Apocalipse



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Capítulo VIII


7º selo

1. “E HAVENDO aberto o sétimo selo, fez-se silêncio no céu quase por meia hora”.



I. “...fez-se silêncio no céu”. O vidente João não nos diz o que esse silêncio significa. Portanto, precisamos usar da imaginação para descobrir. Nesta secção existe uma intermediária, que se divide em duas partes distintas que serão focalizadas no tópico seguinte:

1. Aqui, como noutras partes do Apocalipse, a última subdivisão da visão é transicional ou intermediária. Ray Summers diz que ela prepara o caminho para o que vem na visão seguinte. A secção intermediária é dividida em duas partes: (a) O silêncio no céu. Vs 1 e 2; (b) O incenso da vitória. Vs 3 a 5. Os eruditos fazem inúmeras investigações para descobrir porque “fez-se silêncio no céu” (SELÁ) e quase todos apresentam uma interpretação diferente:

(aa) Hagigah 12b diz que os anjos ministrantes se calaram para Deus ouvir os louvores prestados por Israel, que ascendiam desde a terra. Talvez esse silêncio igualmente tenha esse propósito.

(bb) O trecho de II Esdras 7.30 fala de um período de silêncio de “sete dias”, durante o qual ninguém estava vivo, pois Deus eliminará a antiga ordem e dará início a uma nova ordem de coisas. Isso será feito mediante uma nova criação. Os sete dias seriam dias de criação, tal como está declarado na criação original.

(cc) Há uma tradição judaica que diz que “no quinto céu existem companhias de anjos de serviço que cantam louvores à noite, porém são silenciosos de dia por causa da glória de Israel”. Isto é, que os louvores de Israel sejam ouvidos na corte celestial, porquanto, o Criador tinha entrado no Templo para ouvi-los: observe-se: Hb 2.20; Sf 1.7; Zc 2.13.

(dd) Devemos observar que, nos capítulos anteriores havia grande alarido no céu. Agora, porém, fez-se repentino! Toda música cessa. A voz de Deus está abafada. A seriedade do momento é suficiente para afastar todo regozijo da história humana e celeste. O sétimo selo é o último selo. O selo do silêncio! Há nele uma pausa de quase meia hora”! Por quê? A “DISPENSAÇÃO DA GRAÇA” começou com a morte e ressurreição do Senhor Jesus Cristo e terminará em sua plenitude com o arrebatamento da Igreja (Mt 25.10). Mas, é evidente que, oficialmente falando, ela terminará sua forma de ação na presente secção de Apocalipse (8.1-5); a seguir, no versículo seguinte, vem um “depois” que reassume o curso da “ira divina” já manifestada no início da Grande Tribulação (cf. 6.16-17). No versículo 6 do capítulo em foco, diz literalmente: “...Os sete anjos... preparam-se”. Isto é, receberam as instruções divinas para executarem juízos sobre a humanidade decaída.

2. “E vi os sete anjos, que estavam diante de Deus, e foram-lhes dadas sete trombetas”.

I. “...sete trombetas”. As trombetas que anunciaram a queda dos muros de Jericó foram executadas por sete sacerdotes (Js 6.4), havia diversos timbres de trombetas, mas, todas davam toque certo, para que a voz tivesse sentido (cf. 1Co 14.8); as Escrituras declaram que o povo de Israel estava familiarizado com o som da trombeta em qualquer sentido; como por exemplo:

1. (a) nos dias de alegria, festividades e sacrifícios. Nm 10.1-6; (b) em tempos de guerras. Nm 10.9 e Ez 33.1-7; (c) a fim de convocar o povo para ouvir os mandamentos divinos. Êx 19.19; (d) em meio à guerra havia também sons de trombetas. Js 6.4, 5; (e) Nas festividades solenes. Sl 81.3. Nas mãos dos profetas, as trombetas simbolizavam pronunciamentos escatológicos (cf. Is 27.13; Jl 2.1; Sf 1.16; 1Co 15.52; 1Ts 4.16). Nas mãos dos anjos de Deus, elas representam castigos iminentes (ver Ap 8.7 e 11.15). Em várias passagens escatológicas, na literatura judaica, a trombeta anuncia o advento do Messias e o fim do mundo. O número sete trombetas, indica que Deus trará algum julgamento, perfeito, completo e inteiramente apropriado para realizar seu propósito contra “o mundo dos ímpios”.

3. “E veio outro anjo, e pôs-se junto ao altar, tendo um incensário de ouro; e foi-lhe dado muito incenso, para o pôr com as orações de todos os santos sobre o altar de ouro, que está diante do trono”.

I. “...outro anjo”. O Dr. H. Lockyer, SR. Declara: “Antes de examinarmos com mais detalhes os anúncios dos sete anjos, devemos identificar o anjo separado – “outro anjo”- que aparece em sua companhia (8.3-5). É ele simplesmente outro anjo ou alguém especial? Sempre que se usa a frase “outro anjo”, no Apocalipse, usa-se a palavra grega “allos-outro da mesma espécie”. Muitos expositores acreditam que a expressão “outro anjo”, ocorre aqui, para indicar a presença da Trindade”. O texto em foco, designa um anjo sacerdote da corte celeste. Ele não é identificado graficamente, é outro elevado poder, um ministro, dotado de importante missão a ser cumprida. Alguns eruditos o identificam como sendo o próprio Cristo encerrado oficialmente: a “Dispensação da Graça”.

1. Tendo um incensário. O leitor deve observar como o livro do Apocalipse se combina entre si em cada detalhe; no capítulo 5.8, (que antecede a abertura dos selos) João descreve ter visto “salvas de ouro cheias de incenso”; e no presente capítulo (8) que à semelhança do capítulo 5, antecede o toque das trombetas João contempla novamente um incensário do ouro contendo “incenso”. Observemos que, neste texto, as “orações” oferecidas diante do trono, sobre o altar celeste, são as “de todos os santos”, e não apenas dos mártires, conforme se vê em Ap 6.9 e ss. O texto assegura-nos o poder da oração. Todas as orações ascendem a Deus, e os pedidos que devem ser realizados por intermédio delas, se cumprirão. A providência divina garante isso. A oração aqui, e somente dos “santos”, pois Deus não ouve a pecador (cf. jo 9.31).

4. “E o fumo do incenso subiu com as orações dos santos desde a mão do anjo até diante de Deus”.

I. “...o ...incenso subiu com as orações”. Passagens como (5.8 e 8.3), que relacionam com nossas orações armazenadas, podem significar que as orações pelos queridos não respondidas poderão sê-lo então. Essa esperança, entretanto,não deve criar indiferença pelos perdidos. No texto em foco o incenso está relacionado com as orações e vice-versa. Nas Escrituras, o incenso sempre exibe o poder da expiação de Cristo no holocausto da cruz, que atua diante de Deus... representa a pessoa e a obra de Nosso Senhor, no calvário, acrescentando-se isso as orações de todos os santos, tornando-se imediatamente eficazes nas narinas de Deus (cf. Sl 141.2; Ef 5.2). “As orações tornaram-se aceitáveis por terem sido oferecidas com incenso, sobre o altar. Todo o acesso aos céus se dá mediante a avenida do sacrifício. Quer se trate das orações dos fiéis os dos próprios mártires, igualmente, devem ser apresentadas ou oferecidas sobre o altar celeste, a fim de que ali possam ser purificadas da última mácula de egoísmo, tornando-se aceitáveis a Deus. A fumaça ascendente diz respeito às orações, designada a acompanhá-la e a torná-las mais aceitáveis”.

5. “E o anjo tomou o incensário, e o encheu do fogo do altar, e o lançou a terra; e houve depois vozes, e trovões, e relâmpagos e terremotos”.



I. “...fogo do altar”. No Antigo Testamento sempre representava a imediata resposta de Deus ao seu povo (1Rs 18.24; 1Cr 21.26), no presente texto, tem o mesmo sentido. É a resposta das orações dos santos. A resposta vem na forma dos terríveis julgamentos das sete trombetas, sempre o fogo está em foco! O fogo se relaciona muito com um dos atributos da natureza de Deus, que “é um fogo consumidor” (Hb 12.29). O texto em estudo também nos lembra a ação similar de Moisés diante de Faraó, quando tomou cinzas do forno e as espalhou na direção do firmamento; e quando desceram a terra simbolizaram a praga que estava prestes a cair à terra (Êx 9.8-10). As cinzas quentes serviam de sinais dos julgamentos vindouros.tal como na visão paralela de Ez 10.2, quando o homem vestido de linho recebeu para ir entre as rodas, sob o querubim, para encher sua mão com brasas tiradas dentre os querubins, espalhando-as sobre a cidade condenada, assim também aqui, as brasas caem, mostrando os juízos Divinos estão às portas. Os trovões, e relâmpagos e terremotos, que surgem quando as brasas são lançadas sobre a terra, são sinais de advertências do julgamento de Deus que se aproxima.

6. “E os sete anjos, que tinha as sete trombetas, preparam-se para toca-las”.



I. “...preparam-se para tocá-las”. O presente versículo, é uma introdução dos grandes e terríveis acontecimentos que terão lugar logo após o versículo seguinte. “As sete trombetas significam um anúncio completo e total. Não se deve confundir as trombetas místicas (ainda que com sons reais) com as trombetas literais dos tempos do Antigo Testamento”. Podemos observar que os juízos desta série de sete começam no capítulo oitavo desse livro, e terão sua consumação plena no capítulo décimo-sexto. O espaço de tempo que existe ente o “início” e a “consumação” destes juízos, são apenas pequenos intervalos (ver 11.15 e 15.5).

O leitor deve observar que, ainda que as trombetas não seguem paralelamente com as taças, no que diz respeito ao tempo, contudo, o alvo a ser atingido é um só. No comentário do versículo seguinte desta secção mostraremos sistematicamente como as trombetas e taças se harmonizam em cada detalhe. Como os sete selos caem em dois grupos de quatro e de três, assim as sete trombetas se dividem; as primeiras quatro sendo reminiscências distintas das pragas egípcias na ocasião do êxodo (Êx 7.19 e ss; 9.22 e ss; 10.21 e ss).

As primeiras trombetas (em números de quatro) põe em movimento a ruína que cairá sobre os objetos naturais. O mundo da natureza é diretamente usado por Deus para punir os homens. As três últimas trombetas dizem respeito à vida humana, isto é, aos ímpios habitantes da terra.

trombeta

7. “E o primeiro anjo tocou a sua trombeta, e houve saraiva e fogo misturado com sangue, e foram lançados na terra, que foi queimada na sua terça parte; queimou-se a terça parte das árvores, e toda a erva verde foi queimada”.



(VER A CONSUMAÇÃO DESTE FLAGELO EM APOCALIPSE 16.2 QUE DIZ: “E foi o primeiro, e derramou a sua salva sobre TERRA...).

I. “...saraiva e fogo misturado com sangue”. Saraiva e fogo misturado com sangue apresentam uma tríplice combinação horrorosa. Tal triplicidade expressa a manifestação terrível da ira divina sobre a terra e seus habitantes. Essas três substâncias são (com exceções variáveis) sempre usadas por Deus no campo do castigo (Êx 9.22 e ss; Ez 38.22). Faraó e seus súditos sofreram na pele este terrível castigo. Os homens que viverem no período sombrio da Grande Tribulação o sofrerão também. Os castigos aqui apresentados não podem ser simbólicos, mas reais! Também não podem ser encaixados como fatos históricos. Mas, sim juízos preparativos para a “Parousia de Cristo, quer dizer, devem estar no futuro. Devemos ter em mente que o Senhor Jesus disse no início e no término desse livro, que “essas coisas” em breve hão de acontecer (cf. 1.19 e 22.6).

1. Observemos agora a posição geográfica de cada castigo, atingindo um “só alvo”: no seu “início” e “consumação”:

(a) A terra. 8.7 e 16.2; (b) O mar. 8.8 e 16.3; (c) Os rios e as fontes das águas. 8.10 e 16.4; (d) O sol 8.12 e 16.8; (e) Escureceu-se o sol e o ar; veja o paralelismo: se fez tenebroso. 9.2 e 16.10; (f) O grande rio Eufrates. 9.14 e 16.12; (g) Houve no céu grandes vozes, que diziam: veja o paralelismo: E saiu grande voz do templo do céu, do trono, dizendo... (11.15 e 16.17). Apenas, segundo depreendemos; na introdução os juízos são vistos de forma parcial enquanto que na consumação, são vistos de forma universal ou total.

2ª trombeta

8. “E o segundo anjo tocou a trombeta; e foi lançada no mar uma coisa como um grande monte ardendo em fogo e tornou-se em sangue a terça parte do mar”.



(VER A CONSUMAÇÃO DESTE FLAGELO EM APOCALIPSE 16.3, QUE DIZ: “E o segundo anjo derramou a sua salva no mar, que se tornou em sangue...”).

I. “...uma coisa como um grande monte”. O que João viu lançado no mar no texto em foco era mais parecido ao monte Sinai, quando ardia em fogo, ante a presença espantosa do Senhor, do que a um vulcão, que vomita fogo. “Há grande controvérsia nesta interpretação, porque alguns a interpretam literalmente, dizendo que, pelo toque da segunda trombeta, é lançado “um torpedo” (uma coisa como...) ao mar, pela fúria das guerras marítimas e também pela gula dos homens famintos em matar desesperadamente os peixes, torna-se em “sangue a terça parte do mar”. Outros o entendem simbolicamente: O grande monte ardendo em fogo, bem pode simbolizar um reino. Certamente o antigo império romano, está em foco nesta passagem” (comp. Is 2.2; Jr 51.25; Mq 4.1; Zc 4.7). Ele será alvo especial da vingança de Deus, e ficará ardendo entre as nações como “...um monte de incêndio” (cf. Is 13.2; Jr 51.25; Ap 17.7).

1. Tornou-se em sangue a terça parte do mar. Chuva vermelha como sangue é um fenômeno bem conhecido da ciência. Swette chama nossa atenção para uma ocorrência parecida na Itália e no sul da Europa, em 1901, “resultante” conforme se diz, que o ar estava repleto de areia fina vinda do deserto de Saara. As erupções vulcânicas poderiam explicar parte desse fenômeno. Em Or Sibyll. v. 377 há uma alusão a certos fenômenos assim. Ao invés disso, tudo porém, pensamos que esses acontecimentos são “literais” e maiormente futuros. A transformação do mar em sangue corresponde à praga que invadiu o rio Nilo (Êx 7.7-21). O mar aqui está indelevelmente selado com o sinal da morte. A grande montanha ardente em fogo sendo lançada ao mar denota que a destruição não é causada por nada que esteja dentro das forças humanas, mas provém diretamente de Deus como uma advertência de juízo.

9. “E morreu a terça parte das criaturas que tinham vida no mar; e perdeu-se a terça parte das naus”.

I. “...a terça parte das criaturas”. Os efeitos destrutivos causados pela grande montanha em chama, nos faz lembrar quando o vulcão da ilha Santurim entrou em erupção, e parecia uma montanha flamejante. Os fugitivos contaram que viram rajadas de fogo destruindo a vegetação, os vapores sulfurosos matando os peixes do mar, e as águas tornando-se vermelhas como sangue. No texto em foco, os peixes literalmente estão em foco, ou, então, há aqui um símbolo da “vida”; tal como o mar simboliza as “nações”. Seja como for: “morreu um terço dos animais marinhos; e um terço dos navios (ou as embarcações em geral) foi destruído, e todos que buscaram refúgio na água, por causa do fogo que assolava a terra (mediante o toque da primeira trombeta), foram apanhados nas águas sangrentas, cobertas de fogo, e morreram”. Mediante estes juízos; a vida será destruída em vasta escala, mediante guerras, mediante a violência indescritível de homens contra homens. Os peixes e as embarcações falam também da dependência do homem ao mar, durante a boa parcela do seu bem-estar. A segunda trombeta afetará ambas as coisas, literalmente, ou, mais provavelmente ainda, de modo simbólico. Aquilo que é “vida”, seja como for, será grandemente prejudicado pelos estranhos poderes que invadirão o mundo habitável.

3ª trombeta

10. “E o terceiro anjo tocou a sua trombeta, e caiu do céu uma grande estrela, ardendo como uma tocha, e caiu sobre a terça parte dos rios, e sobre as fontes das águas”.



(VER A CONSUMAÇÃO DESTE FLAGELO EM APOCALIPSE 16.4, QUE DIZ: “E o terceiro anjo derramou a sua taça nos rios e nas fontes das águas...”).

I. “...uma grande estrela”. A área geográfica afetada pelo castigo da amargura é a terça parte, sugerindo que “os passos de Deus desde a misericórdia para o juízo são sempre lentos, relutantes e medidos”. Essa grande estrela que caiu do céu ardendo como uma tocha, não deve ser interpretada como sendo a mesma do capítulo 9 deste livro. A que está em foco, pode ser mesmo “um meteoro” ou “um grande cometa”, enquanto que a do capítulo 9 “compreende um chefe distinto a quem competia difundir a luz espiritual”. Ela é o anjo do abismo. O juízo da terceira trombeta, tal como no caso da primeira e da segunda, está relacionado, pelos menos em Edéia, às pragas do Egito; sendo aquelas apenas uma ameaça de Deus a Faraó; essas porém, uma consumação dos juízos divinos contra os pecadores impenitentes da era escatológica. Na expressão de Sir Willam Ramsey: “Olhando-se para os ingredientes amargos diluídos na água pela queda desta grande estrela de absinto, maravilhamo-nos não de que muitos tenham morrido e, sim, de que tenham sobrevivido”.

11. “E o nome da estrela era absinto, e a terça parte das águas tornou-se em absinto, e muitos hímens morreram das águas, porque se tornaram amargas”.



I. “...e o nome da estrela era absinto”. O texto em si leva a pensar que, a estrela em foco, pode ser mesmo uma grande estrela formada de absinto. O nome de absinto é tirado de uma planta, conhecida por Artemísia (losna ou alosna), cuja característica é o amargor: “Vós que converteis o juízo em alosna, e deitais por terra e justiça” (Am 5.7): “...haveis vós tornado o juízo em fel, e o fruto da justiça em alosna?” (Am 6.12); “portanto assim diz o Senhor dos Exércitos, Deus de Israel; Eis que darei de comer alosna a este povo e lhe darei a beber água de fel” (Jr 9.15). São perguntas e respostas do Senhor nosso Deus. Estas declarações têm sentidos profundos para uma geração escatológica. A terra deve colher os frutos amargos do pecado pois os suprimentos essenciais são contaminados por esta planta. O absinto é o arbusto de gosto mais amargo que se conhece. Diversos tipos de absinto são encontrados no Oriente, na Síria e na Palestina. A referência, neste ponto, provavelmente é à “Artemísia herba-alba”, ou à “Artemísia judaica 1”. Todas as espécies têm um gosto amargo e forte, o que proporcionou ser essa planta usada metaforicamente para indicar o amargor a derrota, a tristeza, a calamidade, etc, por causa do pecado.

4ª trombeta

12. “E o quarto anjo tocou a sua trombeta, e foi ferida e terça parte do sol, e a terça parte da lua, e a terça parte das estrelas; para que a terça parte deles se escurecesse, e a terça parte do dia não brilhasse, e semelhantemente a noite”.



(VER A CONSUMAÇÃO DESTE FLAGELO EM APOCALIPSE 16.8, QUE DIZ: “E o quarto anjo derramou a sua taça sobre o sol...”).

I. “...foi ferida a terça parte do sol... da lua... das estrelas”. Esse juízo será uma avaliação do juízo do sexto selo (ver Ap 6.12, 13), quando o sol entrou em eclipse total, e a lua transformou-se em sangue e as estrelas caíram do céu. Agora, durante uma terça parte de cada dia, as “luzes celestes” não dão luz, mas parecerão normais durante o resto do tempo. No tempo da quarta trombeta, os astrônomos certamente ficarão tomados de grande pasmo. Ao estrugir do céu uma voz estranha de trombeta, apagar-se-á a luz do sol! No oitavo salmo, a visão desses prodígios deixa os homens humilhados, levando-os a perceber a sua própria insignificância. No livro do Apocalipse, os luzeiros celestes são envolvidos nesses juízos divinos contra os homens. Seja como for, um ensinamento se destaca com clareza: O universo inteiro está debaixo do controle do governo divino. “No primeiro estágio deste castigo de Deus sobre os vasos da ira, o sol teve apenas a sua luz reduzida em um terço”, porém na sua consumação que terá seu ponto marcante na quarta taça (ver Ap 16.8), o juízo será executado em ordem crescente, e os homens, que, no toque da trombeta, apenas foram envolvidos em densas trevas, agora serão abrasados com “grandes calores”. (Cf. v.9). O texto de Mateus 24.29, que é o “pequeno Apocalipse”, fala em distúrbios nos céus, no sol e na lua, que não brilharão, ao passo que as estrelas cairão. Vê-se, portanto, que essas ocorrências tremendas são comuns nas predições apocalípticas”.

13. “E olhei, e ouvi um anjo voar pelo meio do céu, dizendo com grande voz: ai! ai! dos que habitam sobre a terra! por causa das outras vozes das trombetas dos três anjos que hão de ainda tocar”.



I. “...um anjo voar”. No texto grego de (Nestlé-Marshall), em lugar de “um anjo” registra “uma águia”. Na versão atualizada lê-se também com o mesmo sentido: “Então vi, e ouvi uma águia que, voando pelo meio do céu, dizia em grande voz: Ai, ai ai dos que moram na terra...”. Preferimos a primeira tradução, pois “anjos” são mensageiros de Deus, e deles as vozes geralmente ouvidas por João. Acresce, ainda, que esta é, também, a palavra registrada em dois manuscritos. Os “ais” são três. O três é o número divino. Os juízos da quinta, sexta e sétima trombetas serão a continuação da maneira de Deus tratar com os homens, do que os homens muito necessitarão, pois estarão quase absolutamente alienados dele. As trombetas são agora chamadas de “ais”, o que visa indicar que sua natureza é temível; mais do que no caso das trombetas anteriores, em que as quatro passadas houve certa dose de misericórdia divina. Porém, o versículo em foco, mostra que as trombetas são agora três “ais” repetidos pelo anjo. As três pragas são particularmente penosas e se intitulam o primeiro, o segundo e o terceiro ais. Eles se dirigem aos habitantes da terra, isto é, o mundo não cristão, em direção oposta ao caminho da cruz de Cristo. O anjo voará pelo “meridiano”, isto é, pelo ponto mais alto do firmamento, o ponto onde se acha o sol ao meio dia. Sua mensagem, portanto, será clara, pois será vista por todos, grandemente iluminada pelo sol do meio-dia. Seu clamor será universalmente ouvido.


Capítulo IX


5ª trombeta

1. “E O QUINTO anjo tocou a sua trombeta, e vi uma estrela que do céu caiu na terra; e foi-lhe dada a chave do poço do abismo”.



I. “...vi uma estrela que do céu caiu na terra”. Devemos observar que João não percebeu a queda da estrela; mas viu-a já caída do céu. Uma chave lhe é dada; o anjo toma-a a usa para abrir o “poço do abismo”.

1. Observemos que a descrição do juízo da quinta trombeta que é o primeiro “ai”, em sua descrição, ocupa um espaço de onze versículos, porquanto há completa descrição da invasão por parte das hostes infernais, e aquilo que elas são. O espaço extraordinariamente grande dado a essa visão, deve-se à tremenda modificação, para pior, que isso trará para a humanidade. O quadro geral deste juízo divide-se em três partes, a saber: (a) descrição geral, vs. 1 a 6; (b) descrição específica dos gafanhotos infernais, vs. 7 a 10; (c) descrição do “anjo do abismo”. O rei dos gafanhotos, v. 11. O presente juízo neste capítulo, começa com a queda de “uma estrela”. A palavra “estrela” que freqüentemente, aparece nas Escrituras, não tem sentido uniforme, mas versátil; pode significar um homem (cf. Gn 37.9 e Ap 1.20) ou um angelical, santo ou decaído, dependendo do contexto. No presente texto porém, a “estrela” significa o próprio Satanás, que é o “anjo do abismo”. (Ver v.11). No livro do profeta Isaías 14.12 há uma passagem paralela à do texto em foco: “Como caíste do céu, ó estrela da manhã, filha da alva! Como foste lançada por terra, tu que debilitavas a nações!”. Os anjos da Bíblia, especialmente na poesia, são chamados de “estrelas (cf. Jó 38, e Ap 12.4-9). Neste versículo ela é, pois, um ser pensante, um anjo decaído, Satanás o opositor de Deus e dos homens.

2. “E abriu o poço do abismo, e subiu fumo do poço, como o fumo de uma grande fornalha, e com o fumo do poço escureceu-se o sol e o ar”.

(VER A CONSUMAÇÃO DESTE FLAGELO EM APOCALIPSE 16.10, QUE DIZ: “E O QUINTO anjo derramou a sua taça sobre o trono da besta, e o seu reino se fez tenebroso...”).

I. “...escureceu-se o sol e o ar”. Deve ser observado que, no primeiro estágio ou introdução deste juízo “escureceu-se o sol e o ar”. Na sua consumação porém, conforme descrita no capítulo 16.10, o reino da Besta “se fez tenebroso; e eles (seus súditos) mordiam as suas línguas de dor”. Porém, tanto no início como na consumação: o mundo habitável foi mergulhado na “escuridão”.

1. O poço de abismo. Alguns estudiosos traduzem também por “fenda do abismo”, isto é, porque grego “phear” tem esse sentido. O poço do abismo aqui referido, não quer dizer apenas “o abismo” (sentido comum), mas “o poço do abismo”, isto é, “o mais interior da cova” (cf. Ez 32.23), ali pois, por expressa ordem de Deus, estão encarcerados os poderosos que zombaram de Deus na “terra dos viventes”. Ezequiel diz que, sete nações desceram ali e que “seus sepulcros foram postos no mais interior da cova” (cf. Ez 32.18, 21 e ss). Nas epístolas de Pedro e Judas, encontramos anjos ali aprisionados (2 pd 2.4 e Jd v. 6). No contexto teológico, e bíblico, esse é um lugar chamado de “região tenebrosa e melancólica, onde se passa uma existência consciente, porém e inativa”; longe de Deus (2Sm 22.6; Sl 9.17). “Há uma tradução entre os escritos judaicos que diz: Originalmente, o poço do abismo era reputado como o lugar que abrigava “os espíritos em prisão”; mas ali viveram apenas como “sombras” a vaguearem ao redor”.

2. Hades. “O escondido”. A palavra encontra-se em Mt 11.23; 16.18; Lc 16.23; At 2.27, 31; Ap 1.18; 6.8 e ss); é o equivalente de Sheol do Velho Testamento. O Dr. C. I. Scofield chama a nossa atenção para dois pontos importantes: (a) “Antes da ascensão do Cristo, as Escrituras dão a entender que Hades consistia de duas partes, os lugares dos salvos e dos perdidos, a primeira chamada “Paraíso” e o “Seio de Abraão”, ambas as expressões vêem do Talmud dos judeus, mas foram empregadas por Jesus e Paulo, em Lucas 16.22 e 23.43; 2Co 12.1-4, conscientes e eram “consolados” (Lc 16.25). O ladrão crente havia de estar nesse mesmo dia com Cristo no “Paraíso”. Os perdidos eram separados dos salvos por “um grande abismo” (lc 16.26). Um homem que representa os perdidos do Hades, é o rico de Lucas (16.26). Ele era consciente, senhor de todas suas faculdades, memória, etc. e “em tormento”. (b) Hades “depois” da ascensão de Cristo. No que diz respeito aos não salvos, a Escritura não revela nenhuma mudança no seu lugar ou estado. No julgamento do Grande Trono Branco, Hades comparecerá ali; sua missão será, entregar os “mortos que nele havia”. Serão julgados, e passarão ao “Lago de Fogo e de Enxofre” (Ap 20.13, 15). No contexto de Lucas 16.23, o “Paraíso” é retratado como estando “acima” do Hades. Isso é observado nas próprias palavras: “E no Hades (o rico), ERGUEU os olhos...”. Quanto ao “Paraíso” houve uma mudança. Paulo foi arrebatado ao terceiro céu... ao Paraíso (2Co 12.1-4). O Paraíso, pois, agora está imediata presença de Deus, “debaixo do Altar”, em “frente do trono” (cf. Ap 6.9 e 7.9, 15). Entende-se que (Ef 4.8-10) indica a ocasião da mudança: “Subindo ao alto, levou cativo o cativeiro”. Acrescenta-se imediatamente que Ele (Cristo) tinha primeiro “descido às partes mais baixas da terra?”, isto é, à parte do Hades que era o Paraíso. As almas que foram mortas durante o período sombrio da Grande Tribulação, são imediatamente colocadas debaixo do altar que evidentemente, é parte do Paraíso (Lc 23.43; Ap 6.9 e ss). Durante o período atual os salvos que morreram estão “ausentes do corpo e presentes com o senhor:.

3. “E do fumo vieram gafanhotos sobre a terra; e foi-lhes dado poder, como o poder que têm os escorpiões da terra”.



I. “...vieram gafanhotos”. Os terríveis gafanhotos mencionados nesta secção não são os pequenos animais, mas os anjos decaídos que, por expressa ordem de Deus estão aprisionados em escuridão (cf. 2Pd 2.4 e Jd v.6). São seres espirituais do mundo tenebroso; mas não são demônios (ver At 23.8), e que, durante este período de encarceramento, perderam o seu estado de configuração e, são apresentados com um aspecto terrível. No sexto versículo da epístola de Judas, vermos os anjos caídos ali aprisionados em cadeias eternas, na escuridão exterior, esperando pelo julgamento do grande dia. Pode-se considerar que isso acontecerá quando da “Parousia”, ou, provavelmente, no fim do Milênio, quando for instaurado o julgamento do Grande Trono Branco (cf. 2Tm 4.1; Ap 20.11 e ss). Na segunda epístola de Pedro, há também menção de anjos presos nas “cadeias da escuridão, ficando reservados para o juízo”. (cf. 2Pd 2.4). Seja como for, ali no ‘poço do abismo” estão os gafanhotos infernais devidamente equipados, com suas armas destruidoras contra aqueles que viverem no “tempo do fim”.

4. “E foi-lhe dito que não fizessem dano à erva da terra, nem a verdura alguma, nem a árvore alguma, mas somente aos homens que não têm na suas testas o sinal de Deus”.



I. “...E foi-lhe dito que não fizessem dano à erva da terra”. Este versículo tem seu paralelo na passagem de Joel (2.3): “Diante dele (do exército de gafanhoto) um fogo consome, e atrás dele uma chama abrasa; a terra diante dele é como o jardim do Éden, mas atrás dele um desolamento; sim, nada lhe escapará”. No Antigo Testamento, a invasão de gafanhotos era uma punição terrível de Deus (cf. Êx 10.12 e ss). Essa idéia teológica de fundo o autor do Apocalipse a desenvolve com riqueza de pormenores. Esses anjos rebeldes, como já ficou definido acima, são vistos no presente texto, como sendo gafanhotos infernais. Eles não formaram a nuvem, mas saíram dela. No dizer de Charles: “Os gafanhotos (animais) foram a oitava praga do Egito. Mas estes são diferentes dos gafanhotos ordinários da terra: terão ferrões nas caudas, como se fossem escorpiões. Com os ferrões é que feriam, e não com a boca, como fazem os gafanhotos naturais; na realidade, foram proibidos de tocar nas árvores ou em qualquer erva verde”.

1. Os gafanhotos naturais não têm rei (cf. Pv 30.17), esses porém, têm “sobre si, rei, o anjo do abismo” (v.11). Observemos ainda dois pontos focais nesta secção: (a) O texto em foco, diz que, os gafanhotos são seres inteligentes, discernem, pois receberam ordem exclusivamente para não tocar “...à erva da terra, nem a verdura, alguma, nem a árvore alguma, mas somente aos homens que não têm nas suas testas o sinal de Deus”. O autor alude ao trecho de (Ap 7.1 e ss). Ali, os quatro anjos guardiões das forças da natureza, são proibidos de danificar as “verduras”, até que sejam assinalados “os servos” de Deus. Aquele capítulo passa, então, a descrever os 144.000: (b) “Assim como Israel, no Egito, escapou das pragas que puniam aos seus vizinhos egípcios, assim também o novo Israel (144.000) será isolado dos ataques dos gafanhotos que emergirão do abismo”.

5. “E foi-lhes permitido, não que os matassem, mas que por cinco meses os atormentassem; e o seu tormento era semelhante ao tormento do escorpião fere o homem”.

I. “...cinco meses”. Esta expressão é repetida no versículo dez do presente capítulo. É a extensão normal da vida de um gafanhoto ordinário.

1. Focalizemos dois pontos importantes na presente secção: (a) as interpretações históricas; (b) os gafanhotos literais:

(aa) Algumas interpretações históricas pensam que esse número simboliza um período muito mais longo, pois cada dia seria igual a um mês ou algum outro período de tempo. Em seguida procuram encaixar o resultado em algum evento histórico, usualmente de caráter militar, como o ataque dos sarracenos, sob Maomé, ou como os ataques posteriores, que assaltaram o Egito, a Palestina, a Síria, Constantinopla e outros lugares. Nesse caso, os “gafanhotos” seriam os próprios “sarracenos”. Essa maneira de interpretar o texto, dificilmente se coaduna com a tese principal. Sendo dias proféticos, assim um dia representava “um ano” (cf. Nm 34.14 e Ez 4.6), afiançando que esse tempo está envolvido entre 612 a 762 d.C.

(bb) Os gafanhotos literais nascem na primavera e morrem no fim do verão (de maio a setembro); exatamente cinco meses. Durante esse tempo, ele se mostra ativo, e qualquer destruição por ele produzida, tem lugar cinco meses. A praga dos gafanhotos sobrenaturais durará também “cinco meses”. Esse espaço de tempo, é mencionado nas Escrituras com um sentido especial; nele Deus trouxe o dilúvio “sobre o mundo dos ímpios”. Exatamente “cinco meses”: (de 17 do mês segundo; maio, ao dia 17 do sétimo mês: setembro), prevaleceram as águas na terra (cf. Gn 7.11 e 8.4). Exatamente “cinco meses”. As Escrituras são proféticas e se combinam entre si em cada detalhe! “Aqui notamos a preocupação de poupar a vida aos homens, conservando-lhes a possibilidade de arrependimento, embora sob o aguilhão da dor. Tiveram um prazo, porém, não buscaram a vida, mas inutilmente procuraram a morte”.

6. “E naqueles dias os homens buscarão a morte, e não a acharão; e desejarão morrer, e a morte fugirá deles”.

I. “...e a morte fugirá deles”. O versículo em foco, tem seu paralelo no livro do profeta Joel (2.6): “Diante dele (do exército de gafanhotos) temerão os povos; todos os rostos são como a tisnadura da panela”. Os gafanhotos infernais receberam poder semelhante ao dos escorpiões. Os viajantes do Oriente Médio, onde os escorpiões são comuns, precavêem-se destas criaturas, que muitas vezes são encontradas debaixo de pedras soltas e em ruínas, pois suas ferroadas são severas e doridas quando perturbados. Esta arma de ataque é um instrumento de dor excruciante, perturbação mental e até mesmo a morte. No livro de Jó (3.21) encontramos homens amargurados de ânimo procurando a morte: “...que esperam a morte, e ela não vem: e cavam em procura dela mais do que tesouros ocultos”. Esta é a única passagem nas Escrituras em que a morte foge dos homens, ao invés de o homem fugir da morte. Os homens da quinta trombeta se transformarão num verdadeiro comando suicida, porém seus intentos serão frustrados, pois a morte estará presa durante aqueles dias. O sofrimento dos homens chegará a uma intensidade tal, durante a Grande Tribulação, que a humanidade em geral concordará que mais vale a pena morrer, o que será uma avaliação pervertida da morte. Isso lembra-nos das palavras de Heródoto ao relatar o relatório de artabano e Xerxes: “Não há nenhum homem, entre esta multidão ou noutro lugar, que seja tão feliz que nunca tenha sentido o desejo – e não digo apenas uma vez, mas muitíssimas vezes de estar morto, e não vivo. As calamidades nos sobrevêm, as enfermidades nos assediam e desesperam, fazendo com que a vida, embora tão curta, pareça longa. Assim também a morte, mediante a miséria da nossa vida, é o mais doce refúgio de nossa raça”. O pecado leva o homem a esse extremo; esse é o resultado da queda no pecado: eles vivem nele; e sua recompensa é a “morte” (cf. Rm 6.23 e ss).

7. “E o parecer dos gafanhotos era semelhante ao de cavalos aparelhados para a guerra; e sobre as suas cabeças havia umas como coroas semelhantes ao ouro; e os seus rostos eram como rostos de homens”.



I. “...o parecer dos gafanhotos’. Este versículo e os três que se seguem, sito é, (8, 9, 10) descrevem nove pontos (ou caracteres) importantes na descrição geral dos temíveis gafanhotos:

1. (a) “Cavalo aparelhados para a guerra”. Sugestivamente, certas línguas, levadas pelo aspecto da cabeça do gafanhoto, dão-lhe nome que sugere o cavalo (Cavalleta = italiano; Heupferd ou cavalo de feno = alemão, etc.). A descrição dos “animais” é horripilante e hedionda; João nada viu na terra que pudesse realmente identificar-se com essas criaturas vinda do mundo exterior. Teve de servir-se dos mais desconexos elementos comparativos para descrever-lhes a monstruosa aparência. Eles são vistos equipados; Isso indica que eles pertenciam a uma “Ordem de Guerreiros” vindo do “poço do abismo”. O cavalo é rápida e forte, e produz a morte sem misericórdia (cf. Jó 39.19-25; Sl 33.17; 147.10). “Terrível é o fogoso respirar das suas ventas” (Jó 39.20). Sendo que, essas criaturas são mais ainda em grau supremo!

(b) “Coroas semelhantes ao ouro”. Os gafanhotos descritos por João, trazem algo parecido “como coroas”, em contraste com expressão em Apocalipse 4.4; 6.2; 12.1 e 14.14. Alguns intérpretes observam que as cabeças dos animais terminam em forma de “Coroa”, como se fossem de ouro. A passagem em foco, nos leva a pensar que, os gafanhotos pertenciam a uma “ordem real” do “poço do abismo”, por cuja razão “tinham si, rei”. O rei dos terrores! (Jó 18.18 e Ap 9.11). São seres animalescos de natureza bestial!

(c) “Seus rostos eram como rostos de homens”. No paralelismo de Joel 2.7, os temíveis animais, andarão como se fossem homens: “Como valentes correrão, como homens de guerra subirão os muros; e irá cada um nos seus caminhos e não se desviarão da sua fileira”. Os rostos semelhantes aos de homens dessas horas espirituais, sugerindo inteligência e capacidade humana, dar-lhes-ão terror adicional. Alguns estudiosos aceitam isso literalmente, como se dá no caso dos intérpretes históricos. “São homens”, dizem eles, “como sarracenos”. Porém, para nós, essa forma de interpretação não se harmoniza com aquilo que é depreendido do texto em foco. Segundo um rabino; A expressão: “rostos como de homens”. Significa “uma face irada” (Pv 25.23) e dura de ser encarada como a “pederneira” (Ez 3.9).

8. “E tinham cabelos como cabelos de mulheres, e os seus dentes eram como de leões”.



I. “...cabelos como de mulheres, etc”. O presente versículo da seqüência ao versículo anterior:

1. (d) “Tinham cabelos como de mulheres”. Entre os comentaristas são seguidas várias interpretações sobre a presente expressão: (a) porque as antenas dos gafanhotos sugerem isso, conforme pensam alguns intérpretes, como diz um provérbio árabe: “o gafanhoto tem cabeça de cavalo, peito de leão, pés de camelo, corpo de serpente e antenas como cabelos de mulheres”. Algumas traduções trazem: “cabelos longos como de uma moça”. Seja como for, neles havia algo feminino. (b) Ou então, conforme poderíamos esperar, os “sarracenos” usavam os cabelos compridos, segundo dizem os intérpretes históricos e em muita das vezes foram confundidos por alguém como se fossem mulheres. (c) Eram monstros cabeludos como são descritos por Isaías 13.21: “...e os sátiros pularão ali”. Isto é, “sã’ir” – Lv 17.7; 2Cr 11.15. O termo significa “cabeludo” e aponta para o demônio como sendo um sátiro: demônio feminino da noite, etc. (d) Para outros (talvez a forma predominante) “Eram seres destituídos dos elevados padrões morais como bem pode ser contemplado numa figura de retórica: “...rapazes escandalosos”, cf. 2Rs 22.47 e 1Co 11.4, 7, 14.

(e) “Seus dentes eram como de leões”. Esta figura é emprestada de Joel (1.6 e ss), onde uma nação hostil é comparada à ameaça de uma praga de gafanhotos, que, destruiria toda verdura do campo: “...os seus dentes são dentes de leão, e têm queixadas de um leão velho”. Na simbologia profética, isso significa “sua terrível capacidade de destruição, sua voracidade incessante e brutal”. A implicação desta figura é que os terríveis gafanhotos nascidos da fumaça, serão cruéis, selvagens e implacáveis no tormento que causarão aos homens sem Deus.

9. “E tinham couraça como couraças de ferro; e o ruído das suas asas era como o ruído de carros, quando muitos cavalos correm ao combate”.



I. “...couraças como couraças de ferro, etc”. Temos aqui a sexta e a sétima descrições dos gafanhotos. As suas ‘couraças” e o “ruído temível de suas asas”:

1. (f) “Couraças como couraças de ferro”. Os temíveis animais tinham por assim dizer, couraças de ferro. Essas agentes infernais de torturas são imunes a qualquer destruição pessoal. No presente versículo, vemos o corpo escamoso dos gafanhotos comparado a uma couraça. O General filistino, Golias, trazia também em volta de si uma couraça “escameada” (1Sm 17.5). Aquele poderoso gigante era o maior homem do mundo. Ele, foi sem dúvida, um agente direto de Satanás como também, esses serão, porém, em grau supremo.

(g) “O ruído das suas asas”. Observemos aqui a seqüência do paralelismo tirado de Joel 2.5: “como o estrondo de carros sobre os cumes dos montes irão eles saltando; como ruído da chama de fogo que consome a pragana, como um povo poderoso, ordenado para o combate”. O Dr. Robertson (in loc) declara o que segue: “O quadro gráfico do avanço de exames de gafanhotos infernais e a total incapacidade de resistir a eles, é dado aqui, como o “som de carros”, de muitos cavalos que avançam para a guerra”. O tinido e o clangor das rodas dos carros e o sacolejar dos cavalos, são aqui personificados (cf. Jl 2.4).

10. “E tinham caudas semelhantes às dos escorpiões, e aguilhões nas suas caudas; e o seu poder era para danificar os homens por cinco meses”.



I. “...tinham caudas... e aguilhões”. Encontramos aqui a oitava e nona características dos gafanhotos. Nesta secção, o autor sagrado retorna às idéias gerais segundo se descrevem dos versículos três e cinco deste capítulo:

1. (h) “Caudas semelhantes às dos escorpiões”. O texto em foco, nos faz lembrar de uma curiosidade interessante: “...Há uma espécie de gafanhotos, do nome científico “Acridium Lineola”, comumente vendidos nos mercados de Bagdá (Capital do Iraque), como alimento, que tem ferrões nas caudas”. Sendo porem, que aqueles, são ordinários; esses, porém infernais. Os naturalistas dizem-nos que o escorpião sacode a cauda constantemente a fim de atacar, e que o tormento causado por suas picadas é muito severo. Tudo isso, e mais ainda, será encontrado em grau supremo nos horripilantes animais contemplados por João.

(i) “Aguilhões nas suas caudas”. Na declaração de Jesus a Paulo no caminho de Damasco (At 9.5), o “aguilhões” representa uma força irresistível. A presente expressão proverbial, era também encontrada em diversos autores de diferentes culturas, sob uma ou outra forma. Tem sido encontrada nos escritos dos poetas gregos e até helenistas. Ela era tomada no sentido de representar uma força espiritual, uma força do mal; que só pode ser resistida por uma superior – O Espírito de Deus (cf. Lc 10.19). Num cômputo geral na apreciação de João sobre esses seres, observemos o que segue: (a) São gafanhotos, mas têm a malícia de escorpiões. (b) Avançam como soldados montados para a batalha. (c) Usam coroas. (d) Têm a semelhança de homens em seu rosto. (e) Há algo de feminino em sua aparência. (f) Em sua voracidade são quais leões.

11. “E tinham sobre si rei, o anjo do abismo; em hebraico era o seu nome Abadom, e em grego Apoliom”.

I. “...o anjo do abismo”. O anjo do texto em foco é o próprio Satanás; ele é mencionado em sete livros do Antigo Testamento e em dezenove do Novo. Tem cerca de vinte e cinco nomes nas Escrituras: sua identidade é falsa. Ele é realmente chamado na poesia de “Rei dos Terrores” (Jó 18.14); no presente versículo, ele se apresenta novamente como sendo um “rei”. Nesta visão dos gafanhotos infernais, ele é chamado por dois nomes:

1. (a) Abadom; (b) Apoliom: em ambas as línguas quer dizer “destruidor”. (aa) ABADOM. Abadom, é um termo hebraico que significa “destruição” ou “ruína”, conforme se vê em Jó 31.12. Algumas vezes é usado como equivalente da “morte”. A palavra é também usada para o lugar da destruição, sinônimo de Sheol ou mundo invisível dos mortos em (Jó 26.6; 28.22; Pv 15.11 e 27.20), e é usada para o próprio mundo dos mortos (em Jó 31.12; Sl 88.11). João traduz a palavra para o grego não para o termo equivalente, apoleia, “destruição”, mas por um particípio, apollyin, que significa “o destruidor”. (bb) APOLION. Apoliom, esse termo grego é cognato do Apollumi, verbo que significa “destruição”, e sua tradução em português acompanhou o sentido original de “destruição”. Seja como for, é essa a missão sombria do “anjo do abismo”: “Matar e destruir”. Ele é chamado de “o destruidor” porque do ponto de vista divino de observação é o que ele é! (cf. Jo 10.10).

12. “Passado é já um ai; eis que depois disso ainda dois ais”.

I. “...Ais”. O profeta Ezequiel, profeta do cativeiro, fala em seu livro de “...lamentações, e suspiros e ais” (cf. Ez 2.10). O primeiro “ai” é a quinta trombeta. O trecho de Ap 9.1-11 ocupa-se com a descrição desse primeiro “ai”. O segundo “ai” é o juízo da sexta trombeta, descrito em Ap 9.13-21 e o terceiro “ai” é o juízo da sétima trombeta, descrita em Ap 11.15-19. Durante o período da Grande Tribulação, os juízos de Deus ir-se-ão tornando progressivamente mais severos, procurando levar os homens ao arrependimento. Porém, os homens terão mergulhado nas densas trevas do mal. Por conseguinte, o curso inteiro das mais tremendas punições terá de sobrevir contra eles, até a plenitude dos tempos (o Milênio) que virá com o “refrigério” de Deus (At 3.19-21. Finalmente, isso trará uma “nova era”, o Milênio, como é anunciado no terceiro “ai” desta secção (11.15), porquanto purificará a terra, possibilitando a ocorrência da “Parousia” ou segundo advento de Cristo. Porquanto, os juízos divinos sempre têm um propósito disciplinador e restaurador, e não meramente vingativo.

6ª trombeta

13. “E tocou o sexto anjo a sua trombeta, e ouvi uma voz que vinha das quatro pontas do altar de ouro, que estava diante de Deus”.



I. “...do altar de ouro”. A sexta trombeta do texto em foco, é, pela ordem, o segundo “ai” desta série de três (ver 8.13 e 9.12). A poderosa voz para execução do mesmo, partiu do “Altar de ouro” que está diante de Deus. João não identificou a voz que falou, mas certamente foi a voz de Deus. “Os judeus supunham que o “Templo de Jerusalém” (ou, originalmente, a tenda armada no deserto) era apenas uma “cópia” de um “Templo Celeste”. Portanto, criam que as secções e itens do templo terreno tinham paralelos nos céus” (cf. Hb 8.5 e 9.23). Assim, temos também aqui o “altar” (havia o altar do holocausto e o altar do incenso no tabernáculo terrestre; o primeiro fora do lugar Santo, e segundo não muito distante do Véu diante do Santo dos Santos). Mui provavelmente havia apenas um, feito de “ouro” (tal como de “ouro” era o altar do incenso). Neste altar, ou altares, havia pontas ou “chifres” como é mencionado na passagem em foco. O sangue dos sacrifícios era ali passado, conforme se vê em Êx 29.12 e Lv 7.18. Quando alguém, era perseguido, se agarrava a esses chifres – aqui traduzidos por “ângulos” – dava a entender que fugia, já que aquele era um lugar ou local de refúgio (cf. 1Rs 2.28). Neste livro, também, o altar é considerado como um lugar de refúgio (cf. 6.9 e 7.15).

14. “A qual dizia ao sexto anjo, que tinha a trombeta: Solta os quatro anjos, que presos juntos ao grande rio Eufrates”.



(VER A CONSUMAÇÃO DESTE FLAGELO EM APOCALIPSE 16.12, QUE DIZ: “E o sexto anjo derramou a sua taça sobre o grande rio Eufrates...”).

I. “...o rio Eufrates”. Esse rio é mencionado por 21 vezes nas Escrituras. É chamado de “grande rio” por cinco vezes. Era a fronteira oriental, tal como o mar Mediterrâneo era as fronteira ocidental da herança de Deus, Israel. A partir de sua boca, podia ser navegado por pequenas embarcações por cerca de 1.900 quilômetros. Formava as fronteiras de Israel ao norte (cf. Gn 15.18; Dt 1.7 e Js 1.4). Assim o rio Eufrates servia de defesa natural à nação eleita contra o exército vindo do norte, especialmente da Assíria. Era conhecido dos antigos povos como “grande rio”, por ser o maior que se conhecia na área da Palestina. Em Ap 16.12 (o juízo da sexta taça), o rio Eufrates secará, permitindo que os exércitos chineses? (reis do Oriente) e seus satélites invadam a Terra Santa com 200.000.000 de cavaleiros, dando lugar à grande batalha do Armagedom.

15. “E foram soltos os quatro anjos, que estavam preparados para a hora, e dia, e mês, e ano, a fim de matarem a terça parte dos homens”.



I. “...hora, e dia, e mês, e ano”. Os intérpretes históricos procuram encaixar a frase: “hora, e dia, e mês, e ano” como já tendo se cumprido na seqüência do tempo. “Portanto, uma hora seriam quinze dias, um dia seria um ano (cf. Nm 34.14 e Ez 4.6), e um mês seriam trinta anos, enquanto que um ano, composto de 365 dias e mais um quarto, ou seja, noventa e um dias, porquanto o não secular, na realidade, consiste de 365 dias e ¼. Isso daria o grande total de 390 anos e 106 dias. Tais intérpretes, em seguida, tentam encontrar essa extensão de tempo na História, e pensam encontra-lo entre 1057 a 1453 d.C., ou seja, o tempo quando começou o império turco, até ao ano em que Constantinopla foi tomada por eles, o que pôs fim ao império romano do oriente”. Nós aceitamos que os últimos dias são os nossos dias. Isso expõe as razões para a interpretação “futurísticas” de Apocalipse; essa grande profecia, aqui contida, terá lugar no período sombrio da Grande Tribulação. A “hora”, e “dia”, e “mês”, e “ano” do presente texto marcarão exatamente uma contagem regressiva para a grande batalha do Armagedom (cf. 14.15, 17), etc.

16. “E o número dos exércitos dos cavaleiros era de duzentos milhões; e ouvi o número deles”.



I. “...duzentos milhões”. O vasto exército referido nesta visão, é imenso! Torna impossíveis as interpretações históricas. Nem mesmo o total combinado de todos os exércitos turcos, através dos séculos, atingiu “duzentos milhões”. Duzentos milhões de cavaleiros, naqueles dias, ultrapassava qualquer possibilidade de um exército na terra; foi impossível João contá-los, ele “ouviu o número deles”. Cremos que essa visão de duzentos milhões de cavaleiros tenha um caráter prospectivo e aponta diretamente para o tempo do fim; sabemos ser isso hoje possível.

1. Baseados em Ap 16.12, cremos que a China e seus satélites são o princípio de formação dessa grande profecia. Para o vidente João, totalmente atônito ante o número imenso dos cavaleiros, faz uma pausa para falar diretamente a esse respeito. Literalmente, o grego diz: “dois dez mil de dez mil”, isto é, duzentos milhões. No presente texto, não é mencionado um exército de carros, mas de cavalos – cavalaria. Os quatro anjos prisioneiros a pouco assumem o comando invisível desse poderoso exército sombrio (9.14). Orientando-o tomar direção à Terra Santa, concentrando-se, logo a seguir, na grande planície que se estende do Jordão ao Mediterrâneo.

17. “E assim vi os cavalos nesta visão; e os que sobre eles cavalgavam tinham couraças de fogo, e de jacinto, e de enxofre; e as cabeças dos cavalos eram como cabeça de leões; e de suas bocas saia fogo e fumo e enxofre”.

I. “...fogo e fumo e enxofre”. Três substâncias nocivas (quando não controladas) à as’de humana. Esta trílice representação encontra-se também nas couraças dos cavaleiros. Isso exprime toda a incompreensibilidade das forças do mal: número espantoso (200.000.000), aspecto infernal e inumerável, estranha interioridade inconcebível, proveniente de suas bocas e letal para um terço da humanidade. A linguagem usada nos versículos (16 a 18) do presente capítulo, faz menção de exército da cavalaria (v.16), de couraça (v.18), de fogo, fumaça e enxofre como meios mortíferos, faz pensar em uma guerra moderna, embora sem participação atômica. Nas páginas da Bíblia, o cavalo aparece como animal de guerra, exceto Is 28.28. Os cavalos aqui descritos ainda são mais terríveis, porquanto possuem a natureza do leão. Outrossim, há cavaleiros de horrenda malignidade que os montam. Quem são eles? Cavalos ordinários? ou armas modernas de artilharia?

1. A maior parte dos comentaristas se dividem na questão. Para alguns são cavalos literais; para outros, porém, são armas modernas de artilharia e, ainda outros opinam que são cavalos sobrenaturais. Observemos três pontos importantes sobre isso:

(a) Lendo as seguintes passagens (Pv 21.31; Zc 14.15; Ap 9.15; 9.14; 14.20; 19.18), leva-nos a pensar que são cavalos literais:

(b) Lendo passagens como (2Rs 2.11; 6.17; Ap 19.11, 14) e fazendo um paralelismo do significado do pensamento, leva-nos pensar que são cavalos sobrenaturais:

(c) Lendo passagens como (Ap 9.17-19; 16.13-14), leva-nos a pensar que não são cavalos literais e nem sobrenaturais e sim, armas modernas de guerra. Cremos que o Apóstolo João em sua visão futurística, faz menção, exatamente, às armas mais modernas usadas em seus dias: o cavalo que, na simbologia profética das Escrituras, represente para nós, as possíveis armas modernas da atualidade. Mas não é de admirar que, o Anticristo usará todos os meios concebíveis de seus dias e, mesmo que usando, suas armas modernas, possa contar, segundo se pensa, com um exército moderno de cavalaria para possíveis eventualidades (cf. 2Ts 2.9).

18. “Por estas três pregas foi morta a terça parte dos homens, isto é, pelo fogo, pelo fumo, e pelo enxofre, que saia das suas bocas”.



I. “...que saia das suas bocas”. Segundo o Dr. Russell Norman Champrin, Ph, D, este versículo é uma descrição, em forma composta, dos elementos que já vimos mencionados. Esses três elementos, o fogo, a fumaça e o enxofre, aparecem todos no versículo anterior. O fato de que os homens serão mortos mediante esses elementos é antecipado no décimo quinto versículo desta secção, como também a porcentagem dos que serão mortos, a saber, um terço da humanidade. Voltemos àquilo que fora dito no versículo anterior; que tudo nos faz pensar em armas modernas. “Em nossos dias sabem que, os poderes do norte (Rússia), e os poderes do leste (China), estão preparando suas armas mortais para uma possível investida. O material mais usado na fabricação destas armas são aquelas já previsto pelas profecias: INFLMÁVEL (cf. Ez. 39.9-10). Uma descobertas holandeses, põem em foco a infalibilidade das profecias”. “Um material chamado “lingnostone” de invenção holandesa, está sendo usado pelo o BLOCO COMUNISTA DO NORTE E DO LESTE na fabricação de suas armas destruidoras. Esta substância é inflamável como nenhuma outra”. Os computadores já devem ter dado o sinal de “avançar” (para o uso das tais armas), o que não acontecera ainda apenas porque estão calculando as melhores maneiras de se fazer o ataque. Por isso, os cientistas atômicos estão dizendo que a hora histórica é dez para “meia noite”. Recentemente, porém, avançaram o relógio fatal para sete para a “meia noite”. Todas essas armas mortais, são, verdadeiras pragas que apontam para o tempo do fim.

19. “Porque o poder dos cavalos está na sua boca e nas suas caudas. Porquanto as suas caudas são semelhantes a serpentes, e têm cabeças, e com elas danificam”.



I. “...o poder dos cavalos está na sua boca e nas suas caudas”. O número dos exércitos da cavalaria é surpreendente. É de “vinte mil vezes dez milhares”, ou duzentos milhões. O aspecto dos cavaleiros é aterrador. Atenção, no entanto, não se fixa tanto nos cavaleiros como nos cavalos. “Na mente dos judeus os cavalos trazem comumente uma idéia de terror”.

1. A visão vista por João sobre estes “cavalos” compreende também os “cavaleiros”. Os cavaleiros parecem ser de pouca monta (importância) em relação aos cavalos, que causam maior terror; eles apavoram e destroem. A atribuição de caudas, como de serpentes, àqueles cavalos que sopravam fogo, os torna tremendamente grotescos. Podemos observar que nos versículos anteriores, “...os cavaleiros têm couraça de vermelho fogoso, azul fumegante e amarelo sulfúrico...”. São verdadeiras couraças que inspiram “cisma” e “extremo terror”. “Os adversários virão velozes como cavaleiros, fortes como leões, venenosos como as serpentes, a soprarem elementos que cegam e queimam com poder mortal. Temos aqui, portanto, força mortais, letais, poderosas, maliciosas e incansáveis, enviadas contra a humanidade, por causa de seus pecados e de seu mundanismo”.

2. “João vê agora todos os horrores da guerra. Em seus dias a cavalaria era uma força das mais terríveis, e ele vê esta em primeiro lugar. Mas enquanto olha, toma consciência de que estes não são “cavalos comuns” mas monstros estranhos que destroem com a fumaça que lhes sai da boca, e de outras bocas na “ponta das caudas” como as de serpentes. Não há dúvida de que oi permitido a João ver os instrumentos destruidores na forma de artilharia”. Mas tudo controlado, por poderes do mundo exterior.

20. “E os outros homens, que não foram mortos por estas pragas, não se arrependeram das obras de suas mãos, para não adorarem os demônios, e os ídolos de ouro, e de prata, e de pedra, e de madeira, que nem podem ver, nem ouvir, nem andar”.



I. “...adorarem os demônios, e os ídolos”. O versículo em foco apresenta-nos dois pontos distintos: demônios e ídolos:

1. (a) Demônios. São seres espirituais do mundo tenebroso, assim chamados, em virtude de suas disposições hostis, opondo-se contra Deus e contra os homens. O Senhor Jesus, em seu imortal ensino, falou da existência deles. Os profetas do Antigo Testamento, e os escritores do Novo, comprovam a mesma realidade (cf. Lv 17.7; Sl 106.37; Mt 4.22; 8.16, 18, 33; 12.22; Mc 1.32; 5.15, 16, 18; Lc 6.18; 9.39; At 8.7; 16.16; 1Co 10.20; Tg 2.19; Ap 16.14). Entre os gregos tinha vários significados a palavra “demônios”; às vezes era considerado um deus, ou uma divindade no sentido geral; O gênio ou a fortuna; A alma de alguém que pertenceu a idade de ouro; E que se transformou em divindade tutelar. Um deus de categoria inferior. As Escrituras sempre focalizam os demônios, como seres imundos, violentos e maliciosos.

(b) Ídolos. Paulo diz que “o ídolo nada é no mundo” (1Co 8.4). Mas, em razão de ser cego, surdo e paralítico. Torna, como arma de Satanás, o homem cego, surdo, apático. O texto em foco, tem seu fundo histórico no Salmo 115, onde lemos: “Os ídolos deles (dos pagãos) são prata e ouro, obra das mãos dos homens. Têm boca mas não falam; têm olhos, mas não vêem; Têm ouvidos, mas não ouvem; nariz têm, mas não cheiram. Têm mãos não apalpam, têm pés, mas não andam...” (vs. 4 a 7). Tememos o sábio conselho deste mesmo autor do Apocalipse: “Filhinhos, guardai-vos dos ídolos”. Amém.

21. “E não se arrependeram dos seus homicídios, nem das suas feitiçarias, nem da sua prostituição, nem das suas ladroíces”.



I. “...não se arrependeram”. Por incrível que pareça, o restante dos homens (isto é, que escaparam do segundo “ai”) não se arrependeram dos seus pecados: homicídios, feitiçarias, prostituições e ladroíces. Eles não reconheceram o fulminante castigo e correção como tendo vindo da parte de Deus; as praga deixam de produzir um efeito salutar no mundo que se opõe a Deus. Faraó, monarca egípcio, endureceu-se contra Deus, dez vezes (cf. Êx 7.13, 14, 22; 8.15, 19, 32; 9.7, 34, 35; 13.15) e dez vezes lemos que Deus o endureceu (cf. Êx 4.22; 7.3; 9.12; 10.1, 27; 11.10; 14.4, 8.17). Theodorett assim explica o caso: “O sol pelo seu calor torna a cena mole e o barro duro, endurecendo um e amolecendo o outro, produzindo pela mesma ação resultados contrários. Assim a longanimidade de Deus faz bem a alguns e mal a outros. Alguns são amolecidos e outros endurecidos”.

1. É observado que a lista de vícios tem continuação aqui. Todos esses vícios se originam na idolatria pagã, conforme é sugerido no versículo anterior. A “idolatria” será aumentada em sua intensidade até aos “últimos dias” e ao surgir em cena o Anticristo, o homem do pecado, será revivida a “idolatria” da pior modalidade. Por meio do Anticristo, o próprio Satanás será adorado. Os homens com orgulho nos corações, adorarão ainda a Besta e o falso profeta de sua corte (cf. 13.4, 8, 12, 15; 19.20).




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