Ao adotar um princípio que conseguimos perceber e comprovar como verdadeiro é preciso que se tenha não só a descoberta, mas, também a convicção sobre o que nos permite a inteligência e a experiência na vida



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INFLUÊNCIAS NEGATIVAS
Prof. Antônio Lopes de Sá – 22/02/2006

Ao aceitar um princípio que se consegue perceber e comprovar como verdadeiro, é preciso existir convicção sobre o que permite a inteligência e oferece a percepção da realidade.

Todos podem errar, mesmo quando procuram o certo, mas, ao se vislumbrar a trilha correta é preciso que ela se transforme em algo pétreo.

Isso não significa impossibilidade de que se venha mudar, se a transformação implicar evolução, mas, exige que sobre sólidas convicções possamos edificar procedimentos em nossa vida.

O que conseguimos conquistar pelo pensamento, reflexão e vivência, deve formar verdadeiro “vade-mécum”.

Isso porque nunca falta oposição ao que se conquista.

Não são poucos os que não possuindo competência para conseguir êxito limitam-se em imputar culpas a terceiros e, então, buscam confundir e criticar.

A censura sem fundamento, além de maldosa é ridícula, mas, sempre existiu e sempre existirá enquanto medíocres povoarem a Terra.

Existem pessoas que são especialistas em reproches e os fazem com ou sem razão.

Na realidade são inimigas de si mesmas e passam a condenar todas as coisas e tudo que lhes cerca.

O importante é que nunca nos deixemos impressionar pelo que sem razão fundada falam a nosso respeito ou sobre nossas idéias.

Prosseguir na meta que reconhecemos ser a certa e que está produzindo resultados favoráveis é uma virtude.

Se o que realizamos não nos prejudica e nem prejudica a terceiros, devemos pautar a nossa conduta pelo que verdadeiro reconhecemos.

Influências negativas não devem prevalecer sobre as edificadas positivamente.

As certezas que construímos devem estar aderidas ao nosso ser e assim permanecer inabaláveis.

Se diante de maldosas influências vacilarmos, se permitirmos indecisões distanciar-nos-emos da colimação de metas fixadas.

Exemplos inumeráveis existem no curso da história sobre o sucesso dos homens determinados em suas convicções.

Assim, em certa fase da vida do ilustre cientista Louis Pasteur, quando este realizava estudos sérios sobre a vida dos pequenos organismos, ataques pesados foram feitos contra os seus raciocínios e experimentos.

O ilustre personagem havia chegado a conclusão de que as doenças não eram coisas derivadas da abiogênese, mas, sim, eram provocadas pela ação de germes.

Como os médicos, na ocasião, entendiam de forma diferente e como Pasteur não era médico, mas, sim químico, não faltaram duras criticas ao trabalho que realizava.

Felix Archimede Pouchet, valendo-se da fama que conquistara, do nome acreditado que possuía, foi impiedoso nas duras censuras (que fez de 1859 a 1864), defendendo a geração espontânea, ou seja, tese contrária a de Pasteur.

A convicção de Pasteur foi que resolveu a questão e os trabalhos prosseguiram não obstante às oposições, até que João Tyndall, físico inglês (1820 - 1893), comprovou que realmente Pasteur tinha razão e assim a Academia de Ciências da França, também, a seguir consagrou.



Embora as mais famosas das experiências de Tyndall tivessem sido outras (como a da técnica usada para identificar a dispersão coloidal), o fato é que a da “esterilização” veio reforçar a tese que derrubou a abiogênese, consagrando o trabalho do ilustre químico francês.

Tais exemplos, numerosos na história, mostram que a força dos propósitos é fator que implica sucesso e traz efetiva contribuição ao ser determinado, a quem procura adquirir princípio em fundamento sólido da razão e da experiência e o sustenta com convicção.



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