercialização de produtos dos associados

13 - Cooperorgânica – Cooperativa de Produtos Orgânicos

657

Regional

Aquisição de insumos; Comercialização de produtos dos associados; Beneficiamento da produção ; Representação junto a autoridades ; Boletim informativo; Grupo de jovens ; Apoio a carentes sociais


14- COPROCOL – Cooperativa de Produção Coletiva

18

Municipal

Serviços de Máquinas; Aquisição de insumo; Comercialização de produtos dos associados;

15- Assoc. de Desenvolvimento Comunitário Setor Serrinha-ADCSS.

67

Municipal

Palestras/cursos/excuções;Comercialização de produtos dos associados ; Representação junto a autoridades ; Boletim informativo ; Recreação/lazer/esportes; Apoio a carentes sociais

16- ASSOCIAÇÃO DOS PEQUENOS PRODUTORES DE LEITE E DERIVADOS DO BAIRRO DE CIMA

40

Municipal

Palestras/cursos/excursões; Convênios lojas; Aquisição de insumos



1.4 Caracterização ambiental:
Áreas de proteção:

No município não existem áreas de proteção oficial . A proteção vigente e respeitada pela população se restringe às áreas de matas ciliares e aquelas de Reserva Legal , ambas remanescentes da Mata Atlântica .



Impactos ambientais:

Os impactos ambientais representados pela atividade agropecuária no município são significativos, dentre os quais destacamos: a erosão hídrica, desmatamento e contaminação de mananciais por agrotóxicos.

Erosão Hídrica - A erosão hídrica é bastante difundida na área de exploração da atividade agropecuária, pois a agricultura praticada ate a década de 80 foi responsável pela degradação do solo por adotar o sistema de plantio convencional como modelo de exploração. O uso de arações e gradagens excessivas, aliadas a não utilização de práticas conservacionistas foi determinante para o processo e é responsável pelos baixos índices de produtividade dos locais não recuperados e pela redução da área dispensada à agricultura. Partes destas áreas migraram para a exploração pecuária e apresentam, ainda hoje, baixos rendimentos. Os níveis de erosão são variáveis, indo da erosão laminar até aquela representada por grandes voçorocas.

Desmatamento – A retirada da vegetação natural para a exploração agropecuária foi bastante intensa, fator que levou a permanência de vegetação apenas nas margens dos rios e córregos, muitas das quais em quantidade inferior ao preconizado pela legislação ambiental. Ainda hoje há forte tendência em realizar a supressão da vegetação como forma de aumentar as áreas de cultivo, apesar da repressão legal. Em decorrência deste fato, tem se elevado o grau de assoreamento dos corpos de água e redução do volume de escoamento.


Contaminação por Agrotóxico – O uso de agrotóxicos de forma excessiva e sem critérios técnicos levou a contaminação de parte dos mananciais de abastecimento de água do município e a redução de organismos aquáticos nos mesmos. Observa-se ainda hoje, embalagens de agrotóxicos depositados nas margens de rios e locais de abastecimento de equipamentos para pulverização

1.5 Dados agropecuários
Área total das UPAs: 170162,92hectares

Número de UPAs: 2066



Módulo Rural: 20 hectares
a. Estrutura Fundiária

Estrato

(ha)

UPAs

Área total




%

ha

%

0 – 10

613

29,67

3321,1

1,95

10 – 20

516

24,98

7950,5

4,67

20 – 50

414

20,04

13411,4

7,88

50 – 100

210

10,16

15098,4

8,87

100 – 200

132

6,39

18499,2

10,87

200 – 500

119

5,76

38410,0

22,57

500 – 1000

42

2,03

29231,5

17,18

1000 – 2000

14

0,68

18824,3

11,06

2000 - 5000

4

0,19

11749,9

6,91

> 5000

2

0,1

13666,6

8,03

Fonte: LUPA –SAA (2008)

b. Ocupação do Solo

Descrição de uso do solo

N° de UPAs

Área (ha)

%

Cultura Perene

347

596,7

0,35

Reflorestamento

290

32408,2

19,05

Vegetação Natural

1417

21195,92

12,46

Área Complementar

1806

4831,8

2,84

Cultura Temporária

1283

50298,7

29,56

Pastagens

1632

57823,8

33,98

Área em descanso

286

2695,2

1,58

Vegetação de brejo e várzea

46

312,6

0,18













Fonte: LUPA – SAA (2008)

c. Principais atividades agropecuárias

Principais Explorações Agrícolas

Área (ha)

N° UPAs

Milho

29185,0

1010

Soja

19032,8

150

Eucalipto

17558,4

232

Pinus

14848,1

76

Feijão

6820,7

63

Trigo

6240,1

63

Cana de açúcar

3983,1

250

Sorgo

840,3

7

Fonte: LUPA –SAA (2008)



Principais Explorações Pecuárias



Unidade

N° UPAs

Piscicultura

50011,0

M2 tanques

6

Bovinocultura de corte

34971,0

Cabeças

323

Bovinocultura mista

26324,0

Cabeças

922

Avicultura de corte

10726,0

Cabeça/ano

32

Suinocultura

4490,0

Cabeças

279

Bovinocultura leiteira

4422,0

Cabeças

273

Avicultura para ovos

3359,0

Cabeças

51

Fonte: LUPA –SAA (2008)

d. Principais atividades não agrícolas:

Principais Atividades Econômicas Não Agrícolas



Unidade

Famílias envolvidas

Olaria

1

Unidade

1

Fonte: LUPA –SAA (2008)

d.

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