Antiguidade na américa: povos pré-colombianos



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ANTIGUIDADE NA AMÉRICA: POVOS PRÉ-COLOMBIANOS

HISTÓRIA GERAL II: TEXTO COMPLEMENTAR

CIVILIZAÇÃO MAIA


Origem: América do Norte.

Localização: fixaram-se na Península de Yucatán e suas proximidade por volta de 900 a.C.

Área ocupada: pode ser dividida em duas regiões – Terras Altas, formada pelas áreas hoje conhecidas como Guatemala e El Salvador; Terras Baixas, formada pelas áreas conhecidas com Guatemala, México e Península de Yucatán.

 



 

O processo de construção da civilização Maia é dividido em dois períodos, o primeiro ocorre entre 317 e 987 d. C. e o segundo ocorre entre 987 e 1697 d. C.. Estas datas são marcadas através dos conhecimentos já existentes sobre a civilização.



      Primeira Fase: os Maias foram influenciados pelas culturas: izapa e olmeca. Assim já possuíam o conhecimento de construção de templos e pirâmides. Edificaram grandes cidades como Palenque, Pedra Negra e Tekal, consideradas as cidades mais importantes. Apartir de 731 d.C. tem-se início um grande processo de expansão, o que levou os Maias a dominar toda a Península de Yucatán e a um fantástico florescimento cultural.

    Segunda Fase: é representada pelo apogeu e pela decadência da civilização Maia. Nesta segunda fase os Maias sofreram novas influências vindas do Norte (Região do México), o que levou às cidades Maias a se desenvolverem mais, passando de centros religiosos à cidades estruturadas militarmente.


     No desenvolvimento da sociedade Maia destacam-se três cidades: Chicenitza, Mayapan e Uxnal. Em 1004 é criada por estas cidades a Confederação Maia, após a confederação, dezenas de cidades foram criadas nos dois séculos seguintes, gerando um aumento no poder político da Confederação.


     Entre os séculos X e XI as três principais cidades entram em guerra, na qual Mayapan sai vitoriosa. Mayapan exerce uma hegemonia sustentada pelo militarismo. Várias revoltas explodem na região, levando Mayapan, em 1441, a ser incendiada. As guerras acabam gerando êxodo urbano nas grandes cidades.


     A decadência dos Maias é gerada principalmente pelo declínio da agricultura, mas outros fatores com, lutas internas, catástrofes naturais (terremotos, epidemias etc.) e guerras externas foram influências para a decadência Maia.


     Quando os europeus chegaram, em 1559, os sinais do enfraquecimento era evidente e tornaram fácil a conquista. Tayasal foi a ultima cidade Maia a ser tomada pelos europeus em 1697.

      Cidades Estados: os Maias não edificaram um Estado unificado, centralizado. A realidade era que as cidades que se destacavam (as importantes) exerciam o controle sobre as vilas, povoados e regiões próximas. As cidades eram geralmente controladas por famílias e possuíam autonomia política e econômica.


    
Apesar da unidade estabelecida na Conferencia Maia, a regra era a disputa entre as cidades por independência, novas terras, tributos, matéria-prima etc.

      Economia e Sociedade: sua economia era baseada na agricultura, que tecnologicamente era primitiva, porém sua produtividade é grande, principalmente de milho (principal base alimentar). Essa produção gerava excedentes, assim era possível deslocar um grande contingente para as construções de templos, pirâmides, reservatórios de água etc.


     Os Maias eram obrigados a realizarem o rodízio das terras, pois estas eram pouco férteis, assim poderiam então garantir a fertilidade delas por até 8 ou 10 anos antes de passarem para outra área cada vez mais distante das aldeias e cidades.


A fome foi um dos fatores que levaram a civilização Maia ao declínio, os fatores da fome foram o esgotamento dos solo próximo as cidades e vilas e o aumento da população.
A religião era a base da sociedade Maia, ela legitima o poder (exercido por famílias) – poder TEOCRATICO.

 

 

·    Ahaucan (supremo sacerdote): tem o poder de indicar os sacerdotes, rege as cerimônias, recebe tributos e decide sobre as coisas do Estado. Há sacerdotes com funções específicas como adivinhos, os escribas e os encarregados dos sacrifícios etc.



·    Halach Uinic (chefe supremo): o cargo é hereditário, o chefe mantêm uma serie de altos funcionários como administradores e magistrados (Batab), chefes militares (Nacom), polícia (Tupil) etc. Os diferentes escalões da burocracia e do sacerdócio significam maior ou menor status social.

·    Mazehualob (camponeses e artesãos): compunham a maioria da população, pagavam impostos, trabalhavam nas obras e moravam distantes dos centros.

·    Putunes (grandes mercadores): eram um grupo marginalizado pelos Maias e sofriam pressão dos povos vindos da região do atual México, com o tempo ganharam status e importância devido a suas atividades: comércio de penas, mantas, produtos agrículas, cera, mel, sal, cerâmica, produtos artísticos etc.

·    Escravos: geralmente eram espólios de guerra, serviam a um senhor, mas não trabalhavam na produção.


       Cultura: os avançados conhecimentos que os maias possuíam sobre astronomia (eclipses solares e movimentos dos planetas) e matemática lhes permitiram criar um calendário cíclico de notável precisão. Na realidade, são dois calendários sobrepostos: o tzolkin, de 260 dias, e o haab de 365. O haab era dividido em dezoito meses de vinte dias, mais cinco dias livres. Para datar os acontecimentos utilizavam a "conta curta", de 256 anos, ou então a "conta longa" que principiava no início da era maia. Além disso, determinaram com notável exatidão o ano lunar, a trajetória de Vênus e o ano solar (365, 242 dias).Inventaram um sistema de numeração com base 20 e tinham noção do número zero, ao qual atribuíram um símbolo. Os maias utilizavam uma escrita hieroglífica que ainda não foi totalmente decifrada.

     A arte maia expressa-se, sobretudo, na arquitetura e na escultura. Suas monumentais construções - como a torre de Palenque, o observatório astronômico de El Caracol ou os palácios e pirâmides de Chichén Itzá, Palenque, Copán e Quiriguá - eram adornadas com elegantes esculturas, estuques e relevos. Podemos contemplar sua pintura nos grandes murais coloridos dos palácios. Utilizavam várias cores. As cenas tinham motivos religiosos ou históricos. Destacam-se os afrescos de Bonampak e Chichén Itzá. Também realizavam representações teatrais em que participavam homens e mulheres com máscaras, representando animais



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